7578 – Surfando um tsunami


Até daria para encarar essa loucura, mas é melhor não tentar. O principal problema nem é o tamanho da onda: nos picos de Mavericks e Jaws, na Califórnia e no Havaí, as ondas quebram com até 21 metros, o dobro do tamanho do tsunami que varreu o Sudeste Asiático no fim de 2004. O perigo é a força da onda mortal. Sua velocidade chega a 800 km/h e o volume de água que ela carrega é gigantesco. Além disso, o tsunami não tem aquela estrutura curvada e nem quebra como uma onda comum. Isso dificulta as manobras dos surfistas.
Tecnicamente, dropar um tsunami seria parecido com surfar uma pororoca, a onda oceânica que invade os rios amazônicos na época das grandes marés. Mas o risco de um acidente é bem maior.
Para começar, a pororoca tem hora exata para ocorrer – o tsunami, não. Além disso, a onda mortal é 20 vezes mais rápida e arrasta muito mais detritos. Mesmo assim, tem quem toparia cair na água no meio de um maremoto.
Basta estar na hora exata, no lugar exato, e contar com equipamentos adequados, como apoio de jet ski e helicópteros. Mas qualquer erro pode ser fatal.

Onda Comum
Basta estar na hora exata, no lugar exato, e contar com equipamentos adequados, como apoio de jet ski e helicópteros. Mas qualquer erro pode ser fatal.
Qualquer onda viaja mais rápido em regiões profundas e perde velocidade em áreas rasas. Junto da praia, uma onda comum chega a 60 km/h.
Uma onda comum mede até 150 metros. Em conseqüência, o volume de água que ela carrega é bem menor que o do tsunami.
Na praia, uma onda comum costuma aparecer depois da outra em questão de segundos. O surfista consegue se preparar e escolher a melhor para dropar.
O surfista rema com os braços até entrar na onda. Depois, ele se desloca da crista à base pela “parede” da onda, fazendo todo tipo de manobra.
As mais comuns medem de 2 a 3 metros e são bem leves (pesam 1,5 quilo), porque é preciso remar rápido para alcançar a onda.

Tsunami
Um tsunami tem forma mais “quadrada”. Sua frente parece uma avalanche em que a água na parte de cima já arrebentou. Fica bem mais difícil manobrar.
Em alto mar, um tsunami chega a viajar a 800 km/h. Perto da costa, ele atinge 80 km/h. Com essa velocidade, o surfista mal tem tempo de posicionar a prancha.
Um tsunami chega a ter 500 quilômetros de extensão! Dá para imaginar que o volume de água é pelo menos 5 mil vezes maior que de uma onda comum.
Entre um tsunami e outro pode haver um intervalo de 10 minutos a 2 horas. Essa demora torna difícil prever o momento de pegar a onda — ainda mais porque ela vem muito rápido.
Por causa da velocidade do tsunami, o surfista precisaria ser puxado por um jet ski até a onda. Depois, teria de permanecer junto à base, pois a parte de cima tem espuma e detritos.
Além dos anteriores, contar com uma equipe de apoio e resgate, com barcos, jet ski e helicóptero. E ter sorte para livrar-se dos obstáculos, pois o tsunami invade o continente.
Em ondas como o tsunami, a prancha precisaria de resistência. Por isso, ela teria de ser pesada e compacta, com cerca de 1,5 metro e pesando entre 7 e 8 quilos.

7577 – Qual é o país mais verde do mundo?


Planeta Verde

É a Islândia, que lidera o EPI (sigla em inglês para Índice de Performance Ambiental). Nesse ranking, publicado a cada dois anos pelas universidades Columbia e Yale, nos EUA, os países são classificados de acordo com as medidas adotadas para proteger o meio ambiente. A avaliação considera 25 critérios, divididos em oito categorias, cada uma com um peso, e a maioria dos dados vem de organizações internacionais, como a ONU e o Banco Mundial. A especialista em políticas ambientais Angel Hsu, gerente do EPI, porém, adverte que “o índice não responde se as medidas de preservação estão melhorando ou piorando”. Apesar das deficiências, o EPI é a avaliação ambiental mais abrangente, com 163 países estudados. Alguns deles, como a China, mantêm contato com os pesquisadores do índice para melhorar os indicadores ambientais.

1º Islândia – Nota 93,5

7º França – Nota 78,2

61º EUA – Nota 63,5

62º Brasil – Nota 63,4

69º Rússia – Nota 61,2

70º Argentina – Nota 61

121º China – Nota 49

163º Serra Leoa – Nota 32,1

• Na Islândia, 96% da água para consumo humano vem de minas e poços

• Segundo a OMS, a exposição a fatores ambientais é parcialmente responsável por 85 doenças.
• Em Reykjavík, capital islandesa, um sistema com água quente natural aquece os prédios desde 1930.
A porcentagem de território em que a natureza é protegida é avaliada. A Islândia tem cerca de 100 reservas, com área total de 20 mil km2. Como mais de 60% da população vive na capital, Reykjavík, há vastas áreas com pouca presença humana.
O impacto do líquido é medido pelo acesso da população a saneamento adequado e a água potável. Em relação ao ambiente, avaliam-se a qualidade da água, a porcentagem de território com excesso de demanda por água e o nível de escassez.
Poluição
Calculam-se as emissões tóxicas em ambientes externos e internos – vindas de eletrodomésticos, produtos químicos etc. Para medir o efeito da poluição no ecossistema, são analisados os níveis de emissão de compostos químicos específicos.
Doenças
Calculam-se as emissões tóxicas em ambientes externos e internos – vindas de eletrodomésticos, produtos químicos etc. Para medir o efeito da poluição no ecossistema, são analisados os níveis de emissão de compostos químicos específicos.
Atmosfera
Avalia a emissão de gases causadores do efeito estufa, além do gás carbônico gerado para produzir eletricidade. Na Islândia, como 95% da energia é de origem geotérmica, o país já deixou de emitir mais de 100 milhões de toneladas de CO2 desde 1944.
Agricultura
A nota é formada pela quantidade de água usada em lavouras, incentivos públicos que interferem na agricultura e a legislação sobre o uso de agrotóxicos. A agricultura na Islândia quase não polui, já que apenas 1% do território é usado para cultivo.
Pesca
Mede-se quanto a pesca avança na cadeia alimentar. O normal é caçar os peixes mais robustos – se existe necessidade de pescar os menores, há um desequilíbrio. Outro aspecto analisado é a pesca com redes, que devasta a fauna marinha.
Arborização
Mede-se quanto a pesca avança na cadeia alimentar. O normal é caçar os peixes mais robustos – se existe necessidade de pescar os menores, há um desequilíbrio. Outro aspecto analisado é a pesca com redes, que devasta a fauna marinha.

7576 – Horário de Verão


Até 2008, a data variava ano a ano, mas agora é definida por um decreto presidencial. Ele determina que os relógios fiquem adiantados entre o terceiro domingo de outubro e o terceiro domingo de fevereiro. Com uma exceção: quando o último dia bate com o Carnaval, o fim é adiado para o domingo seguinte. O truque surgiu em 1916, na Alemanha, com o objetivo de aproveitar a claridade da manhã e adicionar uma hora de luz natural ao final da tarde, incentivando as pessoas a apagar as luzes e economizar energia.
Nos extremos dos hemisférios Norte e Sul, o dia amanhece cedo durante o verão e adiantar o relógio faz com que o sol nasça na mesma hora em que as pessoas estão acordando, garantindo que o tempo extra de luz seja aproveitado à noite. Por esse motivo, no Brasil, só as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul têm horário de verão.

Curiosidade:
Horário de verão em 1986/87 – Obs.: Todo o Território Nacional.
No ano de 1987 o horário de verão acabou numa sexta feira 13 e com lua cheia… e 2 meia-noites. Enredo para filme de terror.

7575 – As plantas mais venenosas do mundo


Dá para citar pelo menos uma dezena de plantas mortais, com toxinas venenosas que podem matar quem entrar em contato com elas. Mas não dá para fazer um ranking incontestável das mais venenosas. Primeiro, porque o efeito da toxina varia muito de pessoa para pessoa – as vítimas mais resistentes podem ter apenas vômitos ou outras reações menos pesadas; as mais fracas podem morrer. Segundo, porque a quantidade de veneno capaz de causar problemas ao ser humano muda de planta para planta. E terceiro, porque existem várias formas de contágio: comendo a planta, tendo contato pela pele e até cheirando o perfume que ela exala.
Todas elas são consideradas altamente venenosas e causam acidentes domésticos. As principais vítimas são as crianças, que costumam achar saborosas plantinhas como a comigo-ninguém-pode, cultivada para espantar o mau-olhado. Mas, quando a planta é mastigada, pequenos cristais ferem a boca e a faringe, provocando um inchaço que impede a passagem de ar e causa morte por asfixia. Outro motivo de envenenamento é confundir uma planta tóxica com outra inofensiva. Isso pode ocorrer, por exemplo, com a mandioca e suas parentes venenosas, que são bem parecidas na forma, mas bem diferentes na composição química. Para evitar esse perigo, o melhor é prevenir: não mande para a panela vegetais desconhecidos.

Comigo-Ninguém-Pode (Dieffenbachia picta Schott)
É TÓXICA: porque o caule e as folhas têm cristais de oxalato de cálcio, substância que provoca inflamações no corpo.
quando mastigada, a planta fere as mucosas da boca, faringe e cordas vocais. A inflamação causa inchaços que impedem a passagem do ar e podem levar à asfixia.
No hospital, a vítima recebe analgésicos contra a inflamação e passa por uma lavagem gástrica. Tomar leite e óleo de oliva ajuda a eliminar a toxina.
Cultivada dentro de casa, essa plantinha é tida como amuleto contra o mau-olhado. Nos Estados Unidos, ela é conhecida como “cana de mudo”, já que o inchaço impede a pessoa de falar até que a inflamação melhore.

Jequiriti (Abrus precatorius L.)
É TÓXICA: porque tem sementes vermelhas com uma substância chamada abrina, que mata quando mastigada.
A abrina provoca a aglutinação das células vermelhas do sangue, formando coágulos e impedindo a circulação corpórea.
É preciso levar a vítima rapidinho para o hospital. O salvamento inclui lavagem gástrica e remédios anticoagulantes.
Abundante nas regiões tropicais, o jequiriti ficou famoso por ser a “planta proibida” do filme A Lagoa Azul. Na produção, o casal apaixonado mastiga as sementes e acaba morrendo.

Pinhão-de-Purga (Jatropha curcas L.)
É TÓXICA: porque contém ricina nas sementes
Causa aglutinação das hemáceas e dificuldade de circulação do sangue. A ingestão de quatro ou mais sementes de pinhão-de-purga pode causar a morte.
A vítima deve ir direto para o hospital. Depois de passar por uma lavagem gástrica, é preciso evitar a desidratação com soro.
Considerada uma planta invasora, o pinhão-de-purga ocorre como praga em pastagens e lavouras nas zonas rurais. Como ele não é muito comum nas grandes cidades, há menos registros de acidentes com esse vegetal

Mamona (Ricinus communis L.)
É TÓXICA: porque a semente tem ricina, uma toxina letal quando ingerida
Assim como a abrina, a ricina causa coágulos sanguíneos. Há casos de morte de crianças que ingeriram uma única semente, e de adultos que comeram duas delas. Em casos menos graves, a toxina ocasiona queimação na garganta, vômitos intensos, taquicardia e diarréia.
Internação imediata, com lavagem gástrica e anticoagulantes
Não é que as mamonas podem mesmo ser assassinas? Aparentemente inofensivo, esse arbusto originário da Ásia meridional cresce em qualquer terreno baldio. Uma simples dentada pode causar vômitos e diarréia.

Mandioca-Brava (Manihot utilissima Pohl)
É TÓXICA: suas raiz e suas folhas possuem linamarina, uma substância tóxica que pode matar quem comer a planta
Nas intoxicações mais pesadas, a linamarina causa asfixia e convulsões, que se não forem tratadas podem ser fatais.
Hospitalização e lavagem gástrica. Os principais remédios são antídotos específicos, como o nitrito de amila.
Tal planta nativa do Brasil é venenosa quando crua. Mas, ao ser cozinhada, sua substância tóxica deixa de fazer efeito. Hoje em dia, já dá para encontrar no mercado exemplares geneticamente modificados, que não têm o veneno encontrado na natureza.

7574 – Nasa anuncia plano para usar cápsulas espaciais infláveis


A Agência americana firmou um contrato de US$ 17,8 milhões com a empresa aeroespacial Bigelow, que irá fornecer cápsulas espaciais infláveis que serão acopladas à Estação em órbita em 2015.
“A parceria entrea Nasa e a Bigelow abre um novo capítulo no nosso trabalho contínuo de trazer inovação à indústria espacial, anunciando uma tecnologia de ponta que pode permitir que os seres humanos vivam no espaço de forma segura e econômica”, disse Lori Garver, administradora adjunta da Nasa.