7549 – Mega Byte – Cientistas convertem arquivo de computador em DNA sintético


Pesquisadores europeus acabam de provar que é possível armazenar arquivos digitais em DNA.
Hoje, com o aumento exponencial do mundo digital, há uma necessidade crescente de memória para armazenar o conteúdo produzido.
Discos rígidos e dispositivos de memória flash (os gloriosos pen drives) são as opções mais comuns, mas exigem fornecimento de energia para operar, e a preservação magnética dos dados acaba se degradando com o tempo.
Em comparação, moléculas de DNA são extremamente estáveis. “Já sabíamos que o DNA é uma forma robusta de armazenar informação porque podemos extraí-la de ossos de mamutes, com dezenas de milhares de anos, e ainda assim compreendê-la”, diz Nick Goldman, do Instituto Europeu de Bioinformática, autor do novo estudo, publicado na “Nature”.
O fator mais complicado na hora de guardar informações em moléculas de DNA é escrevê-las de modo a conseguir recuperá-las mais tarde.
O DNA é composto por quatro bases nitrogenadas: C (citosina), G (guanina), T (timina) e A (adenina).
Até aí, ótimo –é até melhor que os computadores, que só trabalham com 0 e 1. O problema é “soletrar” o conteúdo –as técnicas de produção de DNA acabam levando a erros de “digitação”, principalmente quando duas letras iguais vêm em seguida.
Além disso, só se consegue hoje produzir sequências pequenas –nada como um cromossomo inteiro, com milhões de pares de base.
Os pesquisadores superaram esses problemas estabelecendo uma correlação entre bytes convencionais e bytes escritos em bases nitrogenadas, de forma a evitar a repetição de letras genéticas.
Depois, trabalharam com sequências pequenas, com superposições entre elas, e trechos que indicavam como deveriam ser reconstruídas.
Partindo de um arquivo de texto, um MP3, uma foto, um PDF e um arquivo de código (que explica como a conversão de arquivos é feita), a empresa californiana Agilent Technologies sintetizou uma amostra de DNA que mais lembrava um grão de poeira.
O material foi despachado pelo correio, sem cuidados especiais, para a Alemanha.
Ao chegar lá, Goldman e sua equipe “leram” o conteúdo do DNA e remontaram a sequência no computador.
O sucesso abre caminho para o uso prático da técnica, mas ainda é preciso melhorar a codificação e as técnicas de escrita e leitura do DNA para que isso se torne comercialmente viável.
Como o custo da síntese de DNA vem caindo, dizem os pesquisadores, esse esquema deve ser comercialmente praticável em uma década.
Eles destacam que seria possível armazenar todos os filmes e séries já produzidos –cerca de 100 milhões de horas de vídeo em alta definição– em uma xícara de DNA.
A técnica seria útil para preservação a longo prazo das cópias digitais definitivas que os grandes estúdios de cinema fazem de seus filmes.
Entretanto, não espere ter um disco rígido de DNA em sua casa. Para acesso rápido e constante aos dados, a memória magnética de hoje é bem mais prática. A vantagem do DNA é em preservar arquivos a longo prazo, com baixo índice de acessos.

Dna e byte

7548 – Como funciona uma turbina de avião


Turbinas a gás podem ter várias aplicações. Por exemplo, em muitos helicópteros, em usinas termoelétricas de pequeno porte e mesmo no tanque M-1.
Então, por que um tanque M-1 usa uma turbina a gás de 1.500 cavalos em vez de um motor diesel? Existem duas grandes vantagens da turbina sobre o diesel:
Turbinas a gás têm uma ótima relação potência/peso, se comparadas a motores a pistão. Isso quer dizer que a quantidade de potência que se consegue do motor comparada ao seu próprio peso é muito boa.
Turbinas a gás são menores do que motores a pistão de mesma potência.
A principal desvantagem de turbinas a gás é que, comparadas a motores a pistão do mesmo tamanho, elas são caras. Por girar a velocidade muito alta e por causa das altas temperaturas de operação, o projeto e a construção são dificeis, tanto do ponto de vista da engenharia quanto dos materiais. Turbinas a gás também tendem a consumir mais combustível quando estão em marcha lenta e preferem uma carga constante à variável. Isso torna turbinas a gás excelentes para algo como aviões a jato e usinas, mas explica por que não há uma sob o capô de um automóvel.
Teoricamente, turbinas a gás são extremamente simples. Elas têm três partes:
Compressor: comprime o ar de admissão por alta pressão;
Câmara de combustão: queima o combustível e produz gás com alta pressão e alta velocidade;
Turbina: extrai energia do gás a alta pressão e alta velocidade vindo da câmara de combustão.
Câmara de combustão
O ar sob alta pressão entra na câmara de combustão, na qual um anel de injetores de combustível injeta um jato constante de combustível. Geralmente o combustível é querosene, combustível de jato, propano ou gás natural. Se você pensar em como é fácil apagar uma vela, então você pode imaginar o problema de projeto na área de combustão – nessa área entra ar a alta pressão, a centenas de quilômetros por hora, e é preciso manter uma chama queimando continuamente nesse ambiente. A peça que resolve esse problema é o chamada de “queimador” ou, às vezes, de “caneca”. A caneca é uma peça oca e perfurada de metal pesado.
A turbina
À esquerda do motor está a seção da turbina. Nesta figura existem dois conjuntos de turbinas. O primeiro conjunto aciona diretamente o compressor. As turbinas, o eixo e o compressor giram como uma coisa só:

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Na extrema esquerda está um estágio final da turbina, mostrado aqui com uma única fileira de pás. Ela aciona o eixo de saída. Esse estágio final da turbina e o eixo de saída são uma unidade independente que gira livremente. Elas giram livremente sem nenhuma conexão com o resto do motor. E essa é a parte surpreendente de uma turbina a gás – há energia suficiente nos gases quentes passando pelas pás dessa turbina final de saída para gerar 1.500 cavalos de força e movimentar um tanque M-1 (em inglês) de 63 toneladas! Uma turbina a gás é realmente bem simples.
No caso da turbina usada num tanque ou numa usina não há realmente nada a fazer com os gases de escape a não ser direcioná-los pelo tubo de exaustão, como mostrado. Às vezes o exaustor passa por algum tipo de trocador de calor, para extrair calor para alguma outra finalidade ou para pré-aquecer o ar antes dele entrar na câmara de combustão.
Grandes jatos comerciais usam o que é conhecido como motores turbofan, que nada mais são do que turbinas a gás com enormes pás de ventilador na parte da frente do motor. Aqui está o desenho básico (altamente simplificado) de um motor turbofan:

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Dá para ver que o coração de um turbofan é uma turbina a gás normal como a descrita na seção anterior. A diferença é que o estágio final da turbina aciona um eixo que vai até a frente do motor para girar as pás de ventilador (mostradas em vermelho nesta figura). Esse arranjo de múltiplos eixos concêntricos, a propósito, é extremamente comum em turbinas a gás. Na verdade, em muitos turbofans maiores, pode haver dois estágios de compressores completamente separados acionados por turbinas separadas, juntamente com a turbina do ventilador, como mostrado acima. Todos os três eixos giram um ao redor do outro.
A finalidade do ventilador é aumentar consideravelmente a quantidade de ar passando pelo motor e assim aumentar consideravelmente o empuxo. Quando você olha dentro de um motor de um jato comercial no aeroporto, o que você vê são as pás de ventilador na parte dianteira do motor. Elas são imensas – por volta de 3 metros de diâmetro nos grandes jatos, podendo assim mover muito ar. O ar puxado pelo ventilador é chamado de ar desviado (mostrado em roxo acima) porque ele passa por fora da turbina do motor e vai direto para a parte traseira da nacele em alta velocidade para fornecer empuxo.
Um motor turboélice é similar a um turbofan, mas em vez de um ventilador ele tem uma hélice convencional na parte da frente. O eixo de saída é conectado a uma caixa de redução para diminuir a velocidade, e o eixo de saída da caixa de redução gira uma hélice.

Princípios do empuxo
A finalidade de um motor turbofan é produzir empuxo para deslocar o avião para a frente. O empuxo é geralmente medido em libras nos Estados Unidos (o sistema métrico utiliza Newtons; 4,45 Newtons equivalem a 1 libra de empuxo). Uma “libra de empuxo” é igual a uma força capaz de acelerar 1 libra de material a 9,76 metros por segundo ao quadrado (o equivalente à aceleração da gravidade). Portanto, se você tiver um motor a jato capaz de produzir uma libra de empuxo, ele pode manter 1 libra de material suspenso no ar se o jato for apontado diretamente para baixo. Da mesma forma, um motor a jato produzindo 2.300 quilos de empuxo poderia manter 2.300 quilos de material suspensos no ar. E se um motor de foguete produzisse 2.300 quilos de empuxo aplicados a um objeto de 2.300 quilos flutuando no espaço, o objeto de 2.300 quilos iria acelerar à razão de 9,76 metros por segundo ao quadrado.
O empuxo é gerado de acordo com o princípio de Newton que diz que “a toda ação corresponde uma reação igual e em sentido contrário”. Por exemplo, imagine que você esteja flutuando no espaço e que você pese na Terra 45 quilos. Na sua mão, você tem uma bola de beisebol que pesa 450 gramas na Terra. Se você arremessá-la a uma velocidade de 10 metros por segundo (36 km/h), seu corpo vai se mover no sentido oposto (ele reagirá) a uma velocidade de 0,10 metro por segundo (0,36 km/h). Se continuasse a arremessar bolas de beisebol daquela maneira à razão de uma por segundo, suas bolas de beisebol estariam gerando 450 gramas de empuxo contínuo. Lembre-se que para gerar 450 gramas de empuxo por uma hora você precisa estar segurando 1.620 kg de bolas de beisebol no começo da hora. Se quisesse fazer melhor, teria que arremessar as bolas com mais força. “Arremessando-as” (vamos dizer, com uma arma) a 1.000 metros por segundo (3.600 km/h), você geraria 45 kg de empuxo.

Empuxo de motor a jato
Num motor turbofan, as bolas de beisebol que o motor está arremessando são moléculas de ar. As moléculas de ar já estão lá, de modo que o avião pelo menos não precisa carregá-las. Uma única molécula de ar não pesa muito, mas o motor está arremessando muitas delas – e a uma velocidade muito alta. O empuxo no turbofan vem de dois componentes:
a própria turbina a gás: geralmente um estreitamento é formado no final do tubo de escape da turbina a gás (não mostrado nesta figura) para produzir um jato de alta velocidade do gás de exaustão. As moléculas de ar saem do motor a uma velocidade normalmente de 2.092 km/h.
o ar desviado produzido pelas pás de ventilador: ele se desloca a uma velocidade menor do que a saída da turbina, mas as pás movimentam bastante ar.

7547 – Música – SOUL II SOUL: INFLUÊNCIA NOS ANOS 80 E 90


Soul II Soul

Apesar de ter surgido no final dos anos 80, um dos nomes mais influentes da música naquela década e na seguinte foi o Soul II Soul.
O grupo, liderado por Jazzie B, deu um novo tempero ao R&B e alcançou o sucesso com o lançamento de “Keep on Movin'”, seu terceiro single, lançado em 1989. Tendo Caron Wheeler nos vocais, o hit entrou rapidamente na parada Top Ten na Inglaterra, país de origem do Soul II Soul. Em seguida foi a vez de “Back To Life” conseguir o mesmo sucesso.
Na Inglaterra, o primeiro álbum recebeu o título de Club Classics Vol.1.; na América foi chamado de Keep on Movin’.
Antes de gravarem o segundo álbum, Caron Wheeler deixou o Soul II Soul para seguir carreira solo. Mesmo sem a sua participação, o álbum chegou ao primeiro lugar na parada britânica imediatamente após o lançamento.
Inúmeros artistas se inspiraram no que se chamou de “ritmo Soul II Soul”. O grupo teve nos anos 90 influência semelhante a de Afrika Bambaataa e seu clássico “Planet Rock” nos anos 80. Ambos tiveram grande importância para o R&B e Hip-Hop.

7546 – Cinema – Amargo Pesadelo


História
Quatro amigos, Ed Gentry (Jon Voight), Lewis Medlock (Burt Reynolds), Bobby Trippe (Ned Beatty) e Drew Ballinger (Ronny Cox), decidem descer de canoa um rio das florestas da Geórgia, antes que toda a região se transforme em uma represa. Depois de advertências dos habitantes locais, Drew participa de um Duelo de Banjos com um menino mudo e então eles iniciam a viagem. Inicialmente se exultam com a beleza da natureza e a emoção inicial das correntezas. No entanto, no dia seguinte, as coisas começam a tomar um rumo pior, quando Bobby e Ed decidem descansar na margem, depois de se separarem de Lewis e Drew. Dois montanheses armados saem da floresta, amarram Ed e um deles estupra Bobby. Lewis e Drew os resgatam, mas o ataque que sofreram muda totalmente o clima da viagem. Além disso o rio fica cada vez mais perigoso.

– Sam Peckinpah tinha interesse em levar a estória de James Dickey ao cinema, mas John Boorman foi mais rápido ao assegurar os direitos de sua adaptação para o cinema.
– Para minimizar os custos de produção o filme não teve dublês, obrigando os atores a realizar todas as suas cenas.
– O diretor John Boorman tentou contratar os atores Marlon Brando, James Stewart e Henry Fonda para interpretar o personagem Lewis Medlock. Todos recusaram a proposta devido a exigência de rodar suas próprias cenas perigosas no filme.
– Burt Reynolds fraturou uma costela ao realizar uma de suas cenas.
– O orçamento de
Amargo Pesadelo
foi de US$ 2 milhões.

Título original – Deliverance
Ano: 1972

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7545 – Mega Tour – Malibu


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É uma influente cidade em frente a praia, localizada no noroeste do Condado de Los Angeles, na Califórnia, costa oeste dos Estados Unidos. Foi incorporada em 28 de março de 1991.
Apelidado de “o Bu” por surfistas e moradores locais, a comunidade é famosa por suas praias de areia quente, e por ser o lar de muitas estrelas de cinema de Hollywood e outros associados à indústria do entretenimento.
Se espalha por uma faixa costeira de 43 km do Oceano Pacífico, famosa por suas praias de areias quentes propícias aos esportes de verão e ao surf e por ser a moradia de diversas celebridades ligadas à indústria do entretenimento de Hollywood e da Califórnia. Uma popular placa da cidade estampa: “Malibu: A Way of Life” (em português: Malibu: Um Estilo de Vida).
A cidade é cortada pela Pacific Coast Highway, a mais importante auto-estrada expressa da Califórnia, que cruza as famosas praias de Escondido, Zuma, Surfrider e Paradise. No limite oeste da linha costeira encontra-se Pirate’s Cove, assim nomeada por contrabandistas de rum durante a Lei Seca, que a usavam para descarregar suas mercadorias vindas por via marítima para a Califórnia. Devido a este isolamento, a área hoje foi transformada em área de nudismo.
De acordo com o United States Census Bureau, a cidade tem uma área de 51,4 km², onde 51,2 km² estão cobertos por terra e 0,1 km² por água.
Segundo o censo nacional de 2010, a sua população é de 12 645 habitantes e sua densidade populacional é de 246,83 hab/km². Possui 6 864 residências, que resulta em uma densidade de 133,98 residências/km².

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7544 – Farmacologia – A Difenidramina


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Remédios à base difenidramina, um anti-histamínico usado por gestantes contra enjôos, náuseas e alergias, pode provocar anomalias no comportamento sexual dos filhos quando estes atingem a idade adulta. Ao menos em ratos, como sugere a tese da farmacêutica do Instituto de Ciência Biomédicas da Universidade de São Paulo. Depois de analisar durante três anos o comportamento de filhotes nascidos de mães tratadas com o medicamento, os resultados surpreenderam.
Quando adultos, os filhotes machos das ratas que receberam o medicamento na gestação demoram mais pra procurar as fêmeas, realizam a penetração com dificuldade e, quando isso acontece, as ejaculações são bastantes retardadas. Tal comportamento se inverte quando se trata dos filhotes das fêmeas. Elas ficaram muito mais receptivas sexualmente às montas dos machos do que as filhas das ratas que não receberam o medicamento.

Anti-histamínico bloqueador H1 e sedativo. É um derivado da etanolamina. Compete com a histamina pelos receptores H1 presentes nas células efetoras. Desta forma evita, porém não reverte, as respostas mediadas unicamente pela histamina.
A Difenidramina é um anti-histamínico H1, de primeira geração, manifestando atividade anticolinérgica é usado para melhorar as reações alérgicas ao sangue ou plasma, em anafilaxia, como adjunto da epinefrina.
Curiosamente, ela tem algum efeito sobre a recaptura da serotonina, o que levou a alguns medicamentos para a depressão com estrutura semelhante.

É indicado para tratamento de:
Conjuntivite alérgica
Ênjoo em viagem
Rinite alérgica
Parkinsonismo (em idoso que tenha intolerância por medicação mais potente)
Distonia aguda (e.g. impregnação por haloperidol)
Rinite vasomotora
Urticária
Coadjuvante no tratamento das reações anafiláticas

O uso de Difenidramina pode causar:
Problemas de acuidade visual
Secura da boca e da garganta
Sonolência
Tontura

Durante o tratamento não é recomendado o uso de Bebida alcoólica e outros depressores do Sistema Nervoso Central.

7543 -Ecologia – Um tiro pela culatra…


Os detergentes ecológicos parecem estar poluindo mais que os detergentes convencionais. Pelo menos na opinião de cientistas do Instituto de Pesquisa da Água, de Roma, e da Universidade de Milão, na Itália. Há quatro anos eles observam a formação de uma espécie de espuma verde nas águas mornas e calmas do Mar Adriático, sempre na primavera. O malcheiroso fenômeno, que afastou muitos turistas das praias italianas, foi atribuído inicialmente a uma superpopulação de algas. Mas logo percebeu-se que a história era mais complicada.
A espuma é provavelmente um aglomerado de material secretado por bactérias e microorganismos, mas que têm se multiplicado velozmente graças aos principais compostos dos detergentes verdes: os zeólitos e ácidos policarboxílicos. Nos dias quentes, eles se agregam e sobem à tona, fornecendo um perfeito habitat aos seres microscópicos. Por ironia, essas substâncias haviam tomado o lugar do fosfato dos antigos detergentes, que era acusado de favorecer a superpopulação de algas nos rios e mares.

7542 – O Mistério dos Jacarés Anões


Os jacarés brasileiros sofrem de um mal que até agora só havia sido observado em seus semelhantes de outros países, principalmente da América do Norte e da África: o nanismo. Os doentes não só crescem menos, como têm menor apetite que os jacarés normais, por isso são magros e enfraquecidos. Essa é a conclusão de um grupo de estudantes da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, em São Paulo.
Trata-se de uma doença muito parecida com a chamada síndrome de Hunt. Mas até agora ninguém sabe o que torna os jacarés anões.
Até então, não se tinha notícia desse mal por aqui. Pode ser que, por serem pequenos e mais frágeis, os jacarés anões acabavam vítimas de seus predadores naturais.
Orientados por especialistas do departamento de Patologia daquela faculdade, os estudantes estão tentando descobrir como cuidar de jacarés doentes. Impossíveis de serem detectados no habitat natural, vários problemas de saúde dos jacarés só foram conhecidos depois que eles passaram a ser criados para o abate, em cativeiro.

7541 – Medicina – Ginko Biloba contra a Depressão


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Uma planta de nome esquisito, comum no Japão, ficou famosa entre os botânicos por ter sido a única espécie vegetal que sobreviveu ao bombardeio atômico de Hiroshima, em 1945. Agora, a gingko biloga – é assim que ela se chama – está ficando conhecida entre os médicos. É que seu extrato parece ajudar no tratamento da depressão, à medida que reforça o efeito das drogas usadas para combater o problema. Cientistas ligados a Organização Mundial de Saúde (OMS) estão pesquisando essa capacidade da planta, em diversos países. “Pelo menos 100 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem algum tipo de depressão” “E três em cada dez pacientes não reagem aos medicamentos conhecidos.”
Uma possível explicação para a falta de respostas a terapia são lesões na membranas dos neurônios, provocadas por radicais livres, moléculas nocivas produzidas pelo próprio organismo.
“Tudo leva a crer que o extrato de gingko biloba limpa o cérebro dos radicais livres e, assim, o prepara para receber as drogas antidepressivas”, com isso, esperam os pesquisadores, a proporção de pacientes resistentes ao tratamento deve diminuir.

7540 – Mega Mix – Odontologia


Cientistas americanos desenvolveram um chiclete com fosfato de cálcio que ajuda na proteção contra a cárie. A vida e os hábitos alimentares dos animais podem ser registrados através do tratamento dos dentes.
É ultrapassado o conceito de que é mais saudável escovar os dentes com água oxigenada. Para que ela tenha algum efeito sobre as bactérias seria necessário passar o dia inteiro escovando os dentes.

Dentista sem dor:
A Odontologia está se armando até os dentes para aliviar o sofrimento dos pacientes – inclusive o psicológico. O laser, como substituto da broca de alta rotação, é o principal instrumento desse arsenal.
As cáries menores já podem ser tratadas sem anestesia com o laser de érbio – um raio que usa as propriedades concentradoras do elemento químico érbio para penetrar no dente profundamente.
Ele atravessa a estrutura, desintegra as moléculas da cárie e limpa tudo para a restauração – ou obturação.
O raio também pode ser usado em cirurgias e obturações de resina, mas não nas metálicas, que usam limalha de prata e mercúrio, indicadas para as cáries profundas nos dentes de trás. Aí, a broca continua indispensável.
O pesquisador Harvey Wigdor, da Universidade Noroeste de Chicago, nos Estados Unidos, desenvolveu, em 1997, um trabalho para descobrir o que aliviaria os pacientes de dentistas. Depois de entrevistar 100 indivíduos, concluiu que o principal desejo deles não era só se livrar da dor. O trauma, mesmo, era o barulho incômodo do motorzinho.
Para pôr fim a dois temores com uma técnica só, boa parte da indústria odontológica pesquisa formas de aposentar de vez a broca. Além do laser, os outros candidatos a substituto são um gel para dissolver a cárie, que deve chegar ao Brasil no início do próximo ano, e um jato de ar, já disponível em vários consultórios.
Embora silenciosas, as duas técnicas não são totalmente à prova de dor. Se a cárie tiver atingido uma região próxima ao nervo, o incômodo vai aparecer. Neste caso, usa-se a velha e boa anestesia.
As substâncias anestésicas de hoje são bastante seguras e, na última década, a espessura da agulha encolheu três vezes. Ou seja, a picada também já não incomoda tanto.

Passo a passo:
A cárie abre um buraco no esmalte, que é o escudo do dente, e expõe a dentina, a área mais interna. É bem aí que a broca age. Ela é formada por um anel que gira rapidamente, arrancando minúsculos pedaços do tecido cariado.
A dentina é cheia de canais preenchidos com um líquido. Esses dutos conduzem à pulpa, onde está o nervo do dente. Por meio do líquido, o calor provocado pelo atrito e pela trepidação produzida pelo motorzinho chegam rapidamente até ele.
A única função desses nervos é perceber a dor. Eles levam a informação para o cérebro à velocidade de 1 metro por segundo. As terminações nervosas que indicam ao dente que força usar na mastigação ficam do lado de fora.
Laser
Ao contrário da broca, o laser não arranca pedaços. A energia produzida por ele desintegra as moléculas do tecido cariado e ainda mata as bactérias da região, limpando a cavidade que será obturada.
O laser é uma luz emitida por pulsos muito rápidos, com duração de milissegundos. Por isso, ele produz muito menos calor e trepidação, sem alterar o equilíbrio do líquido dentro dos canais da dentina.
Já que o líquido dos dutos é pouco atingido, o nervo nem chega a sentir. Assim, a dor é menos intensa ou até inexistente.
Há fachos de luz com quantidades diferentes de energia. Desse modo, é possível usar cada um deles com fins diferentes e não apenas para retirar a cárie.
O chamado laser de CO2 (gás carbônico), mais antigo, é apropriado para cortar a gengiva. Ele esquenta a água que existe dentro das células e as faz explodir feito milho de pipoca. Assim, abre incisões para a cirurgia na gengiva com a eficiência de um bisturi.
O laser de arseneto de gálio alivia a dor. Ele aumenta o fluxo sanguíneo na região, diminuindo a inflamação e estimulando a produção de endorfina, um analgésico natural. É empregado depois da extração de um dente ou antes da anestesia convencional, para que o paciente não sinta a picada.
O gel é uma mistura de aminoácidos e hipoclorito de sódio (parecido com água sanitária). Em contato com o dente, dissolve a cárie sem afetar a parte sadia. Depois, a mistura é retirada com um pequeno instrumento de metal e a cavidade está pronta para ser obturada.

7539 – Tecnologias – Era bom, mas não colou – Digital Compact Cassete


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Cansados de esperar pelo sucesso do Digital Audio Tape (DAT), uma fita pequena e de alta performance – que nunca emplacou devido ao preço exorbitante da aparelhagem capaz de reproduzi-la -, as empresas resolveram criar o Digital Compact Cassete (DCC). Mais barato e muito semelhante à fita cassete comum, o DCC tem uma diferença básica: em vez de gravar e interpretar oscilações magnéticas, ele registra na fita milhares de bits de informação, tal qual fazem os computadores nos disquetes.
Isso garantia a qualidade do som por muito tempo, ao contrário das tradicionais fitas analógicas que, depois de serem tocadas muitas vezes, se desmagnetizam e perdem alguns dos sons, sobretudo os agudos. O sistema DCC foi lançado no Brasil, em abril de 1993, pela Basf, fabricante do cassete digital, e pela Philips, fabricante do aparelho de som e também não emplacou. Embora bom, foi um fiasco nas vendas. Ninguém precisaria jogar suas fitas comuns no lixo. “O equipamento também reproduzia os cassetes tradicionais analógicos.

7538 – Biologia – Parentesco dos cupins e baratas


Os mais antigos genes já encontrados pertenceram a cupins que, por sorte da ciência moderna, ficaram presos em âmbar há 25 ou 30 milhões de anos. Ainda mais importante: a análise dos genes mostra que os cupins não são netos das baratas, como se pensava. Em vez disso, os dois grupos de insetos são bisnetos de um inseto mais antigo e ainda não identificado. Chega-se a tal conclusão depois de comparar cuidadosamente a anatomia e os genes dos dois grupos: baratas e cupins muito antigos são mais parecidos entre si do que seus descendentes modernos. Os genes descobertos agora parecem confirmar essa conclusão. Eles pertenceram a uma espécie extinta de cupim, denominada A1astotermes electrodominicus, que viveu onde é hoje a República Dominicana. Seus descobridores, em 1991, foram quatro cientistas do Museu Americano de História Natural. Só agora os genes foram analisados.