7503 – Quem inventou os quadrinhos?


A primeira história em quadrinhos (HQ) moderna foi criada pelo artista americano Richard Outcault em 1895. “A linguagem das HQs, com a adoção de um personagem fixo, ação fragmentada em quadros e balõezinhos de texto, surgiu nos jornais sensacionalistas de Nova York com o Yellow Kid (‘Menino Amarelo’)”, diz o historiador e jornalista Álvaro de Moya, autor do livro História da História em Quadrinhos. A tirinha de Outcault fez tanto sucesso que os grandes jornais nova-iorquinos entraram em pé de guerra para ter o Yellow Kid em suas páginas. Mas é claro que esse formato original para contar uma história não surgiu na cabeça de Outcault de uma hora para outra. Se a gente for buscar as primeiras raízes das HQs, podemos chegar às pinturas rupestres feitas pelos homens pré-históricos, que serviam para contar, por exemplo, como eram suas aventuras nas caçadas.
Os quadros das igrejas medievais que retratavam a via sacra – os últimos momentos da vida de Jesus na Terra – também podem ser considerados antepassados das tirinhas. A grande diferença é que esses ancestrais das HQs não tinham texto, os enredos eram desenvolvidos apenas com uma seqüência de desenhos. “As histórias em quadrinhos constituem um meio de comunicação de massa que agrega dois códigos distintos para transmitir uma mensagem: o lingüístico (texto) e o pictórico (imagem)”, diz um pesquisador da USP.

1895 – YELLOW KID

De Richard Outcault

Angelo Agostini e outros pioneiros criaram embrioes de HQs, mas a primeira HQ moderna foi Yellow Kid. Na verdade, esse era o nome do principal personagem da tira At the Circus in Hogan’s Alley, que saía uma vez por semana no jornal New York World.

1934 – FLASH GORDON

De Alex Raymond

O personagem surgiu para disputar mercado com outro herói espacial: Buck Rogers. Mas, graças ao talento de Raymond, em pouco tempo as aventuras intergalácticas de Flash Gordon superaram a popularidade do grande rival.

quadrinhos

1952 – MAD

De Harvey Kurtzmann

Mad foi uma revista que revolucionou o gênero com seu humor debochado. Era uma forma original de reagir à crescente censura aos quadrinhos nos Estados Unidos, quando os temas mais violentos começaram a perder espaço.

1929 – TARZAN

De Hal Foster e Burne Hogarth

Hal Foster desenhou em tiras o romance de Edgar Rice Burroughs para ser publicado em jornais. O público adorou Tarzan e até hoje as histórias do herói continuam sendo publicadas. Em 1937, Hogarth passou a desenhar o personagem e criou o traço mais vigoroso do “Rei dos Macacos”, conferindo às histórias uma ação ininterrupta.

1930 – MICKEY MOUSE

De Walt Disney

Mickey Mouse, símbolo do império de Walt Disney, fez sua estréia num desenho animado de 1928. Foi só dois anos depois que ele virou tira de jornal. Com o sucesso inicial, o ratinho logo ganharia uma revista mensal a Mickey Mouse Magazine.

1985 – O CAVALEIRO DAS TREVAS

De Frank Miller

Esse artista inaugurou uma nova fase nas HQs: o quadrinho de autor. Em “o Cavaleiro das Trevas” (the Dark kNight Returns, no original em inglês), Miller retrata um Batman vulnerável e inseguro. Com essa humanização do personagem, o artista criou uma das melhores histórias do herói.

1986 – MAUS

De Art Spiegelman

Os judeus são retratados como ratos e os nazistas como gatos na história de um sobrevivente do holocausto. a saga ganhou um Pulitzer especial, importante prêmio jornalístico dos estados unidos.

7502 – Como ocorrem as chuvas de granizo?


Quando o tempo fechou na cidade alemã de Munique, em 12 de julho de 1984, uma multidão correu para se proteger das pedras de gelo que caíam do céu. Não era para menos: conhecida como uma das mais violentas chuvas de granizo já registradas no planeta, a tempestade deixou centenas de árvores partidas, 70 mil telhados perfurados, 250 mil carros amassados, quase 400 pessoas feridas e um prejuízo superior a 1 bilhão de dólares! Mais recentemente, no final de julho deste ano, outra chuva de granizo matou 15 pessoas na China. Tamanho poder destruidor – estudado desde que o grego Aristóteles escreveu a obra Meteorologia, por volta de 340 a.C. – só ocorre quando o clima oferece condições muito específicas. A principal delas são as temidas nuvens de tempestades fortes, que, além de granizo e chuva forte, trazem também ventanias e relâmpagos de arrepiar.
Uma característica dessas nuvens é conter correntes de ar subindo e descendo a velocidades entre 50 e 100 quilômetros por hora.
O ar quente empurra para cima as gotinhas de água que formam a nuvem. Elas se chocam com outras partículas e vão aumentando de tamanho. Ao atingirem a altura aproximada de 5 quilômetros, onde a temperatura é abaixo de zero, essas gotas congelam e formam pequenas pedras, que tendem a cair.
Elas continuam subindo e descendo dentro da nuvem, juntando-se a outras gotas de água e cristais de gelo. Quando ficam pesadas o suficiente para despencar, sai de baixo!
O pior caso conhecido ocorreu em Bangladesh, em 1986, quando pedregulhos de gelo de até 1 quilo mataram 92 pessoas. Felizmente, a maioria das pedras de granizo não supera o tamanho de uma ervilha – e muitas nem chegam ao solo. Se o tempo estiver quente, a pedrinha derrete na atmosfera e cai já como chuva.
Nuvens de granizo precisam de calor e umidade para se formar
Com tempo normal, o ar quente – mais leve que o frio – sobe e carrega o vapor de água da atmosfera. A 1 quilômetro do chão, o vapor se resfria e forma as finíssimas gotas que compõem uma nuvem. Nessas condições de clima, a nuvem não cresce muito e provoca, no máximo, uma garoa
O oposto ocorre quando o clima está bem quente e úmido, fazendo grandes massas de ar, cheias de vapor, subirem. Ao esfriarem, elas dão origem a enormes nuvens de tempestade em forma de bigorna: as chamadas cúmulos-nimbos, que atingem altitudes de até 15 quilômetros e podem trazer tormentas fortes, incluindo granizo.
Sozinha, uma nuvem de tempestade não é garantia de granizo. Quando os ventos são fracos e sua velocidade não aumenta com a altitude, os cúmulos-nimbos não se desenvolvem por completo. Pode ocorrer chuva forte, mas raramente há destruição.
Rajadas de vento de velocidade crescente nas altas altitudes desmancham as nuvens menores. Só sobrevivem os cúmulos-nimbos espessos. Formados por poderosas correntes de ar quente e úmido, eles trazem relâmpagos, granizo e até tornados.
Granizo não é gelo puro. Enquanto ganha tamanho, a pedra atravessa várias vezes a barreira de 0ºC. Por mudar de estado, é formada por camadas intercaladas de água líquida e cristais de gelo.

7501 – Paleontologia – O Período Cambriano


cambriano

É o período da era Paleozoica que está compreendido entre 542 milhões e 488 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Cambriano sucede o período Ediacarano da era Neoproterozoica do éon Proterozoico e precede o período Ordoviciano de sua era. Divide-se nas épocas Cambriana Inferior, Cambriana Média e Cambriana Superior, da mais antiga para a mais recente. O nome Cambriano vem de Cambria, que é a latinização de Cymru, o nome pelo qual os povos antigos que habitavam o País de Gales chamavam suas terras, onde foram encontrados os primeiros estratos rochosos deste período.
Os locais onde se encontram rochas e fósseis deste período são relativamente raros, sendo os principais o Folhelho Burgess, no Canadá, o Folhelho de Maotianshan (ou biota de Chengjiang), na China e os argilitos de Emu Bay, na Austrália.
Os climas do mundo eram bem mais quentes; não havia nenhuma glaciação. A maior parte dos continentes se colocavam nas latitudes tropicais e temperadas do sul, que suportaram o crescimento de recifes extensivos de espécies do grupo Archaeocyatha na água rasa no Cambriano Inferior.
O hemisfério norte era quase totalmente coberto por um oceano colossal, ao qual os paleontólogos deram o nome de Panthalassa. Também havia oceanos menores separando os continentes no hemisfério sul.
Durante o Cambriano, ocorre uma maior diversificação da vida, evento conhecido como explosão cambriana, devido ao período de tempo relativamente curto em que esta diversidade de espécies “surge”. Dentre estas espécies, estão os graptólitos dendróides, que surgem no Cambriano Superior, e os arqueociatos, que surgem no Cambriano Inferior e extinguem-se no Cambriano Médio.
O Cambriano marca um ponto importante na história da vida na Terra, é o período de tempo em que a maioria dos grupos principais de animais apareceram no registro do fóssil. Por muito tempo se considerou os fósseis do Cambriano como os mais antigos de nosso planeta, porém, atualmente foram encontrados fósseis mais antigos, que datam do período Vendiano (a última das partes dos chamados tempos Pré-Cambrianos).
Os animais mostraram uma diversificação dramática durante este período da história da Terra. O maior registro de grupos animais ocorreu durante os estágios Tomotiano e de Atdabaniano do Cambriano Superior, em um intervalo de tempo de aproximadamente cinco milhões de anos, o que é extremamente curto para os padrões geológicos, motivo que fazem surgir muitas dúvidas e especulações sobre a explosão cambriana e é constantemente utilizado pelos opositores da teoria da evolução para fundamentar suas criticas a esta. Os principais animais encontrados em todo o mundo são os anelídeos, artrópodes, braquiópodes, equinodermos, moluscos monoplacóforos, onicóforos, esponjas, e priapulídeos.
A primeira subdivisão do Cambriano Inferior, a idade Tomotiana, que recebeu este nome devido a região da Sibéria onde suas rochas foram encontradas, viu a primeira radiação principal dos animais, incluindo a primeira aparência de um grande taxa de animais mineralizados tais como braquiópodes, trilobites, arqueociátos e equinodermos.
Extinção cambriana
Ao final do período cambriano, em torno de 500 milhões de anos atrás, nosso mundo passou pela primeira extinção em massa de sua história. As causas desta extinção, assim como das demais extinções em massa, ainda são desconhecidas, embora muitos cientistas aceitem que o mais provável seria uma queda brusca na temperatura do planeta, ocasionando o primeiro caso de glaciação do éon Fanerozoico, registrado no período subsequente, o Ordoviciano. Outra suposição que também é considerada relevante é a da diminuição dos níveis de oxigênio nos mares, o que também poderia ser consequência de uma mudança climática. De qualquer forma, este evento ocasionou extinção de cerca de 75% das espécies de trilobites e 50% das espécies de esponjas, além de uma grande quantidade de graptólitos, braquiópodes e gastrópodes.
Esta extinção também marcou o fim do domínio dos dinocáridos, e permitiu o maior desenvolvimento dos moluscos e artrópodes, que ocupariam o nicho ecológico deixado por eles nos próximos períodos geológicos, assim como o dos cordados, que só teriam a sua acensão até o topo da cadeia alimentar no Devoniano.

7500 – Estética – Por que a calvície atinge principalmente os homens?


Porque eles normalmente possuem uma quantidade muito maior que as mulheres do hormônio testosterona. Ela estimula a secreção da glândula sebácea à qual o pelo está ligado, diminuindo a vida média do pelo e acentuando sua queda. A quantidade que se possui de testosterona é determinada geneticamente. Se o pai é calvo, ou algum dos antepassados da mãe, o homem terá probabilidade de ficar calvo também, diz um dermatologista do Hospital Albert Einstein.
Para alguns homens vaidosos, acompanhar pelo espelho o desaparecimento do topete de cabelos pode ser uma experiência desesperadora. Mas, de fato, não deixa de ser bizarro esse complexo de Sansão, personagem cuja força se originava na vasta cabeleira. Do ponto de vista funcional, os cabelos são supérfluos: teoricamente, serviriam para proteger a cabeça contra o excesso de frio ou dos raios de sol. Só que, no caso, um simples chapéu poderia substituí-los e, com certeza, a raça humana sobreviveria se todas as pessoas fossem carecas. Apesar da pouca utilidade, os fios que emolduram o rosto adquiriram o status de ingredientes fundamentais da beleza. Essa valorização vem impulsionando a ciência a trabalhar a serviço da estética. Os especialistas em Tricologia, a área da Dermatologia que estuda pêlos e cabelos, se empenham na investigação da calvície, buscando tratamentos eficazes, embora ainda desconheçam a cura definitiva do problema.
Desde a Antigüidade já se tentava resolver a questão dos carecas. Papiros egípcios de 4000 a.C. recomendavam que se aplicasse no couro cabeludo a mistura de partes iguais de gordura de leão, hipopótamo, jacaré, cabrito e cobra. O imperador romano Júlio César (100-44 a.C.) sonhava recuperar seus cabelos apelando para outra fórmula exótica, cuja receita incluía ratos domésticos queimados, dentes de cavalo, gordura de urso e vísceras de veado. Nas culturas orientais, ao contrário, principalmente entre os budistas, os monges rezavam para ficar calvos — a queda dos cabelos era interpretada como o desprendimento dos sentimentos mundanos. Infelizmente, a calvície não é freqüente em homens de origem asiática, assim como é mais rara em negros. Já em homens brancos, a careca não é, definitivamente, característica de uma minoria. Calcula-se que aos 65 anos, oito em cada dez homens de cor clara sejam calvos.
Em geral, a redução dos cabelos se inicia ao redor dos 20 anos de idade. No final do processo, que pode acontecer em poucos meses ou se estender por vários anos, notam-se desde discretas entradas, no alto da testa, até a cabeça toda lisa, quando resta apenas um tímido rodapé de cabelos, sobre as orelhas e a nuca — existem, enfim, casos de calvície em graus variados. Mas carecas totais, que não têm um fio de cabelo sequer, são um caso à parte: Não existe uma tendência hereditária para se ficar completamente careca.
O fato de o problema só afligir os homens também se explica pela Genética. “O gene da calvície é dominante no sexo masculino. ou seja, ele se manifesta mesmo quando herdado somente do pai ou só da mãe”. “E, ainda assim, essa herança se manifestaria na presença de hormônios masculinos. Como esses hormônios costumam ser muito baixos nas mulheres, os casos de calvície feminina são raros”.Teoricamente, para prevenir a calvície bastaria inibir a ação da testosterona, o que seria desastroso. A falta do hormônio tornaria o organismo do homem efeminado, além de causar impotência. Os cientistas, porém, buscam soluções alternativas.
Vinte ou trinta dias podem ser suficientes para o desastre: os cabelos começam a cair, até não restar nem sequer um único fio. Existem os chamados carecas totais — que os médicos preferem chamar de alopecias totais — não são determinados pelos genes. Netos e filhos de pessoas cabeludas podem exibir a cabeça inteira lisa, por causa de algumas doenças infecciosas, radiações ou certos médios para câncer, que costumam destruir a raiz dos cabelos. Existem ainda pessoas totalmente carecas devido a fatores emocionais: os cientistas garantem que situações estressantes provocam a perda de cabelos. Eles observam que, muitas vezes, tudo não passa do que chamam de eflúvio, a queda esporádica dos cabelos, percebida quando, por exemplo, a pessoa arrisca passar o pente. No entanto, há estressados que ficam completamente carecas — e o problema poderá não ter volta se a matriz do cabelo estiver morta. Resta aos pesquisa dores detectar quais substâncias, secretadas no organismo em situações de tensão, são capazes de matá-la.

7499 – Gelo de hidrocarbonetos boia em Titã


A sonda Cassini, da Nasa, identificou que Titã, a maior das luas de Saturno, tem vários pedaços de gelo de hidrocarbonetos boiando em sua superfície.
De acordo com os cientistas, a presença desses flocos de etano e de metano nos oceanos do satélite o torna ainda mais interessante para o estudo de possíveis formas de vida extraterrestres.
Assim como a Terra, Titã tem oceanos e ciclos de chuva. Mas, em vez de água, são hidrocarbonetos, com etano e metano em estado líquido.
A descoberta surpreende porque os cientistas achavam que não haveria nada boiando nesses mares, uma vez que o metano sólido é mais denso que sua forma líquida. Ou seja: ele deveria afundar.