7498 – Planeta Terra – Se as calotas polares derretessem…


Planeta Verde

A Terra está esquentando. Graças à queima de petróleo e carvão, só no último século a temperatura média do planeta já aumentou 0,5 0C. E vai subir mais, dizem cientistas do mundo todo. Mas não pense que isso significa mais dias de sol para aproveitar nos fins de semana. O aquecimento pode ter conseqüências drásticas para o planeta. Entre esses efeitos, um dos mais graves é o derretimento, pouco a pouco, das calotas polares, aquela imensidão de gelo e neve que cobre milhões de quilômetros quadrados nos pólos Sul e Norte. Os cientistas têm certeza de que a maior parte desse gelo derreterá. Entretanto, não sabem qual o tamanho do estrago. Mas e se as calotas derretessem completamente?
O primeiro efeito do derretimento seria um enorme aumento no nível do mar. No século 20, ele já subiu 25 centímetros, e é quase certo que, até 2100, deve se elevar mais 80 centímetros. Parece pouco, mas é o suficiente para inundar áreas habitadas por 118 milhões de pessoas.
As estimativas mais otimistas dizem que, no ano 3000, o mar terá subido 30 metros. Os mais pessimistas calculam que, até lá, as calotas já terão derretido completamente, elevando o nível dos oceanos em espantosos 67 metros, o que equivale à altura de um prédio de 23 andares. A população que mora junto ao mar, estimada em mais de 1 bilhão de pessoas, seria mais afetada. Mas todo o mundo acabaria sendo atingido, em algum grau. Afinal, tal elevação do nível do mar destruiria ou alteraria todos os portos do mundo, por onde entra e sai a maior parte do comércio internacional.
O Brasil seria um dos países mais afetados. Ao sul, o oceano Atlântico invadiria a bacia do Prata, inundando parte do Rio Grande do Sul (e um pedação da Argentina e do Uruguai). No norte, as águas oceânicas avançariam centenas de quilômetros pela calha do rio Amazonas ameaçando a biodiversidade amazônica. Não bastasse isso, boa parte das capitais do país seria inundada. No Rio de Janeiro, por exemplo, os bairros mais nobres, na zona sul, ficariam debaixo d’água. Já os morros, onde hoje estão as favelas, ficariam à beira mar.
Como sempre, os países ricos contornariam a catástrofe mais facilmente que as nações do Terceiro Mundo. Muito tempo antes de as águas cobrirem as cidades litorâneas do mundo desenvolvido, haveria propostas de diques e barreiras para conter o avanço das águas, como já acontece há séculos na Holanda. Na Europa, por exemplo, já existem propostas (a maior parte delas fora de propósito) de um sistema de eclusas fechando o estreito de Gibraltar, entre Espanha e Marrocos, o que impediria o avanço do oceano Atlântico. Isso salvaria o sul da Europa, o norte da África e boa parte do patrimônio histórico da humanidade. A cidade de Veneza, hoje já atingida por inundações, poderia até ser salva. Mas alguns estragos seriam inevitáveis. Nos Estados Unidos, a Flórida desapareceria quase completamente. A Nova York de hoje também ficaria submersa.
O aumento da superfície molhada e da temperatura aumentaria a umidade relativa do ar.
O clima ficaria mais violento, com chuvas e nevascas (sim, nos pólos ainda haveria nevascas). Tufões, furacões e maremotos se tornariam mais freqüentes nas regiões onde já ocorrem.
Com tanto calor, é possível que algumas regiões hoje verdes se transformassem em desertos. A produção de alimentos entraria em colapso e pouca gente sobreviveria. Quem restasse enfrentaria um planeta revoltado pelo estrago causado por nós mesmos.

7497 – Como os cactos respiram se não têm folhas?


Pelo caule. Para sobreviver em regiões áridas, os cactos passaram por modificações curiosas ao longo da sua evolução. Uma delas foi transformar parte das folhas em espinhos para reduzir a perda de água. A teve grande sucesso porque também evita que o cacto sirva de almoço para algum herbívoro faminto. Mas, ao contrário das folhas, os espinhos não respiram nem fazem fotossíntese. É no caule que estão localizados os estômatos, células que realizam as trocas gasosas e eliminam água em forma de vapor. A dura vida dos desertos gerou outras modificações. Em comparação com outros vegetais, os cactos têm menos estômatos.
Por isso, pode-se dizer que eles respiram de uma maneira não apenas diferente, como também mais econômica, porque os estômatos se abrem durante a noite, longe da luz do sol. “Dessa forma, reduz-se a perda de água, que ocorreria por transpiração”, diz Eduardo. O processo vale para a maior parte das 2 000 espécies de cactos conhecidas, como o mandacaru (Cereus peruvianus) e o figo-da-índia (Opuntia ficus-indica), comuns no Nordeste. As espécies que possuem folhas respiram como os outros. É o que acontece com o ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata), cacto arbustivo também nativo do sertão nordestino.

7496 – Qual a causa das aftas?


As causas são controversas, mas alguns estudos mostram que ocorre um aumento de acidez na boca sempre que surgem aftas. “Essa alteração poderia ocorrer por muitos motivos, mas o principal é, sem dúvida, o estresse emocional”, explica um otorrinolaringologista do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Recentemente, comprovou-se também que o aparecimento de aftas pode estar ligado à diminuição das imunoglobulinas, glóbulos do sangue que fazem a defesa do organismo, existentes na mucosa bucal. As aftas aparecem na boca, e se apresentam como uma ulceração, que no início causa desconforto e depois evolui para dor. A ulceração dura de sete a dez dias.

7495 – As grandes invenções chinesas – O Papel


Acompanhando o desenvolvimento da inteligência humana, as representações gráficas foram se tornando cada vez mais complexas, passando desse modo a significar ideias. Este desenvolvimento, ao permitir, também, um crescente domínio dessas circunstâncias através de utensílios por ele criado, levou o homem a desenvolver suportes mais adequados para as representações gráficas. Com esta finalidade, a história registra o uso de tabletes de barro cozido, tecidos de fibras diversas, papiros, pergaminhos e, finalmente, papel.
A maioria dos historiadores concorda em atribuir a Cai Lun (ou Ts’ai Lun) da China a primazia de ter feito papel por meio da polpação de redes de pesca e trapos, e mais tarde usando fibras vegetais. Este processo consistia num cozimento forte das fibras, após o que eram batidas e esmagadas. A pasta obtida pela dispersão das fibras era depurada e a folha, formada sobre uma peneira feita de juncos delgados unidos entre si por seda ou crina, era fixada sobre uma armação de madeira. Conseguia-se formar a folha celulósica sobre este molde, mediante uma submersão do mesmo na tinta contendo a dispersão das fibras ou mediante o despejo da certa quantidade da dispersão sobre o molde ou peneira. Procedia-se a secagem da folha, comprimindo-a sobre a placa de material poroso ou deixando-a pendurada ao ar. Os espécimes que chegaram até os nossos dias provam que o papel feito pelos antigos chineses era de alta qualidade, o que permite, até mesmo, compará-los ao papel feito atualmente.
As fibras para sua fabricação requerem algumas propriedades especiais, como alto conteúdo de celulose, baixo custo e fácil obtenção — razões pelas quais as mais usadas são as vegetais. O material mais usado é a polpa de madeira de árvores, principalmente pinheiros (pelo preço e resistência devido ao maior comprimento da fibra) e eucaliptos (pelo crescimento acelerado da árvore). Antes da utilização da celulose em 1840, por um alemão chamado Keller, outros materiais como o algodão, o linho e o cânhamo eram utilizados na confecção do papel.
Atualmente, os papéis feitos de fibras de algodão são usados em trabalhos de restauração, de arte e artes gráficas, tal como o desenho e a gravura, que exigem um suporte de alta qualidade.
No início da chamada “era dos computadores”, previa-se que o consumo de papel diminuiria bastante, pois ele teria ficado obsoleto. No entanto, esta previsão foi desmentida na prática: a cada ano, o consumo de papel tem sido maior.
É fato que os escritórios têm consumido muito mais papel após a introdução de computadores. Isso pode ter ocorrido tanto porque, com os computadores, o acesso à informação aumentou muito (aumentando a oferta de informações, aumenta também a demanda), quanto pela facilidade do uso de computadores e impressoras, o que permite que o uso do papel seja menos racional que outrora (escrever à mão, ou à máquina datilográfica, exigia muito mais esforço, diminuindo o ímpeto de gastar papel com materiais inúteis).
Para se transformar a madeira em polpa, que é a matéria prima do papel, é necessário separar a lignina, a celulose e a hemicelulose que constituem a madeira. Para isso se usam vários processos, sendo os principais os processos mecânicos e os químicos.
Os processos mecânicos basicamente trituram a madeira, separando apenas a hemicelulose, e assim produzindo uma polpa de menor qualidade, de fibras curtas e amarelado.
O principal processo químico é o kraft, que trata a madeira em cavacos com hidróxido de sódio e hidrossulfeto de sódio, que dissolve a lignina, liberando a celulose como polpa de papel de maior qualidade. O principal inconveniente deste processo é o licor escuro também conhecido como licor negro que é produzido pela dissolução da lignina da madeira. Este licor deve ser tratado adequadamente devido a seu grande poder poluente, já que contém compostos de enxofre tóxicos e mal-cheirosos e grande carga orgânica.
Floresta – local onde são plantadas espécies mais apropriadas para a o tipo de celulose ou papel a ser produzido – a maioria das empresas usa áreas reflorestadas e tem seu próprio viveiro onde faz melhorias na espécie cultivada, clonando as plantas com as melhores características;
Captação da madeira — A árvore é cortada e descascada, transportada, lavada e picada em cavacos de tamanhos pré-determinados;
Cozimento: no digestor os cavacos são misturados ao licor branco e cozidos à temperatura de 160 C;
– Nessa etapa tem-se a pasta marrom que pode ser usada para fabricar papéis não branqueados.
Branqueamento – a pasta marrom passa por reações com peróxido, dióxido de sódio, dióxido de cloro, ozônio e ácido e é lavada a cada etapa, transformando-se em polpa branqueada;
Secagem: a polpa branqueada é seca e enfardada para transporte caso a fábrica não possua máquina de papel;
Máquina de papel – a celulose é seca e prensada até atingir a gramatura desejada para o papel a ser produzido.
Tratamento da lixívia e rejeitos da água — o licor negro resultante do cozimento é tratado e os químicos são recuperados para serem usado como licor branco. Esse tratamento ameniza os impactos ambientais causados pela fabrica de papel;
Produção de energia — A produção de energia vem de Turbo geradores que são movidos por vapor proveniente da caldeira.

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7494 – Acidente Ecológico – Derramamento de Óleo


O petroleiro grego Prestige derramou cerca de 77 mil toneladas de óleo na costa da Espanha, trouxe o assunto novamente às primeiras páginas da imprensa internacional.
Porém, esse não é um caso isolado: os acidentes com navios transportando petróleo têm se repetido e provavelmente vão continuar acontecendo. O Instituto Worldwatch, uma das mais respeitadas instituições de diagnóstico ambiental do planeta, estima que desde o naufrágio do Exxon Valdez, em 1989 – o maior ocorrido em toda a história , já foram derramadas mais 1,1 milhão de toneladas de óleo nos mares. Ou 30 vezes o que o Valdez derramou.
As embarcações são dotadas de um casco interno e outro externo. Caso haja uma colisão com recifes, por exemplo, o dano ficaria limitado ao casco externo, preservando-se o interno, que contém o petróleo.
Hoje, a frota de petroleiros no mundo soma 7 320 navios. Desses, 5 243 têm cascos simples e apenas 2 077 apresentam casco duplo. Os Estados Unidos proibiram, em 1989, o acesso de petroleiros de casco simples a seus portos. Agora, com o caso do Prestige, a União Européia também deve adotar regulamentação semelhante.
Mas regras e acordos parecem não estar funcionando. Desde 1948, quando foi criada a Organização Marítima Internacional, mais de 40 convenções e tratados internacionais foram assinadas. Entre eles, há acordos para o reforço dos cascos e a revisão de rotas que se aproximem de hábitats mais sensíveis.
A fiscalização continua sendo um problema. Em parte, causado pelas bandeiras de aluguel. Os navios destinados ao transporte de alto risco em sua maioria são registrados na Libéria, Bahamas, Malta e Panamá, países onde as regras sobre acidentes marinhos são frouxas e os governos não cumprem os tratados internacionais. Eles representam grande parte da frota mundial e têm clientes garantidos, pois oferecem fretes mais baratos.
solução radical: a substituição do petróleo por outras fontes de energia, renováveis. O problema é que, hoje em dia, essas fontes são consideradas muito caras. “O custo do petróleo não inclui o custo ambiental de acidentes como o da Galícia. Se incluísse, chegaríamos à conclusão de que energias renováveis são, na verdade, mais baratas”, diz Marcelo do Greenpeace.

Grandes acidentes e os danos que causaram
Galícia, 2002
Prestige 77 mil toneladas de óleo
O óleo atingiu as praias da Galícia, na Espanha, e ilhas do oceano Atlântico
Ainda não se contabilizaram os efeitos da tragédia, que se estende por dezenas de quilômetros da costa espanhola. Estima-se que mais de 50 mil aves já morreram por causa do desastre
O óleo não foi retirado do navio antes de afundar; foram feitas tentativas de bloquear o óleo, com material absorvente, antes que chegasse às praias; equipes trabalham na limpeza das praias e no resgate de animais.

África do Sul, 2002
Jolly Rubino 1,3 mil tonelada de petróleo
Após um incêndio, o vazamento atingiu uma reserva natural considerada patrimônio da humanidade pela ONU
O navio foi rebocado para o alto-mar e grande parte do óleo foi salvo a tempo
O óleo atingiu o estuário que liga ao principal lago do parque St. Lucia Wetlands. O diretor de conservação do parque, Richard Penn Sawers, diz que os efeitos ambientais do vazamento ainda são incertos.

Equador, 2001
Jessica 700 mil litros de combustível
O arquipélago de Galápagos é patrimônio natural da humanidade da Unesco e tem dezenas de espécies que só vivem ali. Mais de 60% da população de iguanas foi morta, em algumas ilhas.
Parte do óleo foi retirada do navio antes de afundar; foi usado material absorvente para recolher o óleo do mar; foram resgatados animais em situação de risco e uma grande operação de limpeza das praias
Não há estimativas de recuperação.

LOCAL E DATA – Alasca, 1989
Exxon Valdez 50 mil toneladas óleo (ou 40 milhões de litros)
O óleo atingiu áreas virgens e biologicamente ricas, matando milhares de espécies de animais, peixes e vegetais
Foram mobilizados milhares de homens para a limpeza das praias, mas há sinais de que alguns métodos usados, como a lavagem das praias com água quente, também são prejudiciais ao ecossistema
13 anos após o acidente ainda há sinais de óleo em algumas praias e parte do produto se depositou subterraneamente; as espécies atingidas ainda não recuperaram sua população original.

exxon valdez

7493 – Medicina – Bisturi inteligente


Os cirurgiões brasileiros ganharam um novo aliado: um bisturi computadorizado. Até então, eles não tinham outra opção: Começavam o seu trabalho cortando a pele com um bisturi mecânico e, só então, trocavam de instrumento, usando o bisturi elétrico ou a laser. Estes são capazes de produzir um calor de mais de 100 graus Celsius – a temperatura alta derrete as células por onde passam, mas também resseca e carboniza parte dos tecidos nas redondezas do corte. Esses estrago extra poderá, no pós-operatório, dificultar a cicatrização. Todos esses problemas poderão se evitados com o novo bisturi.
O Erbotom MCC350 foi trazido ao país pela empresa alemã Erbe. Como em um bisturi elétrico, uma faísca passa por sua lâmina, gerando o calor que dissolve as células e, com isso, rasga o tecido. Só que o novo bisturi esta ligado a um microprocessador que monitora a superfície do corte nada menos do que 10 000 vezes por segundo. Desse modo, a potencia elétrica é constantemente regulada e o Erbotom este sempre produzindo a menor quantidade de calor possível para cortar determinado tecido. Pode assim ser usado diretamente na pele, acabando com o troca-troca de bisturis na sala de cirurgia.

7492 – Mega Almanaque – Esportes com bola


Muitos esportes modernos surgiram, de fato, em situações bizarras. O boliche é caso típico. A modalidade apareceu entre os séculos IV e V, nas igrejas germânicas. Os pinos personificavam os pagãos, que a bola da fé — uma bolota de rocha pesada — deveria derrubar. Assim, padres e fiéis passavam horas e horas fortalecendo a sua religiosidade. Diga-se, treinando arremessos. É certo que para o homem pré-histórico a bola não carregava um significado religioso como para esses alemães — nem sequer um caráter esportivo. Desenhos em paredes de cavernas, realizados há mais de 30 000 anos, mostram figuras segurando esferas feitas de pedra. Esses bolões, do tamanho de uma cabeça de boi, possivelmente serviam de utensílio, na caça ou na preparação de alimentos. Há mesmo teorias apontando a busca de comida como a raiz de todos os esportes. Afinal, para agarrar a sua presa, o homem aprendeu a correr, nadar, remar, acertar alvos.
Seja como for, a semente dos esportes com bola se confunde com a dos esportes coletivos, há cerca de 12 000 anos. Há quem diga que tenha brotado com o costume guerreiro de se cortar a cabeça de um dos vencidos. Esta passava de mão em mão, entre os que comemoravam a vitória, segundo o livro “Evolução dos desportos através dos tempos”, de Adolpho Schermann. Tal prática, contudo, acabou se arrefecendo e, por volta de 3 000 a.C., o crânio foi substituído por troféus de formatos semelhantes, igualmente arredondados. Enfim, a cabeça humana teria inspirado a bola. No caso, uma das modalidades mais antigas de que se tem notícia é o chamado kemari, criação chinesa, que se popularizou no Japão, no século X a.C. O jogo, na realidade, era usado como treinamento militar pelos chineses, seus inventores: os participantes se dispunham em um círculo e chutavam uma bolinha, com proporções de um punho fechado, até acertarem um alvo no centro da circunferência.
O povo da Grécia Antiga era fanático por um bom bate-bola. Não há registro de outra civilização que, ao menos na mesma época, tenha cultivado tamanha adoração. Os gregos cultuavam o físico e desenvolveram todas as modalidades do atletismo. Só que nas primeiras aulas de educação física os meninos aprendiam esportes com bolas, como o tal do episkyros. Este era praticado numa quadra dividida ao meio por uma linha; cada uma das duas áreas, por sua vez, tinha uma linha de fundo, que a bola não poderia ultrapassar. Assim, os jogadores se alternavam no papel de atacantes e defensores, ora arremessando com as mãos para o campo adversário, ora impedindo que a bola alcançasse o fim da quadra. Bola que era, na realidade, uma bexiga de porco ou de boi, recheada de areia. Bexigas de animais, diga-se de passagem, foram a bola de nove em cada dez esportes, até o século XVII, quando terminaram substituídas por legítimas bolas de couro.
Na Grécia, os garotos deviam se divertir com as bexigas até ganharem massa muscular para treinar o atletismo. Mas, depois de pegar o gostinho, muito marmanjo grego não largou mais a bola. O célebre poeta Homero (do século IX ou VIII a.C.), famoso pela autoria da Odisséia, escreveu um livro inteiro só a respeito da esferística — nome que se dava ao conjunto de modalidades envolvendo a esfera.
Com a invasão do território grego pelos romanos, a bola foi lançada em outras áreas. Logo, os jogos da esferística foram adaptados e se difundiram em Roma. O campo do deus Marte, por exemplo, se transformou em ponto de encontro de seus praticantes. E os romanos acabaram disseminando essa moda nos territórios que conquistaram. Entre outros destinos, a bola foi parar nas ilhas britânicas. Tanto assim que, até a Idade Média, em certas regiões da Inglaterra se recordava a derrota dos romanos, no século III, com uma partida comemorativa. No caso, a disputa pela bola era de uma violência de fazer inveja aos hooligans, a encrenqueira torcida inglesa de futebol: sempre vestindo armaduras, os participantes lutavam para agarrar a bola, com o auxílio de suas espadas. Vencia aquele que a erguia com os braços, entre mortos, feridos e desistentes.
Nos tempos medievais, os jogos de bola ganharam tantos adeptos que os nobres e militares ingleses passaram a vê-los com maus olhos. Afinal, as pessoas deixavam de lado os tradicionais treinos de arco e flecha, para brincar nas praças. Resultado: no ano de 1314 o rei Eduardo II resolveu proibir de uma vez por todas essas partidas. A bola entrou na área da clandestinidade — mas continuou rolando por lá. Tanto assim que, 35 anos mais tarde, outro rei, Eduardo III, adotou medidas de reforço, como a criação de fiscais encarregados única e exclusivamente de caminhar pelas ruas, tomando a bola de quem ousasse burlar a lei. Como, mesmo assim, os jogadores insistiam em driblar a situação, o rei Carlos II não viu outra saída a não ser considerar criminoso quem fosse flagrado jogando bola, bolinha ou bolão ou qualquer coisa parecida. Só no século XVIIIé que os ingleses foram liberados para jogar em paz.
Outro derivado do vôlei nasceu numa cidade paulista, que não reúne mais que 71 000 habitantes, boa parte ligada à indústria de calçados. Dizem que Birigüi — este é o local — tem o maior número de piscinas per capita no Estado de São Paulo, por causa de seu calor, à beira do insuportável. Não poderia haver lugar mais propício para o vôlei cair na água. Seu primeiro mergulho foi na casa do advogado Dario Miguel Prado, por volta de 1968. “Mas a divulgação do esporte só começou a partir de 1973”, explica o inventor, que numa atitude assumidamente bairrista deu-lhe o nome de biribol.

Pequenas variações em um esporte já fazem nascer um outro:
Harpastum
Século I a.C. – Roma
O objetivo: fazer a bola entrar na área adversária
Episkyros
600 a.C. – Grécia
A bola não podia ultrapassar a linha de fundo de campo
Kemaru
600 a.C.
Usado como treinamento militar
Bowls
2 000 a.C. – Egito
No começo, era jogado com pedrinhas
Ping-pong
1884 – Estados Unidos
É o tênis de mesa sem normas rigorosas
Tênis
1873 – Inglaterra
Inventado pelo major birtânico Walter Wingfield
Jogo de Paume
Século XII – França
A bola era lançada com a mão contra uma parede
Rúgbi
1863 – Inglaterra
Surgiu numa briga de futebol: o jogador zangado pegou a bola e saiu correndo
Handebol
1850 – Alemanha
Foi difundido por militares alemães, na I Guerra Mundial
Palla corda
Século XIV – Itália
Para evitar lesões nas mãos, acrescentou-se a raquete ao paume
Paddle
1898 – Estados Unidos
Inicialmente era um método para crianças aprenderem tênis
Squash
1882 – Estados Unidos
Diz a lenda que foi um jeito para os tenistas inveterados jogarem em dias de chuva
Tênis de mesa
1884 – Estados Unidos
Uma empresa resolveu faturar inventando uma forma de se jogar tênis dentro de casa
Futebol
1863 – Inglaterra
A data é da criação das regras, pois já existia antes, na Europa
Futebol Society
1987 – Suiça
Miscelânea de handebol, futebol e futesal
Futesal
1954 – Estados Unidos
Um grupo resolveu jogar futebol na quadra de basquete
Bocce
Século XVI – Roma
A filha mais parecida com o bowls
Boliche
Século IV – Alemanha
Surgiu na Igreja
Croquet
Século XIV – França
Era uma partida de bolws, com a inovação dos tacos
Bilhar
Século XIV – França
Forma de jogar bowls dentro de casa
Snooker
1875 – Inglaterra
Variante do bilhar
Pólo
Século III – Pérsia
A maneira de unir a bola com a paixão pelos cavalos
Pólo aquático
Século XIX – Inglaterra
As traves eram dosi barcos, lado a lado
Sinuca
1950 – Brasil
O jeitinho brasileiro para a partida de snooker durar menos
Punhobol
Século XVI – Itália
Jogo prediletos dos plebeus
Voleibol
1895 – Estados Unidos
Seu inventor buscava um esporte menos fatigante do que o basquete
Biribol
1968 – Brasil
O vôlei disputado na piscina
Futevôlei
1965 – Brasil
É o vôlei jogado com os pés
Basquete
1892 – Estados Unidos
Era um esporte de inverno
Beisebol
Século XVIII – Inglaterra
Hóquei no gelo
1855 – Canadá
A idéia, a princípio, era continuar jogando golf sobre a neve
Golf
1500 – Escócia
Os escoceses aperfeiçoaram a mania romana
Críquete
Século XV – Inglaterra
Foi o jogo mais popular entre os britânicos, até o século XIX

7491 – Impotência – Xi.. deu pau!


Tudo nasce com um estímulo – visual, tátil, olfativo, escolha o seu. Os neurônios do cérebro interpretam a mensagem e disparam uma resposta. Neurotransmissores pulam de sinapse em sinapse com a missão de contar ao pênis a boa-nova, às vezes nem tão boa, às vezes nem tão nova. Os cilindros esponjosos responsáveis pelo espetáculo do crescimento entendem o recado. Relaxam a musculatura e dilatam suas artérias. O sangue inunda as estruturas porosas, as veias ao redor são pressionadas, o líquido é retido no local. É a ereção.
Princípios de hidráulica e bioquímica explicam o, como diz o Aurélio, “levantamento do pênis em conseqüência de acúmulo de sangue em seu tecido erétil”. Coisa de máquina – e como todo maquinário, sujeito a falhas. Algumas físicas (endurecimento das artérias, problemas cardíacos ou colesterol elevado), outras psicológicas (como no dia em que a ansiedade bateu de frente e abreviou a festinha).
A indesejada flacidez do pênis na hora H foi debatida por todos os povos em todas as épocas. Mas nem sempre a falha foi considerada um estigma de incapacidade.
Se pudéssemos voltar aos primórdios da civilização, desembarcaríamos em uma época em que a mortalidade infantil era alta e a expectativa de vida trombava nos 20 anos, quando muito. Ter uma penca de filhos era uma estratégia de sobrevivência familiar – representava uma chance maior de algum descendente alcançar a vida adulta e dar continuidade à família. O maior terror do homem não era broxar uma ou outra vez, mas ser estéril.
Um pulo à Antiguidade clássica revela uma situação bem diferente. Para os gregos, o casamento era apenas um contrato, e os filhos poderiam ser adotados se houvesse problema na reprodução. Quando a necessidade de uma descendência numerosa deixou de ser obrigação, o monstro mudou de cara. Foi provavelmente a partir do século 6 a.C. que o medo da disfunção erétil, como os médicos chamam o problema, virou o inimigo a ser combatido. Os gregos, liberais quando o assunto era sexo (eram comuns o adultério e a promiscuidade), costumavam rir de quem “navegasse sem remo”. Na Roma antiga, o poeta Catulo (84 – 54 a.C.) referia-se com carinho a seu “pardal morto”, o órgão hoje apelidado de pinto ou peru, para ficar no reino animal.
Quem sentisse “fraquezas” podia se valer de afrodisíacos, palavra que remete à deusa grega do amor, Afrodite. O historiador romano Plínio (23-79 d.C.) chegou a enumerar as receitas mais populares para restaurar o apetite sexual: folhas de mandrágora, alho triturado com coentro fresco ou água da fervura do aspargo. Se esses remédios falhassem, o jeito era apelar para pratos mais pesados: genitália de bodes e galos ou focinho e patas de lagarto com vinho branco, sementes de rúcula e satirião, uma orquídea. Hoje, sabe-se que os efeitos desse banquete são muito mais psicológicos do que físicos. O máximo que esse coquetel de estimulantes faz é acelerar a circulação, aumentando a intensidade de percepção das sensações físicas.
No medievalismo cristão, o homem de verdade voltou a ser aquele que tinha muitos filhos. Sexo só era admitido para procriação e o autocontrole – algo inimaginável para os antigos gregos e romanos – era incentivado como uma qualidade do bom cristão. E assim, se na cultura antiga o falo ereto era um sinal de poder, no início da Idade Média virou um símbolo do pecado original. Quando o bichão se recusava a dar sinal de vida, a culpa era do Diabo. Acreditava-se que feiticeiras com pacto com o demônio tinham o poder de lançar maldições sobre a vítima: aparecer como uma amante fantasma, esfriar o desejo sexual, tornar a parceira repugnante e tampar o duto seminal para impedir a ejaculação. O antídoto era mandar diretamente para a fogueira a feiticeira que havia amaldiçoado o órgão. Também ajudava consumir iguarias que provocassem flatulência – acreditava-se que a ereção era impulsionada pelo gás abdominal.
Tudo isso vigorou até o século 18, quando se começou a falar de impotência como doença curável com o uso de tônicos e bálsamos.
Veio o século 20 e com ele os estudos de Sigmund Freud (1856-1939), defendendo que a impotência resultava da inabilidade individual de conciliar os ímpetos primitivos (os desejos sexuais) com as convenções sociais e a realidade. Outros sexólogos deixaram como herança a certeza de que problemas como ansiedade e repressão eram as causas tanto da falha masculina quanto da frigidez feminina. Nem todos, entretanto, se renderam à “cura pela palavra” proposta pela psicanálise. O século 20 foi também palco de experiências que prometiam erguer o pênis na faca. O ícone dessa vertente foi o médico russo Serge Voronoff (1866-1951), para quem a baixa concentração de testosterona (o principal hormônio sexual masculino, produzido pelos testículos) poderia causar impotência ao diminuir a libido. Como solução, Serge propunha inserir uma fatia do testículo de um “doador” (um prisioneiro ou até mesmo um macaco) no escroto do receptor, com a esperança de que ocorreria uma fusão com o tecido preexistente.
Depois de centenas de operações frustradas, foi ficando claro que o tratamento não funcionava. Ao contrário: foram constatadas infecções, choques circulatórios e muitas complicações resultantes de rejeição imunológica. O ataque cirúrgico à impotência, porém, sobrevive até hoje na forma das próteses. Os modelos mais usados nada mais são do que hastes infláveis de silicone implantadas nos corpos cavernosos do pênis. Na hora H, elas são preenchidas ou por um líquido, que vem de um reservatório no interior do abdome, ou pelo ar, por meio de uma bomba dentro do saco escrotal, que permite ao proprietário controlar a ereção.
Felizmente, a frente medicinal menos invasiva também avançou. Em 1998, o mundo recebeu com alívio o Viagra, a primeira pílula contra a impotência masculina. Ele reinou sozinho até 2001, quando foi lançado o Uprima, seguido pelo Cialis e pelo Levitra. Todos atuam potencializando o mecanismo que provoca o relaxamento da musculatura dos corpos cavernosos do pênis, aumentando o influxo de sangue e mantendo a ereção firme e prolongada.
Tudo nasce com um estímulo. Só depois do incentivo erótico é que o cérebro envia para o pênis, por meio dos nervos da espinha dorsal, as mensagens químicas que possibilitam a ereção. Sobre o tal estímulo não há remédio que atue: ele vem da nossa relação com as pessoas que vivem no mundo. Isso quer dizer que a ereção pode até ser uma máquina – mas nós não somos.

7490 – Sexologia – As voluptuosas


Os homens preferem as mulheres de seios fartos, cintura de pilão e quadris grandes, bem ao contrário do que a moda sugere e o motivo não é apenas estético e sim biológico. Inconcientemente, eles percebem que elas são ótimas procriadoras e símbolos de saúde. Tal cosntatação é o resultado de um estudo elaborado pela universidade do Texas, EUA. As estatísticas mostraram que as mulheres que tinham baixa proporção quadril-cintura, em torno de 0,7 ou seja, bacia maior em relação a cintura, concebem mais facilmente. Quando a proporção se aproxima de 1 as probabilidades de engravidar são menores e a mulher apresenta mais problemas cardiovasculares, de vesícula e pâncreas.

Mulheres cuidado:
As fumantes têm 2 vezes mais chances de desenvolver câncer de pulmão que os homens fumantes. O por que não se sabe ainda.

7489 – Cientistas testam remédio que não deixa você ficar bêbado


A mágica está numa substância chamada iomazenil. Pesquisadores da Escola de Medicina de Yale acreditam que ela consiga cortar os efeitos do álcool no cérebro. Ou seja, aquela produção extra de serotonina (neurotransmissor responsável pelo controle do prazer, humor e ansiedade) que o álcool estimula não vai mais acontecer. Seria o fim dos porres inventados para afogar as mágoas ou para perder a timidez. Beber não faria nenhum efeito e perderia a graça. E, se não tem graça, as pessoas bebem menos.
“Uma medicação que tem o potencial de bloquear as ações do álcool no sistema nervoso central poderia agir como um medicamento único no tratamento de intoxicação alcoólica e alcoolismo”.
Os pesquisadores já comprovaram a eficácia do iomazenil com alguns testes. Mas ainda há mais por vir. Voluntários, entre 21 e 35 anos, irão tomar o medicamento antes de começar a bebedeira e, depois de algumas doses, participarão de testes em um simulador de direção. Se tudo correr como os cientistas esperam, os motoristas não devem mostrar problemas na coordenação motora.

7488 – Café evita amnésia pós-bebedeira


Não se sabe se a dica é boa, mas se você quiser escapar da amnésia alcoólica, só precisa tomar umas xícaras de café.
Com ratos funcionou bem. Pesquisadores da Universidade do Texas jogaram quatro bolinhas dentro de uma gaiola e as mantiveram lá por 24 horas. Retiraram todas por uma hora. Na sequência, colocaram três bolinhas já conhecidas e uma quarta, de madeira, com um odor diferente (chamada de N1). Os ratos, que pesavam entre 200 e 400 gramas, puderam explorá-las durante um minuto, por 3 vezes. Logo após a fase de reconhecimento, os cientistas injetaram doses de salina e 1g/kg de etanol em um grupo, e pentilenotetrazol (substância usada para causar amnésia retrógrada), e 3g/kg de etanol em outra turma de roedores.
No dia seguinte, os cientistas jogaram de novo quatro bolinhas: duas usadas no teste anterior, a N1, e uma nova, a N2, retirada da gaiola de outros ratos. Os animais que receberam doses menores de álcool e salina pareceram se lembrar melhor da noite anterior, já que preferiram explorar a bolinha N2 ao invés da N1. Quem tomou pentilenotetrazol e mais etanol insistiu em conhecer, de novo, o N1.
Um terceiro grupo de ratos, da turma do pentilenotetrazol e das altas doses de etanol, recebeu também um pouco de cafeína (5mg/kg). Aí, apesar da embriaguez, eles conseguiram se lembrar da N1 e partiram para a conquista da bolinha desconhecida, a N2. Ou seja, a cafeína parece cortar o efeito da perda de memória causada pelo álcool.
A amnésia alcoólica é um mecanismo de defesa da consciência. Você exagera na bebida, fala um monte de bobeiras e no dia seguinte, como num passe de mágica, não se lembra de nada. Imagine, então, acordar com todas as lembranças detalhadinhas… Será que vale mesmo a pena beber um cafézinho entre uma cerveja e outra?

7487 – USP usa raios gama para esterilizar mosquito transmissor da dengue


Enquanto na ficção a radiação gama conferiu poderes extraordinários ao Incrível Hulk, na vida real ela ajuda a dificultar a vida do mosquito da dengue, prejudicando sua capacidade reprodutiva.
Cientistas do Cena (Centro de Energia Nuclear na Agricultura) da USP de Piracicaba desenvolveram uma técnica que usa radiação para tornar o Aedes aegypti estéril.
Usando uma fonte de Colbalto-60, os pesquisadores fazem uma espécie de “bombardeio” de raios gama no inseto. A técnica, chamada de irradiação, já tem uso consagrado em várias outras aplicações, inclusive na indústria de alimentos.
A dose de radiação usada é considerada baixa e não mata o mosquito, mas é suficiente para torná-lo estéril.
“A técnica é perfeitamente segura. Não há risco para o ambiente, porque a radiação não deixa nenhum tipo de resíduo perigoso”, explica Valter Arthur, coordenador do estudo.
A irradiação é feita só nos mosquitos machos, quando eles atingem a chamada fase pupa, em que já estão com todos os órgãos formados, mas ainda não são adultos.
A criação dos insetos é feita nas instalações de uma empresa parceira, a Bioagri, em Charqueada (interior de SP).
Depois do processo, os mosquitos irradiados são soltos no ambiente, onde competirão com os machos normais pela cópula com as fêmeas. As relações chegam a acontecer, mas os ovos decorrentes delas não eclodem, o que ajuda a controlar a população dos insetos.
Antes de testar os mosquitos em ambientes “reais”, os pesquisadores precisam verificar se os exemplares de Aedes aegypti estéreis são tão competitivos sexualmente quanto os outros.
Essa etapa está prestes a começar, mas o trabalho já foi apresentado na última edição do Congresso Brasileiro de Entologia.
De acordo com Ademir Martins, pesquisador do instituto Oswaldo Cruz que não participa do trabalho, métodos bastante similares já tiveram bastante sucesso no controle de pragas agrícolas.
“A técnica andou meio esquecida, mas agora está ressurgindo em alguns trabalhos”, avalia o cientista.
Segundo ele, um possível inconveniente é a baixa autossustentabilidade do método, uma vez que é preciso ficar constantemente irradiando e liberando machos inférteis nos ambientes.
Os últimos testes com uma vacina para a dengue, doença que mata 20 mil pessoas ao ano no mundo, fracassaram em 2012. Hoje, há várias iniciativas que investem no controle do mosquito.
No Brasil, duas outras estão em testes. A Fiocruz trabalha inserindo uma bactéria que torna o mosquito “vacinado” contra a dengue. Na Bahia, há uma “fábrica” de mosquitos transgênicos, que dão origem a filhotes incapazes de sobreviver.

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