7486 – Tecnologias Biônicas


A tecnologia avança cada dia mais. Os cientistas estão hoje cada vez mais perto de criar um ser humano biônico. Nos tornamos capazes de clonar, de replicar órgãos, de devolver a vista aos cegos, e isso não é apenas ciência, mas pura tecnologia.

Próteses para o cérebro
Um professor da Universidade do Sul da Califórnia criou um chip de computador que pode substituir o hipocampo, uma parte do cérebro que controla a memória de curto prazo e a compreensão espacial. Mas o implante ainda está em fase de teste, pois a substituição de uma parte do cérebro não é tão simples como a substituição de um membro. Frequentemente danificado por doenças como mal de Alzheimer e derrames, um implante de hipocampo pode ajudar a manter a função normal em pessoas que ficariam gravemente incapacitadas.

Impotência
Um novo método pode tranquilizar os homens que vivem o fantasma da disfunção erétil. Em 2006, um pesquisador conseguiu fazer crescer novos corpos cavernosos, o tecido esponjoso que se enche de sangue durante uma ereção, em coelhos. O novo tecido foi cultivado a partir de células dos próprios coelhos e, depois de um mês, eles foram capazes de fazer novamente o que fazem melhor.

Células Artificiais
Um pesquisador criou células artificiais, feitas de polímeros, que podem imitar a facilidade com que os glóbulos brancos se movem através do corpo. Elas são muito úteis na medicina, pois podem levar remédios diretamente no local onde eles são necessários, facilitando e tornando mais seguro combater certas doenças, como o câncer.

Rim artificial
Pessoas com problemas renais não precisam mais se preocupar em ficarem horas ligadas a uma máquina de diálise para realizar necessidades fundamentais da vida, como remoção de toxinas do sangue. Um novo rim artificial portátil, pequeno, leve e automatizado, funciona melhor porque pode ser usado 24 horas por dia, sete dias por semana, assim como um rim real.

Joelho inteligente
Próteses anteriores de joelho geralmente tinham que ser programadas por um técnico quando o paciente as colocava. Já a nova prótese de joelho desenvolvida por pesquisadores de inteligência artificial tem uma mente própria. Ela cria movimentos realistas confortáveis, aprendendo a forma como o seu usuário caminha e usando sensores para descobrir em que tipo de terreno ele está caminhando. Esse sistema faz com que andar com uma perna protética fique mais fácil e menos cansativo.

Braço biônico
O braço biônico desenvolvido por um pesquisador funciona como um real, ou seja, pela força do pensamento. Ele se liga ao cérebro pelos nervos motores, que são encaminhados para outras áreas do corpo, como tórax, onde os impulsos nervosos que carregam podem ser captados por eletrodos no braço biônico. Quando a pessoa decide mover a mão, os nervos que teriam enviado o sinal para o cérebro o enviam a prótese em seu lugar. O pesquisador também quer melhorá-la, usando nervos sensoriais sobreviventes para comunicar sensação de temperatura, vibração e pressão do braço biônico para o cérebro do paciente.

Língua eletrônica
A língua pode ser uma ferramenta poderosa, principalmente a inventada por um professor de computação e engenharia elétrica da Universidade do Texas. A língua eletrônica é um dispositivo que analisa os líquidos e mostra sua exata composição química. Ela usa micro sensores que mudam de cor quando são expostos a um alvo específico, como certos tipos de açúcares. Empresas do setor alimentício a usam para reproduzir o que as pessoas dizem que “tem um gosto bom”.

Pâncreas artificial
Em alguns anos, estará disponível no mercado um pâncreas artificial portátil, mistura de duas tecnologias já existentes: a bomba de insulina e o monitor contínuo de glicose. Ele será capaz de monitorar o açúcar no sangue de uma pessoa e ajustar o nível de insulina para atender às necessidades do corpo. O dispositivo pode ajudar diabéticos a levarem uma vida mais normal e a evitarem a desfiguração e os efeitos colaterais potencialmente fatais causados por muito ou pouco açúcar no sangue.

pancreas

Ossos que se regeneram
Pesquisadores sabem da existência de proteínas que podem fazer o tecido ósseo crescer sozinho desde 1960. Infelizmente, essa tecnologia nunca funcionou perfeitamente; às vezes crescia o tipo errado de tecido ou crescia osso onde ele não deveria estar. O problema foi resolvido em 2005: pesquisadores usaram uma proteína especialmente concebida capaz de desencadear o crescimento de tipos específicos de células. O osso novo pode fundir e imobilizar seções de vértebras, aliviando a dor severa nas costas de alguns pacientes.

Olhos biônicos
Quando você está cego, ser capaz de ver mesmo os princípios de luz, movimento e forma podem fazer uma grande diferença. Uma nova prótese de retina, atualmente em fase de testes, grava informações visuais básicas através de uma câmera, as transforma em sinais eletrônicos e as envia remotamente a eletrodos implantados. O sistema ainda está nos estágios iniciais de desenvolvimento, e segundo os pesquisadores, vai ser mais útil a pessoas que já tiveram visão uma vez na vida, porque os seus cérebros já sabem como processar as informações.

7485 – ‘Vacina de células’ controla vírus da Aids


Este micro vilão mutante pode estar com os dias contados
Este micro vilão mutante pode estar com os dias contados

Um estudo que envolveu 36 pessoas já contaminadas com o vírus da Aids mostrou que é possível controlar o HIV usando uma vacina terapêutica –embora o resultado ainda esteja longe de uma cura.
Cientistas na Espanha, na França e nos EUA usaram os vírus presentes no organismo dos próprios pacientes portadores do HIV para “adestrar” células do sistema de defesa do organismo deles.
Depois, tais células foram devolvidas para a corrente sanguínea dos pacientes. O resultado: mesmo tendo parado de tomar o coquetel de drogas antirretrovirais (hoje a única defesa de quem já foi infectado), a maioria dos soropositivos ficou com níveis baixos de HIV no sangue.
O problema, no entanto, é que o controle do vírus foi temporário, perdendo força a partir de 24 semanas depois que a “vacina de células” foi aplicada pelos cientistas, o que vai exigir mais refinamento do método antes que testes maiores aconteçam.
A pesquisa, que está na edição desta semana da revista especializada americana “Science”.
O grande objetivo desse e de outros estudos parecidos é realizar com sucesso um truque que alguns soropositivos operam naturalmente.
O organismo dessas pessoas, apelidadas de “controladores de elite”, consegue evitar que a multiplicação do HIV saia do controle, além de não perder células do sistema de defesa do organismo.
Tudo indica que tais pacientes conseguem realizar esse feito porque o sistema de defesa de seu organismo é capaz de reconhecer e atacar o HIV com eficácia. O plano, portanto, é óbvio: achar uma maneira artificial de replicar essa estratégia.
Isso permitiria que os pacientes deixassem de lado o consumo perpétuo do coquetel de medicamentos antirretrovirais, que é caro e traz diversos efeitos colaterais.
É aí que entram as chamadas células dendríticas, componentes do sistema de defesa do organismo que levam, por exemplo, pedaços de vírus para outras células de defesa. É esse transporte de informação sobre o inimigo que leva a uma resposta específica contra ele.
O grande objetivo desse e de outros estudos parecidos é realizar com sucesso um truque que alguns soropositivos operam naturalmente.
O organismo dessas pessoas, apelidadas de “controladores de elite”, consegue evitar que a multiplicação do HIV saia do controle, além de não perder células do sistema de defesa do organismo.
Tudo indica que tais pacientes conseguem realizar esse feito porque o sistema de defesa de seu organismo é capaz de reconhecer e atacar o HIV com eficácia. O plano, portanto, é óbvio: achar uma maneira artificial de replicar essa estratégia.
Isso permitiria que os pacientes deixassem de lado o consumo perpétuo do coquetel de medicamentos antirretrovirais, que é caro e traz diversos efeitos colaterais.
É aí que entram as chamadas células dendríticas, componentes do sistema de defesa do organismo que levam, por exemplo, pedaços de vírus para outras células de defesa. É esse transporte de informação sobre o inimigo que leva a uma resposta específica contra ele.

7484 – Cientistas investigam vacinas contra o mal de Alzheimer


Duas equipes de pesquisadores divulgaram quase simultaneamente dois avanços promissores na busca de uma vacina contra o mal de Alzheimer, doença neurodegenerativa que vai progressivamente provocando demência em pessoas idosas.
As duas descobertas abrem caminho para futuros tratamentos e vacinas contra a doença, possivelmente nos próximos anos, talvez no máximo uma década, depois de testes em seres humanos. Os dois estudos foram feitos apenas em camundongos.
Uma equipe internacional liderada por Serge Rivest, da Universidade Laval, de Québec, Canadá, usou um composto para estimular as defesas naturais do cérebro contra a proteína tóxica que está associada ao mal de Alzheimer, conhecida como beta-amiloide.
Já a equipe do espanhol Ramón Cacabelos, do Centro de Pesquisa Biomédica EuroEspes, usou uma combinação da própria beta-amiloide com outras substâncias para produzir um protótipo de vacina, conhecida como EB-101.
A equipe internacional, mas principalmente canadense, publicou seus resultados na última edição da revista científica americana “PNAS”; a equipe espanhola publicou seus resultados no ano passado, na revista “International Journal of Alzheimer’s Disease.
A beta-amiloide provoca a formação das chamadas “placas senis” que caracterizam a doença, afetando células do cérebro e provocando os sintomas que caracterizam a demência.
“A doença de Alzheimer (DA) é a forma mais frequente de demência nos países desenvolvidos, com uma prevalência de cerca de 1% na idade de 65 e mais de 25% em pessoas com mais de 85 anos de idade. Clinicamente, é caracterizada por um processo progressivo de deterioração cognitiva, distúrbios comportamentais e declínio funcional”, lembrou a equipe de Cacabelos no seu artigo científico.
Um composto já largamente testado e usado em vacinas pela empresa farmacêutica GlaxoSmithKline foi usado nos testes com os camundongos geneticamente transformados para apresentarem doença. Vários pesquisadores da empresa participaram da equipe de Rivest. Trata-se do monofosforil lipídio A, conhecido pela sigla em inglês MPL.
O MPL diminuiu a formação de placas senis e melhorou a cognição dos camundongos, medida por testes em labirintos.
Rivest e colegas afirmam que, embora a segurança do tratamento com MPL não tenha sido confirmada em humanos, o composto foi administrado a milhares de pessoas como um adjuvante em diferentes vacinas. “O MPL oferece uma grande promessa como tratamento seguro e eficaz dessa doença”.

7483 – Missão Marte – Alzheimer é mais um obstáculo


Um estudo demonstrou que a radiação cósmica à qual os astronautas seriam submetidos durante meses e meses na longa travessia até Marte pode causar danos severos ao sistema nervoso central.
Em particular, os cientistas observaram que cérebros irradiados começam a mostrar sintomas de alzheimer.
Essa doença neurodegenerativa, marcada no cérebro pela presença crescente de placas de uma substância chamada beta amiloide, costuma afetar só idosos.
Entretanto, com a exposição a um certo tipo de radiação, o processo de degeneração avança mais depressa.
Para sair da Terra e chegar a Marte usando a rota mais econômica leva-se de oito a dez meses. Isso só na ida.
Durante esse período, os intrépidos viajantes estarão longe da atmosfera e do campo magnético terrestres –o que os deixa expostos à radiação vinda do Sol e das outras estrelas.
Essa radiação é composta pelas mais variadas partículas. As mais leves podem ser defletidas por magnetismo ou bloqueadas pelo casco da espaçonave. As mais pesadas passam direto. Foi com essas que os pesquisadores fizeram os experimentos, irradiando átomos de ferro (acelerados no Laboratório Nacional de Brookhaven) sobre o cérebro de camundongos.
Segundo Kerry O’Banion e seus colegas escrevem no periódico científico “PLoS One”, a radiação de partículas de ferro resultou em danos cognitivos e aumento de placas de beta amiloide em doses cumulativas similares às que astronautas seriam expostos em missões exploratórias ao espaço profundo e a Marte.
Os camundongos do teste foram modificados geneticamente para apresentar os sintomas iniciais de alzheimer. E os pesquisadores admitem que não usaram um grupo-controle para verificar se os mesmos efeitos são observados em roedores comuns.
Além disso, embora a dose de radiação seja equivalente à de uma viagem até Marte, ela foi aplicada de uma só vez, e somente com um tipo de partícula, nos animais.
No espaço, a composição da radiação seria mais complexa, e a exposição seria leve e constante, em vez de intensa e pontual. Por fim, cérebros de camundongo e de gente são diferentes em tamanho, composição e nível de redundância funcional.
Como é mais complexo e tem mais massa branca, o cérebro humano pode ser até mais suscetível aos danos por radiação, segundo o pesquisador. Mas os humanos podem estar mais protegidos que os roedores por terem mais cérebro “disponível”.
De toda forma, será preciso desenvolver novas formas de proteger uma espaçonave contra a radiação. Ir até Marte não é como um passeio na Lua, que, entre ida e volta, consome uma semana.
Um estudo publicado ontem na “PNAS”, revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA, avaliou o padrão de sono de um grupo isolado por 520 dias em módulos espaciais.
Os seis “tripulantes” passaram quase dois anos num simulador nos arredores de Moscou para recriar uma missão até Marte.
A pesquisa mostrou que o sistema que regula o sono e o despertar ficou “doido” durante a falsa viagem.
O ciclo de dia e noite da Terra nos condiciona a saber a que hora dormir e quando ficar acordado. Em isolamento, com luz artificial, esse negócio todo vai para o beleléu.
O sedentarismo toma conta ao longo da missão. Entediados, os astronautas dormem mais, mas a qualidade do sono cai.

marte missão gráfido