7474 – Teledramaturgia – Aos 82, ator Walmor Chagas é achado morto no interior de São Paulo


O ator Walmor Chagas morreu nesta sexta-feira (18-01-2013), aos 82 anos, na casa em que morava em Guaratinguetá, região do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo.
A causa da morte foi um disparo no peito, segundo a Polícia Civil.
Walmor morava no interior havia muitos anos, num hotel-fazenda chamado Sete Nascentes, no bairro das Pedrinhas. O ator era dono da pousada.
José Arteiro de Almeida, administrador do estabelecimento, foi quem encontrou o corpo, por volta das 16h40 da tarde desta sexta, e chamou a polícia logo em seguida.
Almeida, que trabalhava com Walmor havia 30 anos, afirmou que todos os funcionários já tinham ido embora e só ele e o ator estavam no local. Almeida saiu para tomar banho e, quando voltou, encontrou o corpo.
Segundo Almeida, embora Walmor estivesse sofrendo de diabetes, ele aparentava estar normal e sem apresentar indícios de que poderia cometer suicídio.
A região onde fica o hotel-fazenda está na encosta da serra da Mantiqueira, um lugar de difícil acesso.
Segundo informações da polícia, um delegado do 2º DP e investigadores de plantão estão no local. Como a comunicação com a equipe é difícil, não há mais informações sobre o caso até o momento.
Nascido em Porto Alegre, o ator estreou com uma pequena participação num episódio do “Grande Teatro Tupi”, da TV Tupi, em 1953. No cinema, estreou em 1965, em “São Paulo S.A.”, de Luís Sérgio Person. Um de seus últimos papéis foi vivido no filme “Cara ou Coroa” (2012), de Ugo Giorgetti. Em 2008, foi premiado pelo conjunto de sua obra cinematográfica no Festival de Gramado.
Na TV, participou de novelas como “A Favorita” (2008), “Pé na Jaca” (2006), “Esperança” (2002), “Selva de Pedra” (1986) e “Vereda Tropical” (1984), na Globo, e “Caminhos do Coração” (2007), na Record.
Walmor Chagas foi uma das estrelas do TBC, o Teatro Brasileiro de Comédia –uma das referências de arte dramática no país nos anos 50 e 60–, ao lado de Cacilda Becker (1921-1969), com quem se casou e teve uma filha, a cantora Maria Clara Becker, adotada pelo casal em 1964. Em março deste ano, o ator seria homenageado pelos 64 anos de teatro na cerimônia do Prêmio Shell, no Rio.
Em 2011, em entrevista à série “Grandes Atores”da GloboNews, falou sobre as poucas aparições nos últimos anos e disse que passou a se sentir deslocado no circuito das artes. “É como um atleta: tem um período de auge, depois começa a decair.” Disse, ainda, que um ator tem de saber a hora de sair de cena.
“Apesar dos problemas físicos, como uma doença que tinha na vista, ele era uma pessoa alegre e bem-humorada. Tinha uma voz impressionante, idêntica à voz dos tempos em que filmou ‘São Paulo S/A’. Vivia absolutamente sozinho no sítio, mas parecia gostar muito disso. Quando vinha filmar ficava ansioso para voltar para casa”, diz Julia Ianina, 29, atriz que fez o papel de neta de Walmor no filme “Cara ou Coroa”.

Trabalhos na TV
1965 – “A Outra”
1965 – “Teresa”
1966 – “O Amor Tem Cara de Mulher”
1967 – “Presídio de Mulheres”
1969 – “Nenhum Homem É Deus”
1970 – “As Bruxas”
1974 – “Corrida do Ouro”
1975 – “O Grito”
1977 – “Locomotivas”
1979 – “Como Salvar Meu Casamento”
1980 – “Coração Alado”
1981 – “O Amor É Nosso”
1982 – “Avenida Paulista”
1982 – “Final Feliz”
1983 – “Eu Prometo”
1984 – “Caso Verdade, Esperança”
1984 – “Vereda Tropical”
1986 – “Selva de Pedra”
1987 – “Mandala”
1988 – “O Pagador de Promessas”
1993 – “Sex Appeal”
1993 – “Sonho Meu”
1996 – “Salsa e Merengue”
1997 – “Malhação”
2000 – “Marcas da Paixão”
2001 – “Os Maias”
2002 – “Esperança”
2005 – “Mad Maria”
2006 – “Pé na Jaca”
2007 – “Caminhos do Coração”
2008 – “A Favorita”
2009 – “Os Mutantes”

Walmor

7473 – Planeta Terra – A Natureza é um gênio…!


controle_biologico_inseto_2011

Há quase 4 bilhões de anos, quando surgiram os primeiros seres unicelulares sobre a Terra, os organismos vivos evoluem buscando a eficiência na luta contra outras espécies e pela própria preservação. Só sobrevivem os mais aptos. Nesse campo de batalha pela vida, bichos e plantas encontram soluções geniais, imitadas – propositalmente ou não – pelo homem.
Quando se olha a natureza de perto, reconhecem-se formas do cotidiano tão comuns como um parafuso ou um torquês. Ao desenvolverem esses mecanismos durante milhares de anos, os animais e plantas procuravam a melhor maneira de se defender e de se reproduzir. Chegaram a soluções tecnológicas tão brilhantes quanto as produzidas pelas melhores cabeças humanas, que em muitos casos nelas se inspiraram.

Plano inteligente
Dentro da tromba da fêmea do pernilongo, há um microbisturi duplo e serrilhado que abre um buraco na pele. Uma agulha penetra então num vaso sangüíneo, injetando saliva para evitar que o sangue coagule. A sucção ocorre pelo mesmo princípio a vácuo da seringa hipodérmica.
A técnica de perfuração não é exclusiva do parafuso. Com essa forma, a semente de gerânio consegue penetrar lentamente em solo molhado, garantindo a germinação.
Inventado por um engenheiro suíço, o Velcro que amarra o tênis é uma cópia assumida de sementes e frutas espinhudas, como o cardo. Os frutos do cardo, com as pontas em forma de gancho, se fixam nos pêlos de mamíferos (e na roupa dos humanos), carregando assim suas sementes para germinar mais longe.
Uma lagartixa do sul da França tem as patas em formato de pás flexíveis, o que lhe permite agarrar-se até em vidro. O mesmo desenho na sola do sapato ajuda o alpinista a escalar pedras escorregadias.
Insetos da ordem dos dermápteros, conhecidos como lacrainhas, têm uma pinça na extremidade do adbome. Assim imobilizam as presas com a mesma eficiência de um torquês ao puxar um prego.
Há mais de um século o zíper fecha roupas, mas essa estrutura já estava nos insetos muito antes. A imagem do microscópio de varredura eletrônica mostra a extremidade da probóscide (espécie de trompa) de uma mosca, com ranhuras que se encaixam como um zíper.
A semente do bordo, árvore nativa da América do Norte, tem o perfil aerodinâmico de uma hélice. Um dos pais da aeronáutica, o inglês George Cayley, desenhou um propulsor depois de observar o vôo dessa semente, que cai da árvore girando em alta velocidade e pode percorrer 200 metros.
O braço de um louva-a-deus é afiado como um canivete. Tanto a parte superior, o fêmur, como a inferior, a tíbia, possuem espinhos. Na posição de descanso, o braço fica dobrado; num vigésimo de segundo, ele se abre e agarra a presa nos espinhos.

7472 – Mega Byte, o be a bá da informática – Prazer, eu sou um PC


Não fique assim quando seu PC der pau
Não fique assim quando seu PC der pau

No caso do PC, as partes são cinco: sistemas de entrada e saída de dados, programas e discos de armazenamento, microprocessador e memória. Os sistemas de entrada (input, em inglês) são o teclado, o scanner, o mouse ou qualquer outro artifício que você utilize para dar ordens ao computador. Os de saída (output) são itens como a impressora e o monitor – eles lhe mostram os dados processados pela máquina.
Os discos de armazenamento, sejam magnéticos, como os obsoletos disquetes, pen drive, cartão de memória ou ópticos (CD), são essenciais porque o computador esquece tudo o que estava armazenado em seus circuitos assim que é desligado – inclusive os programas, que são conjuntos de instruções para os circuitos executarem uma tarefa. Sem eles, é impossível interagir com o micro.
O microprocessador é o componente menos óbvio do PC. Ele é um conjunto de circuitos microscópicos por onde passa toda informação a ser processada. Tudo o que o processador faz é calcular, usando o sistema binário, e não se lembra de nada: só calcula, calcula e calcula. O resultado das operações, aí sim, é estocado na memória e nos discos, para que os dados possam ser reutilizados – na forma do texto que você quer escrever, do seu programa de navegação ou daquele joguinho de paciência.

Mainframes

Máquinas enormes, que ocupam salas inteiras, são usadas em grandes empresas, como bancos, ou em universidades. Enquanto o PC reúne todos os componentes do computador em uma só unidade, o mainframe tem suas partes bem separadas e conectadas por cabos.
Smartcards
Cartões inteligentes, utilizados principalmente em transações bancárias. Contêm um microprocessador e são capazes de armazenar dados que, por meio da conexão a uma leitora, podem ser manipulados. Na Europa, também já são usados para guardar informações médicas.
Supercomputadores
Instalados em centros de pesquisa científica, têm capacidade de executar até 1,8 trilhão de cálculos por segundo. É o caso do ASCI-RED, fabricado pela Intel, com 9 072 processadores trabalhando ao mesmo tempo.

Passo a passo
Logo depois de você acionar o botão, um programa chamado Bios (Sistema Básico de Entrada e Saída), armazenado em chips de memória permanente (a ROM), começa a verificar todas as partes do micro, como se estivesse fazendo uma chamada. Os sinais do Bios seguem pela placa-mãe, um grande circuito que conecta os pedaços do computador.
Em seguida, a memória RAM se manifesta. Ela é chamada memória de trabalho porque só armazena informações enquanto o computador está ligado. É nela que a CPU (Unidade Central de Processamento) guarda os resultados de seus cálculos, ficando livre para processar mais dados. Quando você desliga o micro, a informação some da RAM.
O primeiro a responder é o processador (CPU), o cérebro do micro. Ele contém um chip de silício do tamanho de uma unha que faz cálculos, executa programas e conecta as partes do computador necessárias à operação do software, como a memória e o disco rígido. Uma vez acordado pela corrente elétrica vinda do Bios, ele continua a verificar se os outros componentes estão lá.
O próximo da lista é o disco rígido, ou HD, um conjunto de placas de metal onde as informações são arquivadas para uso posterior. É lá que ficam os programas que você usa.
O teclado é a principal forma de input, ou seja, de dar instruções ao computador. Sob cada tecla existe um sensor que detecta variações na corrente elétrica. Quando você aperta uma tecla qualquer, a corrente muda. O processador interpreta essa variação como um caractere.
O monitor é o principal dispositivo de output, quer dizer, de exibição dos dados processados. A placa de vídeo se encarrega de transformar os dados digitais vindos da memória em sinais elétricos, que irão compor as imagens na tela.
Depois é a vez de o mouse, que ainda resiste mas em breve será aposentado, anunciar se está presente. Assim como o teclado, ele é uma forma de input. Em vez de digitar comandos, ele aponta coordenadas na tela.

7471 – Medicina – O que é a morte súbita de bebês?


Poucas causas de morte são tão misteriosas e traumáticas para as famílias, quanto as que acontecem durante o sono de bebês aparentemente saudáveis.
Também chamada de síndrome da morte súbita do lactente, ela é definida como o óbito inesperado de um bebê no qual a autópsia não consegue apontar a causa.
Não está claro se a morte ocorre durante o sono ou nos períodos de transição entre sono e vigília, que se sucedem durante a noite. O que se sabe é que o pico de incidência está entre dois e quatro meses de idade, que é mais comum em meninos, que colocar a criança para dormir de barriga para baixo (em pronação) aumenta sobremaneira o risco e que a ocorrência depois dos 6 meses de idade é rara.
Nos países industrializados, o reconhecimento de que deitar de bruços mais do que triplica o risco, deu origem a campanhas para que os pais colocassem os bebês para dormir de barriga para cima (posição supina). Esse cuidado simples diminuiu o número de óbitos em mais de 50%.
No Brasil, o costume de deitar os bebês de lado, posição que protege mais do que deixá-los de bruços, mas menos do que se estivessem de barriga para cima, explica por que a incidência é mais baixa: 5 a 10 em cada 10 mil crianças nascidas.
Além da posição ao dormir, podem servir de gatilho para disparar a síndrome: 1) a asfixia por compressão das vias aéreas ou inalação excessiva do gás carbônico exalado na posição com o rosto para baixo; 2) a hipertermia causada pela compressão da face contra o travesseiro ou o colchão; 3) o nascimento prematuro e a imaturidade dos mecanismos cardiorrespiratórios e de controle térmico.
Essas condições tornariam o recém-nascido mais vulnerável ao estresse provocado pela falta de oxigênio. No entanto, a síndrome pode surgir mesmo em bebês que não apresentam essas características.
Estudo recente mostrou que 85% dos casos acontecem com crianças que dormem de barriga para baixo ou compartilham o leito com outras pessoas. Deitar em pronação em colchões e travesseiros macios aumenta 20 vezes o risco. Os processos infecciosos característicos dos primeiros meses de vida também parecem aumentar a probabilidade.
Bebês excessivamente agasalhados, que dormem em quartos muito aquecidos, correm perigo maior quando colocados com a face para baixo, porque a face é uma fonte importante de eliminação do calor nas crianças. Nesses casos, supõe-se que o estresse causado pelo aumento de temperatura leva à diminuição da frequência cardíaca e à inibição letal do centro respiratório.
Estão associadas com a síndrome algumas características genéticas envolvidas no controle involuntário (autonômico) das funções cardíacas e respiratórias, no equilíbrio energético e na resposta às infecções.
Bebês submetidos a condições como pobreza, exposição ao fumo, álcool e drogas ilícitas na vida intrauterina, ou à fumaça do cigarro depois do nascimento, são especialmente propensos.
A síndrome envolve uma convergência de fatores que resultam em asfixia dos bebês vulneráveis, portadores de sistemas cardiorrespiratórios e mecanismos de despertar imaturos e ainda mal integrados.

Precauções:
Nenhum bebê com menos de seis meses deve ser deixado de bruços no berço essa é a lição que a Associação Médica Americana pretende divulgar nos Estados Unidos, depois de concluir que a posição aumenta em até 67% os riscos de morte súbita, por falta de respiração durante o sono. Ao divulgar esse dado, os americanos imitam o exemplo de outros países. Na Nova Zelândia, por exemplo, uma campanha de informação semelhante reduziu a incidência de mortes súbitas de 6,3 casos para 1,3 em cada 1000 bebês. Na Inglaterra, as clínicas pediátricas passaram a distribuir folhetos, explicando que a melhor posição para um bebê dormir é de barriga para cima. Resultado: no último ano, as ocorrências de morte súbita caíram pela metade.

7470 – Por que a bebida alcoólica causa ressaca?


A ressaca é um tipo de intoxicação. Quando a quantidade de álcool ingerida é grande o organismo se sente agredido e responde. Boca seca é um dos sintomas da ressaca e acontece porque o álcool provoca a contração dos vasos sanguíneos, que por sua vez causa a sensação de ressecamento e a necessidade de ingerir água, além da dor de cabeça e enjôo.
É claro que ser moderado na hora de beber é uma ótima dica. Mas, de vez em quando, todo mundo mete o pé na jaca. E é aí que entra um salvador: o sanduíche de bacon. Também segundo uma pesquisa britânica, a combinação do pão com o bacon torna esse alimento uma ótima forma de combater a ressaca.
Isso porque o pão está cheio de carboidratos, enquanto o bacon tem bastante proteína, que no corpo será quebrada em aminoácidos. Eles são importantes porque ajudam a restaurar os neurotransmissores que a bebida te fez perder. E isso melhora muito aquele mal estar pós-bebedeira.

7469 – Astronomia – Cassiopeia


É o nome de uma constelação próxima do pólo norte celeste, com cerca de 30 estrelas visíveis a olho nu.
Cassiopeia (Cas) é uma constelação do hemisfério celestial norte. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Cassiopeiae.
As constelações vizinhas são Camelopardalis, Cepheus, Lacerta, Andromeda e Perseus.

cassiopeia

Origem mitológica do nome
A figura formada pelas estrelas próximas à constelação de Cepheus lembra a de uma figura humana sentada num trono – só que de cabeça para baixo. Para os gregos, isso representava a punição por um crime severo e logo associaram essa constelação ao mito de Cassiopeia: a vaidosa rainha da Ethiopia que comparou sua beleza à das Nereidas, filhas de Poseidon. Como punição, os deuses exigiram que sua filha, Andrômeda, fosse sacrificada ao monstro Cetus (uma besta similar a uma baleia) para que seu país não fosse inundado pelas ondas de Poseidon.

7468 – Farmacologia – Anticorpo anticocaína


Um químico americano anunciou a construção de um anticorpo artificial que elimina os efeitos da cocaína no organismo.
Pesquisadores da Califórnia publicaram um artigo na Revista Moleculas Farmaceutics sobre a produção do que pode vir a ser chamado de soro anti-cocaína; ou seja, anticorpos anti-cocaína produzidos em ratos geneticamente modificados. Com esses anticorpos produzidos nesses ratos, o teste foi injetar em outro grupo de ratos uma dose letal de cocaína e injetar os anticorpos produzidos no soro.

Um Pouco +
Até meados da década de 70 o tratamento da dependência de cocaína tinha um enfoque exclusivamente em métodos não – farmacológicos, quando então pesquisadores mostraram que o abuso crônico de cocaína levava a adaptações neurofisiológicas.
Sabe-se que o uso de cocaína causa um aumento inicial na neurotransmissão de dopamina e serotonina, os quais são largamente responsáveis pelos efeitos prazerosos e reforçadores da droga. A desregulação destes neurotransmissores durante a síndrome de abstinência tem um importante papel no desenvolvimento da “fissura” ou craving.
Assim sendo, o envolvimento da neurotrasmissão da dopamina no sistema de recompensa cerebral da cocaína incentivou a realização de vários ensaios clínicos nas últimas décadas com agonistas e antagonistas dopaminérgicos.
Outras intervenções farmacológicas que afetam a neurotransmissão glutamatérgica têm sido potenciais candidatos para investigações, devido ao envolvimento do glutamato em regiões cerebrais de recompensa e evidência da desregulação glutamatérgica induzida pelo uso de cocaína. 6 Dados recentes sugerem que o transportador de cystine-glutamato seria um alvo para medicamentos que poderiam prevenir a recaída de cocaína.
O GABA é o principal neurotransmissor inibitório do cérebro e vem sendo analisado como um alvo em potencial no tratamento para dependência de cocaína. Estudos pré – clínicos demonstraram que neurônios GABAergicos modulam o sistema dopaminérgico e os efeitos recompensadores da cocaína. Além disso, a exposição crônica à cocaína pode afetar o funcionando do sistema GABA. Indivíduos dependentes de cocaína podem ter aumento de receptores GABA-A. Estas mudanças nas respostas do GABA podem estar associadas à diminuição dos níveis de GABA no cérebro em adictos à cocaína. Ambos receptores, GABA-A e GABA-B são também possíveis alvos para o tratamento medicamento da dependência de cocaína.
Dado a magnitude e complexidade da Síndrome de Dependência de Cocaína; vários agentes farmacológicos têm sido intensamente investigados para este transtorno a fim de melhorar as respostas ao tratamento principalmente através da diminuição da “fissura”, obtenção da abstinência e assim possibilitar um maior envolvimento dos pacientes ao programa terapêutico proposto.
Dado a magnitude e complexidade da Síndrome de Dependência de Cocaína; vários agentes farmacológicos têm sido intensamente investigados para este transtorno a fim de melhorar as respostas ao tratamento principalmente através da diminuição da “fissura”, obtenção da abstinência e assim possibilitar um maior envolvimento dos pacientes ao programa terapêutico proposto.
Os anticonvulsivantes possuem a vantagem em relação a outras intervenções farmacológicas no tratamento das dependências químicas, em decorrência da ausência de potencial de abuso, ação anti-kindling e indicação clínica no manejo de comorbidades psiquiátricas, especialmente os transtornos do humor. Alguns autores apóiam o uso da carbamazepina, valproato de sódio, lamotrigina e gabapentina como opções terapêuticas no tratamento da abstinência de cocaína.
A carbamazepina (TegretolÒ), uma droga largamente utilizada para tratar alguns problemas neurológicos e psiquiátricos, tem sido algumas vezes também usada para dependência de cocaína.
Uma revisão sistemática com a carbamazepina (CBZ) realizada por Lima Reisser e col em 2002 10 incluiu 5 estudos com N= 455 participantes (Campbell et al. 1994, Montoya et al.1994, Kranzler et al.1995, Cornish et al.1995, Halikas et al.1997) e não mostrou que tal agente farmacológico ajude a reduzir a dependência de cocaína.
Nos últimos anos, o topiramato (TopamaxÒ) medicação inicialmente avaliada no tratamento de alguns tipos de epilepsias, tais como as crises parciais e Síndrome de Lenoxx Gastaud,11tem se mostrado uma possibilidade de intervenção farmacológica também no tratamento das dependências químicas, apesar de poucos ensaios clínicos controlados.
Recentemente Bobes et al (2004) em estudo observacional, prospectivo de seis meses de duração, multicêntrico, avaliaram usuários de heroína, álcool e cocaína em programas de reabilitação. Eles observaram que o TPM pôde na prática clínica ser bem tolerado; efetivo quanto ao uso de drogas e desempenhou melhores desfechos quando comparados a ensaios clínicos prévios realizados com a mesma medicação. Neste estudo, houve redução de 94,1% (n= 64) de exames de urina positivos no início do tratamento para 39,6%(n= 19) ao final de seis meses; apenas 28% de relatos de efeitos colaterais não graves e 33,3% de recaída.

A gabapentina (NeurotontinÒ) tem sido hipotetizada em reduzir o uso de cocaína por restabelecer a via inibitória GABAergic com projeções em neurônios dopaminérgicos do núcleo accumbens.
A desipramina; um antidepressivo tricíclico com propriedades noradrenérgicas (não disponível no mercado brasileiro) parece ser entre os antidepressivos o mais amplamente avaliado para usuários de cocaína. Na literatura, encontramos muitos ensaios clínicos randomizados, placebo controlados os quais sofreram uma revisão sistemática por Lima et al em 2002 através das revisões Cochrane Library..
Comparada a outras drogas, a desipramina mostrou melhor performance; indicando apenas uma tendência não significante com presença de heterogeneidade .
Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (ISRS)
A fluoxetina (ProzacÒ, DaforimÒ, EuforÒ, VerotinaÒ, FluxeneÒ) foi avaliada em dois estudos incluídos na revisão sistemática de Lima et al (2002)4. O primeiro deles realizado por Covi et al (1993), avaliou N= 45 pacientes em estudo duplo cego, placebo controlado, durante 12 semanas de observação utilizando três dosagens diferentes de fluoxetina: 20 mg /dia (n= 10), 40 mg/ dia (n= 11) e 60 mg/ dia (n= 10) e placebo ativo – difenidramina (n= 14). A negativação em exames de urina para metabólitos de cocaína não favoreceu a droga ativa.

7467 – Cobra Cipó – A Cauda Hiponótica


Cobra-cipó é o nome popular das serpentes do gênero Chironius. Também é conhecida pelo nome boiobi, que é de origem tupi e que significa “cobra verde”, através da junção dos termos mboîa (“cobra”) e oby (“verde”).
A coloração da maioria das espécies do gênero é uma mistura de tons de verde, vermelho e laranja, com olhos amarelos e negros.
Essas espécies são muito agitadas e velozes. Geralmente, fogem no momento em que são avistadas. São muito ariscas e podem morder caso impeçam sua fuga. Sua coloração as ajuda a confundirem-se com o ambiente, principalmente por passarem a maior parte do tempo nas árvores e arbustos (daí o nome popular “cobra-cipó”, pois elas realmente lembram cipós ao repousarem em plantas). Atingem cerca de 1,20 metros, sendo serpentes muito finas e relativamente compridas. Alimentam-se de lagartos, pássaros e pererecas.
A reprodução é ovípara. Põem entre quinze e dezoito ovos com o nascimento previsto para o início da estação chuvosa.

Espécies

Chironius bicarinatus (Wied, 1820)
Chironius carinatus (Linnaeus, 1758)
Chironius exoletus (Linnaeus, 1758)
Chironius flavolineatus (Boettger, 1885)
Chironius fuscus (Linnaeus, 1758)
Chironius grandisquamis (Peters, 1869)
Chironius laevicollis (Wied, 1824)
Chironius laurenti (Dixon, Wiest & Cei, 1993)
Chironius monticola (Roze, 1952)
Chironius multiventris (Schmidt & Walker, 1943)
Chironius quadricarinatus (Boie, 1827)
Chironius scurrulus (Wagler, 1824)
Chironius vincenti (Boulenger, 1891)

Cobra-cipó

Ataques
Conhecida também como cobra-verde-listrada, a cipó tem cerca de 1,30 metro e não pica – morde
Cuidado, esta linda serpente é a Philodryas olfersi, a popular cobra-cipó, assim chamada porque vive nas árvores, confundindo-se com a vegetação. Foi uma delas que passou a conversa em Eva, no paraíso. Até alguns anos atrás, era considerada inofensiva, como todas as outras cobras verdes, pertencentes à família das colubrides. Agora, depois de acidentes fatais registrados em diversas partes do mundo, algumas verdes estão sendo classificadas como peçonhentas. No Brasil, em 1993, a cipó foi responsabilizada pela morte de um bebê de dez meses em Caçapava do Sul, RS. “A cobra entrou no berço e picou o bebê três vezes no braço”, conta o veterinário Edson Salomão, que relatou o caso em sua tese de mestrado, concluída em 1994. Habitantes da zona rural, os pais da criança mataram a cobra e acharam que não havia risco, pois era uma dessas que fogem das pessoas quando surpreendidas nos gramados. Quando o bebê começou a passar mal, horas depois, já era muito tarde. Mais uma vez, a hospitalização tardia mostrou que a melhor defesa contra picadas é procurar socorro logo, levando junto com a vítima a informação precisa sobre qual a cobra que provocou o acidente.
A assassina de Caçapava do Sul está conservada em álcool no Museu Herpetológico da Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre. A cinco anos de aposentar-se no serviço público, o doutor Salomão trabalha no setor de vigilância sanitária e ambiental em Cachoeira do Sul, cidade de 100 mil habitantes no centro do Rio Grande do Sul. “Saber que mais uma serpente considerada não venenosa é potencialmente perigosa não é motivo para alarme, pelo contrário, quanto mais informações, mais meios de prevenir acidentes”.
Os acidentes com as cobras verdes o obrigaram a alterar o roteiro de suas palestras. Antes, ele focalizava principalmente as quatro venenosas clássicas do Brasil: a cascavel, a coral, a jararaca e a surucucu. Agora, fala da cipó, também conhecida como cobra-verde-listrada. Longa e esguia, com cerca de 1,30 metro, possui uma mancha marrom que vai da cabeça à cauda. Muito comum na América do Sul, vive geralmente sobre árvores, onde caça pequenos pássaros, lagartixas e rãs. Costuma fugir ao perceber a presença humana, mas pode atacar ao se sentir acuada.
Para reconhecer o perigo de uma cobra – importante para a preservação das espécies e para o tratamento das pessoas acidentadas -, é preciso atentar para os indicadores clássicos das venenosas: o formato triangular da cabeça, a cauda curta, a dentição e as duas fossetas loreais, orifícios localizados entre o olho e a narina. Evidentemente, os dentes das cobras só podem ser identificados por especialistas capazes de capturá-las sem risco. Regra geral, há quatro tipos de dentição nas serpentes. As fossetas, que funcionam como termossensores, orientando a cobra quanto à proximidade de sua presa, são tão minúsculas que só podem ser distinguidas chegando bem perto da cobra, algo totalmente desaconselhável, até porque há duas honrosas exceções: mesmo sendo venenosas, a coral verdadeira e a cipó não têm fossetas. Por tudo isso, é preciso cuidado em dobro com toda e qualquer espécie de serpente.

7466 Botânica – A Citronela


Parece mato, mas não é.
Parece mato, mas não é.

Tal substância usada como repelente de insetos é extraída de um tipo de grama.
Citronella, um género de árvores e arbustos da família Cardiopteridaceae
Óleo de citronela, um óleo essencial utilizado em perfumaria e como repelente de insetos.
Várias espécies de Cymbopogon, em especial o Cymbopogon nardus que é parecida com capim-limão.

Nome Científico: Cymbopogon winterianus
Nomes Populares: Citronela, Capim-citronela, Cidró-do-paraguai, Citronela-de-java, Citronela-do-ceilão
Família: Poaceae
Categoria: Medicinal, Plantas Hortícolas
Clima: Equatorial, Oceânico, Subtropical, Tropical
Origem: Ásia, Índia, Indonésia, Java, Sri Lanka
Altura: 0.9 a 1.2 metros, 1.2 a 1.8 metros
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene

A citronela é bastante conhecida pelos seus efeitos repelentes, principalmente contra mosquitos e borrachudos. Ela forma uma touceira densa, suas folhas são longas, com bordas cortantes e de coloração verde clara, idêntica ao capim-limão (Cymbopogon citratus). Difere deste apenas pelo aroma, que é suave, com perfume de limão, ao contrário da citronela que é bastante forte, talvez até um pouco enjoativo. Ela contém grandes quantidades de óleo essencial Citronelal, responsável por suas utilizações repelentes.
Pode ser plantada em vasos e jardineiras, assim como em canteiros adubados ou como bordadura em áreas grandes. Apresenta efeitos alelopáticos positivos quando plantada em conjunto com outras plantas, repelindo pragas e desta forma protegendo as companheiras. A essência de citronela é utilizada em perfumes, velas, incensos, repelentes, aromaterapia, desinfetantes e armazenagem de alimentos. O uso da óleo essencial diretamente sobre a pele pode provocar irritações. O bagaço de citronela pode ser utilizado na alimentação animal. Diz-se também que repele gatos de hortas e canteiros.
Deve ser cultivada a pleno sol, em solo fértil, bem drenável e enriquecido com matéria orgânica para uma boa produção. Seu crescimento é bastante rápido, o que pode requerer um desbaste periódico. Utilize sempre luvas ao trabalhar com a citronela, pois as bordas das folhas produzem cortes superficiais na pele. Tipicamente tropical, não tolera frio intenso ou geadas. Multiplica-se facilmente pela divisão das touceiras.

7465 – Esporte X Ciência – Comitê olímpico quer barrar termo ‘olimpíada’ em torneio educacional


jogos-olimpicos-olimpiadas

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) está se movimentando juridicamente para impedir que universidades e associações de pesquisa usem a palavra olimpíada em suas competições educacionais. A atitude provocou protestos das principais associações de cientistas do país.
No fim de 2012, a Unicamp foi notificada extrajudicialmente pelo comitê devido ao uso supostamente indevido do termo em um dos eventos organizados pela instituição, a Olimpíada Nacional em História do Brasil.
O texto diz que o uso das palavras olimpíada e jogos olímpicos “é privativo” dos comitês Olímpico e Paraolímpico do Brasil.
Organizadores de várias outras olimpíadas educacionais, como a de português e de astronomia, receberam notificações semelhantes.
Em carta aberta enviada nesta semana a Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e a ABC (Academia Brasileira de Ciências) classificaram a ação como “despropositada”.
No Brasil existem cerca de 20 olimpíadas educacionais nacionais.
Jacob Palis, presidente da ABC, lamentou a iniciativa em um momento em que o Brasil é destaque na área.
“Nós recebemos, no ano passado, a Olimpíada Mundial de Astronomia. Agora há pouco, tivemos um jovem brasileiro [Matheus Camacho, 14] ganhando uma medalha de ouro em uma das maiores competições do mundo, a Olimpíada Internacional de Ciência. A decisão do COB é equivocada”, disse.
A Unicamp afirmou que continuará usando o termo para designar a competição.
Para Mônica Guise Rosina, professora de propriedade intelectual da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, a notificação sobre a exclusividade do termo é “tecnicamente possível, mas absolutamente descabida”.
Em nota, o Comitê Olímpico Brasileiro afirmou que as cartas enviadas às instituições de ensino têm “caráter educativo”, para garantir que “o termo ‘olimpíadas’, que é uma propriedade do COI (Comitê Olímpico Internacional), não seja vinculado a questões comerciais”.
A decisão do COB contraria os ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, que realizam olimpíadas educacionais. O ministério da Ciência disse, porém, não ter recebido qualquer notificação do COB.
Só a Olimpíada Brasileira de Matemática nas Escolas Públicas teve, em 2012, quase 20 milhões de inscritos.
O COB a acusava de uso indevido da palavra “olímpicos” e dos cinco anéis estilizados na capa. O não cumprimento da determinação poderia render multa e até detenção.
Semanas depois o COB reconheceu que o livro era uma produção intelectual destinada a disseminar “o valioso conhecimento sobre o Olimpismo”.

Queda de braço:
Em 2009, os Supermercados Guanabara lançaram uma campanha publicitária intitulada “Olimpíadas Premiadas”, protagonizada pelos atletas Diego e Daniele Hypólito.
O comitê tentou impedir a publicidade, mas o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro entendeu que não houve demonstração de que a empresa quis se passar por patrocinador oficial do evento esportivo.
“O COI é proprietário das marcas e autoriza seu uso em cada país, mas é preciso ter bom senso. O caso do supermercado abre um precedente legal porque analisou que não houve má-fé, e nem a Unicamp tem interesse comercial algum com a Olimpíada de História”, afirma Alberto Murray Neto, advogado de Katia Rubio e ex-membro do COB.