7429 – Galáxia pode ter 17 bilhões de ‘Terras’


17 Bilhões de planetas do tamanho da Terra
17 Bilhões de planetas do tamanho da Terra

Até uma em cada seis estrelas pode abrigar em sua órbita um planeta do tamanho da Terra, segundo uma pesquisa divulgada nesta semana.
Com base nesse dado, os autores da pesquisa afirmam que pode haver um total de 17 bilhões desses planetas em toda a galáxia.
A pesquisa, divulgada no encontro semestral da Sociedade Astronômica Americana, na Califórnia, foi baseada em análises de possíveis planetas revelados pelo telescópio espacial Kepler.
A equipe responsável pelo Kepler também anunciou 461 novos candidatos a planetas, elevando a 2.740 o número total de planetas já identificados.
Desde seu lançamento, em 2009, o telescópio Kepler vem observando uma parte fixa do céu, captando mais de 150 mil estrelas em seu campo de visão.
Ele detecta a diminuta redução na luz que chega de uma estrela quando um planeta passa em frente a ele, no que é chamado trânsito.
O astrônomo François Fressin, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica – que descobriu o primeiro planeta do tamanho da Terra – começou a tentar descobrir não somente quais candidatos detectados pelo Kepler podem não ser planetas, mas também quais planetas podem não ser visíveis ao Kepler.
Os resultados sugerem que 17% das estrelas hospedam um planeta com tamanho até 25% superior ao da Terra, com órbitas fechadas que duram apenas 85 dias ou menos – semelhante ao do planeta Mercúrio.
Isso significa que a galáxia abrigaria ao menos 17 bilhões de planetas do tamanho da Terra.
O estudo divulgado por Fressin foi complementado pelos resultados de uma pesquisa do astrônomo Christopher Burke, do Seti Institute, que anunciou a descoberta de mais 461 candidatos a planetas.
Desse montante, uma fração substancial tem o tamanho da Terra ou não são muito maiores – planetas que até agora vinham sendo particularmente difíceis de serem detectados.
William Borucki, um dos líderes da missão do Kepler, se disse “encantado” com os novos resultados.
“A coisa mais importante é a estatística – não encontramos somente uma Terra, mas cem Terras, que é o que veremos com o passar dos anos com a missão Kepler – porque ele foi desenvolvido para encontrar várias Terras”.

7428 – Ainda existem cavalos selvagens?


A única espécie ainda existente dos antigos cavalos selvagens, que por milhares de anos habitaram a Terra, é o cavalo de Przewalski (Equus przewalski). Ele habitava as isoladas montanhas da Mongólia, na Ásia, e só foi descoberto por volta de 1870 pelo explorador russo Nikolai Przewalski. Ao contrário das outras raças, que passaram a ser domadas há mais de 5 mil anos, esse animal nunca sofreu domesticação. Comparado ao cavalo comum, o de Przewalski é mais baixo – mede entre 1,22 e 1,47 metro de altura contra 1,50 a 1,60 metro das outras espécies. Em meados do século XX, esse animal raríssimo quase foi dizimado por caçadores interessados em sua carne, mas grupos preservacionistas europeus conseguiram evitar o pior. Um acordo entre entidades ambientalistas, com o World Wildlife Fund (WWF) à frente, e o Parque Nacional de Cévennes, no sul da França, criou o projeto Takh – palavra da língua mongol que significa exatamente “cavalo selvagem”.
Graças ao projeto, centenas de cavalos de Przewalski foram levados para o parque francês, onde são mantidos numa área de 300 hectares, sem o menor contato com humanos e nas condições mais naturais possíveis. A intenção dos ambientalistas é um dia poder reintroduzi-los em seu hábitat natural.

7427 – Como um osso quebrado se regenera?


Quando um osso se quebra, os vasos sanguíneos em seu interior se rompem, causando sangramento e a formação de um coágulo. O local inflama, mas, em 24 horas, as extremidades dos vasos rompidos são vedadas, estancando quase por completo a hemorragia. A região da fratura fica cheia de pedacinhos do osso quebrado e tecidos mortos, que são removidos pela ação de células chamadas osteoclastos. Elas fagocitam (“comem” e “digerem”) esses fragmentos. O processo pode durar semanas, dependendo do tamanho da lesão. Desde as primeiras horas após a contusão, também entram em ação os angioblastos, células responsáveis pela formação dos vasos sanguíneos. Elas darão origem a novos vasos dentro do osso e irão reparar outros que se romperam com a fratura. Ao mesmo tempo, a medula óssea começa a se regenerar. Composta basicamente de sangue e gordura, ela fica dentro do canal medular do osso, que vai sendo preenchido por novas células. A reconstituição óssea em si se dá a partir de duas membranas bastante vascularizadas: o periósteo e o endósteo. Enquanto o periósteo envolve por completo os ossos, o endósteo é uma camada mais fina que os reveste internamente. Tanto o periósteo quanto o endósteo têm capacidade de produzir as células chamadas osteoblastos, que darão origem ao tecido ósseo. Um ou dois dias após a fratura, os osteoblastos já começam a invadir o interior e a superfície do coágulo. A deposição de osteoblastos no local da fratura leva à formação do calo ósseo, que surge tanto externamente quanto internamente. Enquanto isso, o coágulo vai diminuindo, pois as células que o formam continuam sendo “devoradas” pelos osteoclastos. Em até duas semanas, o calo, formado também por tecido fibroso e cartilaginoso, consegue unir as extremidades da fratura com a parte intacta do osso. Em seis semanas, a fissura desaparece. A fase seguinte, que pode durar meses, é a da consolidação, quando ocorre a calcificação do osso. O cálcio, que confere resistência aos ossos e chega ao local pela corrente sanguínea, ajuda a reparar de vez o estrago. A etapa final e mais longa da regeneração óssea – pode levar até dez anos – é a remodelagem. Os osteoclastos atacam de novo, “lixando” a superfície do osso para reduzir o calo. Ao final, a área da fratura, que até então permanecia mais suscetível a quebras, volta a ter a resistência de antes.

7426 – Por que a urina muda de cor?


Por causa de pigmentos contidos em alguns alimentos e remédios que ingerimos ou em decorrência de alguma doença. Em condições normais, a coloração do xixi varia de um amarelo clarinho, quase transparente, até o amarelo-escuro. Esse tom amarelado vem de três pigmentos sanguíneos – o urocromo, a bilirrubina e a creatinina -, que são filtrados pelo rim enquanto a urina é produzida. Quanto mais água ingerimos, mais diluímos esses pigmentos e, consequentemente, mais claro fica o xixi. “Por isso, urina clara é quase sempre sinal de que estamos bem hidratados”, diz um nefrologista do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Veja abaixo que fatores podem alterar o visual do jato e, da próxima vez que for tirar água do joelho, aproveite para saber a quantas anda o seu xixi.

VERDE
Apesar do nome,o azul de metileno – medicamento usado em casos de intoxicações – dá uma coloração esverdeada ao jato. O verde é resultado da mistura do amarelo do xixi com o azul da medicação.

LARANJA-ESCURO
Alimentos que contém grande quantidade de betacaroteno – como cenoura, abóbora e mamão – podem deixar o xixi alaranjado. Alguns antibióticos e vitamina B também provocam o mesmo efeito.

DE ROSADO A VERMELHO
Pode ser só aquela beterraba do almoço ou, o que já complica, a presença de sangue na urina. Nesse caso, é preciso procurar o médico. Xixi com sangue pode indicar doenças graves, de infecções a câncer.

CASTANHO-ESCURO
Se a coisa fica preta, pode ser sinal de problema no fígado. O mijo escuro pode rolar ainda em atletas após esforços extremos, quando o corpo libera outro pigmento, a mioglobina, que escurece o jato.

TURVO
Xixi com aspecto leitoso pode ser sinal de infecção urinária. E, se além disso rolar uma grande quantidade de espuma, a coisa pode ser mais séria. Esse é um dos sintomas de nefrite, a inflamação nos rins.

ROXO-ESCURO
A cor da urina também é usada “de propósito” em diagnósticos médicos. Se, quando exposto à luz solar, o xixi fica roxo, é indício de porfiria, doença do metabolismo que, em geral, é difícil de ser identificada.

7425 – Qual o maior doador de sangue da história?


É o australiano Phil Baird, certificado pelo Guinness Book em 2011 como dono do recorde de maior nú mero de doações: 231. Desde a primeira, em 1954, foram 103,96 litros de sangue, quase 21 vezes a quantidade presente no corpo humano (cinco litros). No Brasil, o maior doador é o gaúcho Orestes Golanovski, 72 anos, que doou 187 vezes, entre 1958 e 2006. Ele só parou porque chegou aos 65 anos, na época a idade-limite (Phil continuou doando pelo menos até os 75). Orestes chegou a receber o título de maior doador do mundo pela Federação Internacional das Organi- zações de Doadores de Sangue, em 2004. Natural de Canoinhas (RS), ele criou em 1991 uma associação de doadores que atual- mente conta com 4.080 pessoas cadastradas. Phil e Orestes têm o mesmo tipo sanguíneo, O+, um dos que possuem mais demanda.
Para ser doador, é preciso ter entre 16 e 67 anos, pelo menos 50 kg e estar bem de saúde.

92 milhões de doações todo ano no mundo.

500 ml é o máximo retirado em cada doação.

4 vidas podem ser salvas com o sangue de uma única doação.

Mais de 60% dos doadores no Brasil são homens.

1,9% dos brasileiros doa sangue.

1 hora é o tempo médio para fazer uma doação, incluindo a espera.

4 produtos podem ser fracionados de uma doação: plasma, plaquetas, crioprecipitado e hemácias.

7424 – Qual é o nível máximo e o mínimo que a temperatura do corpo pode atingir?


O corpo humano não aguenta grandes variações em sua temperatura interna. Aos 42ºC, apenas 5 acima do normal, as proteínas começam a cozinhar e todo o organismo entra em pane. Já o frio faz o metabolismo diminuir, mas não é tão fatal quanto o calor. O termômetro precisa descer até 20ºC para acontecer uma parada cardíaca irreversível. Mas bem antes desses limites extremos o corpo já começa a reagir. “Com 40ºC começa a chamada hipertermia (excesso de calor) e com 35ºC a hipotermia (falta de calor)”, diz um fisioterapeuta da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp). Para evitar variações abruptas, o corpo dispõe de uma série de mecanismos para manter a temperatura interna constante, independentemente do clima. Para conter o calor, o principal mecanismo é a transpiração. O suor diminui a temperatura porque, para evaporar, ele retira calor da pele, refrescando-a.
Em ambientes úmidos, a transpiração evapora com mais dificuldade, por isso sentimos mais as temperaturas elevadas. Para enfrentar o frio, um dos truques do organismo é fazer a pessoa tremer, o que ajuda a produzir calor internamente. Mas é claro que em situações extremas esses mecanismos não funcionam. No livro A Vida no Limite – A Ciência da Sobrevivência, a fisiologista britânica Frances Ashcroft fala sobre a reação do corpo às temperaturas ambientais limites. Segundo ela, a marca de -29ºC, que seria suportável com roupa apropriada, pode se tornar fatal se somada a um vento de 40 km/h, o que produziria uma sensação térmica equivalente a -66 ºC, o suficiente para congelar a carne em 30 segundos. Já no calor, o recorde de sobrevivência é de 20 minutos a 127ºC, em ar seco.
No final das contas, a capacidade de resistência do corpo humano depende da temperatura externa, da umidade, do vento, do tempo de exposição ao meio ambiente e até do fato de a pessoa estar imersa na água. Como a água resfria rápido, basta alguém ficar imerso a cerca de 20 ºC para correr o risco de morrer.

Organismo resiste mais à queda do que ao aumento da temperatura interna
42ºC
O corpo está literalmente perto de cozinhar e o funcionamento dos órgãos e todo o metabolismo é afetado. A pessoa pode entrar em coma. A essa temperatura, não há mais garantias de que a vida possa ser salva.

40ºC
Aqui começa a hipertermia (excesso de calor). A perda de líquido e sais minerais causa tontura, náusea e vômito, confusão e perda de consciência. Nesse ponto, a pessoa pode até parar de suar, sinal de que está desidratada.

38ºC
Em estado febril, a pessoa começa a suar muito, sentir espasmos musculares e exaustão. O pulso fica fraco e podem ocorrer desmaios. A recomendação é evitar o sol, jogar água fria no corpo e tomar bebida gelada não alcoólica.

36,5 a 37,5 ºC

Temperatura normal do corpo

35ºC
Aqui começa a hipotermia, ou perda excessiva de calor. A pessoa sente calafrios, cansaço, apatia e perde um pouco de coordenação motora. O raciocínio fica lento e a capacidade de julgamento é afetada — a pessoa pode não cooperar com quem tenta ajudá-la.

30ºC
Neste patamar, o fluxo sanguíneo no cérebro diminui, causando confusão mental e problemas de raciocínio. A freqüência cardíaca pode chegar ao ritmo de apenas um ou dois batimentos por minuto, situação em que a pessoa parece estar morta.

20ºC
Conforme a temperatura corporal abaixa, o metabolismo diminui cada vez mais, até que o coração pára e a atividade cerebral cessa completamente. Um corpo com temperatura interna de 20ºC não pode viver mais.

7423 – Quando se usa compressa quente ou fria?


De uma maneira geral, a compressa feita com gelo é mais indicada em casos de traumatismo provocado por quedas ou pancadas. “A ação anestésica do gelo ajuda a evitar que o inchaço e o hematoma na região machucada fiquem muito grandes. Já a compressa quente deve ser usada numa segunda etapa, cerca de dois dias depois do trauma. Se for uma distensão muscular, aplica-se a compressa quente de cinco a sete dias depois de ocorrer a lesão. Ela ajuda a aumentar a circulação sanguínea na região afetada, diminuindo os riscos de uma inflamação”, afirma uma fisioterapeuta da Universidade de São Paulo (USP).
Existe ainda uma terceira alternativa, muito usada nos tratamentos pós-imobilização e pós-cirurgia: o chamado contraste. “Depois que a pessoa retira o gesso, por exemplo, ou passa por uma cirurgia ortopédica, os membros – principalmente os inferiores – permanecem imóveis, o que causa uma circulação mais lenta. Por isso, é comum aplicar uma alternância de compressas quentes e frias, que acabam funcionando como uma bomba, estimulando a circulação de sangue na região”.

Aquecimento estimula a circulação e relaxa a musculatura
compressa quente faz os vasos sanguíneos dilatarem, aumentando o fluxo de sangue na região tratada. Isso ajuda a conter o processo inflamatório. Se houver formação de hematoma ou edema (inchaço provocado pelo líquido extravasado), o calor amolece o líquido que vazou dos vasos e se acumulou em torno da região afetada. Isso auxilia na reabsorção do líquido pelo organismo.

Apesar de o frio reduzir tanto a dor quanto inchaços como edemas e hematomas, ele pode fazer mal a peles muito sensíveis. Por isso, não é aconselhável usar o gelo por mais de 12 minutos ininterruptos. Entre uma aplicação e outra deve-se fazer um intervalo de, pelo menos, dez minutos. Além disso, é oportuno evitar o gelo em feridas abertas e queimaduras (caso em que é melhor usar a água fria como anestesia). O frio também pode ser usado por atletas e ginastas na prevenção de cãibras e no tratamento de tensão e fadiga.

Além de anestésico, o frio contrai os vasos sangüíneos, diminuindo inchaços

1 – Traumas provocados por quedas ou pancadas costumam romper os vasos dos sistemas sangüíneo e linfático. O vazamento desses dois líquidos – o sangue e a linfa – é responsável pelos inchaços (edemas e hematomas) que aparecem após a lesão.

2 – Se logo após o trauma for aplicado gelo, os vasos se contraem, fazendo com que o fluxo do vazamento seja bem menor e, em conseqüência, o inchaço e o hematoma se reduzam também. Além disso, se a pele for resfriada a 12ºC ou 13ºC, os receptores de dor param de funcionar – daí o efeito anestésico do gelo.

O calor é indicado nos casos em que a pessoa sente dor mas não apresenta inchaço. Um exemplo é o começo de uma dor de dente, quando a inflamação ainda não se agravou, mas o sofrimento já é considerável. O mesmo vale para casos de reumatismo e tendinite. Dependendo da área em que for aplicado, o calor pode tanto melhorar a respiração quanto diminuir a secreção ácida do intestino, aliviando dores renais e estimulando a produção de urina. Compressas quentes também ajudam a combater as cólicas menstruais, devido ao relaxamento muscular na região do ventre.
Alternância de quente e frio equivale a uma massagem

Existem casos em que a melhor pedida não é adotar extremos de temperatura isolados e sim a combinação de ambos. A terapia chamada contraste usa a aplicação alternada de compressas frias e quentes para contrair e dilatar seguidamente os vasos sanguíneos, aumentando a circulação no local afetado. A técnica é especialmente indicada para infecções, distensões, inflamações e dores de cabeça causadas por tensão nervosa ou muscular.

7422 – Avião – Barulho e medo


Duas empresas francesas desenvolveram um controle ativo de ruídos para diminuir o barulho dos aviões.
Altitude – Aviões comerciais, que representam a grande maioria das aeronavesdo céu, voam a altitude de cruzeiro, a cerca de 11 mil pés de altitude. Nessa altitude gasta menos combustível, pois o ar se torna menos denso, oferecendo menor resistencia.

Sensação de “ouvido tapado”
A justificativa do comandante Jenkins para esse desconforto durante o voo é a aerodilatação, ou seja, a expansão de gás nas cavidades corporais causada pela queda na pressão interna da aeronave. Isso ocorre especialmente na decolagem, quando há aumento da altitude. A aerodilatação pode causar dores de cabeça e nos seios da face (barosinosite), dores de ouvido (barotite), cólicas estomacais ou intestinais (aerogastria/aerocolia) e dores de dente (aerodontalgia).
A dor no ouvido pode ser potencializada por algum outro fator, como otite, estado gripal, congestão nasal ou resfriado. No voo, ao ter a sensação de plenitude auricular (ouvido cheio), hipoacusia (dificuldade de ouvir) ou zumbidos, recomenda-se fazer a manobra de Valsalva, que consiste em exercer uma pressão de ar interna, apertando o nariz com os dedos, para tentar equalizar as pressões interna e externa.

Medo de Avião
Depois de um ano sombrio para a aviação comercial, como foi o de 1996, até o passageiro mais viajado sente medo. Diante de tantos desastres aéreos nas manchetes dos jornais, não há quem o convença de que as quedas são raras, de que o normal é tudo dar certo. Mas é exatamente isso que dizem as estatísticas. A chance de alguém bater o carro e morrer a caminho do aeroporto é 500 vezes maior do que a de o avião cair. Segundo a Administração Federal de Aviação, americana, de cada 1 000 mortes, 228 acontecem em acidentes rodoviários e 0,45 em aeroviários. Até nadar é mais perigoso. A cada 1 000 fatalidades, 26 são por afogamento.
O que aconteceu no dia 31 de outubro em São Paulo, quando um Fokker 100 despencou sobre várias casas segundos depois de decolar, foi uma tremenda falta de sorte, levando-se em conta as estatísticas. Pesquisas mostram que desde o final da década de 50 o número de desastres caiu bastante, embora eles tenham matado mais de 20 000 pessoas. Há 37 anos, eram sessenta casos para cada milhão de decolagens. Hoje são três. E o Brasil segue a tendência. Em 1987, quando o país tinha 7 890 aviões, houve 226 acidentes. Hoje, com uma frota quase 20% maior, o número baixou para menos da metade.
Mas a matemática nem sempre tranqüiliza. A lei da gravidade parece ser mais cruel na América Latina. Aqui, a cada milhão de pousos e decolagens 32,4 não dão muito certo. Na América do Norte a freqüência é oito vezes menor.
Tais n°s animadores também não valem para aviões pequenos. No Brasil, entre 1992 e 1994, os desastres com jatinhos aumentaram em 55%. Alguns viraram notícia. Na noite de 2 de março deste ano, um Learjet chegou ao Aeroporto de Guarulhos com velocidade superior à indicada para pouso. O piloto subiu e virou à esquerda. Chocou-se com uma pedra. Morreram nove pessoas. Eram os Mamonas Assassinas e a tripulação. Conclusão do inquérito policial: erros do piloto, do co-piloto e da torre.

7421 – Quais os livros mais lidos no mundo?


Os 10 livros mais lidos no mundo se baseando no número de livros impressos nas gráficas versus número de livros vendidos. Como dizem na imagem, alguns livros podem ter lançado mais cópias do que os abaixo, mas não venderam – então assume-se que não são tão lidos.

Bíblia / Citações do Presidente Mao Tsé-Tung (O Pequeno Livro Vermelho) / Harry Potter / O Senhor dos Anéis / O Alquimista / O Código Da Vinci / Crepúsculo / O Vento Levou… / Pense e Enriqueça / O Diário de Anne Frank
Fonte: Guiness

Top10Books_JaredFanning

7420 – Quais as novas regras do Português?


Alfabeto
Nova Regra
O alfabeto será formado por 26 letras
Como é
As letras “k”, “w” e “y” não são consideradas integrantes do alfabeto
Como será
Essas letras serão usadas em unidades de medida, nomes próprios, palavras estrangeiras e outras palavras em geral. Exemplos: km, kg, watt, playground, William, Kafka, kafkiano.

Trema
Nova regra
Não existirá mais o trema na língua portuguesa. Será mantido apenas em casos de nomes estrangeiros. Exemplo: Müller, mülleriano.
Como é
Agüentar, conseqüência, cinqüenta, freqüência, tranqüilo, lingüiça, bilíngüe.
Como será
Aguentar, consequência, cinquenta, frequência, tranquilo, linguiça, bilíngue.

Acentuação – ditongos “ei” e “oi”
Nova regra
Os ditongos abertos “ei” e “oi” não serão mais acentuados em palavras paroxítonas
Como é
Assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, Coréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico
Como será
Assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, Coreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico.
Obs: Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em éi, éu e ói e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis, troféu, céu, chapéu.

Acentuação – “i” e “u” formando hiato
Nova regra
Não se acentuarão mais “i” e “u” tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo
Como é
baiúca, boiúna, feiúra, feiúme, bocaiúva
Como será
baiuca, boiuna, feiura, feiume, bocaiuva
Obs 1: Se a palavra for oxítona e o “i” ou “u” estiverem em posição final o acento permanece: tuiuiú, Piauí.
Obs 2: Nos demais “i” e “u” tônicos, formando hiato, o acento continua. Exemplo: saúde, saída, gaúcho.

Hiato
Nova regra
Os hiatos “oo” e “ee” não serão mais acentuados
Como é
enjôo, vôo, perdôo, abençôo, povôo, crêem, dêem, lêem, vêem, relêem
Como será
enjoo, voo, perdoo, abençoo, povoo, creem, deem, leem, veem, releem

Palavras homônimas
Nova regra
Não existirá mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual, som e sentido diferentes)
Como é
Pára/para, péla/pela, pêlo/pelo, pêra/pera, pólo/polo
Como será
para, pela, pelo, pera, polo
Obs 1: O acento diferencial ainda permanece no verbo poder (pôde, quando usado no passado) e no verbo pôr (para diferenciar da preposição por).
Obs 2: É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?

Hífen – “r” e “s”
Nova regra
O hífen não será mais utilizado em prefixos terminados em vogal seguida de palavras iniciadas com “r” ou “s”. Nesse caso, essas letras deverão ser duplicadas.
Como é
ante-sala, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-rival, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, supra-renal.
Como será
antessala, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirrival, autorregulamentação, autossugestão, contrassenso, contrarregra, contrassenha, extrarregimento, infrassom, ultrassonografia, semirreal, suprarrenal.

Hífen – mesma vogal
Nova Regra
O hífen será utilizado quando o prefixo terminar com uma vogal e a segunda palavra começar com a mesma vogal.
Como é
antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus.
Como será
anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus.

Hífen – vogais diferentes
Nova regra
O hífen não será utilizado quando o prefixo terminar em vogal diferente da que inicia a segunda palavra.
Como é
auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, co-autor, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático
Como será
autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiárido, semiautomático.
Obs: A regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por h: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo.

7419 – Por que as vidraças tremem quando passa um avião?


É o efeito de uma espécie de barulho. O avião causa um verdadeiro tumulto na atmosfera ao seu redor. “Durante o vôo, ele empurra e comprime o ar que está à frente, mudando a pressão atmosférica da região por onde passa. Isso sem falar que a turbina também perturba o ambiente”, explicou um tenente-coronel do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, São Paulo. Essa confusão toda forma vento e ondas sonoras, isto é, alterações físicas nas características do ar (veja o infográfico). O vento perde logo sua força. O som, não. Algumas vezes, a gente até consegue ouvi-lo. Noutras, a freqüência das ondas (a quantidade de repetições em 1 segundo) é maior ou menor do que aquela que seu ouvido percebe. Você não escuta nada, mas pode sentir o barulho de outras formas, como pela vibração que acontece nas vidraças.
Além do barulho das turbinas, o avião produz outras perturbações no ar capazes de formar ondas sonoras.
Enquanto essas ondas avançam, vão tornando o ar mais concentrado e mais rarefeito, alternadamente. A freqüência com que essas alterações acontecem pode não ser percebida pelo ouvido humano.
Mas, ao se encontrarem com um vidro, as ondas batem nele, fazendo com que os cristais que o formam vibrem.

7418 – De ☻lho no Mapa – O Cabo Horn


cabo horn

É o ponto mais meridional da América do Sul. Encontra-se na Ilha de Hornos, no arquipélago da Terra do Fogo, na porção pertencente ao Chile. Dos grandes cabos, é o que se encontra mais ao sul e compõe a parte norte do Estreito de Drake. Até a abertura do Canal do Panamá, era passagem obrigatória da rota dos navios que viajavam ao redor do globo, indo para a costa oeste dos Estados Unidos, China, Índia e toda a Ásia. Cabo Hornier é o nome que é dado ao marinheiro e à embarcação que passa o Cabo Horn.
As condições de navegação ao redor do cabo costumam ser particularmente severas, com fortes ventos, constituindo um marco para navegantes de todos os tipos, até nos dias atuais. Várias regatas de veleiros de oceano, como a Volvo Ocean Race, antiga Whitbread Round the World Race, velejam ao redor do globo passando pelo Cabo Horn.
Em 1525, o navio San Lesmes comandado por Francisco de Hoces, membro da expedição de García Jofre de Loaísa foi empurrado para sul por um vendaval frente ao Estreito de Magalhães e chegou a 56 ° S, onde pensaram ver “o fim da terra”. Seu nome vem da cidade holandesa de Hoorn, patrocinadora de dois navios enviados pela Companhia das Índias Ocidentais no início do século XVII, capitaneados pelo navegador Jacob le Maire com o navegador Willem Schouten, para investigar a hipótese levantada por Francis Drake da existência de uma passagem meridional da América para a Ásia e Índia, que romperia o monopólio do comércio de especiarias pelos portugueses pelo Cabo da Boa Esperança, no sul da África. Em janeiro de 1616, eles transpuseram o cabo pela primeira vez, sob violenta tempestade.
Muitos escreveram sobre a passagem do Cabo Horn, mas ninguém mais famoso que Charles Darwin no livro sobre A Viagem do Beagle de 1832, relato de sua expedição que resultou na publicação de A Origem das Espécies.
O Cabo Horn é o ponto mais ao sul da América do Sul e pertence ao Chile, suas coordenadas são 55° 59′ 00″ S, 67° 16′ 00″ O, no final da Terra do Fogo, na ilha de Hornos. Ele é ainda o limite norte do Estreito de Drake, entre a América e a Antártida. É também o divisor dos oceanos Pacífico e Atlântico. Os outros pontos extremos da América do Sul são: ao norte a Punta Gallinas, na Colômbia, ao leste a Ponta do Seixas, no Brasil, e a oeste a Punta Pariñas, no Peru.
O clima na região geralmente é muito frio, com temperaturas médias de 5 °C. Os ventos são de 30 km/h em média, com picos comuns de 100 km/h. As condições locais são muito rudes, principalmente no inverno.
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7417 – Aventura no Século 20


Chay Blyth foi um inglês decidido a dar a volta ao mundo sozinho num veleiro, na contramão, há 31 anos. Ao redor do mundo, como a frota do explorador português Fernão de Magalhães realizara em 1522. Sozinho, como o navegador canadense Joshua Slocum fizera em 1898. Em sentido contrário às correntes marítimas e aos ventos, como ninguém ousara.Blyth conseguiu um barco de aço patrocinado pela British Steel, a maior usina siderúrgica britânica. Partiu de Southampton, na Inglaterra, e voltou 292 dias depois. Ao desembarcar, esgotado pela aventura, chamada na época de “a viagem impossível”, garantiu ao jornal The Times em sua primeira entrevista: “Eu nunca faria isso de novo e jamais sujeitaria outro ser humano à mesma situação”.A promessa foi por água abaixo Há três anos, o hoje promotor de eventos náuticos Chay Blyth foi chamado a organizar uma regata ainda mais desvairada que sua viagem pioneira. A British Steel Challenge, como foi batizada a prova, acenava com o temerário desafio de refazer a rota em contramão, mas desta vez com a participação de pessoas comuns, sem nenhuma experiência com o mar.
Era preciso coragem também para desembolsar quase 30 000 dólares, a serem pagos em suaves prestações durante os três anos de treinamento.Apareceu gente de todas as idades, profissões, tipo físico, cor dos olhos, peso e altura. Muitos deles não sabiam sequer velejar. Pessoas normais, dessas que não chamam a atenção quando entram num ônibus. Mas com uma atração atávica pela aventura que os fez admitir a idéia de enfrentar até os vagalhões do Cabo Horn, entre o sul do Chile e a Antártida — o lugar mais perigoso do planeta quando se está sobre a água na opinião de qualquer marinheiro.
Nesta regata, os organizadores conseguem saber, de suas confortáveis salas em Southampton, onde anda cada barco. Os veleiros levavam uma antena modelo Standard-C ligando-os à Inmarsat, uma rede internacional de satélites marítimos. A cada quatro horas, emite-se automaticamente um sinal a um satélite, informando a posição. Em troca, os barcos recebem todos os tipos de dados: fax, informações meteorológicas e correspondência. No caso de pane, basta apertar um botão e a antena envia um sinal de socorro via satélite.A outra comunicação com os céus se dá por meio dos satélites do GPS (sigla em inglês para sistema de posicionamento global). Na mesa de navegação, um computador ligado a essa rede informa a latitude e a longitude em que se encontra o veleiro com uma precisão de 50 metros. Mais do que isso, basta informar a esse computador onde se esta e para onde se vai, e ele informa a melhor rota a seguir, segundo variáveis como a velocidade e a direção dos ventos. Isso só é possível porque todos os censores e instrumentos do barco estão interligados. Assim, os censores de vento na ponta do mastro passam dados tanto ao computador do GPS, quanto aos mostradores digitais consultados pelo skipper. Os satélites só transmitem dados, e não voz. Para falar com os portos e outros barcos, há um rádio VHF, de pequeno alcance. Para falar com o mundo, há um rádio de ondas curtas, de longo alcance, que abrange as freqüências de 2 a 24 megahertz.O pior acidente possível durante uma tempestade é alguém cair na água. Baixar as velas e ligar o motor para controlar o barco é uma manobra complicadíssima. Mas o pior é que os acidentes passam despercebidos. Mesmo que o infeliz seja visto, só com a cabeça fora d’água ele geralmente some no meio das ondas. Por isso, cada tripulante da regata carrega um Personal EPIRB, sigla de transmissor de rádio de emergência pessoal.

7416 – Anatomia – O Labirinto


Estabilização da imagem na retina, ajuste postural, orientação gravitacional e
percepção de movimento são as funções do sistema vestibular. Estas não são funções
fáceis e em várias situações o sistema vestibular é auxiliado por outros sistemas – motor
ocular, visual e proprioceptivo – formando assim uma complexa rede. Portanto, se torna
imprescindível, tanto para compreensão de todo o sistema, assim como para seu exame
detalhado, o bom conhecimento de cada uma de suas partes e de como ocorre essa
interação. Visando facilitar essa compreensão, este texto aborda sucintamente a
anatomia, fisiologia e exame dos sistemas vestibular e motor ocular.
O labirinto ósseo é uma cavidade localizada no osso temporal, onde se encontram
cinco órgãos receptores delimitados por uma membrana, constituindo o labirinto
membranoso. O espaço existente entre o labirinto ósseo e o membranoso é preenchido
por perilinfa, líquido com composição semelhante ao do líquido cefalorraquidiano,
enquanto as estruturas do labirinto membranoso contém endolinfa, um líquido rico em K+
e pobre em Na+ e Ca++ .
Os cinco órgãos receptores podem ser divididos em duas unidades anatômicas e
funcionais: os canais semicirculares (CSCs) e os órgãos otolíticos – utrículo e sáculo, e
seus receptores são as células ciliadas.
As células ciliadas estão presentes nos CSCs e órgãos otolíticos e são a estrutura
capaz de transformar o estímulo mecânico (aceleração) em sinal neural. São compostas
por diversos cílios organizados em relação ao seu tamanho, em ordem crescente na
direção de um único cinocílio. O potencial de membrana da célula ciliada depende da
inclinação destes cílios, da seguinte maneira: inclinação dos cílios na direção do cinocílio
leva a uma despolarização de membrana e na direção contrária à hiperpolarização. No
CSC horizontal estas células ciliadas estão organizadas de tal forma que todos os cinocílios estão no sentido do utrículo, e nos CSCs anterior e posterior estão dispostas de
maneira inversa, com os cinocílios no sentido oposto ao utrículo, o que em ambos os
casos forma um eixo de despolarização. Na mácula dos órgãos otolíticos estas células
estão arranjadas com seus cinocílios na direção de uma linha curva, que atravessa a
mácula denominada estríola.

Canais semicirculares
São três estruturas com formato de uma letra “C” com diâmetro aproximado de
8mm, dispostas ortogonalmente entre si, como se fossem três lados adjacentes de um
cubo. O CSC horizontal está localizado aproximadamente a 30° do plano horizontal. Os
CSCs anterior e posterior formam entre si e com o CSC horizontal um ângulo de 90°, e
com o plano sagital um ângulo de 45°, de maneira que o CSC anterior de um lado se
encontra no mesmo plano do CSC posterior do lado oposto.
As duas extremidades de cada um dos CSCs terminam no utrículo. Enquanto uma
delas é aberta promovendo uma comunicação entre CSC e utrículo, a outra apresenta
uma dilatação denominada ampola, que contém uma estrutura, a cúpula, composta por
uma substância gelatinosa, que fecha a comunicação com o utrículo. Na região ampular
há também um espessamento epitelial denominado crista ampular, que contém as células
ciliadas. Localizadas logo abaixo da cúpula, estas células mantém seus cílios embebidos
na substância gelatinosa, de modo que são os movimentos de deflexão da cúpula que
levam à inclinação dos cílios.

Inervação do labirinto
As células ciliadas dos órgãos otolíticos e dos CSCs são inervadas pelos
prolongamentos distais de neurônios bipolares, cujos corpos celulares se encontram no
gânglio vestibular ou gânglio de Scarpa. Os prolongamentos centrais destes neurônios se
juntam com prolongamentos centrais do gânglio espiral da cóclea para formar o nervo
vestíbulo-coclear, que atravessa o meato acústico interno, ao lado do nervo facial, e após
curto trajeto no ângulo ponto-cerebelar entra na ponte para fazer sinapse nos núcleos
vestibulares.
Os axônios distais dos neurônios vestibulares chegam ao gânglio de Scarpa
através de dois ramos: (1) r. superior com axônios que carregam informações do CSC
anterior e horizontal e utrículo e (2) r. inferior com impulsos do CSC posterior e sáculo.

O labirinto é irrigado pela a. labiríntica ou a. auditiva interna, na maioria dos casos
ramo da artéria cerebelar ântero-inferior (AICA) e em 15% dos casos ramo da a. basilar. A
a. labiríntica se divide em: (1) a. coclear, para irrigação da cóclea, (2) a. vestibular
anterior, para CSC anterior, horizontal e utrículo e (3) a. vestibular posterior, para CSC
posterior, sáculo e parte da cóclea.

labit

7415 – Nutrição – Açúcar pode aumentar a fome (?)


Um tipo de açúcar muito usado pela indústria de alimentos parece estimular ligeiramente as áreas do cérebro ligadas à vontade de comer, em vez de sinalizar que já é hora de diminuir a ingestão de calorias, indica uma nova pesquisa.
Se o resultado estiver correto, fica mais forte a ideia de que parte importante da culpa pela atual epidemia de obesidade mundial seria do uso indiscriminado de frutose, molécula que está presente nos sucos de fruta, no xarope de milho e em muitos outros produtos da indústria alimentícia, principalmente da americana.
A nova pesquisa, publicada no “Jama”, periódico da Associação Médica Americana, foi coordenada por Robert Sherwin, da Universidade Yale (EUA), e tem como coautora a médica brasileira Renata Belfort-DeAguiar.
Num experimento bastante simples, a equipe submeteu um grupo de 20 adultos sadios (metade homens e metade mulheres), com idade média de 31 anos, a duas sessões de ressonância magnética funcional.
Primeiro, a atividade cerebral dos voluntários era medida sem intervenção nenhuma, para ter uma ideia de seu estado “normal” durante o jejum (as pessoas chegavam ao laboratório às 8h, ainda sem tomar café da manhã).
Depois, cada participante recebia 300 ml de uma bebida adocicada. A diferença é que, em metade dos casos, a bebida continha 75 gramas (ou 300 calorias) do açúcar glicose, enquanto nos outros casos o “adoçante” usado tinha sido a frutose, na mesma proporção.
Já há várias pistas de que a frutose atua de forma diferenciada sobre o organismo. Bem mais doce do que a glicose, a molécula estimula apenas ligeiramente a produção de insulina, hormônio que, além de coordenar o metabolismo de açúcar, também ajuda o organismo a entender quando já comeu o suficiente. O mesmo parece valer para outros hormônios e moléculas sinalizadoras ligadas à sensação de saciedade.
Ao analisar o cérebro dos voluntários durante a nova pesquisa, os cientistas de Yale prestaram atenção especial ao hipotálamo, região cerebral especialmente ligada ao controle do apetite. E o que eles viram parece dar peso ao suposto papel de vilão da frutose no aumento de peso.

frutose