7354 – O homem que perdoou seu algoz


Rais Bhuiyan foi a 3ª vítima de Mark Ströman, um extremista de direita que executava muçulmanos para vingar o atentado às Torres Gêmeas. Mas, ao se recuperar do tiro no rosto, Bhuiyan começou a luta para livrar Ströman da pena de morte
Na tarde do dia 21 de setembro de 2001, o bengali Rais Bhuiyan, então com 27 anos, trabalhava em um posto de gasolina, em Dallas, Texas, quando um homem armado o abordou.
Bhuiyan, que já estava acostumado com os procedimentos em caso de assalto, ofereceu o dinheiro do caixa. Mas não era isso o que o homem parecia buscar. “De que país você é?”, perguntou o rapaz ruivo. E, antes que Bhuiyan pudesse responder “de Bangladesh”, o homem atirou contra seu rosto. Para matá-lo.
Bhuiyan conseguiu ajuda numa barbearia próxima e, nos meses seguintes, passou por várias cirurgias. Viveu, mas perdeu a visão de um olho.
O atirador, que já tinha matado um paquistanês, foi preso após executar um indiano no dia 4 de outubro. Era Mark Ströman. E se dizia um “patriota” e “vingador” do que “os árabes” tinham feito naquele fatídico 11 de setembro, quando sua irmã morreu no ataque às Torres Gêmeas. Não fazia diferença que nenhuma de suas vítimas fosse árabe e que um deles fosse hindu.
Nos últimos 10 anos, o estado do Texas – que responde por 40% das execuções nos EUA – havia matado 231 condenados. Apenas uma pessoa, durante o mesmo período, conseguiu a revisão da pena. Ströman já não tinha esperanças de se livrar da prisão de Huntsville, a câmara de execução mais ativa do país.
“O lugar é envolto pelo cheiro da morte dia após dia, quase mais do que posso tolerar”, descreveu Ströman, que disse ter visto passar diante de si 208 pessoas a caminho da morte.
Mas, meses antes de sua execução, marcada para 20 de julho de 2011, o mesmo homem que ele tentou matar iniciou uma campanha para salvar sua vida. E não foi apenas Rais Bhuiyan. As famílias das duas vítimas fatais de Ströman também passaram a pleitear que a sentença do assassino confesso fosse convertida à prisão perpétua.
Iniciaram uma campanha ao redor do mundo, que colheu 12 mil assinaturas pedindo a revisão da pena de morte para prisão perpétua. Batizaram o movimento de World Without Hate (“Mundo Sem Ódio”), nome da atual ONG de Bhuiyan, que atua com a Anistia Internacional.
Bhuiyan fez apelações nas cortes do Texas e até na Suprema Corte dos EUA. Chegou a processar o Estado por não permitir que ele se encontrasse com Ströman pessoalmente.
Muçulmano praticante, ele diz que sua fé lhe ensinou que salvar uma vida é o mesmo que salvar toda a humanidade. Isso comoveu Ströman, que certa vez escreveu sobre Bhuiyan: “Ele realmente tocou meu coração e o de muitos outros ao redor do mundo… Especialmente porque nos últimos 10 anos tudo o que nos dizem é o quanto o islamismo é cruel. Suas profundas crenças islâmicas deram a ele a força para perdoar o que era imperdoável… Isso é realmente inspirador para mim e deveria ser um exemplo a todos nós”.
Seu esforço, apesar de ter causado profundas mudanças em Ströman, não foi suficiente para convencer a Justiça a rever sua pena. Ströman foi executado, com injeção letal, em 20 de julho, horas depois de o último recurso de Bhuiyan, na Suprema Corte, ter sido negado. Tinha 41 anos e deixou 4 filhos.
Três horas antes de morrer, os dois se falaram por telefone, pela primeira vez em 10 anos. E, já preparado para a execução, Ströman enunciou suas últimas palavras: “O ódio está neste mundo, ele há de parar. Ele causa dor para o resto da vida. Eu amo vocês. Todos vocês. Boa noite”.

7353 – Como funciona o taxímetro?


O princípio básico do aparelho é simples: o taxímetro só precisa identificar quando o táxi está parado ou está andando. Em cada uma dessas situações, é registrada uma tarifa diferente. No final, o preço total da corrida vai ser proporcional à distância percorrida e ao tempo parado no trânsito. O que pouca gente sabe é que essa invenção bem bolada já tem mais de um século de idade. Seu nascimento remonta ao tempo das carruagens: em 1891, o engenheiro alemão Wilhelm Bruhn criou um contador para evitar que os cocheiros cobrassem os olhos da cara. Os motoristas não ficaram muito felizes com aquela geringonça que tirava deles o poder de negociação – até então, o valor do transporte era decidido na base do acordo entre passageiro e condutor. A coisa ficou tão feia que alguns cocheiros resolveram “homenagear” o engenheiro Bruhn jogando-o dentro de um rio. Hoje, as tarifas são definidas pelos órgãos públicos de transporte de cada cidade. Há ainda outros custos que podem ser incluídos no valor da corrida. Para transportar bagagens, o passageiro de um táxi paulistano paga 1,80 real a mais. Se a corrida for entre duas cidades, o motorista pode adicionar 50% ao total da conta. É em São Paulo, aliás, que fica a maior frota de táxis do Brasil: são 33 mil carros que transportam, por mês, cerca de 2 milhões de passageiros.

A cobrança da corrida do táxi começa no instante em que o passageiro entra no carro. Nessa hora, o taxímetro começa a funcionar, exibindo no visor o valor da chamada tarifa inicial. Em São Paulo, essa tarifa é de 3,20 reais.
Em seguida, entra em ação um microprocessador embutido no taxímetro. É ele que identifica quando o carro está andando ou parado. A partir desses dados, o microprocessador adiciona um determinado valor à tarifa inicial.
Para saber se o táxi está andando ou não, o microprocessador precisa estar conectado ao odômetro, uma peça presa ao eixo do carro que calcula a quilometragem percorrida. A distância que o odômetro mede serve de base para o cálculo da corrida.
Com o carro andando, o microprocessador recebe pulsos elétricos do odômetro. A cada quilômetro percorrido, a conta cresce. O valor depende do dia e da hora: em São Paulo, de segunda a sábado, das 6 às 20h (a chamada “bandeira 1”), o quilômetro custa 1,80. Se for noite, domingo ou feriado (“bandeira 2”), o valor vai para 2,34.
Quando o táxi está parado, o taxímetro não recebe pulsos elétricos, mas a corrida fica mais cara a cada minuto parado, que em São Paulo custa 41 centavos. A conta final é proporcional à distância rodada e ao tempo parado.

7352 – Como funcionam os caixas eletrônicos?


Com um programa de computador. O microprocessador embutido na máquina faz a mesma coisa que um caixa humano faz no banco. Ele identifica o cliente, confere se há saldo suficiente para sacar a grana, transmite as informações do valor solicitado e autoriza a liberação do dinheiro.
E o mais importante: como um bom funcionário, ele possui vários mecanismos para garantir que o cliente receba o dinheiro exato, nem um centavo a mais, nem a menos. Mesmo assim, apesar de o sistema apresentar um número relativamente baixo de falhas, elas acontecem. E aí, meu amigo, é a maior dor de cabeça. Se você der o azar de receber notas a menos, só será ressarcido se conseguir provar que isso aconteceu (quando a agência ainda está aberta, o jeito mais fácil é avisar algum funcionário do banco logo depois do saque). Mas, se você sair com uma bufunfa extra, quem pagará a diferença é o funcionário responsável pelo reabastecimento de notas (como é quase impossível que duas notas saiam coladas, a maior fonte de erros é a falha humana, quando alguém coloca notas de 50 reais no compartimento que guarda cédulas de 10 reais, por exemplo). Os primeiros caixas eletrônicos foram criados na década de 30, mas o sistema só ficou eficiente e seguro nos anos 60.
Apenas nos Estados Unidos, há 352 mil caixas eletrônicos espalhados em lanchonetes, estádios, shoppings, hospitais e, claro, bancos. Mas o custo social dessa comodidade é alto. De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo e da Federação Brasileira de Bancos, o total de caixas eletrônicos no país subiu de 3,4 mil para 24,4 mil nos últimos dez anos. No mesmo período, segundo o Dieese, nada menos que 158 mil bancários foram para o olho da rua.
O saque em um caixa eletrônico começa quando o cliente coloca o cartão no leitor magnético. A tarja do cartão guarda o número da conta e o da agência. O leitor recebe essas informações e as transmite a um processador, que libera o acesso à máquina se o cliente digitar a senha correta
Se a senha estiver certa, o caixa eletrônico acessa a conta do cliente para verificar o saldo. Para saber estabelecer essa comunicação, o caixa se liga ao servidor do banco por meio de uma linha telefônica. Se houver grana suficiente, o servidor envia ao caixa um sinal elétrico autorizando o saque
Daí em diante, o cérebro de todo o sistema, o processador do caixa, comanda o resto da operação. Com o saque autorizado pelo banco, ele aciona os mecanismos que vão entregar as notas para o cliente
O dinheiro fica dentro de gavetas de metal, cada uma com um valor diferente de cédula. Cada gaveta guarda entre 2 mil e 2 200 notas. Na hora do saque, um sistema de correias de borracha retira uma nota de cada vez de dentro das gavetas até totalizar o valor solicitado pelo cliente
Antes de serem liberadas, as notas passam por um sensor ótico que vasculha possíveis erros — ele consegue identificar duas cédulas grudadas, por exemplo. Caso passem notas a mais ou de valor diferente, elas são desviadas para a gaveta de cédulas rejeitadas
Depois de entregue, o dinheiro é debitado na conta corrente. Se o cliente pedir, o processador envia uma ordem para a impressora embutida na máquina e ela emite um comprovante da transação.

7351 – Farmacologia -O Triac


triac

A Unicamp e o Laboratório Aché, após 3 anos conseguiram chegar à sintetização do ácido triodotiroacético, o princípio ativo do medicamento Triac, usado no tratamento da obesidade e de alguns tipos de câncer da glândula tireóide e com isso, se espera reduzir o custo do medicamento em 30%.
Foram criadas 7 etapas para se chegar ao produto final e a Aché investiu cerca de 100 mil dólares no projeto.
O Tiratricol, também conhecido como TRIAC, é um análogo a hormônio da tireóide. Ele é indicado para o controle da síndrome da resistência ao hormônio da tireóide e usado em combinação com levotiroxina para suprimir a produção de hormônio estimulador da tiróide em pacientes com câncer da tireóide.
O tiratricol foi amplamente comercializado como auxiliar de emagrecimento sob vários nomes comerciais, porém em 1999 e 2000 os órgãos que regulam medicamentos dos Estados Unidos e Canadá alertaram o público sobre os perigos dos suplementos e fórmulas de emagrecimento contendo tiratricol. Os efeitos perigosos à saúde provocados pelo tiratricol incluem infarto, derrame cerebral e morte súbita.
Atualmente o tiratricol não é aprovado para venda nos Estados Unidos e Canadá. Tiratricol já foi aprovado no Brasil, porém sua comercialização foi suspensa pela Anvisa em 2003 depois de alerta do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Alerta
O FDA (órgão americano que regula os medicamentos) alerta os consumidores a respeito de produtos comercializados como suplementos alimentares que contêm tiratricol, também conhecido como TRIAC, um potente hormônio tireóide que pode causar sérias conseqüências à saúde, incluindo ataque do coração e derrame. Apesar de todos os recalls nos últimos sete meses, vários produtos contendo tiratricol ainda assim chegaram aos consumidores.

7350 – As maiores descobertas da História da Medicina


MEDICINA simbolo

Transplante de órgãos
Os transplantes inicialmente se resumiam a um único órgão: o rim. Atualmente, já se é possível transplantar coração, pulmão, fígado, tecido pancreático e medula óssea. No futuro, certamente, outros órgãos também poderão ser substituídos. O sucesso dos transplantes se deve, antes de tudo, à imunologia, pela descoberta dos antígenos de histocompatilidade, e à farmacologia, pela obtenção de drogas imunossupressoras. O uso de próteses também tende a se expandir em diferentes especialidades, pela disponibilidade de materiais inertes e duráveis, incapazes de provocar reações teciduais.

Progressos cirúrgicos
Grandes progressos nos atos cirúrgicos – com destaque para a cirurgia cardíaca, a neurocirurgia e a oftalmologia – foram possíveis graças à colaboração de outras disciplinas, como a anestesiologia, a neurofisiologia, a bacteriologia e a imunologia. O coração, antes intocável, tornou-se um órgão acessível, graças à introdução da circulação extra-corpórea, que permitiu a correção das malformações congênitas, a revascularização e outros tipos de operações. Já a neurocirurgia e a oftalmologia se beneficiaram com o uso dos raios laser.

A Fecundação Artificial
A fecundação artificial do óvulo em laboratório e o implante intra-uterino do ovo fecundado são uma façanha sem paralelo na história da reprodução humana. A partir dessa descoberta, acredita-se que o caminho esteja aberto para que se possa conseguir, no futuro, o desenvolvimento do embrião fora do ventre materno. Já a clonagem de animais pela manipulação celular mostrou ser possível a clonagem de seres humanos, enquanto as células-tronco provaram seu potencial no tratamento de muitas doenças degenerativas.

A Engenharia Genética
O campo da engenharia genética deu origem a um acontecimento promissor: a determinação da estrutura do DNA – base de toda matéria viva e responsável pela transmissão do código genético. Mais tarde, reveladas as chamadas enzimas de restrição, capazes de fragmentar a molécula do DNA, tornou-se possível alterar o código genético de uma célula, introduzindo nela um segmento de DNA de outra totalmente diferente. A engenharia genética já colabora para a produção de hormônios, enzimas e vacinas, e prevê-se que sua atuação se amplie consideravelmente no futuro.

Fibro e Videoscopia
A fibroendoscopia foi um grande progresso nos métodos diagnósticos porque substituiu os então utilizados aparelhos metálicos, rígidos e cheios de limitações. Em 1958, foi publicado o primeiro trabalho sobre a utilização de fibra óptica em endoscopia, resolvendo um dos problemas aparentemente insolúveis: o da curvatura da luz. A novidade possibilitou a obtenção das imagens antes não alcançadas. Vinte anos depois, a fibroendoscopia foi superada pela videoendoscopia.

Os laboratórios desenvolveram técnicas de alta sensibilidade que contribuíram para o diagnóstico clínico. Um exemplo foi o radioimunoensaio (que depois evoluiu para o método imunoenzimático), que permitiu detectar substâncias em concentrações infinitamente pequenas nos líquidos orgânicos e nos tecidos. Algumas dessas substâncias são os hormônios, os peptídios, os neurotransmissores, os antígenos e os anticorpos. Pela descoberta do radioimunoensaio, Rosalyn Yallow recebeu o prêmio Nobel de 1974. Ela foi a segunda mulher a receber essa distinção em Fisiologia e Medicina.

Diagnóstico por Imagens
A descoberta dos raios-X, no final do século XIX, e sua aplicação com fins diagnósticos, no início do século XX, constituíram um marco importante na história da medicina. Seu sucesso levou à busca de outros métodos diagnósticos por imagens, que resultou no surgimento da ultra-sonografia, método de larga aplicação, sobretudo em obstetrícia; da tomografia computadorizada, cuja alta resolução permitiu o diagnóstico de lesões não detectáveis pelos métodos anteriores; e da ressonância nuclear magnética, capaz de gerar imagens nítidas das áreas magnetizadas, substituindo outros exames mais agressivos.
Síntese dos Hormônios
O isolamento e a determinação da estrutura química de hormônios possibilitou a síntese de grande parte deles em laboratório. Dois exemplos práticos são a composição artificial da insulina, usada no tratamento da diabetes mellitus, e da cortisona, de grande poder antiinflamatório e imunossupressor. A descoberta das vitaminas, por sua vez, revolucionou a prevenção e o tratamento das doenças resultantes de carências específicas desses elementos: escorbuto, beribéri, pelagra e raquitismo, raramente encontradas hoje em dia.
Os Antibióticos
A descoberta dos antibióticos, na primeira metade do século XX, reduziu drasticamente as taxas de mortalidade. Se até então doenças como pneumonia e febre tifóide matavam milhares de pessoas no mundo todo, elas passaram a ser controladas a partir daí. Moléstias de difícil tratamento no passado, como sífilis, tuberculose e lepra, também puderam ser curadas graças aos antibióticos. Entretanto, algumas bactérias terminaram por criar resistência à substância, o que incentivou uma busca continuada de novos tratamentos.
Vacinas
A maior contribuição da medicina à saúde foi no campo da prevenção das doenças, por meio da imunização em massa e das ações desenvolvidas sobre o meio ambiente. Doenças como tétano, difteria, coqueluche, sarampo, poliomielite, febre amarela e hepatite B já podem ser evitadas graças à existência de vacinas eficazes. Medidas voltadas para o meio ambiente, como saneamento básico, hábitos de higiene e melhoria das habitações, também contribuíram em larga escala para a elevação do nível de saúde a partir do século XX.

7349 – Se as supercolas colam tudo, como elas não colam na embalagem?


O truque dos fabricantes é embalar a supercola a vácuo, mantendo a substância adesiva longe do contato com o ar. Isso porque é a umidade da atmosfera que faz a supercola ficar bem grudenta. Vamos explicar como isso acontece usando o exemplo da mais famosa supercola, a Super Bonder. Ela é composta por moléculas de cianoacrilato de etila, uma substância colante que naturalmente adere a plásticos ou metais. Dentro da embalagem, as moléculas de cianoacrilato ficam bem separadas entre si. Por isso, elas não grudam no tubo. Mas quando a gente abre a embalagem, tudo muda: a umidade age como um “gancho” que liga as moléculas de cianoacrilato, transformando a cola na substância supergrudenta que a gente conhece. Essa reação tem um nome: polimerização. “Isso fica mais claro em supercolas do tipo epóxi, como a Araldite. Nesse caso, a substância colante vem em uma embalagem e a que promove a polimerização em outra. Antes de usar a cola, a gente mistura as duas substâncias”, diz um químico da USP. Se você errar o alvo e grudar os próprios dedos, não se desespere: assim que a cola endurecer, use uma lixa de unha para raspá-la. A água quente também ajuda a amolecer o adesivo.

A substância adesiva de supercolas é o cianoacrilato de etila. Na embalagem, as moléculas de cianoacrilato não têm contato com o ar e ficam longe umas das outras. Por isso, elas não grudam no tubo.
Quando o tubo é aberto, as moléculas de cianoacrilato encontram moléculas de água no ar. O vapor atua como um agente de ligação entre as moléculas de cianoacrilato, deixando-as juntas e fazendo-as aderir a quase todos os materiais.

7348 – Como são produzidos os closed captions para programas ao vivo?


Closed caption ou CC – que pode ser traduzido como “legenda oculta” – são aqueles textos que reproduzem na tela da TV o que os apresentadores dos programas estão falando. Como esse recurso é especialmente usado para ajudar os deficientes auditivos, o CC não é igual à legenda dos filmes: ele também indica em palavras os outros sons do vídeo, como “chuva” ou “passos”. Em programas gravados, o CC que os espectadores vêem na tela é o mesmo texto que aparece no teleprompter, um aparelho acoplado à câmera do estúdio que mostra o que o apresentador deve ler. Quando o show é ao vivo, existem dois métodos principais para produzir o CC. O primeiro, mais comum nos Estados Unidos, é a estenotipia. Nesse processo, um profissional especializado (o estenotipista) registra tudo que é dito no programa em um teclado especial, cujos botões são baseados em fonemas em vez de letras. Com isso, ele escreve 200 palavras por minuto. No Brasil, a TV Globo bolou um segundo método: o reconhecimento de voz. Funciona assim: um operador repete tudo o que os apresentadores falam, o computador converte a voz do cara em texto e o resultado desse “ditado” vai para a tela. O único problema é que o grau de precisão desse sistema é um pouco menor. Às vezes, o computador pode confundir alguns fonemas, como “lhe” e “lie”. Tirando isso, é uma bela ferramenta para quem não pode ouvir.

O passo inicial para a produção de um closed caption ao vivo é, claro, a fala dos apresentadores. De dentro do estúdio, eles transmitem as notícias do telejornal falando com naturalidade, como se não houvesse pessoas com problemas de audição assistindo à TV
Durante o programa, um profissional treinado assiste a tudo dentro de uma sala e repete as falas dos apresentadores e dos repórteres em um microfone. A voz do profissional é captada por um computador e alimenta um programa de reconhecimento de voz
Calibrado especialmente para a voz do profissional — que passa por um treinamento para aprender a falar com clareza —, o programa de reconhecimento de voz transforma os sons da voz em palavras na tela do computador
Antes de soltar as legendas para a TV, o profissional usa o teclado para acrescentar palavras que ajudem os deficientes auditivos a entender a imagem, como “risos” ou “som alto”. Com um toque no teclado, o operador libera as legendas para uma linha de dados
As informações dessa linha de dados são transmitidas para as casas junto com a imagem e o som da TV, mas só aparecem quando o telespectador aperta a tecla CC (closed caption). Essa opção, você sabe, só está disponível nos televisores mais modernos.

7347 – ☻ Mega Byte – Como um e-mail é enviado?


Nossas mensagens seguem uma rota que passa por pelo menos quatro computadores. O primeiro, claro, é aquele em que a gente está digitando o e-mail. O quarto e último também é óbvio: é a máquina de quem vai receber a mensagem. O segredo está justamente no segundo e no terceiro computadores, que formam o meio de campo entre a máquina do remetente e a do destinatário. Esses dois computadores intermediários são os servidores. Um deles se chama SMTP, abreviação para Simple Mail Transfer Protocol, ou “protocolo simples de transferência de correio”. O outro é o POP3, Post Office Protocol, ou “protocolo de correio” – o 3 significa que esse tipo de servidor está na terceira versão. Esses servidores são enormes máquinas que fazem um serviço bem parecido com o do correio tradicional, armazenando, separando e mandando as mensagens para o endereço correto. Para realizar essas tarefas, os servidores utilizam programas que gerenciam todo o tráfego de mensagens, fazendo com que cada uma delas seja entregue para a pessoa certa. Os servidores são mantidos por serviços de e-mail como Yahoo!, Hotmail, UOL e Gmail, ou por empresas e instituições de ensino, para que trabalhadores e estudantes tenham um endereço de e-mail ligado a elas. Graças a esses megacomputadores, existem hoje cerca de 547 milhões de endereços de e-mail no mundo, que diariamente mandam 91 bilhões de mensagens eletrônicas pela web. Já é uma quantidade muito superior ao de cartas convencionais que os correios entregam. Só para dar uma idéia, no Brasil, circulam perto de 15 bilhões de e-mails por ano, enquanto o total de cartas não chega a 8 bilhões. Tá certo que os e-mails são muito mais rápidos que as mensagens de papel e caneta, mas o correio eletrônico também tem inconvenientes. Uma das maiores dores de cabeça são os spams, aquelas mensagens indesejáveis que a gente não pediu para receber, mas que entopem nosso correio eletrônico. A cada dia, nada menos que 28 bilhões de spams aborrecem os usuários de e-mails por todo o planeta!

Quando um usuário escreve um e-mail e aperta a tecla “enviar”, o computador começa uma viagem para entregar a mensagem. Primeiro, ele transforma a seqüência de letras e números na linguagem digital binária, formando enormes combinações de zeros (0) e uns (1), que variam de acordo com o que foi escrito.
No passo seguinte, a máquina do remetente precisa se conectar a um grande computador, o servidor, que vai armazenar e encaminhar a mensagem para o destino correto. Geralmente, essa conexão é feita por programas do tipo “cliente de e-mail”, como o Microsoft Outlook ou o Eudora. Quando a mensagem é mandada por um serviço de e-mail que tem site na internet (o chamado webmail), os próprios sites se conectam ao servidor
Por meio de cabos ou linhas telefônicas, a mensagem chega ao servidor do remetente. Chamado de SMTP, esse servidor é um grande computador que identifica o domínio (a parte do endereço que vem depois do @) para encaminhar cada mensagem. Os e-mails que terminam em “@hotmail.com”, por exemplo, vão para o servidor do Hotmail, e assim por diante.
Na quarta etapa, quem recebe as mensagens do SMTP é o servidor do destinatário, chamado de POP3. Ele entrega as mensagens recebidas por cada usuário. Para isso, o POP3 leva em conta o nome que vem antes do @. Por exemplo, o servidor POP3 do Hotmail separa todos os e-mails mandados a maria@hotmail.com e os envia para a caixa postal do usuário
A caixa postal de cada usuário nada mais é que um setor do disco rígido do servidor POP3. Protegida por senha, ela só pode ser acessada pelo dono da conta de e-mail. O tamanho da caixa postal varia em cada provedor — hoje, alguns serviços gratuitos oferecem até 100 megabytes de espaço para mensagens.
O passo final é quando o destinatário lê a mensagem. Para fazer isso, ele acessa a caixa postal usando novamente um programa do tipo cliente de e-mail ou o site de webmail. No computador, o modem faz o processo inverso do primeiro passo: converte a informação digital em letras e números, deixando o e-mail legível na tela.

7346 – Novo recorde de temperatura em 2012


antártida capa de gelo

O ano de 2012 deve ser um dos mais quentes da história. Dados da Organização Meteorológica Mundial, da ONU, indicaram que o período entre janeiro e outubro deste ano foi o nono mais quente desde que as medições foram iniciadas, em 1850.
As temperaturas se elevaram mesmo com a ocorrência, no início do ano, do fenômeno meteorológico La Niña, que favorece o resfriamento.
Com a dissipação do La Niña, em abril, os termômetros deram um salto. A temperatura entre maio e outubro foi a quarta mais alta já registrada para esse período.
De acordo com o relatório, divulgado ontem durante a COP 18, conferência do clima da ONU que acontece agora em Doha (Qatar), 2012 está sendo marcado por eventos climáticos extremos.
O documento destaca as altas temperaturas na América do Norte, Europa e parte da África, além das secas que castigaram boa parte do globo, inclusive a região Nordeste do Brasil.
O degelo recorde no Ártico também recebeu destaque.
No dia 16 de setembro, a cobertura chegou à menor quantidade já registrada desde que a medição por satélite começou: 3,41 milhões de quilômetros quadrados.
O furacão Sandy, que atingiu o Caribe e a Costa Oeste dos EUA, bem como, mais uma vez, a existência de intensa temporada de tempestades tropicais, também foram destacados pelo grupo.
Os EUA, aliás, caminham para o que deve ser o ano mais quente já registrado. Seu vizinho, o Canadá, deve ter a terceira maior média histórica anual.
De uma maneira geral, a temperatura média no planeta ficou 0,45°C mais quente do que o que a de 1961 a 1990.

Antártida
O oeste da Antártida está esquentando em um ritmo que é o dobro do estimado anteriormente, segundo estudo publicado nesta semana na “Nature Geoscience”.
A média anual de temperaturas na estação de pesquisa Byrd, no oeste do continente, aumentou 2,4 º C desde a década de 1950, um dos crescimentos mais rápidos do planeta e três vezes mais veloz que a média global, segundo a pesquisa.
O achado dá força ao temor de que a camada de gelo esteja sujeita a derretimento. O oeste da Antártida contém gelo suficiente para aumentar o nível do mar em 3,3 metros se um dia derretesse, um processo que pode levar séculos.
“A porção ocidental da camada de gelo está sofrendo quase o dobro do aquecimento estimado antes”, diz nota publicada pela Universidade Ohio State sobre o estudo liderado pelo professor de geografia David Bromwich.
Segundo a universidade, o aquecimento levanta preocupação sobre a contribuição futura da Antártida no aumento do nível do mar. No último século, os oceanos avançaram cerca de 20 cm.
Um painel de especialistas da ONU prevê que o nível do mar aumentará entre 18 e 59 cm neste século ou até mais, caso o degelo da Groenlândia e da Antártida se acelere.
O aumento nas temperaturas no oeste do continente é comparável ao que ocorreu na península Antártica, ao norte. Muitas plataformas de gelo entraram em colapso ao redor da Antártida nos últimos anos e, uma vez que as plataformas se quebram, as geleiras por trás sofrem deslizamentos mais rápido, aumentando o nível do mar.
Os cientistas dizem que já houve um derretimento esparso das camadas de gelo no oeste do continente em 2005.
“Um aumento contínuo das temperaturas no verão poderia levar a episódios de derretimento mais extensos e frequentes”, dizem os pesquisadores, que refizeram o registro de temperatura no oeste da Antártida desde 1958, com a ajuda de simulações feitas por computador.

7345 – Genética – Sinal verde para o salmão transgênico


A FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) afirmou que um salmão transgênico que cresce duas vezes mais rápido que o normal não causaria grande impacto ambiental, o que abre caminho para a aprovação do primeiro animal geneticamente modificado para ser consumido por humanos.
A agência ainda fará uma consulta pública sobre o tema, mas especialistas veem a declaração como o último passo antes da aprovação.
Em 2010, a FDA afirmou que o peixe era seguro como alimento, mas não tomou outras medidas desde então.
Empresários da Aquabounty, que produz o peixe, especulam que o governo tem prorrogado qualquer ação por pressão de grupos que se opõem aos transgênicos.
Críticos, que chamam o salmão de “frankenpeixe”, temem que ele possa causar alergias ou até dizimar a população natural de salmões se a variedade transgênica procriar na natureza –sem contar os questionamentos éticos envolvidos.
A empresa, que já gastou mais de US$ 67 milhões para desenvolver o peixe, afirma que há medidas protetoras contra problemas ambientais –uma delas é que só seriam criadas fêmeas estéreis, ainda que uma pequena porcentagem pudesse se reproduzir.
O peixe transgênico recebeu um gene de hormônio do crescimento do salmão do Pacífico, que é mantido “funcionando” o ano inteiro por meio de um gene de um peixe similar a uma enguia. A combinação permite que o salmão chegue ao peso ideal para venda em 18 meses em vez de três anos.
Ainda não está claro, porém, se o público aprovará o peixe, caso a FDA dê seu aval.
Se o salmão entrar no mercado, os consumidores podem nem saber que estão comprando peixe transgênico, já que o produto não seria acompanhado de qualquer aviso caso seja decido que ele tem as mesmas propriedades do convencional.
A empresa diz que o novo salmão é similar ao “normal” em sabor, cor e textura.

7344 – Como funciona o identificador de chamada nos telefones?


O segredo de um identificador de chamada é o modem que ele possui, dispositivo que converte pulsos telefônicos em dados digitais e vice-versa. Quando você faz uma ligação, seu aparelho de telefone transforma em sinais elétricos dados como a sua voz e o número do seu telefone. Esses sinais elétricos viajam por uma complexa rede de cabos até chegar ao telefone chamado. Se ele tiver um identificador de chamadas – o popular Bina – o modem do aparelho irá transformar as freqüências em que foram emitidos esses sinais elétricos em linguagem binária (seqüências de algarismos “0” e “1”):
• Freqüência de 2,2 kHz – Representa “0”

• Freqüência de 1,2 kHz – Representa “1”

Como cada seqüência de “0” e “1”pode indicar um número – o “5”, por exemplo, é “101” na linguagem binária – fica fácil para o bina apontar de onde vem a chamada. Uma última curiosidade: o nome Bina é uma sigla para a expressão “B identifica A”. Ela indica que o aparelho é capaz de decodificar os sinais do telefone de quem fez a chamada (A) e exibi-los no visor do telefone de quem a recebeu (B).

7343 – Automóvel – Que evoluções dos carros de hoje vieram das pistas de corrida?


Álcool
Em 1977, no Brasil. Nesse ano, por causa da crise do petróleo, o governo proibiu corridas, para evitar o desperdício de gasolina. A saída foi testar o álcool combustível em um evento no dia 7 de setembro, no qual várias categorias correram usando o novo combustível
Fiat 147 com motor de 1,3 litro, de 1979, que, em função do alto “teor alcóolico”, ganhou o apelido de “cachacinha”

Injeção eletrônica
Dosa a quantidade de combustível e de ar dentro dos cilindros. Substituiu o carburador, representando uma grande evolução por controlar com muito mais precisão o volume de combustível no motor.

Em 1962, estreou na Fórmula 1, mas, em 1955, o Mercedes 300SL, com um revolucionário sistema mecânico de injeção, brilhou em provas como as 24 Horas de Le Mans

Volkswagen 311, de 1967. No Brasil, só chegou em 1988, com o Gol GTI

Turbocompressor
Sobrealimentação dos cilindros do motor, ou seja, o turbocompressor pega o ar do escapamento e joga novamente no motor, potencializando o movimento dos pistões.
Estreou na Fórmula 1 em 1977, com a Renault, e imperou em todas as equipes até 1986. O turbo não é uma invenção automobilística, mas sim aeronáutica: os primeiros motores turbinados surgiram nos anos 30 em aviões militares.

Saab 99 Turbo, de 1978. Antes de ser usado na Fórmula 1, surgiram modelos turbinados, como o Oldsmobile Turbo Jetfire, de 1962, mas a tecnologia só “pegou” mesmo após a evolução nas pistas.
Sensores eletrônicos mandam sinais sobre o tipo de solo a um computador, que determina se o carro deve levantar, abaixar, endurecer ou amolecer para tirar o melhor proveito do piso
Já se esperava algo assim desde 1987, quando a inovação surgiu nas pistas da Fórmula 1 a bordo do Lotus 99T amarelo de Ayrton Senna. Não durou muito na Fórmula 1 por motivo de segurança: o carro ganhava muita velocidade ficando colado à pista.
Sistema eletrônico que dispensa a embreagem e dinamiza a troca de marchas. Não é automático: o piloto aumenta e reduz as marchas usando, na maior parte dos modelos, uma borboletinha atrás do volante.
Ferrari 640, introduzida no circuito de Fórmula 1 de 1989.
Porsche 964, lançado também em 1989. Hoje, essa tecnologia ainda é restrita a carros mais modernos (e caros), mas aos poucos vai chegando aos mais populares.

7342 – Obesidade – Dieta relâmpago não funciona


Aliás, quase todas não funcionam
Tal hábito provoca efeito-sanfona, flacidez, anemia, desidratação e até coma diabético. Uma dieta de choque, como tomar apenas líquidos durante 24 horas serve como auxiliar em um regime balanceado. O risco de ganhar todo o peso de volta depois de uma dieta relâmpago é quase certo. No caso das mulheres, o emagrecimento repentino pode levar à irregularidade ou à interrupção do ciclo menstrual, de acordo com o ginecologista Eduardo Slotnik, do Hospital Israelita Albert Einstein. A ausência da menstruação indica a baixa do hormônio estrógeno, que se torna mais ativo na presença da gordura.
A dieta rápida provoca a perda de massa muscular, fator que estimula os problemas de coluna. “Os músculos ficam mais fracos e a sobrecarga nos ossos se torna maior”
Algumas dicas: corte gorduras e refrigerantes, evite carboidratos(as massas),tome muito líquido, mantenha alguma atividade física regular.

A nutricionista e psiquiatra americana Susan B. Roberts, que escreveu o livro The Instinct Diet acredita que as dietas-relâmpago falham por dois motivos:

1. A pessoa não se alimenta de forma adequada, e acaba perdendo muita água e músculos em vez de queimar gordura.
2. A pessoa sente tanta fome que acaba trapaceando, uma vez que o mundo tem uma abundância de comidas pouco saudáveis e nosso instinto é comer o que temos à disposição.

Ela ensina que o segredo para ter sucesso ao tentar perder peso seria justamente agir a favor dos nossos instintos. Portanto, nada de tentar ser firme e aguentar a fome. O negócio é preveni-la. Para tanto, deve-se consumir alimentos ricos em fibras para saciar o apetite. São recomendados cereais, leite, iogurte desnatado, carnes magras (como peito de frango e peixes brancos), frutas (como maçãs) e muitos vegetais verdes.

7341 – Existe algum celular que não pode ser clonado?


Existem tecnologias que dificultam bastante a ação dos malacos. São os celulares do tipo GSM, aqueles que usam chips, e os do tipo TDMA. A grande vantagem é que tanto o GSM quanto o TDMA só usam a rede digital, em que as informações transmitidas de celular para celular ficam protegidas por um sistema de segurança chamado criptografia. Esse esquema inibe a clonagem porque ele “embaralha” as informações transmitidas, incluindo o número do celular e o código do aparelho que os fraudadores precisam para fabricar um clone. “Já os celulares que usam a tecnologia CDMA são mais vulneráveis”. Isso porque algumas operadoras de CDMA mantêm canais analógicos para facilitar o roaming, a operação do celular fora da sua cidade de origem. No sistema analógico, as informações do celular são transmitidas por ondas de rádio sem a proteção da criptografia. Aí, fica mais fácil para um clonador captar o número e o código do telefone – basta ele usar um scaner de ondas e um radiorreceptor de multifreqüência para “fisgar” a transmissão analógica.
Depois, o safado transfere esses dados para um celular sem linha e pronto: está feita a clonagem.
Mas, se você levar seu GSM a uma loja de conserto de fundo de quintal, um falsário pode simplesmente copiar o seu chip. Aí, é só ele usar a “xerox” em outro celular e deixar você pagando a conta..

CDMA – Transmite sinais de voz e dados por um conjunto de freqüências. Isso garante mais banda (espaço) para transmitir dados, permitindo rapidez para trocar músicas e filmes ou acessar a internet.

GSM – É mais seguro, já que não opera fora de sistemas digitais, que possuem criptografia de sinal. Como usa um chip, permite que o usuário troque de aparelho e mantenha o mesmo número.

CDMA – Para funcionar fora da área de cobertura, ele pode se conectar a sistemas analógicos. Essa tecnologia é mais antiga que a digital e não possui proteção com criptografia de informações. Prato cheio para clonadores!

GSM – O sistema para o tráfego de dados de computador não é tão eficiente quanto o do CDMA. Se o usuário estiver em uma área não coberta pelo sistema digital de telefonia celular, não conseguirá falar.

7340 – Mega Byte – Como os spams da Internet descobrem nossos e-mails?


Na maioria dos casos, é você quem fornece seu endereço para os spammers, pessoas que infestam a sua caixa postal com propagandas que você nunca pediu. Por exemplo: sabe quando você acredita em pop-ups – aquelas irritantes janelas que surgem na tela – oferecendo senhas gratuitas para sites pornográficos em troca do seu endereço de e-mail? Pronto! Os caras podem até mandar um código pra você ver umas minas peladas. Mas, geralmente, isso é só uma desculpa para essa gente enviar mensagens publicitárias para você, prometendo desde o ensino de idiomas até aumentar o tamanho do bilau. E haja spam: de acordo com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança – uma entidade especializada em segurança da internet -, em agosto deste ano, um em cada quatro e-mails enviados no Brasil era spam! Mas você não é o único culpado. Os spammers ainda atacam com outras técnicas.
O spam é uma forma barata de se fazer propaganda. E em um universo de milhões de contas, os spammers sempre conseguem atrair uma parcela de clientes. “39% das pessoas admitem que clicam em links enviados em e-mails não solicitados”.

Veja como funciona:
Funcionários das empresas de spam navegam pela net coletando endereços exibidos em grupos de discussão ou salas de bate-papo. Depois, eles mandam propaganda para todo mundo que deu mole e deixou endereço nessas listas.
Alguns spammers usam softwares que varrem telas de sites à procura do símbolo “@”, essencial para um endereço de e-mail. Eles capturam os endereços, montam uma megalista e mandam spams para a galera.
Softwares disparam e-mails “adivinhando” o usuário pela combinação de letras. Se o seu e-mail for jsilva@abc.com, o programa manda mensagens para jsilver, jsilv e jsilva, por exemplo. As duas primeiras voltam, mas a terceira chega…
Combinando as três técnicas anteriores, piratas coletam endereços e os gravam em CDs. Depois, vendem o produto para empresas de spam. No centro de São Paulo, um CD pirata com 1 milhão de endereços sai por 10 reais!

7339 – Quem são os Hippies?


filmes hippies

Eram parte do movimento de contracultura dos anos 1960. Embora tendo uma relativa queda de popularidade nos anos 1970 nos EUA, o movimento apenas ganhou mais força em países como o Brasil somente nessa década.
Uma das frases idiomáticas associada a este movimento foi a célebre máxima “Paz e Amor” (em inglês “Peace and Love”) que precedeu a expressão “Ban the Bomb”, a qual criticava o uso de armas nucleares.
As questões ambientais, a prática de nudismo, e a emancipação sexual eram idéias respeitadas recorrentemente por estas comunidades.
Adotavam um modo de vida comunitário, tendendo a uma espécie de socialismo-libertário ou estilo de vida nômade e à vida em comunhão com a natureza, negavam o nacionalismo e a Guerra do Vietnã, bem como todas as guerras, abraçavam aspectos de religiões como o budismo, hinduísmo, e/ou as religiões das culturas nativas norte-americanas e estavam em desacordo com valores tradicionais da classe média americana e das economias capitalistas extremistas e totalitárias. Eles enxergavam o patriarcalismo, o militarismo, o poder governamental, as corporações industriais, a massificação, o capitalismo, o autoritarismo e os valores sociais tradicionais como parte de uma “instituição” única, e que não tinha legitimidade.
O termo derivou da palavra em inglês hipster, que designava as pessoas nos EUA que se envolviam com a cultura negra, e.x.: Harry The Hipster Gibson. Em 6 de setembro de 1965, o termo hippie foi utilizado pela primeira vez, em um jornal de São Francisco, um artigo do jornalista Michael Smith. * A eclosão do movimento se deu em consequência do surgimento da chamada Geração Beat, os beatniks, uma leva de escritores e artistas que, primeiramente, assumiram os comportamentos copiados pelos hippies.
Com a palavra “beat”, John Lennon, transformado em um dos principais porta-vozes pop do movimento hippie, criou o nome da sua banda – The Beatles. Tanto o termo beatnik como o termo hippie assumiam sentido pejorativo para a grande massa norte-americana.
Nos anos 60, muitos jovens passaram a contestar a sociedade e a pôr em causa os valores tradicionais e o poder militar e econômico. Esses movimentos de contestação iniciaram-se nos EUA, impulsionados por músicos e artistas em geral.
Os hippies defendem o amor livre e a não-violência.
O lema “Paz e Amor” sintetiza bem a postura política dos hippies, que constituíram um movimento por direitos civis, igualdade e anti-militarismo nos moldes da luta de Gandhi e Martin Luther King, embora não tão organizadamente, mantendo uma postura mais anárquica do que anarquista propriamente, neste sentido.
Como grupo, os hippies tendem a viver em comunidades coletivistas ou de forma nômade, vivendo e produzindo independentemente dos mercados formais, usam cabelos e barbas mais compridos do que era considerado “elegante” na época do seu surgimento. Muita gente não associada à contracultura considerava os cabelos compridos uma ofensa, em parte por causa da atitude iconoclasta dos hippies, às vezes por acharem “anti-higiênicos” ou os considerarem “coisa de mulher”.
Foi quando a peça musical Hair saiu do circuito chamado off-Broadway para um grande teatro da Broadway em 1968, que a contracultura hippie já estava se diversificando e saindo dos centros urbanos tradicionais.
Os Hippies não pararam de fazer protestos contra a Guerra do Vietnã, cujo propósito era acabar com a guerra. A massa dos hippies eram soldados que voltaram depois de ter contato com os Indianos e a cultura oriental que, a partir desse contato, se inspiraram na religião e no jeito de viver para protestarem.
Seu principal símbolo era a Figura circular com 3 intervalos iguais.

Características
Roupas velhas e naturalmente rasgadas, para ir em oposição ao consumismo, ou então roupas com cores berrantes para fazer apologia a psicodelia, além de diversos outros estilos incomuns (tais como calças boca-de-sino, camisas tingidas, roupas de inspiração indiana).
Predileção por certos estilos de música, como rock psicodélico The Beatles, Grateful Dead, Jefferson Airplane, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Quicksilver Messenger Service, The Doors, Pink Floyd, The Kinks, Bob Dylan, Raul Seixas, Neil Young, Mutantes, Zé Ramalho, Secos & Molhados, os tropicalistas (Caetano, Gil, etc), Novos Baianos, A Barca do Sol , soft rock como Sonny & Cher ,Hard Rock como The Who. Também apreciavam o Goa Trance, isto, quando hippies viajantes, buscadores espirituais e um sem-número de pessoas ligadas a manifestações de contracultura, munidos de conhecimento técnico de produção de música electrónica e de um puro desejo de curtir e experimentar, desenvolveram, de forma intuitiva, um novo estilo sonoro. Um dos principais fundadores deste movimento foi Goa Gil.
Às vezes tocar músicas nas casas de amigos ou em festas ao ar livre como na famosa “Human Be-In” de San Francisco, ou no Festival de Woodstock em 1969. Atualmente, há o chamado Burning Man Festival.
Amor livre e sem distinções.
Ideais anarquistas de comunidades igualitárias e total liberdade não violenta.
Rejeição à produtos industrializados, consumo de produtos artesanais, principalmente na alimentação a opção por produtos naturais e orgânicos.
Vida em comunidades onde todos os ditames do capitalismo são deixados de lado. Por exemplo, todos os moradores exercem uma função dentro da comunidade, as decisões são tomadas em conjunto, normalmente é praticada a agricultura de subsistência e o comércio entre os moradores é realizado através da troca. Existem comunidades hippies espalhadas no mundo inteiro; vivem para a subsistência.
O incenso e meditação são parte integrante da cultura hippie pelo seu caráter simbólico e quase religiosos;
Uso de drogas como marijuana (maconha), haxixe, e alucinógenos como o LSD e psilocibina (alcalóide extraído de um cogumelo), visando a “liberação da mente”, seguindo as ideias dos beats e de Timothy Leary, um psicólogo proponente dos benefícios terapêuticos e espirituais do LSD. Porém muitos consideravam o cigarro feito de tabaco como prejudicial à saúde. O uso da maconha era exaltado também por sua natureza iconoclasta e ilícita, mais do que por seus efeitos psico-farmacêuticos;
Culto pelo prazer livre, seja ele físico, sexual ou intelectual.
Repúdio à ganância e à falsidade.
Quanto à participação política, mostravam algum interesse, mas nunca de maneira tradicional. Eram adeptos do pacifismo e, contrários à guerra do Vietnã, participaram de algumas manifestações anti-guerra dos anos 60, não todas, como se acredita. Nos EUA, pregaram o “poder para o povo”. Muitos não se envolvem em qualquer tipo de manifestação política por privilegiarem muito mais o bem estar da alma e do indivíduo, mas assumem uma postura tendente à esquerda, geralmente elevando ideais anarquistas ou socialistas. São contra qualquer tipo de autoritarismo e preocupados com as questões sociais como a discriminação racial, sexual, etc.
Fome intelectual insaciável. Raramente são adeptos à muitas inovações tecnológicas, preferindo uma vida distante de prazeres materiais.
Misticismo.
Por volta de 1970, muito do estilo hippie se tornou parte da cultura principal, disseminando a sua essência por todas as áreas das sociedades atuais. A liberdade sexual, a não-discriminação das minorias, o ambientalismo e o misticismo atual são, em larga medida, produto da contestação hippie.
No entanto, a grande imprensa perdeu seu interesse na subcultura hippie como tal, apesar de muitos hippies terem continuado a manter uma profunda ligação com a mesma. Como os hippies tenderam a evitar publicidade após a era do Verão do Amor e de Woodstock, surgiu um mito popular de que o movimento hippie não mais existia. De fato, ele continuou a existir em comunidades mundo afora, como andarilhos que acompanhavam suas bandas preferidas, ou às vezes nos interstícios da economia global. Ainda hoje, muitos se encontram em festivais e encontros para celebrar a vida e o amor, como no Peace Fest e nas reuniões da família arco-íris.

Moda Hippie no Brasil

O Retrato de um Passado


Há 4 milhões de anos, a humanidade não existia, mas segundo os evolucionistas, existia o australopitecos afarensis, uma criatura de cérebro minúsculo, mas que andava a pé como nenhum macaco seria capaz de fazer. Seu 1° fóssil foi desentarrado há 20 anos na Etiópia, norte da África, uma fêmea que recebeu o apelido de Lucy,e este anoo fóssil de um macho foi achado. Seu esqueleto permaneceu quase 4 milhões de anos absorvendo minerais do solo até virar pedra.
Tinha volume craniano de 500 cm³, pouco mais de 1/3 do volume craniano de 1 homem moderno, que chega a 1300 cm³. Mais de 1 milhão de anos após o último afarensis desaparecerdo planeta, susrgiram os primeiros humanos. De acordo com a ciência dos ossos, os machos de tal espécie eram bem maiores que as fêmeas e numa proporção que muitos pesquisadores tiveram receio de aceitar, ou se recusaram a admitir.
Seria como se um casal humano em que o homem tivesse 2,10 m e a mulher 1,50. Não é impossível, mas raro. A média atual gira em torno de 15% de diferença de altura. Quando há grande diferença entre os sexos, os macacos são polígamos, um único macho fecunda todas as fêmeas de seu bando; na qual todas as crias tem o mesmo pai. Os machos logo saem para formar um novobando, os que ficam não tem acesso as fêmeas. Os gibões, ao contrário, adotam a monogamia.
A maior parte da atual população humana é monogâmica, mas os povos antigos eram polígamos. Os árabes são um exemplo, havendo também outros na África, Ásia e América, numa lista de 250 povos estudados no início do século 20, 193 adotavam a poligamia.

7338 – Efeito Memória – A bateria de um celular novo precisa ser usada até o fim antes da recarga?


Quando as pilhas estão fracas, não adianta forçar a barra. Também não resolve nadinha misturar pilhas novas com usadas. “A pilha gasta pode consumir parte da energia da nova e diminuir sua vida útil, em condições normais, essas minibaterias dão gás para o controle remoto por mais de um ano. Agora se o problema do seu aparelho não for pilha gasta, mas algum mau contato, aí, sim, os apertões podem ajudar.
O controle remoto é composto de uma placa com os botões de comando, que fica perfeitamente alinhada sobre uma placa com um circuito eletrônico. Cada tecla apertada aciona uma área específica do circuito.
O circuito eletrônico é alimentado pela energia das pilhas e envia pulsos para um emissor de raios infravermelhos. Cada área do circuito manda pulsos que piscam de maneira diferente, sendo depois “traduzidos” pelo receptor do aparelho de TV, de DVD…
Caso haja uma oxidação dos componentes do circuito eletrônico, ou se acumule sujeira entre a placa dos botões e a do circuito, pode ocorrer um mau contato. Nesses casos, uma apertada mais forte nos botões pode ajudar a aproximar as peças separadas.

7337 – Como funciona o luminol?


Essa substância, usada pela polícia para detectar vestígios de sangue, provoca uma reação chamada quimiluminescência. Grosso modo, esse “palavrão” descreve uma reação química que libera energia sob a forma de luz. O luminol é um pó – formado por átomos de carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio — que é diluído em água oxigenada. Essa solução, quando borrifada nos locais suspeitos, reage em contato com o ferro presente na hemoglobina do sangue e libera uma luz azulada, suficientemente forte para ser vista no escuro. “É produzida quimicamente uma excitação em um elemento químico. No caso do luminol em contato com o ferro, esse elemento é o oxigênio”, diz o biologista forense Mark Benecke, da International Forensic Research & Consulting, uma entidade de pesquisa criminalística da Alemanha.
Um perito da polícia chega até a casa de um suspeito. A olho nu, ele não vê sinais de sangue — o assassino limpou o carpete da casa onde matou a vítima. Porém, mesmo após a faxina, no meio das fibras do carpete, ficam escondidas moléculas de sangue. Após fazer uma varredura completa no local, o perito borrifa a solução de luminol com água oxigenada nos pontos onde ele acha que pode haver vestígios de sangue. Esse procedimento é o último a ser feito pela perícia pois o luminol pode destruir outras evidências.
Quando as gotas da solução de luminol entram em contato com o ferro da hemoglobina do sangue, átomos de nitrogênio (N) e hidrogênio (H) escapam das moléculas do luminol. De outro lado, a solução passa a capturar átomos de oxigênio (O) do sangue.
Os elétrons dos átomos de oxigênio se agitam pela saída do nitrogênio e do hidrogênio. A energia dessa movimentação dos elétrons é dissipada em forma de partículas luminosas. O resultado é uma luz azulada que identifica o local onde estão vestígios de sangue.

7336 – Mega Byte – Como funcionam os programas anti-spam?


Para tentar livrar sua caixa de entrada de propagandas e correntes, a maioria dos fabricantes de programas anti-spam conta com uma combinação de técnicas:
• PALAVRAS SUSPEITAS
Um software detecta nas mensagens enviadas características geralmente relacionadas a spams, por exemplo, expressões como “dinheiro fácil” ou “sexo”. Segundo os fabricantes, a taxa de acerto é boa, mas pode barrar mensagens normais. “Essa técnica causa uma grande taxa de falsos-positivos, ou seja, o programa acaba bloqueando uma mensagem achando que é spam, mas não é”, afirma Wagner Tadeu, diretor-comercial da empresa de segurança digital Symantec.
• LISTAS NEGRAS
São cadastros atualizados que o serviço anti-spam usa para bloquear determinados remetentes. O usuário poderia fazer isso sozinho, mas os spammers (apelido no mundo da informática para as pessoas que enviam spam) mudam constantemente de remetente, driblando o usuário. Para evitar essa malandragem, as empresas de segurança criam caixas-postais “armadilhas” só para receber spams. De tempos em tempos, os novos endereços dos spammers são enviados para o serviço de atualização anti-spam, que bloqueia e desvia as mensagens dos espertinhos assim que elas chegam aos destinatários.