7338 – Efeito Memória – A bateria de um celular novo precisa ser usada até o fim antes da recarga?


Quando as pilhas estão fracas, não adianta forçar a barra. Também não resolve nadinha misturar pilhas novas com usadas. “A pilha gasta pode consumir parte da energia da nova e diminuir sua vida útil, em condições normais, essas minibaterias dão gás para o controle remoto por mais de um ano. Agora se o problema do seu aparelho não for pilha gasta, mas algum mau contato, aí, sim, os apertões podem ajudar.
O controle remoto é composto de uma placa com os botões de comando, que fica perfeitamente alinhada sobre uma placa com um circuito eletrônico. Cada tecla apertada aciona uma área específica do circuito.
O circuito eletrônico é alimentado pela energia das pilhas e envia pulsos para um emissor de raios infravermelhos. Cada área do circuito manda pulsos que piscam de maneira diferente, sendo depois “traduzidos” pelo receptor do aparelho de TV, de DVD…
Caso haja uma oxidação dos componentes do circuito eletrônico, ou se acumule sujeira entre a placa dos botões e a do circuito, pode ocorrer um mau contato. Nesses casos, uma apertada mais forte nos botões pode ajudar a aproximar as peças separadas.

7337 – Como funciona o luminol?


Essa substância, usada pela polícia para detectar vestígios de sangue, provoca uma reação chamada quimiluminescência. Grosso modo, esse “palavrão” descreve uma reação química que libera energia sob a forma de luz. O luminol é um pó – formado por átomos de carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio — que é diluído em água oxigenada. Essa solução, quando borrifada nos locais suspeitos, reage em contato com o ferro presente na hemoglobina do sangue e libera uma luz azulada, suficientemente forte para ser vista no escuro. “É produzida quimicamente uma excitação em um elemento químico. No caso do luminol em contato com o ferro, esse elemento é o oxigênio”, diz o biologista forense Mark Benecke, da International Forensic Research & Consulting, uma entidade de pesquisa criminalística da Alemanha.
Um perito da polícia chega até a casa de um suspeito. A olho nu, ele não vê sinais de sangue — o assassino limpou o carpete da casa onde matou a vítima. Porém, mesmo após a faxina, no meio das fibras do carpete, ficam escondidas moléculas de sangue. Após fazer uma varredura completa no local, o perito borrifa a solução de luminol com água oxigenada nos pontos onde ele acha que pode haver vestígios de sangue. Esse procedimento é o último a ser feito pela perícia pois o luminol pode destruir outras evidências.
Quando as gotas da solução de luminol entram em contato com o ferro da hemoglobina do sangue, átomos de nitrogênio (N) e hidrogênio (H) escapam das moléculas do luminol. De outro lado, a solução passa a capturar átomos de oxigênio (O) do sangue.
Os elétrons dos átomos de oxigênio se agitam pela saída do nitrogênio e do hidrogênio. A energia dessa movimentação dos elétrons é dissipada em forma de partículas luminosas. O resultado é uma luz azulada que identifica o local onde estão vestígios de sangue.

7336 – Mega Byte – Como funcionam os programas anti-spam?


Para tentar livrar sua caixa de entrada de propagandas e correntes, a maioria dos fabricantes de programas anti-spam conta com uma combinação de técnicas:
• PALAVRAS SUSPEITAS
Um software detecta nas mensagens enviadas características geralmente relacionadas a spams, por exemplo, expressões como “dinheiro fácil” ou “sexo”. Segundo os fabricantes, a taxa de acerto é boa, mas pode barrar mensagens normais. “Essa técnica causa uma grande taxa de falsos-positivos, ou seja, o programa acaba bloqueando uma mensagem achando que é spam, mas não é”, afirma Wagner Tadeu, diretor-comercial da empresa de segurança digital Symantec.
• LISTAS NEGRAS
São cadastros atualizados que o serviço anti-spam usa para bloquear determinados remetentes. O usuário poderia fazer isso sozinho, mas os spammers (apelido no mundo da informática para as pessoas que enviam spam) mudam constantemente de remetente, driblando o usuário. Para evitar essa malandragem, as empresas de segurança criam caixas-postais “armadilhas” só para receber spams. De tempos em tempos, os novos endereços dos spammers são enviados para o serviço de atualização anti-spam, que bloqueia e desvia as mensagens dos espertinhos assim que elas chegam aos destinatários.

7335 – De ☻lho no Mapa – Onde fica Muriqui?


mapa

É um distrito do município de Mangaratiba, situado no litoral da região Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, Brasil, acessível pela BR-101. É vizinho à localidade de Itacuruçá.
A praia de Muriqui é extensa e apresenta muitos quiosques em sua orla. O mar é calmo e raso, apropriado para crianças. Algumas pessoas dizem, equivocadamente, que suas águas não são limpas. Na verdade, tal confusão se deve ao fato de que a faixa de areia coberta pela água é típica da região: fina e brilhosa como purpurina, apresentando coloração grafite, cor refletida na água.
O distrito e a praia ficam bastante agitados no verão e nos feriados. A noite é animada por músicas na orla e gastronomia variada na praça principal.
Também se destaca a feira de artesanato, presente nos verões.
O clima é típico das praias da chamada “Costa Verde” do Estado do Rio: quente e úmido, com chuvas comuns e um pouco mais frio no inverno.
Muriqui é o Distrito mais jovem do município e o mais populoso. Em meados dos anos 50 iniciaram-se os loteamentos na região que antes consistia de propriedades rurais e uma pequena vila de pescadores. Inicialmente a região pertencia ao distrito de Itacuruçá, mas logo após o loteamento foi desmembrado. Tendo seu nome originado do macaco mono-carvoeiro, que era abundante em suas matas, e hoje em dia se torna raro. Várias cachoeiras se escondem por sua serra e desembocam em dois rios, um em cada extremidade da praia. A praia tem a extensão de 1200 metros (parte urbanizada), sendo que após a cada rio, há trechos de praias não urbanizadas. Tendo o seu fundo um pouco lodoso, e tendo suas águas bastantes frequentadas, este lodo se mistura com a água, tornando-a escura, o que faz com que erroneamente digam que é suja. Apesar de seus rios sofrerem com o despejo clandestino de esgoto, a praia em sua maioria das vezes se encontra própria para banho.

Muriqui, orla
Muriqui, orla

7334 – Como os fabricantes criam fechaduras que só podem ser abertas por uma única chave?


É por causa da enorme variedade de combinações que os “dentes” das chaves permitem – é o que os chaveiros chamam de “segredo” da chave. Cada “segredo” corresponde, entre outros fatores, a uma altura específica de cada dente da chave e riscos laterais. Isso tudo misturado resulta em milhares de possibilidades de combinações – cada uma delas vai liberar apenas uma única fechadura, que possuirá pinos de segurança de um tamanho específico, destravados apenas pelos dentes da chave certa. Claro que esse sistema não é infalível: aquela história de abrir fechaduras com grampos, como nos filmes, pode acontecer, sim. Mas o candidato a arrombador precisa ter muita habilidade: o grampo deve ser colocado aos poucos, encostando em pino por pino e destravando cada um deles na fechadura. Outro problema ocorre quando a fechadura está gasta e os pinos de segurança já não funcionam direito. Nesse caso, várias chaves diferentes podem abrir a tranca. Por isso, vale trocar a fechadura de tempos em tempos.
A peça principal das fechaduras comuns é um cilindro que atravessa a madeira da porta. Dentro dos cilindros, há um sistema de pares de pinos verticais, de alturas variadas. Geralmente, uma fechadura tem entre quatro e sete pares de pinos. No nosso exemplo, são cinco pares
Quando a chave certa é colocada na porta (ao lado), os pinos de baixo se encaixam nos “dentes” da chave e se alinham com o cilindro da porta. Se a chave colocada for errada, o alinhamento não é perfeito e a chave pode até entrar, mas fica travada pelos pinos superiores
Com o alinhamento dos pinos, o cilindro é liberado. Ao girar a chave, um mecanismo simples de metal puxa a trava (aquele retângulo de metal que entra dentro da parede) para dentro e libera a entrada no ambiente.

7333 – Como funciona o GPS ?


Esse eficiente sistema de localização funciona com uma rede de satélites com órbitas previsíveis. Como o aparelhinho receptor, aquele que você carrega aqui na Terra, sabe exatamente onde estão os tais satélites, ele apenas calcula a distância entre você e esses veículos espaciais. O Sistema de Posicionamento Global – GPS, na sigla em inglês – é tão eficiente que virou febre: só em 2003, a venda de receptores movimentou 15 bilhões de dólares. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos criou e vem mantendo o sistema desde 1978. A coisa está tão concentrada na mão dos americanos que, se eles quiserem, podem deixar o resto do mundo sem o sinal que os satélites mandam para os receptores. E o tiro não sairia pela culatra: o Exército ianque tem um GPS particular, que funciona com um sinal secreto, só recebido por aparelhos especiais. Essa distinção entre tecnologia civil e militar começou em 1989.
O governo dos Estados Unidos decidiu que o sistema civil receberia um sinal “piorado”, com uma margem de erro na localização de cerca de 100 metros, enquanto o militar ficaria com um sinal dez vezes mais preciso. Mas essa história teve um episódio patético. A primeira vez que o GPS entrou em ação num campo de batalha foi na Guerra do Golfo (1990-1991), ajudando a guiar soldados no deserto. O problema é que o Exército americano tinha poucos receptores de GPS do tipo militar e, para equipar suas tropas, precisou comprar milhares de aparelhos civis. Resultado: o Departamento de Defesa liberou o sinal mais preciso a todos os receptores civis para não prejudicar seus soldados.
Após a guerra, porém, voltaram as restrições, que só terminaram em 2000, quando o governo americano, enfim, liberou o sinal preciso para todos. “Os militares já tinham desenvolvido outro GPS exclusivo, o Y-Code. Então não tinha mais por que limitar o GPS civil”.

E como o aparelho receptor sabe a distância de cada satélite? Isso funciona assim: em horários específicos, cada satélite do GPS manda um sinal codificado para o receptor na Terra, que está programado para fazer o mesmo sinal sozinho, na exata hora do satélite. De acordo com o intervalo de tempo entre a emissão do seu próprio sinal e a chegada do sinal do espaço, o receptor calcula a distância que está do satélite.
O que está por trás do GPS é um conjunto de 24 satélites, que giram em volta da Terra em seis planos orbitais a cerca de 20 200 quilômetros de altitude. Assim, 24 horas por dia, há sempre pelo menos quatro satélites “visíveis” para cada aparelho receptor: três deles ajudam a dar a localização exata e um calibra o relógio do receptor. É que, como o sistema é baseado na sincronia entre aparelho e satélite — e estes últimos carregam relógios atômicos ultraprecisos — eles precisam acertar o relógio simples do receptor o tempo todo.

7332 – Qual a diferença entre TVs de LCD, LED e plasma?


A estrutura da tela dos três modelos é parecida, mas a maneira como geram luz (o chamado backlight) faz toda a diferença.
Em comum, os três tipos de TV formam cada pontinho da imagem (chamado de pixel) usando três cores básicas – verde, vermelho e azul. Variações de luz em cada uma dessas cores criam as tonalidades secundárias, como o amarelo. Quem controla essas variações é um conjunto de processadores de alta definição, parte do “cérebro” da máquina.
Cada pixel em uma tela de LCD é gerado por CCFL , sigla em inglês para lâmpada fluorescente de catodo frio. Só que a luz gerada por essa tecnologia não tem cor – por isso, ela precisa passar por um filtro colorido chamado RGB (sigla para vermelho, verde e azul, em inglês). Também é função desse filtro controlar a intensidade das imagens.
Todas as TVs de tela plana são formadas por camadas que parecem um sanduíche. O “recheio” central, o backlight, é prensado entre duas camadas de eletrodo, que servem para levar eletricidade ao sistema. Depois, vem uma vedação de células de óxido de magnésio, que protege o backlight. Por fim, as duas camadas mais externas são lâminas de vidro.
LED é a sigla em inglês para diodo emissor de luz. São eles que compõem o backlight deste modelo. Para cada pixel na tela, há um conjunto com um LED azul , um verde e um vermelho. Diferentemente do que acontece na LCD, a luz já é gerada na cor e intensidade certas, dispensando o uso do fi ltro RGB. Por isso, as TVs de LED são mais finas.

O SEGREDO DO PLASMA
O backlight da TV de plasma é o mais diferente. Ele é composto de uma malha de minúsculas células revestidas de fósforo colorido . Nelas, há gases que, ativados pela eletricidade, emitem luz fluorescente. Assim como na TV de LED, cada pixel é formado por uma célula com fósforo verde, uma azul e uma vermelha, de intensidade regulável.
O plasma surge quando uma descarga elétrica altera a posição dos elétrons no átomo dos gases (geralmente, neônio e xenônio). Assim, são liberados íons (átomos carregados positivamente) e elétrons (partículas carregadas negativamente). São esses elementos que, circulando livremente e se chocando, produzem os fótons – as partículas de luz. O fósforo na célula estimula essa reação.

CONTRASTE – As células do backlight na TV de plasma conseguem ir do escuro total a uma grande intensidade de luz

ÂNGULO DE VISÃO – A plasma permite um ângulo de até 180º sem distorcer a imagem. Nos modelos concorrentes, o limite é 160º

COR – Os três têm a mesma qualidade de cor. Invista nas melhores marcas,que costumam usar melhores componentes

MOVIMENTO – As células de plasma têm melhor velocidade de renovação (mudança do escuro total para qualquer nível de luz)

CONSUMO DE ENERGIA – Apesar de as TVs de LCD e LED terem funcionamento parecido, o diodo emissor de luz exige menos eletricidade

VIDA ÚTIL- O LCD e o LED têm maior autonomia. Com seis horas de uso diário, a expectativa média é que a TV dure 20 anos

PREÇO – Comparando o valor médio entre os modelos mais comercializados (de 40 e 42 polegadas), a de LED é a mais cara.

7331 – Mega Byte – Quanto tempo o Google demoraria para catalogar todas as páginas da internet?


Cerca de 300 anos. Esse é o tempo estimado pelo executivo-chefe do Google, Eric Schmidt, para catalogar toda a informação da internet e torná-la “buscável”. Segundo o chefão do Google, a quantidade de informação da internet chega a 5 milhões de terabytes – o número 5 seguido de 18 zeros! Desse absurdo total, apenas 170 terabytes foram catalogados até agora. Em termos porcentuais, isso dá apenas 0,0034% da informação disponível. Portanto, a imensa maioria das páginas da web está fora do índice do Google. E com a tecnologia atual, elas vão continuar ausentes por muito tempo. Isso porque os quatro robôs do Google – softwares especiais que fazem a busca pelas páginas da web – conseguem juntos catalogar apenas 600 mil bytes por segundo. A esse ritmo, os robôs demorariam por volta de 270 anos (ou, arredondando, “cerca de 300 anos”) para indexar toda a informação da internet – isso considerando que a rede mundial de computadores continue no mesmo tamanho de hoje, o que é bem improvável. Entre as páginas mais difíceis de ser achadas pelo Google estão as dos sites feitos exclusivamente com programas como Flash, que não “traduzem” em texto toda a informação, os sites com endereços com terminações ?id= seguidas de algarismos (isso rola muito em lojas virtuais, por exemplo), e sites com mais de cem links na página. Os mais “acháveis”, ao contrário, são sites com menos de cem links, que têm links em outras páginas apontando para eles e que têm informação bem organizada – com títulos e subtítulos, por exemplo.