7323 – Como é o Carro-Forte?


Como a sala do cofre bloqueia a visão do motorista, o carro-forte tem uma câmera de vídeo instalada na traseira, cuja imagem aparece em uma tela no painel. Ela tem função dupla: funciona como um espelho retrovisor e permite ao motorista checar se alguém o segue. As janelinhas laterais blindadas também ajudam a observar os arredores.
O final do furgão é uma sala .isolada, com acesso por uma porta atrás dos bancos traseiros – que só abre com chave ou,nos modelos mais modernos, com uma senha de segurança. Na salinha, há um cofre, que exige outra chave (caso contrário, dispara um alarme). É lá dentro que ficam as riquezas transportadas
– Os pneus também podem ser reforçados a pedido do cliente
– Esses veículos não costumam receber a blindagem máxima porque isso os tornaria muito lentos caso precisem fugir.
Há lugares para quatro pessoas – geralmente, a equipe de transporte de valores é composta de dois seguranças, o motorista e o chefe da equipe. Todos usam colete à prova de balas e carregam armas. Nas laterais do carro-forte, há aberturas na lataria para que os vigilantes possam abrir fogo no caso de uma emergência
– Carros-fortes podem circular pelas calçadas do centro de São Paulo, por exemplo. Mas é só isso: todas as outras leis de trânsito devem ser respeitadas.
Carros-fortes são feitos sob encomenda. Por questões de segurança, os fabricantes não revelam o material usado na construção. Mas sabe-se que a lataria é reforçada com chapas de aço e produtos especiais e recebe blindagem de nível 3 (ou seja, só não resiste a tiros de fuzis perfurantes).

7322 – Como um celular sem sinal faz ligação de emergência?


Sem sinal, nenhum celular, de qualquer operadora, pode fazer uma ligação. O que pode acontecer é o aparelho realizar uma chamada de emergência por meio de outra operadora disponível no local. “Isso é possível porque a maioria dos celulares opera na mesma frequência, em torno de 1 800 MHz. É como o rádio, que capta o sinal de outras emissoras da região, bastando sintonizar”.Quando aparece a mensagem “somente emergência”, isso significa que há outras redes por perto e, se precisar de ajuda, basta discar 190 ou 112 – a ligação será redirecionada para a Polícia Militar da região.Não é preciso ter crédito para realizar esse tipo de chamada e não há custos adicionais. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o serviço que permite o encaminhamento das chamadas de emergência por meio de um roaming entre as operadoras é totalmente gratuito.

7321 – ☻Mega Byte – 60 Segundos de Internet


780 mil páginas visualizadas no Orkut
348 posts feitos com a ferramenta WordPress, que já conta com mais de 50 milhões de blogs, incluindo o nosso megaarquivo.com
69 mil fotos no Flickr.Em agosto, o site atingiu a marca de 6 bilhões de imagens
694 mil buscas no google 26 mil postagens no Tumblr, que atingiu 10 bilhões de posts em setembro
510 mil comentários, 293 mil atualizações de status e 136 mil uploads de fotos no Facebook
2.083 check-ins na rede social Foursquare
816 milhões de e-mails enviados (dos quais 89,1% são spam)
54 mil mensagens trocadas e 1,6 mil novos usuários inscritos nas salas de bate-papo do UOL
120 mil posts no Twitter (o que gera mais de 10 terabytes de conteúdo por dia)
1,5 mil fotos no Instagram (e a empresa só tem seis funcionários!)
437 mil logins,1 milhão de conversas iniciadas e 6,2 milhões de mensagens trocadas no Windows LiveMessenger
Cerca de 3,4 mil perguntas e 4 mil respostas postadas no Formspring
200 novos produtos anunciados e 111 vendas concluídas nos sites Mercado Livre em 13 países
48 horas de vídeo subidas no YouTube (o que equivale a mais de 240 mil longas-metragens por semana)
717 apps e 139 músicas baixadas na iTunes Store
208 ofertas publicadas nos sites Groupon em 47 países
40,7 novos sites criados
11.111 aventuras iniciadas no game online World of Warcraft, feitas por uma rede de 10,3 milhões de jogadores
45,1 mil logins no Skype. Todas as ligações de Skype para Skype feitas ao longo de um minuto somam mais de 20,8 mil minutos!
5,5 novos artigos e 277 alterações em tópicos já criados na Wikipédia

7320 – Tuning – Como funcionam as garrafas de nitro?


O energético do carro
O energético do carro

O nitro realmente dá um gás ao motor: o nitro aumenta a quantidade de oxigênio que entra nos cilindros do carro. É como se, por alguns segundos, ele expandisse o volume de um motor de 1,0 litro para 1,4 litros, por exemplo. Mas, na verdade, não são os cilindros do carro que crescem, e sim os gases que ocupam menos espaço lá dentro dos cilindros.
Isso acontece por causa de uma propriedade química do óxido nitroso, nome do gás usado nos sistemas nitro: quando sai da forma líquida para a gasosa, ele absorve calor do ambiente. Como gases frios ocupam menos espaço que os gases quentes, mais “ingredientes” da combustão cabem ao mesmo tempo no cilindro. De quebra, ao vaporizar-se, o nitro se decompõe em gás nitrogênio e oxigênio, e este último aumenta ainda mais a força da explosão na câmara de combustão do carro.
O sistema com óxido nitroso só rola quando o carro está próximo de sua velocidade máxima e deve ser usado com moderação: fora da cidade ou em pistas com longas retas.
O óxido nitroso, conhecido como “nitro”, é composto por 2 partículas de nitrogênio e uma de oxigênio, que corresponde a 36% do peso do gás; injetado sob pressão através do “nitro” é que gera maior potência, já que permite a admissão de um volume maior (extra) de combustível, além de sua queima completa. Quando o óxido nitroso do reservatório entra no coletor de admissão, ele se transforma de líquido em gás e tem sua temperatura bastante reduzida. Esse esfriamento do “nitro” faz com que a temperatura da mistura ar/combustível também caia bruscamente, tornando-se mais densa, criando uma condição semelhante que ocorre nos motores com turbocompressor e intercooler (resfriador de ar). Ou seja, sob pressão é mais frio, é possível colocar maior quantidade de ar “puro” dentro da câmara de combustão, aumentando a compressão e a queima nos cilindros.
O óxido nitroso NOS não é combustível, e sim um gás não inflamável composto por nitrogênio e oxigênio. Quando injetado sob alta pressão na câmara de combustão juntamente com o combustível original do veículo, fornece mais oxigênio para queima da mistura, gerando também uma explosão mais eficiente. O óxido nitroso NOS só é acionado quando você quiser, portanto o desgaste do motor permanece o original. Com o óxido nitroso você pode ganhar até 600hp. O nitro não possui risco de quebra do motor desde usado de maneira correta e devidamente calibrado de acordo com as informações fornecidas no manual do proprietário.
A instalação é simples e não requer alterações da característica original do motor, apenas a colocação dos bicos injetores no coletor de admissão. O manual de instruções acompanha o kit. O nitro não exige qualquer manutenção, apenas a recarga do cilindro. Quando cheio, o cilindro fornece de 50 a 60 injeções. Se comparado ao Turbo, o nitro é um sistema bem mais seguro ao motor gerando o mesmo ganho de potência ou maior, depende do que você preparou, mas uma coisa não podemos negar o nitro tem um custo muito inferior, e com a facilidade de ser adaptável a qualquer veículo.

7319 – Velozes e Furiosos – Como um carro é tunado ?


carro-tuning-iluminado1

“A tunagem é puramente estética e não está ligada à performance do veículo”, afirma Mohamad Kahil, diretor da Garage 59, que tuna os carros do quadro Lata Velha, do Caldeirão do Huck. Segundo ele, a tunagem está tão popular que muitos carros já vêm de fábrica com alguma parte caprichada, como faróis de xenon e rodas esportivas. É possível mudar tudo e o único limite é a lei: no Brasil, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) proíbe componentes como motor exposto, portas que abrem para cima e suspensão hidráulica. Mas as regras variam entre os estados e, contanto que você não ande com o carro na rua, pode fazer a tunagem que quiser – assim como o pessoal que customiza a caranga para feiras e exibições.
Clássico da tunagem, o insufilme precisa seguir a lei que estabelece limites de transmissão de luz. O da frente, por exemplo, tem que transmitir pelo menos 75% de luz.A tunagem mecânica é estética, com a adição de coolers esportivos, luzes, filtros de ar coloridos e capa cromada para o motor. Já os turbocompressores permitem um arranque superveloz, assim como as garrafas de nitro, que são ilegais no Brasil. Para um design mais arrojado, são instalados scoops, aberturas no capô, que servem para refrigerar o motor.Nos faróis, é possível mudar o tipo de lâmpada para outras que geram tons azulados ou amarelados. Também dá para incluir o angel eye, um aro de LED colorido que fica ao redor do farol. Os famosos faróis de xenon, mais potentes e brilhantes, foram proibidos pelo Conselho Nacional de Trânsito e só são aceitos se vierem de fábrica.
Do lado de fora, a moda é tunar o carro com peças de stock car. O spoiler, instalado na parte frontal, diminui a resistência do ar e, juntamente com as saias laterais, melhora o desempenho do veículo em curvas. Na parte traseira, o aerofólio – que parece uma asa de avião invertida – diminui a turbulência causada pelo vento. Colocar os três sai por até R$ 10 mil.Luzes neon, tanto do lado de dentro quanto do de fora, são outros acessórios comuns na tunagem. Cada componente elétrico aumentao consumo de bateria, por isso pode sernecessário instalar uma com mais potência.
Quer um carro do futuro? Então comece com a televisão, o DVD, o videogame e as caixas de som. Todos os aparelhos elétricos são conectados em um computador de bordo. Se quiser algo mais sofisticado, dá até para ligar um iPad na placa-mãe (atrás do painel) para controlar todo o sistema do seu possante. A maioria dos carros vem de fábrica com rodas de aro 13 ou 15 (diâmetro da roda, em polegadas). Na tunagem, dá para colocar rodas de aros maiores (até 28) e com design esportivo. Se o aro novo for muito grande, pode ser preciso adaptar o para-lama, a parte da lataria que recobre a roda, deixando-o maior.
Para fazer desenhos elaborados, os mecânicos utilizam aerógrafos – uma espécie de pistola de tinta.A pintura custa até R$ 15 mil e utiliza vários tipos de tinta, com diferentes efeitos. A flake, com purpurina, é brilhante; a perolada fica cremosa; a marmorizada simula texturas, como madeira e pedra; a cromada, proibida no Brasil, é refletiva; e a camaleão muda de cor dependendo da luz e do ângulo em que é observada.
Carro rebaixado é um clássico da tunagem, mas exige trocar a suspensão (sai por cerca de mil reais) e a lei não permite todos os tipos. A suspensão hidráulica, que utiliza fluidos para fazer o carro pular é proibida. Ela é famosa por ter uma suspensão para cada roda e permitir controlá-las individualmente.

7318 – Como são fabricados os pneus?


É uma mistura de borracha natural, borracha sintética e o chamado “negro de fumo”, um derivado do petróleo usado para deixar a mistura bem resistente. Segundo, porque a lista de ingredientes do pneu inclui camadas de poliéster, náilon e até aço.
Juntando essas substâncias com a borracha especial, os fabricantes conseguem produzir seis componentes diferentes, que serão usados para compor cada uma das partes do pneu . Cada uma dessas partes é fabricada separadamente. Para juntar tudo, as indústrias usam tambores e prensas – o resultado desse processo é um barrilzinho de borracha, que os técnicos chamam de “pneu verde”. Para “amadurecer” e virar um pneu de verdade, ele ainda precisa passar pela chamada vulcanização.
Nessa última fase, a peça é prensada novamente, dessa vez a uma temperatura superior a 200 ºC. Aí sim, Xuxa, o pneu é moldado conforme o gosto do freguês. E olha que não faltam opções: só para dar uma idéia, apenas em uma grande fábrica na região do ABC paulista são fabricados mais de 300 modelos de pneu!
Feitas de borracha, elas são o elemento de ligação entre a roda do carro e a parte do pneu que encosta na estrada
LONA DE CORPO
É a camada que faz o pneu suportar o peso da carroceria do carro. Para agüentar o tranco, ela é feita de uma mistura elástica, com borracha, poliéster e náilon.LONA ESTABILIZADORA
Como o próprio nome indica, essa camada ajuda a dar estabilidade ao pneu. Ela leva pequenas placas de fios de aço, cortadas em ângulos específicos para evitar derrapadas
CAPA DE RODAGEM
É a parte do pneu que entra em contato com o solo. Formada por três tipos de borracha com diferentes composições, a capa de rodagem garante a tração do carro e a durabilidade do pneu
TALÕES
São aros de aço envolvidos por uma camada de borracha. É a parte do pneu que entra em contato com a roda do carro
ESTANQUE
É a parte interna do pneu. Formada por várias camadas de borracha, ela impede a saída do ar e a perda de pressão do pneu, dispensando as antigas câmaras

7317 – Quantos megapixels tem o olho Humano?


Nosso olho não funciona exatamente como uma câmera, mas dá para dizer que a resolução máxima que ele alcança é próxima de 250 megapixels. A câmera digital cria arquivos de imagem compostos de milhões de pontos. Cada ponto é um pixel e, para a câmera registrá-lo no seu “negativo” – o CCD (dispositivo de carga acoplada) -, entra em ação o photosite, o componente fotossensível das câmeras digitais. Ou seja: uma câmera que usa 1 milhão de photosites registra 1 milhão de pixels, ou 1 megapixel.
No olho humano, o papel do photosite é desempenhado por cones e bastonetes, dois tipos de células fotossensíveis distribuídos ao longo da retina. Nos dois olhos temos cerca de 250 milhões dessas células e, portanto, podemos captar 250 milhões de pontos luminosos. Ou 250 megapixels. Mas, na prática, a coisa não é tão simples. “A visão em alta resolução forma-se apenas na fóvea, região que corresponde a um centésimo da área da retina”, diz um neurofisiologista. Isso não significa que basta dividir o número de megapixels por cem, porque a distribuição dos cones e bastonetes na retina não é uniforme como os photosites no CCD. Para complicar ainda mais, no olho há a chamada interpolação: as imagens captadas por duas células são entrelaçadas.

7316 – Mega Byte – Como funciona um chip de computador?


Todos os tipos de chips – dos mais simples, como o de um relógio digital, aos mais complexos, como o de um poderoso Pentium 4 – não passam de um aglomerado de componentes eletrônicos, os transistores. Eles são a estrutura básica para que o computador realize todas as suas atividades. O segredo é o material de que os transistores são feitos: o silício, um mineral que muda de comportamento conforme a presença ou ausência de corrente elétrica. A partir dos sinais enviados pelo usuário (vale lembrar que, dentro do computador, uma ordem como um toque no teclado é transformada em uma série de impulsos elétricos), os transistores em conjunto são capazes de armazenar dados e realizar operações aritméticas que possibilitam todas as funções do computador, de um simples digitar de letras às mais multimídia. Apesar de o transistor ter sido inventado em 1947, somente em 1971 a Intel conseguiu a enorme façanha de colocar 2 300 deles dentro de uma pastilha de 3 por 4 milímetros, criando o primeiro chip. Hoje, um processador Pentium 4 possui 42 milhões de transistores.
Dentro de um chip do tamanho de uma unha ficam 42 milhões de componentes eletrônicos
Como você aprendeu numa das edições anteriores da ME, a placa mãe é a unidade central de todo computador, responsável pela conexão de todas as peças que formam a máquina. De todos os seus componentes, os mais importantes são os diferentes tipos de chip que ela contém
Visto de fora, o chip é um quadradinho preto minúsculo, mas essa é apenas a sua embalagem – a parte funcional não chega a ter o tamanho de uma unha. Dentro desse ambiente ficam os componentes responsáveis pela “mágica” digital, os transistores
O transistor é uma pecinha com três filamentos metálicos – o emissor, a base e o coletor – e camadas de silício, um material que pode permitir ou não a passagem de corrente elétrica. Lembre-se que a corrente é feita de elétrons, as partículas negativas dos átomos.
As camadas de silício são de dois tipos: as do tipo N, “dopadas” com átomos como fósforo, têm elétrons extras. As do tipo P, “dopadas” com átomos como o boro, têm poucos elétrons. Geralmente, rola um “sanduíche” dessas camadas (no desenho, o transistor é um N-P-N)
Quando o usuário dá uma ordem ao computador, podem ocorrer duas coisas nos transistores. A primeira é a ordem não mudar nada: os elétrons do silício tipo P ficam dispersos e não passa corrente do emissor ao coletor. Nesse caso, é como se o transistor fosse um interruptor desligado

A segunda possibilidade é a ordem disparar uma carga positiva na base do transistor. Isso atrai os poucos elétrons que se encontram no silício tipo P, fazendo com que eles formem uma “ponte” de elétrons entre o emissor e o coletor. Resultado: rola uma corrente elétrica entre esses dois pólos. Nesse caso, é como se o transistor fosse um interruptor ligado.
Cada ordem do usuário (por exemplo, apertar a letra “m” no teclado) aciona, no mínimo, oito transistores. De acordo com a ordem dada, chegam às bases dos transistores pulsos de energia diferentes, permitindo ou não a passagem de corrente
Quando ocorre a passagem de corrente, o transistor está ligado e é representado na linguagem do computador pelo número 1. Quando não ocorre passagem de corrente, o transistor está desligado e significa, na linguagem da máquina, o número 0. E daí?
Daí que cada 0 ou 1 interpretado pelo chip é chamado de bit. Um conjunto de oito bits forma um byte. Tudo que entra no chip é convertido em bytes, que fica sendo a unidade básica de informação com a qual um computador trabalha
Para possibilitar a troca de dados entre máquinas, os programadores criaram um código de bytes com 256 combinações, suficiente para representar todas as letras, números e símbolos usados pelo computador. É lá que está estabelecido que a letra “m” corresponde a 01101101.
Ainda assim, o computador não teria utilidade se não houvesse algo capaz de transformar esse monte de zeros e uns numa forma compreensível para os usuários. Quem faz essa tarefa são os sistemas operacionais, como o Windows, o Linux ou o DOS, que usam o código de bytes para “traduzir” as seqüências em linhas de programação
Após traduzir o comando que você envia para o seu computador, o sistema operacional manda o chip enviar a informação processada para a placa de vídeo, que irá representá-la na tela da máquina. E, você consegue ver a letra “m” no monitor. Toda essa operação que você demorou para ler acontece em milésimos de segundo.

7315 – AIDS – O Brasil pode ser o 1º país a derrotar a epidemia


Um brasileiro foi escolhido pela ONU para oordenar políticas públicas contra a AIDs. Ele foi um dos pioneiros em cuidados com pacientes com AIDs no Brasil.
Ele faz uma projeção para o final da epidemia para daqui a uns 15 anos desde que se invista em diagnóstico precoce e se acabe com o preconceito.

Leia tudo sobre a epidemia de AIDs nos outros capítulos do
☻ Mega – Categoria Medicina

7314 – Chip cerebral já tem nova bateria: o próprio cérebro


Com eles, a internet se tornaria uma extensão da mente, e qualquer smartphone seria posto no chinelo. Mas de onde viria a eletricidade para esses chips? Pesquisadores do MIT encontraram uma resposta: uma célula de silício que obtém corrente elétrica de moléculas de glicose no líquido cefalorraquidiano, que envolve o cérebro e a medula. O objetivo inicial é que ela alimente implantes que comandarão os membros de pacientes com lesões na coluna.
A ideia de usar a glicose como combustível de implantes surgiu na década de 1970. Na época, buscava-se uma fonte de energia para marca-passos. Só que a corrente obtida era irrisória, e a glicose foi substituída pela bateria de lítio. Desde então, duas coisas importantes mudaram: as enzimas usadas naquela época para quebrar a glicose foram substituídas por catalisadores de platina, que não se desgastam, e estamos próximos de desenvolver chips que exigem correntes elétricas muito baixas. Isso significa um passo a mais para a recuperação da visão, da audição, da memória em pacientes de Alzheimer e até da qualidade de vida em quem sofre de estresse pós-traumático. E outro passo para fazer buscas do Google num simples pensamento.

7313 – Consumismo – Produtos feitos para não durar


Quanto tempo produtos durariam se não fossem trocados ao parecer obsoletos?

Isqueiro – 5 meses
É o quanto vai durar se o fumante queimar 20 cigarros ao dia. São 3 mil chamas – “idênticas à primeira” -, segundo a fabricante Bic. Mas a questão é: quem conhece alguém que não perde o isqueiro antes de acabar?

Lâmpada fluorescente compacta – 1 ano
Segundo fabricantes, as lâmpadas fluorescentes compactas aguentam de 5 mil a 10 mil horas, mas, num teste do Inmetro, 7 em 11 marcas queimaram antes de completar 2 mil horas. Já as incandescentes não passam de mil horas.

Tênis – 1 ano, se andar 1,5 km por dia
Um tênis aguenta em média 800 km – o equivalente a ir e voltar de São Paulo ao Rio de Janeiro a pé. Depois disso, a sola perde a resistência. Mas isso depende de seu peso, de onde caminha e se você corre ou anda – e do tênis, claro.

Smartphone – 3 anos
Sim, ele vai aguentar mais. Mas depois de 400 a 800 recargas, sua bateria vai durar cada vez menos. E, antes de arriar de vez, o processador do celular não dará mais conta de aplicativos mais novos.

CD/DVD – 5 anos
É comum essas mídias começarem a dar problema pela deterioração do material e pelo mau acondicionamento – umidade, sujeira, poeira, calor excessivo e fricção. Melhor salvar no hd? Nem tanto – seu risco de quebra também aumenta após os 5 primeiros anos.

Geladeira – 20 anos
Com o tempo, o motor começa a falhar. Hoje, são baratas o suficiente para comprar outra mais moderna em vez de levá-la para conserto. E você poderá ter a que filtra água, faz gelo ralado e acessa a internet.

E as geladeiras de antes? Elas não duravam a vida inteira? Não, diz Renato Giacomini, coordenador do curso de Engenharia Elétrica da FEI. “Elas tinham problemas mecânicos, enferrujavam, e a gente tinha de mandar consertar.”

Carro – 20 anos
Tudo depende do uso e da manutenção. Aos 10 mil km é o filtro de ar. Aos 20 mil km, as velas. A partir dos 40 mil km, os amortecedores e pneus, se o carro for sofredor. Mas é entre os 100 mil e 150 mil km que começam os problemas sérios.

As trocas começam já entre 3 e 5 anos de uso, bem antes de o carro começar a dar problema de fato. Uma razão para isso são os redesenhos anuais, que fazem o carro perder a cara de “modelo do ano”. Outra é bem simples: evitar manutenção.

Televisor LCD/LED – 25 anos, ligado 8 horas por dia
Depois de 75 mil horas de uso em condições ideais, a luz de fundo (backlight) começa a escurecer até queimar. Dá para mandar consertar, mas até lá, já terá virado peça vintage. Como a tv de tubo nos tempos de hdtv.

Livro – 50 anos. Ou séculos.
Livros de bolso são feitos de papel-jornal, ficam com páginas amareladas e quebradiças. Afinal, não são feitos para sobreviver numa estante. Já os de papel bom duram mais de século. O problema é o manuseio, que leva a problemas na encadernação.

Numa biblioteca, os livros aguentam até 35 empréstimos. Mas, se ficarem longe das mãos dos leitores, duram bem mais. O manuscrito mais antigo da Biblioteca Nacional, por exemplo, tem 10 séculos.

Eletroportáteis ficaram tão baratos que o conserto pode sair mais caro do que um novo

TORRADEIRA
Novo – R$ 90
Troca de resistências – R$ 120

ASPIRADOR
Novo – R$ 150
Troca de motor – R$ 120

BATEDEIRA
Novo – R$ 100
Troca de motor – R$ 65

LIQUIDIFICADOR
Novo – R$ 100
Troca de motor – R$ 55

7312 – O Gato do Futuro


Cerca de 5 anos atrás, a companhia americana Allerca partiu em busca daqueles que têm menor concentração de uma proteína chamada Fel d1, a responsável por causar alergias nos humanos. Ao contrário do que se possa imaginar, não são os pelos dos bichanos os maiores vilões dos alérgicos, mas essa proteína que se concentra na saliva, pele e urina dos bichos.
“O gene que altera a produção da Fel d1 é uma mutação natural, mas foram necessários muitos testes e alta tecnologia para selecionar os gatos certos”, diz Simon Brodie, fundador da Allerca. A cada 50 mil gatos, somente um tem essa proteína reduzida. E, para descobrir quais, só fazendo exames de sangue. Passada essa etapa, fica fácil. É só cruzá-los entre si e pronto: estão criados os bichanos antialérgicos.
A produção é pequena, já que é difícil encontrar os gatos-matriz. Mas a procura é enorme. Em menos de 5 anos, a Allerca produziu e entregou mais de 500 gatinhos, pelos quais os alérgicos amantes de gatos estavam dispostos a pagar um bom preço. Hoje são US$ 7 mil por um gato sem raça definida e US$ 23 mil por um ashera GD, um híbrido semelhante ao savannah.
As duas raças tão caras acima foram criadas com cruzamentos entre gatos domésticos e felinos selvagens, como o gato-leopardo-asiático, exemplo do bengal. Mais musculosos, corpulentos e ágeis do que os gatos normais, com pelagens que lembram pequenos leopardos. A raça surgiu em 1981, quando 8 gatos híbridos foram criados em laboratório para estudar o vírus da leucemia felina. Terminada a pesquisa, os animais precisavam de um lar. E uma criadora californiana viu neles não só a chance de adotar gatos diferentes mas também de inaugurar uma nova raça.
O que não é tarefa simples nem barata: para conseguir um gato com pelagem selvagem, mas que não vá atacar o dono, é necessário tempo e vários cruzamentos (veja no boxe da página ao lado como eles são criados).
Um campo de estudos que evoluiu muito com a ajuda dos gatos foi a genética. Em 2001, numa pesquisa milionária para tentar clonar um cachorro na Universidade do Texas (EUA), o resultado foi… o clone de um gato! Não foi uma tentativa de roubar a cena, mas os felinos simplesmente se mostraram mais fáceis de serem clonados ou geneticamente modificados. Assim nasceu a vira-lata Copy Cat, o primeiro animal doméstico clonado da história, que abriu caminho para um novo e controverso serviço: a clonagem comercial. Hoje os gatos já estão sendo “copiados” a pedido de donos saudosos de seus falecidos gatos originais. Exemplo de Little Nicky, uma maine coon clonada após a morte de uma gata de 17 anos. Fabricar uma gata com características físicas idênticas à “original” custou 50 mil dólares à sua dona. Prova de amor muito criticada por associações de proteção a gatos desabrigados, à espera de adoção.
A selva está fresquinha em seus genes: são uma mistura do feroz gato-leopardo-asiático com gatinhos domésticos. Inaugurou o comércio de híbridos e hoje é o mais popular do mundo. No Brasil, custam em média R$ 2 mil. Mas podem ser bem mais caros: em 1998, um bengal foi vendido em Londres pela quantia recorde de 25 mil libras, cerca de R$ 70 mil.

Blackie o milionário
Em 1988, este gatinho britânico se tornou o mais rico do mundo. A fortuna veio da herança deixada por seu dono, um milionário recluso de Londres. O homem deixou para seu amigo preferido o equivalente a quase R$ 30 milhões, além de uma boa quantia em doações para abrigos de gatos de rua.

Procurando bem, é possível encontrar na selva ligres e tigreões (cruzamentos entre tigres e leões). “Nos gatos, esses cruzamentos são ainda mais simples, já que o gato doméstico não é uma espécie que evoluiu naturalmente, mas uma subespécie de um gato selvagem”, diz o biólogo Eduardo Eizirik. Para cruzar um gato-leopardo-asiático com um gato doméstico, é preciso primeiro escolher aqueles menos ariscos. Alguns dos primeiros filhotes podem nascer estéreis. Os férteis são acasalados novamente com gatos domésticos ou outros híbridos, e assim vão diluindo seus genes. Geralmente aqueles com pelagem que mais remete ao gato selvagem são os escolhidos para continuar a linhagem. Quanto mais próximo do cruzamento inicial, mais caro – e provavelmente mais arisco – é o gato.