7298 – ☻Mega Notícias – Vaca produz leite antialérgico


Mais de 50 vacas foram geneticamente modificadas por cientistas da Nova Zelândia. Eles reduziram a atuação da proteína beta-lactoglobulina (BLG), que causa alergia ao leite. Só uma delas sobreviveu, mas produziu leite com 96% a menos de BLG.
Suco tem corante de inseto?
Em 2010, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor analisou 12 marcas de sucos de caixinha e constatou que nenhum tinha corante à base de insetos. Mesmo assim, é provável que você já tenha bebido líquidos de cochonilha, uma parente da cigarra. Produtos como iogurtes e salsichas usam o carmim, corante avermelhado extraído desse bicho. Mas fique tranquilinho que o uso é regulamentado. E incluir insetos na dieta pode até ser benéfico.

7297 – Pergunta ao Dr. Know: Dá pra se fingir de louco?


Sim, fazer de conta que vai mal da cabeça pode trazer vantagens. Pode render aposentadoria por invalidez ou auxílio-doença. Pode dar acesso a remédios controlados que ajudam a ser mais produtivo nos estudos e no trabalho. Ou pode evitar o julgamento por um crime, como no caso de Gigante, o mafioso. O princípio no caso penal é o seguinte: quando uma doença mental deixa a pessoa incapaz de controlar sua ação, ela se torna aquilo que o juridiquês chama de “inimputável”. “Para a lei, não importa que doença a pessoa tenha, mas o impacto dela no dia a dia”, diz um professor de psiquiatria forense do Hospital das Clínicas da USP. Mesmo que um sujeito tenha esquizofrenia grave, se ele roubar dinheiro para comprar uma blusa, não terá feito isso por causa do transtorno, mas porque queria comprar a blusa. “Ele só deixaria de responder pelo crime se a doença torná-lo incapaz de entender o que está fazendo ou de se controlar”. Assim, ele deixa de ter culpa pelo crime. A alegação de inimputabilidade é rara: segundo um estudo da Universidade da Pensilvânia, apenas 0,9% dos processos criminais parte para essa estratégia. Nesses casos, o acusado é internado em um hospital psiquiátrico.
Não existe raio-X de esquizofrenia. Mas, na prática, para enganar um psiquiatra é preciso mais do que bons talentos dramáticos. É necessária maestria como diretor, roteirista e ator.
Para desmascarar mentirosos, psiquiatras têm uma ferramenta principal: a boa e velha conversa. Eles partem para perguntas abertas. Assim, o paciente precisa relatar os sintomas com suas próprias palavras e experiências.
Na hora de detalhar a entrevista, o psiquiatra pode misturar perguntas relacionadas a transtornos opostos ou sintomas completamente improváveis (por exemplo, se vê palavras escritas surgirem quando pessoas falam). Com uma entrevista longa, é apenas uma questão de tempo para que ele se contradiga ou mostre um comportamento incoerente com as descrições.
Agora, o roteiro. Digamos que a pessoa tenha forjado um quadro de esquizofrenia a partir do que ele viu em filmes. O problema é que esse transtorno é bem diferente do que mostram os filmes. Tem sintomas “positivos” – alterações das funções normais, como alucinações e delírios – e sintomas “negativos” – diminuição das funções normais, como falta de motivação, de emoções e isolamento social. Falsários tendem a ignorar os sintomas negativos, que são menos conhecidos. E, segundo o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, da Unifesp, o que confirma mesmo o diagnóstico de esquizofrenia não são vozes imaginárias ou pensamentos estranhos, mas a forma como a pessoa se vincula afetivamente com os outros. “Para conseguir imitar isso, o sujeito teria de ser digno de um Oscar.”
Na hora de simular sintomas como alucinações, surgem os problemas de atuação. Tal como o mau ator num dramalhão barato, ele acha que quanto mais bizarro o comportamento, mais convincente será. Esforça-se para parecer louco e tomar o controle da entrevista, enquanto pacientes genuínos geralmente relutam em discutir seus sintomas, afirma Phillip Resnik, professor de psiquiatria da Universidade de Cleveland. Digamos que um falsário relate ter ouvido vozes. Como eram essas vozes? Em casos psicóticos legítimos, elas são bem claras – dá até para saber se são masculinas ou femininas. Ou seja, não existe essa de “não sei” quando o psiquiatra fizer perguntas. De onde vieram? Em 88% dos casos, parecem vir de fora da cabeça, como de objetos, da parede ou do ar. O que elas dizem? Embora seja comum que a voz dê instruções, raramente elas se limitam a comandos – e normalmente o paciente evita obedecê-las, principalmente se isso trouxer perigo. Então, se vozes de dentro da cabeça tiverem mandado um acusado ir até um banco e roubar dinheiro, dificilmente um psiquiatra acreditará nelas.
Para fechar o prêmio de mau ator para o falsário, a psicose não se limita ao que a pessoa pensa. Ela influi em como a pessoa pensa. Uma pessoa em estado psicótico muda abruptamente de assunto, inventa termos, faz uma salada de palavras. Ninguém vai enganar um psiquiatra dizendo de forma clara que está confuso. E para saber as características de confusão mental na esquizofrenia e reproduzi-las é necessário mais um Oscar. Ou então passar três décadas fingindo loucura de manhã à noite. Não é qualquer um que consegue ser Vincent Gigante.

7296 – Mega Notícias – Genética


Na Argentina, a Genética poderá devolver a suas famílias as 208 crianças sequestradas pelas Forças de Segurança, ao longo do regime militar. Elas vem sendo procuradas a anos. A partir de genes conhecidos como marcadores genéticos, cuja semelhança em várias pessoas indica laços familiares, é possível achar a verdadeira família de uma criança adotada. Já foram devolvidas mais da metade delas.
Animal Transgênico – Depois de ratos, porcos e ovelhas, chegou a vez dos mosquitos. Cientistas inseriram genes alheios em ovos de mosquitos; quando a prole se tornou adulta, foi cruzada entre si, transmitindo o gene adulto forasteiro aos descendentes. Esse pode ter sido um passo para a criação de mosquitos benignos, incapazes de transmitir malária, dengue e febre amarela.

7295 – O que é a Hipoglicemia?


É a queda das taxas de açúcar – principal fonte de energia para o organismo – e é provocada pela intensa atividade física. O açúcar é armazenado nos músculos, no fígado e no sangue. Em atletas, quando a atividade física é muito intensa e repetida por vários dias, o organismo usa praticamente todo o açúcar dos músculos e começa a queimar o do sangue.” Com isso, a taxa de açúcar cai muito e começam os sintomas da hipoglicemia, como vista escura, suor frio e vômito. Pessoas com atividade física muito intensa, como os trabalhadores braçais, podem sofrer o mesmo problema. Existe também um caso em que, mesmo ingerindo açúcar, a pessoa corre o risco de sofrer hipoglicemia. É o chamado efeito rebote. Isso acontece quando se ingere uma quantidade muito grande de açúcar cerca de 40 minutos antes de realizar atividade física intensa. O sangue fica saturado e o organismo começa a produzir uma quantidade grande de insulina, substância que ajuda a metabolizar o açúcar. Com isso, uma parte do açúcar é excretada e outra absorvida pelas células. A quantidade disponível no sangue diminui muito, provocando a hipoglicemia.

7294 – Psicologia e Economia – Compulsão por compras pode ser doença


A Psiquiatria chama de oneomania, um transtorno descrito como doença na década passada. A pessoa é incapaz de controlar o impulso de comprar, resume Tatiana Filomensky, psicóloga especialista em terapias cognitivas. Estima-se que entre 2% e 8% da população mundial sofra desse mal, que coloca em risco não só a conta bancária mas também a estabilidade familiar. Quatro em cada cinco viciados em compras – ou shopaholics, como se convencionou chamá-los nos Estados Unidos e aqui – são mulheres.
Assim como o álcool, a nicotina e a cocaína, o ato de comprar dá prazer e, por isso, pode viciar.
O que excita é o ato de comprar, e não o objeto comprado.
Outra característica típica do consumidor compulsivo é comprar sempre um determinado tipo de objeto, mesmo sem ter a idéia de colecionar. Em alguns casos, o doente até esquece que andou comprando freneticamente, como um alcoólatra que, na ressaca, não se lembra do que fez no dia anterior.
Uma gerente de uma loja Rosa Chá, conta que, há dois anos, uma cliente adquiriu seis biquínis de uma vez. Pagou mais de 2 000 reais e pediu que a vendedora guardasse a sacola enquanto ia cortar o cabelo – e nunca mais apareceu no estabelecimento. “Sua sacola está até hoje guardada”, diz a gerente. Esquecer ou esconder a compra é um mecanismo recorrente usado pelos compulsivos para não encarar o problema.
A pessoa que não consegue se controlar dentro de uma loja, em geral, tem outros problemas psicológicos, como ansiedade e pouca auto-estima. Entre 60% e 70% das mulheres com compulsão por compras apresentam sintomas depressivos. O tratamento pode ser terapia e antidepressivos, ou a combinação das duas coisas. Pesquisadores da Universidade Stanford, na Califórnia, deram antidepressivo durante sete semanas a 24 pacientes com o problema. A maioria era compulsiva havia pelo menos dez anos e sofria pessoal ou financeiramente por causa do problema. Um deles possuía 55 máquinas fotográficas. O remédio reduziu a compulsão em dois terços dos pacientes. A maior dificuldade do tratamento é que, em geral, ele começa tarde. Em média, demora dez anos para uma pessoa perceber que seu comportamento pode ser doentio.

7293 – Mega Memória – O Naufrágio do Ferry Estônia


Estonia sinking

Era um barco de cruzeiro construído em 1979/80, no estaleiro alemão Meyer Werft em Papenburg . O navio afundou em 1994 no Mar Báltico em um dos piores desastres marítimos do século 20. É o mais mortífero desastre naufrágio ter ocorrido no mar Báltico, em tempo de paz, que custou 852 vidas.
O navio foi originalmente encomendado a partir de Meyer Werft por uma companhia de navegação norueguesa liderada por Augustsen Parley com o tráfego previsto entre Noruega e Alemanha. No último momento, a empresa retirou a sua ordem e que o contrato foi para Rederi Ab Sally , um dos parceiros da Viking Line consórcio ( SF linha , outro parceiro no Viking Line, também havia se interessado pelo navio).
Era o maior navio para servir nessa rota na época. Tal como acontece com muitos navios, Sally Viking sofreu alguns percalços durante o seu serviço Viking Line, sendo fundamentada na Åland Arquipélago maio 1984 e sofrendo alguns problemas hélice em abril do ano seguinte. Em 1985, ela também foi reconstruído com um “rabo de pato”. Em 1986, Reijo Hammar , um criminoso infame finlandês, estrangulado e esfaqueado um empresário no navio.
O desastre ocorreu na Estónia em Quarta, 28 Setembro de 1994, entre cerca de 00:55 – 01:50. Como o navio estava atravessando o Mar Báltico , em rota de Tallinn , Estónia, de Estocolmo . A Estónia foi em um cruzamento agendada com partida às 19:00 de 27 de Setembro. Esperava-se, em Estocolmo, na manhã seguinte às 09:30. Ela estava carregando 989 pessoas: 803 passageiros e 186 tripulantes.
Tal naufrágio pode ter sido provocado por uma explosão de uma mina marítima. Havia cerca de 40 minas abandonadas que flutuavam em águas próximas à Ilha Osmussaar, podendo ser essa a explicação, segundoo diretor da empresa de navegação operadora do barco que matou 910 pessoas.
As péssimas condições meteorológicas verificadas a seguir no Mar Báltico não permitiram a utilização de robôs submarinos que deveriam filmar o Ferry -Boat naufragado.
O primeiro sinal de problemas a bordo da Estónia foi quando um estrondo metálico foi ouvido, causada por uma onda pesada de bater as portas de proa volta das 01:00 h, quando o navio estava nos arredores do arquipélago de Turku , mas uma inspeção limitada à verificação da luzes indicadoras para a rampa e viseira mostrou não haver problemas.
O naufrágio foi examinado e filmado por operados remotamente veículos submarinos e mergulhadores de uma empresa norueguesa, Rockwater A / S, contratada para o trabalho de investigação.
O relatório foi crítico de ações da tripulação, especialmente por não reduzir a velocidade antes de investigar os ruídos provenientes do arco, e por não ter conhecimento de que a lista estava sendo causado pela entrada de água no convés de veículos.
Houve também críticas gerais de os atrasos na soar o alarme, a passividade da tripulação e da falta de orientação da ponte.
Recomendações para as modificações a serem aplicadas a navios semelhantes incluído separação dos sensores de condição dos mecanismos de trava e dobradiça.
Como mencionamos anteriormente, existem algumas teorias alternativas, envolvendo transporte secreto de equipamento militar, que tentam explicar o desastre.
No outono de 2004, um ex-funcionário da alfândega sueca afirmou no programa de televisão sueco granskning Uppdrag que a Estónia tinha sido usada para o transporte de equipamento militar em setembro de 1994.
Em 1999, a Comissão de Investigação de Acidentes Conjunto respondeu a rumores na mídia de bombas de ter causado o acidente. No relatório original, eles já haviam descartado vestígios de explosão na viseira, mas após uma análise dos vídeos onde suspeita-bomba como os objetos tinham sido vistos, uma explosão como uma possível causa ou fator que contribuiu para o acidente foi totalmente descartada.

Estônia jaz no fundo do Mar Báltico
Estônia jaz no fundo do Mar Báltico

Em 2000, a americana Bemis Gregg aventureiro e sua equipe mergulhou (ilegalmente) e filmou os danos. Stephen Davis, escrevendo no New Statesman em maio 2005, afirmou que testes de laboratório confirmaram indícios de explosão no metal. Davis afirmou ainda que o navio estava transportando uma carga secreta de equipamento militar contrabandeadas dos russos pelos britânicos MI6 , em nome da CIA , como parte dos esforços em curso para monitorar o desenvolvimento de armas da Rússia, e que isso explicaria assinatura da Grã-Bretanha da Estónia Acordo.
Mas, os membros finlandeses da Comissão Mista de Investigação de Acidentes novamente rejeitaram a possibilidade de uma explosão, alegando que os vestígios encontrados no metal foram causados ​​pelos golpes pesados ​​da viseira saindo, citando resultados inconclusivos de outro laboratório.

7292 – Uma Minunciosa Engenharia


A função dos instrumentos científicos é reproduzir fenômenos mal conhecidos, que ocorrem em condições extremas. Para tanto, empregam a mais alta tecnologia disponível.Um exemplo são as câmaras à vácuo, essenciais tanto em aceleradores de partículas e fábricas de luz, como nos epitaxiadores, onde finíssimos vapores de átomos são empregados para montar um cristal.
Para evitar contaminações fatais, o ar no interior das câmaras tem que ser reduzido a quase nada e sua pressão sobre as paredes das câmaras deve ser 100 bilhões de vezes menor que a existente do lado de fora.
Mas, o ar não pode ser evacuado por bombas mecânicas, sujas demais. A solução então é bombardear o ar com radiação, para eletrizar as moléculas. Desse modo elas podem ser atraídas por placas também eletrificadas, as quais aderem e desimpedem o espaço interno.
Nos epitaxiadores, empregam-se rodas e trilhos de aço e a única saída foi cobrir as rodas com ouro.

Epitaxiador
Sua função é produzir feixes muito intensos de luz comum e ultravioleta, como os lasers, mas também raios X, mais energéticos e até agora inacessíveis aos lasers. Foi necessário um admirável trabalho de engenharia avançada para domar esses pulsos de energia radiante.Numa primeira etapa, partículas subatômicas, como o elétron, têm que ser aceleradas por um sofisticado sistema de ondas de rádio. Isso é feito num tubo de 9 metros de comprimento onde se faz altíssimo vácuo, encontrável apenas a 300 quilômetros acima da superfície da Terra. Injetados, em seguida, numa estrutura circular de nome síncrotron, onde são obrigados a fazer curvas apertadas a uma velocidade bem próxima à da luz, os elétrons cospem energia espetacularmente em todo o vasto contorno do anel. Os raios jorram em afiadíssimos pulsos que duram milionésimos de segundo e têm uma espessura 2 000 vezes menor que 1 centímetro.Tanto os epitaxiadores como a luz síncrotron serão usadas no setor mais dinâmico da Física atual—a Matéria Condensada—na qual trabalham 40% dos físicos do mundo e mais da metade dos brasileiros. Em poucas palavras, a Matéria Condensada procura sondar o microcosmo em que se agitam átomos e moléculas. Nesses abismos, vigoram as leis básicas que fazem o vidro ser vidro, por exemplo, ou um ímã agir como tal.Se bem compreendidas, portanto, essas leis podem tornar-se a chave de metamorfoses notáveis—a idéia é gerar, entre outras coisas, vidros com a força do aço, ou metais dotados da resistência das cerâmicas ao desgaste. O mesmo vale para as moléculas orgânicas e já há quem pense, por exemplo, em dominar o mecanismo que permite à clorofila das plantas converter energia solar em eletricidade.

7291 – Como funciona uma bomba a vácuo?


As bombas a vácuo, conhecidas como termobáricas, usam o oxigênio da atmosfera em vez de oxidantes como reagente para explodir. Não se sabem muitos detalhes sobre seu funcionamento – até por questões de segurança. Mas dá para ter uma idéia geral. Os danos provocados por essas bombas vêm de duas fontes: altas temperaturas e pressão. As primeiras bombas do tipo foram criadas na década de 1960 pelo Exército americano, que as usou na Guerra do Vietnã para destruir túneis, limpar campos minados e abrir clareiras na mata para pouso de helicópteros. Outro modelo de bomba a vácuo, o BLU-118/B, foi usado contra a Al Qaeda no Afeganistão, em 2002. Hoje, elas são usadas tanto em áreas abertas como fechadas – atingem até cavernas e bunkers, matando quem está dentro com a onda de pressão. Diferentemente das bombas nucleares, as termobáricas não usam elementos radioativos (como o urânio e o plutônio) e, portanto, não fazem vítimas por contaminação. Mas o estrago é feio: deixa o ambiente atingido com aspecto lunar, com o solo pontilhado de crateras. A mais poderosa arma não nuclear hoje – segundo os russos – é uma bomba termobárica conhecida como Foab, da sigla em inglês para “pai de todas as bombas”, testada em setembro de 2007 no país.

Passo a Passo
Um avião sobrevoa o alvo a cerca de 600 metros de altura e lança a bomba de pára-quedas – algumas bombas são teleguiadas por GPS. O tamanho do avião pode variar – os russos, na demonstração da Foab, usaram um Tupolev TU-160, maior avião de combate do mundo, que atinge até 2 220 km/h de velocidade.

Quando a bomba está a cerca de 10 metros de altura do alvo, uma parte do líquido é liberada. Ao entrar em contato com o ar, ocorre um pequeno estouro, que forma uma nuvem de spray de 30 metros de diâmetro e 2,5 de altura, com poder explosivo concentrado. Na Foab, acredita-se que foram usados 30 quilos de óxido de etileno, líquido incolor, tóxico e altamente inflamável.

Logo depois vem a segunda explosão: um detonador é acionado automaticamente e reage com a nuvem. Além do calor de até 3 000 ºC, a bomba gera ondas supersônicas num raio de 300 metros. A destruição da Foab equivale a 44 toneladas de TNT – só perde para a bomba atômica, com poder de cerca de 20 mil toneladas de TNT.

A explosão da mistura é tão potente que consome todos os reagentes, gerando vácuo (daí o nome da arma). Essa ausência de partículas provoca uma nova onda de choque – com a baixa pressão do local detonado e a pressão normal do ambiente, é como se acontecesse um sopro no sentido inverso, até a pressão se equilibrar.

FOAB
Arma é a mais letal entre as não nucleares
Ano de criação – 2007
Fabricação – Russa
Peso – 7,8 toneladas
Dimensões – Não divulgadas

foab

7290 – Lei e Direito – A Prisão Perpétua


É o nome dado a um tipo particular de encarceramento em que o apenado, teoricamente, permanece em prisão pelo resto da sua vida. O efeito dessa sentença varia de acordo com as jurisdições. Atualmente, é geralmente (mas não sempre) uma pena de substituição à pena de morte nos países onde esta foi abolida.
No Alcorão, se uma mulher é acusada de promiscuidade, e esta promiscuidade é confirmada por quatro testemunhas, então ela deve ser presa até a sua morte.

No Brasil, 46% aceitam pena de morte e 51%, prisão perpétua
Nos últimos 12 meses, quatro em cada cinco brasileiros mudaram de hábitos por causa da violência. Como resultado direto, também é cada vez maior o número de pessoas a favor de punições maiores, incluindo pena de morte, prisão perpétua e diminuição da maioridade penal. Em alguns casos, defende-se até a violência policial. É o que mostra pesquisa CNI/Ibope sobre segurança, feita em julho, com 2.002 pessoas em 141 cidades.
Mesmo concordando com o uso de penas alternativas em casos de delitos leves, 83% dos entrevistados acredita que penas mais severas reduziriam a criminalidade. A maioria reclama que a impunidade vem aumentando. Mais da metade (51%) apoia totalmente a prisão perpétua, inexistente no Brasil. Um porcentual significativo – 31% – defende a adoção da pena de morte e outros 15% acham que pode ser justificada em alguns casos.
O levantamento informa, ainda, que 80% dos brasileiros mudaram seus hábitos no último ano, por causa da violência. A maior parte dos entrevistados pela CNI prefere não andar com dinheiro, preocupa-se mais ao chegar ou sair de casa e do trabalho, evita sair à noite e até mesmo deixou de circular por determinadas ruas ou bairros como medida de segurança. O mesmo número de pessoas diz ter assistido, nos últimos 12 meses, algum ato de violência ou algum crime; 30% foi ou teve um parente próximo vítima de um crime.
Apesar dessa visão, a pesquisa mostra que um quarto dos entrevistados, mesmo sem ter confiança na polícia, acredita que a violência oficial pode ser justificada pela violência dos criminosos. Outros 25% concordam em parte com essa afirmação.

Maioridade
O constante envolvimento de menores em crimes tem um reflexo claro na pesquisa. Essa é uma das questões em que há maior unanimidade nas respostas: 75% dos entrevistados defendem a redução da maioridade para 16 anos e o mesmo número acredita que adolescentes que cometem crimes violentos deveriam ser punidos como adultos.

Opinião
– 60% concordam com penas alternativas para crimes menos graves
– 57% acreditam que não haverá redução da criminalidade com a legalização da maconha
– 65% dos entrevistados concordam com a proibição de venda de bebidas alcoólicas após a meia-noite para reduzir índices de violência
– 53% são favoráveis à privatização dos presídios

7289 – Medicina – Esperança na Biônica


Cyborg

Os mais velhos certamente se lembram do astronauta Steve Austin, interpretado pelo ator Lee Majors, que sofre um grave acidente aéreo em que perde um olho, um braço e as pernas.
Para “reconstruí-lo”, Goldman, chefe do Escritório de Inteligência Científica (OSI, na sigla em inglês), utiliza a tecnologia desenvolvida em um projeto ultra-secreto e implanta em Austin próteses artificiais, ao custo dos seis milhões de dólares do título. A operação é um sucesso e acaba não apenas resgatando os movimentos e a visão do personagem, como lhe dá superpoderes. Com força e velocidade sobre-humanas, olhos capazes de enxergar a quilômetros de distância, Austin torna-se, além de “homem biônico”, agente secreto.
Hoje, cientistas dos principais laboratórios de pesquisa do mundo estão desenvolvendo sistemas muito além das pernas e braços mecânicos ou aparelhos de surdez usados atualmente. São soluções que têm tudo para deixar até o homem biônico da TV para trás.

Audição
Algumas estão se tornando comuns, como os implantes cocleares, que já ajudaram mais de 40 mil pessoas a ouvir novamente, inclusive no Brasil. O sistema é composto por um minúsculo microfone, que coleta ondas sonoras, e um processador, que transforma as ondas em impulsos elétricos. Os impulsos são transmitidos a um receptor que os envia a um conjunto de microeletrodos implantado dentro da cóclea, um dos orgãos internos que compõem o ouvido. Ali, os eletrodos estimulam os nervos auditivos, fazendo com que o usuário recupere a audição.
O implante coclear, entretanto, não funciona para casos em que os nervos auditivos estão irremediavelmente danificados. Para tentar resolver a limitação, laboratórios como o do Centro Médico da Universidade de Georgetown, estão desenvolvendo a nova geração de ouvidos artificiais. A idéia é fazer com que o som, convertido em sinais elétricos, seja enviado diretamente aos centros no cérebro responsáveis pela audição.

Membros
Centros como o Departamento de Engenharia Biomédica da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo sistemas para restaurar a mobilidade de indivíduos que têm mãos e braços paralisados. Aparelhos minúsculos, pouco maiores do que um grão de arroz, já foram implantados em músculos de pacientes com resultados mais do que animadores. Os dispositivos, chamados bions, têm eletrodos que estimulam os músculos a partir de sinais enviados via ondas de rádio por transmissores contidos em um pequeno computador, que pode ficar no bolso da camisa. Cada bion recebe sinais diferentes, para permitir que o paciente realize movimentos como abrir a mão ou agarrar um objeto.
Um dos mais avançados projetos de mão artificial é conduzido na Universidade Loughborough, Inglaterra. O projeto, liderado por Homer Rahnejat e Russell Speight, desenvolveu uma prótese que interpreta sinais cerebrais para realizar movimentos. Tem 16 diferentes níveis de movimento e mexe os dedos independentemente para realizar tarefas complexas, como tatear e pegar pequenos objetos. Ou seja, nada parecido com o movimento de Capitão Gancho das mãos mecânicas comuns. Rahnejat e Speight estão trabalhando em um sensor táctil para ser inserido sob uma pele artificial que irá cobrir a mão biônica.

Desenvolver pernas artificiais eficientes é outro desafio que a ciência tem conseguido resolver. Há quase quatro anos, a empresa alemã Otto Bock tem vendido versões da C-Leg, uma perna computadorizada que permite aos usuários andar com surpreendente facilidade. O equipamento tem processadores e motores que controlam dispositivos hidráulicos e ajudam a ajustar os movimentos adequados. Apesar do preço – cerca de US$ 40 mil -, a empresa já vendeu mais de 4 mil unidades.
O problema dessa e de outras pernas artificiais está na precariedade do joelho, articulação complexa que permite movimentos como agachar, girar para os lados ou chutar uma bola. Para tentar solucionar a questão, alternativas estão sendo desenvolvidas em alguns laboratórios, a principal delas no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Olhos
Certos tipos de deficiência visual podem ser solucionados com transplantes – mas ocorre que a oferta de córneas para doação é muito menor que a demanda. Por isso, cientistas em todo o mundo pesquisam alternativas biônicas. Como um dos principais motivos de cegueira deve-se a problemas na retina, o processador neural localizado no fundo do olho, é aí que se concentram as principais experiências.
Os dois principais modelos que estão sendo testados de retinas artificiais são o implante subretinal e o epiretinal. O primeiro, inserido na própria retina, é um chip com milhares de minúsculos dispositivos sensíveis à luz, equipados com eletrodos instalados em uma finíssima placa. A luz, ao atingir a retina, ativa os diodos. Estes passam a corrente aos eletrodos que estimulam os neurônios. A equipe de Alan Chow, da empresa americana Optobionics, já implantou seis chips subretinais em pacientes que, segundo o pesquisador, “têm mostrado ganhos substanciais de suas funções visuais”.
No implante epiretinal, o chip é inserido externamente à retina. O chip recebe sinais elétricos, que contêm informações de imagens capturadas por uma câmera, e gera outros sinais que estimulam o nervo óptico, que, por sua vez, leva os impulsos até o cérebro.

Ciborgues
Há centenas de cientistas em todo o mundo pesquisando tecnologias para que seres humanos recuperem sentidos ou movimentos. Certamente nenhum tão radical quanto o inglês Kevin Warwick. O professor da Universidade de Reading não quer apenas ajudar na criação de homens biônicos – ele quer ser o primeiro.
Em 1988, Warwick implantou no próprio antebraço um chip que emite sinais para ativar aparelhos como seu computador. No ano passado, tornou-se cobaia de um novo implante, capaz não apenas de enviar, mas de trocar informações. Um conjunto de 100 eletrodos, do tamanho de uma moeda, foi inserido próximo a seu punho esquerdo, ligado a 22 fios que percorrem seu braço e saem próximos ao cotovelo. Deixando o corpo de Warwick, os fios são ligados a uma série de equipamentos eletrônicos e computadores que convertem os impulsos provenientes de seu sistema nervoso em sinais digitais.
Um grande passo para um futuro em que homens não utilizarão implantes artificiais somente para superar suas deficiências, mas para aumentar suas habilidades. No lugar de próteses para ajudar a andar ou escutar, o cientista imagina dispositivos que aumentam a força, a velocidade, o alcance da visão ou da audição.
Para o cientista, o surgimento de homens biônicos é inevitável. “Será necessário, se quisermos competir com máquinas mais inteligentes que humanos. O upgrade para ciborgues fará com que as máquinas não fiquem contra nós, pois estaremos unidos a elas.”

7288 – Novos estudos sobre homossexualismo


Uma equipe de cientistas está propondo um novo modelo biológico para explicar a existência da homossexualidade usando a epigenética -ou seja, alterações na maneira como os genes são lidos, e não no próprio DNA.
A proposta é que a homossexualidade seria consequência da transmissão, para os filhos, de marcadores responsáveis pela ativação de genes que direcionam o desenvolvimento sexual.
O estudo teórico foi publicado neste mês na revista científica “The Quarterly Review of Biology”. William Rice, da Universidade da Califórnia, é o autor principal.

Epigenética
Os marcadores epigenéticos são moléculas que se ligam ao DNA, ajudando a ativar ou silenciar genes.
Na maioria das vezes, essas marcas não passam de uma geração para outra, sendo apagadas e restabelecidas de outra maneira nos óvulos e espermatozoides.
As marcas que aumentam a sensibilidade ao hormônio masculino testosterona na gestação garantem a masculinização de bebês meninos, enquanto as que diminuem a sensibilidade à testosterona “feminizam” as meninas (mulheres têm testosterona, pois ela também é produzida nas glândulas adrenais).
Quando essas marcas não são apagadas em meninas, porém, elas dariam origem a filhas com tendências homossexuais. E, quando as marcas que diminuem a sensibilidade à testosterona passam para os filhos, dariam a eles mais tendências à homossexualidade.
A simulação do modelo mostrou que isso pode se manter na população.
A proposta tenta explicar a prevalência da homossexualidade em 8% da população humana, predominantemente em famílias, bem como o fato de estudos genéticos não mostrarem uma explicação consistente para isso.
No caso de gêmeos idênticos, nem sempre ambos são gays, embora eles compartilhem 100% de seus genes. Isso sugere um fator hereditário além da genética.
O modelo prevê, por exemplo, que estudos epigenéticos vão mostrar diferenças significativas entre heterossexuais e homossexuais.
Segundo Jaroslava Valentová, antropóloga do Centro de Estudos Teóricos da Universidade Karlova, na República Tcheca, e especialista em evolução da homossexualidade, o estudo apresenta uma “real alternativa para o desenvolvimento e a evolução” dessa orientação.
A busca por explicações biológicas para a homossexualidade, faz sentido porque formas de relacionamento entre membros do mesmo sexo são encontradas em quase todas as culturas estudadas, e estão presentes ainda em vários outros animais.

homossexualismo