7271 – Por que a China ocupa o Tibete?


Interesse geográfico
O Tibete faz fronteira com a Índia. A proximidade ajuda a China a ficar de olho no vizinho, que vira-e-mexe ameaça invadir a região.
“O Tibete é um pedaço de terra rico em recursos naturais, como ouro, zinco, manganês e madeira”, afirma Alison Reynolds, diretor da Campanha pelo Tibete Livre.
Ao garantir a unidade territorial com mão de ferro, os chineses procuram evitar o colapso que desmembrou a ex-União Soviética, repartida em 14 repúblicas com o fim do socialismo.
De qualquer forma, a China alega ter evidências de que o país lhe pertence desde tempos ancestrais. De fato, a ocupação atual se mantém mais ou menos inalterada desde o século 13, quando o Tibete foi incorporado ao império chinês. Essa situação só foi interrompida em 1912, quando a revolução republicana pôs fim ao império. Na ocasião, os tibetanos aproveitaram a confusão para expulsar os chineses e declararam a independência. Mas a situação piorou em 1959: após vários conflitos, uma rebelião em Lhasa, capital do Tibete, foi reprimida com violência pelo governo comunista chinês, que já havia retomado o território tibetano em 1949. Depois da treta, o dalai-lama, líder religioso e político do Tibete, teve de fugir a pé com seus seguidores pelas montanhas da região. Atualmente, ele está exilado na Índia, de onde luta pela independência de seu país.

7270 – Para onde vão os espermatozóides de quem faz vasectomia?


Presos na metade do caminho, eles morrem e são absorvidos pelo corpo. A “tragédia” acontece nos canais deferentes, tubinhos que levam os espermatozóides dos testículos, onde são produzidos, até o ducto ejaculatório, onde se misturam ao sêmen e são expelidos para fora do pênis. Na vasectomia, os canais deferentes são cortados, amarrados e cauterizados. Os espermatozóides saem dos testículos e encontram o bloqueio, onde resistem por algumas horas antes de desaparecer para sempre, sem ver a luz do óvulo.
Como não cumprem sua missão, com o tempo os espermatozóides param de ser produzidos. Nos primeiros 30 dias após a cirurgia, no entanto, ainda é preciso se prevenir contra uma gravidez indesejada, já que alguns espertinhos podem sobrar pelo caminho. Dois meses após ser vasectomizado, o homem deve fazer um espermograma, exame que verifica a quantas andam os espermatozóides presentes no sêmen – se a cirurgia deu certo, não haverá nenhum. Eles se vão, mas a vida continua.
A vasectomia não causa impotência nem interfere na atividade sexual.
Arrependidos podem tentar uma cirurgia de reversão, mais cara e complexa, e nem sempre bem-sucedida. Não à toa, os adeptos desse método anticoncepcional costumam ser maiores de 35 anos de idade que já têm filhos.
Sob anestesia local, é feito um corte de 1 cm no escroto. Os canais deferentes, que saem dos testículos, são cortados, amarrados e bloqueados. A cirurgia leva cerca de 30 minutos. Nem se vê a cicatriz e o paciente sai do hospital no mesmo dia. Depois de sete dias, pode voltar a transar.
Os espermatozóides produzidos nos testículos não conseguem passar adiante e ficam presos no interior dos canais deferentes. Depois de algumas horas, eles se degeneram e são absorvidos pelo corpo. O processo é indolor e não causa nenhum dano ao organismo.
Com o passar dos anos, os testículos ficam levemente inchados e param de produzir os gametas masculinos. Na ejaculação, é liberado somente o líquido seminal (aquela gosma esbranquiçada), que é produzido nas vesículas seminais e na próstata. A vasectomia não altera sua quantidade.

7269 – (In) Sustentabilidade – Carbon Visuals mostra o espaço que as emissões de carbono ocupam na Terra


N York sitiada pela poluição
N York sitiada pela poluição

Estas inúmeras esferas azuis aglomeradas em Nova York representam a quantidade de dióxido de carbono emitida pela cidade em apenas um dia. Achou impressionante? Agora pense que cada uma destas bolinhas corresponde a uma tonelada de vapor deste gás que é o principal causador do efeito estufa e dos efeitos da poluição.
Tais projeções 3D são desenvolvidas pela agência Carbon Visuals, com base em dados científicos. O objetivo é comunicar com mais clareza o tamanho da nossa pegada ambiental na Terra. “Estamos mudando a atmosfera do planeta e o pouco que estamos mudando é o que controla a temperatura. O problema é que não conseguimos ver os gases na atmosfera, porque eles são invisíveis. E isso torna muito difícil de nos engajarmos neste desafio que chamamos de mudança climática”, disse Antony Turner, presidente do Carbon Visuals, em palestra do TEDx.
No site da Carbon Visuals também é possível assistir a vídeos que mostram a dimensão das emissões de algumas atividades do Reino Unido, como a produção de batata ou o funcionamento de seus prédios públicos, entre outras. Há também uma ferramenta gráfica que mostra o espaço ocupado pelas emissões de diferentes países e regiões.
O resultado das emissões das Américas Central e do Sul em um ano é um cubo de 9.3 km de dimensão, como você vê melhor abaixo. Você consegue enxergar a escala de tamanho que o carbono ocupa na atmosfera?

7268 – De ☻lho no fim do Mundo – Qual a diferença entre o calendário maia e o asteca?


Calendário Asteca
Calendário Asteca

O calendário que normalmente tem sido divulgado em blogs, sites e redes sociais não é o calendário maia e, sim, a Pedra do Sol Asteca, uma representação muito conhecida e que, na verdade, nem pode ser chamada de calendário.
“As pessoas usam as questões relacionadas ao calendário maia, mas nas ilustrações colocam a Pedra do Sol Asteca, que nem calendário é”, conta Leila Maria França, doutora em arqueologia do Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da USP. Leila explica que apesar dos dois povos mesoamericanos possuírem sistemas de calendários parecidos, os maias utilizavam um calendário a mais, que, até onde se sabe, era desconhecido pelos astecas.
Esse calendário é chamado de Conta Longa e tem o objetivo de contar a história dos reis maias. Possui um ciclo de 5 114 anos e ficou conhecido recentemente por ser usado como base para boatos sobre o fim do mundo, marcado para o dia 21 de dezembro de 2012. Para a arqueóloga, no entanto, a previsão não faz sentido, pois o final do calendário de Conta Longa prevê apenas o fim de um ciclo, como no caso de um ano solar.

Calendário Maia, este é o certo
Calendário Maia, este é o certo

“Os Maias jamais deixaram registros que nos fizessem crer que eles acreditavam no fim no mundo. Em todos os seus calendários, eles acreditavam que após o fim de um ciclo, outro se iniciaria”.
É possível diferenciar os calendários maia e asteca pelas simbologias específicas de representação de cada povo, explica a arqueóloga.“Se você olhar um calendário maia, vai ver que os grifos são todos arredondados e sistematizados. Os maias também usavam pontos e barras para se referir aos números do calendário e alguns símbolos”.