7266 – O que é chuva ácida?


É um dos problemas ambientais mais sérios da atualidade, causado pelos gases tóxicos liberados na queima de combustíveis como o carvão e o petróleo. Depois que as chaminés das indústrias e os escapamentos dos carros despejam no ar a sujeira da combustão, uma parte da poluição reage com o vapor d’água e outros componentes da atmosfera. Nesse processo, os gases poluentes se transformam em ácidos, que caem sobre a terra misturados com as gotas de tempestade, neblina ou nevoeiro. Daí vem a acidez da chuva, que pode destruir florestas, acabar com os nutrientes do solo, matar a vida aquática e prejudicar a saúde humana. Na Europa, o problema é pesquisado desde o século 17, mas ganhou fama na década de 60, com o declínio no número de peixes em lagos do continente.
Apesar de o fenômeno ter atingido inicialmente as regiões industrializadas do Primeiro Mundo, hoje ele é mais grave entre os chamados “tigres asiáticos” – países como Cingapura e Taiwan, que se industrializaram recentemente, mas ainda possuem regras frouxas de proteção ambiental. No Brasil, uma das cidades que mais sofria com as chuvas ácidas era São Paulo. “Não há medidas precisas, mas é provável que ocorressem muitas precipitações ácidas no final na década de 70”.
Em primeiro lugar, os combustíveis foram purificados e hoje não contêm dióxido de enxofre, um gás que origina o ácido sulfúrico da chuva ácida. Em segundo, todas as indústrias do município instalaram filtros. E, por último, a maioria dos veículos já tem catalisadores, que reduzem a poluição da queima de combustíveis. Com isso, a chuva de São Paulo hoje é apenas levemente ácida.
A origem da chuva ácida está na fumaça que as chaminés das fábricas e os escapamentos dos carros lançam na atmosfera. A queima de petróleo e carvão libera gases poluentes — entre eles o dióxido de enxofre, os óxidos de nitrogênio e o monóxido de carbono, compostos tóxicos que servem como matéria-prima para as gotas de chuva nocivas.
Nem sempre a tempestade cai no mesmo lugar em que os poluentes foram liberados, porque as correntes de vento podem transportar os gases tóxicos por mais de 2 mil quilômetros. Isso explica como o arquipélago das Bermudas, no Caribe, ou as montanhas amazônicas do sul da Venezuela, onde não há indústrias, sofrem tanto com a chuva ácida.
Durante o transporte, os gases poluentes entram em contato com o vapor d’água e com os gases que compõem a atmosfera, como o oxigênio e o nitrogênio. Estimulados pela energia solar, esses compostos vão reagir e gerar as substâncias que compõem a chuva ácida.
As reações fazem com que o ar apresente uma concentração elevada de compostos ácidos, principalmente de ácido sulfúrico e ácido nítrico. Quando chove, as gotas levam esses ácidos do ar para a terra. Nos casos mais graves, o nível de acidez na chuva pode ser superior ao de um suco de limão.
Como as gotas ácidas destroem objetos de calcário, mármore e cobre, alguns monumentos sofrem forte corrosão. A acidez é tão poderosa que rompe até mesmo as camadas de resina que protegem as pinturas dos carros, fazendo a carroceria enferrujar.
Em contato com a vegetação das florestas, as gotas ácidas queimam as folhas das plantas, produzindo manchas amareladas e pequenos buracos. Com isso, reduz-se a capacidade da árvore de obter energia por meio da fotossíntese. As plantas passam a crescer mais lentamente e raramente atingem seu tamanho normal.
No solo, a chuva ácida dissolve os principais nutrientes das plantas e carrega-os na enxurrada. Pior: a acidez das gotas libera alumínio e cádmio, compostos tóxicos para plantas e animais do local.
Para o homem, ficar molhado em uma tempestade ácida ou nadar em um lago ácido pode deixar a pele bem ressecada, mas não oferece maiores riscos. O problema são os poluentes que originam o fenômeno: se inalados por muito tempo, eles causam náusea, dor de cabeça e doenças respiratórias graves.
Os lagos ácidos chegam a ter acidez superior à do vinagre, afetando toda a vida aquática. Os mais atingidos são os peixes: espécies sensíveis, como a truta, desaparecem rápido. No nordeste dos Estados Unidos, existem lagos ácidos sem um único peixe.

7265 – Para que serve o papo do pelicano?


Para facilitar a captura de peixes. A bolsa gular, popularmente chamada de papo, permite que o pelicano fisgue presas maiores sem que elas escapem – o que é comum acontecer entre as aves que seguram o alimento com o bico. “Dessa forma, eles gastam apenas uma hora por dia em busca de comida, o que representa uma vantagem do ponto de vista evolutivo.
A estrutura, uma distensão do tecido da mandíbula, é extremamente elástica e pode armazenar até 13 litros – ficando quase do tamanho da própria ave. A maior parte desse volume, no entanto, é de água, que precisa ser expelida por entre as mandíbulas. Só então o peixe (que pode pesar até 2 kg) é engolido.
Outras aves, como guarás e flamingos, também apresentam o papo, mas o tamanho nem se compara aos da família Pelecanidae. No Brasil, o único representante da família é o pelicanopardo, encontrado na bacia amazônica. O peixe pode ficar vivo por um bom tempo dentro do papo. Mas o pelicano costuma engoli-lo poucos segundos após capturá-lo.

7264 – Como o cacto sobrevive no deserto?


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Por meio de um inteligente conjunto de adaptações que desenvolveu ao longo de sua evolução. Há dezenas de espécies diferentes, com alguns “espinhões” chegando a medir quase 20 metros de altura, enquanto outros não passam de 1 centímetro. Os cactos também têm flores, e alguns dão até frutos comestíveis, como o figo-da-índia, que, apesar do nome, nasce de uma variedade tipicamente mexicana.
Alguns cactos ainda foram além nas artimanhas para sobreviver. Os simpáticos cactos em formato de bola chegaram ao desenho perfeito: combinam a maior capacidade de armazenamento com a menor superfície exposta, podendo guardar muita água e sofrer a mínima transpiração possível.
Em geral, as folhas são a área em que uma planta mais perde água. Como não podem se dar a esse luxo, em vez de folhas os cactos têm estruturas modificadas, os espinhos. A pele espinhosa ainda ajuda na proteção contra animais à procura de um golinho d’água na polpa do cacto.
O caule de muitas espécies é revestido de um tipo especial de cera. Essa cera faz com que a água da transpiração da planta não se espalhe demais e evapore – ao contrário, as gotinhas escorrem para o solo, onde são reabsorvidas pelas raízes.
As células do córtex, no caule, são adaptadas com paredes flexíveis. Em épocas de chuva, dilatam para armazenar bastante água; quando rola a seca, elas murcham, doando água para que outras células importantes, como as que fazem fotossíntese, possam sobrevive.
É tão raro chover no deserto que, quando isso rola, os cactos precisam pegar o máximo de água, o mais rápido possível, antes que ela evapore. Para isso, contam com um emaranhado de raízes que ficam próximas à superfície e se estendem por uma área bem grande.

7263 – As leis de trânsito mais bizarras do mundo


Cingapura
Nesta ilha asiática, quem para a menos de 50 m do pedestre que está atravessando a rua fica sujeito a uma notificação.O difícil é enxergar um pedestre a 50 m!
Rússia e Romênia
Nesses países, dirigir um carro muito sujo rende multa. Mas a definição de “muito sujo” depende do policial. Pelo sim, pelo não, melhor manter a lataria sempre brilhando.
EUA
Alô, você, beduíno que migrou para a América. O governo do estado de Nevada alerta que é proibido “dirigir” camelos em rodovias. Mas nas ruas normais ainda dá…
EUA
Na Califórnia, não se pode praticar caça esportiva ao volante, pois manusear uma arma de fogo pode atrapalhar o motorista. Agora, se ele usá-la para atirar em baleias (!), tudo bem!
Grécia
Não é a crise, é a lei: quem estaciona o carro em local proibido corre o risco de ter a placa do veículo levada embora. Por ladrões? Não, não. Pelos policiais mesmo.
Arábia Saudita
O ano é 2011, viagens espaciais são comuns e a revolução sexual é notícia mais velha do que andar para trás… Mas, na Arábia Saudita, as mulheres ainda são proibidas de conduzir um veículo.
Suíça
Aqui, você tem mais tempo para a macarronada da mama ou para ir à missa: é proibido lavar o carro aos domingos. Não adianta insistir: você tem outros seis dias para isso!
Espanha
Está de férias em Madri ou Barcelona e perdeu seu Ray-Ban? Então é melhor chamar um táxi. A legislação do país proíbe dirigir em dias de sol sem óculos escuros.
EUA
No estado da Flórida, você só pode estacionar uma caminhonete em frente a uma residência se a casa for sua. Outros carros estão liberados.
Dinamarca
Antes de ligar o carro, além de checar freios, buzina, direção e faróis, você deve conferir se não há alguém escondido sob o veículo. Nunca se sabe onde um viking pode estar espreitando, né?

7262 – O maior povo sem país


É o povo curdo, um grupo de cerca de 36 milhões de pessoas que se espalha pelo leste da Turquia, norte da Síria e do Iraque e noroeste do Irã. Até o início do século 20, os curdos pouco se importavam em ter um país, levando uma vida de pastores itinerantes de cabras e ovelhas e tendo como principal elemento de identidade sua organização social, baseada na lealdade aos clãs. Porém, o maior controle das fronteiras nacionais após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) impediu o livre deslocamento de seus rebanhos e forçou a maioria dos curdos a estabelecer-se em aldeias fixas e adotar a agricultura, fazendo surgir o nacionalismo e a luta pela criação de uma nação própria, projeto duramente reprimido pelos governos da Turquia e dos países vizinhos. Mas conseguir o próprio país não é aspiração exclusiva dos curdos. Ela faz parte das reivindicações de vários outros povos – grupos de indivíduos que são originários de uma mesma região, falam o mesmo idioma e têm costumes, hábitos, história, tradições e cultura em comum. Em geral esses povos não possuem hoje o próprio país por serem minorias étnicas na área que habitam, sendo submetidos a poderosas forças políticas ou militares, que representam interesses contrários à sua autonomia.
Na Turquia, onde vive a maioria do povo curdo, seu idioma é proibido e cerca de 10 mil deles estão presos por motivos políticos. Na década de 1990, milhares de curdos foram mortos por armas químicas lançadas pelo ex-ditador Saddam Hussein no Iraque. Apos a queda dele, a situação do povo no país melhorou.

Outros Povos:

Tibetanos

POPULAÇÃO – 6,2 milhões

TERRITÓRIO REIVINDICADO – 1,2 milhão de km2 (equivale ao Pará)

Descendentes de pastores que vivem na região noroeste do que e hoje à China há 2 200 anos, os tibetanos costumavam viver numa sociedade semifeudal dominada pela classe de sacerdotes budistas. Desde o século 13, o povo sofre a dominação de outros inimigos. Em 1990, o Tibério foi invadido pela China, sendo ocupado e anexado em seguida. Para contrabalançar a demografia da região, o governo de Pequim enviou mais de 6 milhões de chineses para viver no Tibete.
A china continua a reprimir as atividades políticas e religiosas e região, que tem passado por rebeliões esporádicas, sempre duramente combatidas por Pequim.

Palestinos
TERRITÓRIO REIVINDICADO – 6 mil km2 (equivale ao Distrito Federal)
Os palestinos são descendentes dos filisteus, povo que chegou ao Oriente Médio há 14 mil anos, época em que explodiram os primeiros confrontos com israelitas, que também habitavam a região. Submetidas ao Império Otomano e depois pelos britânicos, os palestinos perderam a chance da independência em 1948: com a de Israel, boa parte de seu território foi ocupado pelo novo país.
Em 1994 foi estabelecida a Autoridade Palestina, um governo semi-autônomo que obteve controle sobre partes do antigo território. Os palestinos moderados defendem a ampliação da autonomia e a convivência com os israelenses. Os radicais exigem a destruição de Israel.

5 Milhões de Ciganos
Originário do norte da Índia, de onde saíram por volta do século 11, os ciganos espalharam-se pelo mundo. Hoje, habitam praticamente todos os país do Ocidente. Nômades sem reivindicação territorial, eles têm sido vitimas de preconceito cultural, repressão política e até mesmo campanhas de extermínio. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) os nazistas mataram pelo menos 400 mil deles.
Resistindo a integrar-se à sociedade, eles procuram manter seus costumes nômades tradicionais. As perseguições são coisa do passado na maior parte do mundo. O preconceito cultural e a discriminação não.

Bascos
A tribo dos Vascones antepassados dos bascos atuais, vivia em áreas que hoje fazem parte da Espanha e da França há pelo menos 2 mil anos. Depois de resistir a diversas invasões estrangeiras, eles foram incorporados em sua maioria ao território espanhol e, no século 20, sofreram intensas perseguições durante o governo do ditador Francisco franco, a quem se opuseram inclusive com luta armada.
Após a morte de Franco e a redemocratização da Espanha, na década de 1970, os bastos obtiveram mais liberdade e certa autonomia política. Mas isso não apaziguou os movimentos separatistas mais radicais, que continuam com seus atentados.

Chechenos
Em sua maioria muçulmanos os chechenos originam-se de tribos que vivem há séculos nas montanhas da região do Cáucaso. Entre as décadas de 1830 e 1850, eles opuseram feroz resistência armada às conquista que a Rússia fazia naquela área. Como fim da União Soviética, em 1991, a região virou república independente. Mas, em dezembro de 1994, a Rússia invadiu a Chechênia, causando uma guerra com cerca de 100 mil mortes.
As tropas russas têm controle das principais cidades. Mas a rebelião contra sua presença prossegue com atentados e violência.

7261 – Como alguns países enfrentam invernos rigorosos?


No Canadá e na Suécia, dois dos países mais frios do mundo, a neve raramente interrompe as atividades dos cidadãos. Seja em pequenas cidades, seja em metrópoles, há investimento pesado na limpeza de vias públicas, soluções arquitetônicas e hábitos populares que ajudam a manter pessoas e veículos circulando apesar do clima desfavorável. Nesses países, as construções têm isolamento térmico, todo mundo acompanha a previsão do tempo e, em creches e escolas, a criançada sai diariamente para brincar no pátio, mesmo com temperaturas abaixo de -10 oC.
Todo ano, milhões de dólares são gastos pelo poder público para remover a neve de ruas e estradas. Além de bancar os veículos usados na operação, há gastos com o sal despejado para acelerar o derretimento e com o armazenamento de neve retirada. A limpeza das calçadas é responsabilidade do dono de cada terreno.
Telhados que se estendem pela lateral da construção captam luz solar por mais tempo, mantendo a casa mais aquecida. A inclinação ajuda a neve a escorrer, evitando o acúmulo, que pode sobrecarregar a cobertura. Além disso, as casas possuem isolamento térmico em portas, janelas e paredes.
O sal usado na remoção da neve gruda no vidro dos carros, formando uma camada esbranquiçada. Para limpar, só abastecendo o esguicho do para-brisa com um fluido especial. Outro item essencial são os pneus de inverno, com ranhuras mais fundas para não deslizar na neve e borracha que não racha no frio.
Em algumas grandes cidades, dá para percorrer toda a região central por baixo da terra. Galerias subterrâneas interligadas, cheias de lojas e lanchonetes, como num shopping center, podem ser acessadas pelas estações de metrô. Escadas rolantes ligam as galerias a estabelecimentos comerciais no solo.
Às vezes, a neve derrete e congela novamente, formando uma perigosa camada de gelo – essa é uma das raras situações que interrompem a rotina das pessoas. Para prevenir acidentes, algumas cidades têm canais de rádio e TV dedicados a informar sobre os estabelecimentos fechados por condições climáticas adversas.
Os motoristas são obrigados a ter ferramentas para o caso de o carro ficar soterrado na neve. Além de uma espátula para raspar gelo da lataria, uma escova ajuda a tirar a neve acumulada nas ranhuras dos pneus. Além disso, um kit de sobrevivência, com lanterna, cobertor, pilhas e velas, também é obrigatório.
Cobrir as extremidades do corpo com gorro, botas e luvas ajuda a não perder calor. A roupa é vestida em camadas: uma camiseta de tecido sintético transfere a umidade do corpo para uma blusa de lã, que deixa o ar circular e mantém estável a temperatura. Por cima, um jaquetão impermeável isola o corpo da neve e do frio

• Montreal, uma das maiores cidades do Canadá, gasta cerca de R$ 240 milhões por ano limpando a neve das ruas.

7260 – Já nevou no deserto do Saara?


O fenômeno só rolou uma única vez, mas foi uma nevasca bem no coração do deserto. Tudo ocorreu em 18 de fevereiro de 1979, no sul da Argélia. Existem poucos relatos científicos sobre o fato, mas é provável que a nevasca tenha acontecido durante a noite, quando a temperatura no deserto pode cair abaixo de 0ºC. A tempestade de neve durou apenas meia hora e não deixou vestígios, pois a neve derreteu em poucas horas. Os cientistas arriscam que a principal explicação para a nevasca no Saara é a baixíssima umidade do local. Isso ocorre porque as montanhas do Atlas, ao norte do Saara, “emparedam” o deserto, impedindo a entrada de ar úmido. Passam apenas algumas massas de ar seco, que em condições raras podem fazer chover – ou, em condições ainda mais raras, fazer nevar. “Com baixa umidade, a água que cai das nuvens tende a passar direto do vapor para o estado sólido porque a temperatura da superfície das gotículas diminui, formando cristais de neve.
É a mesma coisa que acontece quando saímos de uma piscina num dia com ar seco: sentimos frio porque a superfície das gotículas de água esfria”, afirma o pesquisador Andrew Heymsfield, da Corporação Universitária para a Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos. Só que não adiantaria nada ter ar seco e uma temperatura superquente – nesse caso, os cristais de gelo derreteriam. Por isso que a tempestade deve ter rolado à noite – o fato é que, para rolar uma nevasca, a temperatura não precisa estar abaixo de zero. “Existem muitos registros de neve a até 12 ºC, e o Saara pode perfeitamente ter atingido essa temperatura durante a noite”, diz Andrew. Se a neve é um fenômeno raro em desertos quentes, não é tão difícil de acontecer nos desertos frios. Um exemplo é o deserto de Atacama, no Chile, que tem uma camada de neve que nunca chega a derreter em suas partes mais altas.

Se todos os casais tivessem apenas um filho, em quanto tempo a raça humana se extinguiria?
Se isso realmente acontecesse, a raça humana sumiria daqui a 2 450 anos! A lógica dessa estimativa é que, se de um casal sai só um filho, a população diminui em 50% a cada geração. Quem nos ajudou a chegar a esse número foi um estatístico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que fez as seguintes contas para cravar os 2 450 anos:
Achar as variáveis da equação. Numa progressão geométrica (PG), precisamos do termo inicial, do final e da razão (a medida em que os termos aumentam ou diminuem). O termo inicial é a população mundial, cerca de 6,5 bilhões de pessoas. O termo final é 1, a última pessoa que vai sobrar. E a razão é 0,5, os 50% de redução a cada nova geração. Isso tudo considerando que, dos 6,5 bilhões de pessoas, 50% são homens e 50% são mulheres.
Calcular as gerações para que os 6,5 bilhões se reduzam a 1. O resultado é 33,6 – vamos arredondar para 34, afinal não existe “meia” geração de pessoas.
Transformar o número de gerações em anos. Para isso, foi considerada uma expectativa de vida de 70 anos para cada pessoa. Multiplicando por 34, chegamos a 2 380 anos.
Somar a vida da última geração. Aos 2 380 anos, somam-se mais 70 – os anos que o último habitante vai viver. Eis o resultado final: 2 450 anos. Como estamos em 2006, a extinção da humanidade seria no ano 4456.
É claro que isso é apenas um cálculo aproximado. “Há outras variáveis importantes que não foram consideradas na equação, como a quantidade de casais que efetivamente se casam, a fecundidade das pessoas e se todos são heterossexuais”.

7259 – Por que a neve é branca se o gelo é transparente?


Pela mesma razão que uma bolha de espuma é transparente, mas a espuma toda é branca. A primeira coisa que a gente precisa esclarecer é que o gelo não é totalmente transparente – ou seja, os raios de luz que iluminam o gelo não passam direto por ele. Os cientistas dizem que o gelo é translúcido: isso significa que os raios de luz que incidem sobre ele não saem na mesma direção em que entram. Esse lance rola porque tanto os cubos de gelo quanto a neve são formados por minúsculos cristais de gelo. Quando esses cristais são iluminados, cada um deles desvia um pouquinho os raios de luz. No caso do cubo de gelo, como o número de cristais é limitado, o desvio da luz é pequeno, o que nos deixa a impressão de que eles passam direto. Na neve, a quantidade de cristais é tão grande que os raios de luz ficam sendo desviados em cada cristal. Com esse bate-rebate, eles acabam voltando para o ambiente. O que a gente enxerga dessa reflexão é a própria cor da luz do Sol, o branco. Nesse ponto, pode aparecer uma outra dúvida comum: se a neve é branca, por que as geleiras parecem azuis? O negócio é que nas geleiras, os cristais de gelo são bem maiores que na neve.
Com cristais grandes, a luz consegue penetrar mais fundo no gelo. E aí, os cristais grandões vão absorver as ondas de algumas cores que formam os raios de luz branca (você sabe: o branco é a soma de todas as cores) e refletir as ondas de outras cores. Nesse caso, as ondas mais próximas do vermelho são absorvidas e as mais próximas do violeta e do azul voltam para o ambiente e são percebidas pelos nossos olhos. Por isso, a gente tem a impressão de que na geleira é tudo azul.

7258 – Mega Clássicos – ET no Cinema


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Filmes com o diretor e produtor, o mestre Spielberg você logo percebe a diferença: eles tem um toque de magia e com ET, de 1980 não foi diferente, a começar por um marcante e inconfundível tema musical e mais uma vez ele emocionou o público.
ET, é considerado um dos maiores sucessos de bilheteria de toda a história do cinema, sendo o primeiro filme a ultrapassar a marca 700 milhões de dólares. Foi a maior bilheteria da história do cinema (sem correção da inflação) por onze anos até ser derrubado por Jurassic Park em 1993, outro filme de Spielberg. Atualmente ocupa a 34º entre os mais bem sucedidos.
Em 2002, o filme foi relançado nos cinemas como parte das comemorações de seus vinte anos de lançamento, em uma nova versão que continha cinco minutos de novas cenas (que tinham ficado de fora na versão original), além de novos efeitos especiais e uma remasterização digital realizada em todo o filme. As armas dos agentes do FBI também foram substituidas por walkie-talkies, através da intervenção de computadores no filme original. Na ocasião do relançamento, entendia-se que a presença de armas num fime infantil seria inadequada, justificando-se a intervenção.
Um alienígena perdido na Terra faz amizade com um garoto de dez anos, que o protege de todas as formas para evitar que ele seja capturado e transformado em cobaia pelo serviço secreto americano. O menino ajuda o ET a regressar ao seu planeta.

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Elenco

Henry Thomas …. Elliott
Drew Barrymore …. Gertie
Dee Wallace …. Mary
Peter Coyote …. Keys
Robert MacNaughton …. Michael
C. Thomas Howell …. Tyler
Pat Welsh …. voz do E.T.
Erika Eleniak …. jovem menina bonita
K.C. Martel …. Greg
Sean Frye …. Steve

Oscar 1983 (EUA)
Vencedor nas categorias de melhor trilha sonora, melhores efeitos especiais, melhores efeitos sonoros e melhor som.
Indicado nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro original, melhor fotografia e melhor edição.

Globo de Ouro 1983 (EUA)
Vencedor nas categorias de melhor filme – drama e melhor trilha sonora.
Indicado nas categorias de melhor diretor, melhor roteiro e melhor revelação masculina (Henry Thomas).

Grammy 1983 (EUA)
Vencedor na categoria de melhor trilha sonora composta para um filme.

Prêmio Saturno 1983 (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, EUA)
Vencedor nas categorias de melhor música, melhor filme de ficção científica, melhor roteiro e melhores efeitos especiais.
Indicado nas categorias de melho ator (Henry Thomas), melhor diretor e melhor atriz coadjuvante (Dee Wallace-Stone).

Prêmio Eddie 1983 (American Cinema Editors, EUA)
Indicado na categoria melhor edição.

Academia Japonesa de Cinema 1983 (Japão)
Vencedor nas categorias de melhor filme em língua estrangeira e atuação mais popular (ET).

BAFTA 1983 (Reino Unido)
Vencedor na categoria melhor trilha sonora.
Indicado nas categorias de melhor fotografia, melhor direção, melhor filme, melhor edição, melhor maquiagem, melhor direção de arte, melhor roteiro, melhor som, melhores efeitos especiais, melhor estreante (Henry Thomas), melhor estreante (Drew Barrymore).

Prêmio César 1983 (França)
Indicado na categoria melhor filme estrangeiro.

Prêmio David di Donatello 1983 (Itália)
Vencedor na categoria melhor diretor – filme estrangeiro.

People’s Choice Awards 1983 (EUA)
Escolhido como o filme mais popular.

American Film Institute’s 100 Most Inspiring Movies of All Times (2006)
Classificado em sexto lugar entre os cem melhores filmes de todos os tempos.

No Brasil, “E.T.” estreou no dia 25 de Dezembro de 1982.
A face do “E.T.” foi elaborada tendo como molde as faces do poeta Carl Sandburg e do cientista Albert Einstein.
O comunicador utilizado pelo “E.T.” no filme realmente funcionava e foi construído por Henry Feinberg, um especialista em ciência e tecnologia.
Durante os testes para a escolha do protagonista de E.T., o Extra-terrestre, Henry Thomas imaginou que seu cachorro tinha morrido e utilizou esta ideia em sua audição para o papel, para transmitir o sentimento de tristeza. Steven Spielberg gostou tanto que terminou chorando durante a audição, e o escolheu para protagonizar o filme.
O ator Harrison Ford fez uma pequena ponta, como o diretor da escola de “Elliot”; no entanto, na edição final do filme, Spielberg decidiu cortar todas as cenas em que ele aparecia, por achar que o personagem era dispensável e servia apenas para distrair o público da história principal.
Quando foi lançada nos Estados Unidos da América, a versão em VHS de E.T., o Extra-terrestre, a fita veio numa capa verde, exatamente para diferenciar as cópias originais das piratas.
Na cena do Halloween, pode-se ver uma criança vestida como Yoda, personagem da série Star Wars e que tinha aparecido pela primeira vez em O Império Contra-Ataca (1980).
Anos após o relançamento do filme, Steve Spielberg estava pensando fazer a sequencia do E.T o extraterrestre passados 20 anos após o acontecimento, e estava pensando escalar novamente o mesmo elenco do filme original.

7257 – Evolução – Que mar, que nada…! – Vida complexa surgiu em terra firme


Uma nova e ousada hipótese, publicada na edição desta semana da revista científica “Nature”, diz que a criatura conhecida como Dickinsonia costata e com idade em torno de 560 milhões de anos, era uma espécie de líquen terrestre, e não um animal marinho, como a maioria das pessoas crê hoje.
A ideia está sendo defendida por Gregory Retallack, da Universidade do Oregon (EUA), e é importante porque se refere a um conjunto crucial de fósseis, a chamada biota de Ediacara.
Essas criaturas são os primeiros exemplos de vida multicelular -composta pela união cooperativa de muitas células num só organismo, como no corpo humano.
A maioria dos pesquisadores argumenta que esse passo-chave na história da vida teria ocorrido nos mares, levando à formação de seres como as atuais águas-vivas, por exemplo, e também outros que não deixaram descendentes vivos hoje.
Retallack, no entanto, ao examinar detalhadamente a química das rochas australianas onde a biota de Ediacara foi encontrada, diz que elas representam antigos solos de terra firme, nos quais esses organismos teriam se estruturado como os líquens modernos (que são a junção colaborativa de algas e fungos).
Outros cientistas, comentando a pesquisa, dizem que a ideia é interessante, mas demanda mais estudos.