6635 – Saúde – A Hipertensão Arterial


É uma doença crónica determinada por elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias, o que faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer circular o sangue através dos vasos sanguíneos. A pressão sanguínea envolve duas medidas, sistólica e diastólica, referentes ao período em que o músculo do coração está contraído (sistólica) ou relaxado (diastólica) entre batimentos. A pressão normal em repouso situa-se entre os 100 e 140 mmHg para a sistólica e entre 60 e 90 mmHg para a diastólica. Define-se como hipertensão a pressão sanguínea de valor igual ou superior a 140/90 mmHg.
A hipertensão pode ser classificada em hipertensão primária ou secundária. Cerca de 90 a 95% dos casos são classificados como hipertensão primária, o que significa que a elevada pressão sanguínea não tem causa médica identificável.
Os restantes 5 a 10% dos casos são motivados por outros transtornos que afectam os rins, artérias, coração ou o sistema endócrino.
A hipertensão arterial é um dos principais factores de risco para a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais, enfartes do miocárdio, aneurismas das artérias (p.e. Aneurisma da aorta), doenças arteriais periféricas, além de ser uma das causas de Insuficiência renal crónica. Mesmo que moderado, o aumento da pressão sanguínea arterial está associado à redução da esperança de vida. O controle da pressão sanguínea pode ser conseguido com alterações nos hábitos alimentares e do estilo de vida, reduzindo assim o risco de complicações clínicas, embora o tratamento através de fármacos seja normalmente necessário em indivíduos nos quais a adopção de um estilo de vida saudável se mostre insuficiente ou ineficaz.
Sintomas

Hipertensão arterial é doença traiçoeira, só provoca sintomas em fases muito avançadas ou quando a pressão arterial aumenta de forma abrupta e exagerada. Algumas pessoas, porém, podem apresentar sintomas, como dores de cabeça, no peito e tonturas, entre outros, que representam um sinal de alerta.

Tratamento

O objetivo do tratamento deve ser não deixar a pressão ultrapassar os valores de 12 por 8.

Nos casos de hipertensão leve, com a mínima entre 9 e 10, tenta-se primeiro o tratamento não medicamentoso, que é muito importante e envolve mudanças nos hábitos de vida. A pessoa precisa praticar exercícios físicos, não exagerar no sal e na bebida alcoólica, controlar o estresse e o peso, levar vida saudável, enfim.
Como existe nítida relação entre pressão alta e aumento do peso corporal, perder 10% do peso corpóreo é uma forma eficaz de reduzir os níveis da pressão. Por exemplo, a cada 1kg de peso eliminado, a pressão do hipertenso cai de 1,3mmHg a 1,6mmHg em média.
Se o indivíduo tem a pressão discretamente aumentada e não consegue controlá-la fazendo exercícios, reduzindo a ingestão de bebidas alcoólicas e perdendo peso, ou se já tem os níveis mínimos mais elevados (11 ou 12 de pressão mínima), é necessário introduzir medicação para deixar os vasos mais relaxados.
Todos os remédios para hipertensão são vasodilatadores e agem de diferentes maneiras. Os mais antigos, entre eles os diuréticos, por exemplo, se no início fazem a pessoa perder um pouquinho mais de sal e de água, também ajudam a reduzir a reatividade dos vasos. Os mais modernos costumam ser mais tolerados e provocam menos efeitos colaterais.

É sempre possível controlar a pressão arterial desde que haja adesão ao tratamento. Para tanto, o paciente precisa fazer sua parte: tomar os remédios corretamente e mudar os hábitos de vida.

Recomendações

* Não pense que basta tomar os remédios para resolver seu problema de pressão arterial elevada. Você precisa também promover algumas mudanças no seu estilo de vida;
* Coma sal com moderação. Ele é um mineral importante para o organismo e não deve ser eliminado da dieta dos hipertensos. Esqueça, porém, do saleiro depois que colocou a comida no prato e evite os alimentos processados que, em geral, contêm mais sal. Precisam tomar muito cuidado com a ingestão de os negros, as pessoas com mais de 65 anos de idade e os portadores de diabetes porque são mais sensíveis ao mecanismo de ação do sal.;

* Adote dieta rica em frutas, cereais integrais e laticínios com baixo teor de gordura. Assim, você estará ingerindo menos sódio e mais potássio, cálcio e magnésio, nutrientes necessários para quem precisa baixar a pressão;

* Não fume. Entre outros danos ao organismo, o cigarro estreita o calibre das artérias, o que dificulta ainda mais a circulação do sangue;

* Saiba que o estresse pode aumentar a pressão arterial. Atividade física, técnicas de relaxamento, psicoterapia podem contribuir para o controle do estresse e da pressão arterial;

* Não interrompa o uso da medicação nem diminua a dosagem por sua conta. Siga as indicações de seu médico e tome os remédios rigorosamente nos horários prescritos;

* Meça a pressão arterial com regularidade e anote os valores para que seu médico possa avaliar a eficácia do tratamento;

* Não esqueça que hipertensão é uma doença crônica e que complicações podem ser prevenidas com o uso de drogas anti-hipertensivas e mudanças no estilo de vida.

6634 – China é maior esperança de retorno à Lua


Mais de quatro décadas após a primeira chegada do homem à Lua, protagonizada por Neil Armstrong –morto no sábado (25 de agosto), aos 82 anos–, as perspectivas de um retorno nos próximos anos nunca foram tão baixas. Um forte contraste com o que se imaginava apenas três anos atrás.
Durante o governo Bush, a Nasa trabalhou para reconstruir os passos do Projeto Apollo e retomar a exploração tripulada da Lua. Entretanto, diante de dificuldades orçamentárias, Barack Obama decidiu cancelar o plano e voltar a agência espacial americana para uma estratégia de incentivo à exploração comercial do espaço.
A ideia é acelerar o desenvolvimento de um substituto dos ônibus espaciais por meio de concorrência entre empresas e, com isso, baratear o custo de manutenção dos atuais programas.
Em tese, se o esforço prosperar, sobra mais dinheiro para tentar algo que vá além de visitas à Estação Espacial Internacional, nas imediações da Terra.
No entanto, no atual clima financeiro é mais provável que a redução nos custos se transforme em novos cortes ao orçamento da Nasa nos próximos anos, em vez de alimentar projetos ousados de exploração.
As empresas que agora disputam recursos da Nasa para desenvolver novas cápsulas espaciais naturalmente sonham com o retorno à Lua –e o dinheiro que poderão ganhar com ela. A companhia SpaceX, por exemplo, tem até mesmo uma família de foguetes em fase de projeto que poderia fazer o serviço. Falta quem pague a conta.

China, a bola da vez
Diante disso, no momento, só uma nação fala sério a respeito de missões tripuladas à Lua: China.
O programa espacial chinês é planejado majoritariamente longe dos olhos da mídia, mas sabe-se que há planos para a construção de um superfoguete com capacidade para impulsionar uma espaçonave tripulada na direção da Lua –um equivalente do antigo Saturn V americano.
No momento, a China trabalha com precursores não-tripulados, mas não seria surpreendente se o país oriental anunciasse nos próximos anos uma data concreta para o envio de taikonautas ao solo lunar. Contudo, essa futura visita não deve acontecer em menos de uma década.