6631 – Os Pássaros e a Primavera


Admirados pela beleza de seu canto ou pelo colorido da plumagem, os pássaros podem ser vistos e ouvidos em todas as regiões do planeta, com exceção da Antártica. A diversidade de sua aparência, do vôo, dos hábitos e demais traços biológicos é fonte permanente de saber para os especialistas e de alegria para os amadores.
Pássaros, ou passarinhos, são os integrantes da ordem mais representativa da classe das aves, a dos passeriformes, que reúne cerca de cinqüenta famílias e mais de cinco mil espécies, de tamanho geralmente reduzido em comparação com outras aves.

Os pássaros têm as patas adaptadas à necessidade de empoleirar-se, com três dedos para a frente e um, maior, para trás (chamado hálux). O bico é desprovido de ceroma, membrana que reveste a base do bico das outras aves. Como estas, os pássaros contam com um órgão vocal, a siringe, que em seu caso é mais complexo, para facilitar o canto– habilidade desenvolvida apenas pelos machos — ou o grito. Também são características dos pássaros a feitura de ninhos mais elaborados, o modo de voar em que as asas são movidas como remos e a vida quase sempre arborícola. O regime alimentar, no entanto, é menos específico e, como inclui mais insetos do que grãos ou frutos, confere-lhes grande utilidade no equilíbrio dos ecossistemas dominados pelo homem.
A plumagem, muitas vezes de cores vivas e brilhantes como, no Brasil, as do galo-da-serra e saíras, e, na Indonésia, a da ave-do-paraíso, pode também ser discreta, como em algumas das espécies de canto mais apreciado, entre as quais o rouxinol europeu e a garriça e o curió sul-americanos. A coloração percorre todos os matizes, do negro esplêndido nos corvos e melros ou graúnas até a alvura de algumas variedades de canário, passando pelo vermelho intenso do tié-sangue, os vários tons de azul do sanhaço e assim por diante.
O bico dos pássaros é de conformação anatômica igualmente variável, segundo a adaptação à dieta predominante: são finos nos insetívoros — e até recurvos, particularmente aguçados nos arapaçus — ou mais fortes, espessos nos granívoros, às vezes aptos a romper a casca de duros frutos secos como o pinhão e a avelã, para lhes retirar as sementes.
Em quase todas as espécies de passeriformes o macho é maior e mais vistoso do que a fêmea. Os ninhos, em geral, são feitos a céu aberto, trançados com gravetos, palha, raízes e outros materiais, em forma de concha ou bolsa pendente, ou são construídos com terra úmida, como um forno de um ou mais compartimentos, no caso do joão-de-barro (Furnarius rufus). Em outras espécies a postura efetua-se no interior de galerias cavadas no solo. Os filhotes nascem cegos, pelados e, dentro da boca que escancaram, trazem diversos pontos de forte colorido que servem para orientar a tarefa da alimentação, exercida tanto pela mãe como pelo pai.
Com exceção dos gelos da Antártica, existem pássaros em todos os habitats da Terra, em todos os climas e altitudes, no interior dos continentes ou nas zonas litorâneas, mas sua distribuição geográfica privilegia as regiões mais quentes, para onde migram no inverno muitas espécies dos países frios, como as andorinhas. Só em terras brasileiras se conhecem mais de 1.500 espécies de pássaros e cerca de 2.500 subespécies.

A ordem dos passeriformes divide-se em duas subordens, segundo se verifique ou não a presença de um vínculo entre o tendão do músculo que flexiona os dedos dianteiros e o do hálux. São, respectivamente, os pássaros desmodáctilos e os eleuterodáctilos. A primeira dessas subordens apresenta uma única família, a dos eurilaimídeos, no Oriente, e a segunda abrange todos os outros passeriformes, classificados em duas infraordens — a dos mesomiódios e a dos acromiódios, conforme a menor ou maior complexidade muscular de sua siringe.
Outras distinções anatômicas levaram os ornitólogos a subdividir os mesomiódios em duas superfamílias, a dos haploófones e a dos traqueófones. A primeira inclui oito famílias — quatro das quais apenas das Américas: cotingídeos (como a araponga), piprídeos (como o tangará), tiranídeos (como o bem-te-vi) e oxiruncídeos (de uma só espécie, o chibante) — e a segunda, cinco: furnarídeos (como o joão-de-barro), dendrocolaptídeos (como o arapaçu), formicarídeos (como a tovacuçu), conopofagídeos (como o chupa-dente) e rinocriptídeos (de nenhum ou raros exemplos com nome em português).

A Primavera, conhecida como o período das flores e também do canto dos pássaros. É um período muito significativo para os pássaros, pois há aumento da luminosidade e da disponibilidade de alimento na natureza, que favorece o período de reprodução.
Para encontrar um parceiro, os pássaros tem que se expor mais, e a forma que eles o fazem é através do canto. Aumento de luminosidade, fartura de alimentação e do instinto reprodutivo, cenário perfeito para o início da reprodução.
De acordo com um estudo publicado na Revista Current Biology da Universidade de Oxford, as aves possuem uma molécula fotossensível (sensível a luz) na região do hipotálamo, que altera o comportamento e induz a necessidade de reprodução e consecutivamente aumento da freqüência do canto. Segundo a pesquisa, o crânio dos pássaros e o seu tecido cerebral deixam passar bastante luz. É por isso que nas aves de granja, é utilizado iluminação artificial com o intuito de aumentar a reprodutividade. Na natureza o aumento da disponibilidade de alimentos, ricos em vitaminas (incluindo a vitamina E), favorece a perpetuação das espécies e garante a sobrevivência dos filhotes.
Nos pássaros de cativeiro, conseguimos observar algumas alterações comportamentais, como maior necessidade alimentar, aumento significativo do canto e posturas de acasalamento, logo, neste momento precisamos fornecer maior suplementação alimentar, o Bella Ave Reprodução, favorece este período de reprodução, garantindo um aumento de reprodutividade e de eclosão dos ovos.