6633 – O Último Pouso de Armstrong


O grande salto da humanidade

Morreu neste sábado (25) o astronauta Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, de complicações após uma operação para desobstruir quatro artérias coronárias.
Comandante da missão Apollo 11, Armstrong morreu em um hospital em Columbus, no Estado de Ohio, às 14h45 do horário local (15h45 do horário de Brasília).
Família diz estar de coração partido com morte de Armstrong
Ele se submeteu à cirurgia para desobstruir as artérias no dia 8 de agosto, apenas dois dias após seu aniversário.
Seu colega de missão Edwin “Buzz Aldrin” desejou rápida recuperação a Armstrong pelo Twitter. “Combinamos de fazer o 50º aniversário da Apollo em 2019”.
Armstrong nasceu em 5 de agosto de 1930 em Wapakoneta, no Estado de Ohio, Estados Unidos.
A Apollo 11 foi lançada do Cabo Canaveral, no Estado da Flórida, no dia 16 de julho de 1969. Ele pisou na Lua em 20 de julho, quando a missão espaçonave pousou na superfície lunar.
Dos 12 americanos que chegaram ao satélite terrestre até hoje, apenas oito estão vivos –e o mais jovem já está com 76 anos.
“SALTO PARA A HUMANIDADE”
O astrounauta é conhecido por ter dito a célebre frase “Uma pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade” ao pisar na Lua.
Ele passou aproximadamente três horas andando em solo lunar com seu companheiro de missão, o astronauta Edwin “Buzz” Aldrin.
Em solo lunar, os dois coletaram pedras, hastearam a bandeira dos Estados Unidos, tiraram fotos e conversaram com o presidente Richard Nixon pelo telefone.
A missão que o levou à Lua foi seu último voo espacial.
Um ano depois, ele se tornou professor de engenharia da Universidade de Cincinnati.
Neil era um pouco recluso e morava em Indian Hills, na periferia de Cincinatti, com sua esposa Carol. Eles se casaram em 1999.
A Nasa divulgou nota lamentando a morte do astronauta Neil Armstrong na tarde deste sábado (25 de agosto). Para a agência espacial americana, ele foi um “verdadeiro herói americano”.

“Em nome de toda a família da Nasa, eu gostaria de expressar minhas profundas condolências para Carol e para o restante da família Armstrong. Enquanto houver livros de história, Neil Armstrong estará incluído neles, lembrado por dar o primeiro pequeno passo em um mundo além do nosso.

“Além de ter sido um dos maiores exploradores da América, Neil possuía uma graça e uma humildade que era um exemplo para todos nós. Quando o presidente Kennedy desafiou a nação a mandar um homem para a Lua, Neil Armstrong o aceitou sem reservas.

A medida que entramos nesta nova era de exploração espacial, nós o fazemos nos apoiando sobre os ombros de Neil Armstrong. Nós velamos o falecimento de um amigo, de um colega astronauta e de um verdadeiro herói americano.

Charles Bolden, administrador da Nasa”

6632 – Biologia – O João de Barro


O engenho posto na construção do ninho, orientada por rígidos padrões de segurança, é um traço marcante no comportamento do joão-de-barro, que se vale do bico e dos pés para edificar sua obra.
Pássaro da família dos furnarídeos, o joão-de-barro (Furnarius rufus) mede cerca de 19cm, pesa 49g e é muito comum no leste e no sul do Brasil. Alimenta-se de cupins e outros insetos, aranhas, opiliões e demais artrópodes, bem como de ocasionais sementes. Os sexos são praticamente idênticos, com o corpo cor de terra e a cauda puxando para um tom de ferrugem.
Construído pelo casal em árvores altas, o ninho em forma de forno (donde o nome Furnarius) pesa até quatro quilos, com paredes de três a quatro centímetros de espessura. É feito de barro úmido misturado a palha e a um pouco de esterco. A entrada fica em sentido oposto ao das chuvas e ventos, e na última etapa da obra é erguida uma meia parede interna que separa a câmara incubadora de um estreito vestíbulo. A sobreposição de vários ninhos, como um edifício em miniatura, pode chegar a mais de seis unidades. A fêmea põe de três a quatro ovos e a incubação dura cerca de 15 dias. Ao mesmo gênero do joão-de-barro do Sudeste pertencem o casaca-de-couro-amarelo (F. leucopus) e o casaca-de-couro-da-lama (F. figulus), que se distribuem sobretudo pelo Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil.

6631 – Os Pássaros e a Primavera


Admirados pela beleza de seu canto ou pelo colorido da plumagem, os pássaros podem ser vistos e ouvidos em todas as regiões do planeta, com exceção da Antártica. A diversidade de sua aparência, do vôo, dos hábitos e demais traços biológicos é fonte permanente de saber para os especialistas e de alegria para os amadores.
Pássaros, ou passarinhos, são os integrantes da ordem mais representativa da classe das aves, a dos passeriformes, que reúne cerca de cinqüenta famílias e mais de cinco mil espécies, de tamanho geralmente reduzido em comparação com outras aves.

Os pássaros têm as patas adaptadas à necessidade de empoleirar-se, com três dedos para a frente e um, maior, para trás (chamado hálux). O bico é desprovido de ceroma, membrana que reveste a base do bico das outras aves. Como estas, os pássaros contam com um órgão vocal, a siringe, que em seu caso é mais complexo, para facilitar o canto– habilidade desenvolvida apenas pelos machos — ou o grito. Também são características dos pássaros a feitura de ninhos mais elaborados, o modo de voar em que as asas são movidas como remos e a vida quase sempre arborícola. O regime alimentar, no entanto, é menos específico e, como inclui mais insetos do que grãos ou frutos, confere-lhes grande utilidade no equilíbrio dos ecossistemas dominados pelo homem.
A plumagem, muitas vezes de cores vivas e brilhantes como, no Brasil, as do galo-da-serra e saíras, e, na Indonésia, a da ave-do-paraíso, pode também ser discreta, como em algumas das espécies de canto mais apreciado, entre as quais o rouxinol europeu e a garriça e o curió sul-americanos. A coloração percorre todos os matizes, do negro esplêndido nos corvos e melros ou graúnas até a alvura de algumas variedades de canário, passando pelo vermelho intenso do tié-sangue, os vários tons de azul do sanhaço e assim por diante.
O bico dos pássaros é de conformação anatômica igualmente variável, segundo a adaptação à dieta predominante: são finos nos insetívoros — e até recurvos, particularmente aguçados nos arapaçus — ou mais fortes, espessos nos granívoros, às vezes aptos a romper a casca de duros frutos secos como o pinhão e a avelã, para lhes retirar as sementes.
Em quase todas as espécies de passeriformes o macho é maior e mais vistoso do que a fêmea. Os ninhos, em geral, são feitos a céu aberto, trançados com gravetos, palha, raízes e outros materiais, em forma de concha ou bolsa pendente, ou são construídos com terra úmida, como um forno de um ou mais compartimentos, no caso do joão-de-barro (Furnarius rufus). Em outras espécies a postura efetua-se no interior de galerias cavadas no solo. Os filhotes nascem cegos, pelados e, dentro da boca que escancaram, trazem diversos pontos de forte colorido que servem para orientar a tarefa da alimentação, exercida tanto pela mãe como pelo pai.
Com exceção dos gelos da Antártica, existem pássaros em todos os habitats da Terra, em todos os climas e altitudes, no interior dos continentes ou nas zonas litorâneas, mas sua distribuição geográfica privilegia as regiões mais quentes, para onde migram no inverno muitas espécies dos países frios, como as andorinhas. Só em terras brasileiras se conhecem mais de 1.500 espécies de pássaros e cerca de 2.500 subespécies.

A ordem dos passeriformes divide-se em duas subordens, segundo se verifique ou não a presença de um vínculo entre o tendão do músculo que flexiona os dedos dianteiros e o do hálux. São, respectivamente, os pássaros desmodáctilos e os eleuterodáctilos. A primeira dessas subordens apresenta uma única família, a dos eurilaimídeos, no Oriente, e a segunda abrange todos os outros passeriformes, classificados em duas infraordens — a dos mesomiódios e a dos acromiódios, conforme a menor ou maior complexidade muscular de sua siringe.
Outras distinções anatômicas levaram os ornitólogos a subdividir os mesomiódios em duas superfamílias, a dos haploófones e a dos traqueófones. A primeira inclui oito famílias — quatro das quais apenas das Américas: cotingídeos (como a araponga), piprídeos (como o tangará), tiranídeos (como o bem-te-vi) e oxiruncídeos (de uma só espécie, o chibante) — e a segunda, cinco: furnarídeos (como o joão-de-barro), dendrocolaptídeos (como o arapaçu), formicarídeos (como a tovacuçu), conopofagídeos (como o chupa-dente) e rinocriptídeos (de nenhum ou raros exemplos com nome em português).

A Primavera, conhecida como o período das flores e também do canto dos pássaros. É um período muito significativo para os pássaros, pois há aumento da luminosidade e da disponibilidade de alimento na natureza, que favorece o período de reprodução.
Para encontrar um parceiro, os pássaros tem que se expor mais, e a forma que eles o fazem é através do canto. Aumento de luminosidade, fartura de alimentação e do instinto reprodutivo, cenário perfeito para o início da reprodução.
De acordo com um estudo publicado na Revista Current Biology da Universidade de Oxford, as aves possuem uma molécula fotossensível (sensível a luz) na região do hipotálamo, que altera o comportamento e induz a necessidade de reprodução e consecutivamente aumento da freqüência do canto. Segundo a pesquisa, o crânio dos pássaros e o seu tecido cerebral deixam passar bastante luz. É por isso que nas aves de granja, é utilizado iluminação artificial com o intuito de aumentar a reprodutividade. Na natureza o aumento da disponibilidade de alimentos, ricos em vitaminas (incluindo a vitamina E), favorece a perpetuação das espécies e garante a sobrevivência dos filhotes.
Nos pássaros de cativeiro, conseguimos observar algumas alterações comportamentais, como maior necessidade alimentar, aumento significativo do canto e posturas de acasalamento, logo, neste momento precisamos fornecer maior suplementação alimentar, o Bella Ave Reprodução, favorece este período de reprodução, garantindo um aumento de reprodutividade e de eclosão dos ovos.

6630 – Teledramaturgia – Carlos Augusto Strazzer


Carlos Augusto Strazzer (São Paulo, 4 de agosto de 1946 — Petrópolis, em 19 de fevereiro de 1993) foi um ator, cantor e diretor de teatro brasileiro.

Paulista de São Caetano do Sul/SP.
Participou de diversas peças teatrais, entre elas Cemitério de Automóveis, de Fernando Arrabal; O Balcão, de Jean Genet, dirigidos por Victor Garcia e produzidos por Ruth Escobar; A Moratória, de Jorge Andrade; o musical Evita, um dos maiores sucessos da cena carioca dos anos 80; e As Ligações Perigosas, de Choderlos de Laclos, outro êxito do final daquela década.
Ficou mais conhecido por sua participação na televisão, em muitas telenovelas e algumas minisséries, na Rede Globo, na TV Tupi, na Rede Manchete, na TV Bandeirantes e na TV Record. Era conhecido por interpretar vilões ou personagens misteriosos e místicos, aos quais impregnava de elegância e ambiguidade.
Fez alguns filmes, como Gaijin – os caminhos da liberdade (1980), de Tizuka Yamasaki; Eles não usam black-tie (1981), de Leon Hirszman; Com licença, eu vou à luta (1986), de Lui Farias e O Mistério do Colégio Brasil (1988), de José Frazão; além de participações especiais na produção internacional Moon Over Parador (1987), dirigida por Paul Mazursky; e no documentário Interprete mais, ganhe mais, dirigido por Andrea Tonacci, que trata do cotidiano do grupo teatral de Ruth Escobar e que ficou embargado na justiça por vinte anos.
Faleceu vítima de complicações respiratórias em decorrência da AIDS em 1993, aos 46 anos.
Um de seus filhos, Fábio Strazzer, atualmente faz parte da equipe de diretores da Rede Globo de Televisão.

Trabalhos na televisão

1991 – O Sorriso do Lagarto …. Peçanha
1989 – O Cometa …. Habib
1989 – Que Rei Sou Eu? …. Crespy Aubriet
1987 – Mandala …. Argemiro
1986 – Mania de Querer …. Ângelo
1984 – Livre para Voar …. Danilo
1983 – Champagne …. Ronaldo
1983 – Moinhos de Vento …. Leandro
1981 – Jogo da Vida …. Adriano Sales
1980 – Coração Alado …. Piero Camerino
1978 – O Direito de Nascer …. Alberto Limonta (Albertinho)
1977 – O profeta …. Daniel do Prado
1977 – Éramos seis …. Carlos
1976 – O Julgamento …. narrador
1975 – Ovelha Negra …. Alberto
1972 – Vitória Bonelli …. Walter
1971 – Os Deuses Estão Mortos …. Gabriel
1970 – As Pupilas do Senhor Reitor …. Manuel do Alpendre

O Profeta

Strazzer em um de seus principais papéis, o místico “O Profeta”

Na história, Daniel era um paranormal que via o passado e previa o futuro. Quando era criança, teve a visão de que o cunhado, João Henrique, traía sua irmã, Ester, com uma moça loura. Ester acabou se separando do marido. A moça loura era na verdade um espírito que acompanhava João Henrique. Este fato despertou o ódio de João Henrique por Daniel. Quando adulto, sua paranormalidade aumentou e ele passou a usá-la em benefício próprio, em vez de ajudar as pessoas.
Daniel abriu um consultório e se apresentou em vários programas na televisão. Ficou rico, importante e frio. Sua paranormalidade era explicada através da psiquiatria, pelo doutor Michel, por uma mãe-de-santo, Zulmira, pelo espiritismo kardecista, através de seu pai, Francisco, e pelo catolicismo, pelo tio padre Olavo.
Daniel era tão obcecado pelo poder que não percebeu a traição de João Henrique, que, para se vingar de sua separação, tornou-se seu amigo e o denunciou à policia.
Ao mesmo tempo, envolveu-se com Sônia, noiva de Murilo, seu melhor amigo. Ele previu a morte do rapaz, mas foi acusado de tê-la provocado para ficar com Sônia. Envolveu-se também com a fútil Ruth, que só queria um marido rico. E não percebeu a paixão de Carola, uma moça feia, desengonçada e problemática. Ao final, Daniel foi preso, atormentado com seus poderes, e desejando ser um homem simples como todo mundo ao lado de Carola.

6629 – Vida Noturna – Ta Matete Discotheque


Uma Década Inesquecível

O que John Travolta, sapatos de plataforma e globos de luz giratórios têm em comum?
Todos eles fizeram parte de um fenômeno que tomou conta do mundo na década de 1970 e arrebatou o Brasil, principalmente em 1978: a febre das discotecas ou disco fever.
Lançado apenas um ano antes, o filme Os embalos de sábado à noite (Saturday Night Fever, 1977) apresentou
o ator iniciante Travolta, que ao usar o famoso terninho branco e jogar o braço para o alto, se
tornou um símbolo incontestável da disco music. O estilo é uma fusão do pop tradicional, salsa, black
music, funk, soul e rock, marcadamente conhecida por seus arranjos elaborados e batidas fortes. Foi do termo
Discothèque nome de um clube francês dedicado ao jazz que seus criadores buscaram criar uma identidade
própria para o gênero. Uma ótima maneira de ficar por dentro dos maiores
nomes da música disco e conhecer um pouquinho dos seus clássicos é recorrer à trilha do filme Os
embalos de sábado à noite. Sucessos como Stayin Alive do Bee Gees, More Than a Woman de Tavares e Boogie Shoes de K.C. and The Sunshine Band estouraram no Brasil e impulsionaram milhares de brasileiros para
as pistas de dança. E também, ler os artigos do Mega Arquivo.

Ta Matete

Algumas boates marcaram os anos 70 e 80. Misturavam todas as tribos. Ta Matete era uma delícia, assim como o Hippo quase defronte e o Picollo Mondo, ao lado. Em uma festa beneficente de 1979 se reuniram Maria Della Costa (atriz e hoteleira, recentemente homenageada com uma grande exposição), o inesquecível festeiro Carlos Armando Forino Rodrigues (1940- 2004) e a cantora do rádio Marlene (quem morreu em 2005 foi a outra, a rival, a Emilinha).

Esquentando os Pratos
Gregão
Mixar era uma arte que ele dominava desde os longínquos anos 70. E “destruía” nas “miliduque”. Se esmerava em mixagens às vezes mais longas ou de timing exato para o crossfa order zithromaxder. antibiotics online from us pharmacies Fez questão de ensinar TUDO a todos que how to buy antibiotics online dele se aproximavam. Online Prascion | Antibiotici Onlineusa pharmacy pills Enfrentou os desafios de colocar o Disc-Jockey no patamar de respeito que hoje se vê.
Pioneiro na arte dos remixes aqui no Brasil, ele era o “Mens”. Fonte de inspiração para os DJs que hoje “ganham o pão” de cada dia simplesmente tocando, mixando, virando… Nós editores da Revista DJ Sound, entendemos que ele também é um dos responsáveis por amarmos a Dance Music.
Ricardo Guedes

O “Imperador dos Toca-Discos”. Talvez o nome mais polêmico da cena, mas sem dúvida o de técnica mais apurada entre todos. Ele mesmo dizia que tinha nascido dentro de uma pista de dança. Foi um visionário, que fez de cada uma de suas ideias um passo fundamental para o crescimento e a conquista do respeito do Disc-Jockey, dentro dos clubs, das emissoras de rádio e das gravadoras. buying clomid online
Fez da Contra-Mão um templo da Dance Music com suas mixagens incomparáveis, precisas, e um repertório que sempre surpreendia quem estava pista. vpxl male enhancementonline pharmacy diet pills Com seu jeito alegre, divertido e de um apaixonado pela música, ganhava a simpatia e admiração de todos que conviviam à sua volta. No rádio, tinha o timing perfeito até mesmo na “locução” em seus clássicos programas como o “Garagem 70”, o House Definition e o “Volume 97”.

Don Lula

Carioca de Copacabana, inaugurou a primeira discoteca do Brasil, a New York City em 1978. Inaugurou também em a boate Ipanema e também teve a honra de tocar num dos maiores templos da história da Dance Music, o Studio 54, também em NY. Em 1981 retornou para o Brasil e fixou residência em SP onde ganhou fama em clubs como a Dancing, Tamatete, Up & Down e Hippodromus.
Exímio DJ, mantinha a técnica de mixagens bem elaboradas, longas, concebida desde o início da carreira nos áureos tempos da Disco Music. Se especializou nas festas do gênero Flash Back e era, claro, muito respeitado entre os DJs por sua história e dedicação pela música nas pistas de dança.

6628 – O que é o Fenômeno El Niño?


Trata-se de um fenômeno climático, de caráter atmosférico-oceânico, em que ocorre o aquecimento fora do normal das águas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. As causas deste fenômeno ainda não são bem conhecidas pelos especialistas em clima.

Este fenômeno costuma alterar vários fatores climáticos regionais e globais como, por exemplo, índices pluviométricos (em regiões tropicais de latitudes médias), padrões de vento e deslocamento de massas de ar. O período de duração do El Niño varia entre 10 e 18 meses e ele acontece de forma irregular (em intervalos de 2 a 7 anos).
Efeitos do El Niño

– Os ventos sopram com menos força na região central do Oceano Pacífico;

– Acúmulo de águas mais quentes do que o normal na costa oeste da América do Sul;

– Diminuição na quantidade de peixes na região central e sul do Oceano Pacífico e na costa oeste dos Canadá e Estados Unidos;

– Intensificação da seca no nordeste brasileiro;

– Aumento do índice de chuvas na costa oeste da América do Sul;

– Aumento das tempestades tropicais na região central do Oceano Pacífico;

– Secas na região da Indonésia, Índia e costa leste da Austrália;

– Muitos climatologistas acreditam que o El Niño possa estar relacionado com o inverno mais quente na região central dos Estados Unidos, secas na África e verões mais quentes na Europa. Estes efeitos ainda estão em processo de estudos.

– O termo El Niño é de origem espanhola e se refere a Corrente de El Niño. O nome foi dado por pescadores da costa do Peru e Equador, pois na época do Natal a região costuma receber uma corrente marítima de águas quentes. Por aparecer no período natalino, El Niño (O Menino) Jesus foi homenageado, pelos pescadores, com o nome do fenômeno climático. O termo popular foi adotado também pelos climatologistas.

– Quando o fenômeno é inverso, ocorrendo um resfriamento fora do normal na águas da região equatorial do Oceano Pacífico, dá-se o nome de La Niña.

Os fenómenos El Niño são alterações significativas de curta duração (12 a 18 meses) na distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico, com profundos efeitos no clima.
Estes eventos modificam um sistema de flutuação das temperaturas daquele oceano chamado Oscilação Sul e, por essa razão, são referidos muitas vezes como OSEN (Oscilação Sul-El Niño, ver abaixo). Seu papel no aquecimento e arrefecimento global é uma área de intensa pesquisa, ainda sem um consenso.
O El Niño foi originalmente reconhecido por pescadores da costa oeste da América do Sul, observando baixas capturas, à ocorrência de temperaturas mais altas que o normal no mar, normalmente no fim do ano – daí a designação, que significa “O Menino”, referindo-se ao “Menino Jesus”, relacionado com o Natal.
Durante um ano “normal”, ou seja, sem a existência do fenômeno El Niño, os ventos alísios sopram no sentido oeste através do Oceano Pacífico tropical, originando um excesso de água no Pacífico ocidental, de tal modo que a superfície do mar é cerca de meio metro mais alta nas costas da Indonésia que no Equador. Isto provoca a ressurgência de águas profundas, mais frias e carregadas de nutrientes na costa ocidental da América do Sul, que alimentam o ecossistema marinho, promovendo imensas populações de peixes – a pescaria de anchoveta no Chile e Peru já foi a maior do mundo, com uma captura superior a 12 milhões de toneladas por ano. Estes peixes, por sua vez, também servem de sustento aos pássaros marinhos abundantes, cujas fezes depositadas em terra, o guano, servem de matéria prima para a indústria de fertilizantes.
Quando acontece um El Niño, que ocorre irregularmente em intervalos de 2 a 7 anos, com uma média de 3 a 4 anos, os ventos sopram com menos força em todo o centro do Oceano Pacífico, resultando numa diminuição da ressurgência de águas profundas e na acumulação de água mais quente que o normal na costa oeste da América do Sul e, consequentemente, na diminuição da produtividade primária e das populações de peixe.
Outra consequência de um El Niño é a alteração do clima em todo o Pacífico equatorial: as massas de ar quentes e úmidas acompanham a água mais quente, provocando chuvas excepcionais na costa oeste da América do Sul e secas na Indonésia e Austrália. Pensa-se que este fenômeno é acompanhado pela deslocação de massas de ar a nível global, provocando alterações do clima em todo o mundo. Por exemplo, durante um ano com El Niño, o inverno é mais quente que a média nos estados centrais dos Estados Unidos, enquanto que nos do sul há mais chuva; por outro lado, os estados do noroeste do Pacífico (Oregon, Washington, Colúmbia Britânica) têm um inverno mais seco. Os verões excepcionalmente quentes na Europa e as secas em África parecem estar igualmente relacionadas com o aparecimento do El Niño.
La Niña é o fenômeno inverso, caracterizado por temperaturas anormalmente frias, também no fim do ano, na região equatorial do Oceano Pacifico, muitas vezes (mas não sempre) seguindo-se a um El Niño.

6627 – Mega Memoria Sampa – Inferno no Joelma


Joelma em Chamas

O edifício Joelma, atualmente denominado edifício Praça da Bandeira, é um prédio situado na cidade de São Paulo. Foi inaugurado em 1971.
Com vinte e cinco andares, sendo dez de garagem, localiza-se no número 225 da Avenida Nove de Julho, com outras duas fachadas para a Praça da Bandeira (lateral) e para a rua Santo Antônio (fundos).
Tornou-se conhecido nacional e internacionalmente quando, em 1 de fevereiro de 1974, um incêndio provocou a morte de 187 pessoas.
O prédio foi construído utilizando-se uma estrutura de concreto armado, com vedações externas de tijolos ocos cobertos por reboco e revestidos por ladrilhos na parte externa. As janelas eram de vidro plano em esquadrias de alumínio, e o telhado de telhas de cimento amianto sobre estrutura de madeira.
O subsolo e o térreo seriam destinados à guarda de registros e documentos; entre o 1° e o 10° andar, ficariam os estacionamentos; e, do 11° ao 25°, as salas de escritórios.

Inferno no Joelma
Concluída sua construção em 1971, o edifício foi imediatamente alugado ao Banco Crefisul de Investimentos. No começo de 1974 a empresa ainda terminava a transferência de seus departamentos quando, no dia 1 de fevereiro, às 08:54 da manhã de uma sexta-feira, um curto-circuito em um aparelho de ar condicionado no 12° andar deu início a um incêndio que rapidamente se espalhou pelos demais pavimentos. As salas e escritórios no Joelma eram configurados por divisórias, com móveis de madeira, pisos acarpetados, cortinas de tecido e forros internos de fibra sintética, condição que muito contribuiu para o alastramento incontrolável das chamas.
Quinze minutos após o curto-circuito era impossível descer as escadas que, localizadas no centro dos pavimentos, não tardaram a serem bloqueadas pelo fogo e fumaça. Na ausência de uma escada de incêndio, muitas pessoas ainda conseguiram se salvar descendo pelos elevadores, mas estes também logo deixaram de funcionar, quando as chamas provocaram a pane no sistema elétrico dos aparelhos e a morte de uma ascensorista no 20° andar.
Sem ter como deixar o prédio, muitos tentaram abrigar-se em banheiros e nos parapeitos das janelas. Outros sobreviventes concentraram-se no 25° andar, que tinha saída para dois terraços. Lembrando-se de um incidente similar ocorrido no Edifício Andraus dois anos antes, em que as vítimas foram salvas por um helicóptero que se aproveitou de um heliporto no topo do prédio, eles esperavam ser resgatados da mesma forma.

Resgate
O Corpo de Bombeiros recebeu a primeira chamada às 09:03 da manhã. Dois minutos depois, viaturas partiram de quartéis próximos, mas devido a condições adversas no trânsito só chegaram no local às 09:10.
Helicópteros foram acionados para auxiliar no salvamento, mas não conseguiram pousar no teto do edifício pois este não era provido de heliporto; telhas de amianto, escadas, madeiras e a fumaça do incêndio também impediram o pouso das aeronaves.
Os bombeiros, muitos deles desprovidos de equipamentos básicos de segurança, como máscaras de oxigênio, decidiram entrar no prédio para o resgate, tentando alcançar aqueles que haviam conseguido chegar ao topo do edifício. Foram apenas parcialmente bem sucedidos; a fumaça e as chamas já haviam vitimado dezenas de pessoas. Alguns sobreviventes, movidos pelo desespero, começaram a se atirar do edifício. Mais de 20 saltaram; nenhum sobreviveu.
Apenas uma hora e meia após o início do fogo é que o primeiro bombeiro conseguiu, com a ajuda de um helicóptero do Para-Sar (o único potente o suficiente para se manter pairando no ar enquanto era feito o resgate), chegar ao telhado. Já então muitos haviam perecido devido à alta temperatura no topo do prédio, que chegou a alcançar 100 graus celsius. A maioria dos sobreviventes ali conseguiu se salvar por se abrigarem sob uma telha de amianto.
Por volta de 10:30 da manhã o fogo já havia consumido praticamente todo o material inflamável no prédio. O incêndio foi finalmente debelado, com a ajuda de 12 auto-bombas, 3 auto-escadas, 2 plataformas elevatórias e o apoio de dezenas de veículos de resgate.
Às 13:30, todos os sobreviventes haviam sido resgatados.

Cobertura da Imprensa
A ampla cobertura da imprensa tirou do anonimato muitas das vítimas do incêndio e pessoas envolvidas diretamente nas operações para seu salvamento. Diversos veículos de comunicação reproduziram seus relatos e histórias da tragédia, que reunidos ajudaram a reconstruir os momentos dramáticos do incêndio.
Joel Correia – instalado com seu telescópio numa das extremidades do Viaduto do Chá, comunicou à rádio Jovem Pan a existência de sobreviventes no edifício, mesmo com o incêndio dominado e os pilotos de helicóptero não avistando mais feridos a serem resgatados. Mais tarde o comandante do Serviço de Salvamento do Corpo de Bombeiros reconheceu a ajuda, afirmando que as vítimas estavam realmente vivas e foram salvas.
Consequências
Dos aproximadamente 756 ocupantes do edifício, 188 morreram e mais de 300 ficaram feridos. A grande maioria das vítimas era formada por funcionários do Banco Crefisul de Investimentos.
A tragédia do Joelma, que se deu apenas dois anos após o incêndio no Edifício Andraus, reabriu a discussão popular com relação aos sistemas de prevenção e combate a incêndio nas metrópoles brasileiras, cujas deficiências foram evidenciadas nos dois grandes incêndios. Na ocasião, o Código de Obras do Município de São Paulo em vigor era o de 1934, um tempo em que a cidade tinha 700.000 habitantes, prédios de poucos andares e não havia a quantidade de aparelhos elétricos dos anos 70.
A investigação sobre as causas da tragédia, concluída e encaminhada à justiça em julho de 1974, apontava a Crefisul e a Termoclima, empresa responsável pela manutenção elétrica, como principais responsáveis pelo incêndio. Afirmava que o sistema elétrico do Joelma era precário e estava sobrecarregado. Além disso, os registros dos hidrantes do prédio estavam inexplicavelmente fechados, apesar de o reservatório conter na hora do incêndio 29,000 litros de água.
O resultado do julgamento foi divulgado em 30 de abril de 1975: Kiril Petrov, gerente-administrativo da Crefisul, foi condenado a três anos de prisão. Walfrid Georg, proprietário da Termoclima, seu funcionário, o eletricista Gilberto Araújo Nepomuceno e os eletricistas da Crefisul, Sebastião da Silva Filho e Alvino Fernandes Martins, receberam condenações de dois anos.

Repercussão na mídia
Pouco depois da tragédia, uma pequena produtora norte-americana produziu o curta-metragem Incendio, contando as causas e consequências do fogo, utilizando técnicas de animação gráfica e imagens da cobertura da imprensa.
Em 1979 foi rodado o filme Joelma 23º Andar, baseado no livro Somos Seis, do médium Chico Xavier, no qual se conta a história de uma garota que morreu no incêndio (Volquimar Carvalho dos Santos, sendo que no filme ela era interpretada com o nome de Lucimar). O papel da protagonista foi interpretado pela atriz Beth Goulart.
No dia 30 de junho de 2005, o programa Linha Direta da Rede Globo, exibiu o quadro Linha Direta Mistério, com o caso Joelma.

Fama de mal-assombrado

A tragédia acabou ajudando a espalhar entre a população rumores de que o terreno onde o prédio foi construído seria amaldiçoado, com especulações de que ali até o final do século XIX teria sido um pelourinho, e que fantasmas rondavam o local. Durante o incêndio, treze pessoas tentaram escapar por um elevador, mas não conseguiram. Os corpos, não identificados, foram enterrados lado a lado no Cemitério São Pedro, em São Paulo. O fato acabaria sendo a inspiração para o chamado “mistério das 13 almas”, que atribui a elas diversos milagres. A fama de mal-assombrado aumentou ainda mais após a divulgação de que ali teria sido local de diversos assassinatos, no chamado “Crime do Poço”.
Em 1948, antes do Joelma ser construído, havia naquele terreno uma casa que era do professor Paulo Camargo. Ele morava com a mãe e as irmãs. Ele as matou e em seguida sepultou suas vítimas no poço que fora construído no fundo da casa justamente para esse fim. A polícia descobriu o crime por meio de denúncias relatando o desaparecimento de várias mulheres no local. Descoberto o mistério, Paulo Camargo se matou.
Os bombeiros resgataram os corpos (no resgate, um dos bombeiros sofreu um tipo de infecção cadavérica e mais tarde veio a morrer). A polícia naquela época trabalhava com duas hipóteses que seriam motivos para o crime. A primeira, seria o fato da mãe e das irmãs não terem aprovado uma namorada dele. A segunda, por sua mãe e irmãs estarem muito doentes e por isso o professor não quis cuidar delas. A verdadeira causa dos assassinatos nunca foi descoberta. Passado o tempo, a casa foi demolida e deu lugar ao edifício.

6626 – Medicina – A Hipoglicemia e a Hiperglicemia


Fique Atento:

Hipoglicemia ocorre quando a glicemia vai para abaixo de 60 mg/dl e os sintomas são batedeira, sensação de angustia, sonolência, irritabilidade, confusão mental, sudorese, tremores. As pessoas podem sentir sintomas diferentes em cada situação de hipoglicemia.
Hiperglicemia ocorre quando a glicose se eleva. Um intervalo bom de glicemia para portadores de diabetes está entre 70-150 mg/dl quando a glicemia esta superior a 240 mg/dl sentimos mais o desconforto e aparecem sintomas de boca seca, aumento das vezes de urinar, fome, dor de cabeça, cansaço, formigamento nas pernas, dores nas pernas.

A arritmia cardíaca pode ocorrer durante um episodio de hipoglicemia e tb na hiperglicemia quando temos alteração do metabolismo se a pessoa ja tem predisposição a arritmia.
Os distúrbios da tiróide hipo e hipertiroidismo podem afetar o controle da glicemia e tb predispor a arritmias.

6625 – Os gambás ficam bêbados como gambás?


Gambás são atraídos por bebidas, especialmente cachaça, explica Ari Riboldi no livro O Bode Expiatório: Origem de Palavras, Expressões e Ditados Populares com Nomes de Animais: “Põe-se um pouco da bebida num pote. O bicho vem, guiado pelo cheiro, bebe tudo e, em seguida, cai embriagado”. Bêbado como um gambá, literalmente (atenção: ao se referir a um amigo alcoolizado, só use a expressão “bêbado como um gambá literalmente” se ele realmente for um gambá).

6624 – Biologia – Superorganismos


Sob o sugestivo título de “O micróbio faz o homem”, a revista britânica “The Economist” dedicou a capa de sua edição da semana passada à ideia, que vem ganhando corpo na biologia e na medicina, de que precisamos pensar o ser humano não como uma entidade à parte, mas no conjunto de suas relações com o meio ambiente, em especial a interação com espécies microscópicas com as quais vivemos em promiscuidade. Nesse modelo, nós perdemos um pouco de nós para nos tornarmos um superorganismo, no qual outros seres vivos, notadamente aqueles que habitam nosso corpo, têm papel fundamental.
Famaso revista científica divulgou a tese de que somos um superorganismo, não muito diferente de uma barreira de corais. Dos cerca de cem filos de bactérias, quatro estão presentes no homem: Actinobactérias, Bacteroidetes, Firmicutes e Proteobactérias. São elas que produzem muitas das vitaminas e enzimas de que dependemos para viver, mas nossos genes não sabem fabricar.
Uma prova elegante de que estamos há milhões de anos coevoluindo com elas reside no fato de que o leite humano está repleto de glicanos, um polissacarídeo que é convertido em carboidratos digeríveis através de enzimas do grupo das beta-glicosidases. O detalhe intrigante é que essas enzimas não são produzidas pelo homem, mas apenas por bactérias que nos colonizam, numa evidência de que elas são confiáveis e estão conosco há muito tempo.
E, já que estamos falando de nutrição, há cada vez mais evidências de que as bactérias desempenham um papel-chave aí. Quem primeiro mostrou isso foi Jeffrey Gordon, em 2006. Ele analisou a flora intestinal de americanos gordos e magros e verificou que os mais cheinhos tinham uma proporção maior de Firmicutes e menor de Bacteroidetes. Mais intrigante, quando conseguiam emagrecer, o balanço de bactérias também se alterava.

De 2006 para cá, Gordon continuou nessa linha de pesquisa. No ano passado, mostrou que, além de obesidade, bactérias também podem provocar desnutrição. Estudando pares de gêmeos, verificou que, quando um dos indivíduos era bem nutrido e o outro mal, eles tinham microbiomas diferentes. Deixando os gêmeos em paz e trabalhando com ratos, conseguiu induzir desnutrição apenas alterando a flora intestinal do bichinho.
As implicações são óbvias. Se essas ideias estiverem corretas, é em princípio possível encontrar um tratamento efetivo para a obesidade, que se afigura como o próximo flagelo a castigar a espécie, apenas modificando a proporção de bactérias em nosso trato digestivo. É um avanço notável, quando se considera que já tentamos mais ou menos de tudo para controlar essa moléstia –e sem muito sucesso.
Há evidências de que bactérias estão também envolvidas em doenças cardíacas, diabetes, esclerose múltipla e várias outras moléstias. No caso do coração, a suspeita vem da constatação de que os níveis de acido fórmico encontrados na urina de uma pessoa são inversamente proporcionais à sua pressão sanguínea. O fato de estarmos falando de ácido fórmico nos remete imediatamente para bactérias, já que, a menos que o indivíduo em questão tenha dieta de tamanduá e devore formigas, é o nosso microbioma que o produz. E o ácido atua nos rins modificando a quantidade de sal que eles absorvem, o que tem impacto na pressão arterial.
A manipulação de bactérias, mais especificamente o transplante fecal, é um tratamento promissor para casos de colite provocada por Clostridium difficile resistente a antibióticos. A doença pode ser fatal. O procedimento consiste em recolher os dejetos do doador (normalmente um parente bem, bem próximo) e liquefazê-los com solução salina. A mistura é então levada até o trato intestinal do receptor através de enemas ou de sonda nasogástrica. A hipótese teórica é que a flora saudável do doador agirá como um probiótico, colonizando o intestino e desalojando o C. difficile.
Tais bizarrices dizem algo a respeito da evolução da medicina em particular e da filosofia da ciência em geral. A história da medicina é uma sucessão de tentativas, erros, vários outros erros, mas também alguns sucessos. A única certeza é a de que tudo o que é sólido se desmancha no ar, para citar o bom e velho Marx. Teorias que gozavam de séculos de solidez, como a dos quatro humores, ruíram, deixando só vestígios arqueológicos no nome de doenças, como a “depressão melancólica” (a melancolia era um dos humores). Teses que antes pareciam doidas, como a de que bichos invisíveis causam moléstias, se tornaram inquestionáveis. Pelo menos até agora. E isso foi, em termos históricos, outro dia. Micro-organismos patógenos são conhecidos há menos de 150 anos; os antibióticos só ganharam difusão a partir de 1941. E não faz uma década que começamos a perceber que somos mais do que os 10 trilhões de células comandadas por 23 mil genes. A noção de homem como um superorganismo acrescenta a cada um de nós a bagatela de 100 trilhões de bactérias e 3 milhões de genes não humanos.

6623 – Mega Wise – Assurbanipal, o rei assírio


Assurbanipal (ca. 690 a.C. — 627 a.C.) foi o último grande rei dos assírios. No seu reinado (por volta de 668 – 627 a.C.), a Assíria se tornou a segunda potência mundial. Seu império incluía Babilônia, Pérsia, Síria e temporariamente também o Egito.
Assurbanipal foi o sucessor de Esarhaddon (ou Asarhaddão), e tornou-se rei em 668 a.C.. Sua primeira campanha militar foi contra o Egito, e ele penetrou até Mênfis e Tebas. Chamás-Chum-Uquim, seu irmão, que havia sido apontado por seu pai como rei da Babilônia, se revoltou em 652 a.C., contando com ajuda de chefes babilônios e árabes. Após um cerco, Chamás-Chum-Uquim morreu no seu próprio palácio, ao qual ele havia posto fogo.
Após isso, Assurbanipal atacou e devastou o reino do Elão. Toda a região de Elão foi destruída, a capital saqueada, templos e túmulos foram profanados, e os príncipes da família real foram executados, de forma que Elão desapareceu para sempre da história.

Seu legado
Assurbanipal criou a grande Biblioteca de Ninive, com uma coletânea com obras em escrita cuneiforme, hoje responsável pela maior parte do que se sabe dos povos da Mesopotâmia. Esta biblioteca continha milhares de textos (crônicas, cartas reais, decretos, religião, mitos, e muitos outros) escritos em tabuinhas de barro cozido.

A mãe da escrita
A escrita cuneiforme foi desenvolvida pelos sumérios, sendo a designação geral dada a certos tipos de escrita feitas com auxílio de objetos em formato de cunha. É juntamente com os hieróglifos egípcios, o mais antigo tipo conhecido de escrita, tendo sido criado pelos sumérios por volta de 3500 a.C. Inicialmente a escrita representava formas do mundo (pictogramas), mas por praticidade as formas foram se tornando mais simples e abstratas.
Os primeiros pictogramas eram gravados em tabuletas de argila, em sequências verticais de escrita com um estilete feito de cana que gravava traços verticais, horizontais e oblíquos. Até então duas novidades tornaram o processo mais rápido e fácil: as pessoas começaram a escrever em sequências horizontais (rotacionando os pictogramas no processo), e um novo estilete em cunha inclinada passou a ser usado para empurrar o barro, enquanto produzia sinais em forma de cunha. Ajustando a posição relativa da tabuleta ao estilete, o escritor poderia usar uma única ferramenta para fazer uma grande variedade de signos.
Tabuletas cuneiformes podiam ser tostadas em fornos para prover um registro permanente; ou as tabuletas poderiam ser reaproveitadas se não fosse preciso manter os registros por longo tempo. Muitas das tabuletas achadas por arqueólogos foram preservadas porque foram tostadas durante os ataques incendiários de exércitos inimigos, contra os edifícios nos quais as tabuletas eram mantidas.
A escrita cuneiforme foi adotada subsequentemente pelos acadianos, babilônicos, elamitas, hititas e assírios e adaptada para escrever em seus próprios idiomas; foi extensamente usada na Mesopotâmia durante aproximadamente 3 mil anos, apesar da natureza silábica do manuscrito (como foi estabelecido pelos sumérios) não ser intuitiva aos falantes de idiomas semíticos. Antes da descoberta da civilização Suméria, o uso da escrita cuneiforme apesar das dificuldades levou muitos filólogos a suspeitar da existência de uma civilização precursora à babilônica. A sua invenção ficou a dever-se às necessidades de administração dos palácios e dos templos (cobrança de impostos, registro de cabeças de gado, medidas de cereal, etc.).
O registro mais antigo até agora encontrado data do século XIV a.C. e está escrito em símbolos cuneiformes da língua acadiana. O pedaço de barro escrito foi achado em Jerusalém por arqueólogos israelenses.
Os sumérios utilizavam a argila para escrever, e quando queria que seus registros fossem permanentes, as tabuletas cuneiformes eram colocadas em um forno, ou poderiam ser reaproveitadas quando seus registros não fossem tão importantes que precisariam ser lembrados sempre.

A escrita cuneiforme foi uma forma de se expressar muito difícil de ser decifrada, pois possuía mais de 2000 sinais e seu uso era de uma dificuldade enorme. O seu principal uso foi na contabilidade e na administração, pois facilitavam no registro de bens, marcas de propriedade, cálculos e transações comerciais.
Com o passar do tempo à escrita cuneiforme foi se popularizando e acabou sendo adotada por outros povos, sendo assim houve uma época em que todos os estados da Mesopotâmia utilizavam este tipo de escrita para se comunicar, trabalhar e até mesmo gravar seus pensamentos.
No decorrer do tempo, para que houvesse maior compreensão da escrita, ela sofreu transformações importantes, a escrita cuneiforme assíria se transformou e se tornou diferente da escrita dos babilônicos.
Os habitantes da mesopotâmia (utilizadores da escrita cuneiforme) teve uma característica muito interessante na questão da escrita, foi um dos povos que utilizaram e deixaram registrados mais documentos contendo este tipo de sinais. A escrita sempre desempenhou um dos papéis mais importantes na vida desses povos, só que por ela ser muito enigmática e de difícil compreensão eram poucas pessoas que tinham o conhecimento dela.
Somente no século XX foram encontrados documentos que esclareciam em partes a complexidade de entendimento desta escrita, sua tradução foi uma tarefa muito árdua. Para conseguir decifrar os documentos encontrados, eram necessários que os estudiosos dominassem outras línguas como o Hebreu e o Árabe, para que possa encontrar dentro do vocabulário dessas duas línguas alguma semelhança que leve a tradução da escrita cuneiforme.
Era quase que impossível se estudar a escrita cuneiforme sem conhecer a cultura e quase toda a história das civilizações que as utilizavam, e a cada nova descoberta na escrita cuneiforme era uma parte da História desses povos desvendada.

6622 – Mega Sampa – Reaberto o Bar do Léo com Horário Esticado


Ele voltou…

Com o clima boêmio que carrega desde sua inauguração, em 1940, o Bar Leo reabriu ontem às 11h, no centro de São Paulo.
A volta do tradicional boteco acontece cerca de quatro meses depois de ser lacrado pela Vigilância Sanitária por suspeita de vender chope Ashby, de menor preço, como se fosse Brahma.
O bar, que já recebeu personalidades como o ex-presidente Jânio Quadros (1917-1992) e o sambista Orlando Silva (1915-1978), tenta agora reerguer sua credibilidade, mas com cuidado.
Com experiência em casas como o Bar Brahma, a empresa Fábrica de Bares assumiu a gestão e promoveu apenas mudanças pontuais. Ali estão os mesmos vitrais coloridos, as mesmas canecas de chope penduradas, a mesma decoração que remete aos estabelecimentos alemães.
Atrás do balcão, onde continuam à mostra ingredientes dos canapés de carne crua, rosbife e linguiça, reaparecem alguns funcionários da velha guarda.
Quem está no comando da chopeira, inclusive, é o mesmo Fernando Lopes, 49, na missão há 24 anos. “Essa chopeira está aqui há 40 anos”, diz, enquanto enche copo seguido de copo.
Os clientes das antigas também voltaram. “Frequento esse bar há 45 anos e pedi o mesmo eisbein [joelho de porco] que comia há 40 anos, igualzinho”, disse o vidraceiro Otávio Guedes da Cunha, 61, ao cruzar os talheres sobre o prato.
No cardápio, também foram mantidas as receitas tradicionais do boteco, como os bolinhos de bacalhau.
Entre as poucas alterações, o bar estendeu seu horário de funcionamento.
Antes, fechava às 20h; agora não cerra as portas antes das 23h. E o chope é novamente Brahma, a R$ 6,50.
Ontem, trabalhadores das redondezas ocupavam a calçada, em pé, tomando a bebida que fez a fama do bar.
É um chope Brahma, disse um degiustador.. “Refrescante, na temperatura correta e tem um amarguinho característico da marca.”
Chamou a atenção para o colarinho persistente, de consistência cremosa, e para a higienização cuidadosa dos copos.