6593 – Odontologia – A Anestesia Bucal


Os anestésicos são substâncias que, quando em contato com uma fibra nervosa, possuem a propriedade de interromper o influxo nervoso, levando a perda dos sentidos ou sensações. Tais anestésicos não tiram a capacidade motora da pessoa, mas sim a sua sensibilidade.
O homem semnpre tentou descobrir métodos para o controle da dor. Hipócrates (450 aC.) empregava vapores de uma espécie de erva da qual se faz o haxixe, para obter narcose em seus pacientes. Os egípcios usavam a mandrágora para aliviar a dor e na América Latina, os incas mascavam a folha da coca para este mesmo fim.
Antes do advento da anestesia, as cirurgias eram um suplício para o paciente. Enlouquecer, ou mesmo tantativas de suicídio eram comuns às vésperas de um intervenção cirúrgica ou mesmo de uma simples extração de dente. A anestesia foi utilizada pela 1ª vez pelo cirurgião dentista Morac Wells em 1844. Ele próprio se submeteu a extraçãode um molar superior, por seus assistentes, após a administração de óxido nitroso. Após novas demonstrações mal-sucedidas, ele se suicidou sem saber que dias antes, a Sociedade Médica de Paris reconheceu ele como o descobridor da anestesia.

Ficando por Dentro:
Quase todas as operações realizadas na cavidade bucal podem ser praticadas com anestesia. Ela é indicada para as intervenções feitas em consultórios e ambulatórios e não apresenta os inconvenientes e riscos da anestesia geral.
A anestesia local não é indicada para pacientes psicopatas ou infantis em estado de rebeldia. Também não é indicada para pacientes excessivamente nervosos ou que se recusam a realizar a operação.
Os principais efeitos colaterais como alterações cardio-vasculares, elevação da pressão arterial e da taxa de açúcar no sangue , são devido ao uso da adrenalina.
A toxidade da anestesia depende da tolerância individual e da correta dosagem. Uma dose excessivapode resultar nos sintomas de intoxicação como cefalgias, vômitos, convulsões e tremores.
Os anestésicos locais são substâncias amplamente absorvidas pela pele e mucosas. Uma vez injetados, exercem ação junto à membrana nervosa, seguindo para o interior da microcirculação saguínea, de onde são distribuídos para todo o organismo.
Após metabolizados no fígado e na corrente sanguínea, os anestésicos são secretados pelos rins.