6619 – Mega Almanaque Futebol – Dario, o Dadá Maravilha


Dadá Maravilha, um grande goleador esteve na lendária Seleção Brasileira campeã da Copa de 70

Dario José dos Santos, o Dadá Maravilha, Beixa Flor (Rio de Janeiro, 4 de março de 1946), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como centroavante. É o quinto maior artilheiro do futebol brasileiro com 926 gols. Perde apenas para Túlio Maravilha com 978 gols, Romário com 1006 gols ,Arthur Friedenreich, com 1239 gols, e Pelé, com 1284 gols.
Dario teve uma infância pobre no subúrbio de Marechal Hermes, na rua Frei Sampaio, no Rio de Janeiro. Aos 19 anos, em razão de um furto, foi detido na Febem, onde conheceu o futebol. Em 1965, Dario começou a jogar nos juniores da equipe do Campo Grande, sendo promovido ao time principal em 1967. Seu talento despertou a atenção do Clube Atlético Mineiro, sendo levado para o clube Belo Horizonte no ano seguinte.
Logo, Dadá alcançaria a fama. Destaque no Campeonato Brasileiro de 1971, Dario parou no ar como um beija-flor no dia 9 de dezembro, no Estádio Jornalista Mário Filho, para assinalar no placar Atlético-MG 1, Botafogo zero. Com este gol, o Atlético Mineiro sagrou-se campeão brasileiro daquele ano.
Dario vestiria a camisa de mais 16 clubes. No entanto, o maior destaque de Dadá seria atuando por outro grande clube do futebol brasileiro: o Internacional de Porto Alegre. Dadá foi importante na conquista do Bi-Campeonato Brasileiro pelo Internacional, inclusive marcando o primeiro gol da final do Brasileirão de 1976, na vitória de 2 a 0 sobre o Corinthians.
Dadá também é dono de frases “poéticas”, como: “Não venha com a problemática que eu dou a solucionática”, “Me diz o nome de três coisas que param no ar: beija-flor, helicóptero e Dadá Maravilha”, “Isso é mamão com açúcar” ou ainda “Não existe gol feio. Feio é não fazer gol.”.
Hoje, Dadá, torcedor do Clube Atlético Mineiro assumido, trabalha na televisão como comentarista esportivo. Iniciou sua carreira no programa Toque de bola do extinto Canal 30, emissora local a cabo de BH, apresentado pelo Jornalista Esportivo Marcos Russo. Convidado para o Alterosa Esportes por Rogério Correa então apresentador do programa da TV Alterosa de Minas Gerais, sendo posteriormente contratado devido ao seu grande sucesso pela Rede Globo, sendo comentarista no canal a cabo SporTV. Terminado o contrato, a Rede Minas comprou o seu passe (contrato já finalizado). Atualmente Dadá voltou a TV Alterosa, e participa da Bancada Democrática do Alterosa Esporte, representando o Atlético Mineiro.
Atuando no Atlético Mineiro entre os anos de 1968 e 1972, retornando em 1974, depois em 1978 e 1979, Dario tornou-se o segundo maior artilheiro da história do clube, com 211 gols marcados. Entre os mais importantes gols marcados pelo Galo, os atleticanos não se esquecem do segundo gol em cima da Seleção Brasileira Tri na Copa do Mundo de 70 em amistoso preparatório no final de 1969 e em que o Atlético triunfou sobre as feras (Pelé, Jairzinho, Gérson, Rivelino, etc.) comandadas por João Saldanha por 2 x 1 com o Mineirão cheio. Também não podemos esquecer do gol de cabeça que Dario fez em cima do Botafogo-RJ em 1971 que deu o primeiro Campeonato Brasileiro para o Atlético Mineiro (num triangular final disputado por São Paulo, Atlético e Botafogo). Além desses gols, os Atleticanos não se esquecem do retorno de Dario já veterano em 1979, para suprir a falta de Reinaldo contundido, e conquistar o bicampeonato Mineiro que terminaria só em 1983 com o hexacampeonato, maior seqüência em Minas Gerais na Era Profissional.
Contratado do Sport Recife por Cr$ 500 mil (cerca de US$ 48,2 mil), uma fortuna na época, Dario estreou com a camisa do Internacional em um jogo do Campeonato Gaúcho contra o Esportivo de Bento Gonçalves. O público foi tão grande que o passe de Dadá foi totalmente quitado com o dinheiro da renda da partida.
Em uma partida válida pelo Campeonato Pernambucano de 1976, Dario marcou dez dos 14 gols do Sport na vitória sobre o Santo Amaro. A marca histórica superou os feitos de Pelé e Jorge Mendonça, que marcaram oito gols em uma mesma partida. Mostrando toda sua categoria, fez gols de tudo quanto é jeito, queixo no ombro, queixo no peito, de nuca, joelhada e até de velotrol.
Dario foi o único jogador da história a ser convocado por um presidente da República (Emílio Garrastazu Médici) para fazer parte da Seleção Brasileira. Numa crise que levou a demissão do técnico João Saldanha e sua substituição por Mário Jorge Lobo Zagallo, pouco antes da Copa do Mundo de 1970.
Como não conseguia fazer gol de bicicleta, inventou o famoso gol de velotrol.
Atlético Mineiro
1971 – Campeão Brasileiro (Atlético Mineiro)
1970 – Campeão Mundial (Seleção Brasileira)
1970 – módulo 1 – Campeão Mineiro (Atlético Mineiro)
1970 – Campeão da Taça Belo Horizonte (Atlético Mineiro)
1970 – Campeão da Taça Inconfidência (MG) (Atlético Mineiro)
1970 – Campeão da Taça Cidade de Goiânia (Minas-Goiás) (Atlético Mineiro)
1970 – Campeão da Taça Gil César Moreira de Abreu (MG) (Atlético Mineiro)
1970 – Campeão da Taça Independência (MG) (Atlético Mineiro)
1971 – Bicampeão da Taça Belo Horizonte (Atlético Mineiro)
1972 – Tricampeão da Taça Belo Horizonte (Atlético Mineiro)
1972 – Campeão do Torneio de Leon (México) (Atlético Mineiro)
1972 – Campeão da Taça do Trabalho (Minas-Rio) (Atlético Mineiro)
1974 – Campeão do Torneio dos Grandes de Minas Gerais da Federação Mineira de Futebol (Atlético Mineiro)
1978 – Campeão Mineiro (Atlético Mineiro)
1979 – Campeão da Taça Minas Gerais (Atlético Mineiro)
Flamengo
1973-Campeão Taça Guanabara Flamengo
1974-Campeão Campeonato Carioca: Flamengo
1974-Campeão Taça Pedro Magalhães Corrêa:Flamengo
Sport
1975 – Campeão Pernambucano (Sport)
Internacional
1976 – Campeão Gaúcho (Internacional)
1976 – Campeão Brasileiro (Internacional)

Artilharia

1971 – Campeonato Brasileiro (Atlético Mineiro) – 15 gols.
1972 – Campeonato Brasileiro (Atlético Mineiro) – 17 gols.
1976 – Campeonato Brasileiro (Internacional) – 16 gols.
1969 – Campeonato Mineiro (Atlético Mineiro) – 29 gols.
1970 – Campeonato Mineiro (Atlético Mineiro) – 16 gols.
1972 – Campeonato Mineiro (Atlético Mineiro) – 22 gols.
1973 – Campeonato Carioca (Flamengo) – 15 gols.
1974 – Campeonato Mineiro (Atlético Mineiro) – 24 gols.
1984 – Campeonato Amazonense (Nacional-AM) – 14 gols.

 

6618 – Mega Almanaque Futebol – João Saldanha


João Alves Jobin Saldanha (Alegrete, 3 de julho de 1917 — Roma, 12 de julho de 1990) foi um jornalista e treinador de futebol brasileiro. Ele levou a seleção brasileira a classificar-se para a Copa do Mundo de 1970. Seu apelido era João Sem-Medo.
Logo no inicio de sua vida a família de João resolveu mudar-se de Alegrete. Após percorrerem várias cidades do interior do Paraná, decidiram ficar em Curitiba.
O primeiro grande contato de João com o futebol aconteceu ali, pois a casa comprada por Gaspar Saldanha, seu pai, ficava a dois quarteirões do campo do Atlético Paranaense, onde sempre ia assistir aos treinos das divisões de base, permitindo a proximidade do garoto com o futebol. Além disso, a casa da família em Curitiba permitia uma integração com toda a garotada da vizinhança, que organizava times, campeonatos, jogos, enfim, tudo dentro do estilo de vida da expansão urbana e das novas modas citadinas. Ali, João completaria o primário na mesma escola de um garoto que ainda seria importantíssimo personagem na história nacional como presidente da República: Jânio Quadros. Mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro, onde seu pai adquiriria um cartório.
Jogou futebol profissionalmente por uns poucos anos no clube carioca do Botafogo. Formou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, atual UFRJ. Estudou Jornalismo e se tornou um dos mais destacados escritores de esportes, antes de trabalhar como comentarista no rádio e na televisão. Como um jornalista esportivo, ele frequentemente criticava jogadores, técnicos e times de futebol. Foi filiado ao Partido Comunista Brasileiro.

Botafogo
Em 1957, o Botafogo, contratou-o como seu técnico, apesar de sua total falta de experiência. O clube ganhou o campeonato estadual daquele ano. Em 1969, ele foi convidado a se encarregar da seleção nacional. O Presidente da CBD – Confederação Brasileira de Desportos, João Havelange alegou que o contratou na esperança de que os jornalistas fizessem menos críticas à seleção nacional, tendo um deles como técnico.

Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970
Na Copa do Mundo de 1966, uma das principais críticas da imprensa era a falta de um time-base. Saldanha tentou resolver esse problema e convocou um time formado em sua maioria por jogadores do Santos e do Botafogo, os melhores times da época; e os conduziu a 100% de aproveitamento em seis jogos de qualificação (Eliminatórias). De uma frase sua, quando teria dito que convocaria somente “feras”, surgiu a expressão As feras do Saldanha para designar aquela seleção. Graças ao seu trabalho, a seleção brasileira reconquistaria a autoestima e a confiança do torcedor, que tinha perdido depois da pífia campanha na Copa do Mundo de 1966.
O time de Saldanha, que deu show nas Eliminatórias contra Venezuela e Paraguai, com a dupla Tostão e Pelé, estava mesclado com jogadores do Santos, Botafogo e Cruzeiro. Foi uma grande jogada de Saldanha. Usou o entrosamento dos jogadores em seus respectivos times e atuava num 4-2-4 bem montado. O time brasileiro de Saldanha era: Cláudio; Carlos Alberto Torres, Djalma Dias, Joel e Rildo; Piazza e Gerson; Jairzinho, Tostão, Pelé e Edu.
Apesar das vitórias, Saldanha foi publicamente criticado por Dorival Knipel, o Yustrich, treinador do clube carioca Flamengo. Saldanha respondeu ao confronto brandindo um revólver. Também havia rumores de que não entendia de preparação física, havendo alguns desentendimentos com a comissão técnica sobre a condução dos treinamentos.

Embora muito se dissesse à época, inclusive pelo proprio Saldanha em entrevista a TV Cultura, que ele teria sido retirado do comando da seleção por causa da sua negativa em selecionar jogadores que eram indicados pessoalmente pelo presidente Emílio Garrastazu Médici, em particular o atacante Dario Maravilha, foi constatado posteriormente que tal fato em verdade não ocorreu, limitando-se o então presidente, na qualidade de torcedor, a sugerir a convocação de Dadá.
O último atrito foi quando o auxiliar-técnico pediu para sair da seleção, dizendo que era impossível trabalhar com Saldanha. Segundo João Havelange, então presidente da CBD, o esquema adotado por João Saldanha de dois pontas abertos (Jair e Edu) e o meio-campo desprotegido do Brasil, que adotava o esquema 4-2-4, não iria a lugar nenhum. Daí a demissão de João Saldanha e, depois de uma tentativa de se contratar Dino Sani, ele foi substituído por Mário Zagallo, ex-jogador de futebol e ganhador de duas copas: Copa do Mundo de 1958 e Copa de 1962, com seu tradicional e eficiente (na época) 4-3-3, montando a equipe com Félix; Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Marco Antônio (depois Everaldo); Clodoaldo, Gérson e Rivelino; Jair, Tostão e Pelé.

Jornalismo
Saldanha retornou ao jornalismo depois desse episódio e continuou a criar algumas das mais famosas citações da história do futebol brasileiro, como: “o futebol brasileiro é uma coisa jogada com música”. No final da vida, foi um dos maiores críticos da europeização do futebol brasileiro, com a adoção de esquemas mais defensivos e a perda de algumas de nossas principais características. Ele morreu de forma rápida em Roma, em 1990, onde foi cobrir naquele ano a Copa do Mundo para a Rede Manchete. Até hoje não se sabe a razão. Fontes mais seguras dizem que Saldanha morreu de um enfisema pulmonar, devido ao vício tabagista.

Curiosidades
Em entrevista ao programa Roda Vida da TV Cultura, à época em que treinava a Seleção, Saldanha disse que considerava o então presidente brasileiro, Emílio Garrastazu Médici, o maior assassino da historia do Brasil, e disse que Médici teria matado muitos amigos seus.

6617 – Mega Sampa – A Galeria Pagé


Aqui não é a China,é a rua da Galeria Pagé

Se você não é de Sampa e está a passeio não deixe de visitá-la. Pra quem é daqui, já conhece a lendária galeria.

A Galeria Pagé é um prédio com um conjunto de lojas, situada na Rua Comendador Affonso Kherlakian, na região da Rua 25 de Março, importante artéria comercial da cidade de São Paulo. Os estabelecimentos comerciais trabalham principalmente com mercadorias importadas como eletrônicos, calçados, produtos esportivos, games e brinquedos.
A Galeria foi famosa por vender produtos de origem duvidosa, sendo chamada como o “endereço da muamba” e pelas batidas policiais no local com a finalidade de combater o comércio ilegal. Atualmente porém, em uma ação conjunta com a Prefeitura da Cidade de São Paulo e com a Rede Brasileira de Inteligência, o condomínio do centro comercial deu início a um projeto de revitalização do estabelecimento, com o objetivo de transformá-lo em um outlet.
A cada dia novas lojas estão se instalando na Galeria Pagé, muitos estão em reformas, mas o novo aspecto visual já é notório. Está em andamento o projeto de comunicação visual de todo o prédio, que trará mais informação e conforto a todos os visitantes e trabalhadores da Moderna e Sempre Famosa Galeria Pagé.
Inaugurada em 1963, a Galeria Pagé é considerada o primeiro shopping de São Paulo. É uma das mais famosas da cidade e atrai mais de 1,4 milhão de pessoas ao mês. O prédio possui 14 andares e abriga mais de 170 lojas especializadas em roupas, calçados, presentes, perfumes, cosméticos, produtos eletrônicos, acessórios para celular, brinquedos, artigos esportivos, bijuterias, embalagens e artesanato. A galeria conta com lanchonetes, restaurantes, banheiros e elevadores.

6616 – Aviação Comercial – A Boeing


É uma empresa norte-americana. É a maior da industria aeroespacial do mundo. Tendo como principais concorrentes a Airbus e a Embraer. Com sede em Chicago, Illinois, conta com fábricas em Seattle e Washington.
Foi fundada em 1916, por William E. Boeing e George Conrad Westervelt.
Em 1996, a McDonnell Douglas foi adquirida pela Boeing por 13 bilhões de dólares.

Aviões Boeing em produção
Boeing 737 -600 -700 -800 -900 -900
Boeing 747 -400 -8
Boeing 767 -200 -300 -400
Boeing 777 -200 -300
Boeing 787 -8 -9
Aviões Boeing em desenvolvimento
Boeing 787 Dreamliner
Boeing Yellowstone

6615 – Xixi contra o Aquecimento Global


A urina animal e humana ajuda a absorver carbono da atmosfera. É o que diz um novo estudo divulgado pelo pesquisador espanhol Manuel Jiménez Aguilar no Journal of Hazardous Materials (Jornal de Materiais Tóxicos). E quer saber como o xixi poderia retirar do ar o principal gás causador do efeito estufa? Por meio do uso de containers ou chaminés industriais e domésticas, que exalariam a urina!
Segundo os pesquisadores, cada molécula de ureia contida na urina produz um mol de bicarbonato de amônio e um mol de amônia, que tem a capacidade de absorver 1 mol de dióxido de carbono. Aguilar explica que um litro de xixi pode absorver alguns gramas de CO2 durante seis meses, de modo que a emissão do gás reduziria em 1%.
Mas, para que a urina não entre em decomposição nos reservatórios das chaminés, a sugestão de Aguilar é misturar uma pequena quantidade de um líquido que sobra do processo de centrifugação da pasta da azeitona – de acordo com o cientista, o fluido é escuro e fedido.
Depois de toda a absorção de gás – que poderia ser detectada por meio de um sistema de controle -, o líquido pode ser usado como fertilizante natural na agricultura.
Sabemos que o xixi tem a vantagem de ser produzido em abundância e de uma forma natural. O problema seria o mau cheiro.

6614 – Quais são as substâncias mais esquisitas usadas para fabricar combustível?


Em tempos de aquecimento global acelerado, cientistas correm atrás de fontes de energia limpas para impulsionar veículos e máquinas industriais sem se importar muito com a procedência. O hidrogênio, por exemplo, é um desses combustíveis alternativos e pode ser extraído até de xixi! “A urina, em estado normal, contém 2 gramas de ureia por 100 mililitros, e é essa ureia que usamos para fazer hidrogênio”, diz Gerardine Botte, engenheira química da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos.

TOTAL FLEX
Veja como alguns subprodutos industriais e do consumo humano podem abastecer a produção de biocombustíveis:

XIXI – 3,5 litros de urina geram 1 litro de hidrogênio. O problema é que parte da ureia – substância da urina que é base para obtenção de hidrogênio -, em contato com bactérias do ambiente, vira amoníaco bem antes de ser processada.

BORRA DE CAFÉ – Não precisa ser vidente para ver futuro no pó que sobra do cafezinho. O óleo contido em cerca de 20 quilos de borra – o equivalente a mais de 130 xícaras – dá para fabricar 1 litro de biodiesel.

CARAMELO – Com 2 quilos de ingredientes que sobram da fabricação de chocolate – como caramelo e outros recheios – é possível obter 1 litro de biodiesel. O combustível é resultado da digestão de bactérias que se alimentam do meladão.

FRALDA USADA – Depois de castigadas por bebês ou pessoas com incontinência, as fraldas podem gerar biogás. Cerca de 7 quilos de fraldas geram 1 litro de gás metano – produto dos dejetos – e 2,8 quilos de celulose – vindos de materiais que compõem a fralda.

6613 – Quantos litros de água tem num temporal?


Um temporal forte, desses que caem durante o verão em São Paulo, chega a descarregar 92 litros de água por metro quadrado. Se essa chuvona caísse sobre toda a cidade, Sampa seria inundada por 138 bilhões de litros de água, o suficiente para encher 55 531 piscinas olímpicas, com 25 metros de largura, 50 de comprimento e 2 de profundidade. Esse megatoró hipotético sobre todo o município pode até acontecer, mas é bem raro. Afinal, a cidade paulistana é enorme, com uma área de 1 509 km². Na prática, o que acontece é que alguns bairros acabam sendo mais castigados do que os outros. Mas a quantidade de água que cai do céu não é o único fato a ser analisado para determinar a intensidade de uma chuva. O tempo de duração e o tamanho da área também contam. Por exemplo, uma chuva de 20 litros de água por m², distribuída em um dia por toda a cidade, pode passar como uma fina garoa. Já a mesma quantidade de chuva caindo em apenas uma hora pode detonar a região atingida, ainda mais se for sobre uma área pequena. Nas grandes metrópoles, o problema das enchentes é mais grave porque falta um bom sistema de drenagem da água – afinal, o solo foi impermeabilizado pelo asfalto. Situação bem diferente ocorre na Amazônia, onde chega a chover 4 mil litros por m² por ano! Na floresta, o aguaçeiro é absorvido pelas plantas, pelo solo e pelos rios, reduzindo o impacto da água que cai do céu.

6612 – Existe alguma prova de que o espaço sideral é infinito?


Não, e encontrá-la é um dos maiores objetivos da cosmologia, ciência que estuda o Universo. “As observações sugerem que ele seja infinito, mas os dados não são totalmente confiáveis”, diz um astrônomo da USP. Com base na Teoria da Relatividade, os cientistas bolaram uma fórmula para estudar os limites do Cosmos. Depois de milhões de cálculos malucos, a conclusão foi a seguinte: se a densidade do Universo for menor do que 0,00188 g/cm3, ele é infinito. Como não dá para medir (nem pesar) o Universo inteiro, os astrônomos calcularam a densidade de partes conhecidas e a assumiram como representação de todo o espaço. Como os valores alcançados eram até cinco vezes menores do que o tal 0,00188 g/cm3, a conclusão inicial é de que o Cosmos é infinito. Mas o estudo ainda está engatinhando. “Nas partes do espaço que estudamos, podem haver coisas que não conseguimos medir, como buracos negros. E algumas teorias estimam que conhecemos apenas 5% do total”, diz Boczko. A descoberta dos demais 95% pode mudar radicalmente os dados atuais e apontar para um Universo finito. Se isso acontecer, vem outra dúvida: o que vem depois do Universo?

6611 – Qual é o animal mais forte do planeta?


besouro rinoceronte

Antes de decidir qual o bicho mais poderoso do mundo, é preciso estabelecer um critério comparativo entre os principais concorrentes.
Com base nisso, o ganhador é o besouro-rinoceronte, nome dado a várias espécies de besouros da família dos Scarabaeidae. Esse inseto de apenas 13 centímetros é capaz de suportar nas costas um volume equivalente a 850 vezes o peso de seu corpo! Para dar uma idéia do feito desse animalzinho, é como se um homem de 70 quilos pudesse carregar algo que pesasse 60 toneladas, o peso de 60 fuscas juntos. Também conhecido como besouro-elefante ou besouro-hércules, nosso vencedor é encontrado principalmente em florestas tropicais. O apelido “rinoceronte” surgiu porque o bicho tem uma espécie de chifre na sua cabeça – assim como os enormes mamíferos africanos, os besouros também usam essa haste para lutar. E, se você apostou todas as suas fichas na certeza de que o elefante era o animal mais forte do planeta, resta um consolo: em termos absolutos, nenhum ser vivo consegue superá-lo em termos de força. Afinal, os elefantes suportam cerca de 2 mil quilos. Mas isso equivale a apenas 33% de seu peso – bem menos, em termos percentuais, do que a carga levantada pelo pequenino besouro-rinoceronte.

6610 – Mega Pet – Por que cachorros não podem comer chocolate?


Porque o chocolate, principalmente o escuro, contém teobromina, uma substância que faz um grande estrago no sistema nervoso dos totós. Presente no cacau, a teobromina pode provocar crises alérgicas, aumento da pressão arterial, taquicardia, arritmia, tremores e convulsões. Dependendo do porte do animal, da quantidade de chocolate que ele ingerir e da sua sensibilidade ao alimento, ele pode até mesmo entrar em coma e morrer. E tem mais: o consumo de chocolate, bem como de outros alimentos com alto teor de açúcar, predispõe os cachorros a cáries e outros problemas dentários. Para evitar essa roubada, uma empresa nacional chegou até a desenvolver um petisco que tem sabor, cheiro e aparência de chocolate, mas não é chocolate e pode ser consumido na boa pelo seu melhor amigo.

6609 – Qual é a raça de cachorros mais inteligente?


É a border collie, uma raça de pastoreio e trabalho criada na Inglaterra há mais de cem anos. Pelo menos é o que garante o psicólogo especializado em cães Stanley Coren, autor do livro A Inteligência dos Cães. Esse professor de psicologia da Universidade de British Columbia, em Vancouver, Canadá, coordenou uma pesquisa com mais de 200 juízes americanos e canadenses especializados em provas de obediência. Entre as 133 raças analisadas, a border collie ficou em primeiro. “Trata-se de um animal superativo, que precisa de espaço para realizar atividades físicas. Se ficar confinado em um espaço pequeno, vira um capeta”, diz a médica veterinária paulista Cristina Moreira, que concorda com o resultado da pesquisa de Coren. Ao lado a gente mostra o top 5 desse ranking polêmico pra cachorro.

Border Collie

Esse simpático cãozinho é considerado um verdadeiro workaholic. Adora pastorear rebanhos e, na falta de um, cuida também de patos, crianças e tudo o que se mova na sua frente. É um cão de extrema vitalidade e muito atlético. Ele dá show em competições do tipo agility, em que o animal tem que superar vários obstáculos

Pastor Alemão

Sua inteligência e versatilidade fazem com que o pastor alemão seja uma das raças mais populares do mundo. Como ele é forte, obediente a comandos e aprende muito rápido, tem sido usado como cão de polícia, de resgate, de guarda e guia de cegos. Também tem forte vocação para o trabalho

Poodle

A adaptabilidade é a principal característica da raça. No passado, o poodle era usado para a caça aquática: cabia a ele buscar as aves abatidas que caíam em lagos e riachos. O tempo passou e ele virou cão de companhia. Graças à sua facilidade de aprendizado, é muito utilizado em espetáculos de circo

Golden Retriever

Está sempre tentando agradar seu dono. Por ser muito observador e atento, é um dos cães preferidos para trabalhar como guia de cegos e na recuperação de pessoas com problemas físicos e mentais. É manso, de boa índole e adora realizar atividades físicas

Dobermann Pinscher

É um cão fiel, ativo, enérgico e de grande vigor. Muito apegado à família, é empregado como cão de defesa ou guarda. Sua aguçada inteligência facilita a tarefa de adestrá-lo. O porte esguio, a “cara de mal” e a poderosa mordida fazem com que seja um dos cachorros mais temidos do mundo.

6608 – Acredite se Quiser – Prefeito espanhol participa de saques a supermercados para alimentar pobres


Quem não tem Robin Hood caça com Juan Manuel

O prefeito de Marinaleda, uma pequena cidade espanhola na Andaluzia, ficou conhecido como o “Robin Hood local” depois de ajudar a saquear dois supermercados da região.
Juan Manuel Sánchez Gordillo está no governo há mais de 30 anos. Ele contou à imprensa que a comida roubada foi distribuída para famílias em dificuldades financeiras e culpou a crise econômica que o país enfrenta. Sete sindicalistas foram presos por conta dos saques.
Como membro do parlamento regional da Andaluzia, Sánchez tem imunidade política e não foi detido.
O grupo do prefeito invadiu os mercados e retirou os produtos em carrinhos. No lado de fora, Sánchez Gordillo usou um megafone para encorajar os cidadãos a pegarem a comida e outros bens. ”Tem gente que não tem o suficiente para comer”, disse. “No século XXI, isso é uma desgraça.”

6607 – Game – Vício Mata? Adolescente morre depois de jogar Diablo III durante 40 horas


Na manhã do último domingo, um jovem de 18 anos foi encontrado “dormindo” em uma sala privada de lan house em Taiwan. Ele estava com a cabeça na mesa, uma mão sobre o mouse e outra no teclado. Uma funcionária do estabelecimento resolveu dar uma espiada no cliente, que jogava Diablo III desde a hora do almoço de sexta-feira.
Sem muita força, o adolescente Chuang tentou se levantar, deu alguns passos e caiu. Pouco depois de chegar ao hospital, o jovem morreu.
O laudo oficial sobre a morte do adolescente ainda não foi liberado, mas os médicos adiantam que a provável causa da fatalidade teria sido um colapso por falta de comida e de descanso.
A Blizzard Game Maker divulgou um comunicado sobre o ocorrido: “Ficamos tristes com a notícia e nossos pensamentos estarão com a família e amigos de Chuang nesse momento difícil. Apesar disso, não seria apropriado fazermos mais comentários sobre o assunto sem conhecer todas as circunstâncias envolvidas no caso”.
Em fevereiro do ano passado, um chinês de 30 anos também errou a mão e morreu após uma maratona de três dias jogando online. O homem teria perdido a consciência em um cyber café na periferia de Pequim depois de ficar todo esse tempo sem comer ou dormir.

6606 – Farmacologia – A Acebrofilina


Referência – Brondilat, laboratório Aché; possui vários genéricos
Um xarope de uso pediátrico 25 mg/5ml: Brismucol
Xarope 50 mg/5ml Brismucol
Trata-se de um broncodilatador, expectorante, mucolítico, liberador de ambroxol e de teofilina.
Usado para combater o broncoespasmo
A acebrofilina libera ambroxol, que é um mucolítico expectorante e teofilina, que relaxa a musculatura lisa dos brônquios, estimulando o fluxo respiratório.
Uso oral, para adultos 100 mg a cada 12 horas.
Idosos: pela teofilina liberada, usar com cautela. Pode ser necessário diminuir doses, para evitar manifestações tóxicas.
Crianças de 6 a 12 anos: 50 mg a cada 12 horas
3 a 6 anos: 25 mg cada 12 horas.
Risco na Gravidez – A teofilina é excretada no leite, podendo causar irritabilidade na criança.
Devem ser avaliados os riscos X benefícios; arritmia cardíaca, doença renal ou hepática; hipertireoidismo, úlcera, infarto recente são contraindicações.
Tal droga pode ter sua ação aumentada por álcool, anticoncepcional oral, betabloqueadores, carbamazepina, cimetidina, corticosteróide, diurético, hormônio da tireóide, interferon, isoniazida, vacina contra gripe, tiabendazol, mexiletina.
Sua ação pode ser diminuída por: aminoglutemina, barbiturato, carbamazepina, cetoconazol, cigarro, hindantoína, isoniazida, rifampicina, sulfimpirazona.
Pode aumentar as reações adversas associado a tetraciclina.
Não fumar durante o tratamento.

Associações de Medicamentos:
A utilização de associações de substâncias ativas num mesmo medicamento tem sido desaconselhada. Tais associações, salvo excessões, geralmente são complicadas em termos de acertos de doses e raramente conseguem comprovar as suas vantagens frente à utilização isolada das substâncias ativas.

Veja como age os broncodilatadores

6605 – Automóvel – Como Funciona o Carburador?


A idéia que existe por trás de um motor é queimar gasolina para criar pressão e então transformar esta pressão em movimento. É necessária uma quantidade muito pequena de gasolina durante cada ciclo de combustão. Tudo o que a combustão precisa é de algo em torno de 10 miligramas de gasolina por curso de combustão!
O objetivo de um carburador é misturar a quantidade certa de gasolina ou álcool com o ar para que o motor funcione de maneira adequada. Caso não haja combustível suficiente misturado com o ar, o motor “fica pobre” e poderá não dar a partida ou pode ser danificado. Caso haja muito combustível misturado com o ar, o motor “fica rico” e também pode ser que não pegue, faz fumaça preta, funciona mal (afoga facilmente, morre) ou, no mínimo, desperdiça combustível. O carburador tem a missão de fazer a mistura correta.
Nos carros novos, a injeção de combustível está se tornando quase universal, já que proporciona menor consumo de combustível e reduz as emissões. Mas quase todos os carros mais antigos e equipamentos pequenos, como cortadores de grama e motoserras, usam carburadores, porque eles são simples e baratos.

O carburador de uma motosserra é um bom exemplo, porque é bem simples. Aliás, mais do que a maioria dos carburadores ele precisa atender a três condições apenas:

ele tem que fazer o motor funcionar mesmo sob baixas temperaturas
ele precisa funcionar quando o motor estiver em marcha-lenta
ele precisa funcionar com o motor aceleração plena
Ninguém que opera uma motosserra está interessado em transiência entre a marcha-lenta e o acelerador todo aberto, portanto a diferença de desempenho gradual entre esses dois extremos não é muito importante. Em um carro, todas as faixas intermediárias são importantes e é por isso que o carburador dos carros é muito mais complexo.

Um carburador é, essencialmente, um tubo;
há uma chapa ajustável atravessada no tubo chamada borboleta de aceleração, que controla quanto de ar pode fluir através do tubo. Você pode ver a borboleta ou válvula circular de latão na foto 1;
há um estreitamento em determinado ponto do tubo, chamado venturi, em que nesse estreitamento é criado uma depressão. O venturi está visível na foto 2;
neste estreitamento, há um orifício, chamado glicê (do francês gicleur), que permite a vazão do combustível sugado pela depressão. Você pode ver o glicê na lateral esquerda do venturi na foto 2.
O carburador está operando “normalmente” quando em aceleração máxima. Nesse caso, a borboleta está paralela ao tubo em seu comprimento, permitindo que o máximo de ar flua através do carburador. O fluxo de ar cria uma boa depressão no venturi e há uma dada vazão de combustível através do glicê. Você pode ver um par de parafusos na parte superior direita do carburador na foto 1. Um destes parafusos (identificado como “Hi” (alta, principal), no caso da motosserra) controla quanto de combustível flui para dentro do venturi na aceleração máxima.

Quando o motor está em marcha-lenta, a borboleta de aceleração está quase fechada (a posição dela nas fotos é a de marcha-lenta). Não há ar suficiente fluindo através do venturi para criar depressão. Entretanto, na parte de trás da borboleta há bastante depressão (porque ela está restringindo o fluxo de ar). Se um pequeno orifício for feito na lateral do tubo do carburador exatamente atrás da borboleta, o combustível pode ser fluir para tubo pela depressão abaixo da borboleta. Este pequeno orifício é chamado de glicê de marcha-lenta. O outro parafuso do par visto na foto 1 é identificado como “Lo” (baixa, marcha-lenta) e controla a quantidade de combustível que flui através deste glicê.
Quando o motor está frio e você tenta dar a partida puxando a corda de arranque, ele é acionado em uma rotação bem baixa. Por estar frio, ele precisa de uma mistura bastante rica para dar a partida. É onde entra a borboleta do afogador. Quando ativada, a borboleta do afogador cobre completamente o venturi. Se a borboleta de aceleração está completamente aberta e o venturi está coberto, o vácuo do motor arrasta combustível através do glicê principal e um pouco pelo de marcha-lenta (como a entrada do tubo do carburador está completamente coberta, toda a depressão do motor puxa combustível através dos glicês). Geralmente essa mistura rica permite que o motor pegue uma ou duas vezes, ou funcione bem lentamente. Ao abrir a borboleta do afogador, o motor passa a funcionar normalmente.

6604 – Museu do Automóvel – O Dodge Magnum


Magnum de 1979

No Brasil o Dodge Magnum foi um carro produzido pela Chrysler do Brasil de 1979 à 1981, para a substituição dos Dodge Dart Gran Coupe, descontinuados desde 1975. Todo os Dodges V8 do Brasil, o Magnum incluido nesta definição, são baseados no Dodge Dart 1968-1969 dos estados Unidos da America(EUA), com carroceria chamados de A-Body e com o motor V8 de 318 polegadas cubicas(nos EUA era considerado um modelo compacto). Os modelos de Dodges V8(coupe ou Sedan) de 1979 a 1981(Dart, Charger R/T, Magnum e Le Baron, foram feitos novas frentes e traseiras a fim de ficarem semelhantes ao Modelo Dodge Dart Swinger 1970 a 1976 dos Estados Unidos(EUA), com um pequeno diferencial na grade frontal do Modelo Magnum(coupe) e LeBaron(Sedan) que possuiam uma Grade Unica, exclusiva, fabricada apenas no Brasil a fim de parecerem mais requintados. O ano/modelo 1979 ao 1981 vinha com rico acabamento fazendo questão do uso de cromados, nas calotas, parachoques, frisos, e detalhes. Seu acabamento também era considerado no Brasil como um grande requinte, tendo teto em vinil de várias cores, e opcionais como ar condicionado, cambio automático, teto solar e pneus radiais. O espaço interno era semelhante, mas não maior, que no Dodge LeBaron, um Sedan com 4 portas com a mesma grade frontal, por ser um Coupe. Os Dodges Sedan(todos os V8 do Brasil, os modelos Dart Dart de Luxo e o LeBaron) eram por definição alguns centimetros mais altos que os coupe’s, isso se verifica claramente nos tamanhos dos vidros de parabrisas e de vigias. No fim de 1978, a Chrysler do Brasil já apresentava e começava a fabricar alguns modelos Dodge Magnum, já como modelo 1979.
Dados de quantidades: 1978=833, 1979=1208, 1980=78, 1981=127.

6603 – Biologia – A Preguiça


O nome preguiça provém dos movimentos extremamente lentos desse mamífero, cujos antepassados, de porte gigantesco, viveram no pleistoceno. Apesar da extrema lentidão de seus movimentos em terra firme, a preguiça nada muito bem e, quando na água, pode desenvolver grande velocidade.
Preguiça é um mamífero desdentado da família dos bradipodídeos, cujas seis espécies existentes, reunidas em dois gêneros, Bradypus e Choloepus, estão na América tropical. Seus parentes mais próximos, as preguiças terrestres da América do Norte, estão extintos há muito. Com sessenta a setenta centímetros de comprimento e uma cauda curta e rudimentar, as preguiças têm os membros dianteiros mais longos do que os traseiros, com garras fortes e capazes de causar ferimentos.
Embora incluídas na ordem dos desdentados, junto com os tamanduás e os tatus, têm cinco dentes superiores e quatro ou cinco inferiores. As vértebras cervicais variam de seis a nove, às vezes dentro da mesma espécie. O pêlo é seco, áspero e acinzentado. Os olhos são voltados para a frente, o que lhes dá visão binocular, importante para a vida nas árvores. As orelhas são pequenas e o olfato apurado.
A mão de um dos gêneros de preguiça (Bradypus, que conta com quatro espécies) tem três dedos; as do outro (Choloepus, com duas espécies), apenas dois. Em geral silenciosas, mas capazes de emitir gritos agudos e aflitivos, as preguiças pouco descem ao chão. Ao se camuflarem nas árvores, servem de hospedeiras a muitos parasitas, entre os quais mariposas da família dos pialídeos e até uma alga, responsável pela coloração esverdeada da pelagem. Alimentam-se das folhas e brotos de diversas espécies, com marcada predileção pelos da embaúba ou cecrópia. Têm apenas um filhote por ano, após um período de gestação de quatro a seis meses. No Brasil ocorrem duas espécies, a preguiça-comum (Bradypus tridactylus) e a preguiça-real (Choloepus didactylus).

6602 – Mega Cientistas – ROBERT BOYLE


Coube a Robert Boyle imprimir à física e à química modernas uma orientação metodológica baseada na precisão das medidas e na racionalidade das deduções experimentais.
Boyle, 14º filho do conde de Cork, nasceu em 25 de janeiro de 1627 em Lismore, Irlanda. Educado na rígida disciplina de Eton, dedicou-se à difusão da fé cristã e ao estudo das línguas orientais, além de se aprofundar na pesquisa científica. Na juventude, viajou vinte anos pela Europa e travou conhecimento com as principais correntes do pensamento da época.
De volta à Inglaterra, escreveu diversos ensaios filosóficos e começou seus estudos de física e química. Com a colaboração de Robert Hooke, construiu uma bomba pneumática, que permitiu demonstrar a impossibilidade de se obter o vácuo absoluto. Analisando o ar, descobriu que ele serve de meio para a propagação do som e que é compressível por ser constituído de partículas minúsculas que se movem no vácuo. Verificou também que seu volume é inversamente proporcional à pressão a que é submetido (anos depois o abade francês Edme Mariotte deu maior precisão a essa lei, observando que só era válida sob temperatura constante). Outra de suas descobertas importantes foi a de que a água se expande ao congelar-se.
Sua obra The Sceptical Chymist (1661; O químico cético) é um dos primeiros textos científicos em que a química se diferencia da alquimia e da medicina. Nela Boyle atacou a teoria aristotélica dos quatro elementos (terra, ar, fogo e água) e também os três princípios (sal, enxofre e mercúrio) propostos por Paracelso, desenvolvendo o conceito de partículas primárias que, por combinação, produzem corpúsculos. Todos os fenômenos naturais, por conseguinte, se explicavam não pelos elementos e qualidades aristotélicas, mas sim pelo movimento e organização de partículas primárias.
Os múltiplos interesses intelectuais de Boyle levaram-no a montar uma gráfica em que imprimiu diversas traduções da Bíblia. Durante alguns anos dirigiu a Companhia das Índias Orientais. Sem abandonar a pesquisa, Boyle dedicou os últimos anos de vida a difundir a religião. Morreu em 30 de dezembro de 1691 em Londres e foi enterrado na abadia de Westminster.

6601 – Medicina – A úlcera


Entre as doenças mais comuns do aparelho digestivo está a úlcera, conseqüência de múltiplos fatores, tanto dietéticos quanto fisiológicos e psicossomáticos.
Úlcera é toda lesão no revestimento de um tecido e, mais concretamente, das mucosas, o que causa uma descontinuidade. A úlcera mais comum é a gastroduodenal, uma das doenças crônicas de maior relevância e freqüente em indivíduos de sexo masculino, sobretudo entre trinta e sessenta anos. Consiste na perda do revestimento mucoso das paredes do estômago ou do duodeno. A úlcera caracteriza-se por dor epigástrica que se manifesta pouco depois da refeição e se mitiga com a ingestão de substâncias alcalinas ou comidas leves. Se a doença não for tratada, no entanto, a dor pode tornar-se crônica.
No passado se acreditava que tais úlceras eram causadas apenas pelo excesso de secreção do ácido pelo estômago, mas hoje se sabe que o estresse e o uso de antiinflamatórios não-esteróides têm efeito ulcerogênico, assim como a infecção causada pela bactéria Helicobacter pylori (antes Campylobacter pylori), um bacilo gram-negativo, flagelado, espiralado, que coloniza a mucosa gástrica humana. Essa bactéria exerce papel importante na causa da gastrite crônica e em algumas formas da úlcera péptica. A incidência de câncer gástrico em indivíduos infectados por essa bactéria é 2,8 a 6 vezes maior do que o normal. Muito móvel, ela atravessa o muco gástrico rapidamente e atinge a mucosa, onde se fixa. Entre as citotoxinas que produz está a fosfolipase C, destruidora dos fosfolipídios que envolvem as células epiteliais do estômago e do duodeno. Essa ação permite que as membranas mucosas sejam facilmente danificadas pelo ácido gástrico e a pepsina.
A perda da mucosa inicia-se nas camadas mais superficiais e depois se aprofunda. Se o quadro evolui sem que se tomem medidas necessárias para deter a lesão, a úlcera pode afetar também as camadas subjacentes (muscular e serosa) das paredes gastroduodenais. O caso mais grave ocorre quando a parede se perfura e se abre no peritônio, o que origina a peritonite aguda. Outras complicações envolvem hemorragias, o estreitamento pilórico (estenose) e a degeneração maligna da lesão até formar um tumor canceroso.
As úlceras duodenais e gástricas reaparecem rapidamente e com freqüência se persiste a infecção do H. pyloris, tratada usualmente com drogas que contêm agentes ácido-bloqueadores. Por outro lado, a recorrência é rara quando a infecção bacteriana é erradicada por associação de antiulcerosos e antibiótiocos, antibacterianos e bismuto. O tratamento conjuga também aspectos dietéticos (dietas rápidas e alcalinas), psicológicos e, em último caso, cirúrgicos.

6600 – Medicina – Os Tumores e Quistos


Mesmo benignos, tumores e quistos geralmente exigem extirpação cirúrgica, porque produzem aumentos de massa ou volume dos tecidos que pressionam órgãos adjacentes e afetam sua função.
Tumores são massas de tecido anormal que surgem sem causa evidente a partir de transformações produzidas em células normais do corpo. Não têm função útil e tendem a crescer de forma autônoma e desenfreada. Quistos são cavidades que se formam no interior de tecidos orgânicos e que contêm líquidos ou outras substâncias semi-sólidas.
Formações tumorais. As células que formam os tumores geralmente diferem das normais por terem sofrido algumas das seguintes alterações: hipertrofia, aumento de tamanho das células individuais; hiperplasia, proliferação exagerada de células numa determinada região; anaplasia, regressão das características físicas de uma célula para tipos mais primitivos ou indiferenciados — aspecto quase constante dos tumores malignos, embora ocorra em outros casos tanto em indivíduos saudáveis quanto doentes.
Segundo suas características, estrutura e propriedades clínicas, os tumores classificam-se em benignos e malignos (cânceres). Os primeiros crescem lentamente e se fixam no local de origem. Muitos tumores benignos são encapsulados num tecido conjuntivo derivado da estrutura que os envolve e não invadem os tecidos contíguos, embora possam exercer pressão sobre eles à medida que aumentam de tamanho. Outras características os distinguem: não se alastram pelo corpo, e, portanto, não produzem metástases (disseminação das células tumorais pelo corpo); podem ser totalmente removidos cirurgicamente, dependendo de sua localização; e não alteram a função original do tecido afetado.
As células dos tumores malignos diferem das normais em tamanho, forma e estrutura. Em casos extremos, perdem a aparência e as funções que as caracterizam como células especializadas. O termo maligno se refere à capacidade que o tumor apresenta de produzir metástases e, conseqüentemente, a morte do paciente, a menos que seja erradicado.
O tumor maligno cresce rapidamente porque as células que o integram se multiplicam de forma rápida e desordenada. Costuma infiltrar-se nos tecidos e estruturas orgânicas próximas, o que torna ainda mais difusa sua localização e mais difícil sua extirpação cirúrgica. Além de não apresentarem uma estrutura histológica bem configurada — uma de suas principais características é, especificamente, a desorganização — os tumores malignos são recidivantes, ou seja, se reproduzem com facilidade depois de uma extirpação cirúrgica, e apresentam capacidade de crescimento teoricamente ilimitada.
Uma massa de células tumorais geralmente forma um inchaço localizado e definido que, se ocorre junto à superfície do corpo, pode ser percebido como um caroço. Tumores profundos, no entanto, nem sempre são palpáveis. Às vezes, especialmente no caso dos tumores malignos, estes se apresentam não como caroços, mas como úlceras, fissuras, projeções semelhantes a verrugas ou infiltrações difusas e mal-definidas do que parece ser um órgão ou tecido de resto normal.
A dor causada por tumores geralmente resulta da pressão que ele exerce sobre os tecidos nervosos. Nos primeiros estágios de evolução, todos os tumores tendem a ser indolores, e aqueles que alcançam grande tamanho sem interferir nas funções locais podem permanecer indolores. A maioria dos tumores malignos, no entanto, causa dor em virtude da invasão direta de ramificações nervosas ou pela destruição de ossos.
São diversos os tratamentos que a medicina emprega para combater tumores. Eles podem ser físicos, como as radiações, que destroem as células tumorais (particularmente sensíveis às emissões radioativas); cirúrgicos, com que se previne a invasão de outras estruturas, no caso dos tumores malignos; ou quimioterápicos, entre os quais está a administração de substâncias inibidoras da divisão celular (antimitóticos).
Quistos. Embora a maioria dos quistos seja benigna, muitas variedades são malignas ou pré-cancerosas. Quistos benignos geralmente precisam ser removidos porque interferem no funcionamento dos órgãos adjacentes. Surgem pela proliferação do epitélio (tecido que forma a pele e o revestimento dos vasos sangüíneos e cavidades do corpo) e podem desprender-se das estruturas próximas e se deslocar livremente. Diversos órgãos, entre os quais o rim, o fígado e a mama, são particularmente suscetíveis à formação de quistos.
Os quistos podem ser causados por parasitos ou pela obstrução de glândulas de secreção exócrina (ou externa), como é o caso das glândulas sebáceas, sudoríparas ou mamárias. A dificuldade de circulação e evacuação do líquido produzido por essas glândulas provoca o acúmulo de secreção e a conseqüente dilatação do órgão. Entre os quistos de origem parasitária, são graves o quisto hidatídico, produzido pela larva do verme Echinococcus granulosus, e o cisticerco, formado por ovos de solitária (Taenia solium), verme que infesta o indivíduo que ingere carne de porco contaminada e mal cozida. A extirpação cirúrgica é o tratamento indicado para os quistos.