6590 – A Antidieta


Fazer dieta engorda. Esse aparente absurdo é a filosofia da antidieta. Aplicada no Brasil desde 1987 por uma psicóloga, busca no processo de seleção natural a justificativa para liberar a comilança. Quando alguém faz dieta rigorosa, o corpo reage como se a inanição estivesse se instalado.
Como a comida é pouca, a queima de gordura é cad vez menor e o apetite então aumenta e o organismo vai aumentar ainda mais as reservas calóricas. Quando o regime acaba, é como se uma mola comprimida fosse subitamente liberada, e vem então a gula. Segundo uma pesquisa feita por uma associação médica americana, 98% dos fiéis seguidores do regime voltam depois a engordar todos os quilos perdidos, quando não aumentam. A solução proposta foi comer quando se tem fome, comer o que se tem vontade e parar de comer quando satisfeito.

Geladeira Liberada?
A teoria da antidieta começou a nascer nos centros de pesquisa de dois institutos dedicados à mulher, o The Woman’s Therapy Center, em Londres, e o The Woman’s Therapy Center Institute, em Nova York. Foram eles as fontes do trabalho de Elisabeth Wajnryt, professora do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo, que mantém contato também com pesquisadores da Escola paulista de Medicina. Entre eles está a bióloga Ana Lydia Sawaya, professora adjunta de Neurofisiologia e Fisiologia endócrina da Escola. Citando pesquisas científicas recentes, Ana Lydia acredita que a obesidade é um problema fundamentalmente genético, que não se resume a uma tendência à desregulagem de hormônios herdada dos pais.
A questão é saber separar a fome do estômago daquela originada da simples gula ou do excesso de ansiedade.

6589 – Física – A Aerodinâmica


Estudos detalhados sobre a resistência oferecida pelo ar e a estabilidade de veículos em movimento são essenciais à fabricação dos automóveis modernos, dos aviões e de todos os meios de transporte que se deslocam a grandes velocidades.
Aerodinâmica é o ramo da ciência física que analisa os movimentos do ar e de outros fluidos gasosos, estudando as forças estabelecidas entre os corpos móveis e as massas de ar que os envolvem.
Trata-se de uma disciplina científica de enorme importância prática no âmbito das indústrias militar e de transporte; de fato, seu objetivo essencial é a determinação dos princípios que controlam o movimento e a estabilidade de aviões, barcos e trens de alta velocidade, bem como aqueles aspectos relacionados ao deslocamento de projéteis e mísseis.
Além disso, as leis estabelecidas através de análises aerodinâmicas são aplicáveis também na engenharia civil, uma vez que eles regem, entre outras coisas, as forças de resistência apresentadas por pontes e demais edificações quando submetidas à ação de ventos de grande intensidade.
Os estudos aerodinâmicos têm como objetivo fundamental a manutenção, nos corpos analisados, do denominado estado de equilíbrio dinâmico, no qual as forças desenvolvidas durante seu movimento devem ser compensadas por aquelas produzidas pelas massas de ar, em cujo interior o corpo se desloca. As leis que regulam essa disciplina utilizam a análise matemática para descrever as condições ideais de vôo ou de deslocamento sobre superfícies sólidas ou líquidas.
Embora o campo de aplicação da teoria aerodinâmica englobe especialidades tão distintas quanto o tratamento das resistências do ar, a ventilação de altos-fornos ou o desenho industrial de aviões, trens e automóveis, seu maior interesse está centrado na descrição das forças que intervêm no deslocamento dos corpos no ar.
Essa disciplina teve sua origem nos trabalhos de Galileu Galilei, Christiaan Huygens e Isaac Newton, os quais, por meio de diferentes experiências, estabeleceram o conceito de resistência do ar, determinando, também, sua magnitude. Esses pesquisadores concluíram que o valor dessa grandeza é proporcional ao quadrado da velocidade do corpo móvel, ao quadrado do seno do seu ângulo de inclinação, à densidade do ar e à seção do objeto perpendicular à direção da corrente de ar.
A partir dessa relação, baseada em princípios mecânicos, numerosos estudiosos desenvolveram as mais diversas teorias sobre os efeitos da viscosidade do ar e da sustentação — força perpendicular à direção do corpo, que o sustenta em movimento –, entre outros conceitos que formaram o núcleo dos princípios aerodinâmicos.
Partindo-se do conjunto básico de leis gerais, é possível obter-se dados, os quais, por sua vez, permitem fabricar maquetes de aviões e demais veículos sobre as quais são realizados os testes que irão determinar o desenho final desses equipamentos.
Cientistas como o inglês Frederick William Lanchester e Ludwig Prandtl, físico alemão considerado o pai da aerodinâmica moderna, realizaram investigações que revolucionaram os estudos de estabilidade, sustentação e equilíbrio de corpos em vôo. Seus trabalhos assentaram as bases para a solução de problemas que foram surgindo à medida que a velocidade dos veículos em geral, e em particular, dos aviões, era aumentada.
Fatores como ondas de choque, formadas pela acumulação de pressão ao ultrapassar-se a velocidade do som; as camadas — limite, nas quais são produzidos deslocamentos de forças originadas pela viscosidade; ou os fenômenos térmicos, característicos das velocidades elevadas, são algumas das variáveis que devem ser consideradas no estudo aerodinâmico de aparelhos destinados a superar a velocidade do som.
Para realizar suas experiências, a maioria dos laboratórios destinados a estabelecer os condicionamentos aerodinâmicos do projeto de meios de transporte, utiliza os denominados túneis de vento, instalações nas quais se submete uma maquete do veículo que se deseja analisar a correntes de ar forçadas, de velocidade controlada. Existem diferentes tipos de túneis de vento, classificados em túneis de circuito aberto ou fechado, e de funcionamento contínuo ou com utilização de rajadas controladas de ar.
Por outro lado, de acordo com a velocidade que se deseja obter, essas instalações podem ser classificadas ainda em: subsônicas, se as velocidades nela desenvolvidas forem inferiores à do som; supersônicas, quando estão compreendidas entre cinco e dez vezes o valor dessa velocidade; ou hipersônicas, se as forças desenvolvidas em seu interior resultam em velocidades superiores a dez vezes a do som.
Os ensaios realizados nesses túneis oferecem a possibilidade de calcular a intensidade das forças atuantes, mediante a obtenção da resultante de suas três componentes parciais: as denominadas forças de sustentação, as de resistência ao deslocamento do veículo e aquelas associadas a esforços laterais.
Da mesma forma, essa análise permite otimizar a resistência, o desenho e a posição de cada elemento da estrutura, pela avaliação dos esforços aplicados a esse componente. A esse respeito, cabe ressaltar o interesse na visualização das correntes de saída do ar, durante o ensaio da maquete no túnel de vento. As imagens podem ser obtidas diretamente por meio de fotografias do processo, em condições adequadas de iluminação, ou mediante a análise de diagramas analíticos. Para tal, recorre-se , freqüentemente ao traçado de curvas sobre um sistema de eixos cartesianos, as quais representam as forças principais que devem ser analisadas para obter as condições aerodinâmicas desejadas.

6588 – A Aeronáutica


O vôo das aves, admirado pelos antigos, que tentaram em vão descobrir seu segredo, representou durante séculos a única referência sobre o deslocamento dos corpos no ar. As lendas e relatos da tradição greco-romana e de outras fontes de conhecimento do passado, como as mitologias da Índia e da China, orientaram os primeiros trabalhos de pesquisa e experiência de vôo, em que a fantasia e a ansiedade de alcançar o objetivo predominavam, na maior parte das vezes, sobre o raciocínio científico.
O advento do racionalismo que caracterizou o Renascimento possibilitou o surgimento dos primeiros modelos teóricos de máquinas voadoras, baseados quase sempre nos princípios físicos que regem o comportamento do pára-quedas e do planador, de que o gênio criador de Leonardo da Vinci projetou diversas variantes na transição do século XV para o século XVI. Estava ainda muito longe de se tornar realidade, no entanto, o domínio dos ares por aparelhos que permitissem um deslocamento dirigido e com aceitável autonomia de vôo.
A partir do século XVIII, o experimentalismo científico consolidou-se progressivamente como método de comprovação dos conhecimentos teóricos. Obteve-se assim um notável corpus de princípios físicos, com vasta aplicação nas primeiras experiências de vôo. Entre eles, pesquisas sobre mecânica dos fluidos, aerodinâmica, densidade e atrito, realizadas por cientistas como Daniel Bernoulli e Isaac Newton, que enunciou a lei da gravitação universal, fundamento da mecânica.
O pensamento iluminista levou, portanto, a estudos cada vez mais detalhados sobre o que se poderia considerar uma incipiente teoria aeronáutica e a experiências de vôo, geralmente.

6587 – Biologia Marinha – CICLÓSTOMOS, PEIXES CARTILAGINOSOS E PEIXES ÓSSEOS



A classe Cyclostomata (cyklos, circular, e stoma, boca) inclui poucos representantes, entre eles as lampreias, encontradas em ambiente marinho e de água doce, e as feiticeiras, exclusivamente marinhas. Possuem boca circular e desprovida de mandíbula, o que explica a designação de agnatas (gnathos, mandíbula).
A lampreia tem corpo cilíndrico. As nadadeiras são pequenas, mas isso não restringe seus movimentos natatórios, executados por ondulações do corpo. A boca é semelhante a um funil, com dentes e língua. Apresenta, lateralmente no corpo, sete pares de fendas branquiais, por onde sai a água que banha as brânquias, órgãos respiratórios.
A epiderme é lisa e desprovida de escamas. A notocorda persiste nos adultos, mas o encéfalo é recoberto por uma caixa craniana; há uma rudimentar coluna vertebral, com arcos costais. Essas estruturas de sustentação têm constituição cartilaginosa, e não óssea.
Como os peixes, as lampreias possuem o sistema da linha lateral, série de pequenos orifícios dispostos em linha, na região lateral do corpo. Por eles, a água entra em contato com uma grande quantidade de células sensoriais ciliadas. Por meio desse sistema, o animal é capaz de perceber vibrações e alterações de pressão, na água.
A maioria das lampreias é ectoparasita. Fixam-se em peixes através da boca afunilada, e abrem orifícios na pele com a língua denteada. São hematófagas (alimentam-se de sangue).
As lampreias são dióicas, a fecundação é externa e o desenvolvimento é indireto. Há passagem por um estágio larval chamado amocete. Essas larvas são semelhantes aos anfioxos, desprovidas de olhos e de dentes.
As feiticeiras não são ectoparasitas, mas necrófagas, pois se alimentam de animais mortos, como peixes.

Peixes Cartilaginosos

O nome Chondrychthyes (do grego chondros, cartilagem, e ichthyos, peixe) reflete a característica distintiva mais marcante desses animais: o esqueleto formado por tecido cartilaginoso, e não por tecido ósseo. São os tubarões, as quimeras e as raias.
A maioria dos representantes é marinha, embora haja alguns de água doce. Como aquisição em relação aos ciclóstomos, possuem mandíbula, nadadeiras pares e mais desenvolvidas e um esqueleto melhor estruturado. O corpo é recoberto por escamas.
Os tubarões machos possuem um par de nadadeiras ventrais com modificações chamadas clásperes. São estruturas empregadas na cópula, deposição dos espermatozóides no interior do corpo das fêmeas. A cauda é heterocerca, ou seja, a porção superior é bem diferente da porção inferior.
A boca ocupa posição ventral; os olhos não são recobertos por pálpebras; há cinco (ou mais) fendas branquiais. Podem ser encontrados alguns depósitos de sais de cálcio no esqueleto cartilaginoso.
Os condríctes não possuem estruturas de flutuação, como a bexiga natatória. Como são mais densos que a água, nadam constantemente para não afundarem. O fígado é muito rico em óleo, o que auxilia a manter a densidade corporal não muito superior à da água.
O intestino dos tubarões é curto, mas a área disponível para a absorção de nutrientes é ampliada pela presença de uma prega helicoidal no seu interior, a válvula espiral.
Os peixes cartilaginosos são dióicos, sua fecundação é interna e o desenvolvimento é direto. Algumas espécies são ovíparas (eliminam os ovos, chocados fora do corpo) e outras ovovivíparas (os ovos são chocados no interior do corpo da fêmea). Há casos de tubarões vivíparos, cujos embriões desenvolvem-se no corpo materno e se alimentam de substâncias que retiram do sangue da fêmea.
Seus embriões contam apenas com um anexo embrionário, o saco vitelínico. Nos alevinos de algumas espécies, essa estrutura ainda pode ser observada, como uma bolsa aderida ao abdome.

Peixes Ósseos
Os peixes da classe Osteichthyes (do grego osteos, osso, e ichthyos, peixe) possuem esqueleto ósseo. Ocupam ambientes de água doce ou marinhos. As escamas que recobrem o corpo dos osteíctes são de origem dérmica, diferentemente das escamas dos condríctes, de origem epidérmica.
Acima do estômago, os osteíctes apresentam uma bolsa esbranquiçada cheia de gás, chamada bexiga natatória. Trata-se de um órgão de equilíbrio hidrostático, ou seja, que auxilia na manutenção do peixe em certa profundidade. Ajustando o volume de gás presente na bexiga natatória, o peixe é capaz de manter-se em flutuação neutra em diferentes profundidades.
A boca desses peixes é anterior, e as câmaras branquiais são cobertas por placas ósseas móveis, os opérculos. Graças aos movimentos sincronizados de abertura e fechamento da boca e dos opérculos, o peixe estabelece um contínuo fluxo de água, entrando pela boca e saindo pela abertura lateral do opérculo. Isso garante a renovação da água em contato com as estruturas respiratórias branquiais, com a chegada de oxigênio e a eliminação do gás carbônico.
Nos peixes dipnóicos, a membrana da bexiga natatória é vascularizada e permite a realização de trocas gasosas entre o ar presente no interior e o sangue. Esses “peixes pulmonados” podem resistir a longos períodos de seca, quando permanecem entocados em buracos no fundo lamacento dos rios. A pirambóia, encontrada no Brasil, é um exemplo de peixe dipnóico.
O sistema lateral está presente, e a sua função é a mesma anteriormente descrita para os ciclóstomos.
Os osteíctes são dióicos, mas há casos de reversão sexual, quando um animal muda de sexo em determinada fase da vida. A fecundação geralmente é externa, e o desenvolvimento é direto. O saco vitelínico é o único anexo embrionário presente em seus embriões.

Peixes Cegos

Peixes que vivem em cavernas escuras de água doce são geralmente cegos. Mas não foi a falta de luz que os tornou cegos. Nesse ambiente, sem luz, a visão não tem valor adaptativo, isto é, não contribui para a sobrevivência de um animal.
Tais peixes podem ser cegos e sobreviver na caverna escura, desde que tenham outras características que contribuam para a sua sobrevivência, como, por exemplo, um olfato apurado.
Em um ambiente iluminado, porém, onde a visão tem valor adaptativo, esses peixes dificilmente conseguiriam sobreviver. No ambiente escuro, a visão não lhes será útil em nada.

6586 – Biologia Marinha – Os Peixes


Adaptados exclusivamente ao ambiente aquático, os peixes compreendem cerca de 25.000 espécies, um número maior do que a soma de todas as espécies de vertebrados terrestres conhecidos.
Admite-se que os primeiros vertebrados surgiram há cerca de 500 milhões de anos nos mares e eram desprovidos de mandíbulas. Esses animais, chamados de ostracodermos, eram pequenos e viviam no fundo do mar, filtrando alimentos que se encontravam no lodo. Há cerca de 450 milhões de anos, a partir de alguns ostracodermos, surgiram os placodermos, vertebrados que possuíam mandíbulas, que permitiam a eles atuar como eficientes predadores. A lampreia descende dos antigos ostracodermos. Os peixes atuais e todos os demais vertebrados descendem dos placodermos.

Os peixes constituem a maioria dos vertebrados e todos têm, em comum, muitas características que os adaptaram à vida na água. Os peixes ancestrais não possuíam mandíbula, eram bentônicos e pertencentes à classe Agnatha. A maioria dos agnatos está extinta, mais a classe ainda é representada hoje em dia pelas lampreias e peixes-bruxa.
Com a evolução das mandíbulas e dos apêndices pares, os peixes tornam-se mais ativos e capazes de alimentarem-se de diferentes maneiras. Os peixes mandibulados atuais estão pados em duas classes: os tubarões e raias na classe Chondrichthyes, com esqueleto cartilaginoso, e as percas e outros peixes similares da classe Osteichthyes, que possuem um esqueleto ossificado pelo menos em parte. As características distintas das classes existentes são resumidas a seguir.

CLASSE AGNATHA
As mandíbulas estão ausentes. As nadadeiras pares estão ausentes na maioria das espécies, as abas peitorais estavam presentes em algum formas extintas. As espécies primitivas tinham a pele revestida por formes escamas ósseas, que foram perdidas nas atuais. As partes mais internas do esqueleto são cartilaginosas nas formas atuais e parece que nas espécies extintas elas também não eram ossificadas. O notocórdio embrionário persiste nos adultos. Um olho pineal mediano e fotossensível está presente. As espécies atuais, como a maioria das extintas, apresentam uma narina única e mediana, localizada à frente do olho pineal. Sete ou mais aberturas brânquiais estão presentes. A faringe é utilizada, na alimentação por filtração nas larvas e nos adultos das espécies que estão atualmente extintas, isto é, não são mais encontradas.

CLASSE CHONDRICHTHYES
As mandíbulas e as nadadeiras pares estão presentes. As escamas ósseas estão reduzidas a delgadas escamas placóides ou foram completamente perdidas. As partes mais internas do esqueleto são totalmente cartilaginosas. O olho pineal foi perdido. Eles são peixes compactos, sem pulmão ou bexiga natatória. Seus corpos são achatados no sentido ântero-central e a maioria das espécies continua com a cauda heterocerca primitiva. Suas narinas são pares. Os cinco pares de aberturas branquiais abrem-se independentemente na superfície corporal na maioria das espécies, ao contrário daquelas em que uma câmara branquial está recoberta por um opérculo. intestino é curto e a área superficial é aumentada por uma válvula espiral. Os machos possuem um clasper sobre a nadadeira pélvica, que transfere os espermatozóides para a fêmea. A fecundação é interna.

CLASSE OSTEICHTHYES
Em geral, as escamas ósseas estão presentes, mas as camadas superficiais primitivas de ganoína e cosmina foram perdidas na maioria das espécies atuais. As partes mais internas do esqueleto sempre apresentam alguma ossificação; na maioria das espécies, o esqueleto é completamente ossificado. O olho pineal continua presente nas espécies primitivas. Pulmões ou bexigas natatórias estão presentes, exceto em poucas espécies bentônicas, que os perderam secundariamente. Como não poderia deixar de ser nos peixes de corpos ágeis, a cauda tornou-se homocerca na maioria das espécies atuais. As aberturas branquiais se abrem numa câmara comum, coberta por um opérculo. A válvula espiral do intestino foi perdida em todas as espécies, exceto na maioria das primitivas. A área superficial é maior devido a um aumento do comprimento do intestino e cecos pilóricos. A maioria das espécies é ovípara e a fecundação é externa. Em algumas espécies vivíparas, nas quais a fecundação é interna, o órgão copulador do macho é uma parte modificada da nadadeira anal.
Os peixes estão bem adaptados à vida aquática. Eles são aerodinâmicos. Seu esqueleto não é tão pesado como o dos vertebrados terrestres. Os músculos segmentados e a cauda proporcionam o impulso para a locomoção e as nadadeiras, a estabilidade e a habilidade de manobras.
A estrutura dos órgãos dos sentidos permite a detecção de mudanças ocorridas na água. Seu coração bombeia apenas sangue venoso – através das brânquias. Uma língua muscular está ausente. Os peixes mais primitivos, que surgiram antes do período Cambriano superior, eram ostracodermos possuidores de armaduras resistentes e pertencentes à classe Agnatha. A maioria era dulcicola e alimentava-se de sedimentos, com a boca sem mandíbulas. Eles não apresentavam nadadeiras pares bem desenvolvidas e não eram peixes muito ativos Os únicos vertebrados agnatos ainda existentes são as lampreias e peixes-bruxa da ordem Ciclostomata. Eles também não possuem mandíbulas nem apêndices pares. As mandíbulas, que surgiram primeiro nos acantódios, evoluíram de um arco visceral alargado, o arco mandibular. Ossos dérmicos podem unir-se ao arco mandibular. Os acantódios possuíam mais de dois aparelhos de apêndices pares, que eram sustentados por espinhos. Os placodermos são uma classe de peixes primitivos extintos, muitos dos quais possuíam mandíbulas semelhantes a machadinhas.
Os peixes cartilaginosos da classe Chondrichthyes caracterizam-se por possuir pequenas escamas placóides, esqueleto sem osso, ausência de pulmões ou bexiga natatória, cauda heterocerca, intestino com válvula espiral e um clásper pélvico nos machos. A fecundação é interna. Eles podem ser ovíparos ou incubar os jovens internamente, com dependência variável de vitelo ou material nutritivo. Nos tubarões e raias da subclasse Elasmobranchii, cada bolsa branquial abre-se independentemente na superfície corporal. As quimeras da subclasse Holocephali possuem uma dobra opercular que recobre as bolsas branquiais Os tubarões são predadores: as raias são achatadas, vivendo no fundo do mar, onde alimentam-se de moluscos e crustáceos.

A maioria dos peixes atuais é óssea e pertence à classe Osteichthyes. As escamas ósseas continuam na maioria dos casos. O esqueleto interno é, em parte ou quase totalmente, ossificado. Pulmões ou uma bexiga natatória estão presentes. A cauda em geral, é homocerca. A válvula espiral foi perdida na maioria das espécies e cecos pilóricos estão presentes. As brânquias são revestidas por um opérculo. A fecundação é externa e o desenvolvimento é ovíparo na maioria. 0s peixes ósseos ancestrais viviam em água doce sujeitos a estagnação sazonal e seca. 0s pulmões provavelmente evoluíram como um órgão de respiração acessório. 0s peixes pulmonados que permaneceram dulcícolas continuam a ter pulmões. Outros tornaram-se marinhos e os pulmões transformaram-se numa bexiga natatória hidrostática. Muitos desses peixes voltaram à água doce e não perderam a bexiga natatória.
A classe Osteichthyes está dividida em três subclasses. Os Acanthodii, um grupo extinto, apresentava nadadeiras pares com uma base larga, sustentadas por espinhos simples. Os Actinopterygii (percas e espécies assemelhadas) tem nadadeiras pares em forma de abano sustentadas por raios moles. Os Sarcopterygii (peixes pulmonados e crossopterígios) possuem nadadeiras pares lobuladas, sustentadas por um eixo central, carnoso e ósseo. A subclasse Actinopterygii está dividida em três infraclasses: Chondrostei, representada por algumas espécies consideradas relíquias (Polypterus e Acipeonser); Holostei, também representada por algumas espécies relíquias (Lepisosteus e Amia), e Teleostei, que inclui a maioria das espécies atuais.

Durante a evolução dos condóstreos, mais primitivo que os teleósteos, os pulmões transformaram-se numa bexiga natatória, a cauda heterocerca tornou-se homocerca e as escamas ganóides modificaram-se para ciclóides. Os teleósteos, durante o curso de sua evolução, tornaram-se mais hábeis; a nadadeira s original única dividiu-se: as nadadeiras pélvicas deslocaram-se para a frente; espinhos desenvolveram-se na maioria nadadeiras; as escamas mudaram de clclóide para ctenóide e estenderam-se pelo opérculo e cabeça; a bexiga natatória perdeu a conexão com o trato digestivo e a boca tornou-se bastante protrátil. Os teleósteos sofreram uma enorme adversidade adaptativa. Os sarcopterígios são agrupados em duas ordens. Os Dipnoi (peixes pulmonados) possuem o esqueleto ossificado e placas dentárias para esmagar o alimento, constituído de crustáceos e moluscos; três espécies sobrevivem atualmente nas áreas tropicais da América do Sul, África e Austrália. Os crossopterígios têm um esqueleto bastante forte e muitos dentes cônicos. A maioria está extinta, mas o celacanto marinho ainda sobrevive. Os vertebrados terrestres evoluíram a partir dos crossopterígios primitivos dulcícolas.

Profundezas

As águas superficiais do oceano são bem iluminadas, bem misturadas, e têm a capacidade de suportar ativamente a fotossíntese de algas. Abaixo desta zona as condições mudam drasticamente. Entre os 200 m e os 1000 m (zona mesopelágica) a luz vai-se gradualmente extinguindo e a temperatura baixa para um termoclima quase permanente entre os 4ºC e 8ºC. O nível de nutrientes, o oxigênio dissolvido e a taxa das correntes também diminui, enquanto a pressão aumenta. Abaixo dos 1000 m (zona batipelágica) as condições são mais uniformes até o fundo ser atingido (zona bentónica profunda), caracterizado pela completa escuridão, temperaturas baixas, poucos nutrientes, nível reduzido de oxigênio dissolvido e elevadas pressões. Este ambiente é o mais extenso habitat aquático na terra. Com a profundidade média dos oceanos de 4000 m, cerca de 98% da sua água é encontrada abaixo dos 100 m e 75% abaixo dos 1000 m.
A vastidão deste ambiente, acoplado com a provável estabilidade ao longo do tempo geológico, levou ao desenvolvimento de uma diversa e quase bizarra ictiofauna, que compreende 11% de todas as espécies de peixes conhecidos. Provavelmente os peixes mais numerosos existentes são as formas pelágicas pequenas (menos de 10 cm), principalmente os “bristlemouths” (Cyclothone). A presença de numerosos e pequenos peixes, dão a impressão de um falso fundo, quando são recebidos os impulsos de um sonar.
O sistema moderno de classificação de seres vivos em geral e de peixes de profundidade em particular data de 1753, quando o sueco Carl Linnaeus, introduziu o seu sistema da nomenclatura binomial.
A descoberta e descrição de novas espécies tem continuado desde então, e de acordo com Cohen (1970), os peixes demersais profundos constituem 6,4% do total de peixes cartilagíneos e ósseos recentemente conhecidos, estando 1280 espécies abaixo dos 200 m.
Tais peixes ocupam áreas muito vastas, mas com condições relativamente estáveis e uniformes, sendo poucos os diferentes nichos disponíveis.
Os peixes oceânicos podem ser divididos em dois grandes grupos, devido à sua ecologia, que é refletida nas suas adaptações morfológicas, afinidades taxonômicas, assim como a sua fauna parasita. As espécies podem ser pelágicas, vivendo em águas abertas, ou demersais, vivendo no fundo (bentônicos), ou imediatamente acima do fundo do oceano (bentopelágicos).

Enquanto que formas epipelágicas são grandes e robustas, como os tubarões ou atuns, os peixes meso ou batipelágicos, são pequenos. A ictiofauna demersal, por seu lado, inclui geralmente formas de maiores dimensões e mais robustas que as pelágicas, como quimeras, tubarões, raias, enguias, tipos de salmão e bacalhau. Em alguns grupos, só algumas espécies ou gêneros ocorrem na profundidade, existindo outros em que, famílias e ordens inteiras, estão restritas a este ambiente.
As modificações morfológicas dos peixes das profundezas são o resultado, numa perspectiva evolutiva, das pressões seletivas que este meio foi fornecendo ao longo do tempo. O conjunto de todas essas características, como a coloração, a estrutura mandibular, a musculatura, o posicionamento das barbatanas, e os olhos, fornece-nos, para cada espécie, uma expressão morfológica que define e individualiza os diferentes nichos ecológicos.
O fenômeno de adaptação evolutiva inclui em si outras particularidades que não são tão óbvias, como as diferenças entre as estruturas morfológicas. A adaptação do animal no seu tempo de vida é um desses exemplos, e de modo a se obter uma compreensão generalizada de todo o processo de adaptação é necessário o estudo de vários espécimes em diferentes estágios de vida.
A grande maioria dos peixes que vivem nas profundezas têm um comportamento bentopelágico de modo a minimizar o gasto de energia. Nadam acima do fundo, permanecendo com uma flutuabilidade neutra devido à baixa densidade óssea e à bexiga gasosa. Mesmo espécies que vivem a mais de 5000 m de profundidade, onde a pressão excede as 500 atmosferas, conseguem secretar gases para a bexiga gasosa, através de um sistema de contracorrente que envolve glândulas altamente especializadas.
A sua zona dorsal apresenta uma coloração escura, de modo a se confundirem com o ambiente. Esta coloração tanto pode ser conferida por pigmentação preta, como por pigmentação vermelha, por ser esta uma das primeiras cores do espectro visível a se perder quando luz penetra nas águas oceânicas. Regra geral, os flancos laterais desses peixes são metalizados de modo a refletirem a luz incidente, camuflando-os de todos os ângulos visíveis.
A rápida diminuição na intensidade de luz com a profundidade resultou num aperfeiçoamento, ou modificação, nos sistemas sensoriais dos peixes bentônicos das profundezas. Surpreendentemente, ao contrário dos peixes pelágicos das profundezas, não ocorreu nenhuma diminuição de complexidade e tamanho dos seus sistemas oculares. Muitos dos teleósteos das profundezas possuem mesmo grandes olhos, com diferentes adaptações, de modo a aumentar a sua sensibilidade e campo visual.
A retenção de luz funcional e substancial, a profundidades abaixo dos 1000 m, por parte dos olhos desses peixes, tem de ser em resposta ao fenômeno da bioluminescência. Muitos dos seres que coabitam nesse ambiente, incluindo invertebrados, possuem estruturas bioquímicas que lhes permitem a emissão de luz. Um dos seus pressupostos será o uso dessas estruturas, associadas aos órgãos de visão, para reconhecimento intra e interespecífico.

Curiosidades:

Entre os cavalos-marinhos, é o macho que dá a luz aos filhotes. A fêmea produz os óvulos e os coloca em um saco de incubação no abdome do macho. Lá, o macho lança os espermatozóides (fecundação externa) e os fertiliza. Nessa bolsa, os embriões se desenvolvem até o vigésimo primeiro dia, quando se dá o “parto”.

Podem nascer até 450 ou 600 filhotes de cada vez. Durante o período de gestação, a fêmea visita o macho e os dois realizam rituais de comunicação que os aproximam. Nessa época, eles ficam mais brilhantes e “dançam” ao redor de uma planta marinha, agarrados pelo rabo.

O peixe é riquíssimo em proteínas e fósforo, além de outras substâncias necessárias ao nosso corpo. É um alimento extremamente saudável. Deve ser consumido por todos, desde a infância.

Desde a Pré-História, em qualquer lugar do nosso planeta, o homem vem capturando peixes para se alimentar. A pesca, a venda e a industrialização constituem um ramo muito forte da economia de diversos países como, o Japão, a Noruega, a Rússia, Portugal, peru, etc.

O Brasil possui uma indústria pesqueira em grande desenvolvimento. Mas, como tem um litoral de mais de 9.000 quilômetros, além de muitos rios – maior bacia hidrográfica do mundo -, conta com possibilidades de ser um dos maiores produtores mundiais de pescados e a garantia de alimentação de sua população.

6585 – Sociologia – Brasil é o quarto país mais desigual da América Latina


Apesar do crescimento econômico mais acelerado e da redução da pobreza nos últimos anos, o Brasil ainda é um dos países mais desiguais da América Latina –situando-se em quarto lugar, atrás apenas de Guatemala, Honduras e Colômbia–, de acordo com relatório do ONU-Habitat divulgado nesta terça-feira.
Todos esses países possuíam, segundo dados de 2009, um índice de Gini de distribuição de sua renda per capita acima de 0,56 –junto com República Dominicana e Bolívia, nações que completavam o grupo das seis mais desiguais do subcontinente. Tal índice revela uma elevada concentração da renda.
Já a lista dos países como menor grau de desigualdade era composta por Costa Rica, Equador, El Salvador, Peru, Uruguai e Venezuela –este último com a melhor marca, registrando um índice de Gini de 0,41. O indicador, porém, supera o dos EUA e de Portugal (nação mais desigual da União Europeia), ambos com índice de 0,38.
O Brasil avançou, porém, se comparado a 1990, quando detinha o título de país com maior nível de iniquidade da América Latina.
Segundo o relatório, a região é mais desigual do mundo, embora tenham ocorrido melhoras nos últimos anos na distribuição da riqueza na maior parte dos países.
Entre os motivos, diz, estão o crescimento do rendimento do trabalho, a queda das diferenças salariais entre diferentes categorias de trabalhadores e a expansão de programas de transferência de renda em vários países.
O estudo aponta ainda que a América Latina vive profundas mudanças, como a redução do crescimento demográfico e praticamente o fim da migração campo-cidade –responsável pelo “boom” da urbanização ocorrido até os anos 90.
O grupo de cidades com menos de 500 mil habitantes concentra a metade da população (222 milhões de pessoas) do subcontinente, enquanto as megacidades (mais de 5 milhões) fica com 14% (65 milhões de pessoas).
Ainda de acordo com o relatório, apesar dos avanços dos serviços públicos, o problema da moradia persiste na América Latina, segundo dados da ONU. O deficit habitacional na região subiu de 38 milhões de residências em 1990 para para uma cifra entre 42 milhões e 51 milhões em 2011.

6584 – Medicina – O que é a Peritonite?


É a inflamação do peritônio, que é uma membrana serosa que reveste a cavidade abdominal (peritônio parietal) e também algumas vísceras (peritônio visceral).
Este tipo de afecção pode ser difusa ou localiza e, primária ou secundária. A primária relaciona-se com a disseminação bacteriana por via hematógena ou diretamente pela cavidade abdominal, sem que haja perfuração de uma víscera oca. Já a secundária, que é muito mais comum está relacionada com infecções intra-abdominais causadas por bactérias e/ou suas toxinas. Estas chegam à cavidade quando há o rompimento de alguma víscera oca, como intestino, apêndice e estômago. Outras causas podem ser inflamação da vesícula biliar ou enzimas geradas por uma inflamação do pâncreas, úlceras perfuradas, complicações renal ou hepática, complicações da diálise peritoneal.

O primeiro sinal clínico observado é a dor e sensibilidade abdominal, agravada durante a movimentação. Outros sintomas são: líquido no abdômen (ascite), não evacuação de fezes ou gases, distensão abdominal, febre, baixa produção de urina, náuseas, vômitos e sede.

Existem diversas complicações que podem ocorrer em um quadro de peritonite:
Distúrbios eletrolíticos e hipovolemia, devido ao sequestro de fluídos e eletrólitos. Isto pode resultar em choque e insuficiência renal aguda;
Formação de abscesso peritoneal;
Desenvolvimento de septicemia;
Entrada de fluído no diafragma, resultando em complicações respiratórias.
O tratamento consiste sempre em intervenção cirúrgica. Mas também é necessário administrar antibióticos para combater a infecção, bem como hidratar o paciente com soro intravenoso para compensar a perda de líquido através de êmese (vômito). Também é importante administrar medicamentos para aliviar a dor.

Escola Paulista de Medicina

6583 – Qual a diferença entre Inglaterra, Reino Unido e Grã-Bretanha?


Inglaterra é a nação cuja capital sediou os Jogos Olímpicos 2012: Londres. A Grã-Bretanha é o nome da ilha que reúne 3 nações: Inglaterra, Escócia e País de Gales. É a maior ilha britânica e, nos Jogos Olímpicos, participou como se fosse um país.
Na Copa do Mundo, no entanto, cada nação tem sua própria seleção. Já o Reino Unido é o país formado pelas 3 nações da Grã-Bretanha (relembrando: Inglaterra, Escócia e País de Gales) mais a Irlanda do Norte, que fica em outra ilha, da Irlanda. Na verdade, o nome é Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte – o que torna a geopolítica local um pouco mais simples de entender.
Nas Olimpíadas, a Grã-Bretanha representa Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte. Ou seja, na prática, o que chamamos de Reino Unido é a Grã-Bretanha nos Jogos, embora os dois, geopoliticamente falando, não sejam a mesma coisa.
O Reino Unido é a entidade que participa de organizações intergovernamentais como a União Europeia e a ONU. “Politicamente, é como se fossem 4 reinos (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) sob o comando de um só (o Reino Unido)”, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte são independentes, mas o grau de autonomia desses territórios perante o governo central britânico é diferente entre si. A Escócia, por exemplo, criou um parlamento próprio em 1999, enquanto os demais possuem assembleias locais.
Mas o poderio inglês se estende também sobre outros continentes. A comunidade britânica abrange a maioria das ex-colônias, como Austrália, Canadá e Nova Zelândia, que continuam prestando contas à rainha Elizabeth II.
A Inglaterra não entrou em guerra com essas ex-colônias (afinal, poderia sair de lá com menos influência, como na Índia, onde houve conflito pela independência) negociou para manter relações comerciais e diplomáticas estreitas até hoje. “Foi o primeiro país a criar o sistema de hegemonia no mundo. É aceita como líder sem se impor militarmente”.

6582 – Embalagem de café solúvel vira copinho e evita o uso de plástico


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Desenvolvida pelos designers coreanos Young-an Seok, Young-woo Choi e Se-ryung Nama, ela é feita de papel e tem o propósito de evitar o consumo em excesso de embalagens descartáveis.
Para tomar o café, é preciso destacar o lacre do topo da embalagem, desdobrar o “origami” e adicionar água quente. O lacre serve para mexer o café, enquanto o saquinho se transforma em um simpático copo. Assim evita-se o uso de copo de plástico ou isopor, de colher descartável e de um pacotinho de açúcar.
Segundo a marca Coffree, o papel usado no copo é compostável, ou seja, misturado na terra de uma composteira, ele entra em fermentação, se decompõe e integra o adubo. Certamente diminuiria em muito a produção de lixo de aeroportos, consultórios médicos e empresas.

Australianos criam copo de café reutilizável

Os gêmeos australianos Jamie e Abigail Forsyth criaram uma solução sustentável para o uso de copos de café descartáveis. O KeepCup é totalmente reutilizável e tem um design inovador.
O design é similar aos copos descartáveis usados nas cafeterias de vários países quando a bebida é embalada para viagem. A diferença do KeepCup para os outros copos está no fato dele ser ecológico.
O KeepCup é personalizável. Ele pode ser usado várias vezes e quando for jogado fora pode ser reciclado. Para completar, ele é capaz de manter a bebida quente por mais de meia hora.
O KeepCup é fabricado a partir de polipropileno, um tipo de plástico reciclável. O polietileno, outro tipo de plástico é uso na tampa. Por sua vez, a faixa térmica é feita de silicone. Já o poliuretano termoplástico pode ser encontrado no fecho do copo. Esses elementos são fornecidos em uma grande variedade de cores, o que permite aos consumidores maiores possibilidades de escolha.
Esses componentes ajudam o KeepCup a ter um design leve. Além disso, ele é fácil de usar, ser fácil de usar. O copo pode ser usado em micro-ondas, lava-louças e é compatível com porta-copos de carro e bicicleta. O produto já é vendido nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália.

6581 – Brasil aprova primeiro remédio para endometriose


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a venda no país do primeiro remédio específico para tratar a dor da endometriose, doença que afeta o endométrio (membrana interna do útero) e atinge 6 milhões de brasileiras.
A principal vantagem do novo medicamento (Allurene) é o uso prolongado e por via oral.
Antes, o único tratamento aprovado para a doença eram drogas que interrompem o funcionamento dos ovários, causado uma menopausa temporária (análogos do GNRH). São administradas por injeção ou aerossol nasal.
O problema é que elas não podem ser usadas por mais de seis meses porque tiram o cálcio dos ossos, levando à perda óssea (osteoporose).
Outra opção (off label, ou seja, usada sem indicação oficial para esse fim) é o DIU Mirena, que bloqueia a menstruação e inibe o crescimento do endométrio. Mas muitas mulheres não se sentem confortáveis com ele.
Estudos clínicos demonstraram que o remédio alivia, principalmente, as dores menstruais e as que surgem durante relação sexual.
Petta afirma, porém, que ainda não foram estudados os efeitos do remédio em grupos específicos de mulheres com endometriose, como aquelas em que a doença já se instalou no intestino ou na parede externa dos ovários (endometrioma).
O remédio é um repositor hormonal que inibe a produção do estrógeno no endométrio- o estrógeno é que alimenta a doença.
O medicamento pode causar alteração do sangramento menstrual.
Outros efeitos colaterais são dores de cabeça, desconforto nos seios e depressão.
O preço da droga, em torno de R$ 170 (para cada caixa com 28 comprimidos de 2 mg), é um outro fator limitante para mulheres com poder aquisitivo menor.
Petta e Abrão também alertam que ainda não há cura para a doença e que o tratamento deve ser adaptado para cada paciente. “Não existe uma única abordagem ideal”, diz Petta.
Estudos demonstram que quase metade das mulheres com endometriose pode sofrer de infertilidade.
O diagnóstico costuma ser tardio. A mulher leva, em média, sete anos entre o início dos sintomas e a detecção e tratamento da doença.
Entre as mais jovens (abaixo dos 20 anos), o tempo é ainda maior: 12 anos.
O Ministério da Saúde estuda montar um programa com capacitação de médicos do SUS para um diagnóstico mais rápido e eficaz da doença. Hoje, o tratamento está disponível, principalmente,em centros médicos ligados às universidades públicas.

6580 – MPB – Tim Maia, Um Vozeirão Soul Made in Brazil


Sebastião Rodrigues Maia, popularmente conhecido como Tim Maia (Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1942 — Niterói, 15 de março de 1998), foi um cantor, compositor, produtor, maestro, guitarrista, baterista, multi-instrumentista e empresário brasileiro, um dos pioneiros na introdução do estilo soul na música popular brasileira e um dos maiores ícones da música no Brasil.
Em 1970, gravou seu primeiro disco, intitulado Tim Maia, que, rapidamente, tornou-se um sucesso país afora com músicas como “Azul da Cor do Mar” e “Primavera”. Nos três anos seguintes, lançou vários discos homônimos, fazendo sucesso com canções como “Não Quero Dinheiro” e “Gostava Tanto de Você”. De 1975 a 1977, aderiu à doutrina filosófico-religiosa conhecida como Cultura Racional, lançando, nesse período, as músicas “Que Beleza” e “Rodésia”. Pela decadência de suas músicas influenciadas por essa escola filosófica, desiludiu-se com a doutrina e voltou ao seu estilo de música anterior, lançando sucessos como “Descobridor dos Sete Mares” e “Me Dê Motivo”. Em 1988, venceu o Prêmio Sharp na categoria “Melhor Cantor”.
Muitas músicas suas foram gravadas sob a editora Seroma e a gravadora Vitória Régia Discos, sendo um dos primeiros artistas independentes do Brasil. Ganhou o apelido de “síndico do Brasil” de seu amigo Jorge Ben Jor na música W/Brasil. Na década de 90, diversos problemas assolaram a vida do cantor: problemas com as Organizações Globo e a saúde precária, devido ao uso constante de drogas ilícitas e ao agravamento de seu grau de obesidade. Sem condições de realizar uma apresentação no Teatro Municipal de Niterói, saiu em uma ambulância e, após duas paradas cardiorrespiratórias, faleceu em 15 de março de 1998. É amplo seu legado à história da música brasileira, tendo inaugurado um estilo que futuramente viria a ser cantado por diversos artistas, como seu sobrinho Ed Motta.
A revista Rolling Stone classificou Tim como o 9º maior artista da música brasileira.
Em 1970, gravou seu primeiro longplay, “Tim Maia”, na Polydor, por indicação da banda Os Mutantes. O disco permaneceu em primeiro lugar no Rio de Janeiro por 24 semanas. Nesse disco, obteve sucesso com as faixas “Azul da Cor do Mar”, “Coronel Antônio Bento” (Luís Wanderley e João do Vale), “Primavera” (Cassiano) e “Eu Amo Você”.
Nos três anos seguintes, com a mesma gravadora, lançou os discos Tim Maia Volume II, tornando-se cada vez mais famoso com canções como a dançante “Não Quero Dinheiro (Só Quero amar)”, na era Disco; Tim Maia volume III e Tim Maia volume IV, no qual se destacaram “Gostava Tanto de Você” (Edson Trindade) e “Réu Confesso”. Em 1975, gravou os LPs Tim Maia Racional Vol. 1 e Vol. 2. Em 1978, gravou, para a Warner, Tim Maia Disco Club, claramente inspirada pela Disco Music. Tim foi acompanhado pela Banda Black Rio. Nesse álbum, gravou um de seus maiores sucessos, “Sossego”.
Tim Maia se tornou notável por não aparecer ou atrasar em shows, e frequentemente reclamar da qualidade do áudio nos mesmos.
Na década de 1970, entrou em contato com a doutrina Cultura Racional, liderada por Manuel Jacinto Coelho, quando lançou, em 1975, os álbuns Tim Maia Racional, volumes Um e Dois pelo selo Seroma (palavra “amores” ao contrário e abreviação do próprio nome, “Sebastião Rodrigues Maia”).
São considerados por muitos os melhores de Tim Maia, com grandes influências do funk e do soul e pelo fato de que, nesta época, Tim Maia manteve-se afastado dos vícios, o que refletiu na qualidade de sua voz.
Desiludido com a doutrina, percebeu que o mestre Manuel não correspondeu ao ideal de um mestre. O cantor, revoltado, tirou de circulação os álbuns, tendo virado item de colecionadores, devido à raridade. Deste disco, existem várias pérolas, uma das quais é Imunização Racional.
Após o término de sua fase racional, Tim voltou a seu antigo estilo vida e aos temas não religiosos em suas canções. Mais sucessos se seguiram: “Sossego” (do LP “Tim Maia Disco Club”, de 1978), “Descobridor dos Sete Mares” (faixa-título do LP de 1983, que também trouxe “Me Dê Motivo”) e “Do Leme ao Pontal” (de “Tim Maia”, 1986).
Lançou em 1983 o LP “O Descobridor dos Sete Mares”, com destaque para a canção-título “O Descobridor dos Sete Mares” (Michel e Gilson Mendonça) e para Música “Me dê Motivo” (Michael Sullivan/Paulo Massadas) um dos seus maiores sucessos. Em 1985, gravou Um Dia de Domingo, também de Sullivan e Massadas, num dueto com Gal Costa, obtendo grande sucesso. Outro disco importante da década de 1980 foi “Tim Maia” (1986), que trazia o hit “Do Leme ao Pontal”.
Em 1986, participou do musical da Rede Globo, “Cida, a Gata Roqueira”, paródia ao conto de fadas, inspirado no filme Os Irmãos Caras de Pau (1980), onde James Brown interpreta um pastor evangélico. Nelson Motta criou um personagem similar para Tim, onde o cantor improvisa o Salmo 23 embalado por uma banda tocando funk.
Em 1993, dois acontecimentos impulsionaram sua carreira: a citação feita por Jorge Ben Jor na canção “W/Brasil” e uma regravação que fez de “Como Uma Onda” (Lulu Santos e Nelson Motta) para um comercial de televisão, de grande sucesso e incluída no CD “Tim Maia”, do mesmo ano. Assim, aumentou muito a produtividade nesta década, gravando mais de um disco por ano com grande versatilidade: o repertório passou a abranger bossa nova, canções românticas, funks e souls.
Tim Maia filiou-se ao PSB em 1997. No final de sua vida sofreu com problemas relacionados a obesidade, diabetes e problemas respiratórios. Durante a gravação de um espetáculo para a televisão no Teatro Municipal na cidade de Niterói, no dia 8 de março de 1998, Tim tentou cantar, mesmo sabendo de sua má condição de saúde. Não conseguiu e retirou-se sem dar explicações; terminou sendo levado para o hospital numa ambulância, vindo a falecer em 15 de Março em Niterói aos 55 anos e com 140 quilos, após internação hospitalar devido a uma infecção generalizada. No ano seguinte, seria homenageado por vários artistas da música popular brasileira num show-tributo, que se transformou em disco, especial de televisão e vídeo.

6579 – Bioquímica – A Homeotermia


A atividade metabólica é favorecida quando a temperatura do corpo é próxima da temperatura ótima de atuação das enzimas. Entretanto, alguns animais, como os peixes e as serpentes, têm uma temperatura corporal que varia em função da temperatura do ambiente. São chamados animais pecilotermos ou de “sangue frio”.
Outros animais, como a garça e a onça, têm a temperatura corporal constante, e são animais homeotermos ou de “sangue quente”. Sua temperatura corporal é, em geral, mais elevada que a do ambiente onde vivem. De todos os animais, apenas as aves e os mamíferos são homeotermos.
Como os animais homeotermos mantêm a temperatura corporal próxima à temperatura ótima de suas enzimas, toleram uma ampla variação na temperatura ambiente sem prejudicar seus processos bioquímicos, possibilitando que esses animais ocupem grande diversidade de ambientes. Os animais pecilotermos, por sua vez, só podem viver em faixas restritas de habitats, pois a temperatura ambiente interfere diretamente em sua temperatura corporal.
Um animal pode se aquecer recolhendo calor do meio onde vive ou graças ao calor produzido em seu próprio corpo. Em todos os processos bioquímicos, uma parte da energia é perdida na forma de calor. Na respiração celular, menos da metade da energia da glicose é transferida para as moléculas de ATP; o restante é dissipado.

Na maioria dos animais, a taxa metabólica é baixa e a perda de calor para o meio é maior que sua capacidade de geração de calor; seu balanço térmico é negativo e sua temperatura é inferior à do meio. Animais cujos tecidos são bem nutridos e ricamente oxigenados, em função da eficiência de seus sistemas circulatório e respiratório, mantêm uma taxa metabólica muito alta, com elevada produção de calor. Esses animais apresentam balanço térmico positivo: geram uma quantidade de calor maior que a que perdem para o meio.
Apenas aves e mamíferos são homeotermos, o que se relaciona com seu tipo de respiração e de circulação: têm pulmões com grande área de trocas gasosas e circulação dupla e completa. Dessa forma, mantêm seus tecidos ricamente oxigenados, condição necessária para a manutenção da taxa metabólica elevada. Eles obtêm o oxigênio do ar atmosférico, muito mais rico nesse gás que a água.
Um animal pecilotermo tem a temperatura corporal variando de acordo com a temperatura ambiente. Como a atividade das enzimas depende da temperatura corporal, a taxa metabólica será tanto maior quanto maior for a temperatura ambiente.
O hipotálamo é uma das regiões do sistema nervoso central responsáveis pela manutenção da vida. Controla a sede, a fome, as glândulas endócrinas, as gônadas e a temperatura corporal. Nele está localizado o grupo de neurônios que formam o centro termorregulador, que é ao mesmo tempo sensor e controlador da temperatura corporal. Ali existem neurônios que avaliam a temperatura do sangue que passa pelo hipotálamo, o que reflete a temperatura corporal. Recebe informações sobre a temperatura do ambiente, vindas dos receptores cutâneos, e a partir dessas informações, integrando a temperatura ambiente com a temperatura corporal, desencadeia mecanismos de ajustes que aumentam ou diminuem a geração e a dissipação de calor. Tais ajustes são possíveis graças às conexões que o centro termorregulador estabelece com o córtex cerebral, com o sistema nervoso autônomo e com a hipófise, como veremos a seguir.
Cada animal homeotermo tem uma temperatura corporal ótima, na qual seu corpo é mantido. Essa temperatura constitui o ponto de ajuste do centro hipotalâmico, chamada set point que, no ser humano, é 36,7 º C.
Poucas atividades metabólicas acontecem em temperaturas diferentes de 36,7 ºC. Uma delas é a espermatogênese, que ocorre em temperatura 1 a 2 ºC inferior à temperatura corporal. Os testículos permanecem na bolsa escrotal, fora da cavidade abdominal e, portanto, mais frios que o restante do corpo.

Manter a temperatura corporal constante depende de um equilíbrio entre a geração e a dissipação de calor. Se um animal está em um ambiente frio, haverá aumento em sua termogênese e diminuição na perda de calor. Em locais quentes, ocorrerá o contrário: a dissipação aumentará e a geração de calor diminuirá. Os processos implicados nesse controle são classificados em duas categorias: mecanismos inespecíficos e mecanismos específicos de termorregulação.
Os mecanismos inespecíficos não estão sob controle neurológico, e dependem apenas de algumas propriedades físicas das substâncias que compõem o corpo dos animais.

Uma dessas substâncias é a água, que representa a maior porcentagem da massa dos animais. A água tem um elevado calor específico, ou seja, perde ou recebe muita energia sem que sua temperatura varie muito. Dessa forma, a presença de grandes quantidades de água atua como um “amortecedor térmico”, evitando grandes oscilações. O corpo dos animais tem grande capacidade térmica. Mesmo que ganhe ou perca muita energia, como seu calor específico é alto, a temperatura corporal pouco varia.
Outro mecanismo inespecífico de controle de temperatura é a existência, embaixo da epiderme, de uma camada de gordura, que conduz mal o calor. Essa camada subcutânea funciona como isolante térmico, diminuindo a intensidade das trocas e, principalmente, da dissipação de calor para o ambiente. Além disso, as gorduras são moléculas orgânicas ricas em energia, e sua oxidação é uma importante forma de gerar calor.
Mecanismos Específicos

Trata-se de um grande conjunto de ajustes fisiológicos presentes apenas nas aves e nos mamíferos, embora se acredite que os grandes répteis primitivos apresentavam alguma capacidade de termorregulação.
Os mecanismos específicos dependem do papel controlador do hipotálamo, que analisa as informações recebidas sobre as temperaturas corporal e do ambiente. Dependem, ainda, das conexões existentes entre o hipotálamo, outras estruturas controladoras e as estruturas efetoras.
Tremores e transpiração representam alguns dos mecanismos específicos de termorregulação. Para facilitar o entendimento desses mecanismos, vamos dividi-los em duas categorias: adaptações ao frio e adaptações ao calor.
Adaptações ao Frio

Baixas temperaturas tendem a esfriar o corpo, o que é percebido pelos receptores hipotalâmicos e informado aos neurônios controladores. A geração de calor nos animais homeotermos aumenta, e a dissipação de calor diminui. O córtex cerebral, conectado ao hipotálamo, desencadeia ajustes comportamentais úteis, como encolher o corpo, procurar locais abrigados, etc..
As arteríolas da pele se contraem (vasoconstrição superficial), diminuindo a chegada de sangue na superfície, e quanto menos sangue chega à pele, menos calor é dissipado. Logo, a vasoconstrição superficial permite a retenção de calor.
O sistema nervoso simpático determina a contração do músculo eretor dos pêlos, nos mamíferos, ou das penas, nas aves, estruturas que atuam como isolantes térmicos. O eriçamento (ou “arrepio”) aumenta a eficiência do isolamento, criando ao redor do corpo um “bolsão de ar” entre os pêlos ou as penas. Quanto mais pêlos ou penas o animal tiver, mais eficaz será esse sistema de proteção.
Ambientes frios também estimulam a geração de calor. Há uma nítida elevação do tônus muscular, os músculos ficam mais tensos e chegam mesmo a tremer. Os tremores são uma forma importante de aumentar a geração de calor e aquecer o corpo.
O aumento na geração de calor ainda pode ser obtido pela elevação na taxa metabólica. No frio, a hipófise aumenta a secreção de TSH e a de ACTH, que estimulam a produção de tiroxina e de cortisol pela tireóide e pela adrenal, respectivamente. A tiroxina eleva a taxa metabólica e o cortisol aumenta a oferta de ácidos graxos e de carboidratos, elevando a capacidade de geração de calor. A adrenalina também é liberada em maior quantidade, no frio intenso, com efeitos semelhantes aos desses dois outros hormônios.

Adaptação ao Calor
Vestir roupas leves ou molhar o corpo em dias muito quentes têm o mesmo significado fisiológico: retirar calor do corpo. São alguns ajustes comportamentais úteis na dissipação de calor.

Em altas temperaturas, a atividade e o tônus muscular diminuem, diminuindo a geração de calor.

Alguns animais, como os cães, aumentam consideravelmente a freqüência respiratória e, com isso, elevam a perda de calor por essa via. Essa elevação da freqüência respiratória se chama arquejamento ou ofegação. Ao contrário do que se pensa, os cães não transpiram pela língua! A elevação da freqüência respiratória causa intensa remoção de CO2 e torna o pH do sangue mais básico. Os seres humanos não toleram tal alcalose.

Em ambientes quentes, ocorre vasodilatação das arteríolas da pele, aumentando a quantidade de sangue que a ela chega, e a quantidade de calor que pode ser por ela dissipada. Nesses ambientes, as glândulas sudoríparas passam a secretar mais suor, que é lançado na superfície da pele. A evaporação da água do suor requer energia, retirada então do corpo, que esfria.
No calor, a secreção de ACTH e de TSH, pela hipófise, diminui, e a taxa metabólica mantém-se baixa, diminuindo a geração de calor. Há aumento na liberação de ADH, pela neuro-hipófise, o que aumenta a reabsorção de água, pelos rins, e diminui o volume urinário. Com isso, o organismo se torna capaz de reter, no corpo, a preciosa água que poderá ser perdida na transpiração.

6578 – Urbanismo – Cidades Fantasmas na China


Apesar de concentrar 20% da população do planeta e da migração urbana nas últimas décadas, a China convive com enormes cidades-fantasmas.
O fenômeno de milhares de prédios novos e desabitados ocorre em várias regiões e alimenta o debate sobre o excesso de investimento imobiliário como causa de uma bolha prestes a fazer estragos na segunda economia do mundo.
A escala dos empreendimentos vazios impressiona. Só em Chenggong, no sudoeste chinês, são 100 mil apartamentos vazios e uma vasta infraestrutura de universidades, escolas, bancos e até duas estações de trem.
A cidade começou a ser erguida em 2003 para ser um satélite da vizinha Kunming, capital da província de Yunnan. Mas, até agora, nada.
A várias centenas de quilômetros de Yunnan, na desértica Mongólia Interior, está Ordos, a mais famosa das cidades fantasmas.

A expectativa inicial era de que a cidade, cercada por jazidas de carvão e gás, crescesse rápido.
Mas, passados dez anos, a promessa não se cumpriu, e hoje são 300 mil apartamentos e uma vasta infraestrutura para uma população oficialmente estimada de cerca de 30 mil pessoas.
“Os chineses pretendiam manter a migração para as cidades nos próximos 20 anos”, diz João Carlos Scatena, especialista em planejamento de transporte, há 7 anos na China como consultor.
“Como a economia desacelerou, não estão conseguindo gerar empregos suficientes para retirar as pessoas do campo, apesar de estarem ainda construindo cidades para isso”.
A anomalia se estende mesmo em áreas próximas a Pequim. Em Tianjin, cidade portuária a meia hora da capital via trem-bala, um novo bairro com dezenas de prédios de escritório está sendo erguido em meio a planos do governo local para criar um polo de empresas do mercado financeiro.

Conhecida como Yujiapu, a região ficará pronta em 2019 e terá réplicas de edifícios de Manhattan, incluindo o Rockfeller Center. A um custo estimado de R$ 63 bilhões, o bairro acrescentará mais 9,5 milhões de metros quadrados de escritórios.
A febre de construção também parece ter sido exagerada em Hainan, a ilha tropical no sul do país. Ali, está Phoenix Island, um arquipélago artificial em construção para abrigar um resort, incluindo uma torre de 200 metros. O projeto foi apelidado de “Dubai da China”.
Uma das principais explicações para as cidades vazias é a falta de opções de investimento. “Não há outro lugar onde colocar dinheiro, a não ser em propriedade ou sob o colchão”, escreveu neste mês o empresário britânico radicado na China Mark Kitto, na revista “Prospect”. “O mercado de ações é manipulado, os bancos operam de uma forma não comercial, e o yuan é não conversível.”
A revista “Economist” tem uma avaliação menos pessimista. Em artigo de maio, avalia que a China não gera “superinvestimento”, mas investimento ruim.
A publicação afirma que, apesar dos apartamentos vazios, há uma demanda reprimida e cita uma pesquisa de 2010 segundo a qual o país tinha um deficit de 85 milhões de residências urbanas, com três quartos dos migrantes viviam em desconfortáveis dormitórios das empresas.

6577 – Mega Byte – Novo aparelho troca o uso do mouse pelo movimento da mão



O Leap Motion, ainda em desenvolvimento nos EUA, é um aparelhinho do tamanho de um iPod que, conectado a um computador por uma entrada USB, mapeia os movimentos das mãos.
É, segundo o fabricante, cerca de 200 vezes mais preciso do que dispositivos semelhantes no mercado e se adapta a uma gama de plataformas muito mais extensa.
Projetado para substituir o mouse e o toque em qualquer situação, ele é compatível com muito mais aplicativos e aparelhos do que o Kinect.
“Logo de cara, o Leap vai se comunicar com tecnologias já existentes para mouses e teclados, o que significa uma compatibilidade prévia profunda”, diz Michael Buckwald, executivo-chefe do Leap Motion.
Tarefas básicas, como usar um sistema operacional ou navegar na internet movimentando as mãos e fazendo gestos, também serão possíveis com o dispositivo.
Inicialmente, ele será compatível com Windows (inclusive o 8, que será lançando oficialmente em outubro) e OS X, mas a empresa já trabalha para estender a abrangência a outros sistemas operacionais.
Uma desvantagem em relação a outras tecnologias é que o Leap Motion não mapeia o corpo todo: é focado no movimento das mãos. Para esse fim, no entanto, é muito mais eficiente do que os concorrentes, diz Buckwald.

“Mapeamos as mãos com detalhe e sensibilidade excepcionalmente maiores do que qualquer outra tecnologia no mercado. E somos a única solução que mapeia todos os dez dedos individualmente em 3D.”
O discurso de vendedor de Buckwald teve respaldo não só do site “The Verge” como também de outras publicações de tecnologia que puderam testar o produto.
Até agora, mais de 26 mil desenvolvedores de 140 países diferentes solicitaram um modelo do aparelho. “Eles inventaram coisas que não imaginávamos. Aplicativos feitos especificamente para o Leap serão essenciais para disseminá-lo”, diz Buckwald.
O Leap está em pré-venda por US$ 70 para todo o mundo, inclusive para o Brasil, no site leapmotion.com. Deverá chegar aos consumidores até fevereiro de 2013.

Lap Motion, essa onda pega?