6576 – Projeções – Recorded Future, uma empresa que recebe dinheiro da CIA para prever o amanhã


Irã e Israel vão entrar em guerra? A Recorded Future sabe. Como? Com robôs capazes de registrar as atualizações de milhares de páginas da internet e encontrar padrões dentro dessas informações. No caso do atrito no Oriente Médio, a empresa analisou dois anos de pronunciamentos de Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelense. Em outra previsão, que mostrava a tendência de crescimento do Hezbollah, a empresa partiu de registros de meses de ataques feitos pelo grupo libanês. Christopher Ahlberg, CEO da Recorded Future, explica que as previsões podem ser ainda mais específicas. “Por exemplo, para onde Dilma Rousseff viajará no próximo mês? Nós conseguimos descobrir.” Acha que tudo isso não passa de conversa fiada? Não é o que pensa a CIA. A agência de inteligência americana já investe Recorded Future.

6575 – Mega Techs – As Tecnologias Futuras


Você está no ☻ Mega Arquivo

Autolayout em 3D – Tecnologia empregada para gerar imagens de realidade virtualizada. Será vital para garantir o realismo de jogos e filmes.
Biome – Junção dos termos bio+exame, o biome é um exame médico informatizado, realizado por máquinas conectadas à Internet. Em vez de um check-up geral, as células do paciente são examinadas uma a uma por robôs superminúsculos, comandados a distância por especialistas. Se for o caso, as maquininhas poderão realizar microcirurgias ou ministrar medicamentos em doses exatas nas áreas comprometidas, sem afetar outras partes do corpo.
Biométrica – Conjunto de técnicas e métodos destinados a identificar um cidadão, com possibilidade mínima de erro, por meio de suas características físicas. Os traços que deverão ser mais usados são a voz, o desenho da íris ou o formato das mãos e do rosto. Elas servirão como uma assinatura natural. Trata-se de um passo decisivo para garantir privacidade e segurança na era pós-digital.
Biorremediação – Uso de microorganismos para destruir diversos tipos de poluição. Um vazamento de petróleo ou resíduos industriais poderiam ser removidos de mares e rios dessa maneira.
Bluetooth – Esse é o nome do sistema de transmissão de dados, voz ou imagens por ondas eletromagnéticas entre um computador e seus periféricos. O Bluetooth poderá ser usado para conectar um celular a uma loja virtual, tanto para fazer um pedido quanto para efetuar o pagamento. Ou, então, para que um vendedor (de carne e osso), possa conversar com o cliente, consultar online o seu chefe de estoque ou diretor financeiro (que podem estar localizados até em outro continente) sobre a disponibilidade de produtos ou sobre as condições de pagamento.

Célula de hidrogênio – “Quantos cilindros aí, chefia?” Isso é o que os frentistas vão perguntar quando você quiser abastecer seu carro a hidrogênio, no qual as células do gás farão o papel de motor. O hidrogênio se combinará com o oxigênio do ar, liberando energia para se transformar em eletricidade para tocar o carro. Pelo cano do escapamento sairá apenas vapor d’água.
Cerâmica biocompatível – Um dos vários tipos de materiais artificiais que misturam propriedades das matérias-primas convencionais. As cerâmicas teriam características de ossos, ou de dentes, substituindo com imensa vantagem as próteses atuais, que, por não serem feitas de material biológico, geralmente apresentam algum inconveniente de adaptação. As biocompatíveis se integrarão por completo ao corpo.
Computação espontânea – Acesso de um computador a dados de outras máquinas ligadas à Internet, com a possibilidade de processamento das informações pelos usuários em tempo real, sem necessidade de download. É o fim da espera digital.
Computação onipresente – Nome genérico de todos os chips que, dentro de mais alguns anos, vão se tornar parte indissolúvel de qualquer objeto – portas das casas, geladeiras, embalagens de produtos nos supermercados, roupas. A lista não tem fim. Segundo os especialistas, a computação onipresente permitirá que tudo se comunique com tudo nas próximas décadas.
Computador quântico – Poderá tornar-se realidade dentro de 20 ou 30 anos, quando cada chip passar a ser feito com um único átomo. Hoje, apesar de minúsculo, um chip compõe-se de trilhões de átomos. Ao contrário dos computadores de hoje, que só realizam uma tarefa por vez, os chips quânticos poderão fazer milhares de operações ao mesmo tempo, ampliando de maneira inimaginável a inteligência das máquinas.
Condensado de Bose-Einstein – Estado da matéria no qual uma substância qualquer passa a se comportar como um único e gigantesco átomo. Isso trará novidades tecnológicas espetaculares. Uma delas, já testada em laboratório, é um raio laser que, em lugar de luz, é composto de um feixe ultrapotente de átomos, concentrados na forma do tal condensado de Bose-Einstein. Esses feixes atômicos, mais poderosos que seus antecessores de luz, poderão ser usados para introduzir quantidades submicroscópicas de uma matéria-prima dentro de outra, revolucionando a engenharia de materiais.
Engenharia de tecidos – Fabricação de órgãos artificiais, mas constituídos por células vivas, por meio da engenharia genética. Em laboratório já se fazem, atualmente, em estágio experimental, sangue e pele.
Estéreo-vídeo – Tecnologia aplicada a objetos em movimento.

Informídia – Programa inteligente capaz de pesquisar e encontrar informações específicas na enxurrada crescente de dados disponíveis na rede. A busca é feita pela integração de tecnologias de compreensão de imagens e sons, inclusive de linguagem falada. Nada daquele clica-clica-clica sem fim.
Linguagem natural – Interface de instrumentos avançados de busca na Internet e de análise de textos ou de documentos sonorizados disponíveis na memória dos computadores. Também será importante no reconhecimento da voz humana pela máquina.
Mapeamento genético instantâneo – Técnica pela qual se poderá descobrir, em questão de minutos, a exata composição química dos genes causadores de doença em um determinado paciente. Cada pessoa tem versões próprias desses genes. O mapeamento genético indicará tratamentos personalizados, muito mais eficientes.
Máquina genética – Aparelho computadorizado, utilizado nos mapeamentos automáticos de genes patológicos.
Microfotônica – Tecnologia que empregará a luz – e não o movimento dos elétrons – para criar aparelhos e dispositivos digitais. Os próprios computadores terão circuitos de luz em lugar de circuitos eletrônicos. Microfotônica também é o nome da ciência que desenvolve esse tipo de tecnologia.
Proteômica – Dá-se esse nome ao conjunto das proteínas de um organismo, assim como o genoma é o conjunto dos genes. Hoje a grande fronteira da Medicina é o genoma, mas ele dará lugar ao proteoma.
Psicofísica – Ciência que estuda meios de conectar um espectador a aparelhos ou programas eletrônicos de modo a provocar emoções em sua mente. Hoje se provocam sensações visuais e sonoras em um filme ou em um game e, dentro de mais alguns anos, será possível transmitir aromas ao espectador. Da mesma forma, a psicofísica tenta tornar possível incutir medo, estresse ou alegria diretamente no cérebro da platéia.

Qbit – Unidade básica de informação dos computadores quânticos. Os Qbits (pronuncia-se Quiubits) poderão ser simbolizados pelo sentido da rotação de um único elétron em um único átomo.
Realidade virtualizada – Cena criada por uma filmagem completa de um objeto por todos os lados. Isso criará um gênero inédito de entretenimento, pois o espectador poderá escolher de que maneira quer ver um jogo: como se estivesse no lugar do juiz, junto do goleiro, ou voando 30 metros acima do campo. A pessoa pode não apenas ter a sensação de que está dentro do gramado como também se afastar para ter uma visão de conjunto. As cenas tanto poderão ser vistas em telas planas, quanto em telas tridimensionais.
Remédios inteligentes – Medicamentos quimicamente orientados para agir apenas nas partes necessárias ao combate de uma doença. Já existem drogas desse tipo em testes.
Sistema viário inteligente – Estrada dotada de sensores e terminais de computador, na qual carros e caminhões poderiam se deslocar sem a intervenção do motorista. A estrada controlaria automaticamente a velocidade, as acelerações, as freadas e os eventuais desvios dos veículos. Também daria indicações constantes sobre o trânsito à frente e a melhor rota para chegar ao destino.
Spintrônica – Ciência da rotação (spin, em inglês) dos elétrons. Graças à spintrônica, os modelos lançados este ano pela IBM aumentaram sua velocidade de operação de 5 para 35 megaherz. Neles, o acesso à memória magnética é mais rápido. Isso se consegue com a possibilidade de alterar mais rapidamente o spin dos elétrons.

Teletransporte – Envio de objetos ou de seres vivos de um lugar para outro em velocidade muito próxima à da luz. Funciona assim: o objeto a ser deslocado tem de ser desmaterializado para que sua exata constituição seja determinada. Ele se transforma em uma mensagem codificada que, depois, será usada para reconstruí-lo no local de destino. O corpo original, nesse exato instante, simplesmente desaparece. Fazer isso com um organismo vivo, como em Jornada nas Estrelas, é teoricamente possível, embora seja tarefa que exigirá computadores muitíssimo avançados. Mas, dentro de apenas duas ou três décadas, já será viável codificar um texto ou uma imagem na forma de elétrons e depois teletransportar essas partículas para onde se queira. As leis quânticas asseguram que a cópia será absolutamente exata, sem possibilidade de erros na transmissão.
Válvula spintrônica – Dispositivo que acelera o acesso à memória fixa (ou magnética) dos computadores. Dentro de apenas dois ou três anos, essa peça deverá eliminar a necessidade de as máquinas terem memória RAM (eletrônica). Com isso, os micros não gastarão tempo carregando programas da memória magnética para a eletrônica, como hoje (ver Spintrônica).
Veículos autônomos – Aviões, helicópteros e outros veículos dotados de visão própria e sensores de movimento para se mover por conta própria. Orientados por satélites de navegação (como o Global Positioning System, o GPS), eles usariam braços mecânicos teleguiados para realizar uma série de atividades em lugares de acesso difícil. Poderão realizar filmagens no esgoto urbano ou fazer análises químicas dentro de um vulcão. Esses veículos serão infinitamente mais espertos que o robô Sojourner, que andou em Marte depois de voar até dentro da nave Pathfinder.

Visão digital – Capacidade de um computador ou um robô identificar objetos, podendo distinguir uma caixa de sapatos de uma embalagem de camisas, ou um cidadão de outro.
Wearable – Computadores que virão embutidos nas roupas. Quase todos os objetos, daqui para a frente, passarão a incorporar chips em quantidade crescente. Ternos, jaquetas, mochilas e bolsas terão bolsos-emails, golas-pagers e botões-câmeras digitais. Vai ser um barato (esse termo ainda é usado?).
Webtop – Programa pelo qual o dono de sites ou de homepages na Internet poderá colocá-los no ar e operá-los, não importa de onde esteja. Será mais um passo na universalização da Weird Wild Web – ops! – World Wide Web.
XML – Programa avançado de busca na Internet, capaz de fornecer informações que se autodescrevem. Ou seja, você não precisará mais abrir uma pasta do computador para ver o que ela contém: o conteúdo estará descrito no próprio título, por meio de um código ultracondensado, atualmente em estudos.

6574 – Neurologia – A TRANSMISSÃO SINÁPTICA


Impulsos são transmitidos entre uma célula nervosa e outra célula através de sinapses. A transmissão é geralmente química, e o impulso no axônio pré-sináptico causa liberação de um neurotransmissor na terminação pré-sináptica. Este mediador químico é liberado na fenda sináptica e se liga a receptores específicos na célula pós-sináptica. Em algumas sinapses, a transmissão é puramente elétrica e em outras é mista elétrica-química.
O efeito do neurotransmissor liberado não é necessariamente excitar a célula pós-sináptica gerando potenciais de ação, podendo haver inibição da célula que recebe o transmissor químico. A soma das influências excitatórias e inibitórias determinará o ajuste gradual da função neural.
Nas sinapses elétricas, as membranas pré e pós-sinápticas estão muito próximas, e a troca iônica é feita através de pontes de baixa resistência. No entanto, como a grande maioria das sinapses envolve transmissão química, somente esta será aqui discutida.
Há uma considerável variação anatômica na estrutura das sinapses em várias partes do sistema nervoso. As terminações das células pre-sinápticas são geralmente alargadas, formando os botões sinápticos. Estes botões são mais comumente localizados em dendritos. Por vezes, os ramos terminais do axônio formam uma rede ou uma cesta em volta do corpo da célula pós-sináptica tendo um aspecto característico (células em cesto do cerebelo e dos gânglios autonômicos). Em média, cada neurônio apresenta 1000 terminações sinápticas – se considerarmos que o cérebro contem 1012 neurônios, apenas dentro do cérebro humano existem cerca de 1015 sinapses. Na medula, o número de botões sinápticos em cada neurônio motor espinal é da ordem de 10.000.

Ao microscópio eletrônico, os botões sinápticos estão separados da porção pós-sináptica por um espaço bem definido de cerca de 30 a 50 nm. O botão tem sua membrana bem delimitada, assim como a porção pós-sináptica tem uma membrana própria também. Dentro do botão, mitocôndrias, pequenas vesículas e grânulos estão acumulados. O transmissor contido nas vesículas e grânulos é liberado quando o impulso elétrico passa pelo axônio e atinge o botão. As membranas das pequenas vesículas e grânulos se funde à membrana do neurônio, liberando seu conteúdo num processo de exocitose. As paredes das vesículas contem sinapsinas, um grupo de proteínas que quando fosforiladas permitem que as vesículas se movimentem em direção à membrana neural para fusão e liberação de transmissores. A fosforilação da sinapsina depende de cálcio. O potencial de ação atua nos canais de cálcio, e havendo liberação de cálcio, a exocitose aumenta. A quantidade de transmissor liberada é proporcional ao influxo de cálcio.
A atividade elétrica na sinapse de neurônios da medula espinal tem sido bastante estudada com microeletrodos inserido no corpo do neurônio e o registro dos eventos elétricos que se seguem durante a estimulação e inibição sobre estas células. Um estímulo único aplicado a um neurônio medular sensitivo não implica em geração e transmissão de um potencial pelo axônio. O estímulo geralmente causa uma curta despolarização parcial ou um curto período de hiperpolarização.

A despolarização causada por um estímulo específico e adequado começa mais ou menos 0.5ms após o estímulo atingir a célula. O pico de despolarização ocorre 1 a 1.5ms depois, e então começa a declinar exponencialmente com uma constante de tempo que varia dependendo do transmissor e das propriedades da membrana. Durante este potencial, a excitabilidade do neurônio a outros estímulos aumenta – este potencial é chamado EPSP (potencial pos-sináptico excitatório).
EPSP ocorre pela despolarização da célula pós-sináptica quando esta se encontra sob estimulação de um botão sináptico. Cada botão gera um pequeno EPSP, mas os potenciais gerados por diversos botões sinápticos somam-se para determinar o efeito final. Esta soma pode ser espacial ou temporal. Quando vários botões estão em atividade ao mesmo tempo, trata-se de uma soma espacial. Quando um mesmo botão é novamente estimulado e gera um novo impulso antes da queda completa do potencial anterior, a soma é temporal. Quanto maior a constante de tempo de um determinado EPSP, maior a possibilidade de ocorrer soma temporal.

Quando um impulso atinge a terminação pré-sináptica, existe uma latência de pelo menos 0.5ms antes que seja obtida uma resposta no neurônio pós-sináptico. Esta latência sináptica corresponde à latência do EPSP e é devida ao tempo que leva para que o mediador sináptico seja liberado e atue na membrana da célula pós-sináptica. Devido a esta latência, a condução através de uma cadeia de neurônios é tão mais longa quanto mais neurônio existirem naquela via.Vias monosinápticas são muito mais rápidas que vias polisinápticas.
Quando transmissores que exercem um efeito excitatório caem na fenda sináptica e se ligam a receptores pós-sinápticos, eles causam a abertura de inúmeros canais iônicos encrustrados na membrana pós-sináptica. Os axônios tipicamente possuem canais iônicos de Na e K, enquanto o corpo celular, dendritos e terminações axonais possuem um grande número de canais químicos diferentes. O tipo de resposta obtido por um transmissor depende do tipo de canal associado que é ativado por ele. A produção de EPSPs por acetilcolina nas sinapses nicotínicas onde a acetilcolina é um transmissor excitatório é um bom exemplo destes mecanismos. Quando a acetilcolina se liga a receptores nicotínicos, canais iônicos são abertos permitindo a passagem de Na e outros pequenos cátions. Na passa para a célula por um gradiente elétrico e de concentração e um EPSP é produzido. No entanto, a área na qual este influxo de Na ocorre é tão pequena que não ocorre despolarização da membrana toda. Quando mais botões sinápticos estão ativados, mais Na entra na célula, o potencial de despolarização aumenta. Quando o influxo de Na atinge o nível suficiente, resulta em um potencial de ação. O efeito excitatório da acetilcolina dependerá portanto da estimulação de um número suficiente de terminações para causar despolarização da membrana. EPSPs como estes também podem ser obtidos através do fechamento de canais de K.

Serotonina

Formada no corpo pela hidroxilação e descarboxilação do triptofano (um aminoácido essencial), encontra-se em grandes concentrações nas plaquetas e no trato digestivo. Em menores quantidades, porem com funções muito importantes, a serotonina é encontrada no cérebro tambem. Serotonina é tambem chamada 5-HT, por se tratar de 5-hidroxitriptamina. O aumento da ingestão de triptofano aumenta as quantidades cerebrais de 5-HT desde que a hidrolase não esteja saturada. Após ser liberada na fenda sináptica, 5-HT é recapturada e inativada pela MAO para formar o ácido 5-hidroxiindolacético (5-HIAA). Esta substância é o principal metabólito urinário da serotonina e pode ser usado para avaliação do metabolismo da serotonina. Na glândula pineal, serotonina é metabolizada em melatonina.

Histamina

Histamina está presente em células sanguíneas e teciduais e desencadeia uma série de reações periféricas. No entanto, ela tambem se encontra em neurônios no hipotálamo, onde pode atuar como neurotransmissor. Histamina é formada a partir da descarboxialção do aminoácido histidina e catabolizada pela histaminase e, numa reação subsequente, pela MAO. Há 3 tipos de receptores para histamina, H-1, H-2 e H-3. Os receptores H-3 são pré-sinápticos e meidiam a secreção de histamina pela célula. Receptores H-1 ativam a fofolipase C e receptores H-2 atuam por aumentar o nível intracelular de AMP.

Aminoácidos excitatórios

Glutamato e aspartato são aminoácidos distribuídos amplamente no cérebro, com função excitatória sobre muitos neurônios. Cerca de 75% da transmissão excitatória dos neurônios cerebrais é mediada por glutamato. Três tipos de receptores de glutamato foram identificados: N-metil-D-aspartato (NMDA), cainato e ácido propiônico a-amino-3-hidroxi-5-metil-4-isoxazole (AMPA). Estes dois últimos são canais iônicos que permitem o influxo de Na e o efluxo de K.
NMDA é tambem um canal catiônico, mas tem sido intensamente estudado por apresentar diversas peculiaridades. Glicina se liga ao NMDA para facilitar a função do glutamato. Ions Mg bloqueiam o canal iônico e só desbloqueiam quando a membrana se torna parcialmente despolarizada. Estes receptores localizados no hipocampo parecem estar relacionados à memória e aprendizado, pois quando bloqueados previnem a a facilitação de transmissão que se segue a períodos de estimulação de alta frequência.
A estimulação causada pelo glutamato no receptor NMDA pode ser de tal intensidade que cause morte celular. A morte de neurônios, per si, causa liberação do glutamato intracelular que pode resultar em morte de mais neurônios. Agentes bloqueadores do receptor NMDA vem sendo utilizados experimentalmente para reduzir a morte celular em áreas isquemiadas do cérebro.

Aminoácidos inibitórios

Ácido gammaaminobutírico (GABA): é um inibidor pré-sináptico de grande importância na regulação da função neural. GABA é formado pela descarboxilação do glutamato através da enzima glutamato-descarboxilase (GAD). GABA é catabolizado pela GABA-transaminase (GABA-T) por transaminação em semialdeído succínico. O cofator da GAD é fosfato piridoxal, um produto derivado da piridoxina (vitamona B6). Na deficiência de vitamina B6, existe uma deficiência cerebral de GABA e um acúmulo de glutamato. Em teoria, piridoxina teria seu valor no tratamento de situações de hiperexcitabilidade neuronal, como epilepsias.
Receptores GABA são de dois tipos: GABAA são canais iônicos de Cl e GABAB atua via proteína G para aumentar a condutância de K. O aumento da condutância de Cl pode ser obtido por drogas benzodiazepínicas e por barbitúricos. A diminuição da condutância de Cl acontece na presença de picrotoxina, uma substância convulsivante.

Glicina: por sua ação nos receptores NMDA, glicina tem uma ação excitatória. No entanto, quando atuando em receptores específicos de glicina, tais como são vistos na medula, a glicina tem efeito inibitório. Estes receptores aumentam a condutância de Cl.
Substância P e outras taquiquininas:
Substância P é um polipeptídeo que contem 11 resíduos de aminoácidos. É uam das 6 taquiquininas encontradas não apenas na espécie humana, mas em muitos vertebrados e invertebrados. Embora as outras taquiquininas não tenham sido tão bem estudadas quanto a substância P, é bastante possível que todas tenham funções emelhantes.

Três receptores foram descritos para as taquiquininas e um deles é específico para substância P. Neste receptor, ocorre ativação da fosfolipase C.
Substância P é encontrada em altas concentrações nas terminações aferentes da medula espinal, sendo o mediador da primeira sinapse da dor. É tambemencontrada no sistema nigroestriatal e no hipotálamo.

Peptídeos opióides:
Encefalinas são peptídeos que se ligam a receptores de morfina e parecem funcionar como tranmissores sinápticos. São sintetizadas a partir de peptídeos maiores e seu estudo tem sido intenso dado o potencial de seu uso no tratamento da dor. CAda encefalina tem um proprecursor e um precursor. Os receptores dos peptídeos opióides são de cinco subtipos diferentes e acredita-se que o receptor m seja o mais relacionado com mecanismos de controle da dor.
As encefalinas são metabolizadas por encefalinases e aminopeptidases.

Outros possíveis transmissores:
Hormônios como vasopressina e ocitocina estão presentes em botões sinápticos de certos neurônios e parecem atuar como transmissores sinápticos. Gastrina, neurotensina, substâncias semelhantes à insulina e peptídeo liberador de gastrina são encontrados em neurônios e podem ter função neurotransmissora. Neuropeptídeo Y está presente em várias partes do sistema nervoso autônomo, principalmente nas terminações noradrenérgicas. Adenosinaestá presente no sistema nervoso central e, quando se liga aos receptores A2 cerebrais, tem efeito depressivo que pode ser antagonizado por cafeína e teofilina. Óxido nítrico tambem é produzido no cérebro e pode ter função reguladora vascular. Prostaglandinas tambem são encontradas no cérebro, porem parecem atuar modulando as reações de AMP cíclico e não como transmissores sinápticos.

6573 – Mega Cidades – Los Angeles


É a segunda cidade mais populosa dos Estados Unidos depois de Nova Iorque. Com uma população de 3 792 621 habitantes, segundo o censo de 2010, é a cidade mais populosa do estado da Califórnia e do oeste dos Estados Unidos. Além disso, a cidade se estende por 1 302 km² no sul da Califórnia e é classificada como a 13ª maior área metropolitana do mundo, com 17,7 milhões de pessoas espalhadas por grande parte do litoral sul da Califórnia. A área metropolitana Los Angeles-Long Beach-Santa Ana abriga 12 828 837 habitantes. Los Angeles é também a sede do condado de Los Angeles, o mais populoso e um dos condados mais multiculturais dos Estados Unidos. Os habitantes da cidade são referidos como “Angelenos”.
Los Angeles foi fundada em 4 de setembro de 1781, pelo governador espanhol Felipe de Neve como El Pueblo de Nuestra Señora la Reina de los Angeles del Río de Porciúncula (A Vila de Nossa Senhora, Rainha dos Anjos do Rio de Porciúncula). Tornou-se parte do México, em 1821, após sua independência da Espanha. Em 1848, no final da Guerra Mexicano-Americana, Los Angeles e o resto da Califórnia foram adquiridos como parte do Tratado de Guadalupe Hidalgo, tornando-se parte dos Estados Unidos, o México manteve o território de Baja California. Los Angeles foi incorporado como município em 4 de abril de 1850, cinco meses antes da Califórnia tornar-se um estado estadunidense.
Muitas vezes, conhecida por suas iniciais, “LA”, e apelidada de “Cidade dos Anjos”, Los Angeles é um centro mundial de negócios, comércio internacional, entretenimento, cultura, mídia, moda, ciência, tecnologia e educação. É o lar de instituições de renome cobrindo um vasto leque de campos profissionais e culturais e é um dos motores mais importantes da economia dos Estados Unidos. Em 2008, Los Angeles foi classificada a oitava cidade mais economicamente poderosa do mundo pela Forbes.com, e a terceira nos EUA, atrás apenas de Nova Iorque e Chicago, fato pelo qual é considerada um dos maiores e mais importantes centros financeiros do mundo.
Como a sede de Hollywood, é conhecida como a “Capital Mundial do Entretenimento”, a líder mundial na criação de filmes, produção de televisão, videogames e música gravada. A importância do setor de entretenimento para a cidade levou muitas celebridades à Los Angeles e seus subúrbios.
Nativos americanos viviam anteriormente na região, antes da chegada dos primeiros exploradores europeus. Entre as tribos, a tribo shoshone possuía uma aldeia chamada Yang-na, localizada onde está atualmente o centro de Los Angeles, ao longo do Rio Los Angeles.
Em 1542, o explorador português João Rodrigues Cabrilho, explorando a costa oeste da América do Norte, em nome da coroa espanhola, descobriu a vila de Yang-na, e foi amigavelmente recebido por nativos. Cabrilho anotou a localização da aldeia indígena e continuou sua exploração. Até 1769, a região fora esquecida, por 227 anos, quando Gaspar de Portolá, um capitão da força militar espanhola, e Juan Crespi, um missionário espanhol, lideraram uma expedição partindo de San Diego para Monterey Bay.
Os espanhóis logo começaram o povoamento da região, onde está atualmente Los Angeles. Primeiramente, em 1771, os espanhóis fundaram Missión San Gabriel Arcángel, um pequeno centro religioso, oito quilômetros a leste dos atuais limites municipais de Los Angeles. San Gabriel acabou por se tornar um importante centro agropecuário, cultural e religioso, e o mais importante de outros oito assentamentos criados pelos espanhóis ao longo da atual Califórnia.
Em 4 de setembro de 1781, um grupo de 44 pessoas – 11 homens, 11 mulheres e 22 crianças, com dois espanhóis no grupo, sendo o restante predominantemente afro-americanos, com alguns nativos americanos e descendentes de dois ou mais grupos étnico-raciais – chegaram na região descrita por Crespi. Este grupo havia saído em fevereiro de 1781. Ao chegarem, eles fundaram oficialmente El Pueblo de Nuestra Señora Reina de los Ángeles de la Porciuncula. Los Angeles é atualmente a única grande cidade americana a ter sido fundada por um grupo de assentadores predominantemente formado por afro-americanos.

Era mexicana
Em 1821, México tornou-se independente da Espanha. Os mexicanos tomaram controle de toda a Califórnia, e a cidade de Los Angeles passou para controle espanhol. Los Angeles e Monterey alternaram-se como a capital do territorio mexicano de Alta Califórnia.
Em 1826, Jedediah Smith chegou a Los Angeles. Ele foi a primeira pessoa a chegar à cidade vindo da costa atlântica. Em 1841, assentadores americanos começaram gradualmente a morar na Califórnia, muitos dos quais decidiram instalar-se na cidade de Los Angeles. Mesmo assim, os hispânicos continuaram em maioria na cidade.
Em maio de 1846, os Estados Unidos e o México entraram em guerra. Em agosto do mesmo ano, tropas americanas capturaram Los Angeles. Porém, uma grande rebelião popular contra os americanos desenvolveu-se entre a população hispânica da cidade, e as tropas americanas recuaram. Em janeiro de 1847, Los Angeles foi capturada definitivamente pelos americanos. Tendo sido derrotados, os mexicanos assinaram o Tratado de Guadalupe Hidalgo, em 1848, que cedia a Califórnia aos Estados Unidos.
Em 4 de abril de 1850, Los Angeles foi elevada à categoria de cidade, e cinco meses mais tarde, a Califórnia tornaria-se o 31º Estado dos Estados Unidos. Los Angeles, então, tinha cerca de 1,6 mil habitantes e 73 km², sendo que sua população cresceu lentamente nas próximas duas décadas. Muitos dos antigos proprietários de lotes agropecuários faliram, por causa da burocracia existente no processo de confirmação de propriedade por parte da justiça americana.
Alguns mexicanos resistiram à presença americana. Em 1856, Juán Flores liderou uma grande revolta popular na cidade, o que arriscava o sul californiano. Ele acabou sendo enforcado, à frente de um público de mais de três mil espectadores. Outro mexicano famoso foi Tiburcio Vasquez, famoso entre a população hispânica, por seus feitos contra os gringos. Capturado em West Hollywood, ele foi considerado culpado de dois assassínios em 1874, e enforcado em 1875.

Graduais anexações de cidades vizinhas a Los Angeles fizeram com que Los Angeles lentamente crescesse em tamanho nos anos que se seguiram a 1890. Em 1910, quando a cidade de Hollywood foi fundida com a cidade de Los Angeles, esta passou a ter 233 km².
Uma gigantesca baía portuária foi construída entre 1889 e 1913. E bem no ano de sua inauguração, em 1913, o Canal de Panamá havia sido inaugurado. Los Angeles tornou-se o principal centro portuário do oeste do continente americano rapidamente. Los Angeles continuava a crescer, agora, alimentada pela indústria do petróleo, que havia sido encontrada pela primeira vez na cidade em 1892.
Porém, a falta de fontes de água potável ameaçava o futuro de Los Angeles. Com a população da cidade em grande crescimento, temia-se que logo a única fonte de água potável de Los Angeles até então, o Rio Los Angeles, não seria mais suficiente para atender à crescente demanda de água potável usada pela população em crescimento. A fonte de água potável mais próxima de Los Angeles ficava a 250 km da cidade, no Rio Owens, que desemboca no Lago Owens, onde evapora. Entre 1899 a 1903, Harrison Gray Otis adquiriu fazendas e propriedades que ficavam na área do Rio e do Lago Owens Também planejava-se a construção do aqueduto que transportaria essa água para a cidade.
Em julho de 1905, o Los Angeles Times publicara que os habitantes da cidade não teriam mais nenhuma água disponível, a não ser que eles comprassem papéis do governo, para o financiamento da construção do aqueduto. Água potável distribuída pelo sistema de água foi desviada para o sistema de esgoto da cidade, diminuindo a quantidade de água potável disponível, e criando condições de seca artificiais. Pessoas foram proibidas de regar seus jardins. Em um dia de eleições, os habitantes da cidade aceitaram que 22,5 milhões de dólares fossem investidos na construção do aqueduto. Com este dinheiro, e também graças a uma lei federal recém aprovada, que permitia a cidades a adquisição de propriedades fora de seus limites municipais, permitiu a Los Angeles comprar as terras adquiridas por Gray Otis. O aqueduto foi inaugurado en 1913, e garantiu de vez o fornecimento de água potável para os habitantes da cidade, bem como triplicou a área de Los Angeles, que passou a ter 1 165 km² (atualmente, Los Angeles possui 1 215 km²).
Por volta de 1920, o turismo havia tornado-se em um grande negócio em Los Angeles. Um clima agradável, com temperaturas altas ou amenas durante quase todo o ano, atraíram (e continuam a atrair nos dias atuais) milhares de turistas. Muitos deles gostaram tanto da cidade e do seu clima que decidiram ficar de vez em Los Angeles. Nestes tempos, a indústria petroleira da cidade crescia cada vez mais, com o crescente número de reservas de petróleo sendo descobertas. Com tudo isto, fábricas instalaram-se aos montes na cidade, produzindo produtos industrializados como aviões, móveis, pneus e outros produtos.
Ainda na década de 1920, Los Angeles implementou uma lei que restringia a aquisição de residências por afro-americanos, mexicanos, asiáticos e judeus, permitindo que pessoas de grupos étnico-raciais pudessem adquirir e morar em uma residência apenas em certos bairros da cidade.
Com a Grande Depressão, as condições sócio-econômicas de Los Angeles caíram drasticamente, à medida que milhares de pessoas eram demitidas de seus trabalhos. Houve falência em massa de inúmeros estabelecimentos comerciais e industriais, o que agravava ainda mais a crise. Porém, a população da cidade continuava a crescer rapidamente, uma vez que milhares de pessoas desempregadas, vindas de todas as partes do país, iam a Los Angeles com a esperança de encontrar um emprego. A economia da cidade apenas voltaria a crescer quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, lutando ao lado dos Aliados. Fábricas e portos produziam armas, unidades militares e outros equipamentos usados pela forças militares americanas, empregando a maior parte da força de trabalho que até então estava desempregada devido aos efeitos da Grande Depressão; este crescimento continuou a atrair mais pessoas a Los Angeles, a maioria, vindas do interior do país. No final da guerra, Los Angeles tinha cerca de 1,5 milhão de habitantes, e era a terceira maior cidade dos Estados Unidos.
Na década de 1950, Los Angeles já era um dos principais centros industriais e comerciais dos Estados Unidos. Depois de Detroit, Los Angeles fabricava mais carros do que qualquer outra cidade americana; depois de Akron, era a maior fabricante de pneus do país; e depois de Nova Iorque, era o maior centro americano de manufaturação de roupas.
Uma lei que propusera limites para a altura máxima de prédios a serem construídos na cidade foi rejeitada em 6 de novembro de 1961. Isto, mais a contraditória renovação urbana no bairro de Bunker Hill (pitoresca, mas decadente), culminou na construção de vários arranha-céus em Los Angeles, desde então até a década de 1990.
Diversas vias expressas foram construídas a partir da década de 1940, conectando Los Angeles com seus subúrbios. O pequeno e ineficiente sistema de transporte público da cidade (centralizada em um sistema ferroviário de passageiros, e algumas linhas de bondes e light rail) foi desativada na década de 1950 (pressionada pela General Motors), o que tornou Los Angeles uma cidade voltada para o carro.

Centro de Los Angeles

A década de 1990 foi marcada por intensos conflitos raciais, agravada pela opressão policial. O incidente mais conhecido é o de Rodney King, um motorista afro-americano, que foi parado por quatro policiais na cidade, em 3 de março de 1991. Os policiais espancaram King, que sofreu graves ferimentos. Os policiais foram indiciados, mas nenhum deles foi condenado, mesmo com as provas do crime tendo sido gravadas em um vídeo. O processo fora realizado em um subúrbio branco de Los Angeles, e todos os jurados eram brancos. O veredito do processo resultou em um grande motim popular nas ruas da cidade, especialmente em bairros afro-americanos.
Los Angeles está localizada no sudoeste dos Estados Unidos, e no sudoeste do Estado americano de Califórnia, na costa do Oceano Pacífico. Situa-se a aproximadamente 560 km sul da cidade de San Francisco e a 210 quilômetros nordeste de San Diego e da fronteira mexicana.
Com uma área total de 1 290,6 km², Los Angeles atualmente é uma das maiores cidades americanas em área, embora no início do século XX, a cidade tinha apenas uma pequena fração da área atual. Os limites municipais de Los Angeles cresceram com a gradual anexação de cidades vizinhas, como Hollywood, San Pedro, Van Nuys e Westwood, atualmente, distritos da cidade de Los Angeles.
Os terremotos são uma ameaça diária em Los Angeles. O passado sísmico da cidade não é tão trágico quanto o de San Francisco, mas, nada impede que um sismo devastador aconteça na cidade.
Los Angeles é a sede de condado do Condado de Los Angeles, o condado mais populoso dos Estados Unidos, com um total de 10 179 716 habitantes. São 88 cidades, todas parte da região metropolitana de Los Angeles, das quais dez possuem mais do que 100 mil habitantes. Long Beach, Glendale e Santa Clarita são as cidades mais populosas e importantes do condado. Muitas cidades do condado estão completamente cercadas pela cidade de Los Angeles, caso de West Hollywood, Westwood, San Pedro e Culver City. Outras estão cercadas por Los Angeles e pelo Oceano Pacífico, como Santa Mônica e Torrance.
A região metropolitana de Los Angeles é composta pelos condados de Los Angeles, Riverside e Orange, que possuem quatro grandes aglomerações urbanas distintas: Los Angeles-Long Beach, Condado de Orange, Riverside-San Bernadino e o Condado de Ventura. No total, são 12 146 000 habitantes e 4 319,9 km² de área urbanizada, o que torna a região metropolitana de Los Angeles a segunda mais habitada dos Estados Unidos, a terceira mais habitada da América do Norte, bem como uma das maiores do mundo.

Los Angeles possui um clima bastante agradável, em comparação a outras grandes cidades americanas. Invernos amenos e verões quentes tornam as praias de Los Angeles bastante movimentadas quase o ano inteiro. A temperatura média no inverno é de 13ºC, com mínimas entre 12 °C e 10 °C, e máximas entre 18 °C e 21 °C. A temperatura média no verão é de 23 °C, com mínimas entre 12 °C e 17 °C, e máximas entre 24 °C e 38 °C. Precipitação cai na maioria das vezes na forma de chuva, embora no inverno, algumas vezes neve na cidade. Porém, a maior parte da neve acaba derretendo rapidamente ou na atmosfera ou no solo. A taxa de precipitação média anual na cidade é de 38 cm.
As maiores temperaturas sempre são registradas nos meses de Agosto e Setembro, principalmente em ocasiões de Vento Sant’Ana, onde a umidade relativa do ar chega a ficar abaixo dos 10% por vários dias e as temperaturas até a 37 graus na cidade de Los Angeles e a mais de 41 graus nas cidades mais ao interior do estado, como Riverside e San Bernardino.

Poluição
O uso extensivo de veículos pela população de Los Angeles e a geografia da cidade, com montanhas cercando toda a região mais densamente habitada fazem com que a cidade sofra bastante de poluição atmosférica. Muito das emissões geradas pelos veículos acaba ficando presa, por causa das montanhas, bem como as emissões geradas pelas indústrias ali localizadas. Outro problema é a crescente contaminação dos lençóis de água localizados sob a cidade.
Como outras cidades localizadas na Califórnia, Los Angeles está localizada numa região altamente vulnerável a terremotos. A Califórnia é uma das regiões do mundo mais sujeitas a terremotos. Existem mais de 300 falhas geológicas no Estado. Além de estar a poucos quilômetros da zona de choque (encontro) entre a Placa do Pacífico e a Placa Norte-Americana, Los Angeles fica sobre um terreno relativamente húmido e macio, o que aumenta a vulnerabilidade das estruturas ali instaladas em um caso de um grande terremoto.
O terremoto mais recente foi o Terremoto de Northridge, ocorrido em 1994, que causou danos de propriedade avaliados em bilhões de dólares.
Economia
A renda anual média de uma residência ocupada na cidade é de 36 687 dólares. A renda média anual da população da cidade é de 39 942 dólares. Pessoas do sexo masculino possuem uma renda anual média de 31 880 dólares, e pessoas do sexo feminino, uma renda anual média de 30 197 dólares. A renda per capita da cidade é de 20 671 dólares. 22,1% da população e 18,1% das famílias da cidade vivem abaixo da linha de pobreza. 30,3% das pessoas com 17 anos ou menos de idade e 12,6% das pessoas com 65 anos ou mais de idade vivem embaixo da linha de pobreza.

Imigração
Los Angeles é uma das cidades mais multiculturais do mundo, com etnias das mais variadas partes do mundo. Em especial, a população hispânica e asiática estão crescendo rapidamente, tanto que hispânicos serão maioria na cidade, caso o ritmo atual de crescimento continue. A população de asiáticos em Los Angeles é a maior dos Estados Unidos. Los Angeles possui as maiores comunidades armênia, cambojiana, filipina, guatemalteca, israelense, tailandesa, mexicana, húngara e salvadorenha fora dos respectivos países.
A força de trabalho de Los Angeles é de 1 690 316 trabalhadores (pessoas com mais de 16 anos; do censo nacional de 2001). 756 303 deles são pessoas do sexo feminino. 1 688 652 pessoas trabalham em postos civis, e 1 664 nas forças armadas americanas. Dos trabalhadores civis, 1 209 942 trabalham para estabelecimentos comerciais ou industriais, 162 402 são servidores públicos e 153 551 são trabalhadores autônomos. 156 578 pessoas estão desempregadas.

Política
O governo municipal de Los Angeles têm mostrado-se ineficiente em algumas áreas, o que fez com que os distritos de Hollywood e Vale de San Fernando buscassem independência em 2002, embora não tendo sucesso, alegando que a municipalidade de Los Angeles prefere concentrar sua atenção em áreas mais densamente povoadas da cidade, como o centro da cidade, negligenciando áreas de menor densidade populacional. Para tornar mais efetiva o governo municipal, o Conselho municipal de Los Angeles têm promovido a formação de Conselhos regionais, tendo sido proposto em 1996 e aprovado em 1999.

Los Angeles é o maior centro industrial dos Estados Unidos, e o maior centro de finanças e comércio do oeste americano. Ao contrário de outras grandes cidades americanas como Chicago, Houston e Nova Iorque, que presenciaram a mudança de uma parte substancial de suas indústrias para outras partes do país ou do mundo, o número de postos de trabalho fornecidos pela indústria e comércio têm somente crescido desde o final da Segunda Guerra Mundial. Embora Los Angeles tenha presenciado a queda da indústria automobilística na década de 1990, outras indústrias instalaram-se ou expandiram na cidade, como a indústria aeroespacial.
Los Angeles é o maior centro industrial dos Estados Unidos. Suas 25 000 fábricas fornecem, aproximadamente, trinta por cento dos postos de trabalho dentro dos limites municipais. Uma das principais indústrias de Los Angeles é a indústria aeroespacial. A cidade possui várias fábricas que fabricam peças ou partes de aviões, bem como sondas espaciais e foguetes. Essa forte indústria atrai muitos engenheiros, matemáticos, físicos e cientistas, mais do que qualquer outra cidade americana. A Boeing possui várias fábricas em Los Angeles e na cidade vizinha de Long Beach.
Apesar disto, Los Angeles é mais conhecida pelos seus filmes: a maioria deles, produzidos no bairro mundialmente famoso de Hollywood. A indústria da produção de filmes chegou a seu máximo na década de 1940. Desde então, as companhias produtoras de filmes reduziram o número de filmes produzidos anualmente, preferindo concentrar-se na qualidade dos filmes produzidos. Isto fez com que postos de trabalhos fossem diminuídos e pessoas fossem demitidas. Mesmo assim, esta é uma forte indústria, que gera muitos postos diretos e indiretos de empregos e é mais uma atração turística da cidade.

Mídia
Centenas de revistas são impressas e publicadas em Los Angeles. Uma delas é a Los Angeles Magazine, que publica reportagens de interesse geral sobre a área da cidade. Outras revistas estão especializadas em certas matérias como surfing, skating, por exemplo.
Dez estações de televisão público, outras tantas estações de TV a cabo e mais de 75 estações de rádio estão localizadas em Los Angeles. A cidade abriga os quartéis-generais de duas grandes companhias de televisão americanas, a FOX e a UPN. Outras grandes redes de televisão americana como a ABC e a CBS produzem muitos de seus programas em Los Angeles.
A indústria de telecomunicações cresceu desde a década de 1940 e absorveu, em grande parte, a queda dos números de postos de trabalhos oferecidos pela indústria cinematográfica, ocorrida a partir da década de 1940.

Universidade da Califórnia

A maior parte dos habitantes da região metropolitana de Los Angeles usa o carro como meio principal de locomoção. Muitos habitantes de subúrbios e bairros percorrem longas distâncias até o centro financeiro da cidade. Como resultado, Los Angeles possui o maior sistema de Vias expressas e autoestradas do mundo. Este sistema é uma malha de 1 080 km de autoestradas de vias de alta velocidade, que cortam toda a região metropolitana de Los Angeles.
Los Angeles dispõe de uma grande malha ferroviária, que opera à parte das ferrovias controladas pela MTA e pela Metrolink. Duas principais ferrovias, a Burlington Northern Santa Fe e a Union Pacific, servem a cidade, conectando-a com o resto dos Estados Unidos. Trens de passageiros usam a Union Station, localizado próximo ao centro da cidade.
O clima agradável de Los Angeles e sua localização geográfica permitem a prática de surfe em uma das várias praias da cidade, e esquiar em nas montanhas localizadas nos recantos da cidade, em um mesmo dia, durante quase todo o ano. Los Angeles tem cerca de 121 quilômetros de praias ao longo da costa do Oceano Pacífico, e suas montanhas, localizadas ao nordeste da cidade, possuem condições favoráveis à prática de esqui, canoagem e golfe o ano inteiro. Los Angeles tem cerca de 210 parques, playgrounds e outras facilidades recreativas.