6523 – Física – A Inércia


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O enunciado diz: “Um corpo por si só não pode modificar o seu estado de repouso ou movimento”

Todos os corpos físicos permanecem imóveis ou continuam em movimento, a não ser alguma força atue sobre eles. Tal princípio é fundamental para a 1ª lei de Newton, que se aplica a sistemas onde a inércia é mantida. É necessário força para vencê-la e a diferença entre a massa de um corpo e o seu peso está relacionada com a existência da inércia. No espaço, um corpo em movimento pode ter uma massa de muitas toneladas e ser destituído de peso, o que significa que nenhuma força estará agindo sobre ele.

Considere um corpo não submetido à ação de forças ou submetido a um conjunto de forças de resultante nula; nesta condição esse corpo não sofre variação de velocidade. Isto significa que, se está parado, permanece parado, e se está em movimento, permanece em movimento em linha reta e a sua velocidade se mantém constante. Tal princípio, formulado pela primeira vez por Galileu e, posteriormente, confirmado por Newton, é conhecido como primeiro princípio da Dinâmica (1ª lei de Newton) ou princípio da Inércia.
Podemos interpretar seu enunciado da seguinte maneira: todos os corpos são “preguiçosos” e não desejam modificar seu estado de movimento: se estão em movimento, querem continuar em movimento; se estão parados, não desejam mover-se. Essa “preguiça” é chamada pelos físicos de Inércia e é característica de todos os corpos dotados de massa.
O princípio da inércia pode ser observado no movimento de um ônibus (autocarro, em Portugal). Quando o ônibus “arranca” a partir do repouso, os passageiros tendem a deslocar-se para trás. Da mesma forma, quando o ônibus já em movimento freia (trava em Portugal), os passageiros deslocam-se para a frente, tendendo a continuar com a velocidade que possuíam. A inércia refere-se à resistência que um corpo oferece à alteração do seu estado de repouso ou de movimento
Varia de corpo para corpo e depende da massa dos corpos
Corpos com massa elevada possuem uma maior inércia.
Corpos com massa pequena possuem uma menor inércia.
O conceito de inércia teve um importante precursor na Idade Média, com a “teoria do ímpeto” do filósofo Jean Buridan.
Ou seja, é a resistência que todos os corpos materiais opoem à modificação de seu estado de movimento (ou de ausência de movimento).
A rigor o termo Inércia liga-se ao que chamamos Referencial Inercial. Há, compondo o conjunto de todos os referenciais possíveis, dois subconjuntos sem intersecção: o conjunto dos Referenciais Inerciais e o conjunto dos Referenciais Não Inerciais. Quando visto a partir de um Referencial Inercial um corpo sobre o qual a resultante de forças é sabida ser zero move-se com velocidade vetorial constante (o que inclui os casos MRU e parado). Para Referenciais não Inerciais, isto não ocorre. A primeira lei da dinâmica (Primeira Lei de Newton) define, usando-se como auxílio a Terceira Lei de Newton (que nos fornece a noção de força como a expressão física da interação entre DOIS entes físicos), o conceito de Referencial Inercial, estabelecendo assim os referenciais no qual a Segunda Lei de Newton se aplica.
Não há uma única teoria aceita que explique a origem da inércia. Vários esforços por físicos notáveis como Ernst Mach (princípio de Mach), Albert Einstein, Dennis Sciama e Bernard Haisch tem toda a corrida em críticas importantes de teóricos mais recentes. Para os tratamentos recente do tema, ver Emil Marinchev (2002) e Vesselin Petkov (2009).