6537 – Cadáveres também apodrecem no espaço?


As condições no espaço, como a ausência de oxigênio e as temperaturas negativas, de fato, conservam melhor. Mas, mesmo assim, ele vai se deteriorar por causa das bactérias anaeróbias, que não precisam de oxigênio e estão dentro do nosso próprio corpo.
Segundo o médico-legista Luiz Prestes Jr., a putrefação se iniciaria logo após a morte. Por isso, é recomendável técnicas mais eficientes para você conservar seu cadáver, tais como a criogenia, que congela o corpo com nitrogênio líquido e custa apenas US$ 29 mil, ou a tanatopraxia, na qual se injetam substâncias conservantes que retardam a ação das bactérias.

Um Pouco +

Em biologia e ecologia, decomposição, mineralização e em alguns casos, apodrecimento, é o processo de transformação da matéria orgânica em minerais, que podem ser assimilados pelas plantas para a produção de matéria viva, fechando assim os ciclos biogeoquímicos.
Este processo, não só fornece aos ecossistemas os compostos necessários ao desenvolvimento dos produtores primários, mas liberta-o igualmente de material que, se acumulado, poderia prejudicá-lo.
A decomposição dos animais e plantas mortos, ou suas partes, dos dejetos ou outras excreções dos animais e de restos de comida é um processo complexo. Nos tecidos dos organismos mortos inicia-se a autólise das células pelas enzimas contidas nos lisossomas. Esses tecidos são ainda triturados e parcialmente consumidos pelos detritívoros. A parte não consumida ou que não faz parte da alimentação desses animais é então atacada por vários tipos de bactérias; as partes interiores, onde não existe oxigénio livre, são consumidas por bactérias anaeróbicas, causando a putrefação, que resulta em aminas como a putrescina e a cadaverina, que têm um odor “pútrido”; este é o processo conhecido vulgarmente como apodrecimento. Finalmente, intervêm as bactérias mineralizantes – os decompositores –, que transformam as moléculas orgânicas libertadas pelos processos anteriores em água, dióxido de carbono e sais minerais.
Estes processos dependem de muitos fatores bióticos e abióticos, como a abundância e tipos de decompositores no biótopo, a umidade, a temperatura e outros.

6536 – A Microbiologia


A vida humana está intimamente relacionada com os microrganismos, abundantes no solo, no mar e no ar. Invisíveis a olho nu, esses seres oferecem fartas evidências de sua existência — muitas vezes de forma desfavorável, quando deterioram objetos valorizados pelo homem e provocam doenças, ou benéfica, quando fermentam álcool para a fabricação de vinho e cerveja, levedam o pão e produzem os derivados do leite. De incalculável valor na natureza, os microrganismos também decompõem restos vegetais e animais para transformá-los em gases e elementos minerais recicláveis por outros organismos.
Microbiologia é a ciência que estuda os microrganismos, seres vivos de tamanho microscópico que pertencem a classes e reinos diversos e entre os quais estão os protozoários, as algas microscópicas, os vírus, as bactérias e os fungos. Pela dificuldade em classificá-los como plantas ou animais, os microrganismos são às vezes agrupados separadamente como protistas, seres de vida primitiva. A microbiologia pode ser dividida em disciplinas específicas: a bacteriologia, que se ocupa do estudo das bactérias; a virologia, que pesquisa os vírus e rickéttsias; e a protozoologia, que estuda os protozoários, as algas e os fungos. De outro ponto de vista, pode ser classificada em teórica, ou pura, e prática, ou aplicada. A microbiologia aplicada divide-se ainda, de acordo com as especialidades, em médica, industrial, agrícola e alimentar.

Muitas bactérias e vírus produzem graves doenças nos animais, em especial nos seres humanos, como cólera, peste, difteria, tifo, sífilis, tuberculose etc. Os vírus causam poliomielite, herpes e hidrofobia (raiva), entre outras doenças. Mas há bactérias que interferem de forma positiva em sistemas essenciais à sobrevivência humana. Elas estão envolvidas, por exemplo, em processos industriais como a fermentação alcoólica e a do leite, além da produção de antibióticos e diversos compostos químicos. Intervêm ainda nos ciclos naturais do carbono e do nitrogênio.
Um dos estudos mais recentes sobre os microrganismos é a investigação de sua possível ocorrência no espaço sideral e em outros planetas além da Terra. Ramo da exobiologia, a microbiologia espacial pesquisa os microrganismos como fornecedores de alimento e oxigênio no ambiente fechado das naves espaciais.

História da Microbiologia
A partir do século XIII, atribuiu-se a organismos invisíveis a responsabilidade pelo surgimento de algumas doenças. Em 1546, Girolamo Fracastoro defendeu, em seu livro De contagione et contagiosis morbis (Sobre os contágios, as doenças contagiosas) a idéia segundo a qual o contágio se deve a agentes vivos. A microbiologia como ciência só começou, porém, com a invenção e o aprimoramento do microscópio. Embora não tenha sido o primeiro a observar o mundo microscópico, o holandês Antonie van Leeuwenhoek, comerciante e hábil construtor de lentes, foi, no final do século XVII, o primeiro a registrar descrições adequadas de suas observações, excelentes pela qualidade excepcional de suas lentes. Leeuwenhoek comunicou suas descobertas sobre os “animálculos” numa série de cartas enviadas à Royal Society de Londres, em meados de 1670.
No século XVII, ainda exercia grande influência sobre os cientistas o conceito de geração espontânea de vida — idéia defendida inicialmente pelos gregos, segundo a qual os seres vivos podem surgir da matéria inanimada. No final do século, uma série de observações e experiências desferiu um golpe mortal sobre a teoria da geração espontânea. Coube a Louis Pasteur demonstrar que os microrganismos só podem se originar de outros seres vivos.
Cientista de importância fundamental para a história da microbiologia, Pasteur constatou também que os processos fermentativos resultam da atividade de microrganismos e estudou o problema da deterioração do vinho, do vinagre e da cerveja, além de doenças que afetavam o bicho-da-seda e ameaçavam arruinar a indústria têxtil francesa. Pasteur descobriu que o vinho se transforma em vinagre por ação da bactéria Acetobacter aceti e utilizou o calor para destruir os agentes patogênicos contidos em alimentos líquidos, que mantinham assim suas propriedades nutritivas praticamente inalteradas. Esse método ficou conhecido como pasteurização e veio a ter enorme importância na indústria alimentícia.
Graças aos trabalhos de Pasteur, desenvolveu-se a cirurgia anti-séptica, cuja aplicação, em 1867, se deve ao cirurgião britânico Joseph Lister, que empregou como desinfetante o ácido fênico. Esse procedimento reduziu de forma significativa os casos de mortalidade por infecção pós-operatória.
Outra grande figura da microbiologia no século XIX foi o alemão Robert Koch, que em 1876 isolou a bactéria causadora do carbúnculo. As bases da microbiologia foram solidamente fundadas entre 1880 e 1990. Discípulos de Pasteur e Koch, entre outros, descobriram inúmeras bactérias capazes de causar doenças específicas e elaboraram um conjunto de técnicas e procedimentos laboratoriais para revelar a ubiqüidade, diversidade e o poder dos micróbios.
Em 1882, Koch descobriu o bacilo da tuberculose e, um ano depois, o microrganismo responsável pela cólera asiática. Também em 1883 foi identificada a bactéria causadora da difteria. Nesse mesmo período, Pasteur e seus assistentes comprovaram que animais vacinados com um bacilo de antraz especialmente cultivado se mostravam imunes à doença. Essa descoberta deu início ao estudo da imunidade e dos princípios que fundamentaram a prevenção e o tratamento de doenças por meio de vacinas e soros.
Pasteur, em 1885, produziu uma vacina contra a raiva, e um assistente seu, Charles Chamberland, descobriu que, enquanto as bactérias não eram capazes de atravessar filtros de porcelana, outros organismos o eram. Em 1892, o pesquisador russo Dimitri Ivanovski constatou que o agente causador do mosaico do tabaco era do tipo filtrável. Dez anos depois, outro organismo filtrável foi identificado como causador da febre aftosa do gado. Aos poucos foram sendo aprimoradas técnicas muito precisas para investigar esses organismos, que passaram a ser conhecidos como vírus. As rickéttsias, que se assemelham às bactérias muito pequenas, foram descritas pela primeira vez pelo patologista americano Howard Taylor Ricketts, em 1908, quando ele estudava a febre das montanhas Rochosas, doença provocada por esses microrganismos.
A partir da década de 1940, a microbiologia experimentou uma fase extremamente produtiva, durante a qual foram identificados vários microrganismos causadores de doenças e desenvolveram-se métodos para controlá-los. Esses organismos também foram utilizados na indústria, canalizando-se sua atividade para a produção de artigos para o comércio e a agricultura. A pesquisa sobre os microrganismos também fez progredir o conhecimento do homem a respeito dos seres vivos, ao fornecer material adequado para o estudo de complexos processos vitais, como o metabolismo.

Os microrganismos podem ser isolados em condições especiais, mediante semeadura em meios de cultura ou por inoculação em ovos embrionados de galinha, em células cultivadas no laboratório, ou inoculação em animais sensíveis. O microrganismo pode ser cultivado e isolado de acordo com suas exigências biológicas, em meios de cultura mantidos a 37o C ou à temperatura ambiente e enriquecidos ou não com determinados nutrientes. Alguns desses seres são anaeróbios (crescem somente na ausência de oxigênio livre), como as bactérias do gênero Clostridium, que inclui a espécie tetani, causadora do tétano. Outros, como o gonococo e o meningococo, exigem ambiente com dez por cento de gás carbônico. Os pequenos vírus, os agentes basófilos e as rickéttsias só crescem em ovos embrionados, em cultivo de células e em animais de laboratório.
Uma vez obtidas, as culturas são analisadas quanto à forma, cor, tamanho, rugosidade, produção de pigmentos, temperatura ideal de crescimento etc. Com tais culturas pode-se realizar o antibiograma para verificar a sensibilidade ou a resistência aos mais diversos agentes antimicrobianos.
O microbiologista procura conhecer o equipamento enzimático de uma bactéria, por meio da pesquisa e da identificação dos metabólitos que o organismo produz. Esses atributos são geralmente fixos e servem, portanto, para sua identificação. Pesquisa-se assim a produção de gás sulfídrico, amônia e urease, assim como a fermentação de diferentes hidratos de carbono e as necessidades de crescimento de determinados microrganismos.

É a custa de enzimas que os microrganismos obtêm a energia necessária para seu crescimento. Para que as bactérias, por exemplo, possam multiplicar-se nos meios de cultura, ou seja, fazer a síntese de sua própria matéria orgânica, precisam dispor de uma fonte de carbono, de nitrogênio e de energia. Geralmente desprovidas de clorofila, as bactérias não conseguem transformar a energia solar em química. Precisam, portanto, oxidar um substrato orgânico ou inorgânico para utilizar as calorias desprendidas de tais oxidações.
A virulência dos microrganismos se verifica por meio da inoculação em animais, nos quais se analisam as mudanças de temperatura e as lesões provocadas. Quando um microrganismo é virulento para o homem, pode-se provocar uma lesão experimental para descobrir o agente infectante e depois voltar a isolá-lo em meios seletivos. Os animais, protegidos com soros específicos, também podem ser inoculados com os produtos tóxicos de determinadas bactérias.
A observação da forma, cor e aspecto das colônias pode ser feita a olho nu ou ao microscópio. O estudo das bactérias ao microscópio óptico é facilitado pela técnica de coloração da amostra com violeta de genciana, ou método de Gram, assim chamado em homenagem ao médico que descobriu o processo, Hans Christian Gram, em 1884. Os organismos que tomam a coloração são chamados de Gram-positivos, e os outros, de Gram-negativos.

As doenças infecciosas
Todos os órgãos e sistemas fisiológicos podem sofrer doenças infecciosas, decorrentes da implantação no organismo de seres vivos patogênicos de dimensões microscópicas. Distingue-se, porém, uma série de quadros clínicos que integram o núcleo básico da pesquisa médica microbiológica e se caracterizam, em geral, pelo elevado risco de contágio e, em muitos casos, pela natureza epidêmica.
De acordo com o tamanho, as características bioquímicas ou a maneira como interagem com o homem, os agentes infecciosos se classificam em bactérias, vírus, rickéttsias, micoplasmas e ureaplasmas, fungos, parasitos e clamídias (parasitos intracelulares que provocam conjuntivite em recém-nascidos, pneumonia e infecções genitais, contêm ADN e ARN e podem ser combatidas com antibióticos).
As barreiras mais importantes à invasão do corpo humano por microrganismos são a pele e as mucosas, tecidos que revestem internamente o nariz, a boca e o trato respiratório superior. Quando esses tecidos se rompem ou são afetados por doenças, pode ocorrer invasão por microrganismos, capazes de produzir doenças infecciosas, como furúnculos, ou invadir a corrente sangüínea e se disseminarem por todo o corpo, produzindo infecção generalizada (septicemia) ou localizada em outra parte do corpo, como a meningite, infecção da membrana que recobre o cérebro e a medula espinhal.
Ingeridos nos alimentos e bebidas, os agentes infecciosos podem atacar a parede dos intestinos e provocar doenças locais ou generalizadas. A conjuntiva, membrana que recobre o olho, pode ser penetrada por vírus que causam inflamação local do olho ou caem na corrente sangüínea para provocar graves doenças, como sarampo ou varíola. Ao invadir o organismo pela mucosa genital, os agentes infecciosos podem desencadear as reações inflamatórias agudas da gonorréia ou se espalhar para atacar praticamente todos os órgãos do organismo, com as lesões crônicas e mais destrutivas da sífilis ou como reação à redução da imunidade provocada pela AIDS.
Para combater essas ameaças, o corpo humano está equipado com dispositivos sensíveis que integram o sistema imunológico, responsável pela reação imediata aos agentes causadores de doenças. Em sentido biológico, o meio ambiente é hostil ao homem, que aprendeu a controlá-lo parcialmente, mas convive com o risco permanente de que uma mínima alteração ambiental possa levar a desequilíbrios imprevistos entre a espécie humana e seus concorrentes biológicos.

6535 – Ciência na TV – Superprodução brasileira tenta mostrar ciência do cotidiano


Qual é a melhor maneira de explicar por que as pessoas dentro de um carro estão protegidas caso sejam atingidas por um raio? Levando você mesmo uma descarga dessas e sobrevivendo para contar a história.
É esse o raciocínio do programa “Ciência em Casa”, que estreia nesta quinta no canal pago NatGeo.
Há 12 anos apresentando shows que mesclam entretenimento e ciência, com várias participações e quadros em programas de variedades, o time do “Ciência em Casa” agora se lança em voo solo.

Em um laboratório da USP, mais de uma dezena de profissionais, entre cientistas e produção, esforçavam-se na regulagem de uma complexa geringonça de mais de três metros de altura que permitiu simular um raio na frente das câmeras.
Depois de algumas horas de testes, a equipe finalmente deu sinal verde para que o físico Gerson Santos fosse “atingido” pelo raio.
Nas filmagens anteriores, ele já havia ficado suspenso por um guindaste amarrado a uma calça jeans e enfrentado uma jornada disfarçado de embalagem dentro de um caminhão. Dois dias depois, seria a vez de voar amarrado a balões de hélio.
De uma maneira geral, a proposta do programa é uma espécie de mistura de dois conhecidos programas de ciência: “O Fantástico Mundo de Beakman” com “Myth Busters”. Além de tiradas divertidas, experiências e muita ciência do dia-a-dia, o grupo também aproveita para acabar com alguns mitos consagrados.
“É o caso do raio e do carro. Muita gente acha que é por causa da borracha do pneu, quando na verdade isso não tem nada a ver. É um efeito chamado gaiola de Faraday”, diz Daniel Ângelo, em referência à célebre descoberta de Michael Faraday. Veja com detalhes no capítulo específico do Mega.
O físico descobriu, há mais de um século, que é possível haver uma blindagem elétrica formada por superfície condutora, que “protege” o que está dentro dela das descargas. No caso do carro, as descargas elétricas se espalham pela superfície metálica, deixando a salvo os passageiros.
“Todo mundo sabe que nós fazemos um trabalho sério de divulgação da ciência. Não fosse assim, nós não teríamos apoio da USP e de outras instituições de respeito” afirma Gerson, que em 2004 defendeu uma dissertação de mestrado sobre o tema.

6534 – Museu do Automóvel – A Variant


Moderna para a época, comparada com os carros de hoje seria uma carroça.

A linha Volkswagen 1600/TL/Variant foi, juntamente com o Fusca e a Kombi, a base da presença da Volkswagen no mercado brasileiro até a chegada do Passat, em 1974. Todos eram equipados com motores traseiros refrigerados a ar e mesma plataforma mecânica do Fusca.
Derivado dos Typ 3 alemães (mais especificamente de um protótipo da matriz que não entrou em produção), o Brasil viu em dezembro de 1968 a estreia do VW 1600, popularmente conhecido aqui como “Zé do Caixão”; um carro de três volumes e quatro portas, com um motor a ar de 1600 cc, instalado na traseira.
Acomodava quatro passageiros e os levava até cerca de 135 km/h. A dianteira, única no mundo, possuía faróis retangulares até 1970, quando foram substituídos por dois faróis redondos de cada lado.
A fábrica sustentava o marketing na beleza do carro que aparentemente só ela via, e o carro teve sucesso limitado, sendo popular apenas entre os taxistas. Suas formas retangulares lhe renderam o curioso apelido de “Zé do Caixão”, talvez por sua semelhança com um esquife, ou talvez por parecer uma criação do famoso cineasta. Outro curioso apelido, este mais conhecido no sul do país, era “saboneteira”. Embora sendo um apelido menos agressivo que o de “Zé do Caixão”, também não contribuiu para que o pequeno carrinho caísse nas graças do povo. Ele saiu de linha em 1971.

O lendário Zé do Caixão

A Variant e o TL
Entretanto os frutos da linha iniciada pelo 1600 foram positivos para a Volks. Derivado dele, a fábrica seguiu a tendência natural da linha europeia, lançando primeiro a caminhonete (perua) Variant, em 1969. Com a iminente saída de linha do 1600 original, a fábrica lançou o dois volumes e meio (fastback) TL em 1970, com o motor horizontal da Variant – e já no ano seguinte seria eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1971.
Ambos possuíam a mesma motorização do 1600, porém o estilo de carroceria fez toda a diferença. Além da pequena área de carga na dianteira, agora havia um amplo espaço na traseira, ampliado pelo motor horizontal, que ocupava bem menos espaço (a ventoinha ficava agora montada no virabrequim). No caso da Variant, o espaço total para carga chegava a 640 litros. O interior era pouco mais que espartano. O problema da rejeição ao design foi solucionado em 1971, através de uma reestilização da dianteira. Ambos os carros ganharam uma dianteira mais baixa e inclinada para dentro. Apesar do apelido “cabeça de bagre”, o novo desenho encontrou grande aceitação. A VW também lançou uma versão de 4 portas do TL, para atrair os motoristas de táxi (que utilizaram muito o VW 1600 quatro portas).

Este carro inspiraria o projeto do Passat

Os modelos acumularam boas vendas no decorrer da década de 70, e a Variant inclusive superava no mercado interno a Ford Belina, muito mais avançada tecnologicamente (em grande parte devido as péssimas condições das estradas brasileiras).
Entretanto, apesar do sucesso no mercado brasileiro e da ausência de competidores (a Volks dominava cerca de 70% do mercado brasileiro), a idade do projeto começava a pesar (o similar europeu era de 1961), e a Volks, que já experimentava dificuldades no exterior com a linha “a ar”, decidiu introduzir também aqui a linha Passat, já em 1974, ocupando o mesmo nicho de mercado do TL. Esta concorrência interna, somado ao lançamento do VW Brasília, decretou o fim da linha TL em 1975, podendo-se encontrar algumas unidades residuais do ano de 1976.

A Variant II
Não seria essa a última tentativa da Volks de viabilizar um projeto com motor a ar. Logo, ao invés de trazer a versão perua do Passat (também chamada Variant, nome que persiste até hoje), a Volks do Brasil investiu em um projeto próprio, a Variant II, basicamente uma versão maior do Brasília. Com vários avanços técnicos, notadamente a suspensão MacPherson na dianteira e braços semi-arrastados na traseira, o modelo impressionava quando comparado a sua “irmã mais velha”. Inclusive, o uso desse tipo de suspensão na dianteira preconizava o uso de um motor dianteiro, o que jamais ocorreu. Porém problemas mecânicos inerentes ao modelo (e o futuro lançamento da Parati planejado pela fábrica, para ocupar a mesma posição de mercado) trouxeram o fim do modelo já em 1981.
Não se pode dizer que a família de automóveis terminou sem deixar remanescentes, uma vez que o VW Gol foi uma espécie de convergência entre o Brasília (este por si só um grande sucesso) e o Passat/Golf. Embora não tenham atingido o status cult de carros como o SP2 ou o Karmann Ghia, a linha ainda está em circulação no Brasil, e modelos bem conservados e originais já despertam a atenção dos colecionadores.

6533 – Mega Curiosidades – Portugal sem Feriados


O governo português decidiu suspender 4 dos 14 feriados nacionais, para fazer as pessoas trabalharem mais e tentar superar a crise econômica que afeta o país. Os feriados suspensos incluem datas importantes, como Corpus Christi e dia da Independência de Portugal. A medida valerá até 2018. Se a moda pega…

Remédio contra o vício do consumismo
A memantina, droga hoje usada para tratar pacientes de Alzheimer, também pode ser eficaz nos casos de transtorno consumista – em que a pessoa fica literalmente viciada em compras. Após receber a droga por 8 semanas, num estudo da Universidade de Minnesota, os voluntários passaram a fazer 50% menos compras. Os Shoppings não vão gostar muito da idéia.

Idade pode ser detectada pelo cheiro
Pelo menos é essa a conclusão de um estudo feito na Suécia, que comparou o odor corporal de pessoas jovens, de meia-idade e idosas. Os cientistas ainda não sabem por que o cheiro das pessoas muda durante a vida.

6532 – Candidatos ao IgNobel – Publicidade funciona melhor com violência


Uma pesquisa da Universidade de Rochester, nos EUA, selecionou voluntários para ver dois filmes, intercalados por comerciais. Um dos filmes continha cenas violentas. Quem assistiu a ele sentiu mais vontade de comprar os produtos anunciados na publicidade. Isso supostamente ocorre porque o consumismo ajuda a aliviar a angústia gerada pelas cenas de violência.

Iogurte aumenta testículos de ratos
A ideia era testar a eficácia do alimento no controle de peso ao longo dos anos. Mas os cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts descobriram algo curioso: a dieta com iogurte deixou os testículos dos ratos até 15% maiores. Os pesquisadores não sabem explicar o motivo.

6531 – Se Beber, Não Case – Conheça um ônibus que cura a ressaca


Uma noite de bebedeira pode render surpresas desagradáveis no dia seguinte. Em Las Vegas, mais ainda: a pessoa pode descobrir que perdeu dinheiro jogando ou se casou com alguém que mal conhecia. Mas a cidade já oferece um serviço que promete acabar com um dos problemas: a ressaca. É o Hangover Heaven (paraíso da ressaca), ônibus que circula por Vegas e funciona como uma clínica itinerante. “Nosso tratamento reduz em até 75% os sintomas da ressaca”, alega o médico Jason Burke, criador do serviço. Para ser atendido, basta chamar o ônibus por telefone. Dentro do veículo, Burke analisa o estado do paciente e administra uma solução intravenosa que pode conter soro fisiológico, vitaminas B1 e B12, remédios anti-inflamatórios e antináuseas e substâncias como cloreto de sódio, cloreto de potássio, cloreto de cálcio e lactato de sódio, que supostamente ajudam a remover toxinas do organismo. O tratamento dura 45 minutos e custa de US$ 90 a US$ 150.
A comunidade científica encara a ideia com ressalvas. “A reidratação com soro e vitamina B é um bom remédio. Já a solução de sódio não faz sentido. E os anti-inflamatórios podem causar danos ao estômago”, avalia um médico professor da Universidade de Washington. Burke diz que criou a mistura baseado em sua experiência como anestesiologista (pois o período pós-anestesia causa no paciente um mal-estar parecido com ressaca) e antes de lançar a fórmula a testou em amigos e em si mesmo – pois costuma sofrer com ressacas. “Três taças de vinho já me deixam mal”.

6530 – Mega Mitos da Medicina – Pegar friagem provoca resfriado?


Não há evidências de que exista associação entre a friagem (termo mais maternal para o choque térmico) e o resfriado. Em um dos mais famosos estudos a respeito, feito pela Escola de Medicina da Universidade Baylor, nos Estados Unidos, em 1968, os voluntários foram expostos ao vírus do resfriado comum e depois entraram em ambientes gelados ou quentes. Todos ficaram doentes, mas a temperatura não interferiu.
As pessoas ficam mais resfriadas no inverno. Mas é porque os vírus que causam problemas respiratórios estão mais ativos nessa época do ano. É a mesma coisa que o vírus da dengue. Ele está à toda no verão, porém ninguém fala que é o calor que provoca a doença.
Certo, o frio não causa resfriado, mas pode provocar alergias e facilitar infecções. Quando a temperatura cai, geralmente o ar fica mais seco, o que afeta as mucosas do aparelho respiratório. E esse ressecamento compromete a produção de secreções com anticorpos para a defesa do organismo.

E sorvete, causa resfriado?
Assim como a chuva, ele é só um bode expiatório: se você ficou doente é porque já estava com o vírus. O gelado intenso pode irritar a garganta, mas isso só acontece quando a pessoa já tem alguma infecção. E, se a inflamação for intensa, o sorvete pode diminuir a dor, como nas cirurgias de sisos ou amídalas.

Tomar vacina contra a gripe pode provocar a doença?
Eis outra besteira. A vacina contra a gripe é feita de vírus inativados e sua característica é justamente não simular uma doença, como outros tipos de vacina. Se a pessoa ficou doente depois disso, é porque se contaminou com outro vírus que não estava na vacina (gripes e resfriados podem ser causados por vários deles).

Aliás, gripe e resfriado são a mesma coisa?
Não. Os dois provocam coriza e indisposição, mas a gripe tem sintomas muito mais agressivos, como febre alta, falta de ar, cansaço e dores intensas no corpo. Em alguns casos, pode levar à pneumonia e até à morte. Ou seja, gripe põe a pessoa na cama para valer. Resfriado é o que a faz ficar deitada só para enrolar.

6529 – Obesidade – Gordo é o novo fumante


Faz sentido tratar refrigerante como droga? Do ponto de vista da saúde pública, a resposta é um sonoro sim. Segundo o especialista em obesidade Robert Lustig, da Universidade da Califórnia, o açúcar que adoça refrigerantes deveria estar na mesma categoria que o álcool, nicotina, cocaína e heroína: “Ele também é uma substância tóxica com alto potencial de abuso. Por essa lógica, também deveria ser controlado”. Exagero? O efeito das taxas de obesidade na economia dos EUA indica que não: US$ 190 bilhões anuais em gastos diretos e US$ 4,3 bilhões de prejuízo anual por danos à produtividade. Um quinto desse prejuízo é causado apenas pelo açúcar presente em bebidas. Ao levar em conta o estrago que os refrigerantes fazem na saúde americana, o cenário é ainda mais sombrio. Mais de 130 mil casos de diabetes, 14 mil casos de doenças coronárias, 6 mil mortes diretas e 50 mil anos de trabalho perdidos por invalidez. Tudo isso só na década de 1990.
Praticamente toda a indústria alimentícia explora o poder viciante do açúcar. “Quanto mais açúcar tem um produto, mais ele vende”, diz Lustig. O cientista ainda aponta o uso do açúcar para disfarçar sabores desagradáveis.
Porém, boa parte dos gordos não apresenta nenhum problema de saúde relacionado à obesidade. Mesmo assim, ela muitas vezes é vista como fraqueza moral. O empresário Roberto Justus, por exemplo, já afirmou que não contrataria pessoas obesas pela falta de empenho que teriam em emagrecer. E Justus não está sozinho: num estudo da Faculdade Notre Dame, na Califórnia, pesquisadores distribuíram currículos falsos entre alunos “para que eles escolhessem um novo professor”. Os currículos não tinham foto, mas traziam o peso de cada “candidato”. Resultado: os de 200 quilos eram preteridos em favor de concorrentes com qualificação idêntica, mas 120 quilos a menos.
Não é improvável que, num futuro próximo, o mesmo tipo de exagero cometido em leis antitabagistas radicais se estenda ao controle da obesidade. Aí, o “novo fumante” será o obeso. Para algumas companhias aéreas, aliás, eles já são: só entram no avião se comprarem dois bilhetes.

6528 – Por que encolhemos quando ficamos velhos?


Nossa altura diminui até 2 mm ao longo do dia, devido à gravidade. Durante o sono, hormônios como o GH, do crescimento, recuperam essa perda. Mas, com o tempo, essa regeneração enfraquece. E a mulher encolhe mais porque tem menos testosterona, hormônio ligado à manutenção da massa muscular.
Os discos são estruturas flexíveis de cartilagem fibrosa, que compõem 25% da coluna vertebral. Eles servem para, entre outras coisas, absorver impactos e diminuir o atrito entre as vértebras. Ao longo da vida, perdem líquido e se achatam.

Os ossos – Outro causador da diminuição da coluna vertebral é o desgaste das próprias vértebras. Com o tempo, a parte superior desses ossos sofre alteração na densidade. Ou seja, eles ficam mais moles. E a pessoa, mais baixa.
Pés chatos
Lá embaixo, os ossos que nos sustentam são curvados. Mas eles se achatam com o tempo, assim como os discos. Até mesmo quem tem pés chatos já na juventude sofre essas consequências na velhice, mesmo que em menor escala.

Músculos – Perdemos massa muscular com o avançar da idade, o que dificulta uma postura correta (especialmente no abdômen, que ajuda a deixar as costas retas). Isso ocorre porque há um declínio natural nos níveis de hormônios anabólicos, que produzem nutrientes para armazenar energia e gerar tecidos. Esse desequilíbrio faz com que outro tipo de hormônio, os catabólicos, passem a enfraquecer nossos tecidos. E, assim, ficamos corcundas.

6527 – Mega Techs – Turbina produz água no deserto


Um novo conceito que está sendo testado no deserto de Abu Dhabi usa uma turbina eólica para condensar a água presente no ar e bombeá-la para tanques, onde é filtrada e purificada.
A tecnologia foi desenvolvida pela empresa Eole Water depois que seu fundador, Marc Parent, inspirou-se na água recolhida por seu ar-condicionado enquanto morava no Caribe. Ele começou a pensar em formas de condensar a água do ar em regiões sem acesso à rede elétrica, criando o conceito da turbina eólica de condensação.
Uma turbina eólica de 30-kW abriga e alimenta todo o sistema. O ar é captado por hélices no nariz cônico da turbina e aquecido por um gerador até se transformar em vapor. O vapor passa por um compressor refrigerante para gerar umidade, que é então condensada e armazenada. A água produzida é bombeada através de tubulações para tanques de aço inoxidável, onde é filtrada e esterilizada.
Um protótipo desta tecnologia está funcionado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, e foi capaz de produzir entre 500 e 800 litros de água limpa por dia a partir do ar seco do deserto. A Eole Water afirma que o volume pode chegar a 1.000 litros por dia com um sistema de torres, que exigiria ventos de no mínimo 24 quilômetros hora.
Esta tecnologia baseia-se em um processo simples, que já foi testado em uma grande variedade de projetos, mas é a primeira alimentada por uma turbina eólica. Esta característica permite a produção de grandes quantidades de água limpa em regiões sem sistema de abastecimento ou rede elétrica, uma opção extremamente promissora para comunidades remotas ou regiões atingidas por desastres naturais.
A Eole já se associou a 12 parceiros industriais para fabricar as turbinas.

6526 – Nerds? (!) Quem são eles?


Nerd (para a língua portuguesa do inglês norte-americano, nerd, pronuncia-se AFI: [ˈnɝːd], “nâa(r)dz”) é um termo que descreve, de forma estereotipada, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas actividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares. Por essa razão, um nerd muitas vezes não participa de atividades físicas e é considerado um solitário pelas pessoas. Pode descrever uma pessoa que tenha dificuldades de integração social e seja atrapalhada, mas que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia.
A expressão é utilizada desde o final da década de 1950 no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Também há uma versão na qual a palavra derivaria de Northern Electric Research and Development (Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da companhia Northern Electric do Canadá, hoje Nortel), ou seja, atribuída àqueles indivíduos que trabalhavam no laboratório de tecnologia, que eram dados a passar noites em claro nas suas pesquisas. Na década de 1960 difundiu-se a sua conotação pejorativa, aplicado a pessoas com inteligência geralmente acima da média, com alguma dificuldade em se relacionar socialmente, e que não obedece aos padrões da sociedade – principalmente físicos e intelectuais – tornando-se uma pessoa marginalizada, tímida e solitária. Atualmente no entanto o termo nerd vem sendo usado por determinados grupos relacionados a interesses específicos como forma de se identificarem.
Outra possível origem da palavra vem do hábito de alguns estudantes do MIT (Massachussets institute of technology ou Instituto de Tecnologia de Massachusetts; em português) de chamar alguns alunos de “knurd” (a palavra vem de “drunk”, bêbado em inglês, escrito ao contrário).
Segundo Paul Graham, “Existe uma relação entre ser esperto/inteligente e ser nerd, ou melhor, há uma correlação inversa maior ainda entre ser nerd e ser popular. Se ser esperto parece fazer a pessoa não popular” de forma análoga vem a conotação pejorativa.
Os Nerds são conhecidos por um determinado estereótipo, muito divulgado em filmes ou desenhos animados, que geralmente não correspondem a realidade total. Eles não têm um padrão próprio de vestuário e podem ser muito sociáveis se se sentirem confortáveis no ambiente.
Apesar de serem uma Tribo Urbana, pode ser difícil reconhecê-los no dia-a-dia pois, ao contrário das outras tribos, não tem um estilo facilmente reconhecível à primeira vista, porém com um convívio prolongado, é possível claramente diferenciá-los. Tampouco gostam dos mesmos tipos de música, e nem todos frequentam os mesmos lugares (apesar de uma grande parte frequentar convenções de quadrinhos e ficção científica ou mesmo, preferirem ficar em casa envolvidos em suas atividades).
Mas é importante ressaltar que nem sempre os nerds querem isso para suas vidas, uma certa faixa da respectiva população nerd busca mudar para o grupo considerado antônimo dos nerds, os populares, fazendo-os usar o seu dom para isso, a inteligência, desse modo o nerd analisa todo o funcionamento da sociedade e por que ela é assim. Isso costuma acontecer com os adolescentes, que por terem tido uma infância controlada pelos pais, não souberam como agir com a sociedade no começo da adolescência, ficando assim sozinha, tendo que apelar para coisas do mundo nerd.

Vejamos alguns sub-grupos:
Geeks, em alguns lugares também chamados de tecnonerds, são os nerds cujo interesse volta-se especialmente para a tecnologia, ciência e informática;
Gamers, os jogadores compulsivos de vídeo games;
Retro-Gamers, jogadores que gostam ou preferem vídeo games e jogos antigos;
Cards Gamers, os jogadores compulsivos de Cards Games (Yu-Gi-Oh, Magic, Pokemon);
Board Gamers, os jogadores compulsivos de jogos de tabuleiro modernos (Carcassonne, Coloretto, Descobridores de Catan, Puerto Rico), ou jogos tradicionais como (Stratego e Xadrez);
RPGistas, os jogadores de Role playing games (RPG), normalmente sobre temas medievais;
Fanbase ou Fandom, um grupo caracterizado por ser fã de uma obra, ou conjunto de obras específicas como: Narnianos, fans de As Crônicas de Nárnia;
Pottermaníacos, fans de Harry Potter
Gaters, do universo de Stargate
Caixistas, são os obcecados pela Microsoft e seus produtos.
Sonystas, são os obcecados pela Sony e seus produtos.
Nintendistas, são os obcecados pela Nintendo e seus produtos.
Pcistas, são os obcecados por computadores como plataforma de jogos.

No Brasil
Chama-se CDF o indivíduo inteligente que se dedica muito aos estudos. Usa-se a sigla ou acrônimo “CDF” significando “Cabeça-de-ferro” ou “Crânio-de-Ferro” devido aos extensos períodos que a pessoa fica estudando. O que é confundido por muitos com o Nerd, onde este pesquisa, estuda seu objeto de apreciação, e o CDF se concentra em matérias escolares (Matemática ou Ciências, por exemplo). Enquanto os Nerd encaixam-se nos naturalmente interessados em ciências e computação – podendo mesmo não ir bem na escola, uma vez que muitos se consideram autônomos o suficiente na aprendizagem a ponto de não se preocuparem com a organização de cadernos ou o dever de casa – os CDFs costumam referir-se a jovens que tem a escola/faculdade como ponto central de suas vidas; e assim estudando excessivamente e ocasionalmente nem mesmo motivados pelo desejo de aprender, mas sim de agradar seus pais e professores.

Personagens

Peter Parker, Homem Aranha, HQ e Cinema.
Professor Pardal, HQs.
Paul Finch, do filme “American Pie”, desenvolve o gênero nerd intelectual. Apresentado também como insaciável, a sua preferência é por mulheres maduras (MILFs).
The Big Bang Theory, série de comédia totalmente inspirada no mundo nerd.
Gil Grissom e Sara Sidle, considerado pelos aficcionados como o casal mais nerd das séries de TV: ele é entomólogo e ela, fisica.
Monk, o detetive nerd que descobre tudo com os seus estranhos hábitos e manias.
Hugo Reyes, personagem da série Lost, era viciado em Star Wars e em fazer citações sobre filmes e programas da cultura pop.
Ross Geller, da série Friends, é um paleontólogo que tem no currículo três divórcios, é viciado em dinossauros e tem fetiche pela Princesa Leia, de Star Wars.
Ichabod Crane, do filme A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, era muito “avançado” para o século XVIII.
Timothy McGee, da série NCIS, um Agente Especial Forense e “geek”, invade sistemas federais para obter informações para as investigações. Apelidado de “Lord Elfo” e “McGeek” pelos colegas, enriqueceu (sem os seus colegas saberem) escrevendo uma série de livros intitulada “Deep Six”, que conta histórias de suas investigações, modificando os nomes para não ser descoberto, e cria um Anagrama com o seu nome: “Thom E. Gemcity”.

6525 – Biologia – Qual a Causa da Vertigem?


Pilotos de avião e mergulhadores costumam sentir vertigens porque é freqüente que o ambiente em que trabalham não apresente pontos de referência que orientem a direção de seus movimentos.
Vertigem é uma sensação subjetiva de movimento rotatório, instabilidade e falta de equilíbrio. Em geral, causa tontura, desorientação e confusão mental. Em casos mais agudos, a vertigem pode ainda provocar náuseas e vômito. Algumas de suas causas estão relacionadas com a posição do corpo no espaço, como no caso da vertigem que se experimenta em lugares muito altos. As ilusões causadas pela desorientação são talvez o mais perigoso aspecto da vertigem. Um piloto, por exemplo, pode achar que está ganhando altitude, quando na realidade está perdendo, ou pode julgar que guina para a direita, quando segue em linha reta.
A causa da vertigem é na maioria das vezes um distúrbio no vestíbulo que afeta o sentido do equilíbrio. O vestíbulo é uma cavidade óssea do ouvido interno, responsável pela manutenção do equilíbrio. As lesões vestibulares podem resultar de alterações em núcleos vestibulares no cérebro ou em fibras nervosas que partem desses núcleos, causadas por acidentes vasculares cerebrais, esclerose múltipla ou tumores.
As lesões vestibulares podem ser também de natureza periférica, quando atingem o labirinto ou o nervo vestibular. As inflamações do labirinto podem decorrer de traumatismos, otites, hemorragias e da chamada síndrome de Ménière. Aparentemente causada pelo acúmulo de líquido nos canais do labirinto, essa síndrome se caracteriza por acessos súbitos de vertigem, com palidez, suores, náuseas e distúrbios de equilíbrio.

6524 – Arqueologia – Quem colocou estas pedras aqui?


O conjunto Stonehenge é um conjunto monumental de pedras que se ergue até a planície de Salis Bury.
Esse monumento circular data de 4 a 5 mil anos. As rochas de até 4 toneladas vieram até de Gales, a 380 quilômetros dali. O mais louco: no dia 21 de junho, solstício de verão no hemisfério norte, os raios do sol nascente incidem diretamente sobre a pedra do Calcanhar, a maior de todas, no centro do círculo.
Explicação mística – ETs de novo? Pois é. Especula-se que o monumento tenha sido erguido por homens “orientados” por extraterrestres ou seres espirituais com conhecimentos avançados de matemática e astronomia. Alguns acreditam também que tenha sido campo de pouso de naves espaciais.
Que nada! – Stonehenge é tido como um dos mais antigos observatórios astronômicos do mundo, erguido a partir de 3000 a.C. As pedras teriam sido arrastadas em trenós que giravam sobre troncos de madeira.

6523 – Física – A Inércia


Não confunda, você está no ☻ Mega Arquivo

O enunciado diz: “Um corpo por si só não pode modificar o seu estado de repouso ou movimento”

Todos os corpos físicos permanecem imóveis ou continuam em movimento, a não ser alguma força atue sobre eles. Tal princípio é fundamental para a 1ª lei de Newton, que se aplica a sistemas onde a inércia é mantida. É necessário força para vencê-la e a diferença entre a massa de um corpo e o seu peso está relacionada com a existência da inércia. No espaço, um corpo em movimento pode ter uma massa de muitas toneladas e ser destituído de peso, o que significa que nenhuma força estará agindo sobre ele.

Considere um corpo não submetido à ação de forças ou submetido a um conjunto de forças de resultante nula; nesta condição esse corpo não sofre variação de velocidade. Isto significa que, se está parado, permanece parado, e se está em movimento, permanece em movimento em linha reta e a sua velocidade se mantém constante. Tal princípio, formulado pela primeira vez por Galileu e, posteriormente, confirmado por Newton, é conhecido como primeiro princípio da Dinâmica (1ª lei de Newton) ou princípio da Inércia.
Podemos interpretar seu enunciado da seguinte maneira: todos os corpos são “preguiçosos” e não desejam modificar seu estado de movimento: se estão em movimento, querem continuar em movimento; se estão parados, não desejam mover-se. Essa “preguiça” é chamada pelos físicos de Inércia e é característica de todos os corpos dotados de massa.
O princípio da inércia pode ser observado no movimento de um ônibus (autocarro, em Portugal). Quando o ônibus “arranca” a partir do repouso, os passageiros tendem a deslocar-se para trás. Da mesma forma, quando o ônibus já em movimento freia (trava em Portugal), os passageiros deslocam-se para a frente, tendendo a continuar com a velocidade que possuíam. A inércia refere-se à resistência que um corpo oferece à alteração do seu estado de repouso ou de movimento
Varia de corpo para corpo e depende da massa dos corpos
Corpos com massa elevada possuem uma maior inércia.
Corpos com massa pequena possuem uma menor inércia.
O conceito de inércia teve um importante precursor na Idade Média, com a “teoria do ímpeto” do filósofo Jean Buridan.
Ou seja, é a resistência que todos os corpos materiais opoem à modificação de seu estado de movimento (ou de ausência de movimento).
A rigor o termo Inércia liga-se ao que chamamos Referencial Inercial. Há, compondo o conjunto de todos os referenciais possíveis, dois subconjuntos sem intersecção: o conjunto dos Referenciais Inerciais e o conjunto dos Referenciais Não Inerciais. Quando visto a partir de um Referencial Inercial um corpo sobre o qual a resultante de forças é sabida ser zero move-se com velocidade vetorial constante (o que inclui os casos MRU e parado). Para Referenciais não Inerciais, isto não ocorre. A primeira lei da dinâmica (Primeira Lei de Newton) define, usando-se como auxílio a Terceira Lei de Newton (que nos fornece a noção de força como a expressão física da interação entre DOIS entes físicos), o conceito de Referencial Inercial, estabelecendo assim os referenciais no qual a Segunda Lei de Newton se aplica.
Não há uma única teoria aceita que explique a origem da inércia. Vários esforços por físicos notáveis como Ernst Mach (princípio de Mach), Albert Einstein, Dennis Sciama e Bernard Haisch tem toda a corrida em críticas importantes de teóricos mais recentes. Para os tratamentos recente do tema, ver Emil Marinchev (2002) e Vesselin Petkov (2009).

6522 – Anatomia – O Aparelho Respiratório


Simplificadamente podemos definir respiração como os processos através dos quais os seres vivos trocam gases com o meio ambiente a fim de suprir suas necessidades celulares (na maioria das vezes obtém-se oxigênio e elimina gás carbônico). A respiração pode ser dividida em duas etapas: respiração orgânica ou funcional (ocorre ao nível de organismo) e a respiração celular (ocorre a nível celular).

Cavidade Nasal: São dois canais paralelos completamente separados por um septo cartilaginoso que se comunicam com o meio exterior através das narinas e com o meio interior pela faringe. É revestida por uma mucosa rica em pelos e terminações nervosas e produtora de muco, esta mucosa tem ato reflexo funções de filtração através dos pelos e do muco, umidificação e aquecimento do ar (vasos sangüíneos) e função olfativa.
Faringe: É um órgão cavitário comum aos Sistemas respiratório e Digestivo. Comunica-se com a cavidade nasal (nasofaringe), com a cavidade oral (orofaringe) e com a laringe (laringo-faringe).

Laringe: é um tubo cartilaginoso que se comunica com a faringe pela glote. Neste orifício existe uma espécie de válvula, ou seja, uma tampa cartilaginosa que é a Epiglote, que tem a função de evitar a passagem de alimentos em direção ao pulmão durante a deglutição. Na Laringe estão localizadas as cordas vocais que vibram com a passagem do ar proporcionando a fonação.

Traquéia: É um conduto que segue a laringe e tem as paredes reforçadas por anéis cartilaginosos que a mantém sempre aberta. Estes anéis são incompletos, têm a forma de um “C” onde a parte aberta está voltada para a parte posterior do corpo.

Brônquios e bronquíolos: A traquéia divide-se, na sua parte inferior, em dois brônquios que leva o ar inspirado para os dois pulmões; eles vão se ramificando inúmeras vezes em bronquíolos, e terminam nos alvéolos pulmonares.

Pulmões: São órgãos esponjosos repletos de alvéolos que oferecem uma imensa superfície de contato para as trocas gasosas. Revestindo o pulmão externamente existe uma fina membrana chamada pleura, esta reveste também a parte interna da caixa torácica, permitindo o perfeito deslizamento entre o pulmão e o tórax durante as expansões e retrações da respiração. O limite inferior do tórax e a parede do músculo diafragma, que é o principal músculo da respiração.

Os movimentos respiratórios: A mecânica respiratória pode ser dividida nos movimentos expiratórios e inspiratórios. Os movimentos inspiratórios são proporcionados pela contração dos músculos intercostais e do músculo diafragma, sendo, portanto um processo ativo; a contração do músculo diafragma promove um aumento longitudinal da caixa torácica e a contração dos músculos intercostais promovem um aumento antero-posterior. Este aumento de volume do tórax promove a diminuição da pressão interna fazendo com que o ar entre na mesma. Já a expiração é um processo passivo, proporcionado pela elasticidade da caixa torácica; na expiração os músculos relaxam (músculos intercostais e músculo diafragma) fazendo com que ela volte ao seu tamanho normal.

O mecanismo das trocas gasosas: O ar inspirado percorre toda a arvore respiratória até chegar aos alvéolos pulmonares, estes são sacos de paredes muito finas cobertas de capilares sangüíneos; os alvéolos pulmonares possuem uma concentração de oxigênio maior do que a do sangue venoso que veio do coração e este possui uma concentração de gás carbônico maior do que a do ar inspirado, desta maneira por difusão o oxigênio passa dos alvéolos para o sangue e o gás carbônico do sangue para os alvéolos, o sangue torna-se, então, arterial e volta para o coração para ser distribuído para todo o organismo. O ar rico em gás carbônico e com uma pequena quantidade de oxigênio é expirado.

Regulação do ritmo respiratório: Todos nós conseguimos parar de respirar por algum tempo, da mesma maneira conseguimos acelerar ou diminuir nossa freqüência respiratória, porém não conseguimos parar de respirar indeterminadamente, nem precisamos estar pensando em respirar para que nossa freqüência respiratória permaneça normal; essas duas características aparentemente contraditórias são explicadas porque o ritmo respiratório é controlado involuntariamente pelo centro respiratório do Bulbo e o caráter voluntário da respiração tem controle cerebral. O centro respiratório bulbar baseia-se, principalmente, na concentração de gás carbônico no sangue. Desta maneira quando a concentração de gás carbônico está alta a freqüência respiratória aumenta e quando está baixa diminui.

6521 – Anatomia – O Sistema Nervoso


Os órgãos que integram o sistema nervoso são formados fundamentalmente pelo tecido nervoso, cujos elementos constitutivos são os neurônios (células nervosas) e células da neurôglia ou glia que dão origem à substância cinzenta, formada pelos corpos neuronais e o neurópilo, e a substância branca, formada pelas fibras nervosas e suas bainhas.

Do ponto de vista funcional, a substância cinzenta forma centros de processamentos da informação, e na substância branca se agrupam as vias de comunicação destes centros entre si. A informação chega aos centros superiores desde a periferia, passando por uma série de outros intermédios, e o mesmo sucede com as respostas que, desde os centros superiores chegam à periferia, atravessando um número variável de centros de processamentos. Neurônio: a unidade anatômica e funcional do tecido nervoso é o neurônio, célula altamente especializada, cujas propriedades de excitabilidade e condução são a base das funções do sistema.

Pode-se distinguir com ela um corpo celular no qual se acham os diversos orgânulos. Citoplasmáticos: neurosomos (mitocôndrias), complexo de Golgi, substância basófila de Nissl (ergatoplasma), neurofibrilas, etc. e um núcleo volumoso. Do corpo celular separam-se dois tipos de prolongações, os dendritos e um axônio. Os dendritos se ramificam em ramos de segunda e terceira ordem, cujo calibre diminui a medida que se afastam do corpo neuronal. O axônio é único e seu diâmetro, geralmente uniforme em toda sua longitude, se ramifica somente na proximidade de sua terminação. No caso que se distinga somente o soma neuronal e o axônio, se falará de neurônio pseudo-unipolar.
Quando, além da expansão axônica há outra oposta mais reduzida, uma dentrite, temos um neurônio bipolar. Podemos encontrar este modelo numa das capas da retina. O modelo mais freqüente é o do neurônio multipolar, que se acha em todo o sistema nervoso central.
À região axônica opõe-se outra que apresenta uma extraordinária ruborização e se dispõe em diversos planos, no caso das células de Purkinje, neurônio multipolar próprio da corteza cerebelosa, cujas expansões dendríticas se dispõem num só plano, como num leque. Existe igualmente uma grande variedade quanto ao tamanho das células nervosas. Os grãos do cerebelo têm um tamanho mais ou menos de 5 u de diâmetro, enquanto que as grandes pirâmides do cortex cerebral medem cerca de 130 u.
Nervos: seus elementos constitutivos fundamentais são os axônios, que se acham rodeados por tecidos conectivos. Os axônios conduzem impulsos nervosos desde (ou para) o sistema nervoso central. No sistema nervoso central podem distinguir-se neurônios motores; cujos axônios o abandonam para incorporar-se aos nervos e alcançar os efetores (glândulas, músculos, outros neurônios sensitivos), localizados nos gânglios espinhais, aos quais chegam os impulsos da periferia, que logo continuam para ingressar no sistema nervoso central.
Segundo esta distinção, se denomina aos axônios: motores e sensitivos, a maioria dos nervos são mistos, já que possuem ambos os tipos de axônios. Células gliais: são células de suporte do tecido nervoso.

De forma estrelada e numerosas prolongações ramificadas, envolvem o resto das estruturas do tecido (neurônios, dendrites, axônios, capilares) mediante finas lingüetas que se interdigitam entre elas, formando uma trama fechada. Gânglios: Denominam-se gânglios ao conjunto de células nervosas que se encontram na direção dos nervos, são, porém, uma massa de substância acinzentada.
Os gânglios do sistema neuro vegetativo se dividem em: cervicais, que são três: dorsais, geralmente em número de doze; lombares ou abdominais, que são quatro, mas também podem ser três ou cinco; simpático sócio, são quatro e às vezes cinco. Sistema nervoso: no homem se distingue o sistema nervoso central, ou da vida de relação, que rege as funções de relação do organismo com o exterior, e o sistema nervoso neurovegetativo ou autônomo que dirige as funções da vida vegetativa.

Sistema nervoso periférico: encontra-se relacionado com o sistema nervoso autônomo por meio de fibras nervosas ou ramificações comunicativas. Todo o eixo encefaloespinhal se acha coberto e defendido por tecidos conectivos fibrosos que formam as meninges: dura-máter, pia-máter e aracnóide. A dura-máter é uma cobertura grossa e resistente que, a nível do crânio, está aderida à placa interna da calota, e a nível medular está rodeada pelo espaço epidural: debaixo da dura-máter se encontra a aracnóide, estruturada por um tecido conectivo disposto em forma de uma teia de aranha. O conectivo se encontra forrado por epitélio plano que, pelo lado encefálico, se ancora sobre a pia-máter, a qual só se encontra separada do tecido encefálico por uma fina membrana basal, que se apoia sobre prolongações gliais.
Na aracnóide circula o líquido cefalo-raquidiano e se dispõem os vasos sangüíneos encefálicos. Sistema nervoso central: é o encéfalo que compreende o cérebro, cerebelo, bulbo raquiano e tubérculos quadrigêmios, constituem um centro de reflexos visuais. Os tubérculos são quatro e se dividem em dois superiores e dois inferiores. Na região interior dos tubérculos se encontra a glândula hipófise, alojada na “sela túrcica” do osso esfenóide, e que controla a atividade do organismo. Sistema nervoso periférico: são os 31 pares de nervos raquídeos que partem da medula espinhal; além de 12 pares de nervos cranianos que partem do encéfalo e se dirigem a diferentes órgãos da cabeça (só um deles, o pneumogástrico), vai ao coração e ao tubo digestivo.

sistema nervoso autônomo: compõe-se de centros bulbares e medulares, assim como de duas cadeias de 23 gânglios, situados em ambos lados da medula espinhal, e presidem as funções de respiração, circulação, secreções e, em geral, todas as próprias da vida de nutrição. Os órgãos inervados funcionam com inteira independência da nossa vontade; por isso os chamamos sistemas autônomos. Tratando-se da origem e função das fibras nervosas, divide-se em dois grandes grupos: sistema nervoso simpático: suas fibras se originam na medula dorso-lombar e sua função é descarregar energia para satisfazer objetivos vitais. Sistema nervoso parassimpático: suas fibras nascem nos centros bulbares e sacro e intervêm nos processos de recuperação, encarrega-se do armazenamento ou administração da energia.
Ambos sistemas têm funções antagônicas e complementares. O nervo mais importante do sistema parassimpático é denominado pneumogástrico e sai do bulbo raquiano. Ato reflexo e ato voluntário: denomina-se ato reflexo a toda impressão transformada em ação, sem a intervenção da vontade nem da consciência. Nele ocorrem duas correntes nervosas: uma sensitiva, que vai do sentido que recebe a impressão ao centro nervoso (medula espinhal) e outra motora, que é resposta da primeira, que vai do centro nervoso à glândula ou músculo. Exemplo: ao receber uma picada a impressão dolorosa é recebida pelos corpúsculos sensoriais da pele e transmitida pelos nervos táteis ao centro nervoso ( medula espinhal) onde, sem dar-nos conta, se produz uma corrente motora (resposta) que vai ao músculo da pele e move a parte ferida para aparta-la do instrumento pulsante. Tudo isso se faz sem intervenção da vontade. Os atos reflexos se produzem com muita freqüência em nossa vida diária.

O ato voluntário é idêntico ao anterior mas soma mais correntes intermédiarias ou seja, quando a corrente sensitiva chega à medula, em vez de produzir-se a corrente motora, prossegue a sensitiva até chegar ao cérebro; ali nos damos conta da sensação dolorosa e de sua causa e, então, a vontade estabelece uma corrente motora (movimento voluntário) e o membro ferido se separa da causa da sensação dolorosa, ou fica em suspenso da dita corrente e continua sofrendo os efeitos dolorosos: tudo depende de nós, do nosso livre “querer”. Mas existe outra modalidade de ato voluntário quando a corrente motora parte diretamente do cérebro sem que haja chegado a ele uma corrente sensitiva, porém, por uma idéia que ali mesmo se formou e que induz a vontade para estabelecer a corrente motora necessária e assim então, verificar o ato que foi pensado.

Escola Paulista de Medicina

6520 – A Bioluminiscência


☻ Mega Bloco – Ciências Biológicas

Ainda que a capacidade de emitir luz seja notória em alguns animais, como o vaga-lume, o sistema biológico que causa o processo não é muito conhecido.
A faculdade que têm certos seres vivos de emitir luz sem necessidade de fontes externas de energia denomina-se bioluminescência. Sua característica é a energia não se dissipar em forma de calor. Por isso, a luz emitida é fria.
Os seres luminescentes não se restringem a um grupo determinado de espécies animais ou vegetais, mas se distribuem em um terço dos diversos grupos sistemáticos dos animais identificados, embora não se conheça nenhum caso entre anfíbios, répteis, mamíferos e aves, nem tampouco entre as plantas. Grande número de seres luminescentes são marinhos, enquanto na água doce só há na verdade uma única espécie bioluminescente, uma lapa (Latia neritoides), natural da Nova Zelândia. Há casos que não podem ser considerados como de luminescência no sentido estrito. Um exemplo é o camarão hotaru ebi das águas do lago Suva, no Japão, que não é luminescente por si mesmo, mas devido a uma bactéria que o infecta e provoca sua morte em 24 horas. Em terra firme, quase todos os seres que emitem luz são de vida noturna.

Qual a função da Bioluminiscência?
As espécies dotadas dessa propriedade utilizam-na para diversos fins. Existem muitas hipóteses sobre a origem da luminescência. Nas bactérias, cogita-se a possibilidade de que a luminescência decorra da atmosfera isenta de oxigênio das primeiras eras geológicas, isso porque na produção de luz por processo enzímico elimina-se oxigênio, tóxico naquela época. Algumas bactérias mantiveram sua luminescência, ainda que se tenham adaptado ao oxigênio atmosférico e marítimo. Em insetos como Photinus pyralis, uma espécie de vaga-lume da América do Norte, a luminescência visa o êxito do acasalamento. Quando a temperatura é de 25o C, o macho emite clarões durante um terço de segundo a intervalos de 5,5s. A fêmea responde a esse sinal com uma demora exata de 2s em relação ao do macho e, ato contínuo, este responde à fêmea. Se a resposta não demorasse exatamente 2s, o macho não enviaria um segundo sinal à fêmea, evitando-se assim um cruzamento estéril entre espécies diferentes. Em outros casos a luminescência serve de proteção, como acontece com certos peixes mesopelágicos que produzem luminosidade em sua zona ventral, confundindo-se com a claridade do céu aos olhos de seus predadores. Também a usam como defesa os grandes calamares abissais para fugir, quando expulsam uma substância luminescente. Em outros casos, a luz emitida é utilizada para caçar as presas ou para reconhecimento da espécie.

A Bioquímica
A bioluminescência pode produzir-se em órgãos chamados fotóforos, cuja origem costuma ser glandular, ou por associação com microrganismos luminescentes, como ocorre em muitos peixes abissais. Se a luz emitida provém de uma glândula, seu controle se desenvolve por impulsos nervosos ou mediante hormônios; se provém de simbiose (associação entre duas espécies com benefício para ambas) com bactérias luminescentes, estas costumam alojar-se em determinadas partes do animal, que pode controlar a luminescência com o movimento dessa parte de seu corpo, com a expansão e contração de melanóforos, ou mesmo com uma membrana escura interposta.
A produção de luminescência deve-se a reações químicas do organismo, catalisadas por enzimas específicas. Basicamente, a reação consiste na oxidação de substâncias, chamadas luciferinas, mediante enzimas denominadas luciferases. Ao oxidar-se, o composto químico passa a um estado de alta energia, desprendendo um fóton (visível) e voltando a seu estado de baixa energia, mais estável que o de alta. Assim se produz a luz. Essa oxidação do substrato enzimático é comum nos peixes abissais. No vaga-lume registra-se uma ativação da luciferina pelo ATP (adenosina trifosfato ou trifosfato de adenosina, molécula que armazena energia), antes da oxidação pelo oxigênio.

6519 – Bioquímica – O Processo de Corrosão


☻ Mega Bloco – Ciências Biológicas

Tipos de corrosão

Trata-se da deterioração de um material metálico por ação química ou eletroquímica do meio ambiente. Com exceção de alguns metais nobres, que podem ocorrer no estado elementar, os metais são geralmente encontrados na natureza sob a forma de compostos, sendo comum a ocorrência de óxidos e sulfetos metálicos. Como os compostos têm conteúdo de energia inferior ao dos metais, são relativamente mais estáveis. Logo, os metais tendem a reagir espontaneamente com os líquidos ou gases do meio ambiente: o ferro se enferruja no ar e na água e objetos de prata escurecem quando expostos ao ar.
De certo ponto de vista, a corrosão pode ser considerada o inverso do processo metalúrgico. Este transforma o minério de ferro — óxido de ferro — no metal ferro. Este, no entanto, na atmosfera ambiente tende a oxidar-se, voltando à condição inicial de óxido. Essa oxidação é também chamada corrosão.
Corrosão e erosão são processos que não devem ser confundidos. O último termo se aplica a desgaste não eletroquímico, ou a desgaste de materiais não-metálicos. Erosão é, portanto, o desgaste de metais ou outros materiais pela ação abrasiva de fluidos (gás ou líquido) em movimento, usualmente acelerado pela presença de partículas sólidas em suspensão.

Os problemas de destruição de materiais metálicos são freqüentes e de certa relevância nas mais variadas atividades, como por exemplo: nas indústrias química, petrolífera, naval, automobilística e de construção; nos meios de transporte aéreos, ferroviários, marítimos e rodoviários; na odontologia, que emprega materiais metálicos que ficam em contato com a saliva e alimentos corrosivos; na medicina, mais especialmente na área da ortopedia, que emprega materiais metálicos para facilitar a consolidação de fraturas, ficando esses materiais em contato com o soro fisiológico, solução que contém cloreto de sódio e pode ser considerada como meio corrosivo para determinados materiais metálicos.
As diferentes formas de destruição provocadas pela corrosão podem ser enquadradas nas seguintes categorias: corrosão uniforme, em que há perda regular ou uniforme da espessura do material; corrosão alveolar e por pite, ou puntiforme, formas de corrosão que ocorrem em pequenas áreas; os alvéolos são cavidades na superfície metálica, de fundo arredondado e profundidade menor que seu diâmetro, enquanto os pites têm as mesmas características dos alvéolos, mas com profundidade maior que o diâmetro; corrosão intragranular ou intercristalina, localizada nos contornos dos grãos de um metal ou liga; corrosão intragranular, ou transgranular, que ocorre entre os grãos de um metal ou liga; corrosão filiforme, mais freqüente sob as películas de tintas ou outros revestimentos, em meios úmidos, e caracterizada pelo aspecto de filamentos que toma o produto da corrosão.

Agentes corrosivos
Os meios mais intensamente corrosivos são a atmosfera, águas potáveis, água de rios e estuários, água do mar, solo, produtos químicos, alimentos e substâncias fundidas. A ação corrosiva da atmosfera é influenciada principalmente pela poeira, gases e umidade relativa, sendo de importância particular o SO2 (dióxido de enxofre) resultante da queima de carvão, óleo e gasolina, que contém enxofre. O dióxido de enxofre é oxidado a SO3 (trióxido de enxofre) que, com a umidade do ar, forma H2SO4 (ácido sulfúrico), tornando a atmosfera bem mais agressiva. Por esse motivo, as atmosferas industriais são mais corrosivas que as rurais. Outro fator importante para a ação corrosiva da atmosfera é a umidade. Em atmosfera de umidade relativa inferior a sessenta por cento, a corrosão é praticamente nula.
Os materiais metálicos em contato com a água tendem a sofrer corrosão, que vai depender das várias substâncias que possam contaminá-la. Nesse processo de corrosão devem ser considerados, também, o pH, a velocidade de escoamento e a temperatura da água. Entre os agentes corrosivos naturais, a água do mar é um dos mais enérgicos, pois contém concentrações relativamente elevadas de sais e funciona como eletrólito forte, ocasionando um processo rápido de corrosão.
O comportamento do solo como meio corrosivo é de grande importância, levando-se em consideração as enormes extensões de oleodutos, gasodutos, aquedutos e cabos telefônicos enterrados, que exigem um controle rigoroso de manutenção para evitar corrosão acelerada. Os fatores que mais influenciam a ação corrosiva dos solos são: porosidade, resistividade elétrica, sais dissolvidos, umidade, corrente de fuga, pH e bactérias.
Nos equipamentos usados em processos químicos é indispensável considerar a agressividade dos produtos químicos utilizados, que não só ocasionam desgastes do material metálico dos equipamentos como também contaminação dos produtos. O efeito corrosivo dos alimentos depende da formação de possíveis sais metálicos tóxicos. Assim, recipientes de chumbo não devem ser usados na preparação de bebidas e alimentos, pois estes podem atacá-lo, formando sais de chumbo, altamente tóxicos.
Os metais apresentam diferentes susceptibilidades à corrosão. Assim, estruturas metálicas de ferro são facilmente corroídas quando colocadas em orla marítima ou em atmosferas industriais; o zinco e o alumínio apresentam maior resistência, que é excelente no ouro e na platina.

Como se proteger da corrosão?
O conhecimento do mecanismo das reações envolvidas nos processos corrosivos é pré-requisito para o controle efetivo dessas reações. O próprio mecanismo da corrosão pode sugerir modos de combate ao processo corrosivo. Os métodos práticos adotados para diminuir a taxa de corrosão dos materiais metálicos consistem em modificações nos meios corrosivos e nas propriedades dos metais; emprego de revestimentos protetores (metálicos e não-metálicos); proteção catódica e anódica.
Os inibidores de corrosão são substâncias que adicionadas ao meio corrosivo, mesmo em pequenas quantidades, reduzem a taxa de corrosão. Entre os numerosos inibidores podem ser citados os nitritos, cromatos, tiouréia e aminas. Às vezes se procura modificar as propriedades do metal, escolhendo uma liga com características tais que o efeito do meio corrosivo se reduza. Assim, a adição de cromo aos aços inoxidáveis propicia a formação de uma camada de Cr2O3 (óxido de cromo) que protege o aço. Costuma-se também adicionar, em aços especiais, níquel, nióbio, titânio ou molibdênio, para proteção contra diferentes tipos de corrosão. Adiciona-se cerca de 0,2% de cobre aos aços doces para aumentar sua resistência à corrosão atmosférica.

Nos processos de proteção por emprego de revestimentos, intercala-se uma camada protetora entre o metal e o meio corrosivo. Os revestimentos podem ser: metálicos, nos quais se utilizam o zinco (processo de galvanização), o cromo (cromagem), o níquel (niquelagem), o alumínio, o cádmio, o chumbo e outros; não-metálicos inorgânicos, que são os revestimentos formados por reações químicas entre o material metálico e o meio corrosivo, como a anodização, que consiste na formação de Al2O3 (óxido de alumínio), de grande aderência; não-metálicos orgânicos, como tintas, vernizes etc.
De todos os métodos aplicados no combate à corrosão, o mais universalmente difundido é o baseado em revestimentos orgânicos, de mais fácil aplicação e, na maioria das vezes, o mais econômico. Destacam-se as tintas que contêm pigmentos anticorrosivos, como, por exemplo, zarcão, zinco e cromato de zinco, e também aquelas em que são usadas resinas alquídicas, fenólicas, vinílicas, poliuretanas e epóxi.

A proteção catódica é a técnica de combate à corrosão que consiste em reduzir o potencial do material metálico a um valor que impede a reação de oxidação do metal. Pode ser galvânica, em que os chamados ânodos de sacrifício, de magnésio, zinco ou alumínio, são atacados em lugar da estrutura protegida; ou por corrente impressa, em que se utiliza uma fonte externa de corrente contínua, como um retificador, e empregam-se ânodos auxiliares que podem ser inertes e funcionar apenas como condutores. Esses sistemas são recomendáveis para proteção de cascos de navios, oleodutos, gasodutos etc.
A proteção anódica se baseia na formação de uma película protetora, nos materiais metálicos, por aplicação de correntes anódicas externas. O método se recomenda para materiais metálicos como o níquel, cromo e titânio.

6518 – ☻Mega Bloco – Ciências Biológicas – A Umidade Atmosférica


Neste capítulo analisaremos a dinâmica da atmosfera
Atmosfera é a camada gasosa que envolve a Terra

Em diferentes latitudes, pode-se experimentar uma sensação de mais ou menos frio a uma mesma temperatura. Essa variação é provocada pela umidade do ar, em função da qual as moléculas de vapor d”água, mais leves que as de oxigênio e nitrogênio que compõem a maior parte do ar atmosférico, passam através da roupa e absorvem o calor corporal de maneira proporcional a sua concentração.
Umidade é o conteúdo de vapor d”água que impregna os corpos e que, em concentração variável segundo o lugar, a proximidade do mar, a estação do ano e as condições meteorológicas gerais, se encontra presente na troposfera (zona inferior da atmosfera). Característica mais variável da atmosfera, a umidade é um dos principais fatores de influência sobre o clima, pois regula a temperatura do ar e determina a formação de tempestades e precipitações em geral.

A origem da umidade do ar é a evaporação da água dos mares, rios, lagos e do próprio solo. Seu volume é muito variável e tem relação com a temperatura. A uma temperatura de 30°C, por exemplo, um volume de ar pode conter no máximo 4% de vapor d”água; a -40°C, porém, esse índice jamais será superior a 0,2%. A umidade no ar varia também de acordo com a distribuição de terras e mares e com a pressão atmosférica.
O vento, ao arrastar o vapor d”água, permite uma maior evaporação. Em outro contexto, os solos argilosos, de maior impermeabilidade, contribuem mais para o incremento da umidade atmosférica que as terras arenosas, nas quais a água é retida nos tubos capilares formados pelos grãos de terra. Por outro lado, a evaporação é maior nas vertentes expostas ao sul do que naquelas voltadas para o norte.

A umidade atmosférica absoluta corresponde ao peso em gramas do vapor d”água em relação a determinado volume de ar. Esse valor pode ser determinado mediante o uso de uma substância hidrófila, isto é, que absorva bem o vapor d”água. Para isso empregam-se materiais como a pedra-pomes ou o cloreto de cálcio, colocados num tubo através do qual se faz passar uma quantidade determinada de ar. O aumento então registrado no peso da substância em questão corresponde ao vapor d”água contido nesse volume de ar.
Influem na variação da umidade absoluta do ar fatores como a temperatura, a latitude e a distância do mar ao ponto considerado. A umidade absoluta depende também da direção dos ventos e é elevada nos locais em que predominam os ventos oceânicos.
A quantidade de vapor de água que pode estar contida no ar é diretamente proporcional ao aumento da temperatura. À temperatura de 0°C, o ar não pode conter mais que cinco gramas por centímetro cúbico, enquanto a 20° C esse volume pode atingir 17g/cm3, e a 41°C, 51g/cm3. Quando chega à atmosfera uma quantidade maior de vapor, este se condensa, isto é, se separa em forma líquida e, no momento em que a atmosfera não admite mais vapor de água, diz-se que está saturada. A evaporação é maior quando o ar se encontra ainda longe do ponto de saturação. Outra variável de interesse relacionada com a umidade absoluta é o chamado ponto de orvalho, definido como a temperatura na qual o ar úmido se torna saturado quando é resfriado sem acréscimo de umidade e a pressão constante.
A umidade relativa do ar, medida em porcentagem, corresponde à relação entre a massa de vapor d”água contida num metro cúbico de ar e a massa que existiria se o ar estivesse saturado à mesma temperatura. Quando o ar tem mais de setenta por cento de umidade, diz-se que é úmido. Se a umidade ultrapassa 85%, é excessiva e incômoda. Abaixo de cinqüenta por cento de umidade, sente-se a secura do ar, e quando os valores são inferiores a trinta por cento, essa sensação se torna difícil de suportar.
A umidade relativa, de maior importância na climatologia do que a umidade absoluta, aumenta com a redução da temperatura. Em idênticas condições geográficas, a umidade relativa é maior no inverno do que no verão, à noite do que durante o dia, e nas regiões frias do que nas quentes. Os ventos procedentes do mar, especialmente no inverno, ao chegarem ao continente, mais frio que o oceano, causam grande aumento da umidade relativa. Os ventos continentais, pelo contrário, provocam uma redução da umidade relativa.
Sobre a distribuição geográfica da umidade, pode-se dizer, de modo geral, que a umidade absoluta acompanha a evolução da temperatura: decresce do equador em direção aos pólos; atinge o máximo no verão e o mínimo no inverno; é mais elevada durante o dia do que à noite; é maior sobre os oceanos e mares do que sobre os continentes; e eleva-se sobre as florestas e torna-se mínima sobre os desertos. Inversamente, a umidade relativa torna-se maior nas regiões frias e no inverno. Em altitude, a variação da umidade absoluta segue a da temperatura, enquanto a umidade relativa depende também da pressão, atingindo o máximo nas manhãs de inverno e o mínimo nas tardes de verão.

O excesso de vapor d”água acima do ponto de saturação do ar provoca sua condensação, que ocorre quando se registra uma redução da pressão por ascensão do ar, pela passagem de uma região quente a uma região fria e pela mistura de massas de ar de diferentes temperaturas.
Ao resfriar-se, o vapor d”água condensado dá origem a gotas microscópicas que têm como núcleo partículas de pó atmosférico. As nuvens e névoas são formadas por um grande número dessas gotas. Quando ocorrem as condições atmosféricas adequadas, a condensação é muito rápida e as gotas são grandes, o que provoca a formação da chuva. Se a condensação ocorre a temperaturas inferiores a 0°C, a precipitação ocorre em forma de neve.
A umidade atmosférica é um fator determinante na classificação dos climas, e com base nela se estabelece a subdivisão de uma primeira classificação climática em função da temperatura. Assim, os climas quentes são equatoriais se a grande umidade da atmosfera provoca chuvas constantes e abundantes, e são tropicais se um período de chuvas se alterna com uma estação seca. Nas regiões de clima temperado subtropical há uma estação seca no verão, e nas de clima temperado propriamente dito chove com periodicidade variável durante todo o ano.