6514 – Planeta Terra – Atmosfera, Ar e Pressão


O ar é composto de 79% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 0,03% de gás carbônico e ainda possui vários outros gases em concentrações menores.

Pressão – A medida que subimos na atmosfera, a pressão diminui, a medida que descemos na água, a pressão aumenta. Para cada 10 metros que descemos na água, a pressão aumenta de 760 mm de mercúrio. Nas fossas Marianas, a pressão é de 1086 atmosferas. A batisfera de BEEBE, a uma profundidade de 900 metros estava submetida a uma pressão total sobre toda a superfície de mais de 7 mil toneladas.
Efeito da redução da pressão – Em grandes altitudes a pressão diminui. Os efeitos em animais não providos de temperatura constante e plantas não foram significativos. Já para animais de temperatura constante, tais como aves e mamíferos, a diminuição da pressão na altitude é prejudicial devido a redução do oxigênio. A população humana mais elevada que se conhece se encontra no Tibet, a 5 mil metros de altitude. Tais altitudes produzem efeitos prejudiciais ao organismo.

Efeito do aumento da pressão com a profundidade
A vida existe em todas as camadas oceânicas. Em 1951, a expedição Galathea colheu a 10.500 metros, ao lado das ilhas Filipinas, vários animais marinhos, entre eles 17 anêmonas. A tal profundidade , a pressão é de 1050 atmosferas ou de uma tonelada por cm². Os animais que vivem ali não são estraçalhados, pois a pressão atua simuultâneamente dentro e fora do organismo. Quando pescados, os animais de grandes profundidade chegam à superfície morimbundos ou mortos. O vulgo acha que a morte é devida a brusca mudança de pressão. Se é verdade que os peixes portadores de bexigas nadatórias murcham ao serem levados à superfície, sabemos que os peixes abissais não as possuem. A morte é devida principalmente a lesões que sofrem contra a rede que os prendem e as trocas de temperatura ao serem conduzidos à tona.
O efeito das mudanças de pressão no meio aquático é diferente, segundo o organismo possua ou não cavidades cheiasde ar. É por isso que há animais que são encontrados em profundidades que variam desde a superfície, na Região Litoral, até as profundidades de 4 a 5 mil metros da Região Abissal. Há peixes que descem a 400 metros de profundidade durante o dia, para subirem durante a noite a nivel da superfície, submetendo-se quotidianamente a uma mudança de pressão de 40 atmosferas.

6513 – Genética – Protestos derrubaram experiência


Terminou em choro e zumbido de serra uma tentativa de curar árvores com engenharia genética. Um especilista em doenças de plantas da Universidade de Montana, EUA, havia injetado em 14 olmos, árvore típica do hemisfério norte, uma bactéria modificada em laboratório para protegê-los de um fungo mortal. O problema é que Strobel não pediu licença para aplicar a bactéria nos EUA, que assim como no Brasil, a liberação no ambiente de organismos produzidos por engenharia genética depende de autorização e não faltam grupos ecológicos contrários a isso em qualquer hipótese.
Quando souberam o que Strobel estava aprontando, ele foi duramente criticado por muitos colegas. Para cortar os protestos, então tomou a iniciativa de serrar os olmos. Em seguida, os troncos foram queimados e as raízes besuntadas com herbicida, para que não voltassem a crescer. Um episódio que entrou para a História.

É certo que o uso da Engenharia Genética seja controlado. Mas tal controle deve ser exercido com racionalidade e não fanatismo.

6512 – Índio – Elemento Químico


Ele está aqui, na tela do seu PC

O índio (do latim indicum, índigo ou anil) é um elemento químico de símbolo In de número atômico 49 (49 prótons e 49 elétrons) e de massa atómica igual a 114,8 u. À temperatura ambiente, o Índio encontra-se no estado sólido.
É um metal do grupo 13 ( IIIA ) da classificação periódica dos elementos. É pouco abundante, maleável, facilmente fundível, quimicamente similar ao alumínio e gálio, porém mais parecido com o zinco. A principal fonte de obtenção do índio é a partir das minas de zinco. Usado na fabricação de telas de cristais líquidos e na formação de películas delgadas que servem como lubrificantes. Foi descoberto por Ferdinand Reich e Theodor Richter em 1863 quando estavam buscando tálio em minas de zinco.
É um metal branco prateado brilhante . Quando o metal é dobrado, emite um som característico. Seu estado de oxidação mais característico é o +3, ainda que apresente o estado +1 em alguns compostos.
Foi empregado durante a Segunda Guerra Mundial como revestimento em motores de alto rendimento de aviões. Depois da guerra foi destinado a novas aplicações: em ligas metálicas, em soldas e na indústria eletrônica.
Nos anos 80 despertou o seu interesse no uso de fosfatos de índio semicondutores e películas delgadas de óxidos de índio e estanho para e desenvolvimento de telas de cristais líquidos ( LCD ).
Outras aplicações:
Na fabricação de ligas metálicas de baixo ponto de fusão. Uma liga de 24% de índio com 76% de gálio é líquida a temperatura ambiente.
Para produzir fotocondutores, transístores de germânio e retificadores.
Formação de espelhos, tão bons como os de prata, porém mais resistentes a corrosão.
Seu óxido se emprega na fabricação de painéis eletroluminosos.
O isótopo radioactivo In-111 é usado na medicina nuclear.
O índio ( nome procedente da linha de cor índico de seu especto atômico ) foi descoberto por Ferdinand Reich e Theodor Richter em 1863 quando estavam buscando tálio em minas de zinco com o uso de um espectrógrafo. Foi isolado por Ritcher em 1867.
É produzido principalmente a partir dos resíduos gerados no processamento dos minérios de zinco. Também é encontrado em minas de ferro, chumbo e cobre. É obtido mediante a eletrólise de seus sais.
A quantidade de índio consumida está muito relacionado com a produção mundial de telas de cristais líquidos (LCD). O aumento da eficiência de produção e reciclagem (especialmente no Japão) mantém o equilíbrio entre a demanda e o fornecimento.
Até 1924 só havia um grama do elemento isolado no mundo. Estima-se que a crosta terrestre tem aproximadamente 0,1 ppm de índio (tão abundante quanto a prata). O principal produtor de índio é o Canadá.
Há certas evidências não confirmadas que sugerem que o índio apresente uma toxicidade baixa. Na indústria de semicondutores e em soldas, onde as exposições são relativamente altas, não se tem notícias de efeitos colaterais.

6511 – Mais Mega Maluquices – Como surgiu o gesto obsceno com o dedo médio das mãos?


Ou em outras palavras, quem inventou o cotoco?
Alguns antropólogos acreditam que o gesto tenha mais de 2 mil anos. Segundo Paulo Sergio de Camargo, especialista em linguagem corporal, na Grécia antiga ele se chamava katapugon (homem que se submete à penetração anal). Quando a ofensa chegou a Roma, com o nome de digitus impudicus (dedo imprudente), espalhou-se para os países dominados. O Império Romano caiu. Mas o dedão continua aí de pé, firme, forte e simpático.

Se um caminhão contendo ácido sulfúrico tombar na estrada, ela pode derreter?
Não. O ácido sulfúrico corrói somente ferro, zinco, cobre e tecidos orgânicos vivos. Portanto, de acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, em caso de derramamento do produto, a estrada, pavimentada ou não, não derrete. Quando há vazamento, para evitar contaminações, a Cetesb neutraliza o ácido com cal hidratada, um composto básico, sobre o produto.

Por que o quadro O Grande Masturbador, de Salvador Dalí, tem este nome?
Porque é um autorretrato e Dalí era um masturbador de mão cheia. PAM! É o que explica Cathérine Millet, diretora da revista francesa Art Press e uma das maiores especialistas do mundo na obra do pintor espanhol. Para Millet, a figura feminina no quadro é o sonho do homem cujas pernas se destacam na tela – o próprio pintor. “Mas, à moda de Dalí, cada um pode ver o que quiser”. O pintor tinha traumas sexuais, que são recorrentes em sua obra. Especialistas atribuem a origem disso a um presente de seu pai: um livro com fotos de órgãos genitais com doenças venéreas em estágios avançados. Ele queria lhe dar uma aula de educação sexual.

6510 – Mega Maluquices – Que tal pular a catraca do Metrô? E de quem é o RG n°1?


Pelo menos em Nova York, onde um estudo feito pelo próprio metrô apontou que o risco de ser flagrado pulando a catraca é de 1 em 154.
sso significa que, estatisticamente, cada pessoa só pode ser pega uma vez a cada 6 semanas. Se isso acontecer, há multa de US$ 100. Sai mais barato do que comprar um bilhete ilimitado para 6 semanas (US$ 174.)

De quem é o RG de N°1?
Edgar Costa é o nome dele. Diretor do Gabinete de Identificação e de Estatística da Polícia do antigo Distrito Federal, atual Instituto de Identificação Félix Pacheco, no Rio de Janeiro, ele instituiu o RG em 1907. É o que diz Márcio Pereira de Carvalho, diretor da tão tradicional instituição. E, como você concluiu, cada unidade federativa tem uma numeração própria. Está achando que burocracia é bagunça?

Por que nossa voz fica tremida ao falar na frente do ventilador?
Além de ventinho, o ventilador gera ondas sonoras. Quando você não tem mais o que fazer e fica falando na frente dele, as ondas da voz se propagam na direção contrária às do ventilador. Davi Akkerman, presidente da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica, diz que isso causa o mismatch, nome bacana para o desencontro entre as ondas. “O vento também contribui para a distorção da voz, pelo fato de ser uma vibração que influencia no som”, diz. Assim, o ruído do ventilador e a influência do vento na propagação das ondas contribuem para distorcer sua bela voz.

6509 – A Felicidade Pode Estar nos Genes


Um estudo feito pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, analisou 837 pares de irmãos gêmeos. Cada par de gêmeos havia sido criado na mesma casa, pelos mesmos pais, e por isso teve experiências parecidas na vida. Metade dos gêmeos era univitelina, ou seja, com DNA idêntico, e a outra metade era bivitelina, com DNA diferente. O objetivo do estudo foi comparar univitelinos e bivitelinos, e com isso identificar a influência do DNA sobre determinadas características do ser humano – inclusive de quem não é gêmeo.
Os voluntários responderam a questionários que mediam vários aspectos do bem-estar psicológico, como o grau de autonomia da pessoa e sua capacidade de ter relacionamentos saudáveis. Os gêmeos univitelinos, de DNA igual, tiveram pontuação mais parecida que os bivitelinos – que têm DNA diferente, mas cresceram no mesmo ambiente. Ou seja: na prática, o DNA influencia mais que o ambiente no grau de felicidade da pessoa.
Houve influências genéticas substanciais em todos os componentes”, disse o psicólogo autor do estudo. “Já os efeitos do ambiente foram insignificantes.” Em suma: cada pessoa tende a um nível natural de felicidade, que já vem programado no seu código genético.

6508 – Nutrição – Cientistas criam novo tipo de bife


O corte se chama Vegas Strip Steak, foi criado por pesquisadores da Universidade de Oklahoma e promete um verdadeiro milagre: transformar carne ruim em boa. O corte usa as partes menos nobres do boi (que hoje são moídas para fazer hambúrguer), mas resulta num bife com consistência e sabor de filé mignon. Pelo menos é isso o que alegam os cientistas, que estão tentando patentear sua criação. A iniciativa tem gerado curiosidade e polêmica nos EUA – onde parte da opinião pública considera absurda a tentativa de patentear um pedaço de carne.

Iogurte aumenta testículos de ratos
A ideia era testar a eficácia do alimento no controle de peso ao longo dos anos. Mas os cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts descobriram algo curioso: a dieta com iogurte deixou os testículos dos ratos até 15% maiores. Os pesquisadores não sabem explicar o motivo.

6507 – Medicina do Trabalho – Ar engarrafado para diminuir stress no trabalho


Pesquisa realizada pela ONG inglesa National Trust constatou que mais de 70% dos trabalhadores de grandes centros urbanos acreditam que viajar para o campo é a melhor forma de relaxar dos problemas do trabalho. No entanto, a maioria afirma não ter tempo para isso. A solução? A ONG resolveu trazer o ar do campo até eles.
A National Trust está distribuindo, gratuitamente, nas principais empresas do Reino Unido, doses de ar fresco, engarrafadas em pequenos potes de vidros. A ideia é que as companhias entreguem os frascos aos funcionários, que devem inalar o conteúdo do frasco para melhorar a qualidade de vida no trabalho.

Os potes distribuídos possuem três versões – ar do campo, do jardim e da beira do lago – e, após o uso, as empresas devem se comprometer a devolver os frascos de vidro, para que a ONG possa reabastecê-los e distribuí-los novamente.
Segundo a National Trust, a iniciativa só dá resultado se os empregados cheirarem, de uma vez só, todo o conteúdo do potinho. Assim, eles terão, pelo menos, 10 minutos de relaxamento intenso – garantindo sua saúde mental.
A ideia está fazendo sucesso no Reino Unido, mas será mesmo que cheirar ar fresco, no meio da confusão da cidade, é suficiente para desestressar e garantir a qualidade de vida no trabalho?

6506 – ONU pede qualidade no trabalho para evitar doenças


O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou aos empresários para que proporcionem um ambiente saudável de trabalho aos funcionários. Segundo ele, 60% das doenças não transmissíveis – como câncer, diabetes, problemas respiratórios e ocorrências de acidente vascular cerebral (AVC) – podem ser evitadas quando os fatores de risco são reduzidos. O apelo dele é um alerta sobre a possibilidade de as doenças aumentarem até 2030.
Segundo Moon, as doenças crônicas são responsáveis pela morte de 35 milhões de pessoas, por ano no mundo, a maioria com menos de 70 anos. A estimativa das Nações Unidas é que até 2030, as doenças crônicas aumentem, em pelo menos 50%, nos países da África, do Oriente Médio e do Sudeste da Ásia.
“Não podemos permitir que as doenças crônicas aumentem. Esses são alguns dos desafios de saúde enfrentados pelos países em desenvolvimento, especialmente quando sabemos que as soluções”, disse Moon (que nãoé o reverendo), no Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça).
Em setembro, a Assembleia Geral da ONU promove uma Reunião de Alto Nível sobre a Prevenção e Controle de Doenças Não transmissíveis, em Nova York. A previsão é reunir presidentes da República, primeiros-ministros e ministros para os debates, além de representantes da iniciativa privada. “É preciso ter visão política e de mobilização de recursos entre os setores, entre os ministérios e ir além das fronteiras”.

6505 – Biologia – Cientistas criam ‘Google Earth’ de células de peixe


Não Confunda, você está no ☻ Mega Arquivo

Um grupo de pesquisadores desenvolveu um sistema de alta resolução que é capaz de mostrar, em detalhes, as imagens celulares de um organismo vivo. Assim como o Google Earth é capaz de aproximar imagens de satélite a ponto de ser possível visualizar uma rua específica na Terra, a nova ferramenta consegue tornar visíveis as imagens microscópicas que compõem as células de um embrião de peixe zebra. A novidade foi publicada no periódico Cell Biology.
A ferramenta foi desenvolvida por uma equipe de cientistas da Leiden University Medical Center, da Holanda, e foi feita por meio de uma técnica chamada de nanoscopia virtual. Eles reuniram 26 mil imagens individuais obtidas por microscopia eletrônica a partir de um único organismo, um embrião de peixe zebra de 1,5 milímetro. As imagens foram colocadas em um sistema de publicação de dados no site do periódico que é aberto ao público.
São 281 gigapixels de dados e uma resolução de 16 milhões de pixels por polegada. Essa é a primeira vez que é possível ter tal visão da estrutura orgânica. Essa capacidade de integrar informações entre células e tecidos poderá ajudar os pesquisadores em futuras descobertas usando a mesma técnica.

6504 – BMW apresenta moto ecológica


Motinho ecológica

A BMW lançou a moto 100% elétrica, a BMW C Evolution. O objetivo da empresa com essa novidade ecológica é ter um veículo acessível e ideal para o uso na cidade e nas estradas.
O escapamento e a grande letra E na proteção da bateria são os itens que indicam que a moto é elétrica. Segundo a BMW, a moto consegue atingir a velocidade máxima de 120 km/h. Além disso, a BMW C Evolution consegue percorrer até 100 km com uma mesma recarga.
Depois que a carga acabar, a bateria leva cerca de três horas para recarregar. Isso pode ser feito por meio de uma tomada residencial ou em postes públicos (em países que disponibilizam essa tecnologia).
A bateria usada é de íon-lítio, com 8 quilowatts/hora. Além disso, o sistema de armazenamento da moto é o mesmo usado em carros elétricos.
O veículo também tem um sistema de refrigeração de ar que economiza peso e potência. O equipamento consegue orientar o fluxo de ar por meio do chassi e proteger a bateria contra o superaquecimento.
A BMW disponibilizou 5 motos desse modelo aos jornalistas durante as Olimpíadas de Londres 2012. A ideia da BMW é testar a BMW C Evolution para ter certeza de que a moto corresponde às expectativas para um dia de trabalho, por exemplo. Preços e data de lançamento ainda não foram divulgados.

6503 – Mecanica – Os Rolamentos


Rolamento em corte

Veja aqui, detalhe por detalhe…

Você já se perguntou de que maneira objetos como patins e motores elétricos giram tão fácil e silenciosamente? A resposta pode ser encontrada em um mecanismo pequeno e elegante chamado rolamento.
Os rolamentos tornaram possíveis muitas das máquinas que nós usamos todos os dias. Sem os rolamentos, teríamos que trocar freqüentemente peças que se desgastariam com o atrito. Neste artigo do Mega, aprenderemos como os rolamentos funcionam, quais os diferentes tipos existentes e seus usos mais comuns, além de
explorarmos outros usos interessantes dos rolamentos.

Mecânica é pura Física
O conceito por trás de um rolamento é bastante simples: as coisas rodam melhor do que deslizam. As rodas de seu carro são como grandes rolamentos. Se você tivesse algo como esquis no lugar das rodas, seu carro teria muito mais dificuldade em andar nas estradas.
Isto porque quando as coisas deslizam, o atrito entre elas causa uma força que tende a deixá-las mais lentas. Porém, se duas superfícies puderem girar uma sobre a outra, o atrito será muito menor.
Normalmente, os rolamentos têm que lidar com dois tipos de cargas: radial e axial. A grosso modo, a força radial é a que se estende ou se move de um ponto central para fora e a força axial é a que se estende ou dissipa através de um eixo central. Dependendo de onde os rolamentos são usados, talvez tenham cargas radiais, axiais ou uma combinação de ambas.

Rolamentos de esferas, são provavelmente o tipo mais comum de rolamento. Eles são encontrados em todos os lugares, de patins a discos rígidos. Estes rolamentos podem suportar tanto cargas radiais como axiais e normalmente são encontrados onde a carga é relativamente pequena.
Em um rolamento de esferas, a carga é transmitida da pista externa para a esfera e da esfera para a pista interna. Sendo uma esfera, o único contato com as pistas interna e externa é um ponto muito pequeno, o que propicia uma rotação muito suave. Porém, isto também significa que não existe muita área de contato que suporte a carga, de modo que se o rolamento sofrer sobrecarga, as esferas podem se deformar ou ser esmagadas, destruindo o rolamento.
Os de rolo, são utilizados em aplicações como correias transportadoras, que devem suportar grandes cargas radiais. Nestes rolamentos, o elemento deslizante é um cilindro, de forma que o contato entre a pista interna e a externa não é um ponto, mas uma linha. Isso distribui a carga sobre uma área maior, permitindo que o rolamento suporte muito mais carga do que um rolamento de esferas. Entretanto, este tipo de rolamento não é projetado para agüentar uma grande carga axial.
Uma variação deste tipo de rolamento, chamada de rolamento de agulha, usa cilindros de diâmetro muito pequeno. Isso permite que o rolamento se ajuste a lugares muito apertados.
Os rolamentos de rolos cônicos são usados em eixos de rodas de carros, onde eles são normalmente montados em direções com faces opostas de modo que possam agüentar cargas axiais em ambas as direções.


Rolamentos de Alta Tecnologia
Rolamentos magnéticos
Alguns dispositivos de velocidade muito alta, como avançados sistemas de armazenamento de energia em volantes, usam rolamentos magnéticos. Estes rolamentos permitem que o volante flutue sobre um campo magnético criado pelo rolamento.
Alguns desses volantes giram a velocidades que excedem 50 mil rotações por minuto (rpm). Rolamentos normais com roletes ou esferas podem fundir-se ou explodir a essas velocidades. Os rolamentos magnéticos não possuem partes móveis, de modo que podem suportar velocidades incríveis.
Rolamentos de rolos gigantes
Provavelmente, o primeiro uso de um rolamento foi quando os egípcios construíram suas pirâmides. Eles colocavam toras redondas sob as pesadas pedras, e assim podiam rolá-las para o local da edificação.
Esse método ainda é usado hoje em dia, quando objetos muito grandes e pesados precisam ser movidos, como por exemplo algumas torres de faróis marítimos.
Edifícios à prova de terremoto
O novo Aeroporto Internacional de São de Francisco usa muitas tecnologias modernas de edificação para ajudar a resistir a terremotos. Uma dessas tecnologias envolve rolamentos gigantes.
Cada uma das 267 colunas que suportam o peso do aeroporto foi montada sobre um rolamento de esfera de 1,5 metro de diâmetro (5 pés). A esfera repousa sobre uma base côncava que está apoiada no solo. Em caso de terremoto, o solo pode se mover 51cm (20 polegadas) em qualquer direção. As colunas que repousam nas esferas se moverão menos do que isto pois elas rolam sobre suas bases, ajudando a isolar o edifício da movimentação do solo. Quando termina o terremoto, a ação da gravidade puxa as colunas novamente para o centro de suas bases.

As Esferas
Se você já rolou em sua mão um par daquelas pequenas esferas metálicas encontradas em um rolamento de esferas, notou como elas parecem perfeitamente redondas e incrivelmente lisas. Você deve ter imaginado como algo pode ser feito com tanta perfeição. É realmente um processo muito bem bolado que começa com um arame metálico e termina com uma perfeita esfera brilhante.
O primeiro estágio no processo é uma operação de conformação a frio ou a quente. Um arame metálico com aproximadamente o mesmo diâmetro da esfera acabada é alimentado através de uma máquina recalcadora. Essa máquina possui uma cavidade metálica com o formato de um hemisfério em cada lado. Ela interrompe a passagem do arame com um golpe, forçando o pedaço de metal a assumir o formato de uma esfera. O processo deixa um anel metálico, chamado rebarba, ao redor da esfera, de modo que as esferas que saem dessa máquina se parecem um pouco com o planeta Saturno.
Em seguida, elas entram em uma máquina que remove a rebarba. Essa máquina rola a esfera entre duas placas de aço muito duras chamadas placas com ranhuras.

Veja como são as tais placas

Uma placa com ranhuras é estacionária e a outra gira. As ranhuras das placas são usinadas para guiar as esferas ao redor de um caminho circular. Você pode ver que uma das placas possui uma seção recortada. É por aí que as esferas entram e saem das ranhuras. Quando a máquina está funcionando, as ranhuras estão completamente preenchidas com esferas. Assim que uma esfera percorre uma ranhura, ela cai em uma seção aberta da placa e bate para um lado e para o outro por algum tempo antes de entrar em uma ranhura diferente. Ao assegurar que as esferas se desloquem por muitas ranhuras diferentes, todas as esferas sairão da máquina do mesmo tamanho, mesmo que haja diferenças entre as ranhuras.

Conforme a esfera se desloca ao longo da ranhura, ela gira e dá cambalhotas, as bordas ásperas se quebram e a esfera acaba espremida em um formato esférico, mais ou menos como quando você rola uma bolinha de massa nas palmas das mãos. Espremer as esferas comprime o metal, o que dá a elas uma superfície muito dura. Porque as esferas são metálicas, essa operação gera muito calor e é necessário jogar água sobre as esferas e as placas para resfriá-las.
As variáveis nesse processo são a pressão que comprime as placas em conjunto, a velocidade com que as placas giram e o tempo que as esferas são deixadas na máquina. O ajuste correto dessas variáveis produzirá consistentemente esferas do tamanho correto.
Depois dessa operação, as esferas podem receber um tratamento térmico. Isso as endurece, mas também altera seus tamanhos. O tamanho das esferas de rolamento deve ser perfeito, algumas vezes com tolerância de milionésimos de centímetro, de modo que mais algumas operações são necessárias após o tratamento térmico.

As esferas passam em seguida por uma operação de retífica. O mesmo tipo de máquina é usada, mas desta vez o fluido refrigerante contém um abrasivo. Elas se deslocam ao longo das ranhuras novamente e são retificadas e comprimidas até suas dimensões finais.
Por fim, elas passam por uma operação de polimento. Novamente, o mesmo tipo de máquina é usado, mas desta vez as placas são feitas de um metal mais mole e a máquina usa menos pressão para comprimir as placas em conjunto. Além disso, a máquina usa uma pasta de polimento ao invés de um abrasivo. Esse processo dá às esferas uma superfície perfeitamente lisa e brilhante, sem remover nenhum outro material.
A última etapa no processo é a inspeção. As esferas são medidas com maquinário muito preciso para determinar se elas atendem às tolerâncias requeridas. Por exemplo, a Associação dos Fabricantes de Rolamentos Anti-Atrito nos EUA (AFBMA – Anti-Friction Bearing Manufacturers Association) possui um conjunto de classes de tolerância para as esferas de rolamento. Uma esfera de classe de tolerância três deve ser esférica dentro de 3 milionésimos de uma polegada (ou 0,00008 mm) e o diâmetro deve ser exato dentro de 30 milionésimos de uma polegada, ou 0,0008 mm. Isso significa que em uma esfera de 10 mm de classe de tolerância 3, o diâmetro deveria estar entre 9,9992 e 10,0008 mm e o menor diâmetro medido da esfera deverá diferir no máximo 80 milésimos décimos de milésimos de milímetro em relação ao maior diâmetro.
Os fabricantes usam um processo semelhante para fazer balas de armas de pressão, esferas plásticas para rolamentos e até as esferas plásticas usadas em desodorantes roll-on.