6501 – Quando surgiu o Dia dos Pais?


A idéia de se comemorar o dia dos pais surgiu de Sonora Louise Smart Dodd. E foi comemorado pela primeira vez no ano de 1909, em Washington. Não demorou muito para que outras cidades começassem a comemorar este dia também. Mas somente em 1972, é que foi oficialmente decretado o dia dos pais nos Estado Unidos, no terceiro domingo de junho.
Em cada país se comemora em um mês diferente, no Brasil a data foi oficializada em 1953, mas é comemorada no segundo domingo de agosto.

Um Pouco +
Evoca-se como origem dessa data a Babilônia, onde, há mais de 4 mil anos, um jovem chamado Elmesu teria moldado em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.
Entretanto, a institucionalização dessa data é bem mais recente. Em 1909, nos Estados Unidos, Sonora Luise resolveu criar um dia dedicado aos pais, motivada pela admiração que sentia pelo seu pai, William Jackson Smart. O interesse pela data difundiu-se da cidade de Spokane para todo o Estado de Washington e daí tornou-se uma festa nacional. Em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o “Dia do Pai” (Father’s Day).
Seguindo a tradição, nos Estados Unidos, ele é comemorado no terceiro domingo de Junho. Em Portugal é comemorado a 19 de Março, seguindo a tradição da Igreja católica, que neste dia celebra São José, marido de Maria (a mãe de Jesus Cristo).
No Brasil, é comemorado no segundo domingo de agosto. Relata-se que o publicitário Sylvio Bhering propôs a primeira celebração do Dia dos Pais no Brasil para o dia 14 de agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família Bhering.

☻ Mega Opinião:
Dia dos Pais é todo dia. Se você acordou hoje com saudades e mora distante, pegue o telefone diga que o ama, que sente falta de não poder abraçá-lo todos os dias e gostaria tê-lo por perto mais vezes. Estão brigados por algum motivo?! Releve, peça desculpas mesmo se o desentendimento não aconteceu por tua culpa. A vida é muito curta para que fiquemos cultivando rancores que mais tarde se tornam cânceres em nossos corpos e almas. O mundo seria bem melhor se as pessoas aproveitassem melhor seu tempo e parassem de escolher sempre a discussão ao invés de buscar a paz.

6500 – Mega Memória MPB – Maria Bethania e sua versão para “Terezinha de Jesus”


Você está no ☻ Mega Arquivo

A clássica e tradicional cantiga de roda “Terezinha de Jesus”, que nos traz de volta os tempos de infância, também teve a sua versão para adultos, em uma música que se tornou clássico da MPB com a excepcional interpretação de Maria Bethânia, foi matéria do Fantástico, em 1977.

O primeiro me chegou como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração
Mas não me negava nada, e assustada, eu disse não
O segundo me chegou como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar
Indagou o meu passado e cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada, e assustada, eu disse não
O terceiro me chegou como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada também nada perguntou
Mal sei como ele se chama mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama e me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não
Se instalou feito um posseiro dentro do meu coração

6499 – História da Medicina – A 1ª Cirurgia da História


As descobertas mais recentes devem mudar por completo a descrição das comunidades neandertalenses, onde sempre se enfatiza a pobreza de instrumentos e recursos. No entanto, quando se trata de pintar, a tecnologia que o homem moderno desenvolveu para enfrentar o frio, pinta-se aquilo que haveria de mais moderno na época. Mas, em um sítio arqueológico, no Iraque a descoberta fascinou os cientistas. Especialmente porque o morto teria junto de si, arranjos de plantas de vários tipos, sinal de aguçada autoconciência. O sepultamento intencional revela a preocupação com o espírito. Também há uma especulação sobre uma espécie de defeito encontrado num dos braços do esqueleto. Alguns cientistas acreditam que o sinal seria de uma amputação e isso colocaria o neandertal tecnologicamente à frente do sapiens. Se de fato for comprovado, será provavelmente o 1° caso de intervenção cirúrgica da humanidade.

Um Pouco +
Sabe-se que a cirurgia é praticada desde a pré-história, através de procedimentos de trepanação (operação que consiste em praticar uma abertura em um osso). No entanto, a cirurgia teve seus primeiros desenvolvimentos científicos no século XVI, com Ambroise Paré – “o pai da cirurgia moderna”, que, além de esclarecer inúmeras questões de anatomia, fisiologia e terapêutica, substituiu a cauterização com ferro em brasa pela ligadura das artérias depois de uma amputação de membro.
Mais tarde, a descoberta da anestesia e a criação da antissepsia marcaram, no final do século XIX, o início da cirurgia moderna, cuja eficácia aumentou com a transfusão de sangue e a neurocirurgia, desenvolvidas entre as duas grandes guerras. Nos anos 50, a descoberta dos antibióticos também garantiu maior eficácia aos procedimentos cirúrgicos. Atualmente, todos os órgãos são acessíveis à cirurgia e as técnicas recentes (a partir dos anos 60) de transplantes de órgãos são uma vitória da cirurgia, embora ainda haja problemas de rejeição.

6498 – Medicina – Os Anestésicos



Com o advento da anestesia, as intervenções cirúrgicas ficaram mais comuns.
Os Anestésicos locais são um grupo de fármacos utilizados para induzir a anestesia a nível local sem produzir inconsciência.

De acordo com a natureza da cadeia intermediária, os anestésicos locais classificam-se em agentes tipo éster ou amida.
Classificação dos anestésicos locais de acordo com a estrutura química
Ésteres
De ácido benzóico
Cocaína
Benzocaína
Tetracaína
De ácido para-aminobenzóico (PABA)
Procaína
Cloroprocaína
Propoxicaína
Amidas
Agentes derivados da xilidina
Lidocaína
Mepivacaína
Bupivacaína
Ropivacaína
Etidocaína
Agentes derivados da toluidina
Prilocaína
Articaína

A importância clínica dessa divisão está associada à duração do efeito (forma de inativação dos compostos) e, especialmente, ao risco de reações alérgicas. Os ésteres são hidrolisados por enzimas encontradas de forma ampla em plasma e diferentes tecidos. Isso geralmente determina duração de efeito menor. Faz exceção a tetracaína, de efeito mais prologando. Amidas sofrem metabolismo hepático, com conseqüente maior duração de ação. Ésteres determinam maior taxa de reações de hipersensibilidade, enquanto alergias são raras com anestésicos tipo amida.
Anestésicos locais atuam sobre os processos de geração e condução nervosa, reduzindo ou prevenindo o aumento de permeabilidade de membranas excitáveis ao sódio, fenômeno produzido por despolarização celular. Embora vários modelos tenham sido propostos para explicar sua ação sobre fibras nervosas, aceita-se hoje que o principal mecanismo envolve sua interação com um ou mais sítios específicos de ligação em canais de sódio.

Embora inúmeras substâncias de estrutura química diversa sejam capazes de produzir anestesia local, a maioria das drogas de comprovada utilidade clínica (identificadas com o sufixo “caína”) compartilham uma configuração fundamental com o primeiro anestésico local verdadeiro, a cocaína.
Durante séculos, os nativos das montanhas peruanas vêm utilizando folhas de coca para evitar a fome, aliviar a fadiga e elevar o espírito. O interesse pelas propriedades psicotrópicas da Erythroxylon coca levou ao isolamento da cocaína por Albert Niemann, em 1859, e ao estudo de sua farmacologia por Von Anrep, em 1880. Embora ambos tenham descrito a ação anestésica local da cocaína, o crédito para sua introdução na medicina pertence a Carl Koller, um médico vienense. Em 1884, Koller familiarizou-se com os efeitos fisiológicos da cocaína descrito por Sigmund Freud. Koller reconheceu o grande significado clínico da droga e logo demostrou sua ação no alívio da dor em vários procedimentos oftalmológicos.
O conhecimento do potencial de reações adversas da cocaína logo acompanhou sua aceitação geral como anestésico local. No entanto, várias mortes atribuídas à cocainização aguda testemunharam o baixo índice terapêutico da droga. A tendência ao abuso da cocaína foi significativamente ilustrada pela autodependência de William Halsted, um pioneiro no bloqueio nervoso regional.

Os anestésicos locais bloqueiam fisicamente por interacções lipofílicas (ocluindo o poro) os canais de sódio das membranas dos terminais dos neurônios. Como o potencial de ação é dependente do influxo de sódio, ao não ocorrer não há propagação do sinal nervoso.
Os neurônios com axônios com menor diâmetro são mais facilmente bloqueados, o que permite ajustar a dose de forma a não inativar os neurônios motores, mas apenas os sensitivos e os do sistema nervoso autônomo, já que os motores têm diâmetros consideravelmente maiores.
A administração local concomitante de um vasoconstritor reduz os seus efeitos sistêmicos e potencializa e prolonga os seus efeitos locais.
O uso de anestesia local é indicado para operações simples, que envolvem pequenas áreas, como algumas cirurgias plásticas ou para suturar cortes (dar pontos).

Longa duração
Tetracaína – Ropivacaína-Bupivacaína
Está indicada em procedimentos Odontológicos de maior duração ou em que se deseja analgesia pós-operatória mais prolongada (varias horas). Comparada com lidocaína, o início de efeito da bupivacaína é mais tardio, mas a duração é duas vezes maior. Durante seu uso em anestesia, especialmente obstétrica, foram relatadas casos de parada cardíaca de difícil recuperação. No entanto, o uso odontológico em baixas doses torna essa complicação improvável.

Média Duração
Lidocaína
É o anestésico padrão, com o qual os demais são comparados. Usada em diversas técnicas anestésicas, também pode ser administrada por via intravenosa para também tratar de arritmias cardíacas em unidades de cuidados intensivos ou durante cirurgias.
Mepivacaína
É um anestésico local do tipo não amida muito utilizado em odontologia. Tem maior indicação nos casos em que o uso de vasoconstrictores é perigoso para o paciente, pois pode ser usado sem esta substância e sem perda importante da potência e tempo de duração da analgesia. Não é usada topicamente, sendo empregada em anestesias infiltrativas e bloqueios periféricos. Sem vasoconstrictor é usado na concentração de 3%.
Prilocaína
Tem amplo uso em Odontologia, especialmente em casos em que aminas simpaticomiméticas estão contra-indicadas, pois está contida na única preparação comercialmente disponível no Brasil que tem felipressina como vasoconstritor.
Efeitos úteis

Perda completa de sensação local, e em especial da dor, sem perda do controle muscular. O doente pode cooperar, respondendo a pedidos do cirurgião. Não há riscos elevados de efeitos dos anestésicos como para os anestésicos gerais.

6497 -☻Mega Almanaque – Qual a origem da cantiga “Terezinha de Jesus”?


“Terezinha de Jesus” é uma cantiga de roda que alguns dizem tratar-se de uma “charamba” originária da Ilha da Madeira ou que remonta ao Portugal rural e cristão do século 19. Mas, como a maior parte das cantigas populares, não se conhece autor.

A letra tem variações. Em algumas regiões canta-se as duas estrofes mais conhecidas, e talvez as mais antigas.

Terezinha de Jesus

de uma queda foi ao chão

Acudiram (iu) três cavalheiros

Todos de chapéu na mão

O primeiro foi seu pai

O segundo seu irmão

O terceiro foi aquele

Que a Tereza deu a mão

Em alguns lugares diz-se no singular o terceiro verso da primeira estrofe: acudiu três cavaleiros. Um erro gramatical que alguns interpretaram como sendo a prova de um fundo teologal na composição.

Outras duas estrofes completam a cantiga em outros lugares:

Terezinha levantou-se

Levantou-se lá do chão

E sorrindo disse ao noivo

Eu te dou meu coração

Dá laranja quero um gomo

Do limão quero um pedaço

Da morena mais bonita

Quero um beijo e um abraço

Este acréscimo dá uma tonalidade definitivamente romântica à cantiga, deixando sua conotação religiosa que alguns defendem.

Vamos às interpretações que andam por aí:

– Opiniões de literatos dizem que a interpretação do sentido da cantiga não se encontra nela aprioristicamente. O sentido seria construído na interpretação.

– A protagonista: alguns querem que Terezinha de Jesus, originalmente, refere-se a Teresa do Menino Jesus, nossa santa irmã. Somente quando a cantiga é transladada para o Brasil assume outras cores e conotações. Os três cavalheiros seriam as pessoas da Santíssima Trindade: “o pai” – (Deus), “o filho” – (Jesus) e “aquele que Tereza deu a mão” – (o Espirito Santo). Nesta interpretação tem sentido o singular do verbo acudir. Deus é uno e trino.

– Outra interpretação é feita a partir das condições sociais daquele tempo. Para a ama e para a criança para quem cantava a cantiga, a música falava do casamento como um destino natural na vida da mulher, na sociedade brasileira do século XIX marcada pelo patriarcalismo: a música prepara a moça para o seu destino não apenas inexorável, mas desejável: o casamento, estabelecendo uma hierarquia de obediência (pai, irmão mais velho, marido), de acordo com a época e circunstâncias de sua vida.

– A “queda” de Terezinha pode ter mais de uma interpretação, desde a mais elementar (um tombo) até a mais elaborada: um deslize moral.

– No campo da pedagogia e da didática da educação, pode-se trabalhar, na cantiga, muitos temas, como por exemplo, a família. Há também a possibilidade de se trabalhar a localização, ou a ordem dos personagens solicitada pela letra. É possível ainda uma rica aula sobre frutas, além de se poder trabalhar a afetividade. Segundo Pestalozzi, “o amor deflagra o processo de auto-educação”.

6496 – Psicologia – Pessoas engraçadas se saem melhor na paquera


Mau humor pode até fazer bem para o cérebro e deixar seu raciocínio mais afiado. Mas, se o caso for conquistar o amor de alguém, melhor mesmo é caprichar no alto astral. Esse negócio de ser ranzinza não parece ser a chave do sucesso para atrair a atenção do sexo oposto.
E o aviso serve tanto para os homens quanto para as mulheres. Pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, pediram a 164 rapazes e 89 moças, de 18 a 26 anos, para classificar as qualidades mais importantes na hora de escolher um parceiro.
Entre as 16 opções, “senso de humor”, “divertido” e “brincalhão” ficaram, respectivamente, em segundo, terceiro e quarto lugar, na maioria das listas femininas – elas deixaram a opção “gentil e compreensivo” em primeiro lugar. Entre os homens, o “senso de humor” apareceu no topo da lista, “divertida” e “brincalhona” apareceram como terceira e quinta prioridades, respectivamente.
Esse jeito brincalhão nos homens pode sinalizar que ele não é agressivo e menos propício a machucar os futuros filhos. Nas mulheres, esse jeito divertido mostra juventude e fertilidade, conta Garry Chick, um dos líderes da pesquisa.

6495 – Mau humor faz bem para o cérebro (?)


Quem não acorda achando a vida uma droga e as pessoas todas muito chatas de vez em quando? Mas se preocupe — de acordo com pesquisadores australianos, até essa negatividade toda tem seu lado bom: faz a gente raciocionar melhor.
Em comparação aos tipos irritantes alegrinhos, os mal humorados são mais atentos, menos influenciáveis e especialmente cuidadosos na hora de tomar decisões.
É o que aponta um estudo feito na Universidade de New South Wales (Austrália), que colocou voluntários para assistir a filminhos especialmente escolhidos para deixá-los de bom ou mau humor, e depois observou como eles se saíam em uma série de testes de raciocínio lógico.
Segundo o líder da pesquisa, Joe Forgas, os ranzinzas cometeram menos erros e se comunicaram melhor — especialmente quando escreviam. Tudo indica que o mau humor potencializa as estratégias de processamento de informações do cérebro.

6494 – Psicologia – Canhotos são mais mal-humorados


Um estudo, conduzido pela psicóloga Ruth Propper, da Universidade de Merrimack, nos EUA, mostrou que, em pessoas canhotas (as ambidestras também entram na dança), as duas metades do cérebro se comunicam de forma levemente diferente do que nas destras.
Por consequência disso, acabam interagindo mais com as áreas que produzem emoções negativas, o que torna os canhotos mais sujeitos a variações de humor – tendendo ao mau.
Um mau humor, convenhamos, até justificável.
O estudo, publicado no Journal of Nervous and Mental Disease, aponta que, além da diferença biológica, as frustrações “por viver em um mundo feito para destros” – onde tudo, de abridores de garrafa a tesouras, é desenhado, na maior parte das vezes, “sem levá-los em consideração” – também ajudam a tornar os dias do amigo canhoto um pouquinho mais cinzas.

Mas veja o lado bom…

Gente nervosa raciocina melhor

Cabeça quente não funciona direito, estar com raiva nos leva a fazer julgamentos tendenciosos… É o que a gente está acostumado a pensar. Mas isso está, ao menos em parte, errado. Especialistas da Universidade da Califórnia (EUA) constataram, em três estudos, que a raiva (no caso, induzida) não dificulta, e sim melhora o pensamento analítico. Nos testes, os participantes raivosos se saíram melhor do que os colegas de humor neutro, por exemplo, na hora de discriminar argumentos fortes de fracos. Segundo os pesquisadores, os nervosinhos mostraram raciocínios mais “acessíveis, válidos e relevantes”.

“Sangue no zóio”, então!

6493 – Aspirina e prevenção do câncer


Tomar diariamente uma aspirina, sob controle médico, reduziria em 16% o risco de mortalidade por câncer.
Esse potencial benefício do medicamento tem por base estudo publicado por Eric Jacobs e colaboradores no “Journal of the National Cancer Institute”. Jacobs destaca que, apesar das evidências encorajadoras, a recomendação específica de tomar aspirina para prevenir câncer ainda é prematura.
A advertência pode evitar mais uma indicação para o emprego do mais antigo remédio em uso contínuo no mundo que é fabricado em laboratório farmacêutico.
Entre as indicações já consagradas estão prevenir tromboses e tromboembolias e tratar ou prevenir o infarto.
Mas o medicamento tem também muitas contra-indicações, entre elas para os portadores de úlceras gastrointestinais, nas viroses em crianças e na febre em portadores de dengue.
O estudo, realizado pelos pesquisadores da Sociedade Americana de Câncer, teve por base 100 mil idosos recebendo aspirina diariamente e observados durante 11 anos.
A aspirina completou em julho 113 anos de idade. Foi sintetizada inicialmente em 1899 pelo laboratório alemão Bayer. Deixou, então, de ser usada a partir do pozinho, por vezes tóxico, da casca dos ramos do salgueiro. O emprego da casca já era recomendado desde a Antiguidade.

6492 – Mega Memória – Cientistas ridicularizados no episódio dos “trigais”


Círculos perfeitos não passam de farsa

Os ingleses caíram na gargalhada com a solução do mistério que os intrigava há um certo tempo: os enormes círculos que apareciam nas plantações de trigo do sul do país. Contrariando todos os estudiosos, que gastaram folhas e mais folhas de papel desenvolvendo exóticas teorias para explicar tal fenômeno, foi descoberto em 1994 que os desenhos não passavam de uma brincadeira arquitetada por 2 hábeis e bem-humorados velhinhos ingleses na ocasião com mais de 60 Doug Bower e David Chorley. Eles se revelaram autores dos círculos. Posteriormente a intrépida dupla de gozadores repetiria a farsa na frente das câmeras de TV. Uma técnica simples: para não deixar rastros na plantação eles seguiam as marcas deixadas pelos tratores. A precisão milimétrica das auréolas era conseguida com o auxílio de 2 tábuas e uma corda. Usavam instrumentos de medição acoplados a capacetes de baisebol para traçao os desenhos.
O final foi desconcertante para os cientistas porque revistas especializadas e visionários de todas as matizes se superavam em colocar de pé uma explicação mais sábia para o aparecimento das figuras misteriosas e acabaram sendo desmoralizados. Um artigo na New Cientist chegou a publicar gráficos explicando como a ação do vento poderia provocar o fenômeno. Outras teses absurdas atribuíam o fenômeno a ação de monstros satânicos, corvos, helicópteros voando de cabeça para baixo, epidemias de vírus desconhecidos e erupções subterrâneas de gás. A teoria mais difundida, porém, era a de que as esferas teriam sido feitas por ETs.

Um pouco +
Veja uma explicação antes da descoberta da farsa:
Em seu livro, um professor chamou esse fenômeno vórtice de plasma e explica que seria semelhante ao raio bola, uma espécie de esfera de gás ionizado que, ao atingir um condutor, como a ponta da asa de um avião, provoca choques. Há alguns anos, quando o raio bola era desconhecido dos meteorologistas, a ocorrência foi muitas vezes confundida com o aparecimento de discos voadores. A hipótese meteorológica, no entanto, tem seus críticos na Inglaterra. Dois outros pesquisadores, os engenheiros Colin Andrews e Pat Delgado, que dedicam o tempo livre à investigação dos círculos, escreveram outro livro de sucesso sobre o tema. Em Circles phenomenon research (Pesquisa sobre o fenômeno dos círculos), argumentam que os desenhos são muito complexos para serem resultado de perturbações meteorológicas. Para os autores, “as observações oficiais do tempo provam que as condicões climáticas eram perfeitamente estáveis quando se formaram os círculos. Há, de outro lado, terrenos com as mesmas configurações em que os círculos apareceram e onde eles jamais se produziram “.
Pat Delgado começou a investigar o fenômeno em 1981. Em 1985 associou-se a Andrews, um especialista em radares. Eles já visitaram seiscentos círculos no sudoeste da Inglaterra e montaram um laboratório, com fotos e mapas das ocorrências, no jardim da casa de Andrews em Hampshire. Em julho do ano passado, os dois engenheiros convenceram cinqüenta voluntários a se postarem nos campos onde costumam aparecer os círculos para fotografar o momento das formações. Durante três semanas eles estiveram atentos até que uma noite verificaram que havia marcas ao redor sem que ninguém tivesse notado qualquer coisa de anormal. Esses e outros episódios levaram Andrews e Delgado a sustentar que “uma força desconhecida, manipulada por uma inteligência superior, é responsável pelo fenômeno”. Lembram que na região da Inglaterra onde são freqüentes as marcas se encontram as misteriosas formações de pedra de Stonehenge, onde se acredita que cerimônias de adoração do Sol eram realizadas há 4 mil anos.
O meteorologista e astrônomo Paulo Marques dos Santos, da Universidade de São Paulo, que acompanhou a polêmica sobre os círculos pela imprensa confessa não acreditar em nenhuma das explicações. “Apesar de tanto falatório, ninguém deu uma resposta satisfatória para a existência dos círculos”, comenta. Ele respeita a crença alheia em fenômenos sobrenaturais mas se mostra muito cético quanto a essas manifestações. “Nos meus 31 anos de observação do céu jamais vi nada que não tivesse uma explicação física”.

6491 – Medicina – Distúrbios do Sono


A insônia pura não tem associação com nenhuma doença. É causada por pequenos acidentes momentâneos do dia a dia, como ansiedade para começar um emprego novo, fazer uma viagem no dia seguinte ou fazer um exame na escola. Não há sexo ou faixa etária determinada para acontecer, sendo considerada normal até em crianças.

Insônia psico-fisiológica: Para este tipo não existe uma causa específica ou uma doença grave, podendo ser causada por depressão e ansiedade frequentes. Causa dificuldade em dormir e ocorre principalmente em mulheres.

Insônia de manutenção: A falta de sono ocorre frequentemente e passa a ser um ritual. Acontece principalmente na faixa etária de 25 a 45 anos, em homens e mulheres. São causas psicológicas.

Um Pouco +
A insônia se caracteriza pela incapacidade de conciliar o sono e pode manifestar-se em seu período inicial, intermediário ou final.
O tempo necessário para um sono reparador varia de uma pessoa para outra. A maioria, porém, precisa dormir de sete a oito horas para acordar bem disposta. Pesquisas recentes sugerem que aqueles que consideram suficientes quatro ou cinco horas de sono por noite, na realidade, necessitariam dormir mais. Aparentemente, pessoas mais velhas dormem menos. Entretanto, o tempo que passam dormindo pode ser exatamente o mesmo da mocidade, dividido em períodos mais curtos e de sono mais superficial.
Localizar as causas da insônia pode ser facilitado pela poli-sonografia, um exame que monitora o paciente enquanto dorme.
Insônia pode ser tratada com medicamentos que devem ser prescritos pelo médico.
A insônia pode ter causas orgânicas e psíquicas. Pesquisas apontam a produção inadequada de serotonina pelo organismo e o estresse provocado pelo desgaste quotidiano ou por situações-limite como causas mais importantes.

Dicas
Algumas mudanças simples no estilo de vida podem ajudar a combater a insônia, mesmo quando ela for crônica:

* Limite o consumo de cafeína presente no café, chás, colas, chocolates, etc. Até a cafeína usada como ingrediente de alguns alimentos pode prejudicar o sono das pessoas mais sensíveis;

* Converse com seu médico sobre os remédios que esteja usando. Certos medicamentos descongestionantes podem ser tão estimulantes quanto a cafeína;

* Exercite-se regularmente, mas não perto da hora de dormir. Atividade física regular é essencial para quem sofre de ansiedade e ajuda a dormir melhor. No entanto, a prática de exercícios vigorosos à noite pode atrapalhar o sono;

* Estabeleça uma rotina para seu horário de dormir e de despertar. O relógio biológico responde melhor se habituado a horários regulares. Mesmo nos finais de semana, tente manter o esquema estabelecido para os dias úteis;

* Procure relaxar antes de ir para cama. Ouça música, leia um pouco, converse, assista a um filme. Lembre-se de que, depois de uma noite de sono reparador, as soluções para os problemas podem fluir melhor. Se nada disso resolver, vale a pena buscar ajuda profissional;
* Use técnicas de relaxamento. Progressivamente contraia e relaxe todos os músculos do corpo, começando pelos dedos dos pés e terminando na face. Massageie suavemente o couro cabeludo. Tente visualizar uma cena ou paisagem que lhe traga satisfação;

* Tome um banho morno. Deixe a água escorrer pelo corpo durante algum tempo, pois isso ajuda a relaxar os músculos tensos;

* Tome um copo de leite morno. O leite contém o aminoácido triptofano, que relaxa os músculos e induz o sono;

* Experimente ingerir chás à base de ervas como camomila, erva-doce, erva-cidreira, etc. Eles têm sido usados há séculos por pessoas que garantem sua ação relaxante;

* Certifique-se de que não há claridade no quarto e a temperatura é agradável. Mesmo pouca luz pode atrapalhar o sono de algumas pessoas.
* Use protetores nos ouvidos, se o barulho incomoda e não há como eliminá-lo;

* Escolha o colchão adequado para seu peso e altura. Colchões muito macios ou muito duros são contra-indicados;

* Reserve a cama somente para dormir e para relações íntimas. Evite ler, ver TV, trabalhar e conversar no quarto;

* Relações sexuais são relaxantes. Após o orgasmo, as pessoas tendem a ficar sonolentas;

* Levante-se, se não conseguiu dormir depois de trinta minutos deitado. Ficar na cama acordado pode aumentar a ansiedade, a irritação e, conseqüentemente, a insônia. Procure distrair-se com alguma atividade tranqüila e depois, mais cansado, volte para a cama e tente dormir. Repita o esquema, se necessário. Usando essa técnica, muitas pessoas conseguem reverter o processo.

Advertência

Insônia crônica requer avaliação profissional. É indispensável descobrir o que está causando essa dificuldade para dormir, pois a ausência do sono reparador pode prejudicar a saúde física e mental dos indivíduos. Por isso, não é à toa que torturadores impedem que o acusado durma quando querem arrancar deles uma confissão.

6490 – Medicina – A Obesidade e a Impotência


Estudos clínicos apresentados recentemente no 23º Congresso Europeu de Urologia, em Milão (Itália), comprovam a existência de uma relação estreita entre o tamanho da barriga do homem e a disfunção erétil, conhecida como impotência sexual. Segundo os estudos, o excesso de gordura acumulada no abdômen não afeta apenas a aparência física, mas também a saúde sexual do homem. Isso porque o acúmulo de gordura abdominal é um dos sinais da síndrome metabólica e pode estar associado à redução das taxas de testosterona. Este desequilíbrio hormonal é um dos fatores de risco para o surgimento das dificuldades de ereção.
A barriga começa a se tornar um risco para a saúde do homem quando a medida da cintura ultrapassa os 94 cm, o que aumenta de duas a três vezes as chances de impotência sexual. “A partir daí, os níveis de testosterona no organismo podem cair, enquanto aumenta o risco de obstrução das artérias pela gordura”, explica o urologista Helder Machado, chefe do Serviço de Urologia de Niterói. Esse entupimento arterial dificulta a irrigação peniana, impedindo que o homem alcance a ereção satisfatória.
Estima-se que atualmente entre 20% e 25% da população adulta mundial apresente algum dos sinais da síndrome metabólica como obesidade, diabetes, pressão alta e colesterol elevado (dislipidemia). Todos esses fatores elevam o risco para que o homem apresente disfunção erétil (DE).
Estudo recente também mostra que a redução dos níveis de testosterona no organismo do homem potencializa todos os sintomas da síndrome metabólica, prendendo-o em um círculo vicioso, no qual o excesso de gordura abdominal provoca a queda hormonal. Com a diminuição da testosterona, a síndrome metabólica se agrava e a chance de aparecer a DE aumenta.
O urologista também alerta para a importância do homem cuidar melhor da saúde, reduzindo as chances do aparecimento de problemas como a disfunção erétil. A obesidade e a dislipidemia são os principais fatores associados à disfunção erétil, seguidas por diabetes, hipertensão e tabagismo.
“É importante que todo homem, principalmente os que estão acima do peso e apresentem sinais de disfunção erétil, façam um exame de sangue para checar a dosagem de testosterona no organismo”, completa o médico. Nos casos em que a diminuição hormonal for identificada e estiver aliada aos sinais característicos do DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino), o médico pode indicar a reposição hormonal para alívio dos sintomas. O Nebido® (undecilato de testosterona, da Bayer Schering Pharma), por exemplo, é uma terapia de reposição hormonal injetável indicado para o tratamento dos sintomas do DAEM. O medicamento é administrado em aplicações trimestrais (via injeção intramuscular) e possui efeito prolongado no organismo, pois libera gradualmente o hormônio, mantendo os níveis de testosterona normais por mais tempo.”