6471 – Milhões de bolinhas de plástico surgem em praias de Hong Kong


Centenas de milhões de pequenas bolinhas de plástico, potencialmente tóxicas, surgiram nas praias de Hong Kong há mais de uma semana, depois de que seus contêineres caíram de uma embarcação durante o pior tufão em 13 anos a atingir Hong Kong, afirmaram ativistas.
O governo de Hong Kong estimou que 150 toneladas de bolinhas podem ter sido derramadas em suas praias, informou a TV de Hong Kong no sábado.
A imprensa local questionou o governo pela falta de um aviso ao público sobre o vazamento, quase duas semanas depois que o tufão Vicente, que teve o seu nível aumentado para dez, pela primeira vez desde 1999, quando o serviço meteorológico da cidade recebeu este nível de alerta pela última vez.
Embora as bolinhas de plástico sejam inofensivas no seu estado original, elas absorvem toxinas e poluentes ao longo do tempo e poderão envenenar a cadeia alimentar quando criaturas marinhas as consumirem.
Também conhecida como “nurdles” ou lágrimas de sereia, as pequenas pelotas são muito utilizadas para a fabricação de produtos de plástico.
Ninguém da Agência de Proteção Ambiental de Hong Kong foi encontrado para comentar o assunto. A China Petroleum and Chemical Corp. (Sinopec), fabricante das bolinhas de plástico, informou que elas não são tóxicas ou perigosas, por si só.

6470 – Missão Marte – Curiosity fará viagem no tempo para ajudar a entender nossas raízes


O jipe Curiosity finalmente pousou em Marte, depois de uma longa jornada e de uma descida complicada. Com isso, abre uma nova janela de alta tecnologia para a exploração à distância do planeta vermelho.
As missões que precederam o nosso MSL (Laboratório de Ciências de Marte) fizeram um trabalho incrível abrindo caminho para nós. Esses pioneiros foram “aonde nenhum jipe jamais tinha ido antes” e descobriram muitas coisas novas sem o benefício de saber de antemão o que elas seriam.
Mas nunca antes de agora havíamos chegado a Marte com uma sonda projetada para alcançar uma meta tão desafiadora quanto a avaliação das possibilidades de futuras missões que vão procurar vida. A missão MSL se baseia na suposição de que Marte, em algum ponto de sua história, foi habitável. Contudo, não estamos procurando a vida propriamente: queremos encontrar ambientes habitáveis.
Como cientista-chefe da missão MSL, normalmente fico tão envolvido com o planejamento da viagem que tendo a ficar imerso nos detalhes específicos do aprendizado da operação do jipe na superfície de Marte. Imagine comprar um caro de US$ 2,5 bilhões com um manual do proprietário de 10 mil páginas, o qual você não apenas tem der ler, mas também precisa escrever, porque é o primeiro e único carro do tipo que será construído.

O passo que vamos dar agora é fantástico. Vamos viajar numa espécie de máquina do tempo, criada para reconstruir como era a superfície de Marte há bilhões de anos. Podemos ter vislumbres de um tempo tão remoto que é equivalente à época em que a vida microbiana estava evoluindo na Terra. A história primitiva de Marte está mais bem preservada lá do que seu equivalente na Terra, e por isso temos a chance de entender o desenvolvimento do nosso próprio planeta estudando outro.
Os ingredientes essenciais para um ambiente habitável são água, energia e carbono. Missões anteriores determinaram que Marte tinha água líquida em seu passado — e ocasionalmente também há tem no presente. Essas missões também indicaram locais onde processos químicos naturais poderiam ter gerado energia para o metabolismo de seres vivos. Mas onde está o carbono orgânico que torna esse metabolismo possível?
É aí que nós entramos. Voltar bilhões de anos no tempo geológico não é brincadeira, mas o Curiosity está bem equipado para fazer isso por causa de duas de suas mais importantes qualidades.