6469 – História da Medicina – Os Sábios e a Respiração


Desde a antiguidade, a respiração foi objeto de curiosidade de sábios e filósofos. Sua fisiologia só começou a ser efetivamente desvendada a partir do século 17. Até então, acreditava-se que sua principal função era equilibrar o calor produzido pelo coração.

Hipócrates – 460 aC. – 375 aC.
Considerado o pai da Medicina ocidental, o grego foi o primeiro a dar importância à qualidade do ar, que considerava uma espécie de alimento fundamental em uma dieta saudável. Percebeu que a respiração fornecia os sinais clínicos sobre a saúde do indivíduo.
Aristóteles – 384 aC. – 322 aC.
Para o filósofo grego, o tipo de respiração falava sobre a alma, como a do apaixonado que suspira ou a do melancólico ( que respira muito lentamente). Ele acreditava que o ar da respiração servia para controlar o calor do corpo.

Galeno – 129-216
Entendeu que o ar era um tipo de nutriente necessárioao homem e percebeu a importância dos pulmnões para ele, órgãos que serviam principalmente para atender o coração. Sentia-se frustado com a própria ignorância.”Qual é o uso da respiração? Fica claro a nossa impossibilidade de sobreviver depois que ela cessa.”

Leonardo da Vinci – 1452-1519
Seus conceitos sobre respiração surgiram da observação de cadáveres dissecados, que renderam notáveis desenhos. Ele tinha especial interesse nos mecanismos de expansão dos pulmões. “Eles sempre se mantêm cheios com certa quantidade de ar e fazem pressõa sobre as costelas”.

Na linguagem vulgar, respiração é o ato de inalar e exalar ar através da boca, das cavidades nasais ou pela pele para se processarem as trocas gasosas ao nível dos pulmões; este processo encontra-se descrito em ventilação pulmonar.
Do ponto de vista da fisiologia, respiração é o processo pelo qual um organismo vivo troca oxigénio e dióxido de carbono com o seu meio ambiente.
A respiração celular é um fenômeno que consiste basicamente no processo de extração de energia química acumulada nas moléculas de substâncias orgânicas. Nesse processo, verifica-se a oxidação de compostos orgânicos de alto teor energético, como carboidratos e lípidos, para que possam ocorrer as diversas formas de trabalho celular. A organela responsável por essa respiração é a mitocôndria em paralelo com o sistema golgiense.
Ela pode ser de dois tipos, respiração anaeróbica (sem utilização de oxigênio também chamada de fermentação) e respiração aeróbica (com utilização de oxigênio).
Muitos artrópodes têm, como sistema respiratório, um sistema de túbulos, as traqueias que, abrindo para o exterior, levam o ar até aos órgãos onde circula a hemolinfa, permitindo assim as trocas gasosas.
As filotraquéias ou pulmões foliáceos são estruturas exclusivas dos aracnídeos, sempre existindo aos pares.
Cada pulmão foliáceo é uma invaginação (reentrância) da parede abdominal ventral, formando uma bolsa onde várias lamelas paralelas (lembrando as folhas de um livro entreaberto), altamente vascularizadas, realizam as trocas gasosas diretamente com o ar que entra por uma abertura do exoesqueleto.
A respiração branquial é diferente dos outros tipos de respiração porque o oxigênio encontra-se dissolvido na água.
Os peixes não fazem movimentos de inspiração e expiração como os animais pulmonados. Ocorre um fluxo constante e unidirecional de água que penetra pela boca, atinge os órgãos respiratórios e sai imediatamente pelo opérculo.

A respiração pulmonar é o processo pelo qual o ar entra nos pulmões e sai em seguida, num processo conhecido por ventilação pulmonar. É um acontecimento repetitivo que envolve todo o conjunto de órgãos do sistema respiratório.
Inspiração – Quando ocorre a entrada de ar nos pulmões, caracteriza-se pela contração do diafragma e dos músculos intercostais.
Expiração – Quando ocorre a saída de ar nos pulmões, caracterizando-se pelo relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais.

6468 – Calor extremo está se disseminando pelo planeta


O percentual da superfície terrestre atingido por temperaturas muito elevadas no verão aumentou nas últimas décadas, subindo de 1% nos anos anteriores a 1980 a até 13% nos anos recentes, segundo um novo trabalho científico.
A mudança é tão drástica, diz o estudo, que os cientistas podem dizer quase que com certeza que os eventos como a onda de calor no Texas no ano passado, a da Rússia em 2010 e a da Europa em 2003 não teriam acontecido sem o aquecimento global causado pelas emissões de gases-estufa causadas pelo homem.
Essas alegações, que vão além do consenso científico sobre o papel das mudanças climáticas como causa de eventos metereológicos extremos, foram feitas por James Hansen, estudioso do clima da Nasa, e dois coautores em um estudo publicado na revista “PNAS” (“Proceedings of the National Academy of Sciences”).
“O mais importante é olhar as estatísticas e ver que a mudança é grande demais para ser natural”, afirmou Hansen em entrevista.
Os resultados provocaram uma divisão imediata entre seus colegas cientistas.
Alguns especialistas dizem que ele descobriu um jeito inteligente de entender a magnitude dos eventos climáticos extremos que as pessoas têm notado ao redor do mundo. Outros sugerem que Hansen apresentou argumentos estatísticos fracos para dar suporte a suas alegações e que o estudo tem poucas informações novas.
A divisão é característica das reações fortes que Hansen tem causado no debate sobre as mudanças climáticas.
Como líder do Instituto Goddard de Estudos Espaciais em Manhattan, ele é um dos principais cientistas de clima da Nasa e guarda seus registros da temperatura terrestre ao longo dos anos. Mas ele também se tornou um ativista que marcha em protestos para pedir novas políticas de governo quanto à energia e ao clima.