6456 – Antártida tinha palmeiras há 53 milhões de anos


Um estudo de pesquisadores da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, revelou pistas da presença de palmeiras no território da atual Antártida há 53 milhões, durante a época geológica do Eoceno.
O dado foi obtido por meio de perfurações na camada de gelo antártico, que trouxeram à tona o pólen de palmeiras e outras árvores de climas quentes, como os baobás.
Os cientistas estimam que, nessa época, o clima do continente lembrava o da região Sul do Brasil, digamos: invernos em torno de 10ºC e verões nos quais a temperatura chegava a 25ºC.

6455 – Medicina – Sal, uma pitada pode fazer a diferença


Um grupo de pesquisadores da faculdade de Medicina Saint Bartolomew, em Londres aconselhou as indústrias de alimentos a diminuir a quantidade de sal de seus produtos. Os cientistas compararam os dadosde 130 estudos sobre a relação entre o consumo de sal e a pressão sanguínea, realizado em diversos países e após muitos cálculos a conclusão foi a de que 3 gramas de sal a menos em cada porção seria o suficiente para evitar aproximadamente 2% dos derrames cerebrais e 16% dos ataques cardíacos na Inglaterra. O ideal é que também se diminua o sal nos alimentos preparados em casa. Essa simples idéia pode fazer mais efeito que remédios para o controle da pressão.

Um Pouco +

O sal (NaCl – cloreto de sódio) há muito tempo tem sido considerado como importante fator na determinação do desenvolvimento e da intensidade da hipertensão arterial .
Hoje em dia, praticamente todos os estudiosos da relação entre sal e pressão arterial concordam com a tese de que a ingestão excessiva de sal eleva a pressão arterial. No entanto, a intensidade da elevação pressórica em resposta a essa ingestão excessiva de sal é variável.

Existem indivíduos cujos valores de pressão arterial aumentam muito em resposta a determinado incremento no consumo de sal, enquanto em outros a pressão arterial é muito pouco ou quase nada modificada. Essa resposta da pressão arterial identifica o grau de sensibilidade ao sal dos indivíduos.

A sensibilidade ao sal é, portanto, a medida da resposta da pressão arterial frente à variação do conteúdo de sal na dieta. Embora seja uma definição relativamente simples, esse fenômeno torna-se bastante complexo ao se definir os limites dos termos utilizados. Em outras palavras, quanto é preciso aumentar a pressão arterial, e por quanto tempo, para que se defina um indivíduo como sensível ou resistente ao sal? Qual pressão arterial melhor define a sensibilidade ao sal: a pressão arterial sistólica, a diastólica, ou a média? Quanto de sal é necessário administrar-se a um indivíduo para que haja resposta pressórica? O fator tempo de sobrecarga ou restrição salina é importante na avaliação da sensibilidade ao sal? Estas são algumas das questões relacionadas à sensibilidade ao sal que ainda não estão totalmente esclarecidas.

Os estudos para estabelecer o grau de sensibilidade ao sal incluíram pacientes com características diferentes em relação a peso, raça e idade. Tais aspectos reconhecidamente influenciam a variação da pressão arterial provocada pela modificação do conteúdo de sal na dieta.
Portanto, várias perguntas ficam em aberto na melhor caracterização do fenômeno da sensibilidade ao sal.
No âmbito populacional a ingestão salina parece ser um dos fatores envolvidos no aumento progressivo da pressão arterial que acontece com o envelhecimento. Tal aspecto ficou evidente no clássico estudo Intersalt. Esse trabalho mostrou uma correlação direta entre a quantidade de sal habitualmente ingerida e a elevação da pressão arterial com a idade, havendo aumento discreto, ou mesmo ausência de elevação da pressão arterial nas comunidades com baixa ingestão salina. Outro estudo, realizado com uma amostra de índios da tribo Yanomami, que ingerem dieta extremamente hipossódica, não se verificou aumento da pressão arterial ao longo da vida, com incidência nula de hipertensão arterial. Sabe-se, por outro lado, que em populações com alta ingestão de sal, a prevalência de hipertensão arterial é cerca de 50% naqueles indivíduos acima de 60 anos.
Grandes estudos populacionais demonstram que reduzindo-se a ingestão de sal de 170 para 70 mEq/dia, agudamente reduz a pressão arterial em indivíduos normotensos aproximadamente 2 a 3 mmHg. Ao longo de 30 anos, entretanto, a queda da pressão arterial pode chegar a 10 mmHg ou mais; em parte por que a restrição salina minimiza o aumento da pressão arterial com a idade .

6454 – Mega Techs – Como funciona o bluetooth?


Trata-se de apenas mais uma maneira de conecção de dispositivos eletrônicos.
Quando você usa computadores, sistemas de entretenimento ou telefones, as várias peças e partes dos sistemas compõem uma comunidade de dispositivos eletrônicos. Esses dispositivos se comunicam uns com os outros usando uma variedade de fios, cabos, sinais de rádio e feixes de luz infravermelha, além de uma variedade ainda maior de conectores, plugues e protocolos.
A conexão de dispositivos chamado bluetooth, que pode dinamizar muito o processo. Uma conexão bluetooth é sem fio (mesmo no Brasil é comum usar o termo em inglês, wireless) e automática e possui diversos recursos interessantes que podem simplificar nossa vida diária.
Quando dois dispositivos quaisquer devem falar um com o outro, eles precisam concordar em diversos aspectos antes de dar início à comunicação. Esse primeiro ponto do acordo é físico: eles falarão por meio de fios ou por alguma forma de sinais sem fio? Caso eles usem fios, quantos serão necessários – 1, 2, 8, 25? Assim que os atributos físicos são decididos, muitas outras questões surgem:

Quantos dados serão enviados por vez? Por exemplo, as portas seriais enviam dados 1 bit de cada vez, enquanto as portas paralelas enviam diversos bits de uma vez.
Como eles falarão um com o outro? Todas as partes em uma discussão eletrônica devem saber o significado dos bits e se a mensagem que eles recebem é a mensagem enviada. Isso significa o desenvolvimento de um conjunto de comandos e respostas conhecido como um protocolo.
O bluetooth é essencialmente um padrão de formação de rede que funciona em dois níveis:
Ele fornece um acordo sobre o nível físico (o bluetooth é um padrão de radiofreqüência).
Ele fornece um acordo sobre o nível do protocolo segundo o qual precisam concordar sobre quando os bits devem ser enviados, quantos devem ser enviados de cada vez, e como as partes em uma comunicação podem assegurar que a mensagem recebida é a mesma que a mensagem enviada.

A grande vantagem desse sistema é o fato de ser sem fio, de baixo custo e automático. Há outras maneiras de contornar o uso de fios, incluindo a comunicação infravermelha. Infravermelho (IR) se refere a ondas de luz de uma freqüência mais baixa do que os olhos humanos podem receber e interpretar. O infravermelho é usado na maioria dos sistemas de controle remoto de televisão. As comunicações infravermelhas são bastante confiáveis e não encarecem muito os dispositivos, mas apresentam alguns inconvenientes. Primeiro, o infravermelho é uma tecnologia de “linha de visada”. Por exemplo, você precisa apontar o controle remoto para a televisão ou DVD player para que as coisas aconteçam. O segundo inconveniente é que o infravermelho é quase sempre uma tecnologia “um para um”. Você pode enviar dados entre seu computador de mesa e seu computador laptop, mas não entre seu laptop e seu PDA ao mesmo tempo.

O bluetooth pretende resolver os problemas relacionados aos sistemas infravermelhos. O padrão bluetooth 1.0, mais antigo, possui uma velocidade de transferência máxima de 1 megabit por segundo (Mbps), enquanto o bluetooth 2.0 pode administrar até 3 Mbps. O bluetooth 2.0 é compatível com os dispositivos 1.0 precedentes. Em agosto de 2007, foi padronizada a versão 2.1+EDR (Enhanced Data Rate), que facilita o processo de pareamento (pairing) e aumenta a segurança das conexões.

Por que o nome bluetooth?
Harald Bluetooth foi rei da Dinamarca no final dos anos 900. Ele conseguiu unir a Dinamarca e parte da Noruega num reino e então introduziu o Cristianismo na Dinamarca. Ele deixou um grande monumento, a pedra rúnica Jelling, em memória de seus pais. Bluetooth morreu em 986 durante uma batalha com seu filho, Svend Forkbeard. A escolha desse nome para o padrão indica a importância das companhias da região Nórdica (que inclui países como a Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia) para a indústria de comunicações, mesmo que o nome informe muito pouco sobre a tecnologia.

6453 – Tecnologia – Como funciona o controle remoto?


Quando surgiram, os primeiros controles remotos eram equipamentos de rádio freqüência que dirigiam navios alemães para colidirem com barcos aliados durante a Primeira Guerra Mundial. Foi durante a Segunda Guerra que os controles remotos detonaram bombas pela primeira vez. Com o fim da grande guerra, os cientistas tinham uma tecnologia brilhante e nenhum lugar para aplicá-la. Mais de sessenta anos depois, muitas pessoas passam horas procurando pelo controle remoto antes de lembrar que existem botões na TV.
A tecnologia dominante nos controles remotos de home theaters é o infravermelho (IR). A luz infravermelha é também conhecida como “calor”. A premissa básica no funcionamento de um controle remoto IR é o uso da luz para levar sinais entre um controle remoto e o aparelho a que ele controla. A luz infravermelha está na faixa invisível do espectro eletromagnético.
Um controle remoto IR (o transmissor) envia pulsos de luz infravermelha que representam códigos binários específicos. Estes códigos binários correspondem a comandos, como liga/desliga e aumentar o volume. O receptor IR na TV, ou outro aparelho, decodifica os pulsos de luz em dados binários (uns e zeros) que o microprocessador do aparelho pode entender. O microprocessador realiza então a tarefa correspondente.

Para termos uma idéia melhor de como o processador funciona, olharemos o interior de um controle remoto comum. As partes básicas envolvidas no envio de um sinal IR incluem:

botões
circuito integrado
contatos dos botões
diodos emissores de luz (LEDs)

Para saber mais sobre as partes de um circuito interno de um controle remoto, confira o artigo O interior de um controle remoto de TV.
Os componentes do equipamento receptor do infravermelho estão situados na parte frontal do equipamento, onde podem receber facilmente o sinal vindo do controle remoto.
Provavelmente, você já notou que alguns controles remotos funcionam apenas quando os apontamos diretamente para o receptor do aparelho controlado, enquanto outros funcionam quando você aponta na direção aproximada do receptor. Isto se relaciona com a potência do LED transmissor. Um controle remoto com mais de um LED e/ou um LED particularmente potente produz um sinal mais forte e espalhado.
Agora vamos descobrir como estas partes funcionam juntas para permitir que impulsos de luz mudem o canal do decodificador.

Apertar um botão de um controle remoto coloca em movimento uma série de eventos que faz com que o aparelho controlado realize um comando. O processo funciona mais ou menos assim:
Você aperta o botão “aumentar volume” em seu controle remoto, fazendo com que esse botão toque o contato sob ele, fechando o circuito “aumentar volume” na placa de circuitos. O circuito integrado detecta isso.
O circuito integrado envia o comando binário “aumentar volume” ao LED na frente do controle remoto.
O LED envia uma série de pulsos de luz que correspondem ao comando binário “aumentar volume”.
Um exemplo de código de controle remoto é o protocolo Sony Control-S, usado pelas TVs Sony e inclui os seguintes comandos binários de 7 bits:
Quando o receptor infravermelho na TV capta o sinal do controle remoto e verifica no código recebido se o sinal se destina a essa TV, ele converte os pulsos de luz de volta em sinal elétrico para 001 0010. Depois, ele passa o sinal ao microprocessador, que aumenta o volume. O comando “parar” avisa o microprocessador que ele pode parar de aumentar o volume.

Os controles remotos infravermelhos já estão no mercado há 25 anos. Mas, apesar disso, têm algumas limitações relacionadas à natureza da luz infravermelha. Primeiro, eles têm um alcance de apenas 10 metros e exigem linha de visada. Isso significa que sinais infravermelhos não são transmitidos através de paredes nem fazem curvas – é preciso uma linha reta até o aparelho que se está tentando controlar. Além disso, a luz infravermelha é tão comum que as interferências podem ser um problema com controles remotos IR.

Veja algumas fontes de luz infravermelha usadas diariamente:

luz do sol
lâmpadas fluorescentes
corpo humano
Para evitar interferências causadas por outras fontes de luz infravermelha, o receptor infravermelho em uma TV responde a apenas um comprimento de onda particular de luz infravermelha, normalmente 980 nanômetros. Há filtros no receptor que bloqueiam a luz de outros comprimentos de onda. Além disso, a luz do sol pode confundir o receptor porque possui luz infravermelha no comprimento de onda de 980 nm. Para solucionar esta questão, geralmente, a luz de um controle remoto IR é modulada a uma freqüência não presente na luz do sol e o receptor apenas responde à luz modulada a 980 nm nessa freqüência. O sistema não funciona com perfeição, mas diminui muito as interferências.
Ainda que os controles remotos infravermelhos representam a tecnologia dominante em aplicações de home theater, há outro nicho específico em controles remotos que funcionam com ondas de rádio em vez de ondas de luz. Se você abrir sua garagem com controle remoto, por exemplo, tem um controle remoto RF.

Controles remotos de rádio-freqüência (RF) são muito comuns. Controles remotos de portas de garagens, controles para alarmes de carros e brinquedos controlados por rádio sempre usaram controles remotos a rádio e a tecnologia também está começando a surgir em outras aplicações. Eles não são comuns em aparelhos de home theater (com a exceção de extensores RF, que veremos na próxima seção), mas você achará controles remotos RF controlando certos receptores de TV via satélite e sistemas de som avançados. Você também encontrará controles remotos baseados em Bluetooth que controlam laptops e telefones inteligentes.
Em vez de enviar sinais de luz, um controle remoto RF transmite ondas de rádio que correspondem a um comando binário referente ao botão que você está apertando. Receptores de rádio de aparelhos controlados, recebem um sinal, que é decodificado. O problema com esse tipo de controle é a quantidade de sinais de rádio puros, invisíveis no ar, a qualquer hora. Telefones celulares, walkie talkies, conjuntos WiFi e telefones sem fio estão todos transmitindo sinais de rádio em freqüências variáveis. Os controles remotos RF lidam com o problema da interferência, transmitindo uma freqüência de rádio específica e embutindo códigos de endereços digitais nos sinais de rádio. Isto permite que o receptor de rádio no aparelho de destino saiba quando responder ao sinal e quando ignorá-lo.

A maior vantagem dos controles remotos com freqüência de rádio é seu alcance: eles podem transmitir a até 33 m do receptor (o alcance do Bluetooth é mais curto) e sinais de rádio podem atravessar paredes. É por esse benefício que agora é possível encontrar controles remotos IR/RF para componentes de home theater. Estes controles usam conversão RF para IR para aumentar o alcance de um controle remoto infravermelho.

6452 – Astronáutica – Telepatia no vôo da Apolo 14


Os pioneiros do programa espacial, estavam tateando os limites da resistência humana. Mesmo no histórico projeto Apolo, cada missão vinha cheia de riscos.
O presidente Richard Nixon tinha no bolso um discurso pronto caso os primeiros homens a andarem na superfície da Lua – Neil Armstrong e Buzz Adrin – não conseguissem voltar.
O maior risco era de que o módulo lunar não conseguisse decolar da Lua depois das 22 horas que os astronautas teriam passado no Mar da Tranquilidade.
O segundo homem na Lua, Buzz Aldrin, disse que, graças ao treinamento e à concentração, não teve medo.
A criatividade humana e a curiosidade não têm limite.

O homem vai buscar sempre novas fronteiras espaço afora, cérebro adentro.
Ed Mitchell, astronauta da Apolo 14, diz que fez algumas experiências de telepatia no tempo livre, antes de dormir.
Eram 15 minutos por dia. Esses exercícios já eram feitos em laboratório. Ele queria ver se a distância de 300 mil quilômetros da Terra faria alguma diferença.
Ele usou cartas com símbolos e números.

Ele se concentrava e tentava adivinhar que carta era. Ao voltar, discutiu a experiência com matemáticos para checar a probabilidade de acerto.

Ed Mitchell disse que até que conseguiu bons resultados. Ele acertou algumas cartas cuja chance de acertar era uma em cada 3 mil.
Cada cientista, cada sonhador, desenvolve dentro da cabeça os projetos do futuro.
O avanço é coletivo. Para uma mente criativa e um espírito determinado, nenhum obstáculo dura muito tempo.

6451 – Bluetooth na mente – O que é a Telepatia?


É definida na parapsicologia como a habilidade de adquirir informação acerca dos pensamentos, sentimentos ou atividades de outra pessoa, sem o uso de ferramentas tais como a linguagem verbal, corporal, de sinais ou a escrita.
O termo foi usado pela primeira vez em 1882 por Fredric W. H. Myers, fundador da Society for Psychical Research (Sociedade para Pesquisa Psíquica), substituindo expressões como transferência de pensamento. A telepatia é considerada uma forma de percepção extra-sensorial ou anomalia cognitiva, e é freqüentemente relacionada a vários fenômenos paranormais tais como premonição, clarividência e empatia
Embora muitos experimentos científicos sobre a telepatia tenham sido realizados, incluindo aqueles feitos recentemente por universidades respeitáveis nos Estados Unidos (alguns com resultados positivos), a existência da telepatia não é aceita pela maioria dos cientistas. Mesmo com todas pesquisas e estudos relativos aos assuntos psiônicos, as evidências existentes ainda não tem o peso (valor) suficiente para que seja aceita a existência do fenômeno, até que seja possível comprovação científica a respeito do mecanismo do fenômeno. Deve-se questionar, neste sentido, quais são os fatores que contribuem para que uma determinada teoria seja aceita enquanto científica e não outras. Em ciência, assim como em toda área do conhecimento, sempre estão em pauta interesses que escapam meramente do campo “científico”, tais como interesses financeiros, econômicos, políticos e ideológicos.

Diferente da maioria das outras ocorrências aparentemente sobrenaturais, a menção da telepatia é bastante comum em textos históricos. Na Bíblia, por exemplo, alguns profetas são descritos como tendo a habilidade de ver o futuro (precognição), ou conhecer segredos íntimos das pessoas sem que as mesmas os tenham dito. Na Índia também existem diversos textos falando sobre a telepatia como uma sidhi, adquirida pela prática do ioga etc. Mas o conceito de receber e enviar mensagens entre pessoas parece ser algo relativamente moderno. Neste conceito existe um emissor e um ou vários receptores.
Os cientistas ocidentais que investigam a telepatia geralmente reconhecem que o seu estudo começou com o programa de pesquisa da Society for Psychical Research (Sociedade para Pesquisa Psíquica). O ápice de suas investigações foi o relatório publicado em 1886 em dois volumes ‘Phantasms of the Living (Fantasmas Vivos). Foi neste trabalho que o termo “telepatia” foi introduzido, substituindo o termo anterior “transferência de pensamento”. Embora muito das investigações iniciais consistiam de uma grande reunião de artigos anedóticos com investigações a serem realizadas à posterior, eles também conduziram experimentos com algumas dessas pessoas que reivindicavam ter capacidades telepáticas. No entanto, seus protocolos experimentais não eram muito respeitáveis como são os padrões atuais.
Em 1917, o psicólogo John E. Coover da Universidade de Stanford conduziu uma série de provas de telepatia envolvendo transmitir/adivinhar cartões de jogo. Seus participantes eram capazes de adivinhar a identidade de cartões com probabilizade de 160 a 1; no entanto, Coover não considerou os resultados serem suficientemente significativos para se ter um resultado positivo.
Talvez a mais conhecidas experiências de telepatia foram as realizadas por J. B. Rhine e seus sócios na Universidade de Duke, começando em 1927 usando “os diferenciados Cartões ESP” de Karl Zener (veja também Cartões de Zener). Os protocolos experimentais, eram mais sistemáticos, e rigorosos do que aqueles do século XIX, verificando as habilidades dos participantes antes que esses que reivindicassem ter supostamente esta capacidade excepcional acima da “média” , e usando os novos avanços no campo de estatística para avaliar resultados. Os resultados destes e outras experiências foram publicadas por Rhino no seu livro “Percepção Extra Sensorial”, que popularizou o termo “ESP”.

Em geral, teóricos psi fizeram analogias gerais e pouco específicas sobre o “inaceitável desconhecido” da religião e parapsicologia, e o “aceitar do desconhecido” nas ciências quânticas. Os exemplos claros são as teorias do princípio da incerteza e do embaraço quântico (conexões que permitem interação aparentemente instantânea) da mecânica quântica. Estas teorias cientificamente validadas aparecem questionar elementos da física clássica como o feito da causa e efeito e a impossibilidade de verdade ação a distância — os mesmos elementos da ciência que a telepatia pareceria transgredir.
No entanto, físicos declaram que esse efeitos mecânicos da teoria quântica só se aplicam em escalas de universo nano métrico, e desde que os componentes físicos da mente são todos muito maiores, estes efeitos de quantum devem ser insignificantes. Alguns físicos, tal como Nick Herbert , ponderou se os efeitos mecânicos quanticos permitiriam formas de comunicação, talvez incluindo a telepatia, isso não dependente de mecanismos “clássicos” tal como radiação eletromagnética. As experiências foram conduzidas (por cientistas tal como Gao Shen no Instituto de Física de Quantum em Pequim, China) estudando se o embaraço quantico podem ser verificados entre mentes humanas. Tais experiências normalmente incluem controlar os padrões sincrônicos do EEG entre duas mentes hipoteticamente “conectadas”. Até aqui, nenhuma evidência conclusiva foi revelada.

6450 – Mega Memória – Uma conta pendurada no Iraque


A mega sucata da Mendes JR, que jazia no deserto do Iraque dividia o governo. O “dono do pepino” de 230 milhões de dólares era o Banco do Brasil, que comprou o maquinário e alugou, de volta, para a empreiteira. O banco tentava receber o seguro do IRB, outra estatal, mas este órgão dizia que o BB deveria executar a Mesdes JR por não pagar o aluguel. Todos queriam pendurar a conta no fundo da ONU para cobrir os prejuízos da Guerra do Golfo.

Um Pouco +
A dívida de 188 milhões de dólares é resultado das prestações de serviços da empresa no Iraque, a pedido do governo brasileiro. A Mendes Júnior prestou serviço no Iraque no início da década de 70 para equilibrar a balança comercial do Brasil, já que o país estava em déficit em razão da alta dos preços do petróleo. Seu objetivo era participar na construção da ferrovia Bagda-Al Q´Aim-Akasat, mas acabou tendo prejuízo por causa da guerra Irã-Iraque. Como o Brasil ainda dependia do petróleo iraquiano, o Banco do Brasil ofereceu créditos para a empresa continuar em território estrangeiro. A invasão no Kweit paralisou as obras, ocasionando mais prejuízos, que seriam reduzidos caso fosse cumprida a promessa de indenização do já falecido presidente Saddan Hussein.

6449 – Audio Tecnologia – As Caixas Acústicas


O carro está bem equipado, só falta escolher boas músicas

Para um perfeito funcionamento dos subwoofers, a instalação em caixas acústicas deve ser adequada às suas características. A caixa acústica permite ao alto-falante trabalhar em condições ideais, reproduzindo sons com eficiência e qualidade, sem riscos de danos por excesso de excursão. Uma caixa acústica corretamente projetada e construída realça a performance do subwoofer, aumentando a intensidade do som, obtendo um controle de excursão e uma boa resposta.
O cálculo da caixa acústica deve levar em conta os parâmetros Thiele-Small do alto-falante, bem como o resultado final que se deseja. Os graves bem pronunciados e até um pouco retumbantes, o tipo, o tamanho da caixa acústica e sua sintonia são diferentes, variando de acordo com o gosto particular de cada um. Por esse motivo existem vários tipos de caixas acústicas. As mais comuns são: SELADA (closed), DUTADA (vented) e

BAND-PASS.
A escolha de uma caixa acústica depende de sua utilização. Para tanto, deve se levar em consideração as características de cada caixa. Suas características são:

Selada – Excelente resposta a transientes, resposta de freqüência plana, baixa distorção em toda faixa, alta potência, ideal para quem deseja um grave puro e profundo.

Dutada – Resposta de graves estendida, alto SPL, boa resposta a transientes, baixa distorção na freqüência de sintonia, ideal para quem deseja graves reforçados.

Band-pass – Resposta de graves estendida, banda de freqüência definida. Boa resposta a transientes.

CUIDADOS NA CONSTRUÇÃO DE UMA CAIXA ACÚSTICA

Na hora de construirmos uma caixa acústica, devemos sempre estar atentos a alguns detalhes. Estes detalhes fazem a diferença entre um som bom ou ruim, forte ou fraco, etc.
Existem alguns pontos que sempre devem ser levados em conta.

A caixa deve ser construída com madeira de espessura suficiente para garantir que as paredes não vibrem. Uma sugestão seria o uso de no mínimo 15mm.
Deve-se vedar todos os cantos da caixa com silicone ou material semelhante.
É aconselhável o uso de matérias como: Underseal (emborrachamento), Manta Asfáltica , etc. Isto garante uma maior rigidez a caixa.
A junção entre o alto-falante e a caixa deve ser bem vendada, com materiais como silicone, massa de calefatar, etc.
Deve-se utilizar caixas que possuam o menor número de paredes paralelas, ou seja, uma caixa do tipo trapézio, cilindro, etc. Caixas com paredes paralelas podem apresentar problemas de cancelamento (perda de eficiência).

INFLUÊNCIA DA IMPEDÂNCIA DO ALTO-FALANTE NA POTÊNCIA DO AMPLIFICADOR

A maneira como utilizamos os alto-falantes pode implicar em ganhos ou perdas de potência de um amplificador. Um ganho de potência pode ser conseguido através de um baixo valor de impedância. Para que possamos explicar melhor o que ocorre, vamos verificar este exemplo, onde temos os seguintes equipamentos:
1 alto-falante com impedância de 2 ohms
1 alto-falante com impedância de 4 ohms
1 alto-falante com impedância de 8 ohms
1 Amplificador de um canal com potência de 100 Wrms em 4 Ohms
Para analisarmos as diferentes formas em que o amplificador irá trabalhar, utilizaremos as seguintes fórmulas:

P = T ² / Z P = T x I P = I ² x Z

P = Potência (Watts)
T = Tensão (Volts)
I = Corrente (Amperes)
Z = Impedância (Ohms)

Primeiramente devemos calcular o valor da tensão de saída deste amplificador, para que possamos verificar os diferentes valores de potência apresentados pelo amplificador de acordo com a impedância que teremos na saída.
O fabricante deste amplificador nos fornece a informação de que teremos 100 Wrms quando utilizarmos uma impedância de 4 ohms na saída. Jogando estes dados na primeira fórmula teremos:

100 = T ² / 4
T ² = 100 x 4 = 400
T = 20 Volts

Como o valor da tensão de saída do amplificador é constante e já o temos calculado, podemos encontrar os diferentes valores de potência para cada valor de impedância:

Para o alto falante com impedância de 4 Ohms
P= (20×20) / 4 = 400/4 = 100 Wrms

Para o alto falante com impedância de 2 Ohms
P= (20×20) / 2 = 400/2 = 200 Wrms

Para o alto falante com impedância de 8 Ohms
P= (20×20) / 8 = 400/8 = 50 Wrms

Com isso, podemos chegar à conclusão de que a medida que diminuímos a impedância, automaticamente o amplificador aumenta sua potência.
Por outro lado existe um limite, que é exatamente o ponto em que se pode ocasionar a queima de um amplificador. Isso ocorre porquê ao diminuirmos a impedância fazemos com que o amplificador forneça o máximo de potência, resultando em altos valores de corrente na saída do amplificador.
Para utilizarmos corretamente o equipamento a dica é conferir sempre a impedância mínima de saída do amplificador (bridge e estéreo) e a impedância de cada alto-falante, evitando assim futuros problemas.

Fonte: Bravox

6448 – Som Automotivo – Para que servem os capacitores especiais para caixas automotivas?


Acredite, este mega capacitor tem 1 Farad!

Os capacitores de reforço como são denominados estes componentes são capacitores com uma grande capacitância (milhares de micro-fards) colocados em paralelo com o amplificador. O propósito de fazer isso é prover uma espécie de reserva de energia de onde o amplificador pode rapidamente consumi-la quando este precisar (por exemplo, durante um som grave). A teoria elétrica é que quando o amplificador tenta “puxar” uma grande corrente, não somente a bateria é relativamente devagar para responder, mas a voltagem no amplificador será um pouco abaixo que a voltagem da bateria propriamente dita (isto é chamdado de “queda de linha”).

Um capacitor no amplificador carregado pela voltagem da bateria irá tentar estabilizar o nível de voltagem no amplificador, descarregando corrente no amplificador. Uma outra forma de se pensar sobre isso é que o capacitor em paralelo com a carga age como se fosse um filtro passa-baixa, e a queda de voltagem no amplificador aparece como uma onda alternada imposta sobre uma tensão contínua. O capacitor então irá tentar filtrar esta onda alternada, deixando a tensão continua pura para o amplificador.
Portanto quando você tem problemas com as luzes do seu carro que diminuem de intensidade quando você aumenta o volume e os sons graves começam e você não quer mexer no seu alterador, uma solução pode ser o capacitor de reforço. O tamanho de capacitor é determinado pela seguinte formula: 1Farad para cada 1000 Watts. Por exemplo, um sistema com 300 Watts de potência irá precisar um capacitor de 0,3 Farads ou 300.000 mF (micro-Farads). Para instalar o capacitor, você não deve simplesmente instalar o mesmo junto a fiação de força do seu amplificador, pois este vai puxar uma quantidade muito grande de corrente do seu amplificador e pode queimar os fusíveis.

Para instala-lo corretamente, você deve colocar um resistor de alta potência e de baixo valor (por exemplo 25 ohms e ½ Watt de potência) ou uma lâmpada de teste de 12V entre a fiação de alimentação do amplificador e o capacitor, e então com isso o capacitor irá se carregar. Com a utilização da lâmpada, você pode desconectar os fios após a mesma ter se apagado, remova com muito cuidado os cabos de alimentação do capacitor e tome cuidado para não encostar as mãos nos terminais do capacitor. Após isso, você pode instalá-lo definitivamente, o mais próximo o possível do amplificador e assim usufruir de todos os benefícios do capacitor com graves consistentes e sem efeitos pisca-pisca nas luzes do seu carro.

6447 – Medicina – A Apnéia do Sono


Trata-se de uma desordem do sono caracterizada pela suspensão da respiração durante o sono pela língua,que inibe a passagem de ar ao nível da garganta. Estes episódios de apneia (do grego em grego: ἄπνοια (ápnoia), falta de respiração) podem durar alguns segundos, por tempo suficiente para que uma ou mais respirações sejam perdidas, após os quais é retomada a respiração normal, e ocorrem repetidamente durante o sono. A definição padrão de qualquer evento apneico inclui um intervalo mínimo de 10 segundos entre as respirações, com despertar neurológico (monitorado por EEG) ou dessaturação da oxiemoglobina de mais de 3-4%, ou ambos. Na maior parte das vezes, as apneias não são suficientes para despertar a pessoa, mas há uma alteração no padrão de sono, passando do sono profundo para um sono mais superficial. Como este sono não é repousante, as manifestações típicas são uma sensação de “noite mal dormida” ao despertar, assim como fadiga e sonolência durante o dia. A apneia do sono é diagnosticada com um teste chamado polissonografia, ou “estudo do sono”.
Níveis clinicamente significativos de apneia do sono são definidos como cinco ou mais episódios por hora de qualquer tipo de apneia (pela polissonigrafia). Existem três formas distintas de apneia do sono: central, obstrutiva e mista, ou complexa (i.e., uma combinação da central e obstrutiva), constituindo 0.4%, 84% e 15% dos casos respectivamente. Na apneia do sono do tipo central, a respiração é interrompida pela “falta de esforço respiratório”; na apneia do sono do tipo obstrutivo, a respiração é interrompida por um bloqueio físico ao fluxo aéreo “apesar de esforço respiratório”. Na apneia do sono complexa (ou mista), há uma transição de características centrais para obstrutivas durante os eventos.
Os primeiros relatos na literatura médica do que hoje é chamado de apneia obstrutiva do sono datam de 1965, quando foi independentemente descrito por pesquisadores franceses e alemães. Entretanto, o quadro clínico dessa condição já era reconhecido há bastante tempo como um traço pessoal, sem uma compreensão do processo patológico. O termo Síndrome de Pickwick, que é algumas vezes usado para a síndrome, foi cunhado pelo médico famoso do século 20 William Osler, que deve ter sido um leitor de Charles Dickens. A descrição de Joe, “o garoto gordo” no romance de Dickens “The Pickwick Papers”, é uma figura clínica acurada de um adulto com síndrome da apneia do sono obstrutiva.
Os primeiros relatos na literatura médica descreviam indivíduos que eram muito gravemente afetados, frequentemente se apresentando com hipoxemia grave, hipercapnia e insuficiência cardíaca congestiva. Traqueostomia era o tratamento recomendado e, ainda que pudesse salvar a vida do paciente, as complicações no estoma eram frequentes nesses indivíduos muito obesos e de pescoço curto.
O manejo da apneia obstrutiva do sono foi revolucionado com a introdução do CPAP, primeiramente descrito em 1981 por Colin Sullivan e associados em Sydney, Austrália. Os primeiros modelos eram volumosos e barulhentos, mas o design foi rapidamente melhorado e, no final da década de 1980, CPAP foi amplamente adotado. A disponibilidade de um tratamento efetivo estimulou uma busca agressiva por indivíduos afetados e levou ao estabelecimento de centenas de clínicas especializadas dedicadas ao diagnóstico e tratamento de distúrbios do sono. Embora muitos tipos de problemas do sono sejam reconhecidos, a vasta maioria de pacientes que procuram esses centros têm problemas com sono relacionados à respiração.

Causas prováveis

Sexo masculino
Avançar da idade
Aumento do Índice de Massa Corporal (IMC)
Obesidade central
Aumento da complacência das vias aéreas superiores por:
Uso de drogas miorrelaxantes, álcool, sedativos
Aumento da circunferência do pescoço
Tabagismo (ativo e passivo)
Na infância:
Hipertrofia de tecido linfóide das vias aéreas superiores (adenoides e amígdalas)
Malformações congênitas (síndromes genéticas, micrognatia, retrognatia)

O fechamento parcial das vias aéreas superiores é definido como hipopneia, enquanto que o fechamento total constitui uma apneia. Nos fechamentos parciais, temos como principal manifestação o ronco, devido à produção de som pelo turbilhonamento alterado do ar expirado. Existe um espectro de doença desde o ronco normal e assintomático até o quadro completo de SAHOS. O ronco pode preceder e evoluir para SAHOS, sendo que a obesidade e o envelhecimento contribuem para isso.

O diagnóstico da apneia do sono é feito através de polissonografia. Fale com o seu médico.
O principal sintoma da apneia do sono é a sonolência intensa durante o dia. Esta sonolência pode levar a acidentes de automovel ; ao sono intenso em horas inadequadas, como no trabalho ou na sala de aula. As outras manifestações da doença incluem o ronco (com pausas respiratórias, as apneias); e dificuldade de manter a concentração e a atenção pela sonolência diurna. Ao dormir, têm também movimentos muito frequentes, durante toda a noite, associados às pausas respiratórias (apneias). (CAPLES, 2005; REIMÃO, 1996)
As apneias podem ser classificadas como obstrutivas, centrais ou mistas:
Apneias obstrutivas: O diagnóstico clínico dos maiores especialistas do mundo é considerado correto em 50% dos casos, considerando uma prevalência de 5% da doença. O único método de diagnóstico conhecido é a polissonografia, que mede o número total de eventos de apneia + hipopneia por hora, o índice de apneia e hipopneia (IAH). Para um evento ser considerado como obstrutivo, é necessário haver aumento do esforço respiratório reflexo. Se o IAH for maior ou igual a cinco o paciente é considerado portador da síndrome da apneia obstrutiva do sono.
Apneias centrais: Ao contrário das apneias obstrutivas, não há esforço respiratório reflexo durante as apneias ou hipopneias, e sua etiologia também parece ser bem distinta.
Apneias mistas: Possuem componentes tanto obstrutivos quanto centrais.
A gravidade da SAHOS é classificada conforme o índice de apneia e hipopneia (IAH – número de hipopneias e apneias por hora):
de 10-15: leve;
de 15-30: moderado;
mais que 30: grave.

Tratamentos
Medidas gerais:
Redução do peso corporal;
Redução do consumo do álcool;
Tratamento de congestão nasal, rinite, sinusite;
Higiene do sono: antes de dormir evitar cigarro, álcool, bebidas com cafeína, exercícios intensos, refeições pesadas, medicamentos sedativos, evitar dormir de barriga para cima, dormir em horário constante.
Tratamento mecânico:
Uso de CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) ou BIPAP (Bilevel Positive Airway Pressure);
Aparelhos intra-orais.
Tratamento cirúrgico:
Cirurgia nasal;
Adenoidectomia;
Uvulopalatofaringoplastia;
Traqueostomia;

Doenças secundárias correlacionadas

Diabetes – 50% dos diabéticos têm apneia do sono .
Obesidade – 77% dos obesos têm apneia do sono.
Hipertensão – 35% dos hipertensos têm apneia do sono.
Insuficiência cardíaca – 50% dos pacientes com insuficiência cardíaca têm apneia do sono.
Infarto – 30% a 50% dos pacientes infartados têm apneia do sono.
Arritmia
Fibrilação atrial – 50% dos pacientes com fibrilação atrial têm apneia do sono.
AVC – 50% dos pacientes com AVC (Acidente Vascular Cerebral) têm apneia do sono.
Logo, sempre se deve avaliar a necessidade de fazer o exame de polissonografia para diagnóstico de apneia do sono nos pacientes com diabetes, obesidade, hipertensão, insuficiência cardíaca, infarto, fibrilação atrial, AVC ou acidente vascular cerebral (derrame cerebral).

Escola Paulista de Medicina

6446 – Sufoco também no interior-Ilhas de calor afetam cidades médias de SP


A formação de “ilhas de calor”, como é conhecido o fenômeno em que surgem zonas de temperatura anormalmente alta nas cidades, deixou de ser um problema somente para a população dos grandes municípios do país.
Uma pesquisa realizada por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) constatou que a existência do fenômeno é cada vez mais evidente também em cidades médias paulistas.
Segundo João Lima Sant’Anna Neto, professor do Departamento de Geografia do campus de Presidente Prudente (noroeste do Estado), um levantamento feito em 14 cidades verificou que houve aumento de 1ºC na temperatura nos últimos 49 anos.
Além disso, cresceu 34% o número de dias quentes (temperatura acima de 30ºC) por ano nesses municípios.
estudo avaliou dados da estrutura térmica de 14 municípios do Estado, que possuem estações certificadas pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) ou pela Esalq-USP, desde 1960.
Todas são cidades de médio (caso de Sorocaba) e pequeno portes (São Simão).
O período das informações analisadas foi dividido em duas fases, de 1961 a 1990 e de 1991 a 2009. Segundo Neto, o trabalho verificou a intensificação das “ilhas de calor” nos 14 municípios.
Isso ocorreu até em Campos do Jordão, cidade paulista famosa pelo inverno. O município tinha 218 dias quentes no primeiro período e chegou a 241 no posterior.

Neto disse que esse fenômeno climático ocorre devido à pouca vegetação e à maior densidade de construções (residenciais, comerciais e industriais) nas cidades.

“É notório que as ‘ilhas de calor’ são verificadas com mais incidência em metrópoles, mas por meio do estudo percebemos que isso ocorre também em municípios menores. Basta verificar o aumento no número de dias quentes e elevação da temperatura”, afirma.

De acordo com o pesquisador, a temperatura do planeta subiu cerca de 1ºC nos últimos 130 anos. “Nas 14 cidades paulistas analisadas, essa elevação foi verificada em apenas 50 anos.”
“A elevação de dias quentes é um problema, pois gera aumento no consumo de água, eleva gastos com energia elétrica e provoca maior incidência de doenças vinculadas ao calor, como problemas relacionados ao aparelho circulatório”.