6445 – Zoologia – A Sucuri


A sucuri ou anaconda é uma cobra sul-americana da família Boidae, pertencente ao género Eunectes. Tem a fama de ser uma cobra enorme e perigosa.
Existem quatro espécies, das quais as três primeiras ocorrem no Brasil:
Eunectes notaeus, a sucuri-rosa, menor e endêmica da zona do Pantanal;
Eunectes murinus, a sucuri-preta, maior e mais conhecida, ocorrendo em áreas alagadas da região do cerrado e da Amazônia, sendo que, neste último bioma, os animais costumam alcançar tamanhos maiores;
Eunectes deschauenseei, a sucuri-transparente, endêmica da Ilha de Marajó; e a
Eunectes beniensis, a sucuri-da-globo.
São ainda conhecidas como arigbóia, boiaçu, boiçu, boiguaçu, boioçu, boitiapóia, boiuçu, boiuna, sucuriju, sucurijuba, sucuriú, sucuruju, sucurujuba e viborão.

A sucuri pode viver até 30 anos, e é a segunda maior serpente do mundo (dados baseados nas cobras já encontradas pelos seres humanos, não sendo de total afirmação); perdendo apenas para a píton-reticulada. As fêmeas são maiores que os machos, atingindo maturidade sexual por volta dos seis anos de idade. Há muitos contos sobre ataques destas serpentes a seres humanos, no entanto, a maioria dos casos são fictícios, principalmente no que se diz respeito ao seu tamanho real. Muitos admitem terem sido atacados por espécies com mais de 10 metros. Os registros confirmados das maiores chegam em torno de 8 metros. A maior sucuri da qual se tem registro por fonte confiável, foi a encontrada no início do século XX, pelo marechal Cândido Rondon, que media 11 metros e 60 centímetros.
Quanto aos ataques, existem alguns registros de vítimas fatais humanas, por exemplo, o famoso caso de um índio de 12 anos que foi devorado na década de 1980 por uma sucuri de grande porte, bem como alguns adultos nativos que estavam embriagados a beira do rio, e foram sufocados ou afogados antes de serem devorados. Estes casos foram fotografados e hoje as imagens são vendidas como suvenir na rodoviária de Ji-Paraná.

Originária nas regiões tropicais da América do Sul, no leste dos Andes, e principalmente na Bacia Amazônica e nas Guianas. Gosta de ambientes semi-aquáticos e pode ser encontrada nos grandes rios.
Ela é carnívora e se alimenta de mamíferos como capivaras, veados, cutias, podendo até matar um jacaré por asfixia. Quando apanha a presa, tenta levá-la para a água e matá-la por afogamento. Quando sofre um ataque e não pode fugir nadando, morde para se defender. A sucuri tem os mesmos hábitos dos outros constritores (cobras que apertam suas vitimas).
Grande e noturna, a sucuri geralmente vive sozinhas nas florestas e matas tropicais da América do Sul. Seu habitat são os pântanos ou os galhos baixo das arvores próximas da água parada. Dependendo de onde viva, alimenta-se de peixes, pequenos mamíferos ou aves.
Ela fica a espreita de sua vitima, geralmente a presa e puxada para dentro da água depois de ser segura pela boca da cobra. Na água a vitima é sufocada por uma serie de constrições e afogada até morrer, mas a vitima não é reduzida a uma geléia antes de ser comidas, como muitos acreditam. Muitas lendas são contadas, inclusive que a Sucuri quebra ossos. Na verdade isso pode até acontecer, mas ela não faz propositadamente.
Não se descarta a possibilidade da Sucuri matar e comer um homem, mas até hoje todas as histórias envolvendo as Sucuris são falsas. As sucuris são serpentes muito primitivas, ainda apresentam vestígios das patas traseiras que seus ancestrais semelhantes a lagartos possuíam, que na maioria das outras serpentes já desapareceu. Apresentam-se como dois pequenos espinhos próximos à cloaca, e geralmente são um pouco maiores nos machos. Por dentro, há vestígios dos ossos da bacia, sem nenhuma função.

O animal possui hábitos solitários, sendo por isso, difícil de ser observado. Uma característica da sucuri é permanecer parcialmente escondida na água, o que dificulta precisar e documentar um exemplar maior que o recorde atual.
Geralmente pesa cerca de 30 a 90kg, mas pode chegar a 250kg. As sucuris têm um corpo verde-escuro, com manchas ovais pretas.

Comprimento: Mede geralmente entre quatro metros e meio a nove metros podendo chegar até doze metros.

Reprodução: Vivípara, nascendo entre 10 e 20 filhotes no início da estação chuvosa.

Comprimento do filhote: 15 a 45cm

Distribuição: Ocorre em toda a América do Sul

Habitat: Pântanos, rios, e lagoas.

Hábito: Diurno e crepuscular.

6444 – Estudos acham células-tronco em câncer


Por que um câncer pode voltar a crescer após um tratamento aparentemente bem-sucedido? Cientistas que assinam três trabalhos publicados ontem indicam que a chave do problema está nas células-tronco do tumor.
Nesses estudos, dois editados pela revista científica “Nature” e um pela “Science”, camundongos geneticamente modificados para que suas células-tronco ficassem coloridas e para que tivessem câncer foram usados para mostrar que é esse tipo de célula que comanda o processo de crescimento do tumor.
Por meio das marcações coloridas, um dos estudos traçou a “descendência” das células, que formam outras em um tumor de pele.
Em outro estudo, feito com camundongos com glioblastoma (tumor cerebral agressivo), a atuação das células-tronco foi confirmada por meio do uso de tratamentos.
Primeiro, os animais receberam uma droga de quimioterapia que é usada hoje contra esse tipo de tumor. O câncer diminuiu, mas voltou a crescer. Por meio de imagens de amostras desses tumores, os cientistas viram que as células-tronco estavam por trás da recidiva.
Os camundongos também foram tratados com um medicamento desenvolvido só para eles e que mata essas células-tronco. Dessa vez, o tumor foi erradicado.
De acordo com o biólogo Tiago Góss dos Santos, pesquisador do Hospital A.C. Camargo, os estudos dão força à ideia de que uma célula-tronco, quando se torna cancerosa, dá origem aos vários tipos de célula que compõem um tumor.
Em seu estado normal, as células-tronco, que estão presentes por todo o nosso organismo, têm funções importantes na regeneração, dando origem a novas células.
Para o oncologista, um próximo passo a ser dado é analisar em detalhes essas células-troncos tumorais para que seja possível criar drogas específicas para elas, que não afetem as células-tronco normais e necessárias.
A presença maior ou menor dessas células em um tumor também pode vir a mudar a classificação do potencial de risco da doença.

6443 – Vivo quer usar banda ultralarga para desenvolver sistema de TV pela internet


A Telefônica Vivo pretende usar a estrutura de banda larga de ultravelocidade para impulsionar a plataforma de IPTV (TV paga baseada em internet), disse o presidente da empresa.
“Nós temos já um projeto, que é trabalhar fortemente com a ‘ultrabroadband’ [banda ultralarga]… Essa plataforma é uma das plataformas fundamentais para se ter uma boa solução de IPTV, uma boa solução de televisão, além da ampliação dos meios convencionais de cabo”, afirmou a jornalistas, após participar de evento na sede da empresa, em São Paulo.
O executivo afirmou que a companhia está muito adiantada para o lançamento de uma plataforma potente de IPTV –que utiliza protocolo de internet para transmissão de conteúdo– para as suas redes de fibra e de cabo, que foi anunciado no último trimestre de 2011. Ele, no entanto, não detalhou os investimentos necessários para essa tecnologia.
A expectativa de analistas do mercado é de que a IPTV aumente a participação de mercado de companhias como a Telefônica e a Oi, que visam explorar fibra óptica para oferecer produtos de ponta.
Segundo o presidente da companhia, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) não pediu modificações no plano de investimentos e qualidade apresentado pela empresa à agência reguladora.
Apesar de não ter suas vendas suspensas pela Anatel como seus concorrentes Oi, Claro e TIM, a Vivo também teve que apresentar um documento com suas estratégias à agência reguladora.
“Nós estivemos na semana passada (em Brasília), e a Vivo estará fornecendo as informações que forem pedidas… O que a Anatel pediu depois da apresentação que fizemos foram informações mais detalhadas por Estado”, disse.
Sobre o impacto da suspensão das vendas das concorrentes na Vivo, Valente afirmou que “não é nada relevante”.
Representantes do setor afirmam que a nova geração de telefonia móvel demanda de três a quatro vezes mais antenas por conta da alta frequência (de 2,5 gigahertz) na qual o 4G inicialmente vai operar, que tem menor alcance.