6412 – Como será feita a reciclagem nos Jogos Olímpicos de Londres


Uma das metas de Londres nos jogos deste ano é ser a primeira Olimpíada sem desperdício – princípio que os organizadores chamam de Zero Waste Games (jogos de desperdício zero). Segundo números apresentados pela organização do evento, o equivalente a 79 mil piscinas olímpicas cheias de lixo vão para os aterros do Reino Unido todos os anos.
Uma das iniciativas são selos coloridos que virão nas embalagens fornecidas durante o evento para auxiliar o descarte correto pelos visitantes.
Embalagens com selo cor de laranja deverão ser descartadas nas lixeiras de mesma cor, reservadas para comida e embalagens com as quais é possível fazer compostagem, ou seja, que podem ser transformadas em adubo para plantas.
Os selos verdes direcionam os resíduos para a lixeira verde e estarão nas latas e embalagens de plástico, que podem ser recicladas e transformadas em novos produtos, assim como os papéis que o público precisar jogar fora. A organização afirma que todos os materiais de plástico descartados durante os jogos serão reciclados e transformados em novos materiais de consumo em um período de seis semanas.
As lixeiras de cor preta serão as menores. O site oficial do evento diz que “não serão as mais necessárias”. Estes selos indicam produtos que não são recicláveis (indicados em pacotes de batata frita e doces) e por isso vão direto para um aterro, onde serão usados para gerar energia.

6411 – Vacina contra dengue tem êxito em teste


A ciência parece finalmente ter conseguido uma vitória contra a dengue. Pela primeira vez, uma vacina contra a doença foi eficaz em testes com humanos.
Em um teste clínico com mais de 4.000 pacientes na Tailândia, uma vacina experimental produzida pela farmacêutica francesa Sanofi Pasteur conseguiu se mostrar eficiente contra três dos quatro sorotipos da dengue.
Segundo a empresa, os experimentos mostraram que houve uma resposta imune para os quatro tipos, mas ainda não foi possível bater o martelo quanto à eficiência de um deles.
O objetivo da fabricante é criar uma vacina que consiga imunizar contra todas as cepas virais.
Os testes com a imunização nesse sentido continuam, e há um estudo ainda mais abrangente, com cerca de 31 mil pessoas de vários países, inclusive do Brasil, em andamento.
A nova vacina usa um vírus atenuado, mas ainda vivo. Uma vez no corpo, ele não chega a provocar a doença, mas gera uma resposta do sistema imunológico, que começa a produzir anticorpos.
Se, no futuro, a pessoa for de fato infectada pela dengue, seu organismo já terá a defesa “memorizada”, o que evitará o avanço do vírus.
Nos testes, a imunização é feita em três doses, que devem ser tomadas com seis meses de intervalo.

Os resultados ainda são preliminares, mas já animaram os pesquisadores.
“A dengue não tem tratamento específico ou remédio que consiga eliminar o vírus. Basicamente, são feitos cuidados para manter o paciente bem até que o ciclo da doença termine”, diz uma médica, presidente da SPI (Sociedade Paulista de Infectologia).
“Por isso a vacina tem uma importância tão grande. Ela é algo que definitivamente nós estamos esperando há muito tempo”.

Por enquanto, os dados do estudo foram apenas divulgados pela fabricante, e não estão publicados em revista especializada. Segundo a Sanofi, isso deve acontecer até o fim deste ano.
A empresa também não informou quais foram os sorotipos com imunização eficaz.
“A vacina é um grande passo, mas é preciso que ela funcione para os quatro sorotipos”, diz Alberto Chebabo, infectologista do hospital universitário da UFRJ.

6410 – ☻Mega Byte – A Internet e a Procrastinação


Aquela olhadinha despretensiosa no Facebook pode consumir horas de trabalho. Segundo uma pesquisa divulgada recentemente, 62% das pessoas admitem que navegar na internet faz com que elas procrastinem, adiem tarefas profissionais e pessoais.
O estudo, coordenado pelo consultor em gestão do tempo Christian Barbosa, foi feito com cerca de 4.000 pessoas e publicado no livro “Equilíbrio e Resultado – Por que as Pessoas Não Fazem o que Deveriam Fazer?”
Na pesquisa, 71% dos entrevistados disseram deixar tudo para a última hora. “Eles reclamam de falta de tempo, mas perdem tempo em redes sociais”, diz Barbosa.
A internet não é a única culpada, mas é como se ela juntasse a fome com a vontade de comer: a preguiça com a oferta de algo divertido que exige pouco esforço. “Procrastinação sempre existiu, mas antigamente não tinha Skype e Facebook. Hoje a luta é mais severa, há mais coisas para nos sabotar”, afirma Barbosa.
Para a psicóloga Luciana Ruffo, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP, a internet é um “facilitador do ‘deixar para depois'” e, ao mesmo tempo, uma desculpa para o adiamento. “A culpa é da falta de vontade. O que eu quero mesmo, eu faço. Mas, na falta de vontade, como não priorizar o prazer?”
Mais de 86% dos entrevistados da pesquisa disseram que procrastinam as tarefas chatas; 51%, as longas.
Em primeiro lugar no ranking de atividades mais proteladas, nenhuma surpresa: exercício físico. Em segundo, leituras e, em terceiro, cuidados com a saúde.
“Quando as pessoas precisam adiar algo, elas adiam coisas pessoais. Muitas vezes são coisas vitais que a longo prazo podem até diminuir a expectativa de vida, como exercício físico”, diz Barbosa.
Nessa hora, a falta de cobrança externa conta bastante. Afinal, ninguém vai ser demitido por faltar à academia ou deixar de ler.
Outro problema é a aceitação das “desculpas emocionais”, de acordo com a psicóloga Rachel Kerbauy, professora aposentada da USP e uma das pioneiras no estudo do tema no Brasil.
“Sempre há uma desculpa pronta: está cansado, tem muita coisa para fazer… Falta planejamento e falta a pessoa aprender que, às vezes, para ganhar no futuro tem que perder a curto prazo.”
As atividades campeãs de procrastinação têm em comum os resultados demorados. “O reforço não é imediato. O Facebook me dá um retorno muito rápido. O prazer é instantâneo”, afirma uma psicóloga e pesquisadora da Unicamp.

Que preguiça, deixa pra depois!!!

6409 – Curiosidades tecnológicas “verdes” das Olimpíadas de Londres


Árvore Solar
Esqueça folhas verdes caindo no outono ou fazendo aquela sombrinha boa no verão. Esta árvore imita a natureza nas suas formas mas a função é outra: gerar energia e iluminar a cidade à noite.
As folhas high-tech são, na verdade, células fotovoltaicas para geração de energia solar. Os galhos e o caule são formados por lâmpadas de LED que acendem automaticamente quando escurece. De quebra, a invenção vem com um banco para quem quiser fazer uma pausa pra descanso. O poste arbóreo vai iluminar alguns pontos da cidade-sede até setembro.

Lixeira ultra-moderna
Jogar o lixo será uma diversão à parte. As chamadas “smart bins” (lixeira esperta) têm conexão wi-fi e duas telas de LCD, que mostram informações como previsão do tempo e valor de ações. E tem mais: são à prova de bomba.
Até o início dos jogos serão 100 unidades espalhadas pelas ruas londrinas. Será que chamar a atenção das pessoas para a lixeira pode fazê-las descartar de forma correta seus resíduos?

Cola contra poluição
Esta é resultado da tecnologia da indústria química, que está testando uma solução que tem a capacidade de atrair partículas de poeira e grudá-las no asfalto, como se fosse uma cola. A poeira pode sair com a água da chuva ou no contato com o pneu de carros. A ação vai ser testada até o início dos jogos e pode reduzir em até 10%a poeira no ar, segundo os defensores da ideia.
A medida, no entanto, sofreu diversas críticas. Um blog do site do jornal britânico The Guardian , por exemplo, publicou um artigo do grupo Climate Rush que questiona a eficiência da “cola”.

Vejamos seus argumentos:
“A imagem da cola antipoluição sendo passada nas ruas é ridícula. (…) É sério que esta é a política de Boris [prefeito da Londres]? Sério?”, escreveram. E deixaram para o prefeito a mensagem com o que parece ser uma solução bem mais razoável: “Implemente um estilo de baixa emissão como o de Berlim para a maior parte das áreas poluídas de Londres. O resultado serão menos carros e um ar melhor. Reduza o tráfego de veiculos oferecendo tarifas justas de transporte público à população. Invista em infraestrutura segura para ciclistas e enfrente a cultura do trânsito violento”. O grupo protestou com mensagens na rua:

The Gardian de Londres protesta

6408 – Você sabe o que são e para que servem as moedas sociais no Brasil?


Saracuruna, Palmas, Cocais, Mate, Maracanã. Esses são algumas das moedas, com nomes carregados de símbolos, que complementam a ação do Real no Brasil. O Banco Central contou uma centena de moedas, mas a especialista em moedas sociais Heloísa Primavera já identificou mais de 400.
Moedas complementares ou sociais são inventadas por uma comunidade, um bairro ou uma associação e surgiram a partir dos clubes de troca. Não valem como reserva de valor, portanto, mas apenas como meio de troca para se vender e comprar produtos ou serviços com um grupo ou em uma região delimitada.
O Banco Central dá o lastro da moeda, mantendo uma quantidade de dinheiro em Real disponível para troca no banco comunitário. Esse, por sua vez, é formado por pessoas do bairro e o grande responsável pela gestão da moeda complementar.
O grande trunfo da moeda social ou complementar é que ela faz a economia girar localmente, dando um gás na vida econômica de regiões pobres. Afinal, um bairro pobre não significa um bairro sem trabalhadores remunerados, certo? Com a moeda social, o trabalhador (que gastaria seu suado dinheirinho em um mercado de outro bairro mais comercial) prefere trocar seu Real pela moeda local e gastar a grana no seu próprio bairro. Ele faz isso porque os comerciantes que aceitam a moeda complementar dão um desconto (entre 5 e 15%) para quem compra com essa moeda.
O objetivo é é desenvolver o comércio local promovendo inclusão social (por isso as moedas são mais chamadas de “sociais” do que “complementares”). De quebra, o desenvolvimento local traz inúmeros benefícios para o meio ambiente, como, por exemplo, a menor emissão de gases-estufa, já que há menos deslocamentos.
Estudos da Universidade Federal da Bahia também atribuem às moedas locais o aumento da autoestima de bairros carentes. Segundo os pesquisadores, a moeda tem também um valor cultural e deixa a população mais orgulhosa do lugar onde vive. Um sentimento sem dinheiro – ou especulação imobiliária – que pague!

6407 – Mega Memória – Educação no Brasil: “Quadro negro” na década de 1990


Abandonadas à própria sorte, as professoras comprometiam ainda mais a qualidade do ensino básico. Na década de 1990, uma professora primária ganhava 1/4 a quantia que ganhava em 1968 e a metade do que ganhava um torneiro mecânico. Em tal situação, se via obrigada a fazer meio período como manicure ou vendedora para garantir seu sustento.
No nordeste, quase 20% dos professores de ensino fundamental, nem eles próprios haviam concluído, um absurdo. Nas universidades federais sobravam vagas nos cursos que formam professores, como o de Pedagogia. Candidatos não faltavam, mas o nível de instrução era tão baixo que não conseguiam aprovação. Quem tinha cacife para passar num vestibular, preferia carreiras como a de médico, engenharia eletrônica e especialista em processamento de dados.
O golpe mais que os professores sofreram foi a baixa de um grande aliado: a classe média, que tinha poder de influenciar a opinião pública e até a década de 70, matriculava seus filhos na escola do governo. Mas, nos anos seguintes e até os dias de hoje, o que mais lhes interessa é o aumento das mensalidades e só reparavam no ensino público quando a sua empregada carregava o filho ou a filha para o trabalho, porque os professores da escola haviam entrado em greve. O público de tais escolas passaram a ser então, a população mais pobre, cujo processo de apredizagem, prejudicado pela miséria era ainda mais difícil.
Um Brasil injusto com dois pesos e duas medidas.

6406 – Mega Sampa – Fim de uma lenda: Play Center Encerra as Atividades


Pais na faixa dos 30 e 40 anos que passaram boa parte da infância brincando no Playcenter levaram os filhos para conhecer o parque.
Todos os brinquedos apresentavam alguma fila –o Tsunami, por exemplo, com mais de cem pessoas às 17h30– e o clima geral era de nostalgia. Afinal, o parque, que encerra suas atividades amanhã, aos 39 anos de idade, era ponto obrigatório de excursões escolares e familiares de boa parte dos paulistanos.
Na véspera do fechamento, até as 17h, 5.088 ingressos tinham sido vendidos. O parque, que abre das 11h às 19h, tem capacidade para 12 mil.
A memória afetiva dos frequentadores mais exigentes cobrava a presença de brinquedos que sumiram ao longo dos anos, como a Montanha Encantada. Mas ainda estavam lá os tradicionais carrossel, carrinho bate-bate e trem-fantasma, ao lado de outros mais modernos, como a Looping Star (montanha-russa).

Um auxiliar de confeiteiro de 42 anos, um dos funcionários mais antigos, com 16 anos de casa, diz que quando o parque decidiu fechar as portas –para reabrir, em 2013, com outro formato–, avisou aos cerca de 400 funcionários, que ficaram “abismados”.

O parque brasileiro, localizado na cidade de São Paulo, foi Inaugurado em 27 de julho de 1973 e foi o primeiro grande parque de São Paulo sendo fundado com base nos parques das grandes cidades dos Estados Unidos da América e da Europa. Situado em uma área de 85 mil m², o parque recebe cerca de 1,6 milhão de pessoas anualmente.
O parque funcionava durante os meses de baixa temporada (janeiro a junho) de quinta a domingo, sendo quintas e sextas aberto exclusivamente para escolas e excursões. Durante a alta temporada (julho a dezembro) o parque funcionava de terça a domingo.
Com a construção do Hopi Hari (encomendada pelos próprios donos do Playcenter) o parque teve alguns de seus recordes batidos das atrações: Turbo Drop, Boomerang, Evolution, Waimea, entre outros.

O parque de 50 mil m² de área tinha 20 atrações, entre brinquedos giratórios, teleférico, splash e a Super Jet, a primeira montanha-russa do país.O empreendimento pioneiro logo se tornou cartão postal da cidade. Além dos brinquedos, fizeram sucesso também apresentações como o Orca Show, uma de acrobacias de golfinhos e baleias em um tanque (1985 a 1986), o Show dos Ursos, em que “ursos” animatrônicos cantavam e dançavam. Em 1988, foi realizada a primeira edição das Noites do Terror, que se transformaria no evento mais rentável do parque a partir da década de 1990. O parque foi criado pelo empresário boliviano Marcelo Gutglas, inspirado nos grandes parques de diversões da Europa e dos Estados Unidos da década de 70. Com o passar dos anos, foram incorporadas à lista de atrações montanhas russas mais modernas.
Em 1997, a GP Participações, que detinha 50% das ações do empreendimento, assumiu o controle da empresa. Apesar da aposta, o setor de parques de diversões como um todo decepcionou investidores nos anos seguintes, principalmente por conta da forte desvalorização do Real em 1999. E o Playcenter estava no meio da crise. Em dezembro de 2001, o parque tinha uma dívida de R$ 145,3 milhões.
A controladora decidiu, em 2002, vender o empreendimento, e Gutglas, que estava afastado desde 1997, retomou a direção com o objetivo de revitalizar o parque, que não recebia investimentos desde 1998. Sua estratégia envolveu corte de custos, ampliação de eventos e mudança de foco do público dos adolescentes para a família, além da compra de novos brinquedos.

Em 19 de março de 2012 foi noticiado que o parque ficará fechado a partir do dia 29 de julho até julho de 2013 (12 meses) para uma reforma e adoção de modelo inédito no Brasil. No lugar deste, o Grupo Playcenter afirmou que o novo parque será voltado ao publico infantil, com atrações temáticas, educacionais e interatividade. A quantidade de pessoas por dia será limitada de 12 para 4,5 mil pessoas por dia. Segundo o grupo, uma pesquisa feita em São Paulo apontou uma carência de espaços onde os pais possam brincar com seus filhos, que originou o novo conceito para o parque.