6405 – Mega Wise – Ptolomeu


Cláudio Ptolemeu ou Ptolomeu (em latim: Claudius Ptolemaeus; em grego: Κλαύδιος Πτολεμαῖος; 90 – 168), foi um cientista grego que viveu em Alexandria, uma cidade do Egito. Ele é reconhecido pelos seus trabalhos em matemática, astrologia, astronomia, geografia e cartografia. Realizou também trabalhos importantes em óptica e teoria musical.
Na época de Ptolomeu, a diferença entre astronomia e astrologia não era muito clara e, portanto, os estudos dessas áreas seguiam essa característica, diferente da concepção atual que distingue bem essas duas áreas.
O grande mérito de Ptolomeu foi, baseando-se no sistema de mundo de Aristóteles, fazer um sistema geométrico-numérico, de acordo com as tabelas de observações babilônicas, para descrever os movimentos do céu.
Ptolemeu nasceu em Pelusium, no Egito, e tornou-se um ilustre discípulo da escola de Alexandria. Existem dúvidas sobre o ano em que ele nasceu, com a data variando desde 10 d.C. até, segundo Luca Gauricus, o ano 747; mas as melhores estimativas são que ele nasceu por volta do ano 70, e floresceu durante os governos dos imperadores romanos Adriano e Antonino Pio.

A sua obra mais conhecida é o Almagesto (que significa “O grande tratado”), um tratado de astronomia. Esta obra, a síntese dos trabalhos e observações de Aristóteles, Hiparco, Posidônio e outros, é uma das mais importantes e influentes da Antiguidade Clássica, são treze volumes com tabelas de observações de estrelas e planetas e com um grande modelo geométrico do sistema solar, baseado na cosmologia aristotélica. Nela está descrito todo o conhecimento astronómico babilónico e grego e nela se basearam as astronomias árabes, indianas e europeias até o aparecimento da teoria heliocêntrica de Copérnico. No Almagesto, Ptolomeu apresenta um sistema cosmológico geocêntrico, isto é a Terra está no centro do Universo e os outros corpos celestes, planetas e estrelas, descrevem órbitas ao seu redor.[2] Estas órbitas eram relativamente complicadas resultando de um sistema de epiciclos, ou seja círculos com centro em outros círculos. Ptolomeu foi considerado o primeiro “cientista celeste”. No entanto, Ptolomeu foi duramente criticado por alguns cientistas, como Tycho Brahe e Isaac Newton, sendo acusado de não ter realizado nenhuma observação astronómica, mas apenas plagiado dados de Hiparco, entre outras acusações.

Apesar da destruição da Biblioteca de Alexandria, o Almagesto foi preservado, assim como outros textos da Grécia antiga, por meio de manuscritos arábicos, e foi encontrado no Irã em 765 d.C. Segundo J. M. Ashman, que traduziu o Tetrabiblos em 1822, o Almagesto foi traduzido para o árabe em 827 d.C. O espanhol Gerard de Cremona (1114-1187) traduziu para o latim uma cópia do Almagesto deixada pelos árabes em Toledo, na Espanha.
É no trabalho de Ptolomeu, citando o trabalho de Hiparco, que aparecem as 48 constelações que ficaram conhecidas como as Constelações Clássicas. Todas elas, menos uma, ainda são parte da lista atual de constelações oficiais da IAU.
A representação geométrica do sistema solar de Ptolomeu, com círculos, epiciclos e equantes permitia predizer o movimento dos planetas com considerável precisão e foi utilizada até o Renascimento no século XVI.

A sua obra mais extensa é “Geographia” que, em oito volumes, contém todo o conhecimento geográfico greco-romano. Esta inclui coordenadas de latitude e longitude para os lugares mais importantes. Naturalmente, os dados da época tinham bastante erro e o mapa que esta apresentado está bastante deformado, sobretudo nas zonas exteriores ao Império Romano.
Ptolomeu inventou a projeção cônica equidistante meridiana, na qual distâncias ao longo dos meridianos e ao longo de um paralelo central são representadas em uma escala constante, os paralelos são representados como círculos e os meridianos como retas.

Ptolomeu é também autor do tratado “Óptica”, um conjunto de cinco volumes sobre este tema, em que estuda reflexão, refracção, cor, e espelhos de diferentes formas.
Escreveu também “Harmónica”, ou Teoria do Som, um tratado sobre teoria matemática da música, neste tratado escreveu sobre como notas musicais podem ser traduzidas em equações matemáticas e vice-versa.

6404 – De Quark a Quasares – Olimpíada Brasileira de Astronomia


Em uma noite sem nuvens, em um local distante das luzes da cidade, o céu noturno pode ser visto em todo o seu esplendor, e é fácil entender porque desperta o interesse das pessoas. Depois do Sol, necessário à vida, a Lua é o objeto celeste mais importante, continuamente mudando de fase. As estrelas aparecem como uma miríade de pontos brilhantes no céu. Entre elas, os planetas se destacam por seu brilho e por se moverem entre as demais.

No Big Bang, que deu início ao Universo, toda a matéria estava concentrada em um único ponto, com temperaturas tão altas que os prótons e nêutrons que formam os átomos ainda não existiam. Existia um mar de energia, matéria e antimatéria. As partículas, quarks e léptons apareciam brevemente, e desapareciam neste mar de energia.

Este texto foi escrito para permitir acesso por pessoas sem qualquer conhecimento prévio de Astronomia e com pouco conhecimento de matemática. Embora alguns capítulos incluam derivações matemáticas, como Insolação Solar, Marés e Leis de Kepler Generalizadas, a não compreensão desses cálculos não compromete a compreensão do texto geral. As sessões de Evolução Estelar e Cosmologia Matemática requerem bom conhecimento de matemática e de física. Mesmo que o leitor pule as seções mais matemáticas, deve obter uma boa visão da Astronomia e Astrofísica.

6403 – O que é a degeneração macular senil?


A cegueira da idade, atinge entre 20% a 25% das pessoas com mais de 65 anos de idade em todo o mundo. Isso representa milhões de idosos cegos, mais de dois milhões deles apenas no Brasil, o que é o bastante para caracterizar um caso de saúde pública.
O primeiro sintoma da doença é a perda da visão central em razão de alterações na região do olho chamada mácula. Isso quer dizer que, quando existem alterações na mácula, o foco central da visão fica comprometido, tirando a nitidez das imagens. Um rosto, por exemplo, será visto como se estivesse coberto por uma nuvem ou uma fotografia parecerá borrada no centro.

Existem, basicamente, dois tipos de degeneração macular senil:

1. úmida ou molhada, em que ocorrem simultaneamente pequenas hemorragias na retina simultaneamente à perda da visão central, representando em torno de 15% dos casos;
2. seca, em que predominam “as drusas”, que são áreas de degeneração com cicatrizes, sendo o tipo mais freqüente e representando cerca de 85% dos casos.

As causas da degeneração macular senil ainda são pouco conhecidas, mas pode-se dizer que os principais responsáveis são fatores nutricionais aliados à hereditariedade e ao tabagismo.

Degeneração macular senil úmida ou molhada
Complementação com nutrientes e antioxidantes é de grande ajuda nesse tipo da doença, que também pode ser beneficiada com a aplicação venosa de Visudine (verteporfina). O tratamento consiste na injeção da substância, pelo oftalmologista, que vai fixar-se na mácula do olho, e após 24 horas o paciente é submetido à aplicação de um raio laser especial, que consegue cicatrizar as áreas hemorrágicas.

Degeneração macular senil seca
O tratamento desse tipo da doença consiste exclusivamente na administração de nutrientes e antioxidantes.
Um estudo publicado na Journal of Clinical Nutrition (Revista de Nutrição Clínica) mostrou que a ingestão diária de 1,3 gema de ovos (aproximadamente dez gemas por semana) pode evitar o surgimento da degeneração macular senil em, pelo menos, 50% dos casos, pois o ovo é uma excelente fonte dos carotenóides luteína (380 mcg) e zeaxantina (280 mcg), fundamentais para a saúde dos olhos e o tratamento da doença.

Outras importantes fontes de luteína e zeaxantina são o espinafre e os alimentos crucíferos, como couve, couve-flor, repolho, brócolis, etc. Contudo, esses carotenóides, por serem substâncias lipossolúveis (solúveis em gordura), são melhor absorvidos pelo organismo quando provenientes de fonte animal, levando-nos, mais uma vez, a indicar o ovo como a melhor opção.
A degeneração macular da idade era conhecida até bem pouco tempo como degeneração macular senil ou pela sigla DMS. Com o passar do tempo, o nome foi alterado, visto que as pessoas que apresentam degeneração macular podem ser portadoras de plena saúde, física e mental – o que tornava o termo senil, totalmente inadequado.
Então, temos que a mácula é a região central da retina. É nesta área que se localiza a maior área de foco e definição das imagens; ela é a área que usamos para leitura e definição das cores. As pessoas, que desenvolvem a degeneração macular da idade não perdem completamente a visão, mas ficam impedidas de ler e fazer trabalhos manuais não conseguindo reconhecer fisionomias; estas se transformam em borrões indistintos.
Ainda são desconhecidas as razões que levam ao desenvolvimento da degeneração macular, ela tem inicio com alterações na camada mais profunda da retina – o epitélio pigmentado. O epitélio pigmentado consome proporcionalmente mais oxigênio e açúcar do que o cérebro. Esse elevado metabolismo produz uma grande quantidade de radicais livres e esses têm sido culpados pela destruição e perda da função da retina nas pessoas de mais idade. Os especialistas têm usado durante anos a vitamina E, e o selênio como tratamento coadjuvante, sem, no entanto obter sucesso. Agora, o uso das vitaminas A e C tem apresentado alguma ajuda, bem como o hábito de ingerir moderadamente vinho tinto. Pessoas que tomam um cálice de vinho tinto às refeições parecem retardar a evolução da doença. Vale ressaltar, que o consumo do vinho tem que ser moderado e mero coadjuvante do processo de tratamento.
Quando os pais têm a doença, os filhos têm maior chance de desenvolvê-la, quando na fase madura da vida. Do que podemos concluir que a degeneração macular está revestida por fatores étnicos, genéticos e ambientais, visto que os de pele e olhos claros têm maior propensão ao desenvolvimento da doença que os de pele e olhos escuros, bem como os expostos ao tabagismo e poluição.
Existem alguns tratamentos que podem ser aplicados para estancar o desenvolvimento da degeneração ou mesmo do sangramento provocado por algumas drusas. O oftalmologista é o médico mais indicado para escolher qual o tratamento mais adequado a ser utilizado.
Pelo que vimos, qualquer pessoa pode ser vítima deste tipo de degeneração. A melhor prevenção é uma visita anual ao oftalmologista ou a qualquer momento, desde que seja detectado qualquer tipo de manifestação ou dificuldade na visão como borrões, pontos pretos, indefinição da imagem.

6402 – Medicamento restaurou a visão de ratos


Cientistas americanos conseguiram devolver a visão a ratos cegos com a injeção de uma substância que os deixa sensíveis à luz, de acordo com um estudo divulgado recentemente.
As descobertas publicadas na revista “Neuron” são uma nova esperança para o tratamento que pode, um dia, ajudar as pessoas que sofrem com as formas mais comuns de cegueira, como a degeneração macular e a retinite pigmentosa.
O medicamento, chamado AAQ, torna as células da retina sensíveis à luz, segundo o pesquisador que liderou a pesquisa, Richard Kramer, professor de biologia celular e molecular da Universidade da Califórnia em Berkeley.
O tratamento, que não é permanente e não requer uma intervenção cirúrgica, pode ser mais um passo no caminho da cura da cegueira, sem envolver a implantação de microchips ou o transplante de células-tronco, duas técnicas ainda polêmicas.
“A vantagem dessa abordagem é que é um simples produto, o que significa que você pode mudar a dosagem, pode usar em combinação com outras terapias, ou pode interromper se não gostar dos resultados”, explicou Kramer.
“Com o surgimento de fármacos melhores, você pode oferecer outras possibilidades aos pacientes. Não dá para fazer isso quando você implanta cirurgicamente um chip ou após modificar geneticamente alguém”, argumentou.
Ainda não está claro o quanto da visão dos ratos foi restaurada, mas os pesquisadores afirmam que o remédio fez efeito porque as pupilas dos animais foram contraídas com a presença de luz forte e os ratos passaram a evitar a luz.
Os ratos usados no experimento tinham mutações genéticas que faziam com que suas hastes e cones morressem com apenas alguns meses de vida.
“Esse é um grande avanço no campo da restauração da visão”, declarou o coautor da pesquisa Russell Van Gelder, oftalmologista e chefe do Departamento de Oftalmologia da Universidade de Washington, Seattle.
“Ainda precisamos mostrar que esses componentes são seguros e vamos trabalhar com pessoas da mesma maneira que trabalhamos com os ratos, mas esses resultados demonstram que essa classe de compostos restabelece a sensibilidade à luz às retinas afetadas por doenças genéticas”, acrescentou.
Os cientistas disseram que estão atualmente trabalhando em uma nova geração de compostos químicos para uma nova etapa de experimentos em ratos.

6401 – Estudo une drogas contra câncer de pulmão


Folha Ciência

A primeira pesquisa clínica em oncologia realizada de forma independente da indústria farmacêutica no Brasil constatou que o uso combinado de duas drogas eleva em três meses e meio o tempo médio de sobrevivência de pessoas com casos graves de câncer de pulmão quando comparado com a quimioterapia com uma única droga.
Segundo o pesquisador Carlos Gil Ferreira, do Inca (Instituto Nacional de Câncer), isso deve levar a uma mudança nas diretrizes de tratamento da doença, já que o aumento da sobrevida foi obtido sem aumento significativo dos efeitos colaterais.
O estudo contou com a participação de 220 pacientes com adenocarcinoma, tipo mais comum de câncer de pulmão. Em média, os que foram tratados com pemetrexede e carboplatina viveram 9,1 meses, contra 5,6 meses dos que receberam o tratamento usual, só com pemetrexede.
Os resultados serão apresentados na 5ª Conferência Latino-Americana em Câncer de Pulmão, no Rio.
Com o estudo, o uso dos dois medicamentos deverá passar a integrar o protocolo de tratamento da doença. Segundo Ferreira, do Inca, duas das principais entidades internacionais que elaboram as diretrizes para câncer de pulmão já manifestaram interesse em alterar suas orientações com base no estudo.
Ele destaca que a experiência adquirida com a pesquisa permitirá ao país realizar novas investigações de forma independente da indústria.
“Os estudos patrocinados pela indústria respondem a perguntas que interessam à indústria. Com nossos próprios estudos, podemos buscar respostas para perguntas de interesse do SUS”.
Ele explica que, se dependesse de financiamento externo, a pesquisa provavelmente não ocorreria, já que a patente de um dos medicamentos está prestes a expirar.