6400 – Audiotecnologia – Conceitos Básicos sobre Alto Falantes


Vox 150s do Stúdio Vox 5000, o concorrente do System One da Gradiente

Podem operar tanto pelo princípio eletromagnético quanto pelo piezoelétrico, todavia, somente o 1° tem emprego generalizado. Sua principal peça é o cone, que se move comprimindo e descomprimindo o ar e produzindo as ondas sonoras. A amplitude delas dependerá da força e da amplitude do movimento do cone; a frequência, por sua vez será igual a do movimento do cone. Para produzir um som de 100 hz o cone deverá sair de seu ponto de repouso e se movimentar 100 vezes por segundo. Em baixas frequências isso não é problema, porém frequências elevadas a atuação do cone se torna precária.
O que movimenta o cone é uma bobina móvel e tal peça é uma bobina enrolada sobre uma forma, normalmente de papelão, que está presa ao centro do cone, em volta da bobina móvel temos 1 imã do falante. Se os campos se opuserem mutuamente o imã repelirá a bobina móvel e o cone será empurrado para fora, senão, o imã atrairá a bobina e o cone será puxado. Aplicando-se corrente alternada de áudio, a bobina será atraída de um semiciclo e repelida no outro, assim sendo, as ondas terão a mesma frequência. A corrente alternada de áudio que atravessar a bobina móvel tem vários padronizantes de 2, 4, 8 e 16 ohms, também há outras impedâncias, mas são de fabricação restrita. Sua potência depende da estrutura da bobina móvel e do cone. Quanto maior as dimensões maior a potência. Naturalmente quanto maior for a potência que aplicarmos à bobina, mais energéticos serãos os movimentos do cone e mais intenso o som produzido.

Fator que depende do diâmetro do cone do falante é sua resposta de frequência. No geral são capazes de produzir sons com intensidade uniforme dos 80 hz aos 8 khz.
Verificou-se que falantes com cones de pequeno diâmetro atuam melhor nos agudos de modo a se construírem falantes para atuarem em apenas parte das frequências. Para os graves temos os woofers e agora sub-woofers com grandes cones e os médios com frequência de 800 Hz a 8 khz. Tais falantes são montados em caixas acústicas e, para evita que 1 falante recebesse frequência inadequada, instala-se o divisor de frequência que se trata de um filtro LC,o qual reparte a frequência que vem do amplificador de potência entregando a cada alto falante a frequência que lhe for própria.
Importante – Deve haver um casamento de impedância entre o amplificador de áudio e o falante, por exemplo, se for 8 ohms, o falante também deverá ser. Se ligados 2 em série cada qual deverá ter 4 ohms,de modo que a impedância equivalente seja igual à de saída do amplificador.

6399 – Hotel oferece refeições grátis aos hóspedes que geram energia pedalando


Na tentativa de conquistar a clientela, o hotel dinamarquês Crowne Plaza Copenhagen Towers, localizado na capital de Copenhague, abriu as portas oferecendo aos hóspedes refeições grátis. Ou quase isso: de fato os turistas não precisavam desembolsar dinheiro para almoçar ou jantar, mas em troca deveriam ter disposição de sobra para pedalar as bicicletas elétricas instaladas no local, que convertiam energia de movimento em eletricidade para iluminar o hotel.
As magrelas ficavam no centro de fitness do estabelecimento e, para ganhar uma refeição “na faixa”, era preciso pedalar o suficiente para gerar 10 watts de energia para o hotel – o que significa, aproximadamente, 15 minutos de exercício físico em ritmo intenso. O esforço rendia ao hóspede o direito de gastar 240 coroas dinamarquesas – cerca de US$ 44 – no restaurante ou bar do Crowne Plaza Copenhagen Towers. De acordo com a gerência, a quantia era mais do que suficiente para saborear qualquer prato do cardápio.
Mais do que conseguir eletricidade de graça para o hotel, a intenção da iniciativa era mostrar aos hóspedes que a energia não cai do céu e, assim, incentivá-los a usá-la com consciência. Afinal, 10 watts é uma quantia simbólica e o estabelecimento já conta com 2.500 m² de painéis solares em sua cobertura que fornecem ao hotel boa parte da eletricidade de que necessita para funcionar.
Conforme proposto pela gerência, a iniciativa durou cerca de um ano e, de fato, conferiu popularidade ao Crowne Plaza Copenhagen Towers. Os hóspedes lamentaram o fim do projeto e reivindicam sua volta. Você apoia que outros hotéis invistam na ideia de trocar pedaladas por comida?

6398 – Catracas do metrô podem produzir energia limpa


Cerca de 2.56 milhões de pessoas passaram, diariamente, pelas catracas do metrô paulistano em 2010, segundo dados da prefeitura da cidade. Já pensou se toda essa movimentação pudesse ser transformada em energia elétrica?
Essa é a ideia de três alunos de Administração da FEI – Faculdade de Engenharia Industrial, de São Paulo: juntos, Renato Góis Figueiredo, Lucas Rodrigues Lamas e Tatiana da Silva desenvolveram um projeto que prevê a instalação de geradores elétricos nas catracas das estações de metrô e trem, para garantir que a energia cinética – ou seja, de movimento – produzida pelo giro das catracas seja reaproveitada e convertida em eletricidade.
Os estudantes focaram o projeto nas catracas do transporte coletivo, mas a ideia pode ser aplicada em muitos outros lugares: por exemplo, na entrada dos estádios – imagine quanta energia limpa poderia ser produzida em dia de clássico ou de shows internacionais! – ou nas portas giratórias dos bancos, que seguem o mesmo princípio das catracas. Você consegue pensar em algum outro lugar onde a técnica pode ser aplicada?

O projeto dos brasileiros venceu, em 2010, o concurso EDP University Challenge, que premia as melhores iniciativas, pensadas por universitários, para a produção de energia elétrica e, agora, os estudantes estão aprimorando o projeto, com o auxílio de uma bolsa de estudos.

6397 – Como Funciona um Painel Solar?


Um sistema de energia solar é constituído por três partes principais:
1. Painel solar (captação da radiação solar)
2. Depósito de água (armazenamento de água)
3. Sistema de apoio (sistema que permite complementar a energia solar captada)
O seu funcionamento é muito simples.

I – Grande parte da radiação solar que atinge a cobertura transparente do painel é transmitida para o interior deste.
II – A radiação é captada pela superfície absorsora (geralmente uma placa metálica com um revestimento negro). Esta superfície converte os raios solares em calor.
III – Este calor é conduzido (pelo próprio material da placa) até aos tubos onde circula a água.
IV – A água é, depois, conduzida até ao depósito para ser armazenada até ser utilizada.

Painéis solares fotovoltaicos são dispositivos utilizados para converter a energia da luz do Sol em energia elétrica. Os painéis solares fotovoltaicos são compostos por células solares, assim designadas já que captam, em geral, a luz do Sol. Estas células são, por vezes, e com maior propriedade, chamadas de células fotovoltaicas, ou seja, criam uma diferença de potencial elétrico por ação da luz (seja do Sol ou da sua casa.). As células solares contam com o efeito fotovoltaico para absorver a energia do sol e fazem a corrente elétrica fluir entre duas camadas com cargas opostas.
Atualmente, os custos associados aos painéis solares, que são muito caros, tornam esta opção ainda pouco eficiente e rentável. O aumento do custo dos combustíveis fósseis, e a experiência adquirida na produção de célula solares, que tem vindo a reduzir o custo das mesmas, indica que este tipo de energia será tendencialmente mais utilizado.

O silício cristalino e o arsenieto de gálio são os materiais mais frequentemente utilizados na produção de células solares. Os cristais de arsenieto de gálio são produzidos especialmente para usos fotovoltaicos, mas os cristais de silício tornam-se uma opção mais econômica, até porque são também produzidos com vista à sua utilização na indústria da microeletrónica. O silício policristalino tem uma percentagem de conversão menor, mas comporta custos reduzidos.
Quando expostos à luz direta de 1 AU, uma célula de silício de 6 centímetros de diâmetro pode produzir uma corrente de 0,5 ampere a 0,5 volt, ou seja, cerca de 0.25 watts. O arsenito de gálio é mais eficiente.
O cristal depois de crescido e dopado com boro, é cortado em pequenos discos, polidos para regularizar a superfície, a superfície frontal é dopada com fósforo, e condutores metálicos são depositados em cada superfície: um contacto em forma de pente na superfície virada para o Sol e um contacto extenso no outro lado. Os painéis solares são construídos dessas células cortadas em formas apropriadas, protegidas da radiação e danos ao manusear pela aplicação de uma capa de vidro e cimentada num substrato (seja um painel rígido ou um flexível). As conexões elétricas são feitas em série e em paralelo, conforme se queiram obter maior tensão ou intensidade. A capa que protege deve ser um condutor térmico, pois a célula aquece ao absorver a energia infravermelha do Sol, que não é convertida em energia elétrica. Como o aquecimento da célula reduz a eficiência de operação é desejável reduzir este calor. O resultante desta construção é chamado painel solar.
Um painel solar é um conjunto de células solares. Apesar de cada célula solar fornecer uma quantia relativamente pequena de energia, um conjunto de células solares espalhadas numa grande área pode gerar uma quantidade de energia suficiente para ser útil. Para receber maior quantia de energia, os painéis solares devem estar direcionados para o Sol.

Produção mundial de energia solar
Estima-se que o total da potência de pico instalada em painéis solares tenha sido da ordem dos 8 GWp (gigawatts-pico).
Os painéis solares contribuem ainda muito pouco para a produção mundial elétrica, o que atualmente se deve ao custo por watt ser cerca de dez vezes maior que o dos combustíveis fósseis.
Tornaram-se rotina em algumas aplicações, tais como as baterias de suporte, alimentação de boias, antenas, dispositivos em estradas ou desertos, crescentemente em parquímetros e semáforos, e de forma experimental são usados para alimentar automóveis em corridas como a World Solar Challenge através da Austrália. Programas em larga escala, oferecendo redução de impostos e incentivos, têm rapidamente surgido em vários países, entre eles a Alemanha, Japão, Estados Unidos e Portugal.

Provavelmente o uso mais bem sucedido de painéis solares é em veículos espaciais, incluindo a maioria das naves que orbitam a Terra e Marte, e naves viajando rumo a regiões mais internas do sistema solar Nas regiões mais afastadas do Sol, a luz é muito fraca para produzir energia o suficiente e, por isso, são utilizados geradores termoelétricos de radioisótopos .

6396 – Eletrônica – A Revolução do Circuito Integrado


Eles nada mais são que um aglomerado de componentes (transístores, diodos e resistores) que já estão interligados de modo a formarem 1 circuito. Uma pequena pastilha de silício, convenientemente preparada, pode se tornar um resistor, 1 diodo, um transístor ou um conjunto de todas elas. Tais pastilhas são pequenas, mas são integradas. Os transístores e diodos são mais fáceis de integrar. Uma trilha de silício que não é condutor perfeito apresenta certa resistência que depende de sua largura, espessura e comprimento, se forem feitas de modo apropriado, teremos os resistores que queremos. Os capacitores de pequeno valor também podem ser integrados, porém, por limitação de espaço, apenas os da ordem de alguns picofarads, os de maior valor, assim como os indutores, devem ser ligados externamente a ele.

O Invólucro do Integrado
Devem ser projetados visando os seguintes fatores:
Número de ligações externas;
Potência a ser dissipada;
Número de componentes ou dimensão da pastilha;
Necessidade ou não de componentes externos. Podem ser metálicos ou plásticos, retangulares como os transístores ou maiores com 2 filas de terminais paralelos. Os terminais são identificados através de números. Desta forma é possível saber qual terminal é ligado a 1 componente externo, onde é a alimentação do integrado, onde é sua entrada e saída.

Se a colocação de uma grande quantidade de componentes num espaço reduzido tem suas vantagens, também tem desvantagens, sabe-se que a quantidade de calor que 1 componente pode transferir ao meio ambiente depende da superfície de contato com este meio. Em muitos casos usa-se o dissipador, a exemplo do transístor.
Aplicações – O s primeiros nada mais era que 1 conjunto relativamente pequeno de componentes e que podiam ser usados em diversas aplicações. Era o caso dos amplificadores operacionais. Em receptores de rádio são mais usados como amplicadores de áudio. É o caso do TAA 820S, TBA 810S, etc. São integrados de potência e possuem aletas para a fixação do dissipador. Rádios mais recentes usam circuitos integrados com amplicadores de FI e a geração seguinte passaria a usar somente 1 único integrado.

6395 – O que são as descargas de adrenalina?


O “STRESS” é o resultado de uma reação que o nosso organismo tem quando estimulado por fatores externos desfavoráveis. A primeira coisa que acontece com o nosso organismo nestas circunstâncias é uma descarga de adrenalina no nosso organismo, e os órgãos que mais sentem são o aparelho circulatório e o respiratório.
No aparelho circulatório a adrenalina promove a aceleração dos batimentos cardíacos (taquicardia) e uma diminuição do tamanho dosvasos sangüíneos periféricos. Assim, o sangue circula mais rapidamente para uma melhor oxigenação, principalmente, dos músculos e do cérebro já que ficou pouco sangue na periferia, o que também diminui sangramentos em caso de ferimentos superficiais.

O medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo.
O medo é provocado pelas reações físicas sendo iniciado com descarga de adrenalina no nosso corpo causando aceleração cardíaca e tremores. Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, depressão, pânico, etc.
Medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina, cortisol) preparando o indivíduo para lutar ou fugir.
Enquanto, que por exemplo, há alguns tipos de medo que surgem através da aprendizagem, como quando uma criança cai num poço e se esforça violentamente para de lá sair, sofrendo devido ao frio da água e à aflição; esta criança originará um adulto que guarda um medo instintivo aos poços, há no entanto outros géneros de medos que são comuns nas espécies, e que surgiram através da evolução, marcando um aspeto da reminiscência comportamental. Do ponto de vista da psicologia evolutiva, medos diferentes podem na realidade ser diferentes adaptações que têm sido úteis no nosso passado evolutivo. Diferentes medos podem ter sido desenvolvidos durante períodos de tempo diferentes. Alguns medos, como medo de alturas, parece ser comum a todos os mamíferos e desenvolveu-se durante o período Mesozoico. Outros medos, como o medo de serpentes, pode ser comum a todos os símios e desenvolveu-se durante o período Cenozoico. Ainda outros medos, como o medo de ratos e insetos, pode ser único para os seres humanos e desenvolvidos durante o Paleolítico e Neolítico, períodos de tempo em que os ratos e insetos tornam-se portadores de doenças infeciosas importantes e prejudiciais para as culturas e alimentos armazenados. O medo é um mecanismo de aprendizagem, mas também evolutivo de sobrevivência da espécie, e do indivíduo particularmente.

Um pouco +

A adrenalina ou epinefrina é um hormônio simpaticomimético e neurotransmissor, derivado da modificação de um aminoácido aromático (tirosina), secretado pelas glândulas supra-renais, assim chamadas por estarem acima dos rins. Em momentos de “stress”, as supra-renais secretam quantidades abundantes deste hormônio que prepara o organismo para grandes esforços físicos, estimula o coração, eleva a tensão arterial, relaxa certos músculos e contrai outros.
Em maio de 1886, William Horatio Bates anunciou o descobrimento da substância produzida pela glândula adrenal no New York Medical Journal. Foi também identificada em 1895 por Napoleão Cybulski, um fisiólogo polaco. A descoberta foi repetida em 1897 por John Jacob Abel. Jokichi Takamine, um químico japonês, descobriu a mesma hormona em 1900, sem conhecimento dos anteriores. Foi sintetizada artificialmente por Friedrich Stolz em 1904.

A palavra adrenalina foi criada pelo cientista que conseguiu isolar este hormônio pela primeira vez, o bioquímico japonês Jokichi Takamine, que formou o nome em questão tomando o nome dos rins, sobre o qual se situam as glândulas secretoras, como já mencionado. Utilizou então ad- (prefixo que indica proximidade), renalis (relativo aos rins) e o sufixo -ina, que se aplica a algumas substâncias químicas (as aminas).

Quando lançada na corrente sanguínea, devido a quaisquer condições do meio ambiente que ameacem a integridade física do corpo (fisicamente, ou psicologicamente como a ansiedade), a adrenalina aumenta a frequência dos batimentos cardíacos (cronotrópica positiva) e o volume de sangue por batimento cardíaco, eleva o nível de açúcar no sangue (hiperglicemiante), minimiza o fluxo sanguíneo nos vasos e no sistema intestinal enquanto maximiza o tal fluxo para os músculos voluntários nas pernas e nos braços e “queima” gordura contida nas células adiposas. Isto faz com que o corpo esteja preparado para uma reação, como reagir agressivamente ou fugir, por exemplo.
Afeta tanto os receptores beta¹-adrenérgico (cardíaco) e beta²-adrenérgico (pulmonar). Possui propriedades alfa- adrenérgicas que resultam em vasoconstrição.
A adrenalina também tem como efeitos terapêuticos a broncodilatação, o controle da frequência cardíaca e da pressão arterial, dependendo da dose. Na anestesia local é utilizada como coadjuvante, causando vasoconstrição para perdurar o efeito do anestésico, visto que uma área menor de vaso sanguíneo degradará menos o fármaco.

6394 – Droga pode desmascarar HIV escondido em células humanas


Uma droga que normalmente é usada contra o câncer conseguiu ajudar pacientes infectados pelo HIV a combater um dos problemas que mais desafiam cientistas na busca de uma cura para a Aids: a habilidade do vírus de ficar quieto e se “esconder”.
O resultado do teste do medicamento, o vorinostat, foi apresentado hoje por pesquisadores da Universidade de Carolina do Norte na Conferência Internacional da Aids, realizada em Washington.
Oito pacientes virtualmente “curados” pela terapia antirretroviral, já usada rotineiramente contra o vírus da Aids, tomaram uma dose da droga anticâncer e descobriram que, na verdade, ainda tinham o HIV em estado latente em algumas células.
Esse estado inerte do vírus já era conhecido dos cientistas. É justamente essa habilidade do HIV que impede os medicamentos disponíveis de eliminarem a infecção de vez.
Quando o vírus se aloja dentro de uma célula do sistema imune e deixa de usar seu material genético para fazer proteínas, os remédios antirretrovirais não conseguem atingi-lo. Tirar o paciente da terapia, porém, é perigoso, pois o vírus latente sempre pode se reativar mais tarde.
Por isso os soropositivos precisam sempre fazer exames para medir a carga de vírus em seu sangue, mesmo que tenham se livrado da maior parte da infecção.

O vorinostat “obrigou” os vírus escondidos a começarem a produzir cópias de trechos de seu material genético, que é formado por RNA, e não por DNA. Isso parece ter alertado células de defesa do organismo, que teriam destruído as células infectadas.
Segundo David Margolis, médico que liderou o estudo, isso pode ser o primeiro passo para atingir uma cura real. O efeito verificado com o primeiro teste do vorinostat, porém, foi muito sutil, porque os cientistas usaram apenas duas doses pequenas da droga (200 mg e 400 mg), que é bastante tóxica.
Margolis detalha os resultados do teste em um estudo na revista “Nature”. Em outro artigo na mesma edição, Steven Deek, infectologista da Universidade da Califórnia em San Francisco, comenta a descoberta.
“O estudo é a primeira evidência de que talvez seja possível atingir a cura assim”, afirma, apesar de questionar se as células sequestradas pelo vírus inerte serão mesmo eliminadas pelo organismo.
Deek também se diz preocupado com a possível necessidade de usar grandes doses da droga para obter algum efeito, pois ela é tóxica.
Margolis, porém, acha improvável que as doses em uma eventual terapia para desentocar o HIV precisem ser tão altas quanto as do tratamento de câncer. Para ele, será preciso até evitar que o remédio não seja muito usado.