6308 – Espiritismo – Em Brasília, um médium garante incorporar Chico Xavier


Chico Xavier sempre motivou polêmicas proporcionais ao tamanho do mito criado por suas obras espirituais, literárias e sociais. Em vida, alguns seguidores discutiam fervorosamente se ele era a reencarnação de Allan Kardec (fundador da doutrina espírita). O próprio Chico nunca proferiu uma palavra sobre o assunto. Com sua morte, surgiu a expectativa de ele passar a enviar mensagens. Há quem acredite que Chico já esteja se comunicando, mas também existem aqueles que rechaçam a idéia. O debate é acalorado porque antes de morrer Chico teria deixado um código para ser reconhecido por três das pessoas mais próximas a ele: o filho adotivo, Eurípedes Higino dos Reis, a melhor amiga, Kátia Maria, e seu médico, Eurípedes Tahan Vieira. Com base nesses sinais secretos, apenas o trio poderia confirmar quando a espera por um contato do médium chegaria ao fim.
O conteúdo do código é mantido em sigilo absoluto para afastar aproveitadores. “Cada um tem o seu código. Eu não sei o deles, eles não sabem o meu”, afirma Kátia Maria, revelando apenas que reconheceria o espírito do médium por palavras précombinadas em meio a mensagens. Eurípedes dos Reis acertou com o pai o que e como ele falaria para não deixar dúvidas de seu retorno. Já o médico Eurípedes Vieira sugere que o sinal que lhe cabe está relacionado à postura de quem receber o contato. “Você identifica as pessoas pelas atitudes. Como médico dele, sabia muito mais do que os outros.”

Pois há cinco anos o aparecimento de um espírito que se identifica como Chico Xavier vem ocorrendo em Brasília. A primeira comunicação teria acontecido três meses após sua morte. Diante de seis médiuns do centro espírita Monte Alverne, o médium Ariston Teles teria incorporado Chico Xavier, pedindo preces em favor dos amigos de Uberaba. Chorou quando falou do filho adotivo. A partir de então, o espírito passou a retornar com espaços variados de até dois meses. Teles nunca psicografou o religioso mineiro. Geralmente, ele fala de cinco a dez minutos. São preces, mensagens de conforto espiritual ou notícias para conhecidos. O centro espírita já editou um livro de 94 páginas, Notícias de Chico Xavier, com 18 mensagens e uma hora de CD com a voz do espírito incorporado.
Eurípedes dos Reis garante que seu pai nunca mencionou um código para a psicofonia. Nesses cinco anos, ele recebeu mais de 200 mensagens de gente que teria se comunicado com Chico Xavier. “Respeito todas. Infelizmente, não reconheci meu pai em nenhuma.” Kátia e o médico Eurípedes Vieira também dizem não ter identificado os sinais combinados. “Até agora, nada me chamou a atenção”, comenta Vieira.

Amigo de Chico Xavier por quase meio século, o médico Elias Barbosa faz parte do grupo que acredita que ele está se comunicando. Embora não tenha se encontrado com Ariston Teles, acha que pode ser real a incorporação. “Já recebi duas mensagens de Chico, de pessoas diferentes, que diziam para que eu continuasse minha tarefa na literatura espírita”, diz. “Reconheci Chico pela superioridade moral presente nas palavras.” Para o médium baiano Divaldo Franco, um dos maiores nomes do espiritismo, Chico Xavier deve voltar. Mas tem reservas quanto às notícias de que ele já retornou. “Incorporar Chico daria um certo status à pessoa. Por isso, é preciso cautela”, pondera. Ele ainda não viu nenhuma mensagem que se equiparasse ao nível espiritual do médium mineiro. Entre as alardeadas, ao menos. “Tenho a sensação de que Chico já voltou, só que de modo discreto, como foi em vida”.

6307 – Mega Memória TV – A Feiticeira


Uma sére de TV muito conhecida aqui no Brasil.
Samantha e James seriam um típico casal americano se não houvesse um detalhe inusitado: Samantha tem o poder de fazer mágica com uma simples torcidinha do nariz. E o marido James, um publicitário atrapalhado, também tem características incomuns, apesar de não ter nenhum poder excepcional. Quando descobre os dons da jovem esposa prefere ignorá-los, sem jamais contar com eles na solução dos seus problemas. Ele segue trabalhando duro, levando bronca do chefe, sem pedir ajuda a sua bruxinha particular. Já Samantha, fiel a sua origem, está sempre tentada a usar todos os seus poderes, para facilitar a vida do casal.
Mas o amor fala mais alto e para não desagradar ao marido a feiticeira vive driblando sua natureza de bruxa. O resultado desse conflito permanente é uma sucessão de situações complicadas, surpreendentes e muito divertidas.
James se irrita com as magias da mulher e principalmente com as interferências de Endora, que além de sogra é uma terrível bruxa, sempre importunando a vida do casal. Eles tem dois filhos, a esperta bruxinha Tabatha, que segue os passos da mãe na magia e Adam, o filho mortal. A vida do casal é compartilhada com outros personagens encantadores, como a Tia Clara, a esquecida babá das crianças, Esmeralda, Gladys Kravitz, a vizinha bisbilhoteira e Abner, seu marido distraído, Serena, a prima biruta de Samantha e Larry Tate, o chefe de poucos escrúpulos de James, Arthur; o tio palhaço de Samantha.

Curiosidades
No Brasil, a série estreou na TV Paulista em 1965, passando depois pela TV Excelsior, TV Record, TV Bandeirantes, RedeTV!, Rede 21 e Rede Brasil de Televisão. Em Portugal a série foi transmitida na RTP e já foi re-transmitida muitas vezes desde aí.
As duas primeiras temporadas foram produzidas em preto-e-branco, colorizadas depois por computador.
O ator Dick York, que interpretou Darrin (James, no Brasil), o marido da feiticeira nas primeiras cinco temporadas da série, teve de ser substituído por seu xará Dick Sargent porque sofria de terríveis dores na coluna, que podiam ser aliviadas com remédios mas que às vezes eram tão violentas que impossibilitavam o ator de filmar os episódios. A troca de intérpretes do protagonista masculino foi feita sem qualquer aviso aos telespectadores. Depois, Dick York voltaria a fazer participações em séries, como “A Ilha da Fantasia”.
Tanto Dick York quanto Dick Sargent morreram com 64 anos.
Dick Sargent era homossexual, mas embora o relacionamento com Samantha tenha esfriado sutilmente, as platéias da época não perceberam essa mudança.
A estrela da série, Elizabeth Montgomery, e o produtor, William Asher, eram casados. Conta-se que certa vez, quando Elizabeth estava caracterizada como Serena, a sensual prima de Samantha, depois da filmagem os dois foram direto para um quarto, sem que a atriz se desfizesse da roupa da personagem.
Elizabeth ficou marcada para sempre no imaginário do público como a mulher bondosa e linda que se desdobrava para cuidar de uma casa, dos dois filhos, do marido e ainda por cima lidar com uma família de feiticeiros, um mais maluco que o outro. Após o fim da série, em 1972, ela atuou em filmes como “A Senhora Sundance” e “Amos”, mas o estigma de Samantha a perseguiria para sempre.
Os atores principais de “A Feiticeira” já são todos falecidos: Dick York em 1992, Elizabeth Montgomery em 1995, Dick Sargent em 1994, Agnes Moorehead em 1974 e David White em 1990. Na verdade, praticamente todos já faleceram, exceto o ator que vivia o Dr. Bombay, e os pares de gêmeos que interpretaram Tábatha e Adam.
Há uma atriz de filmes pornográficos que usa o nome “Tabitha Stevens”, mas não se trata da mesma que, criança, era a filha do casal Darrin e Samantha na série. A personagem (no Brasil chamada Tabatha) foi interpretada pelas irmãs gêmeas Erin e Diane Murphy. Na época, uma lei americana obrigava que crianças usadas como atrizes tinham de ser gêmeas e revezadas para evitar exaustões.
Em 2005, chegou aos cinemas uma versão que levou o título de “Casei com uma feiticeira” (pt) ou “A feiticeira” (br), com Nicole Kidman, Will Ferrell, Shirley MacLaine e Michael Caine nos papéis principais. O filme não conseguiu repetir o sucesso da série, mas foi até nostálgico para os fãs. O filme teve o orçamento de 85 milhões de dólares.
Em 1977, foi lançada a minissérie Tabitha, spin-off de “Bewitched” estrelada pela filha de Samantha. Quase nenhum ator repetiu seu papel na minissérie, Tabitha e Adam moravam com sua Tia Minerva (personagem nunca mencionada na série anterior).
A RedeTV! exibiu “A Feiticeira” desde a sua fundação, em 1999, até abril de 2007, quando saiu do ar e não mais voltou. Em alguns anos, chegou a ser exibida em horário nobre, juntamente com Jeannie é um Gênio, que saiu do ar por volta de 2002. Em 2007 e 2008, a série foi exibida por emissoras menores (emissoras locais): primeiramente na Rede 21 e na Rede Brasil de Televisão. Apesar disso, os fãs ainda torcem para que a RedeTV! volte a exibir “A Feiticeira”, mesmo que sendo como tapa-buraco na programação.
A prima Serena também era interpretada por Elizabeth Montgomery, só que usando uma peruca morena e o pseudônimo artístico de Pandora Spocks. (Fonte: Almanaque dos Seriados ISBN 8500020725)
A famosa torcida no nariz foi invenção da própria Elizabeth Montgomery, num tique descoberto pelo seu marido durante uma conversa. Aliás ela não mexia o nariz, e sim a parte superior do lábio, causando o movimento do nariz.
Há um Livro que Herbie Pilato criou e chama-se (em português) “A Feiticeira Para Sempre”.
A Sony Pictures atualmente já lançou as 8 temporadas em DVD.
Na TV aberta, A Feiticeira é exibida na Rede Brasil de Televisão há alguns meses, aos sábados as 18h30min, mas, em rede nacional, a série está fora do ar desde que a RedeTV! deixou de exibí-la, em abril de 2007.

Uma eterna feiticeira…

Elizabeth Victoria Montgomery (Los Angeles, 15 de abril de 1933 — Los Angeles, 18 de maio de 1995)
Nascida em Los Angeles, Califórnia, Elizabeth Montgomery era filha do ator Robert Montgomery e sua esposa, a atriz da Broadway, Elizabeth Bryan Allen. Ela tinha uma irmã mais velha, Martha Bryan Montgomery, que morreu antes de ela nascer e um irmão, Robert Montgomery Jr., que nasceu em 1936.
Ela teve uma infância privilegiada, por ser rica e filha de famosos atores de Hollywood. Costumava passar os verões, em sua casa de campo em England, Estado de Nova Iorque onde montavam cavalos em companhia de celebridades. Freqüentou a Westlake School, uma escola de jovens refinadas da alta sociedade americana. Nesta escola, com cinco anos de idade, atuou pela primeira vez como suplente em uma produção de língua francesa Little Red Riding Hood, onde interpretou um lobo. Ela era uma mulher jovem, viva e bonita. Ela teve três crianças, Robert, William e Rebecca.
Seu primeiro casamento foi com Frederick Gallatin Cammann (1954–1955). Logo depois casou-se com o ator Gig Young (1956–1963). Casou-se também com William Asher (1963–1973), mais tarde trabalhariam juntos no filme Johnny Cool. Montgomery foi casada com o socialite de Nova York Frederick Gallatin Cammann, em 1954, o casamento durou pouco mais de um ano.
Montgomery foi uma das primeiras atrizes a estender a sua carreira de trabalho com os filmes e séries de televisão, e ela abriu um precedente para outras atrizes de séries de TV, como Farrah Fawcett, Jaclyn Smith, Melissa Gilbert, Lindsay Wagner, Carol Burnett e Barbara Eden.

Na primavera de 1995, Elizabeth Montgomery foi diagnosticada com câncer colo-retal. Ela havia ignorado os sintomas da doença, semelhantes aos de uma gripe, permitindo assim, que o quadro ficasse avançado demais, para possibilitar a eficácia de qualquer tratamento. Não estando disposta a morrer em um hospital, e sem qualquer esperança de recuperação, ela optou por retornar à casa em que morava com Foxworth em Beverly Hills. Faleceu aos 62 anos de idade, em casa, às 8:27 da manhã, em companhia do marido e seus três filhos, Robert, Bill e Rebecca, oito semanas após seu diagnóstico.
A cerimônia fúnebre foi realizada em 18 de junho de 1995, no Teatro Canon em Beverly Hills. Herbie Hancock, providenciou a música, e Dominick Dunne falou sobre seus primeiros dias como amigos em Nova York. Outros oradores incluíram Robert Foxworth, que leu as cartas simpatia dos fãs, sua enfermeira, seu irmão, sua filha e seu enteado. Ela foi cremada no Westwood Village Memorial Park Cemetery.

6306 – Rádio, Relógio e Almanaque


É uma estação de rádio brasileira do Rio de Janeiro. Opera nos 580 kHz. Ficou conhecida por tocar ao fundo de suas transmissões a hora certa vinda do Observatório Nacional. Atualmente pertence ao missionário R. R. Soares.
Era conhecida pelo nome de Rádio Relógio, com uma programação sem notas jornalísticas, utilidade pública, e veiculando textos enciclopédicos com curiosidades diversas com o bordão Você sabia?
Depois, a rádio passou a pertencer à Igreja de Nova Vida que tinha além da programação tradicional, a mensagem do bispo Robert McAlister que era líder da igreja. Depois da morte de Robert McAlister, a rádio foi vendida a R. R. Soares.
A programação que fez história na rádio foi homenageada na abertura do filme A Hora da Estrela, de Suzana Amaral, lançado em 1985.
Em 2010, sob a coordenação artística de Maria de Lourdes, passa a transmitir em conjunto com a Nossa Rádio a programação simultânea em 580 AM e 89,3 FM.
No dia 3 de maio, a Nossa Rádio deixa o dial do FM 89,3 para dar lugar a Rádio Globo,e com a mudança, entra no lugar da Rádio Relógio.

6305 – Música – Rochelle Fleming – Uma Diva Pouco Conhecida


Pouco conhecida aqui no Brasil pelo público geral, Rochelle Fleming é ex vocalista da Banda First Choice e que partiu para a carreira solo.
First Choice era um trio de cantoras da Fidadélfia, EUA e que fez sucesso nos anos 70, sendo que o maior foi o single Dr Love, com partipação de Steve Wonder na produção. Confira os vocais de Rochelle Fleming aqui no ☻ Mega.

6304 – Instituições de Ensino – O Colégio Objetivo


O Colégio Objetivo teve origem em São Paulo, na década de 1970, quando o então estudante João Carlos di Genio alugou algumas salas no prédio da Fundação Casper Líbero, na Avenida Paulista, para dar cursinhos pré-vestibulares.
De lá para cá, o Colégio Objetivo cresceu, se expandiu em várias filiais por todo o Brasil, sendo que algumas operam sob sistema de franquia. A instituição cresceu muito principalmente no final da década de 1970 e anos 80, por causa da debandada da classe média das escolas públicas. É uma das maiores organizações privadas educacionais do país. No Brasil foram registrados mais de 350 mil alunos nas 543 unidades existentes. Em 2008 foi eleito no Top Educação pela Revista Educação o melhor sistema de ensino, o melhor portal multimídia e o melhor material didático do país. O Objetivo foi indicado também no Top Educação de 2010.
Faz parte do Colégio Objetivo a Universidade Paulista.
A Universidade Paulista, UNIP, reconhecida pela Portaria nº 550/88, iniciou suas atividades em 9 de novembro de 1988. Foi constituída a partir do Instituto Unificado Paulista, IUP, do Instituto de Ensino de Engenharia Paulista, IEEP, e do Instituto de Odontologia Paulista, IOP; o primeiro destes, autorizado a funcionar em 1972, inicialmente com os cursos de Comunicação Social, Letras, Pedagogia e Psicologia.

6303 – Doença misteriosa já matou 60 crianças no Camboja


A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que está em contato com o governo do Camboja para ajudar as autoridades a investigar as causas de uma doença desconhecida que matou ao menos 60 crianças com menos de sete anos, muitas delas menos de 24 horas depois de darem entrada em hospitais.
As crianças, cuja maioria tinha idade inferior a 3 anos, foram levadas a hospitais da capital do país asiático, Phnom Penh, e da cidade de Siem Reap, no norte, desde abril após apresentarem febre alta e sintomas encefalíticos e respiratórios, ou ambos, apontou a OMS.
Apenas uma das 61 crianças internadas sobreviveu à doença. As mortes ocorreram devido a uma “rápida deterioração das funções respiratórias”, informou a OMS. “Até agora, a causa e a origem desta doença no Camboja estão sob investigação”, completou o órgão, ligado às Nações Unidas.
“A OMS está trabalhando junto do Ministério da Saúde cambojano e de outros parceiros no país para descobrir as causas e as origens da doença. A agência ofereceu assistência técnica ao governo para que casos ativos da doença sejam encontrados”, continuou a agência.
Em um relatório de 30 de junho, a OMS apontou que os sinais clínicos daqueles infectados pela doença “são pouco usuais”, com pacientes sofrendo de febre e deterioração das funções respiratórias, mas com as funções renais e do fígado operando normalmente. Não houve casos reportados entre funcionários dos hospitais de Phnom Penh, apenas em crianças, lembrou a agência.

6302 – ☻Mega Byte – Alternativas para solucionar o problemaa da digitação lenta nos smartphones e tablets


Se muita gente que tem tablet e smartphone ainda senta diante de um desktop ou de um notebook às vezes, a presença de um teclado físico convencional é um motivo forte para isso.
Ainda não há uma solução consistente para tornar a digitação em dispositivos móveis tão confortável e eficiente como em computadores de mesa, mas as alternativas de teclados para smartphones e tablets têm aumentado e evoluído rapidamente.
Com o Surface, seu próprio tablet, anunciado há três semanas, a Microsoft apresentou uma proposta original: um teclado físico embutido na capa de 3 milímetros do dispositivo, que tem tela de 10,6 polegadas, um pouco mais que a do iPad, da Apple.
O site “WMPoweruser” publicou que a Microsoft também estaria desenvolvendo um aplicativo de teclado voltado especialmente para digitar com o polegar.
Uma foto vazada de uma apresentação do setor de pesquisas da Microsoft, segundo o site, mostra um teclado digital com design curvo, adaptado ao formato do dedão.
Cada tecla tem mais de uma letra. O “WMPoweruser” especula que um sistema de desambiguação vai ajudar o aplicativo a saber que palavra está sendo digitada.
Dois aplicativos com diferentes propostas para agilizar a digitação em aparelhos móveis exibiram novos recursos.
O Swype, que funciona em Android, Symbian, Windows 7 e MeeGo, foi atualizado. Ele ainda não está na loja de aplicativos Google Play, mas usuários de Android podem baixar gratuitamente a versão beta.
Com o Swype, o usuário desliza o dedo sobre as letras em vez de pressionar teclas, o que ajuda a agilizar a digitação.
A principal novidade da atualização é uma ferramenta para escrever com a voz. Além disso, o reconhecimento das palavras escritas com o dedo deslizando está mais preciso, e um recurso que tenta prever as próximas palavras a serem escritas foi inserido.
A previsão é baseada em padrões comuns de frases, e o sistema vai ficando mais esperto com o uso. As palavras sugeridas pelo sistema de previsão aparecem numa barra acima do teclado.
O sistema de previsão deve fortalecer o Swype na concorrência com o SwiftKey, que tem neste recurso seu maior trunfo.
O SwiftKey 3, para Android, foi lançado no dia 21 de junho. No fim do mês passado, chegou a ficar em primeiro lugar no Google Play, a loja de apps do Google, como o aplicativo mais vendido, de acordo com a empresa.
Diferentemente do Swype, o SwiftKey é um teclado só de pressionar. Baseia-se nas construções padrões da língua para dar suas sugestões. Também vai aprendendo aos poucos os hábitos de seu usuário. Além disso, tem um sistema de autocorreção.
Na nova versão, ganhou 42 novos idiomas e uma barra de espaço maior, e teve seu sistema de pontuação automática aprimorado.
A Apple impede mudanças na interface do teclado do iOS, o que explica a carência de versões desses aplicativos para o sistema presente no iPhone e no iPad.

6301 – O maior telescópio do mundo tenta desvendar origem dos neutrinos


Folha Ciência

Cientistas estão usando o maior telescópio do mundo, enterrado no gelo do Polo Sul, para tentar desvendar os mistérios das minúsculas partículas chamadas neutrinos, que podem esclarecer como o universo se formou.
O aparelho, chamado IceCube (cubo de gelo em inglês), levou dez anos para ser construído, a 2.400 metros abaixo da superfície do gelo antártico. Ele mede um quilômetro cúbico e é maior que os edifícios Empire State (em Nova York), Willis Tower (ex-Sears Tower, Chicago) e World Financial Center (Xangai) somados.
O telescópio serve para observar neutrinos, que são emitidos por explosões estelares e se deslocam quase à velocidade da luz. Ele passou a atrair mais atenções depois do anúncio, na semana passada, de uma partícula subatômica que parece ser o bóson de Higgs –o “tijolo” básico do universo.
“Você levanta o dedo e 100 bilhões de neutrinos passam por ele a cada segundo vindos do Sol”, disse a física Jenni Adams, da Universidade de Canterbury (Nova Zelândia), que trabalha com o IceCube.
O telescópio é basicamente uma série de detectores de luz enterrados no gelo. Quando os neutrinos, que estão em todo lugar, interagem com o gelo, eles produzem partículas carregadas que são então capazes de gerar luz, a qual pode ser detectada.
O gelo funciona como uma rede que isola os neutrinos, facilitando sua observação. Ele também protege o telescópio contra radiações potencialmente nocivas.
“Se uma supernova explodir na nossa galáxia agora, podemos detectar centenas de neutrinos com o IceCube”, disse Adams a jornalistas na Conferência Internacional de Física de Alta Energia, em Melbourne. “Não seremos capazes de vê-los individualmente, mas o detector inteiro irá se acender como uma grande queima de fogos de artifício.”
Os cientistas estão tentando monitorar as partículas para descobrir sua origem, na esperança de que isso dê pistas sobre o que acontece no espaço, especialmente em partes invisíveis do universo, conhecidas como matéria escura.
Antes da conclusão do IceCube, em 2010, os cientistas haviam observado apenas 14 neutrinos. Com o novo telescópio, que atua em conjunto com um aparelho no Mediterrâneo, centenas de neutrinos já foram detectados.
Até agora, todos eles foram criados pela atmosfera terrestre, mas os cientistas do IceCube esperam um dia detectar alguns vindos do espaço.