6271 – Biologia – O Camaleão


Camaleão

Trata-se do nome dado a todos os animais pertencentes à família Chamaeleonidae, uma das mais conhecidas famílias de lagartos. Há cerca de 80 espécies de camaleões, a maior parte delas na África, ao sul do Saara, estando também presentes em Portugal e em Espanha. Os camaleões distinguem-se de outros lagartos pela habilidade de algumas espécies em trocar de cor, por sua língua rápida e alongada, por seus olhos, que podem ser movidos independentemente um do outro, tendo alguns membros da família cauda preênsil. A família teve origem há mais de 100 milhões de anos, quando se separou da família Agamidae, de acordo com o registo fóssil.
O nome “Camaleão” significa “leão da terra”, e é derivado das palavras gregas Chamai (na terra, no chão) e leon (leão).
Têm até 60 centímetros de comprimento, com uma língua muito grande para pegar suas presas, como mariposas, moscas e outros insetos (ou protáctil, não confundir com portátil), cauda preênsil e patas fortes.
Movimenta-se com lentidão para não ser notado antes do ataque. Para apanhar sua presa, utiliza a língua que tem uma ponta grudenta. Consegue, com grande velocidade, estender a língua quase um metro. Sua língua, de ponta pegajosa prende o inseto e este é comido. Estuda-se esse processo com o auxílio de câmeras de alta velocidade. Ele se alimenta principalmente de insetos, entre os quais estão o gafanhoto, a joaninha, o besouro, e muitos outros.
Os seus olhos podem ser movidos independentemente para qualquer direção, o que lhe confere aparência curiosa. Quando um camaleão vê uma presa, pode fixá-la com um olho e utilizar o outro para verificar se não há predadores nas redondezas. O encéfalo do camaleão recebe duas imagens separadas, que tem de associar. À medida que se aproxima da presa, o camaleão fixa nela ambos os olhos para poder fazer pontaria.
Os olhos são recobertos por uma pálpebra que deixa livre apenas uma pequena área circular no centro, que corresponde à íris e a pupila.
Sua pele possui bastante queratina, o que apresenta uma série de vantagens (em especial, a resistência). Mas essa característica faz com que o camaleão precise fazer a “muda” de pele durante seu crescimento (a pele antiga descama, dando lugar a outra), assim como fazem as serpentes e outros lagartos. O Camaleão é uma espécie rara para algumas pessoas, certas pessoas duvidam da existência deles. Em países como a Espanha o camaleão é bem vindo e também muito conhecido, onde muitas pessoas os adotam como animais de estimação.
Na Amazônia e no Região Nordeste do Brasil, o lagarto conhecido como iguana (Iguana iguana) é por vezes chamado de camaleão, embora pertença a uma família diferente (família Iguanidae). A espécie também é conhecida localmente como sinimbu. A iguana não sofre pressão de caça intensa, principalmente pela falta de tradição como alternativa alimentícia pelas comunidades rurais. No entanto, existem relatos de consumos de ovos por algumas comunidades ribeirinhas da Amazônia. Pratos feitos com o animal também são ocasionalmente preparados pelos nativos.
Também há casos menos frequentes de camaleões da família Chamaeleonidae na Amazônia, de origem indiana, e que foram introduzidos pelos portugueses. Esses animais se adaptaram com sucesso ao habitat amazônico.
Como não é uma espécie nativa, a legislação brasileira não proíbe a criação de camaleões como animais de estimação: são bichos dos mais populares entre os fãs de animais exóticos. Recentemente, o IBAMA proibiu a importação de camaleões.[carece de fontes] Mas não há restrição de criação de animais que já estejam no país, desde que estejam em criadouros adequados. Essa “permissão” vai consumir naturalmente não vale para o “camaleão da Amazônia”, que é nativo.
Os lagartos do gênero Anolis também são as vezes chamados de camaleões, devido à sua habilidade de mudar de cor, mas, assim como a iguana, eles não são camaleões verdadeiros, pois pertencem a outra família.
Todos os camaleões são animais diurnos. Seu período de maior atividade é a manhã, e o final do entardecer. Os camaleões não são caçadores ativos. Ao invés disso, preferem se sentar, ficando horas imóveis, esperando uma presa passar por eles. Se alimentam basicamente de artrópodes e de pequenos vertebrados. Em cativeiro, também comem frutas como mamão, banana, pequenos pedaços de maçã, mas essa dieta só é válida para animais adultos: filhotes são quase exclusivamente insectívoros.
Os camaleões vivem a maior parte de suas vidas solitariamente, e são bastante agressivos contra outros membros de sua mesma espécie, mesmo que sejam fêmeas. O hábito solitário só é abandonado na época de acasalamento, quando o macho desce das árvores à procura de fêmeas. Os camaleões mordem se forem provocados, mas a mordida não causa dores muito fortes.
A mudança de cor tem um papel importante na comunicação durante lutas entre camaleões: as cores indicam se o oponente está assustado ou furioso. Acidentalmente, a mudança de cor pode ajudar na camuflagem do animal, embora esta não seja uma ocorrência frequente, e sim ocasional.
Os camaleões possuem células especializadas em duas camadas sob a sua pele externa transparente. As células na camada superior, chamadas de cromatóforas, contém pigmentos amarelos e vermelhos. Abaixo das células cromatóforas há outra camada e células: as guanóforas, que contém uma substância cristalina e incolor (a guanina). Os guanóforos refletem, entre outras, a cor azul da luz incidente. Se a camada superior de cromatóforas for amarela, a luz refletida se torna verde (azul + amarelo). Uma camada de pigmento escuro (melanina) contendo melanóforos está situada ainda mais profundamente, abaixo das guanóforas refletoras de luz azul e branca. Estes melanóforos influenciam o brilho e a claridade da luz refletida. Todas essas diferentes células pigmentares podem relocar seus pigmentos, influenciando assim a cor da luz que é refletida. O camaleão pode ser encontrado na África.

6270 – Instituto Butantan Desenvolve Anti-Inflamatório Capaz De Aliviar Dores Crônicas


Um potente anti-inflamatório capaz de aliviar dores de difícil controle está sendo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Butantan. Os primeiros testes em animais comprovaram a eficácia do medicamento, que usa uma proteína presente no sangue. De acordo Renata Giorgi, pesquisadora do Laboratório de Fisiopatologia do instituto, essa descoberta é um avanço em relação às drogas disponíveis no mercado, pois, além de ser mais potente, pode ser administrada por via oral.
O tratamento de dores crônicas, de lesão de nervos, é difícil, pois algumas drogas, como morfina, perdem a efetividade com o tempo.
Ela destacou que o estudo é inovador ao sintetizar uma proteína, chamada ligante de cálcio S100A9, produzida pelo próprio organismo. “Isso demonstra que, em determinadas condições, o próprio organismo tem capacidade de controlar a dor”, disse. Para fabricação do medicamento, os cientistas identificaram que apenas um pequeno pedaço da proteína é suficiente, o que viabiliza os custos de produção. “Em termos de proporção de dose, essa droga é mais potente”, declarou Giorgi.
Estamos numa fase de programar o início desses estudos. Hoje em dia, leva algo em torno de 20 anos pra se comprovar a eficácia de uma droga e conseguir colocá-la no mercado como medicamento”.
Serão feitos ainda levantamentos sobre o nível de tolerância do medicamento. “O paciente que é submetido à droga que tem efeito analgésico pode, à medida que vai sendo administrada, ficar tolerante ao medicamento. Então, tem que ser aumentada a dose para que se tenha o efeito desejado. Nós ainda vamos fazer esses estudos”, informou a pesquisadora.

6269 – Billboard, a Bíblia da Música


Uma revista semanal norte-americana especializada em informações sobre a indústria musical.Já foi aqui no Brasil uma referência para rádios de qualidade. Conhecida também como The Music Bible (“A bíblia da música”) foi fundada em 1894, tendo como foco inicial o mercado publicitário, mas passou a tratar apenas de música a partir de dos anos de 1950.E faz parte da Prometheus Global Media.
Mantém vários rankings reconhecidos internacionalmente que classificam canções e álbuns populares em várias categorias e estilos. Seu ranking mais conhecido, o Hot 100, mostra os 100 singles mais vendidos e tocados nas rádios e é frequentemente usado nos Estados Unidos como a principal forma de medir a popularidade dos artistas bem como de uma canção. O Top 200 é o ranking correspondente aos álbuns mais vendidos.
Em 4 de janeiro de 1936 a Billboard publicou o seu primeiro ranking musical, e em 20 de julho de 1940 publicou sua primeira lista de popularidade musical (Music Popularity Chart).
O cantor Michael Jackson tinha sido o principal responsável pela divulgação da revista no mundo, por meio de seus álbuns fenômenos de venda como Bad, Thriller e Dangerous.
Anualmente, a revista entrega o Billboard Music Awards, um prêmio que honra os artistas e as canções mais populares de um certo ano. Os BMA’s são entregues com base nos rankings de final de ano, que mostram quais foram as canções mais populares de cada ano. A Billboard é considerada a principal parada musical do mundo da música.
A versão brasileira da revista foi lançada pela BPP Promoções e Publicações em outubro de 2009.

Recordistas
Top 1
artistas solo masculinos: Elvis Presley (17 singles) e Michael Jackson (13 singles);
artistas solo femininos: Mariah Carey (18 singles) e Madonna (12 singles).
bandas: The Beatles (20 singles).
Top 10
Atualizado em 08 de julho de 2012
artistas solo masculinos: Michael Jackson e Stevie Wonder apareceram 28 vezes no Top 10 e Elton John (23).
artistas solo femininos: Madonna (38 singles), sendo 4 Minutes (2008) e Give Me All Your Luvin (2012) os últimos. Depois aparecem Mariah Carey e Janet Jackson com 27 hits. Rihanna tem 22 músicas incluídas no Top 10.
bandas: The Beatles (34 singles)

1ª Edição da revista

6268 – George Washingnton


George Washingnton

George Washington (22 de fevereiro de 1732 – 14 de dezembro de 1799) foi um político e militar americano, foi o primeiro presidente constitucional dos Estados Unidos de 1789 a 1797, precedido por outros 14 presidentes que foram eleitos pelo Congresso dos Estados Unidos, conhecidos como “Os Presidentes Esquecidos”, e também foi comandante do Exército Continental na Guerra da Independência dos Estados Unidos de 1775 a 1783. Seu papel na revolução e na subsequente independência e formação dos Estados Unidos foi significativo, e é visto pelos americanos como o “Pai da Pátria”.

Nasceu a 22 de Fevereiro de 1732 em Bridges Creek, na Virgínia (E.U.A.), descendente de uma família oriunda da Inglaterra, que se estabeleceu na América por volta do ano de 1657. Apesar da boa situação econômica de seus pais, o pequeno George só estudou até o curso elementar que freqüentou até os 16 anos de idade na Escola de Williamsburg. Morreu a 14 de dezembro de 1799 . (11 de Fevereiro, no calendário juliano). Era filho de Augustine Washington e de Mary Ball Washington. Originário de uma família tradicional, estável e abastada, família de agricultores proprietários de terras da Virgínia, tornou-se, em 1748, zelador das propriedades de Shenandoah Valley pertencentes a Lord Fairfax e mais tarde de todo o condado de Culpeper. Estudou agrimensura e de 1749 a 1751 ocupou-se do levantamento topográfico de extensa região da Virgínia. Em 1752, herdou a grande propriedade paterna de Mount Vernon.
Ainda jovem participou ativamente das guerras contra os índios e franceses. Em 1753 foi encarregado de levar um ultimato aos franceses que haviam ultrapassado os limites do Ohio. Rejeitada a intimação, assumiu o posto de tenente-coronel, no comando de 150 homens. Servia no Primeiro Regimento de Virgínia (parte do exército britânico). Enquanto tentava expulsar os franceses do condado de Ohio, Washington ocasionou uma série de eventos que, no fim, levaram à Guerra Franco-Indígena (1754-1763).
Em 1754, recebeu a missão de estabelecer um forte, onde hoje se localiza a cidade de Pittsburgh. Iniciava-se a luta contra os franceses, que duraria até 1759. Encarregado de tomar a posição francesa de Fort Duquesne, em 28 de maio de 1754 Washington surpreendeu e derrotou as primeiras forças enviadas a seu encontro. Em 3 de Julho, os franceses contra-atacaram, venceram e concederam-lhe termos honrosos após uma resistência de dez horas. George Washington reuniu os sobreviventes e procedeu à retirada. Nova derrota em Monongahela, como integrante das forças britânicas, não o desanimou. Recrutou um contingente de colonos de Virgínia e preparou o ataque, vitorioso, contra o Fort Duquesne, em Novembro de 1758.
Deixou o exército em 1758, no posto de coronel, se casou com uma viúva rica, Martha Washington (1759), e se mudou para Virgínia com sua esposa e família, onde passou a viver do plantio de Tabaco na sua fazenda. Nos anos seguintes, Washington teria um significante papel na fundação dos Estados Unidos.
O caminho para a independência dos Estados Unidos
O domínio da Inglaterra sobre as colónias americanas começou a causar revoltas, tendo então Washington iniciado a sua atividade política na Assembleia de oposição da Virgínia, a qual protestava perante o agravamento das tributações impostas e falta de liberdade de ação. Politicamente, Washington apoiava a resistência às decisões britânicas. Em 1774 foi um dos sete delegados que representou a Virgínia no Primeiro Congresso Continental de Filadélfia, que se reuniu para discutir as medidas a tomar contra os colonizadores. Participou também do Segundo Congresso Continental, que se realizou no ano seguinte. Iniciadas as Guerra da Independência (1775-1783), em 15 de Junho de 1775 foi nomeado por John Adams comandante-em-chefe de todos os exércitos continentais, posto que assumiu em Cambridge, Massachusetts, em 3 de Julho.
Conseguiu impor alguma ordem entre os 16 mil voluntários e, em Março de 1776, expulsou os britânicos de Boston. Em Setembro, após uma inepta defesa de Nova York, liderou brilhantemente o seu exército. Durante os cinco anos seguintes, estabeleceu um “jogo de nervos” com os britânicos em Nova York e Filadélfia, estimulando ataques ocasionais e conflitos como o de Trenton (1776), Princeton, Brandywine, Germantown (1777) e, posteriormente, a campanha do Vale Forge, em Monmouth (1778).
Concluiu, em 6 de Fevereiro de 1778, uma aliança com os franceses. Praticou de uma guerra de guerrilha até que a Espanha e a França, com Rochambeau, entraram em cena, constituindo um decisivo peso para a derrota dos britânicos em Yorktown, Virgínia, em 19 de Outubro de 1781, pondo término à Guerra da Independência dos EUA. Dois anos depois era reconhecida a independência do país. Washington demitiu-se e retirou-se para Mount Vernon em 23 de Dezembro de 1783.
Seus discursos durante a guerra se tornaram famosos por serem não só uma defesa do patriotismo,mas também um pedido de atenção aos valores morais e ao cristianismo,em 1776 escreveu que:

Enquanto, zelosamente, cumprimos os deveres de bons cidadãos e soldados,certamente não podemos estar desatentos aos deveres maiores da religião.À qualidade de patriota,seria a nossa maior glória, adicionar a qualidade mais distinta de cristão.
— George Washington

A maior realização de Washington foi ter conseguído manter a união de um exército mal armado, acatando deliberações de um congresso dividido. Apreensivo frente à anarquia política pós-guerra, incentivou a convocação da Constituinte. Washington e outros nacionalistas da Virgínia foram os encarregados de organizar a Convenção Constituinte de Filadélfia (1787), da qual foi presidente. Apoiou a Constituição de 1787 e fez com que ela fosse aprovada por todos os estados em 1789. Em 4 de fevereiro de 1789, foi eleito por unanimidade para a presidência da União, derrotando John Adams. Em 1792 foi reeleito e recusou um terceiro mandato “para não dar mau exemplo”.
Washington tomou posse em 30 de Abril de 1789 e presidiu a formação e as operações iniciais do novo governo. Fundou a cidade de Washington em 1793 e praticou uma política de desenvolvimento econômico com base capitalista e de colonização de zonas até então de exclusivo povoamento índio (como o Tennessee e o Kentucky). Apesar de tentar manter seu cargo acima do jogo político, identificou-se com a política federalista, defendendo um governo central forte, com leis internas rígidas, bem como a independência financeira do país.
Sua rigorosa dignidade e sentido de decência contiveram o partidarismo que caracterizaria as administrações de seus três sucessores: John Adams, Thomas Jefferson e James Madison. Mesmo assim, tomou várias decisões que tiveram vital importância a longo prazo. Instituiu o gabinete, apesar da Constituição contemplar a formação do dito corpo e actuou de forma independente no Congresso, evitando assim o desenvolvimento de facções.
Reeleito presidente por unanimidade em Novembro de 1792, iniciou o segundo mandato presidencial em Janeiro de 1793. Nesse novo mandato, a explosão da guerra entre a França revolucionária e a colisão integrada pela Grã-Bretanha, Prússia e Áustria em 1793, pôs em perigo a política externa norte-americana.
Reprimiu a Revolta do Whisky (1794, contra imposição de taxas sobre esse produto), recusou apoio à França revolucionária e aprovou um acordo de paz com a Reino Unido da Grã-Bretanha em 1794, o chamado Tratado de Jay (Jay’s Treaty), para assentar assuntos pendentes com a antiga metrópole depois da Guerra da Independência. Estes actos provocaram o descontentamento do partido democrata republicano liderado por Thomas Jefferson por considerar tal tratado uma ingratidão com os franceses (que tinham prestado auxílio durante a Guerra da Independência) e subserviente em relação aos antigos colonizadores.
Recusou-se a concorrer ao terceiro mandato, o que estabeleceu uma norma na vida eleitoral americana. Após um discurso de adeus ao povo americano, em 19 de Setembro de 1796, retirou-se da vida pública em 3 de Março de 1797, quando acabou o seu segundo mandato, retirando-se para a propriedade herdada do meio-irmão, Mount Vernon, e, com simplicidade digna, voltou aos seus trabalhos agrícolas. Em seu discurso de despedida, deplorava o partidarismo e clamava pela neutralidade norte-americana em assuntos externos.
Em 1798, entretanto, a ameaça de guerra com a França levou-o a aceitar, em 3 de Julho, a comissão de tenente-general e a chefia do comando do Exército, postos que conservou até morrer.
George Washington faleceu em Mount Vernon, em 14 de Dezembro de 1799. Foi “o primeiro na guerra, o primeiro na paz e o primeiro no coração de seus concidadãos”, disse Henry Lee, um de seus contemporâneos no dia de sua morte. É considerado o “Pai dos Estados Unidos”.
A face e imagem de George Washington é usada com frequência nos símbolos oficiais dos Estados Unidos. A capital dos Estados Unidos, Washington, DC, é assim chamada em sua homenagem. Possivelmente a mais proeminente comemoração de seu legado é o uso de sua imagem na nota de um dólar e na moeda de 25 cents. Washington, juntamente com Theodore Roosevelt, Thomas Jefferson e Abraham Lincoln, está representado no Monte Rushmore.
Uma das mais respeitadas universidades do mundo, a Universidade George Washington, localizada em Washington, DC, teve o terreno do seu campus principal doado por George Washington, que expressou a necessidade de se ter uma universidade e centro de pesquisas de alto nível na capital do país.

6267 – 4 De Julho dia da Independência dos EUA


4 de julho em Las Vegas

4 de Julho é o 185º dia do ano no calendário gregoriano (186º em anos bissextos). Faltam 180 para acabar o ano.

Um feriado nacional que celebra o dia 4 de julho nos Estados Unidos. Essa dia marca a declaração de independência de 1776, ano em que as Treze Colônias declaram a separação formal do Império Britânico. Usualmente celebra-se com muitas atividade ao ar livre, jogos de beisebol e espetáculos de fogos artificiais.
Antes da Independência, os EUA era formado por treze colônias controladas pela metrópole: a Inglaterra. Dentro do contexto histórico do século XVIII, os ingleses usavam estas colônias para obter lucros e recursos minerais e vegetais não disponíveis na Europa. Era também muito grande a exploração metropolitana, com relação aos impostos e taxas cobrados dos colonos norte-americanos.
A Inglaterra resolveu aumentar vários impostos e taxas, além de criar novas leis que tiravam a liberdade dos norte-americanos. Dentre estas leis podemos citar: Lei do Chá (deu o monopólio do comércio de chá para uma companhia comercial inglesa), Lei do Selo ( todo produto que circulava na colônia deveria ter um selo vendido pelos ingleses), Lei do Açúcar (os colonos só podiam comprar açúcar vindo das Antilhas Inglesas).
Estas taxas e impostos geraram muita revolta nas colônias. Um dos acontecimentos de protesto mais conhecidos foi a Festa do Chá de Boston ( The Boston Tea Party ). Vários colonos invadiram, a noite, um navio inglês carregado de chá e, vestidos de índios, jogaram todo carregamento no mar. Este protesto gerou uma forte reação da metrópole, que exigiu dos habitantes os prejuízos, além de colocar soldados ingleses cercando a cidade.

Em 1776, os colonos se reuniram no segundo congresso com o objetivo maior de conquistar a independência. Durante o congresso, Thomas Jefferson redigiu a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. Porém, a Inglaterra não aceitou a independência de suas colônias e declarou guerra. A Guerra de Independência, que ocorreu entre 1776 e 1783, foi vencida pelos Estados Unidos com o apoio da França e da Espanha.

Constituição dos Estados Unidos

Em 1787, ficou pronta a Constituição dos Estados Unidos com fortes características iluministas. Garantia a propriedade privada (interesse da burguesia), manteve a escravidão, optou pelo sistema de república federativa e defendia os direitos e garantias individuais do cidadão.

6266 – Imigração – O Greencard


Oficialmente United States Permanent Resident Card (“Carta de Residência Permanente nos Estados Unidos”) é um visto permanente de imigração concedido pelas autoridades daquele país. Diferentemente dos outros tipos de vistos ele não restringe ou limita as ações de quem o tem. Todos os outros tipos de visto são temporários e atrelados à sua especificidade, enquanto o green card é permanente e sem vínculos. Por exemplo, o visto de estudo não lhe permite trabalhar, o visto de trabalho só permite que se viva nos EUA enquanto se trabalhar para a empresa que patrocinou o visto. Já o green card dá a quem o tem praticamente todos os direitos de um cidadão americano. O portador do green card poderá sair e entrar nos Estados Unidos, trabalhar em qualquer região e estudar por preços mais acessíveis. A única restrição é não ficar mais de um ano ou sucessivos períodos muito longos fora dos Estados Unidos pois, como é um visto de imigração permanente, pressupõe-se que a pessoa que o possui deseja efe(c)tivamente fixar residência nos Estados Unidos.
Apesar do nome, o green card atualmente não é um cartão verde e sim branco. Anteriormente, o documento era verde, o que lhe conferiu o título.
Muitos perguntam se o governo americano dá algum tipo de vantagem ou incentivo a quem recebe o green card. A resposta é sim e não. Sim, pois não há vantagem maior do que ganhar o visto que todos que possuem outros vistos ou nenhum sonham e lutam para conseguir e, com ele, terem abertas as portas para bons empregos, boas escolas, segurança, entre outros. Não, porque o governo não conseguirá um emprego ou financiará uma residência para o portador do green card, uma vez que não faz o mesmo para cidadãos americanos. Não há, também, nenhum serviço de recepção e encaminhamento do imigrante que chega ao país com o green card.

O governo americano, todos os anos, desde 1991, sorteia de 50 mil a 55 mil vistos entre diversos países do mundo que são tidos como de baixa representação no país, por meio do Programa de Diversidade de Vistos, a Loteria de green cards. Para participar, é necessário ter o 2º grau completo ou ter trabalhado pelo menos dois anos, nos últimos cinco anos, em algum tipo de emprego que necessite de 2 ou estar terminando este ano. Um total de 100 mil pessoas são selecionadas e recebem a carta informativa de sorteio e diversos formulários. Destas, as 50 mil primeiras que enviarem de volta estes formulários preenchidos corretamente serão chamadas para uma entrevista no Consulado Americano. Nesta, deve-se levar toda a documentação exigida e, em caso de aceitação, a pessoa sorteada e sua família (cônjuge e filhos solteiros menores de 21 anos) receberão o protocolo do green card e terão 6 meses para providenciar a mudança para os Estados Unidos.

Existem possibilidades de se conseguir o Green card caso se invista na abertura de negócios de 500 mil dólares em regiões com maior índice de desemprego ou de 1 milhão de dólares em regiões metropolitanas e que se crie pelo menos 10 empregos para americanos ou residentes legais. É, no entanto, arriscado, pois não há certeza da consecução do visto. Se bem sucedido demora de 2 a 3 anos.
Caso contratado para trabalhar em uma empresa americana, após algum tempo, pode-se entrar com um pedido de green card. Esta tentativa só tem chances de ser bem sucedida para empregados em áreas de trabalho com sérios problemas de disponibilidade de mão-de-obra. Demora de 2 a 5 anos.
Caso a pessoa se case com cidadã(o) americana(o). Demora de 1 a 3 anos.
Em alguns casos, parentes de cidadãos americanos ou residentes legais podem conseguir o green card após alguns anos. O pedido deve ser feito pelo parente, nos Estados Unidos. Demora de 2 a 8 anos com parentes de cidadãos americano levando menos tempo e de imigrantes legais mais.

Muitas pessoas tem o sonho de obter um Green Card dos Estados Unidos e vivenciarem o que chamam de sonho americano. O sonho dessas pessoas é que o padrão de vida nos Estados Unidos da América seja muito mais alto que no Brasil, tendo salários mais altos e um custo de vida mais baixo, principalmente em produtos de consumo e tecnologia.

O Green Card não é nada fácil de se conseguir, existem poucas maneiras de se conseguir um green card para os Estados Unidos, pois são bem exigentes com a imigração. Lembre se que há muitas maneiras ilegais de se conseguir um Green Card, que se obtendo ilicitamente pode ocorrer a deportação imediata e até a prisão.

6265 – Um descobridor de maravilhas


Tão famoso que aparece nas notas.

David Livingstone, médico, missionário e explorador escocês, falecido em 1873, passou a maior parte do tempo na África. Como missionário, partiu de Londres para a Cidade do Cabo e incursionando pela África descobiu o rio Zambesi, as cataratas Vitória e o Lago Niasa. Estudou também a nascente do Nilo. deixou muitas obras em suas viagens.
Biografia

David Livingstone é um pastor que nasceu em Blantyre, a sul de Glasgow, em 19 de Março de 1813. Aos 10 anos começou a trabalhar na fábrica local de algodão, com aulas na escola à noite. Em 1834, perante os apelos da Igreja Presbiteriana, que queria mandar missionários para a China, decidiu preparar-se para assumir essa função. Em 1836, ele começou a estudar grego, medicina e teologia em Glasgow, na Escócia e decidiu tornar-se um missionário médico. Em 1841, ele foi colocado à beira do deserto do Kalahari, em África Austral. Em 1845, ele se casou com Mary Moffat, filha de um colega missionário.
Livingstone sentiu-se fascinado pela missão de chegar a novos povos no interior da África e apresentá-los ao cristianismo, bem como libertá-los de escravidão. Foi isso que inspirou suas explorações. Em 1849 e 1851, ele viajou por todo o Kalahari, na segunda visita ao rio Zambeze. Em 1842, ele começou uma expedição de quatro anos para encontrar uma rota a partir do Alto Zambeze à costa. Esta enorme expedição contribuiu para o preenchimento das lacunas do conhecimento ocidental sobre a África central e do sul. Em 1855, Livingstone descobriu uma espetacular cataratas ou cachoeira, a que ele chamou ‘Victoria Falls “. Ele ainda chegou à foz do Zambeze sobre o Oceano Índico, em Maio 1856, tornando-se o primeiro europeu a atravessar a largura da África meridional.
David Livingstone não foi o primeiro, mas com certeza o maior explorador da África. Quando embarcou pela primeira vez para o continente negro, em 1841, pretendia atuar principalmente como missionário. Constatou logo que as missões em território pouco povoado não seriam promissoras, se não viajasse muito e visitasse os “selvagens” – como os negros eram chamados pelos colonizadores. Ao todo, ele percorreu 48 mil quilômetros em terras africanas. Numa aventura de mais de 15 anos, atravessou duas vezes o deserto de Kalahari, navegou o rio Zambeze de Angola até Moçambique, procurou as fontes do Nilo, descobriu as cataratas Vitória e foi o primeiro europeu a atravessar o lago Tanganica. Cruzou Uganda, a Tanzânia e o Quênia. Andava a pé, em carros de boi e em canoas. Nas aldeias, tratava dos doentes, conquistando assim a amizade dos nativos.
Combateu, desde o início, o tráfico de escravos que, embora proibido no império britânico desde 1833, ainda era praticado pelos portugueses e árabes. O objetivo de Livingstone era levar o livre comércio, o cristianismo e a civilização para o interior do continente africano.
Em março de 1871, o editor James Gordon Bennett encarregou o jornalista Henry Morton Stanley, correspondente em Madri do jornal New York Herald, a procurar Livingstone, de quem não se tinha nenhuma notícia há vários meses, e contar sua história. Com o auxílio de 200 carregadores, o repórter finalmente encontrou o explorador, aos 58 anos de idade e esqueleticamente magro, em Ujiji (na fronteira entre o Zaire e a Tanzânia), onde hoje se situa o Parque Gomba, um santuário de 52 quilômetros quadrados para chimpanzés.Este encontro se deu em outubro de 1871, no Lago Tanganyika onde Stanley proferiu a famosa frase: “Dr. Livingstone, eu presumo”
Depois de recuperar suas forças com os alimentos e remédios levados pelo jornalista, Livingstone acompanhou Stanley em viagens ao extremo norte do lago Tanganica. Quando se preparava para retornar aos EUA, Stanley insistiu para que o explorador voltasse à Inglaterra, porém o fanático pesquisador resistiu. Passou seus últimos dias de vida errante na região do lago Bangweolo.
O desfecho
Por muitos anos sua saúde demonstrava fragilidade vindo a falecer no dia 1 de Maio 1873. Os nativos encontraram David Livingstone morto em Ilala, ajoelhado ao lado da cama. Morreu orando. Souzi e Chouma, seus auxiliares de confiança, enterraram seu coração debaixo de uma árvore. Depois lavaram o corpo com sal e aguardente e o puseram para secar ao sol. Envolto numa manta de lã e dentro de uma caixa de casca de árvore, foi levado a Zanzibar. Ele fora o primeiro a descrever a geografia, a estrutura social, os animais e as plantas do continente africano. Contudo, seu trabalho como missionário teve menor êxito do que o de descobridor. Hoje, os ossos do explorador se encontram na Abadia de Westminster, em Londres.

6264 – Mídia – CNN no Rio


A Rede de TV paga americana que revolucionou o jornalismo chegou no Brasil há alguns anos. O 1° escritório foi aberto no Rio e comandado pelos jornalistas americanos Marina Mirabella e Daniel Melvor.
A rede CNN acaba de se instalar em São Paulo. O interesse dos americanos pelo Brasil começou com a escolha do país para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
Shasta Darling é a primeira funcionária da nova sede.
E não é só a CNN que está com o foco nos brasileiros. A chegada da Fox Sports agita os bastidores do jornalismo esportivo. O canal deve estrear na TV a cabo no começo do ano que vem e pretende competir com as produções nacionais. A Fox Sports detém direitos de exclusividade na transmissão das Copas Libertadores e Sulamericana.

Cable News Network (CNN) é um canal a cabo de notícias norte-americano fundado em 1980 por Ted Turner.
Quando de seu lançamento, o CNN foi o primeiro canal a transmitir uma programação de notícias 24 horas, e o primeiro canal exclusivamente jornalístico dos Estados Unidos. Apesar de possuir diversos afiliados, o CNN transmite primariamente a partir de suas sedes em Atlanta (CNN Center) e Nova York (Time Warner Center), e de seus estúdios em Washington e Los Angeles. A proprietária do CNN é a Time Warner, e a divisão de notícias norte-americana é controlada pela Turner Broadcasting System.
Para diferenciá-la da CNN International, a divisão norte-americana é por vezes chamada de CNN/U.S.. Em agosto de 2010, o CNN estava disponível em mais de 100 milhões de residências nos Estados Unidos. A cobertura de transmissão estende-se por mais de 890,000 quartos de hotéis no país. A programação global do CNN é feita pela CNN International, que cobre mais de 212 países e territórios. A partir do final de 2010, a versão doméstica do CNN/U.S. passou a ser disponibilizada em high definition para espectadores do Japão sob o canal CNN HD.

Filiais pelo mundo
Muitas das filiais abaixo foram fechadas ou, devido à crise financeira, tiveram seus orçamentos reduzidos:
Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos (escritório regional no Oriente Médio)
Bagdade, Iraque
Bangkok, Tailândia
Pequim, China
Beirute, Líbano
Berlim, Alemanha
Bogotá, Colômbia
Cairo, Egito
Dubai, Emirados Árabes Unidos
Havana, Cuba
Hong Kong (escritório regional na Ásia/Pacífico)
Islamabad, Paquistão
Istambul, Turquia
Jacarta, Indonésia
Irã, Teerão (até às eleições de 2009, quando a imprensa internacional foi expulsa do país)
Jerusalém, Israel
Joanesburgo, África do Sul
Lagos, Nigéria
Lisboa, Portugal
Londres, Reino Unido (escritório regional na Europa)
Madri, Espanha
Cidade do México, México
Moscou, Rússia
Nairóbi, Quênia
Nova Délhi, Índia
Paris, França
Rio de Janeiro, Brasil
Santiago do Chile, Chile
São Paulo, Brasil
Seul, Coreia do Sul
Sydney, Austrália
Tóquio, Japão

6263 – O que Deus tem a ver com o bóson de Higgs?


Tecnicamente, a partícula é conhecida como bóson de Higgs. Mas o outro apelido conferido a ela acabou ficando até mais famoso: partícula de Deus.
A alcunha foi dada pelo prestigiado físico Leon Lederman, vencedor do Prêmio Nobel em Física, pelo fato de o bóson de Higgs ser a partícula que permite que todas as outras tenham diferentes massas.
Ele fez uma analogia com a história bíblica da Torre de Babel, em que Deus, num de seus típicos acessos de fúria, faz com que todos falem línguas diferentes.
Da mesma maneira, o Higgs faria com que todas as partículas tivessem massas variadas.
O nome pegou, mas a maior parte da comunidade científica prefere chamar mesmo de bóson de Higgs, para que a brincadeira não distorça o real significado do trabalho de pesquisa ou atribua a ele alguma conotação religiosa imprópria.
Após anos de espera, imprevistos, problemas técnicos e muito suor, os físicos do LHC (Grande Colisor de Hádrons), maior acelerador de partículas do mundo, anunciaram a descoberta de uma nova partícula. E eles acreditam que seja o famoso bóson de Higgs.
Caso isso seja confirmado, será o coroamento da teoria científica mais bem-sucedida de todos os tempos –o chamado Modelo Padrão, que explica como se comportam todos os componentes e forças existentes na natureza, salvo a gravidade (explicada pela relatividade geral).
Contudo, cabe atenção para a formulação cuidadosa das afirmações dos pesquisadores.
Em seu último relatório, no fim do ano passado, eles já sugeriam ter encontrado algo, mas não descartavam um alarme falso.
Agora, eles já cravam categoricamente a existência da nova partícula. Só não admitem com todas as letras que se trata da almejada “partícula de Deus”.
“Apesar de os eventos [de colisões de partículas no acelerador] sugerirem que estejamos diante do bóson de Higgs, a confirmação de que se trata realmente da partícula predita requer mais medidas comparativas”, afirma Sérgio Novaes, físico da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e membro da Colaboração CMS, um dos dois experimentos do LHC que servem de base para o anúncio.
Ossos do ofício, num esforço que envolve análise de dados de milhões de colisões de partículas para que, estatisticamente, seja possível chegar a alguma conclusão definitiva.
De toda forma, o novo achado dá toda pinta de que se trata mesmo do almejado bóson.

6262 – Mega Sampa – Corínthians decide a final da Libertadores hoje no Pacaembu contra o titã Boca Júniors


Milhões de corintianos esperaram por décadas pela noite de hoje: contra o Boca Juniors, no Pacaembu, Tite e seus jogadores buscam o inédito troféu da Libertadores.
E esperar, assim como torcer e sofrer, é o verbo mais conjugado pelo clube fundado no bairro do Bom Retiro há mais de cem anos.
O Corinthians pode encerrar uma espera que já dura 35 anos. Ser o dono da América significa mais do que dar a volta olímpica, bordar a estrela no escudo, pintar a conquista no estádio que está sendo erguido em Itaquera.
Ganhar hoje vai significar o fim da virgindade continental, o fim do deboche dos rivais locais, todos já donos de ao menos uma dessas taças.
Liderado pelo mais eficiente sistema defensivo da América, o Corinthians precisa de uma vitória simples contra o Boca Juniors para, enfim, sagrar-se campeão. Qualquer empate leva a decisão para a prorrogação –e pênaltis.
Em Buenos Aires, no jogo de ida, houve empate por 1 a 1. Na final, gols anotados fora de casa não servem como critério de desempate.
Para superar o maior carrasco de brasileiros, do veterano e requintado Riquelme, o técnico Tite pede à torcida a paciência que sempre caminhou ao lado do Corinthians.
A primeira participação do Corinthians na Libertadores foi em 1977, meses antes do inesquecível gol de Basílio na final do Estadual, que encerrou o jejum de títulos de 22 anos, oito meses e sete dias.
Desde então são 35 anos de uma espera que se acentuou em 1991, quando a Libertadores tornou-se obsessão.
Dentro de São Paulo o clube sempre foi absoluto: logo na terceira participação, em 1914, já ganhou o primeiro Estadual. O Rio-São Paulo também veio na segunda edição.
Mas os corintianos sabem o quanto demorou para festejar um título nacional.

Este só veio em 1990, contra o São Paulo, com gol de Tupãzinho, como um Romarinho, que há uma semana saiu do anonimato e do banco de reservas para calar a mítica e temida Bombonera.
Hoje o novo xodó da torcida ficará no banco de novo.
Título internacional só houve em 2000, o Mundial de Clubes. A Fifa organizou e reconhece a conquista, mas ainda falta a Libertadores.

E o Corinthians está perto de ganhá-la em grande estilo. Se bate o Boca hoje, será o primeiro a conquistar a Libertadores de forma invita desde 1978, quando o mesmo Boca alcançou tal proeza, mas em apenas seis jogos.
Entre os brasileiros, só o Santos de Pelé conseguiu em 1963, mas fez só quatro jogos.

Tite não perde na Libertadores desde que o Tolima quase o derrubou do cargo, em fevereiro de 2011. São 13 partidas desde então.

O tite que nunca se deu bem na América pode conquistá-la com autoridade após passar por venezuelanos, mexicanos, equatorianos, paraguaios, cariocas, e santistas –com Neymar.
Hexacampeão da Libertadores, décima decisão, fama de mau, o Boca tenta igualar-se ao Independiente como maior campeão da Libertadores, como sete conquistas.
Contra a pesada camisa azul e ouro do Boca, o Corinthians terá a seu favor um Pacaembu lotado e febril.
Cada metro quadrado do tradicional estádio é disputado a gritos por torcedores, patrocinadores, cartolas, políticos, jornalistas, enquanto ingressos são vendidos a preços de carro. O clube instalou telões no sambódromo, mas milhares estarão na porta do Pacaembu mesmo sem entrada. Tudo para saber se tanta espera valeu a pena.