6227 – Os Cometas


Corpo menor do sistema solar que quando se aproxima do Sol passa a exibir uma atmosfera difusa, denominada coma, e em alguns casos apresenta também uma cauda, ambas causadas pelos efeitos da radiação solar e dos ventos solares sobre o núcleo cometário. Os núcleos cometários são compostos de gelo, poeira e pequenos fragmentos rochosos, variando em tamanho de algumas centenas de metros até dezenas de quilômetros.
A palavra cometa é originada da palavra do Latim cometes que vem da palavra do grego komē, que significa “cabeleira da cabeça”. Aristóteles usou pela primeira vez a derivação komētēs para descrever cometas como “estrelas com cabeleira”. O símbolo astronômico para cometas (☄) consiste de um disco com uma cauda similar a uma cabeleira.
Os cometas são classificados em:
periódicos: são cometas que possuem órbita elíptica bem alongada e geralmente voltam à vizinhança solar em períodos inferiores a 200 anos. Os nomes destes cometas começam com P ou de um número seguido de P.
não-periódicos: são cometas que foram vistos apenas uma vez e geralmente possuem órbitas quase parabólicas retornando à vizinhança solar em períodos de milhares de anos, caso retornem. Os nomes dos cometas não-periódicos começam com C.
extintos: são cometas que já desapareceram por terem impactado com outro astro ou se desintegrado em suas passagens muito próximas e frequentes do Sol. Seus nomes costumam ser alterados para começarem com a letra D.
Os cometas possuem uma grande variedade de períodos orbitais diferentes, variando de poucos anos a centenas de milhares de anos, e acredita-se que alguns só passaram uma única vez no Sistema Solar interior antes de serem arremessados no espaço interestelar. Acredita-se que os cometas de período curto tenham sua origem no Cinturão de Kuiper, ou em seu disco de espalhamento, que fica além da órbita de Netuno. Já os cometas de longo período, acredita-se que se originam na Nuvem de Oort, consistindo de restos da condensação da Nebulosa solar, bem além do Cinturão de Kuiper. Os cometas são arremessados dos limites exteriores do Sistema Solar em direção ao Sol pela perturbação gravitacional dos planetas exteriores (no caso dos objetos no Cinturão de Kuiper) ou de estrelas próximas (no caso dos objetos da Nuvem de Oort), ou como resultado da colisão entre objetos nestas regiões.
Acredita-se que uns asteróides tenham uma origem diferente dos cometas, tendo se formado no Sistema Solar interior em vez do Sistema Solar exterior, mas algumas descobertas recentes tornaram um pouco mais nebulosa a distinção entre asteróides e cometas.
O núcleo dos cometas varia em dimensões de 100 metros para mais de 40 quilômetros. Eles são compostos de rochas, poeira, gelo, e gases congelados como monóxido de carbono, dióxido de carbono, metano, e amônia.
Os cometas são descritos popularmente como “bolas de gelo sujo”, apesar de que recentes observações revelaram superfícies secas poeirentas ou rochosas, sugerindo que os gelos estão ocultos abaixo da crosta. Os cometas também contém uma variedade de compostos orgânicos; além dos gases já mencionados, estão também presentes o metanol, cianeto de hidrogênio, formaldeído, etanol e etano, e talvez algumas moléculas mais complexas como hidrocarbonetos de cadeia longa e aminoácidos.
Devido a sua massa pequena, os cometas não conseguem se tornar esféricos sob sua própria gravidade, e por isto tem formas irregulares.
Surpreendentemente, os núcleos cometários estão entre os objetos mais escuros existentes no sistema solar. A Sonda Giotto descobriu que o núcleo do Cometa Halley reflete aproximadamente 4% da luz que incide sobre ele, e a Deep Space 1 descobriu que a superfície do cometa Borrelly reflete entre 2,4 e 3% da luz incidente sobre ele.
No sistema solar exterior, os cometas permanecem congelados e são extremamente difíceis ou impossíveis de detectar a partir da Terra devido a seu tamanho minúsculo. Detecções estatísticas de núcleos de cometas inativos no Cinturão de Kuiper tem sido relatadas a partir das observações do Telescópio Espacial Hubble, mas estas detecções tem sido questionadas, e ainda não foram confirmadas de forma independente. Conforme um cometa se aproxima do sistema solar interior, a radiação solar faz com que os materiais voláteis dentro do cometa vaporizem e sejam ejetadas do núcleo, carregando poeira junto com ela. Os fluxos de poeira e gás liberados formam uma enorme e extremamente tênue atmosfera em torno do cometa, chamada de coma, e a força exercida na coma pela pressão de radiação do Sol, e o vento solar, fazem com que uma enorme cauda se forme, que sempre aponta para longe do Sol.
Como resultado da perda de gases, os cometas deixam uma trilha de detritos sólidos atrás de si. Se o caminho do cometa atravessar o caminho da Terra, então naquele ponto provavelmente haverá uma chuva de meteoros à medida que a Terra atravessar a trilha de detritos. A chuva de meteoros perseidas ocorre todos anos entre 9 e 13 de agosto, quando a Terra passa pela órbita do cometa Swift-Tuttle. O cometa Halley é a origem da chuva de meteoros orionídeos, que ocorre todos os anos no mês de outubro.

Alguns cometas chegam a um final espetacular—ou caindo no Sol, ou atingindo um planeta ou outro corpo. Colisões entre cometas e planetas ou luas foram bastante comuns no início do Sistema Solar: algumas das muitas crateras da Lua, por exemplo, podem ter sido causadas por cometas. Uma colisão recente de um cometa com um planeta aconteceu em 1994, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 partiu-se e colidiu com Júpiter.
Muitos cometas e asteróides colidiram com a Terra nos primeiros estágios. Muitos cientistas acreditam que o bombardeio de cometas na Terra jovem (cerca de quatro bilhões de anos atrás) trouxeram as vastas quantidades de água que agora preenchem os oceanos terrestres, ou pelo menos uma porção significativa dos mesmos. Mas outros pesquisadores tem dúvidas acerca desta teoria.[29] A detecção de moléculas orgânicas nos cometas levou a algumas especulações de que cometas ou meteoritos podem ter trazidos os elementos precursores da vida ou mesmo os primeiros elementos vivos para a Terra. Existem ainda muitos cometas próximos da Terra, apesar de uma colisão com um asteróide ser mais provável que a de cometas.
Suspeita-se que impactos cometários tenham, em longas escalas de tempo, levado quantidades significativas de água para a Lua, parte dela podendo ter sobrevivido como gelo lunar.

Primeiras observações
Cometa Halley representado na Tapeçaria Bayeux que mostra o Rei Harold I sendo informado do Cometa Halley antes da Batalha de Hastings em 1066.
Antes da invenção do telescópio, os cometas pareciam vir do nada no céu e gradualmente desaparecer de vista. Eles eram normalmente considerados mensageiros anunciando a morte de reis ou nobres, ou de desgraças por vir, ou mesmo interpretados como ataques de seres celestiais contra os habitantes da Terra.
De fontes antigas, como os ossos oraculares chineses, sabe-se que suas aparições tem sido notadas pelos humanos por milênios. Algumas autoridades interpretam as “estrelas caindo” no Gilgamesh, o Apocalipse e o Livro de Enoque como referências a cometas, ou possivelmente bólidos.
Em seu primeiro livro Meteorologia, Aristóteles propôs que os cometas dominariam o Ocidente por cerca de dois mil anos. Ele rejeitou as ideias de vários filósofos que os cometas fossem planetas, ou um fenômeno relacionado aos planetas, por que enquanto os planetas tinham seu movimento confinado ao círculo do Zodíaco, os cometas apareciam em qualquer parte do céu.

6226 – Criador de ‘Family Guy’ compra e doa estudos científicos de Carl Sagan


Série Cosmos,um dos legados de Carl Sagan

A Biblioteca do Congresso norte-americano anunciou na quarta-feira (27) ter adquirido estudos originais do cientista Carl Sagan, que levou questionamentos sobre a origem e os mistérios do Universo para dentro das casas de pessoas comuns com a série de TV “Cosmos”, exibida na década de 1980.
A aquisição, cujo preço não foi divulgado, só se tornou possível pela participação de Seth MacFarlane no processo. Ele é o criador dos desenhos “Family Guy”, “American Dad” e “The Cleveland Show”.
“Tudo que fiz foi assinar um cheque, mas foi algo que, para mim, valeu cada centavo”, comentou ele em entrevista.
O material é suficiente, disse a agência de notícias, para encher 800 gavetas. Há correspondências trocadas entre Sagan e seus colegas cientistas, além de rascunhos de artigos acadêmicos e de cenas do filme “Contato”, que foi baseado em um livro de ficção científica escrito por Sagan e rodado com Jodie Foster no papel principal.
O processo da compra teve um facilitador. MacFarlane conhece a viúva de Sagan, Ann Druyan. O primeiro contato foi durante um evento que colocou no mesmo local cientistas proeminentes e roteiristas e diretores de Hollywood.
A partir daí, os dois concordaram em dar seguimento ao mais famoso programa protagonizado por Sagan na TV, a série “Cosmos”, com MacFarlane como um dos produtores do projeto –as gravações devem começar ainda neste ano, com o astrofísico Neil deGrasse Tyson como apresentador. Tyson já tem alguma experiência televisiva, até do lado da comédia — já fez uma participação na série “The Big Bang Theory”, por exemplo.
Carl Sagan morreu em 1996, aos 62 anos. O cientistas contribuiu com a Nasa (agência espacial dos EUA) em vários projetos e realizou estudos sobre a possibilidade de vida extraterrestre.
Sagan também deu sua contribuição ao meio científico ao abordar temas atuais, como as mudanças climáticas globais, e foi coautor do artigo que cunhou o termo “inverno nuclear”, que defende a ideia de que o planeta seria coberto por nuvens espessas após uma guerra nuclear, o que afetaria toda a vida na Terra.

6225 – Século 20 – História e Ciência


Exclusivo para o ☻ Mega

A explosão da 1ª bomba de hidrogênio no sul do Pacífico deu sequência a escalada nuclear que simbolizou a política anti-comunista do senador Joseph Mc Carthy dos EUA. A bomba H, símbolo apocalíptico detonado a 1° de novembro de 1952 esquentou a guerra fria. A derrubada do muro de Berlim a golpes de foice e martelos da liberdade em 9 de novembro de 1989 sepultou o 17 de agosto de 1961, data em que foi construído. Alguns anos depois, muitos alemães, se pudessem reergueriam a muralha, não por motivos políticos, mas por motivos sócio-econômicos; o oriente pesou demais na balança financeira do ocidente. Contraditório, o homem sempre matou ao mesmo tempo que tentava vencer a morte. Enquanto sofistica em guerras, inova no campo da Ciência. O 1° transplante de coração em um ser humano foi em 2 de dezembro de 1967 por um médico sul-africano.
Poucas tragédias mobilizaram tanto a humanidade quanto o acidente nuclear de Chernobil que matou 31 pessoas e contaminou milhares de outras.

6224 – Ecologia – Solventes também agridem o ozônio


Além de cheirar mal, ataca o ozônio

Não é apenas o CFC, um gás usado em aerossóis que afeta a Antártida e a camada de ozônio. Os solventes clorofórmio de metila e tetracloreto de carbono usados na fabricação de tintas, graxas para a indústria automobilística e ainda como cola de tapete. Para a sorte do planeta, eles tem uma vida média mais curta que o CFC. Boa parte deles se dissipa antes de alcançar a estratosfera,onde se encontra o ozônio acima de 10 mil metros de altitude. Ainda assim, as estimativas indicam que são responsáveis por 13% da destruição do ozônio, sengundo o IMPE.
A Camada de Ozônio cumpre um papel fundamental na preservação da vida na Terra, funcionando como um filtro das radiações solares, impedindo que cheguem à superfície grandes quantidades de raios ultravioleta B, causadores de sérios prejuízos à saúde humana (câncer de pele, catarata, debilidade do sistema imunológico) e ao equilíbrio de ecossistemas.

Várias evidências científicas demonstram que algumas substâncias químicas contendo Cloro (Cl) e Bromo (Br) produzidas pelo homem e liberadas para a atmosfera – em particular os

clorofluorcarbonos (CFCs),
hidroclorofluorcarbonos (HCFCs),
halons, tetracloreto de carbono, metil clorofórmio, e
brometo de metila,

reagem com o ozônio (O3) estratosférico contribuindo para o seu esgotamento.

A Camada de Ozônio na estratosfera é um filtro natural que protege o Planeta de níveis indesejáveis de radiação ultravioleta provenientes do Sol. Raios ultravioleta em excesso, principalmente na faixa do UV-B (280 a 320 nanômetros de comprimento de onda), que atinjam a superfície terrestre, podem acarretar sérios prejuízos à saúde do homem e ao meio ambiente em geral.
Como prováveis efeitos deletérios à saúde destacam-se: maior incidência de catarata; queimaduras e câncer de pele; prejuízos ao sistema imunológico; redução da camada de gordura, com aumento de infecções fúngicas e bacterianas e envelhecimento precoce da pele pela sua degeneração elástica.
Os danos à vegetação também seriam significativos, especialmente à agricultura, com redução da fotossíntese e do crescimento das plantas. Estes prejuízos seriam maiores em relação ao plâncton marinho, com conseqüente aumento nas concentrações de gás carbônico, e, com isto, contribuindo também para outro fenômeno: o efeito estufa.

Observações e estudos científicos levados a efeito nas últimas décadas, principalmente pela NASA, constataram um adelgaçamento ou rarefação da Camada de Ozônio, notadamente sobre a Antártida quando da primavera austral, o que acabou sendo chamado de “buraco do ozônio”, termo tecnicamente incorreto, mas que dá bem uma idéia à opinião pública sobre a dimensão e gravidade do fenômeno.
A teoria aceita é a de que o ozônio da estratosfera estaria sendo eliminado, em grande parte, pelo cloro presente nas substâncias denominadas clorofluorcarbonos (CFC), muito estáveis e que permanecem na atmosfera por dezenas de anos. Estima-se, inclusive, que uma única molécula de CFC teria a capacidade de destruir até cem mil moléculas de ozônio, razão pela qual uma substância de uso relativamente tão restrito concentra tamanho poder de destruição. Substâncias sintéticas coadjuvantes neste processo seriam algumas outras contendo cloro, como o metil clorofórmio, além dos halons e compostos de bromo.
Algumas fontes naturais também seriam contribuintes, como algumas substâncias contidas em erupções vulcânicas, ou mesmo nos mares, muito embora se pondere que estas sempre existiram, enquanto que a rarefação da camada seria fato recente. De qualquer forma somente é possível intervir sobre as emissões antrópicas e é isso que vem sendo feito atualmente pela comunidade internacional.
Compromissos Internacionais: a Convenção de Viena e o Protocolo de Montreal
Por esse motivo, 21 países assinaram em março de 1985, a Convenção de Viena, na qual as partes se comprometem a proteger a saúde humana e o meio ambiente dos efeitos do esgotamento da Camada de Ozônio.
As medidas necessárias para concretização desses princípios foram compromissadas no chamado Protocolo de Montreal, assinado em setembro de 1987, e que definiu uma lista de substâncias com potencial de destruição da Camada de Ozônio, bem como prazos para redução de produção e consumo.
Desde então, o Protocolo já sofreu duas revisões: em Londres – junho de 1990 – e em Copenhague – novembro de 1992 – nas quais se verificou o aumento da lista das substâncias controladas e redução dos prazos para eliminação de produção e consumo.
Em 1996, já são cerca de 160 os países que certificam o Protocolo. Esta questão está focalizada explicitamente na Agenda 21, em seu Capítulo 9, Seção II, Área C, Itens 9.22 a 9.24, que valida os dispositivos acordados na Convenção de Viena e no Protocolo de Montreal em sua forma emendada de Londres.
O Brasil é parte do Protocolo desde junho de 1990. Para coordenar a sua implementação, o governo brasileiro constituiu o Grupo de Trabalho Interministerial para Implementação do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio – GTO (Portaria Interministerial nº 929, de 04 de outubro de 1991).

Mega Humor

6223 – Biologia – A Inteligência Animal


Cãozinho esperto

O termo inteligência animal se refere às capacidades cognitivas dos animais não-humanos, tais como as capacidades de criar ferramentas, mapas mentais e o planejamento consciente, as quais, por tempos, foram consideradas faculdades exclusivas dos seres humanos.
Pode-se reconhecer em alguns primatas comportamentos que podem ser reconhecidos como uma espécie de moral entre tais animais. Em notícia publicada no jornal The New York Times, relata-se o caso de que alguns chimpanzés, que são animais que não sabem nadar, morreram afogados em piscinas de um zoológico tentando salvar os outros de sua espécie. Alguns macacos resus, por sua vez, passaram fome por vários dias, uma vez que só podiam obter comida puxando uma corrente que causava choque elétrico a um companheiro. Ambos têm capacidades de raciocínio diferentes e muito particulares.

Durante muito tempo afirmava-se que os animais não tinham inteligência, pois pensava-se que existia uma separação total entre os seres humanos e os animais. Defendia-se que o comportamento do ser humano ser humano era orientado pela inteligência, pensamento e consciência, o comportamento animal regia-se por instintos inatos e reflexos condicionados, aprendidos: aparentemente inteligentes mais não eram mais do que respostas mecânicas aaparentemente inteligentes a estímulos com origem nos meios externos e internos.A inteligência animal está relacionada com o desenvolvimento do sistema nervoso central, particularmente com o tamanho e a complexidade do cérebro. Há animais que apresentam alguns processos cognitivos semelhantes aos dos seres humanos, que resolvem problemas recorrendo a estratégias semelhantes à do homem. Os animais considerados mais inteligentes são: aves: papagaios e Corvídeos; cetáceos: golfinhos e baleias;inteligentes são: aves: papagaios e Corvídeos; cetáceos: golfinhos e baleias; outros mamíferos: cães, cavalos e macacos. A capacidade de adaptação e a forma de resolver problemas manifestam as capacidades do animal.

6222 – Zoologia – O Búfalo


São animais domésticos da família dos bovídeos, de origem asiática, utilizados para produzir carne e leite para consumo humano.
São classificados na sub-família Bovinae, gênero Bubalus, sendo divididos em dois grupos principais: o Bubalus bubalis com 2n=50 cromossomos, também conhecidos como “River Buffalo” búfalo-do-rio, e o Bubalus bubalis var. kerebau ou Carabao com 2n=48 cromossomos, composto por apenas uma raça, conhecida como “Swamp Buffalo” búfalo-do-pântano.
O búfalo doméstico nada tem a ver com as espécies selvagens e agressivas do Bisão ou Búfalo Americano, Bos bison bison com 2n=60 cromossomos, nem com o Búfalo Africano, Syncerus caffer caffer, com 2n=52 cromossomos e pertence ao grupo dos big five). O período de gestação dos bubalinos pode variar de 278 a 311 dias, mais ou menos 9 a 10 meses, dependentes da região e da raça considerada.
No Brasil, são reconhecidas pela Associação Brasileira de Criadores de Búfalos quatro raças: Mediterrâneo, Murrah, Jafarabadi (búfalo-do-rio) e Carabao (búfalo-do-pântano). Os animais da raça Mediterrâneo têm origem italiana, possuem aptidão tanto para produção de carne quanto de leite, têm porte médio e são medianamente compactos.
O búfalo-africano embora fisicamente semelhante ao búfalo comum encontrado na pecuária do norte do Brasil, é um animal de maior porte e selvagem. O búfalo adulto é muito forte, impondo respeito mesmo a um grupo de leões que possa cruzar o seu caminho. Além do homem, possui como predador natural o leão, mas mesmo um indivíduo da manada é capaz de se defender usando a força ou a proteção da própria manada. Regularmente pelo número de animais na manada, pela dispersão no terreno e pela falta de defesa de animais idosos, os leões podem matar e comer um búfalo, mas isto exige que um grupo de leões se organize e ataque um único animal. É muito raro um leão conseguir ferir com gravidade ou matar um búfalo adulto atacando-o sozinho. Outros predadores como as hienas e os leopardos, somente conseguem atacar um búfalo novo e que por algum motivo encontra-se desprotegido da manada. O búfalo-africano nunca foi domesticado e permanece selvagem em regiões e parques nacionais da savana africana.
No passado a população dos búfalos-africanos chegou a 10 milhões de animais, atualmente estima-se que sobrevivem 900.000, sendo a maioria na savana da África oriental. Os motivos para a diminuição da população dos búfalos-africanos foi a caça predatória, o uso do seu habitat como campos de agricultura, secas e a introdução no continente africano de pestes e doenças. Atualmente é considerado um animal fora do risco de extinção devido a proteção em parques nacionais e reservas privadas nas regiões da savana africana, entretanto o seu habitat é diminuído em área a cada ano.

6221 – A Eletricidade Estática


Obtida por meio de fricção de uma matéria resinosa, não é uma descoberta recente. No ano 600 aC, Thales, um dos sábios da Grécia antiga, descobriu que friccionando um pano em uma barra de âmbar, esta adquiria uma força ou “espírito” que ele denominou de elektra, palavra grega que significa âmbar e que posteriormente daria origem aos vocábulos eletricidade e elétron.
O fenômeno da eletricidade estática ocorre quando a quantidade de elétrons gera cargas positivas ou negativas em relação à carga elétrica dos núcleos dos átomos.
Quando existe um excesso de elétrons em relação aos prótons, diz-se que o corpo está carregado negativamente. Quando existem menos elétrons que prótons, o corpo está carregado positivamente. Se o número total de prótons e elétrons é equivalente, o corpo está num estado eletricamente neutro.
Existem muitas formas de “produzir” eletricidade estática, uma delas é friccionar certos corpos, por exemplo, o bastão de âmbar, para produzir o fenômeno da eletrização por fricção.
William Gilbert (1544-1603), médico da rainha da Inglaterra Isabel I, foi quem introduziu a palavra “eletricidade”, esta foi derivada da palavra grega “elektron” que era o nome que os gregos davam ao âmbar.
Du Fay, em 1733, descobriu duas formas de eletricidade diferentes: vítrea (gerada a partir de substâncias como o vidro), resinosa (originada de substâncias como o âmbar). Em 1753, John Canton, descobriu que o vidro produz as duas formas de eletricidade. Sua geração dependia do material onde o vidro era friccionado. Em função da descoberta as designações vítrea e resinosa ficaram obsoletas e foram substituídas por eletricidade positiva e eletricidade negativa.as primeiras descobertas das quais se tem notícias, relacionadas com fenômenos elétricos, foram pelos gregos.
Quando se fricciona o vidro com lã, este fica eletrizado positivamente. Quando o atritamos com flanela, sua polarização se torna negativa. No caso da resina, ao friccioná-la com lã, sua polaridade se torna negativa, atritando-a com uma folha metálica, a sua carga fica positiva.
A carga elétrica é uma propriedade da matéria. Todo átomo contém um núcleo, este é constituído de prótons cuja carga elétrica é positiva, e nêutrons, estes não possuem carga. Orbitante em torno do núcleo atômico está uma nuvem de elétrons de carga elétrica negativa.
Em função das polaridades opostas foram atribuídos sinais positivo e negativo às cargas elétricas. Aquelas que possuem o mesmo sinal de polarização se repelem, as de sinais diferentes se atraem.
Todos os corpos possuem cargas elétricas (positivas e negativas). Se um determinado material está em equilíbrio, é considerado sem carga, ou neutro. Assim, considera-se material eletrizado aquele que possui mais cargas de uma determinada polaridade do que outra.
Pode-se eletrizar um corpo atritando-o a outro, fazendo com que um deles perca elétrons, e consequentemente deixando-os com carga elétrica (positiva ou negativa).
A carga dos corpos eletrizados desse modo possuem carga de sinais opostos.
Um exemplo é quando passamos um pente várias vezes no cabelo: o pente fica carregado,e podemos perceber isso aproximando-o de pequenas partículas de papel. funciona com qualquer coisa de plástico que se esfrega no cabelo.

6220 – Os Nanomotores


Com a mesma técnica usada para produzir os microscópicos chips eletrônicos de silício,como já vimos, engenheiros da Universidade da Califórnia criaram motores do diâmetro inferior a um fio de cabelo, movidos a eletricidade estática. Os dentes das engrenagens de tais motores são tão pequenos que seria preciso enfileirar 7 mil deles para ocupar 1mm.
Supõe-se que esses nanomotores possam viajar por uma artéria para remover depósitos de colesterol, ou ainda monitorar a taxa de glicose no sangue de diabéticos e quando necessário, acionar uma microbomba de insulina. Embora o silícioseja um material bem conhecido na eletrônica, os engenheiros ignoram suas propriedades mecânicas em escala ínfima. Nos 1°s testes, o material tem se mostrado tão resistente quanto o aço.

No ano de 1959, em uma conferência do California Institute of Technology
(CALTECH), Richard Feynman, ganhador do Prêmio Nobel de Física de 1965, já idealizava o futuro da nanotecnologia, mesmo sem referir-se a esse termo, e fomentava o interesse pelo mundo nano ao propor as possibilidades físicas da preparação e da manipulação da matéria a escalas atômicas. Abre-se então um novo ramo na Ciência.
Muitos anos se passaram desde a tão famosa palestra ministrada pelo físico.
Atualmente diversos produtos já chegam ao mercado contando com a tecnologia decorrente de pesquisas nessa área e muitas são as perspectivas para novos.

6219 – Curiosidades – Que cheiro é esse?


10,5 milhões de pessoas foram convidadas a arranhar e cheirar 6 cartelas e depois preencher um questionário. Eram assinantes da conceituada revista National Geographic, que realizou a maior pesquisa
de que se teve notícia. Tema:olfato. As cartelas continham gotas de essência, cercadas por uma substância química cujas moléculas estouram ao serem arranhadas e liberam odor. Eram cheiros bem diferentes: suor, banana, almíscaralho, rosa e gás. A revista recebeu 1,5 milhão de respostas e começou a publicar os resultados. As mulheres, qualquer que fosse o cheiro, sempre se mostraram mais sensíveis. mas, as grávidas que se gabaram de excelente olfato, tiveram mais dificuldades que as outras mulheres em identificar odores. Ficou claro que existem cheiros fáceis e difíceis: apenas uns 20% dos leitores souberam reconhecer o cheiro tão humano do suor, e não mais que 30% identificaram o odor do almíscar, mas quase todos(99%) acertaram o cheiro da banana.
Idade mexe com o olfato: aos 20 anos, os narizes percebem praticamente tudo, aos 80, raras pessoas ainda sentem um cheiro qualquer e regra geral, quando sentem, não reconhecem.

6218 – Biologia – A Jibóia


A popular jibóia, no Brasil, também conhecida como Boa constrictor, é uma serpente que pode chegar a um tamanho adulto de 2m (Boa constrictor amarali) a 4m (Boa constrictor constrictor), raramente chegando a este tamanho máximo. Existe no Brasil, onde é a segunda maior cobra (a maior é a sucuri)e pode ser encontrada em diversos locais, como na Mata Atlântica, restingas, mangues, no Cerrado, na Caatinga e na Floresta Amazônica.
É basicamente um animal com hábitos noturnos (o que é verificável por possuir olhos com pupila vertical), ainda que também tenha atividade diurna.
Considerado um animal vivíparo porque no final da gestação o embrião recebe os nutrientes necessários do sangue da mãe. Alguns biólogos desvalorizam essa parte final da gestação e consideram-nas apenas ovovivíparas porque, apesar de o embrião se desenvolver dentro do corpo da mãe, a maior parte do tempo é dedicado à incubação num ovo separado do corpo materno. A gestação pode levar meio ano, podendo ter de 12 a 64 crias por ninhada, que nascem com cerca de 48 cm de comprimento e 75 gramas de peso.
Detecta as presas pela percepção do movimento e do calor e surpreende-nas em silêncio. Alimenta-se de pequenos mamíferos (principalmente ratos), aves e lagartos que matam por constrição, envolvendo o corpo da presa e sufocando-a. A sua boca é muito dilatável e apresenta dentes serrilhados nas mandíbulas, dentição áglifa. A digestão é lenta, normalmente durando sete dias, podendo estender-se a algumas semanas, durante as quais fica parada, num estado de torpor.
Animal muito dócil, apesar de ter fama de animal perigoso, não é peçonhenta e não consegue comer animais de grande porte, sendo inofensiva. É muito perseguido por caçadores e traficantes de animais, pois tem um valor comercial alto, como animal de estimação. Uma jiboia nascida em cativeiro credenciado pelo Ibama pode custar de 1050 a 6000 reais, às vezes mais, de acordo com sua coloração.
Existe um mercado negro de animais silvestres no Brasil, pois as leis dificultam sua criação em cativeiro, apesar do baixo risco de acidentes envolvidos na criação deste animal. O Ibama suspendeu a licença para venda de jiboias no Estado de São Paulo, apesar dos estudos internacionais demonstrarem que o comércio regulamentado é a maneira mais eficiente de se combater o tráfico de animais exóticos.
As serpentes são animais carnívoros que se alimentam de roedores, aves e lagartos. A frequência e quantidade de alimentos variam de acordo com o tamanho do animal.
Quando em cativeiro, é comum alimentar as jiboias com pequenos roedores, como camundongos e ratazanas jovens. Quando maiores, podem ser alimentadas com coelhos, lebres, ratazanas adultas e aves (frangos).

Cativeiro
Em geral, os animais são dóceis, mas o temperamento pode variar entre cada indivíduo e de acordo com o modo de tratamento dispensado a ele.
As serpentes são animais susceptíveis a uma grande diversidade de doenças causadas por vírus, bactérias, parasitas, fungos, protozoários, pentastomídeos, helmintos, miíases, ácaros e carrapatos.
As viroses são o principal problema em jiboias,devido a gravidade do quadro e também a capacidade de disseminação de alguns vírus. Diversos tipos de vírus foram descritos em jiboias como adenovírus e herpesvírus como agente causadores de lesão hepática e alguns retrovírus causadores de enterite e lesões hepáticas.Um dos principais vírus causadores de mortes é o paramixovírus. Esses vírus levam a quadros de pneumonia bastantes graves, que frequentemente levam o animal à morte.
Os sintomas são febre, e geralmente a serpente passa a ficar com a boca semiaberta, dificuldade respiratória e até hemorragia na boca.