6217 – Pesquisadores identificam as células mais suscetíveis ao HPV


Cientistas americanos e de Cingapura identificaram as células específicas do colo do útero que são preferencialmente atacadas pelo papiloma vírus humano (HPV, na sigla em inglês), deixando-as mais suscetíveis ao aparecimento do câncer de colo.
A descoberta pode abrir novos meios para a prevenção e o tratamento da doença, segundo estudo publicado recentemente na revista científica “PNAS”.
Por mais que o vírus seja encontrado em todo o trato genital, sua infecção ataca apenas uma pequena porção perto da entrada do colo do útero, em uma área entre o útero e a vagina, conhecida como junção escamocolunar.
“Descobrimos uma pequena população de células que se encontra em uma área específica do colo do útero, que poderia ser responsável pela maioria ou por todos os cânceres associados ao HPV no colo do útero”, declarou Christopher Crum, do Hospital Brigham and Women, em Massachusetts, nos EUA.
Eles encontraram um padrão típico de “funcionamento” dos genes nas células.
A população dessas células localizadas são como células-tronco remanescentes do período embrionário.
As células encontradas têm similaridades com as células que estão na ligação esôfago-estômago, que também são muito suscetíveis a se transformarem em câncer. Elas foram alvo de um estudo anterior do mesmo grupo.
Pesquisas adicionais podem ajudar a identificar a existência de populações de células parecidas em outras regiões do corpo que também são acometidas por cânceres ligados à infecção do HPV, como pênis, vulva, ânus e garganta.

6216 – Telescópio localiza dois novos exoplanetas


Dois novos exoplanetas com constituição semelhante à de Júpiter, que é gasoso, foram identificados pelo telescópio Kelt, do observatório Winer, no Arizona (EUA).
O Kelt tem um custo de fabricação baixo (US$ 75 mil) se comparado a outros cuja cifra costuma chegar à casa dos bilhões. Ele também é considerado pequeno para os padrões por causa de sua lente de 42 milímetros de abertura. Mas deve-se a ele a descoberta dos novos planetas fora do Sistema Solar.
Um deles é o Kelt-1b, que possui 27 vezes a massa de Júpiter e é bem denso e quente (a temperatura gira em torno dos 2.200ºC na superfície). Ele fica a 825 anos-luz da Terra.
Localizado na constelação de Andrômeda, o Kelt-1b está tão perto de sua estrela, que leva apenas 29 horas para completar uma órbita.
Já o segundo, o Kelt-2Ab, tem 50 vezes a massa de Júpiter e é raro por ficar próximo a uma estrela que emite muito brilho, na constelação de Auriga.
Esse brilho justamente fornecerá dados para que os astrônomos identifiquem a composição da atmosfera do Kelt-2Ab, que se localiza a 360 anos-luz do nosso planeta.
“Este é o único modo de compreender de fato o interior e o exterior do Kelt-2Ab”, afirmou o astrônomo da Universidade do Estado de Ohio, Thomas Beatty, que apresentou as recentes descobertas no congresso da Sociedade Americana de Astronomia, em Anchorage, no Alasca, no último dia 13.