6215 – Árbitros de Futebol – Dulcídio Wanderley Boschilia



Controvertido, recebia muitas críticas, mas era considerado imparcial pela maioria dos clubes (mesmo sem nunca ter negado ser são-paulino) e sempre era lembrado para jogos que envolviam um clima tenso. “Falam que sou são-paulino porque um dia carreguei a bandeira do São Paulo no estádio”, contou, em 1987. “Tenho simpatia pelo São Paulo, mas não passa disso. Fora de campo, posso ter minhas preferências, mas lá dentro não: sou árbitro.”
Começou a carreira de árbitro profissional em 1964, depois de ser goleiro em um time de várzea, conhecido como Wand. Nessa época, quase foi levado por José Poy para o São Paulo. Quando era policial, apitou partidas de futebol na Casa de Detenção, em São Paulo, algumas vezes envolvendo detentos que ele tinha prendido, mas era respeitado por eles apesar disso. “Até me cumprimentavam”, contou, em 1986. “Diziam que eu era gente. Isso, na linguagem da bandidagem, falando de um tira, é altamente significativo.”
Apesar de ter passado pelo DOI-CODI entre 1970 e 1972, na época da ditadura militar, não participou de torturas.”Eu nunca dei um tapa sequer em alguém”, dizia,sobre o período no órgão militar. “Minha função era burocrática.” Também fez parte da ROTA.
Na década de 1960 apitou um jogo entre Penapolense e São Bento de Marília, em Penápolis, pela Terceira Divisão Paulista. A torcida e os jogadores do time local pressionavam para que ele inventasse um pênalti (“Dá um pênalti para não morrer, depois o senhor muda tudo na súmula”, teria dito um dos jogadores, segundo Dulcídio), mas ele recusou-se e depois, no vestiário, teve de usar a arma que carregava na mochila para assustar “os mais exaltados”. Assim como naquela partida, durante boa parte de sua carreira ia aos estádios armado, embora não entrasse em campo com as pistolas.
Havia quem dissesse tê-lo visto apitando o segundo tempo de um jogo tumultuado em Americana, em 1973, com um revólver na cintura, o que ele também negava.
Apitou as decisões dos Campeonatos Brasileiros de 1975 e 1988, além das decisões dos Campeonatos Paulistas de 1974, 1975, 1977, 1981, 1983, 1986 e 1987 e do Campeonato Mineiro de 1985, entre outras decisões de estaduais. Foi ainda auxiliar no jogo que decidiu o Campeonato Paulista de 1971, quando correu para o meio-campo para indicar que o gol foi legal, decisão que o árbitro da partida, Armando Marques, reverteu.
Na, em 1987, quando o São Paulo foi campeão em cima do Corinthians, apitou apesar de ter sofrido um grave acidente de carro dezoito dias antes, na Rodovia Castelo Branco, quando faleceu sua segunda esposa, Berenice Bialski. Ele voltava de Tupã, onde tinha apitado a final da Terceira Divisão Paulista, entre Tupã e Palmital, com a esposa e os bandeirinhas, e bateu na traseira de um caminhão.
Ele foi aplaudido pela torcida antes de a partida começar. Ao final, depois de levantar a bola e chorar, desmaiou de dor ao ser abraçado por um amigo justamente na costela fissurada no acidente. “Eu tinha duas opções: encarar a realidade ou me entregar”, disse, após o jogo.

Partida da quebra do tabú dos 23 anos do Corínthians

A partida mais polêmica de sua carreira foi a final do Campeonato Paulista de 1977, quando foi acusado de suborno por expulsar o atacante Rui Rei, da Ponte Preta, aos treze minutos do primeiro tempo, supostamente para favorecer o Corinthians.
Rui Rei reclamara que o árbitro só estaria marcando faltas contra o time campineiro, ao que Dulcídio respondeu: “Não agita que eu te coloco para fora.”
O jogador seguiu reclamando e o árbitro, tão nervoso que deixou um dos cartões cair no chão, mostrou-lhe primeiro o cartão amarelo e depois o vermelho. “Ele me mandou tomar… Se eu não o botasse para fora, ele passaria a mandar no jogo”, contou, oito anos mais tarde. “E, lá dentro, só eu mando.
Também foi suspenso por 120 dias por agredir o zagueiro ponte-pretano Polozzi, que depois confirmaria que não foi Dulcídio que o agrediu.
Encerrou a carreira em 1988, ao completar 50 anos. No total, apitou 240 partidas de Campeonato Brasileiro entre 1971 e 1987, sendo o sétimo árbitro com mais jogos apitados no torneio.
Seu grande sonho era fazer parte do quadro de árbitros da Fifa, mas morreu sem realizá-lo, apesar de ter sido cogitado para assumir uma das vagas mais uma vez em 1986. Dulcídio morreu em 14 de maio de 1998, de um tipo raro de câncer, o lipossarcoma de retroperitônio, que se alastrou pelo corpo.

6214 – Mega Cabeças – Os Poliglotas


Aos 20 anos, ele mergulhou nos livros e se mudou para a casa de uma família russa em Porto Alegre. Em poucos meses, dispensou os tradutores. E não era seu primeiro idioma estrangeiro. Logo cedo, a proximidade com o Uruguai o deixou afiado no espanhol. Depois, aprendeu francês, latim e inglês. O caminho da faculdade era claro: Letras. “Quanto mais idiomas você sabe, mais fácil aprender outros. Os 10 primeiros são os mais difíceis”, diz. Sim, 10. Aos 80 anos, Freire já estudou 135 línguas – de japonês a esperanto. É mais do que o padre italiano Giuseppe Mezzofanti, que ficou notório no século 18 por ouvir confissões na língua nativa dos estrangeiros. Especula-se que ele falava entre 61 e 72 idiomas e lia em 114.
Os dois integram um seleto time de pessoas que conseguem aprender dezenas de idiomas. Não são só poliglotas. Quem é fluente em mais de 6 línguas tem um título maior: hiperpoliglota. O termo foi definido em 2003 pelo linguista britânico Richard Hudson. Ao estudar comunidades poliglotas, ele descobriu que o número máximo de idiomas falados em comum por todos os moradores é 6. Ainda não se sabe o motivo exato de serem 6 línguas. O que se sabe é que os hiperpoliglotas são diferentes de bilíngues ou meros falantes de 3 ou 4 línguas. E que os limites do cérebro deles podem ajudar a ciência a buscar os limites do nosso cérebro.
Mezzofanti entrou na escola aos 4 anos, onde aprendeu 3 idiomas. Aprender línguas na infância faz toda a diferença. Após a puberdade, os hormônios dificultam a reprodução de um sotaque mais autêntico. Se você aprende francês após os 14 anos, por mais que estude, provavelmente vai soar como um “brasileiro fluente em francês” – mas não como um francês. Vários estudos comprovaram essa tese. Um deles selecionou 46 adultos chineses e coreanos que moraram nos Estados Unidos em diferentes fases da vida. Os que chegaram ao país até os 7 anos tiveram resultados semelhantes aos de nativos. Quem chegou aos EUA com mais de 15 anos teve desempenho pior.
Isso ocorre porque, com o tempo, o cérebro parece endurecer. Conforme crescemos, ele forma estruturas neurais confiáveis para orientar as ações que tomamos. É uma base de conhecimento que guia as experiências e responde às situações do dia a dia. À medida que mais estruturas neurais se formam, o cérebro perde flexibilidade. E ela é importante para aprender coisas complexas, como falar uma língua. Pesquisadores acreditam que os hiperpoliglotas conseguem prolongar essa plasticidade.
Falar pode parecer um ato simples, mas exige várias tarefas do cérebro: percepção auditiva, controle motor, memória semântica, sequenciamento de palavras. Para assimilar um novo idioma, o cérebro precisa entender as estruturas do som e das palavras. E, até chegar a isso, o aprendizado percorre um longo caminho pelos hemisférios esquerdo e direito do cérebro.

Não só de idiomas se faz uma mente brilhante.

Carlos Freire aprendeu mais de 100 idiomas, mas é ruim com números, assim como outro poliglota,o sábio francês Champolion. Já o aposentado João Vicente escreve as primeiras 5 mil casas decimais do Pi em uma hora. E isso não tem a ver com memória fotográfica, algo que nunca foi comprovado, aliás. Em 1979, o pesquisador americano John Merritt publicou em revistas e jornais uma imagem com 10 mil pontos, que deveria ser vista com o olho esquerdo tampado. Depois, ele publicou uma segunda imagem com outros 10 mil pontos, para ser analisada com o olho direito fechado. Quem conseguisse memorizar os 20 mil pontos conseguiria ver um objeto. De 1 milhão de respostas, só 30 estavam corretas. Depois, Merritt refez o teste, mas ninguém acertou.

6213 – Explorador do Fundo do Mar


Só consegue chegar a ele quem for capaz de escalar um Monte Everest até debaixo d’água. Literalmente. Para ir lá, é preciso mergulhar a uma profundidade equivalente à altura do Everest (8,85 km) e continuar descendo por mais de 2 km. Um esforço que pode valer a pena, pois o destino final é páreo duro até para as melhores superproduções de ficção científica: um desfiladeiro 120 vezes maior que o Grand Canyon, mais escuro que o planeta Netuno, repleto de vulcões expelindo ácido e com pressão capaz de esmagar um ser humano em milissegundos.
Que 71% da Terra é coberta por água é um fato razoavelmente conhecido. Mas há outra estatística bem menos pop: quase toda essa superfície submarina está mergulhada em águas abissais, a mais de 3 mil metros de profundidade. Ou seja, a fossa das Marianas não tem nada de rara.
Outro dado pouco comentado é o grau de ignorância científica a respeito do ambiente mais comum da Terra. Cerca de 95% do fundo dos oceanos nunca foi tocado pelo homem. E menos de 1% foi pesquisado biologicamente. Segundo estimativas, de 10 a 100 milhões de espécies submarinas vivem em anonimato no fundo do mar. Hoje se sabe que as fossas abissais, longe de serem inóspitas, possuem pelo menos tanta biodiversidade quanto as florestas tropicais. Isso significa que, se um biólogo extraterrestre tivesse a missão de capturar o máximo de espécies para levar a seu planeta, provavelmente teria que fazer escala em uma fossa abissal. Não é para menos: as fossas são uma espécie de Galápagos submarina. Exatamente como nas ilhas exploradas por Charles Darwin, os ecossistemas enterrados nas profundezas dos oceanos estão isolados uns dos outros, o que faz turbinar o processo de evolução das espécies – é como se cada um fosse um planeta diferente.

6212 – O Laboratório Secreto do Pentágono


Uma máquina capaz de ler os pensamentos das outras pessoas? Um avião ultrarrápido, capaz de atravessar o mundo em uma hora? Ou simplesmente uma fórmula para poder comer à vontade sem engordar? Parece incrível, mas existe um laboratório tentando criar todas essas coisas, e outras tecnologias igualmente mirabolantes: a Darpa (Agência de Defesa para Projetos de Pesquisa Avançados), divisão de estudos científicos do Pentágono. Sua missão é transformar qualquer sonho tecnológico, por mais ousado que seja, em realidade.
A história da Darpa começa em 1957, quando a antiga União Soviética lançou o satélite Sputnik. O governo dos EUA ficou preocupado, porque seu próprio programa de satélites, que estava sendo tocado pelo Exército e pela Marinha, estava bem atrasado em relação aos russos. A primeira tentativa de lançamento foi um fracasso total. Isso levou os americanos a uma conclusão: era preciso criar uma agência independente, que concentrasse toda a pesquisa tecnológica militar e tivesse o máximo possível de autonomia. Nascia a Darpa – que naquela época não tinha o “D” de defesa e se chamava apenas Arpa. Mas já foi um nascimento conturbado. O presidente Dwight Eisenhower, convencido de que o programa espacial deveria estar separado das pesquisas militares, criou a Nasa – e tirou da Arpa projetos que ela tinha fundado, como os foguetes que levaram o homem à Lua entre 1968 e 1972, e o NAVSAT, programa que permitia navegar usando computadores para triangular sinais de satélite – que mais tarde deu origem ao GPS.
Esvaziada pela criação da Nasa, a Arpa virou um depósito de projetos que ninguém queria. Como um imenso computador de 250 toneladas, construído para um antigo projeto da força aérea. O diretor da agência na época, Joseph Licklider, teve a ideia de usar essa máquina em pesquisas sobre informática.
Em 1968, a Arpa apresentou 4 invenções bombásticas de uma só vez: o primeiro editor de texto, o primeiro mouse, o primeiro videochat e o primeiro sistema de hipertexto (os links que hoje estão presentes nas páginas da internet). Também havia uma quinta, que passou meio despercebida – uma tal “rede experimental de computadores”, que foi batizada de Arpanet e interligava as máquinas da agência. Essa rede viria a se tornar, alguns anos depois, a internet. E assim a agência desprezada, com projetos que ninguém queria, tinha criado a maior invenção do século 20.
Metade dos projetos desenvolvidos pela agência é totalmente confidencial. A outra metade é apenas semi-confidencial – e absolutamente impressionante. Várias vezes as coisas dão errado, mas a capacidade de sonhar alto e mostrar resultados (a maioria dos projetos tem de evoluir para um protótipo em no máximo 4 anos) transformou a Darpa num dos principais centros de pesquisa do mundo. A agência tenta inventar novidades que possam, a curto ou a médio prazo, servir às forças armadas americanas. Mas, na prática, suas invenções acabam tendo um impacto muito maior e transformando a rotina de todo mundo. Sem as tecnologias desenvolvidas para a guerra, a vida em tempos de paz não seria a mesma.
As empresas americanas AAI e Lockheed Martin, parceiras da Darpa, já apresentaram ideias factíveis para o veículo e estão produzindo protótipos que serão testados ainda este ano. O jipe voador poderá driblar os dispositivos explosivos improvisados (IEDs), bombas caseiras que os insurgentes do Iraque e do Afeganistão têm o hábito de enterrar nas estradas onde passam veículos dos EUA – e que são responsáveis por 63% de todas as mortes de soldados americanos na região.
Segundo a Darpa, ele deverá ser capaz de carregar 450 quilos, incluindo armas leves e pelo menos 4 soldados, e ser fácil de pilotar. Especialistas em defesa têm questionado o projeto. Eles dizem que, mesmo que ande e voe bem, o jipe voador será alvo fácil para os insurgentes – que simplesmente passarão a usar outro tipo de arma, o lançador de granadas (RPG).

A Darpa já testou com sucesso o Petman, um robô bípede que tem 1,80 metro de altura e consegue correr, agachar e fazer flexões. Ele poderá carregar equipamentos e até portar armas, mas por enquanto desempenha uma tarefa mais prosaica: serve como manequim para testes de trajes militares. É muito provável que robôs cheguem às guerras. Mas os primeiros serão quadrúpedes como o Alpha Dog, o robô-cachorro da Darpa, que consegue transportar cerca de 180 quilos de suprimentos. A Chita, outro robô de quatro patas em desenvolvimento pela agência, acaba de bater um recorde de velocidade – conseguiu correr a 29 km/h. Ela foi criada para transportar soldados na garupa.

Cura da Obesidade
Estudando o tecido adiposo marrom, um tipo de gordura que queima calorias (segundo um estudo da universidade de Quebec, até 250 calorias a cada 3 horas). O tecido adiposo marrom já existe naturalmente no corpo humano, mas em quantidade muito baixa (e suas células só ficam mais ativas em ambientes frios, quando trabalham para aquecer o corpo). A ideia dos militares é criar a gordura marrom em laboratório e implantá-la nos soldados, via injeções na barriga.

6211 – Mega Byte – O que é o WWW?


A World Wide Web quer dizer ampla teia mundial. É um avançado sistema de navegação dentro da Internet. Com a web pode-se utilizar o recurso do hipertexto: Você escreve um texto sobre um assunto qualquer e com um simples comando no programa, pode obter mais informações referentes ao assunto sem ter que sair da tela onde está o seu texto.
A WWW reúne todos os outros sistemas de comunicações pela Internet, como o Gopher, o Wais e a própria WWW.
O tráfego de informações na Internet tem dobrado a cada ano, fazendo com que a rede, que não tem fins lucrativos, embora seja muito usada comercialmente, cresça muito mais rápido que os serviços comerciais de informação.
As ideias por trás da Web podem ser identificadas ainda em 1980, no CERN- Organização Europeia para a Investigação Nuclear (França), quando Tim Berners-Lee construiu o ENQUIRE. Ainda que diferente da Web atualmente, o projeto continha algumas das mesmas ideias primordiais, e também algumas ideias da web semântica. Seu intento original do sistema foi tornar mais fácil o compartilhamento de documentos de pesquisas entre os colegas.
Em março de 1989, Tim Berners-Lee escreveu uma proposta de gerenciamento de informação, que referenciava o ENQUIRE e descrevia um sistema de informação mais elaborado. Com a ajuda de Robert Cailliau, ele publicou uma proposta mais formal para a World Wide Web no final de 1990.
Um computador NeXTcube foi usado por Berners-Lee com primeiro servidor web e também para escrever o primeiro navegador, o WorldWideWeb, em 1990. No final do mesmo ano, Berners-Lee já havia construído todas as ferramentas necessárias para o sistema: o navegador, o servidor e as primeiras páginas web, que descreviam o próprio projeto. Em 6 de agosto de 1991, ele postou um resumo no grupo de notícias alt.hypertext. Essa data marca a estreia da Web como um serviço publicado na Internet.

Visualizar uma página web ou outro recurso disponibilizado normalmente inicia ou ao digitar uma URL no navegador ou seguindo (acessando) uma hiperligação. Primeiramente, a parte da URL referente ao servidor web é separada e transformada em um endereço IP, por um banco de dados da Internet chamado Domain name system (DNS). O navegador estabelece então uma conexão TCP-IP com o servidor web localizado no endereço IP retornado.
O próximo passo é o navegador enviar uma requisição HTTP ao servidor para obter o recurso indicado pela parte restante da URL (retirando-se a parte do servidor). No caso de uma página web típica, o texto HTML é recebido e interpretado pelo navegador, que realiza então requisições adicionais para figuras, arquivos de formatação, arquivos de script e outros recursos que fazem parte da página.
O navegador então renderiza a página na tela do usuário, assim como descrita pelos arquivos que a compõe.

6210 – Futebol – A Batalha dos Aflitos


Uma partida inacreditável e que virou DVD.
Um jogo memorável. Algo nunca visto até hoje. Uma partida que tinha tudo para ser mais uma decisão comum se transformou em um dos maiores trunfos de uma equipe de futebol dentro de campo.
60 minutos do segundo tempo. Após 25 minutos de confusão, onde jogadores do Grêmio indignados com a arbitragem foram agredidos pela Polícia Militar, uma equipe que não podia perder tem 4 atletas expulsos e um pênalti marcado contra si.
O que parecia impossível acontece. Galatto defende o pênalti, e na sequencia, mesmo com 7 jogadores em campo, Anderson marca um gol para o Grêmio e dá o título para o tricolor de Porto Alegre.
(Do site oficial do Clube)

Jogo disputado no sábado, 26 Novembro de 2005 entre Náutico e Grêmio. O nome, Batalha dos Aflitos, é usado em referência ao Estádio do Náutico, o Estádio dos Aflitos, na cidade de Recife, onde o jogo foi disputado e também à enorme tensão demonstrada por ambos os clubes durante o jogo, daí o termo, Batalha (Inglês: Battle). Os eventuais vencedores, na ocasião, serima promovido para o Campeonato Brasileiro Série A em 2006.
O Grêmio, considerado um dos times de futebol mais importantes do Brasil, estava em um momento muito delicado na sua história, com problemas financeiros e disputa a segunda divisão do futebol brasileiro após um traumático Campeonato Brasileiro em 2004. Por outro lado, o Náutico , também um clube muito popular no Brasil, estava tentando voltar à divisão principal do Campeonato Brasileiro após 11 anos.

6209 – Pão com LSD


A população da cidade entrou em delírio vendo demônios, fantasmas e alguns se jogavam das janelasou tentavam se afogar para escapar de cobras imaginárias.
Um menino de 11 anos tentou estrangular a própria mãe e nem os animais escaparam: um cão ficou mais de 1 hora uivando para o Sol numa praça central. Ao todo, mais de 200 pessoas tiveram algum distúrbio, mais de 30 sofreram alucinações severas e 4 morreram. A população culpou o padeiro, que teria vendido pão envenenado. Os médicos apontaram ergotismo, uma doença transmitida por fungos encontrados nos gãos de trigo. Mas, recentemente foi levantada a hipótese de que a CIA deliberadamente envenenou a comida dos cidadãos de Pont-Saint-Espirit, no sul da França, para fazer uma experiência ultrasecreta para descobrir o efeito da droga em grandes populações. O hospital da cidade ficou superlotado e mais de 70 casas tiveram que ser usadas como ambulatórios de emergência.
O ergotismo, também conhecido como Fogo de Santo Antônio foi responsável por diversos surtos de histeria coletiva na Idade Média.
O LSD foi acidentalmente descoberto pelo químico suíço Albert Holfman em 1943. A CIA foi criada em 1947, para coletar informações relativas a segurança nacional americana. Durante todos os anos 50 e 60, a agência estudou a droga e diversas outras para utiliza-las como soro da verdade, em missões de sabotagem ou para fins de controle mental.
Pelo menos 6 mil homens do exército americano serviram de cobaias para tal projeto.

6208 – Mega Byte, a Ciência da Computação


Em 1883, o físico francês Edmund Belquerel e o inglês Michel Faraday observaram que certas substâncias, conhecidas hoje como semicondutores, apresentavam características interessantes. Porém, como não se encontrou na ocasião um uso prático para elas, foram deixadas de lado. O semicondutor renasceu no fim da década de 1930, quando crescia o medo da guerra na Europa. Foram os ingleses que pensaram em reeforçar a segurança fornecida no Canal da Mancha, tentando desenvolver novos componentes eletrônicos para detectar aviões inimigos.
Sucessivas descobertas no campo da Física, tornaram possível um grande salto tecnológico. O mais importante foi o circuito integrado, conhecido também como chip, fabricadoi com 1 simples pedaço de material semicondutor chamado silício. Desde 1959, o n° de transístores que podem ser comprimidos em 1 chip cresceram de 1 para vários milhões. Com isso, o desempenho melhorou mais de 10 mil vezes.
Para enganar os átomos de silício, eles são dopados com impurezas. Como o arsênio tem 5 elétrons no seu anel externo, assim os 4 elétrons de silício se ligam a 4 de arsênio, deixando um livre de fora para se mover.
Os mais rápidos componentes eletrônicos de hoje dos computadores podem passar de ligado para desligado em 1 bilionésimo de segundo. O uso de laser no lugar dos fios elétricos poderá aumentar em até 100 vezes a velocidade de comunicação entre os chips de um computador, segundo estimativas. Um chip quântico, por sua vez, será 100 vezes menor que 1 convencional.

6207 – Arma de Guerra virou Tecnologia Espacial – Charles Stark Drapper


Ele criou o sistema inercial de mísseis, usado também por naves como a Apollo, que levou os primeiros homens à Lua em 1969.
É frequentemente citado como o pai dos sistemas de navegação inercial. (Windsor, 2 de outubro de 1901 — Cambridge, 25 de julho de 1987).
A National Academy of Engineering concede anualmente o Prêmio Charles Stark Draper, visando o desenvolvimento da engenharia e a educação pública sobre a mesma. É um dos três prêmios que constituem o Nobel de Engenharia – os outros são o Prêmio Russ e o Prêmio Gordon. O agraciado em cada um deles recebe 500 mil dólares. O prêmio homenageia Charles Stark Draper, pai dos sistemas de navegação inercial, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e fundador do Draper Laboratory.

6206 – Zoologia – Mais sobre os tamanduás


São animais que habitam exclusivamente países sul-americanos, sendo representados por 3 gêneros.
O menor de todos, o tamanduá didatylus é um pequeno animal com pouco mais de 20 cm e que vive sobre as árvores. Possui cauda comprida e pênsil, semelhante a dos macacos, sendo nua na parte inferior. Habita alguns estados do norte do Brasil. Outra espécie interessante é o tamanduá-mirim, com tamanho maior que o anterior, mais ou menos 60 cm, do focinho a raíz da cauda, tendo esta última 30 cm.
A maior espécie é o tamanduá-bandeira, que mede 1,30 m de comprimento do focinho a base da cauda, que possui 80 cm. São animais de regime alimentar exclusivamente insetívoro, sendo os maiores predadores das formigas. Todas as espécies tem a cabeça comprida e pontuda. A boca é tuboliforme, com língua fina longa e extensível, coberta de abundante saliva viscosa. São animais pacatos, mas quando provocados ou atacados, levantam-se sobre as patas traseiras, e esperam o agressor com um abraço que é quase sempre mortal enterrando suas possantes garras no corpo do inimigo. São possuidores de força descomunal, principalmente o bandeira, que é capaz de matar um homem ou até mesmo uma onça. A fême tem uma cria de cada vez, o qual anda agarrado às suas costas quando ainda muito novo.

6205 – Cinema & Tecnologia – Ollie Johnson e Frank Thomas


A dupla de cientistas desenvolveu técnicas usadas para criar os desenhos animados de Walt Disney,a começar por Branca de Neve e os 7 Anões.
Oliver Martin Johnston, Jr. (31 de outubro de 1912 – 14 de abril de 2008) foi um grande técnico de animação da Disney. Ele era um animador no Walt Disney Studios 1935-1978, e tornou-se um começo animador dirigindo com Pinóquio , lançado em 1940. Ele contribuiu para a maioria dos recursos de animação Disney, incluindo Branca de Neve e os Sete Anões , Fantasia e Bambi.
Ele foi reconhecido pela The Walt Disney Company com o Prêmio Lenda da Disney em 1989. Seu trabalho foi reconhecido com a Medalha Nacional de Artes em 2005.
Johnston co-autoria, com Frank Thomas , a referência livro Disney Animation: The Illusion of Life , que continha os 12 princípios básicos da animação . Este livro ajudou a preservar o conhecimento das técnicas que foram desenvolvidas no estúdio. A parceria de Frank Thomas e Ollie Johnston é carinhosamente apresentado no documentário Frank e Ollie , produzido pelo filho Thomas Theodore .

Na década de 1960, Ollie adquiriu e restaurou um full-size de bitola estreita Porter locomotiva a vapor, que ele chamou de “Marie E.” Em 10 de maio de 2005 ele correu durante um evento privado de manhã cedo, na estrada de ferro Disneyland . Até o momento, a única vez que a The Walt Disney Company permitiu o uso externo de equipamentos ferroviários, para rodar em qualquer Resort Disney. Este motor foi vendido a John Lasseter (de Pixar Studios fame). O motor é totalmente operacional e correu recentemente em Santa Margarita Ranch, perto de San Luis Obispo, CA, em maio de 2007.

Instituições Científicas – O MIT


O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (em inglês, Massachusetts Institute of Technology, MIT) é um centro universitário de educação e pesquisa privado localizado em Cambridge, Massachusetts, nos Estados Unidos.
O MIT é um dos líderes mundiais em ciência e tecnologia, bem como outros campos, como administração, economia, linguística, ciência política e filosofia. Dentre seus preeminentes departamentos e escolas, destacam-se: Sloan School of Management, Lincoln Laboratory, Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory, Media Lab e Whitehead Institute.
Dentre os professores e ex-alunos do MIT estão incluídos vários políticos, executivos, escritores, astronautas, cientistas e inventores preeminentes. O MIT já produziu mais de 70 Prêmio Nobel, oito dos quais são membros do seu corpo docente atual.
No início de 1859, a Assembléia Legislativa do Estado de Massachusetts criou uma proposta de uso das terras recém-inauguradas em Back Bay, em Boston, para um museu e um Conservatório da Arte e Ciência. Em 1861, o Estado de Massachusetts aprovou uma carta para a incorporação do “Instituto de Tecnologia de Massachusetts e Sociedade de História Natural de Boston” apresentado por William Barton Rogers. Rogers procurou estabelecer uma nova forma de ensino superior para enfrentar os desafios colocados pelo rápido avanço da ciência e tecnologia durante meados do século 19 com os quais as instituições clássicas estavam mal preparadas para lidar com esse avanço.
Por razão do conflito aberto durante a Guerra Civil eclodir poucas semanas após ter recebido a carta, as primeiras aulas do MIT tiveram que ser realizadas em um espaço alugado no edifício da Junta Comercial no centro de Boston em 1865. Apesar de que era para ser localizado no centro de Boston, a missão do novo instituto correspondeu a intenção de “1862 Morrill Land-Grant Colleges Act” para financiar as instituições: “promovendo a educação liberal e a prática das classes industriais.”
Embora o estado de Massachusetts fundar o que viria a ser a Universidade de Massachusetts, nos termos do presente ato, o MIT também seria uma escola com concessão de terras. Dessa forma, tiveram que ir em direção a novos edifícios em Back Bay de Boston, em 1866; MIT foi chamado de “Boston Tech”. Durante o próximo meio século, o foco da ciência e curriculo da engenharia foram primordialmente vocacionais invés de teóricos. MIT rejeitou a proposta de Harvard de unir MIT com Harvard’s Lawrence Scientific School.
O Instituto de Tecnologia de Massachusetts, na cidade de Cambridge (adjacente a Boston), é uma das instituições universitárias mais importantes dos EUA e do mundo, proporcionando educação em áreas como ciência ou tecnologia a cerca de 10 mil estudantes distribuídos em suas seis escolas:
Arquitetura e urbanismo
Engenharia
Humanidades, artes e ciências sociais
Gestão (Negócios)
Ciências
Escola Whitaker de Ciências da Saúde e Tecnologia
Além disso, um grande número de pesquisadores e professores participam de seus programas, laboratórios, bibliotecas e demais centros de pesquisa, entre os quais encontram-se os melhores em educação, administração, indústria, engenharia e outras profissões. Prova disso são os 47 prêmios Nobel que estudaram em suas salas de aula.
Ao longo dos seus anos de funcionamento, o MIT estabeleceu contato com outras universidades, governos e empresas em todos os países do mundo, o que resultou em uma rica mescla de pessoas, idéias e programas que têm como objetivo melhorar o bem-estar no mundo.
Porém, estudar no MIT não é somente dedicar-se às questões acadêmicas profissionais; há tempo também para o lazer, por meio de sua extensa agenda cultural: encontros, conferências, seminários, dança, cinema, desportos, teatro, artes visuais, concertos… tudo o que se possa imaginar e mais, nos sete dias da semana.

Se você decidir estudar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, terá várias possibilidades de alojamento: dentro do campus, dependendo de estar cursando graduação ou pós-graduação, ou fora do campus.
Os estudantes de graduação têm a possibilidade de se alojarem em uma das 11 residências ou 5 casas culturais, nas quais poderão crescer nos aspectos pessoal, social e acadêmico. Os quartos são individuais e estão mobiliados com cama, mesa, cadeira, luminária e armário. Além disso, as residências dispõem de serviços de lavanderia, salas de televisão, de jogos, de música e de computadores, e cada quarto dispõe de conexão de internet.
O MIT dedica uma grande parte do seu orçamento para ajudar os estudantes a financiar seus estudos nessa instituição. Em 2006, a universidade investiu aproximadamente US$ 42 milhões em bolsas de estudo, valor que se soma aos US$ 5,3 milhões que os estudantes receberam de ajudas estaduais. Dessa forma, três de cada quatro estudantes do MIT recebem ajuda financeira. As decisões sobre admissão não levam em conta a situação financeira do estudante; todo estudante que necessite de ajuda econômica a receberá durante o tempo de duração dos seus estudos.
Para optar por alguma dessas bolsas e auxílios, o estudante estrangeiro deverá preencher o Formulário para Solicitação de Ajuda Financeira a Estudantes de outros Países, que poderá ser encontrado em sua página da internet.
Além disso, informações bastante completas estão disponíveis na página da internet Escritório de Ajuda Financeira da universidade.

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts é uma das melhores instituições do EUA em proporcionar educação aos estudantes de todo o mundo. De acordo com essa linha, seus programas de doutorado e mestrado são dos mais completos e importantes dos EUA, razão da sua grande demanda.
Sua página da web contém uma relação com todos os cursos oferecidos, além de dispor de toda a informação necessária para inscrição. Entre esses programas, destacam-se os mestrados em:
Ciência
Computação
Engenharia
Arquitetura
Urbanismo
Administração e Negócios
Meio Ambiente
Quanto aos programas de doutorado, destacam-se:
Filosofia
Ciências

6204 – Mega Byte, a Ciência da Computação – Douglas Engelbart, quem foi esse?


Criador em 1965, do mouse, a peça que movimenta a seta na tela dos PCs e permite lhes passar instruções. Nascido em 30 de janeiro de 1925, hoje com 87 anos, ele é um pioneiro na interação entre humanos e computadores, cuja equipe desenvolveu o hipertexto, computadores em rede e os precursores de interfaces gráficas; e por estar comprometido e defender o uso de computadores e redes para ajudar a solucionar os cada vez mais complexos e urgentes crescentes problemas do mundo atual.
Foi bacharelado em engenharia eletrônica pela Universidade Estadual de Oregon em 1948.
Engelbart não tinha quaisquer planos de carreira mas interessava-se bastante por radares, então uma das novas tecnologias militares, pelo que no fim do primeiro ano de Universidade submeteu-se a um teste da Marinha dos Estados Unidos. Embora não tivesse interesse em seguir uma carreira militar, Engelbart passou o teste e foi aceite num programa de formação com um ano de duração.
Em 1945, enquanto esperava a dispensa do serviço militar num hospital da Cruz Vermelha nas Filipinas, deparou-se com um artigo de uma revista que o fascinou: intitulava-se “As we may think” (Como poderemos pensar), da autoria de Vannevar Bush, e discutia o futuro emprego das máquinas como complemento do intelecto humano.
Este artigo, aliado à sua experiência como técnico de radar, moldaram visivelmente a forma como Engelbart veio a imaginar os computadores, e a forma como estes deveriam mostrar a informação.
Após a graduação, conseguiu um emprego no laboratório aeronáutico de Ames (Ames Aeronautical Laboratory), em Mountain View, Califórnia, como engenheiro electrônico.

Existiam muito poucos computadores no país e a única forma de os operar era recorrer ao uso de cartões perfurados, mas Engelbart já imaginava que a relação Homem – máquina poderia ser muito facilitada, desde que as ferramentas que permitissem esse relacionamento pudessem ser desenvolvidas. Contudo, precisou de quase 10 anos para encontrar alguém que levasse a sério as suas ideias.
Em 1951, Engelbart decidiu entrar mais a fundo no mundo dos computadores, e deixou Ames para ingressar na Universidade de Berkeley, na Califórnia, que na altura conduzia um projecto de construção de um computador digital para utilização generalizada.
Embora só tenha tocado num computador em 1953, e não tenha conseguido convencer nenhum dos seus colegas a investigar as suas ideias, Engelbart obteve o doutoramento em engenharia eletrônica com especialização na vertente de computadores em 1955, e permaneceu mais um ano na Universidade lecionando.
Esperando desenvolver algumas das patentes obtidas ao longo do seu trabalho de doutoramento para assim conseguir obter financiamento para as suas pesquisas, Engelbart começou um pequeno negócio, que encerrou em 1957 ao aperceber-se de que a indústria de semicondutores ia cair por terra muitas das suas anteriores pesquisas.
Foi então trabalhar para o Stanford Research Institute, em Menlo Park, Califórnia, onde conseguiu persuadir a direcção a aplicar uma parte do orçamento destinado a investigação e desenvolvimento nos seus esforços.
O lançamento da nave espacial russa Sputnik, em 1957, acabou também por contribuir para o desenvolvimento das ideias de Engelbart, pois ao ver a sua superioridade tecnológica comprometida, o governo dos EUA lançou a ARPA (Advanced Research Projects Agency), um projecto destinado a financiar novos projectos de investigação científica que pudessem ajudar o país a recuperar o seu tradicional avanço e poderio.
Assim, em 1963, a ARPA atribuiu a Engelbart o financiamento necessário para que este construísse um laboratório que permitisse levar a tecnologia dos computadores a uma nova etapa. O cientista deu-lhe o nome de Augmentation Research Center, e aí criou o On-Line system (NLS), o primeiro ambiente integrado para processamento de ideias. O sistema utilizava várias ferramentas novas, (que hoje em dia se consideram corriqueiras), como um rato para selecção no ecrã, teleconferência em ecrãs partilhados, ligações por hipertexto, processador de texto, e-mail, sistemas de ajuda online e um ambiente de janelas.
Em 9 de dezembro de 1968 Engelbart e o seu grupo demonstraram o equipamento na “Fall Joint Computer Conference”, em San Francisco, usando perante uma vasta audiência acessórios como um teclado, um mouse, e um microfone colocado na cabeça.
Foi o primeiro modelo funcional do que seriam os computadores do futuro.
No principio da década de 1970, a ARPA decidiu cancelar o financiamento, e o Augmentation Center acabou por fechar as portas em 1977.
Engelbart, contudo, foi trabalhar para a Tymshare, Inc., empresa que tinha adquirido o sistema de teleconferência que ele demonstrara em San Francisco, em 1968, e aí ficou mesmo depois da companhia ser adquirida pela McDonnel Douglas Corporation, em 1989.

6203 – Oftalmologia – Lente de contato já vem com colírio para glaucoma


Uma equipe de farmacêuticos brasileiros está desenvolvendo um dispositivo oftalmológico capaz de facilitar o combate ao glaucoma, mal que afeta o nervo responsável por levar informações visuais do olho ao cérebro.
Após três anos de pesquisa, o Centro de Química e Meio Ambiente do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) já consegue fabricar lentes de contato que liberam timolol, composto presente em diversos colírios indicados para o tratamento dessa doença ocular.
Com isso, o medicamento acaba sendo depositado sobre o olho dia após dia e em pequenas doses. Fabricados a partir de silicone, os dispositivos conseguiriam manter a difusão do colírio de forma ininterrupta por até 30 dias.
De acordo com o coordenador do projeto, o farmacêutico e bioquímico José Roberto Rogero, o produto facilitaria a vida dos idosos que têm glaucoma. Eles têm mais dificuldade em pingar colírios sozinhos, por exemplo, desperdiçando “grandes quantidades de remédios nem sempre baratos”.
Além disso, o paciente idoso pode acabar esquecendo a hora de pingar o colírio, risco que é eliminado com a lente.
O olho é uma estrutura preenchida, em parte, por um líquido chamado humor aquoso. O glaucoma surge quando um indivíduo continua produzindo o humor aquoso, mas encontra dificuldades para escoá-lo. O resultado é o aumento da pressão sobre o nervo óptico, com a gradativa perda da visão.
O timolol retarda as atividades do chamado processo ciliar, conjunto de células responsáveis pela fabricação desse líquido.
Um professor de oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que o efeito do glaucoma “ocorre lentamente, da periferia das imagens em direção ao centro”. Sem tratamento, a cegueira total vem em 15 ou 20 anos.
Dados de uma pesquisa feita na UFPR (Universidade Federal do Paraná) indicam que, entre indivíduos com mais de 80 anos, a incidência da doença atinge a marca de 6,5%, diz Maynart.

6202 – Cinema – A Guerra dos Mundos


Ray Ferrier (Tom Cruise) é um homem divorciado que trabalha nas docas. Ele não se sente à vontade no papel de pai, mas precisa cuidar de seus filhos, Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning), quando eles lhe fazem uma de suas raras visitas. Pouco após eles chegarem Ray presencia um evento que mudará para sempre sua vida: o surgimento de uma gigantesca máquina de guerra, que emerge do chão e incinera tudo o que encontra. Trata-se do primeiro golpe de um devastador ataque alienígena à Terra, que faz com que Ray pegue seus filhos e tente protegê-los, levando-os o mais longe possível das armas extra-terrestres.
O filme custou 132 milhões de dólares e foi um dos maiores sucessos de bilheteria de 2005, ao lado de Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith, Harry Potter e o Cálice de Fogo e As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa
O filme é baseado num livro de H.G. Wells que já havia sido adaptado para o cinema em 1953; tanto o filme antigo quanto o livro também recebem o nome de Guerra dos Mundos.
Tudo começa com algumas imagens e a voz de um narrador (voz esta que pertence a Morgan Freeman), que falam do ser humano|homem e seu domínio sobre a Terra, e sobre seres intelectualmente superiores a nós que vêm nos estudando há muito tempo, e que agora decidiram traçar seus planos contra nós.
A história começa em um dia comum em que Ray(Tom Cruise) volta para casa para receber os filhos, Rachel(Dakota Fanning) e Robbie(Justin Chatwin), que atualmente moram com a mãe, Mary(Miranda Otto), e o padrasto, Tim. Coisas como a falta de leite e Rachel e Robbie terem que dividir o quarto apesar da grande diferença de idade e de sexo mostram que Ray certamente não estava preparado para receber os filhos. Apesar disso, outras coisas chamam a atenção de Ray, como a estranha tempestade que se forma perto de sua residência. A tempestade primeiramente gera fortes ventos que estranhamente sopram na direção dela. E depois, ela libera uma série de estranhos raios que, além de serem desacompanhados de trovões, atingem sempre o mesmo lugar.

Cartaz do filme baseado no clássico de ficção