6186 – Cinema – Jogo Bruto



Mark Kaminsky (Arnold Schwarzenegger) é o xerife de uma pequena cidade, que na verdade se tornou um exílio para ele. Amy (Blanche Baker), sua esposa, não suporta o lugar, onde vivem já há 5 anos. Isto aconteceu pelo fato de Kaminsky ter quebrado vários ossos de um suspeito que raptou, molestou, mutilou e matou uma menina de 11 anos, com o promotor público Baxter (Joe Regalbuto) tendo encerrado com sua carreira. Agora Baxter quer prender Luigi Petrovita (Sam Wanamaker), chefe das “famílias” fortes de Chicago. Baxter também quer condenar Paulo Rocca (Paul Schenar), o braço direito de Petrovita, mas para isto precisa do depoimento de várias testemunhas. Vários agentes do F.B.I. morreram tentando proteger uma testemunha, sendo que um dos policiais mortos, Blair (Steve Holt), era filho de Harry Shannon (Darren McGavin), um chefe de polícia. Shannon pede para que Kaminsky se infiltre na organização para descobrir o traidor, que foi o responsável pela morte de Blair. Se tiver sucesso Shannon diz que Mark voltará possivelmente ao F.B.I., que tenta por um ano infiltrar alguém na organização mas sempre fracassa, por haver um vazamento interno de informações. Por esta razão só Harry saberá que Kaminsky está envolvido na missão, mas para operar com segurança Mark finge sua morte e se torna Joseph P. Brenner.

Arnold Swazenneger

6185 – Geo – Política – O Presidente Hugo Chavez


(Sabaneta, 28 de julho de 1954) é um político e militar venezuelano. É o 56º e atual presidente da Venezuela. Como líder da Revolução Bolivariana, Chávez advoga a doutrina bolivarianista, promovendo o que denomina de socialismo do século XXI.
Ele é também um crítico do neoliberalismo, da globalização, e das relações exteriores dos Estados Unidos.
Um oficial militar de carreira, Chávez fundou o Movimento Quinta República, da esquerda política, depois de capitanear um golpe de estado mal-sucedido contra o governo de Carlos Andrés Pérez. Chávez foi eleito presidente em 1998, encerrando o Pacto de Punto Fijo, que perdurara por quarenta anos, com uma campanha centrada em promessas de ajudar a maioria pobre da Venezuela. Com o respaldo de numerosos referendos e eleições, Chávez logrou a possibilidade de se reeleger, vencendo os pleitos de 2000 e 2006.
Na Venezuela, Chávez estruturou as missões bolivarianas, cerne de sua política assistencial, cujo objetivo é combater as doenças, o analfabetismo, a desnutrição, a pobreza e outros problemas sociais. Obtendo enorme popularidade, fundiu vários partidos de esquerda venezuelanos no PSUV, centralizou o poder e controla a Assembleia Nacional, o Tribunal Supremo de Justiça, o Banco Central da Venezuela e a indústria petrolífera. Chávez promoveu internacionalmente o antiamericanismo e o anticapitalismo, apoiou a autossuficiência econômica, e defendeu a cooperação entre as nações pobres do mundo, especialmente aquelas da América Latina. Sua atuação na região incluiu a criação da ALBA e o apoio financeiro e logístico a países aliados.
As políticas de Chávez têm evocado controvérsias na Venezuela e no exterior, polarizando opiniões de analistas. O governo dos Estados Unidos afirma que Chávez é uma ameaça à democracia na América Latina.
Observadores internacionais, como Jimmy Carter e a ONG Human Rights Watch, criticam o “autoritarismo” de Chávez e o “amplo espectro de políticas que minaram os direitos humanos” no país, durante seu governo. Por outro lado, muitos outros governos simpatizam com sua ideologia[9] e/ou agradecem as trocas bilaterais e os acordos de ajuda mútua. Em 2005 e 2006 ele foi nomeado uma das 100 pessoas mais influentes pela revista Time.
Aos dezessete anos, Chávez ingressou na Academia Militar da Venezuela, graduando-se, em 1975, em Ciências e Artes Militares, ramo de Engenharia. Prosseguiu na carreira militar, atingido o posto de tenente-coronel.
Chávez casou-se duas vezes: a primeira com Nancy Colmenares, com quem teve três filhos (Rosa Virginia, María Gabriela e Hugo Rafael) e a segunda com a jornalista Marisabel Rodríguez, de quem se separou em 2003 e com quem teve uma filha, Rosinés. Além disso, Chávez também manteve uma relação amorosa por cerca de dez anos com a historiadora Herma Marksman enquanto era casado com a sua primeira esposa.
No dia 4 de fevereiro de 1992, o então tenente-coronel Hugo Chávez, comandando cerca de 300 efetivos, protagonizou um golpe de Estado contra o presidente Carlos Andrés Pérez, da Acción Democrática (1974-1979 e 1989-1993).
Os partidários de Chávez justificam essa ruptura constitucional como uma reação à crise econômica venezuelana, marcada por inflação e desemprego decorrentes de medidas econômicas adotadas por Pérez, logo após a sua posse, face à grave situação econômica que o país estava passando. A Venezuela era um dos poucos países da América Latina que nunca tivera sofrido um golpe de estado.
De fato, violentas manifestações populares já há tempo vinham ocorrendo. A maior delas foi o chamado “Caracazo”, uma revolta espontânea motivada pelo aumento do preço das passagens de ônibus, que ocorreu em 27 de fevereiro de 1989, em Caracas.
Durante o “Caracazo”, ônibus eram apedrejados e queimados em todo o país, e lojas, supermercados, shopping centers, pequenos comércios, nada escaparia aos saques de uma turbulência em que já não se podia discernir o que eram trabalhadores em protesto ou simples miseráveis famintos. Gangues urbanas se juntaram à confusão para promover vandalismo, roubos e invasões de estabelecimentos”.
De acordo com a CEPAL o número de venezuelanos abaixo da linha de pobreza caiu de 49.9% em 1999, quando Chávez assumiu, para 37,1% em 2005, e o poder aquisitivo das classes D e E aumentou 150% no período. Isso provocou uma enorme demanda no setor de produtos alimentares, que se vê pressionado e, muitas vezes, é incapaz de atendê-la. Tradicionalmente – desde 1930, quando a Venezuela, ao invés de desvalorizar a moeda para proteger sua agricultura, optou por importar tudo o que consome, usando para isso suas receitas do petróleo – o país produz muito poucos alimentos.
O petróleo é a maior riqueza da Venezuela, e responde por 90% de suas exportações, 50% de sua arrecadação federal em impostos, e 30% do seu PIB. Os maiores importadores de petróleo venezuelano foram, em 2006, Bermuda 49.5% (paraíso fiscal, presumíveis re-exportações.), Estados Unidos 23.6%, e Antilhas Holandesas 6,9% (paraíso fiscal, presumíveis re-exportações.).
A política social foi um dos principais focos do governo Chávez. Um importante elemento foram as missões bolivarianas, destinadas a promover uma série de programas capazes de levar saúde, educação e alimentos a pessoas mais humildes. Por causa dessas missões, a Venezuela foi declarada pela UNESCO, livre do analfabetismo, por ter uma taxa de analfabetismo inferior a 4%.

Últimas Notícias

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que se sente bem e que trabalha até tarde, e reafirmou seu sentimento religioso ao pedir mais uma vez a Jesus Cristo que lhe dê mais forças para se recuperar do câncer.
“Estou agarrado a meu Senhor, ele é dono desta vida, e sobretudo digo a Cristo: me dê mais vida porque não é para mim, sabes que é para que teu plano, para ajudar para teu plano aqui na Venezuela avance”, afirmou.

“Bem-aventurados os pobres, porque deles será o meu reino’, foi o que disse Cristo, a justiça social”, acrescentou.
Hoje completa um ano desde que o presidente venezuelano foi operado pela primeira vez em Cuba por causa de um tumor canceroso encontrado em uma cirurgia, ocorrida dez dias antes.
Após esses dois procedimentos, Chávez voltou a passar pela sala de cirurgia em fevereiro deste ano, para a retirada de outro tumor, uma reincidência do mesmo câncer, e depois se submeteu a sessões de quimio e radioterapia como parte de um processo de recuperação pelo qual ainda passa.
Chávez guardou silêncio sobre o tipo e a gravidade do câncer do qual sofre, e se limitou a dizer que está localizado na zona pélvica, que o primeiro tumor era do tamanho de uma bola de beisebol e que o segundo tinha dois centímetros. Além disso, insistiu que não tem metástase.
Há boatos que ele faz uso de uma droga bem mais forte que a morfina para suprimir a dor.
O líder venezuelano, 57, concorre à terceira reeleição nas eleições presidenciais de 7 de outubro, nas quais terá como principal adversário o candidato Henrique Capriles.

6184 – Televisão – O Cameraman


Um operador de câmera ou câmera é um profissional de operador de um filme ou câmera de vídeo . No cinema , o cameraman líder é geralmente chamado de cineasta , enquanto um cinegrafista em uma produção de vídeo pode ser conhecido como um operador de câmera de televisão, operador de câmera de vídeo ou cinegrafista , dependendo do contexto e da tecnologia, geralmente operando uma câmera de vídeo profissional .
O cinegrafista é responsável por operar a câmera fisicamente e manter a composição e ângulos de câmera ao longo de uma determinada cena ou tiro. Na narrativa cinematográfica, o operador de câmera irá colaborar com o diretor, diretor de fotografia, atores e equipe técnica para tomar decisões técnicas e criativas. Neste cenário, um operador de câmara é parte de uma equipe de filmagem que consiste no diretor de fotografia e um ou mais assistentes de câmera. No cinema documental e notícias, a câmera é frequentemente chamado a película que se desdobram, eventos não programados. Em 2006, havia aproximadamente 27.000 televisão, vídeo e operadores de movimento da câmera de imagem empregada nos Estados Unidos.
Habilidades do operador de câmera importantes incluem coreografias e enquadramento, conhecimento e habilidade para selecionar apropriadamente lentes de câmeras e outros equipamentos ( carrinhos e gruas de câmera , etc) para retratar cenas dramáticas. Conhecer princípios da história dramática e fundamentos são habilidades importantes também. O operador de câmera é obrigado a comunicar de forma clara e concisa em conjuntos onde o tempo e o orçamento do filme restrições sempre presentes.

6183 – Mega Memória Humor – Balança, mas não cai


Elenco do programa

Do rádio para a TV
Foi um programa humorístico brasileiro. Criado por Max Nunes e Paulo Gracindo na Rádio Nacional do Rio de Janeiro na década de 1950, o programa migrou para a TV Globo em 1968.
Balança Mas Não Cai estreou em 1950 na Rádio Nacional e ali permaneceu até 1967. O programa era ancorado por Wilton Franco. Ele apresentava os quadros humorísticos, supostamente passados nos apartamentos de um edifício residencial fictício, onde moravam as personagens, modelo seguido hoje também pelo “Zorra Total”.
O programa estreou na Rede Globo em 16 de setembro de 1968, permanecendo no ar até dezembro de 1971. Inicialmente, era apresentado ao vivo e tinha como apresentador Augusto César Vannucci. Em 1972, o humorístico passou a ser apresentado na TV Tupi, e só retornaria para a Globo em 1975 até 1983, com apresentação de Paulo Silvino. No ano seguinte, contudo, o programa foi cancelado.

Um pouco +
FORMATO E LINGUAGEM
– Um dos maiores sucessos da Rádio Nacional na década de 1950, Balança Mas Não Cai chegou à TV Globo em 1968, dirigido por Lúcio Mauro e apresentado por Augusto César Vannucci. Em um mês, o programa criado pela dupla Max Nunes e Haroldo Barbosa já era líder de audiência, e os bordões de personagens como Ofélia (Sônia Mamede) – “Eu só abro a boca quando tenho certeza!” – eram repetidos em todas as rodas de conversa.
– O formato era semelhante ao consagrado no rádio e se baseava nos moradores de um decadente edifício-cortiço, como os muitos erguidos devido à crise habitacional que o Rio de Janeiro, na época capital federal, atravessava no início dos anos 1950.
– Em 1972, Balança Mas Não Cai passou a ser exibido na TV Tupi e só voltou à grade de programação da TV Globo dez anos depois, nas tardes de domingo. A equipe era a mesma, e a produção, de José Carlos Santos. Paulo Silvino, que já havia substituído Augusto César Vannucci em alguns programas da primeira fase, era o apresentador.
– O desenhista Juarez Machado também foi o responsável pelos cenários surrealistas do programa. No quadro estrelado pelo ator Luís Alves Pereira Neto (o Ferrugem), por exemplo, o cenário era decorado por lápis gigantes espalhados pelo espaço. Na casa da personagem Dona Iaiá (Ema D’Ávila), os móveis eram imensos, com cadeiras e mesas de três a cinco metros de altura.

Fernandinho e Ofélia
– Entre os vários quadros que marcaram época no Balança Mas Não Cai está o que apresentava a Porforilda Ofélia (Sônia Mamede), uma mulher muito ignorante e sem nenhuma consciência disso, e seu marido Fernandinho (Lúcio Mauro), um homem rico, sofisticado e apaixonado pela esposa, mas que vivia envergonhado com suas gafes, como quando sua mulher dizia a um convidado ilustre que no jantar seriam servidos pratos como “estraga-o-nove”, “homelétrico de queijo” e “pancuecas”.

Primo Pobre & Primo Rico
– Com criação de Max Nunes, o célebre quadro tinha sempre o mesmo esquema: o Primo Pobre (Brandão Filho) visitava o luxuoso apartamento do Primo Rico (Paulo Gracindo) em busca de ajuda para as suas dificuldades financeiras e acabava ouvindo os queixumes do parente milionário. A graça nascia do abismo entre as realidades vividas pelos personagens. Ao ver que o tapete do primo tinha quase oito centímetros de espessura, o Pobre comentava: “Primo, esse seu tapete alto me lembra logo lá de casa”. “Na sua casa tem tapetes altos assim?”, estranhava o Rico. “Quem sou eu, primo! É o capim, que já está mais ou menos nessa altura. Já está entrando pela casa. A situação não está boa, não, primo!” O Primo Rico tinha também um mordomo, Charles, que costumava atender aos seus chamados com um sonoro: “Yes, sir!”, que quase perfurava os tímpanos do Primo Pobre de tão alto que falava. Charles foi interpretado por Arnaldo Artilheiro na primeira fase do programa; e por Tony Tornado, nos anos 1980.
– Como vários quadros do programa, Primo Pobre & Primo Rico era extremamente popular e influente. O público adotava prontamente bordões, como “Primo, você é ótimo!”, e até os nomes mencionados pelos personagens. Foi o caso de Ricardo, o amante da mulher do primo rico. Ela nunca aparecia: estava sempre fazendo compras ou viajando pela Europa com o sujeito. Homem civilizado e pouco afeito às pequenezas do espírito, o milionário parecia não perceber que estava sendo enganado e tinha até afeição pelo rapaz, a quem chamava de “Ricardão”. Não demorou até o nome cair no gosto do público e se transformar em gíria para amante.
– Num dos episódios, os primos conversavam sobre a fome: o Primo Rico dizia: “Olha aqui, primo, de uma coisa eu me orgulho. Nesta casa ninguém passa fome”. E o Pobre respondia: “Mas eu estou passando”. O Rico, então, enchia o primo de esperanças: “Mas será por pouco tempo. Principalmente você, que é meu primo, não vai passar fome aqui em casa”, e chamava o mordomo, Charles. “Leva o primo lá para fora. Aqui em casa você não passa fome. Vai passar fome na sua”, ordenava o Rico. E o Pobre, então: “Primo, você é ótimo!”. O Rico se despedia: “Primo, você também é ótimo!”

CURIOSIDADES
– Max Nunes afirmou que usou como fonte de inspiração as chamadas “cabeças de porco”, moradias ocupadas por famílias numerosas onde todo mundo se espremia para viver no Rio de Janeiro da década de 50, após a Segunda Guerra Mundial. Com o sucesso do programa, Balança Mas Não Cai virou o apelido de um edifício – igualmente superpopuloso – na esquina da Rua Santana com a Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio.

– Além dos personagens interpretados pelo estrelar elenco do programa – que Lúcio Mauro definiu como “a seleção brasileira do humor”, e incluía nomes como Walter D’Ávila, Zé Trindade e Lilico (do bordão “Como é bom ser rico!”) –, o Balança Mas Não Cai também contava com as participações especiais de humoristas de outros programas da TV Globo, como Agildo Ribeiro (TV0-TV1), Jô Soares (Faça Humor, Não Faça Guerra) e Chico Anysio (Chico Anysio Especial).

6182 – Saúde Pública – Verminoses


O homem já foi à Lua, mas em termos de saúde pública, talvez esteja 2 mil anos atrasado. No Brasil, 60% da população tem algum tipo de helminto. Verminoses não são exclusividade das áreas rurais, onde a variedade é maior. Alguns tipos de vermes como o ascaris lumbricóides, comnhecido como lombriga,o tricocéfalo e o oxyurus. São considerados cosmopolitas, porque habitam todos os ambientes. A contaminação se dá pela ingestão de ovos presentes na água não tratada, nos alimentos, principalmente frutas e verduras. O problema começa no campo, quando o horticultor irriga suas plantações com água dos rios contaminados levam os ovos para de casa e para cima dos alimentos que devem ser cobertos. Em periferias e interior é comum se defecar em quintais e plantações. Os ovos vivem de 2 a 6 meses, podendo reinfectar pessoas. A esquitossomose, conhecida como barriga d’água, é provocada por uma larva que vive na água e penetra na pele quando se toma banho em água contaminada.
A solitária, presente na carne de porco bovina, é muito comum na América Latina. O problema é grave só quando o homem é o hospedeiro, transmitindo aos demais. Aí surge uma doença chamada cisticercose, que na sua forma mais grave é chamada de neurocisticercose e pode ser fatal. O tratamento clínico é a base de antiparasitários e corticóides. A cierurgia depende da localização e do n° de larvas no organismo.

Precauções:
Não deixar os alimentos expostos às moscas
Água sanitária e vinagre não protege contra vermes, somente contra bactérias
Não comer carne crua ou mal passada, principalmente suína
Comendo fora, observar se o estabelecimento está tomando os cuidados higiênicos básicos

6181 – Astronomia – Um anel desvia a Lua do bom caminho


Tal descoberta foi feita pelo telescópio espacial Hubble; Prometeu, um dos satélites de Saturno, está atrasado em sua viagem em torno do planeta. Como se estivesse mais lento que o normal, não completou a órbita no tempo previsto:
Ao ser fotografado, só tinha feito 82% do percurso.Os astrônomos explicaram que em 1994 ele deve ter se enfiado no núcleo do anel F, onde há uma grande concentração de partículas de poeira de até alguns centímetros de diâmetro. O choque com os grãos é suficiente para brecar o satélite. Os cientistas concluíram que a trombada acontece a cada 19 anos.

6180 – Tecnologia – Carro elétrico sem fio


As grandes companhias automobilísticas buscam novas soluções a cada dia para ganhar consumidores cada vez mais conscientes e exigentes em termos de níveis de poluição, emissões de carbono e eficiência energética.
Dessa vez, a Nissan saiu na frente e desenvolve o carro elétrico recarregável sem fio. Ele funciona a partir da indução eletromagnética entre duas bobinas, uma colocada em baixo do carro e outra no chão. Três horas são o suficiente para que o veículo esteja pronto para mais um rolê.
A vantagem é que será mais fácil recarregar o carro em estacionamentos e garagens e não apenas em casa. E a empresa cogita a possibilidade de haver bobinas embutidas nas avenidas e rodovias, de modo que os veículos possam ser recarregados enquanto estão em movimento.
A invenção ainda não tem data para ser lançada oficialmente no mercado, mas os engenheiros garantem que o procedimento será simples e barato.

6179 – Pesquisa Científica


Um remédio demora, em média, 17 anos para ficar pronto. Os culpados são a falta de comunicação entre pesquisadores e a burocratização do conhecimento. Quem diz isso é Lawrence Lessig, criador do Science Commons, projeto que se define como “uma nova infraestrutura colaborativa para facilitar e baratear a descoberta científica”. Ele pretende facilitar o acesso a pesquisa e desenvolvimento em diversos campos da ciência, estimulando que cientistas usem dados descobertos por outros pesquisadores em uma rede alimentada por diversas fontes. A ideia saiu do papel: o projeto Neurocommons é uma plataforma em código aberto para pesquisa biológica que quer facilitar a troca de conhecimentos sobre doenças neurodegenerativas.

6178 – Como captar energia das estrelas


Tal ideia pertence à fronteira entre a ficção e a pesquisa de verdade, mas foi proposta pela primeira vez numa das mais importantes revistas científicas do mundo, a americana Science, há 50 anos. Seu principal mentor, o físico e matemático britânico Freeman Dyson, empresta seu nome ao conceito, que é conhecido como “esfera Dyson”.
Ao longo da história, a humanidade tem aumentado exponencialmente seu consumo de energia, da queima de poucas toneladas de gravetos por ano na Pré-História à construção de gigantescas usinas elétricas no século 20. Ora, se os seres humanos realmente se espalharem pelo sistema solar e pelos sistemas estelares vizinhos no futuro, vão precisar de quantidades ainda mais alucinadas de energia para sobreviver. Portanto, nada melhor do que organizar sistemas que captem diretamente a radiação estelar para o nosso uso.
O ponto em comum em todas as variantes já imaginadas é o uso de um grande conjunto de painéis solares, voltados na direção da estrela-tomada, os quais, de preferência, cobririam a totalidade, ou pelo menos a maior parte, do astro. Fora isso, o desacordo impera entre os teóricos.
O que parece quase certo é que seria absurdamente complicado construir uma esfera sólida em torno da coitada da estrela. O problema não é nem o calor, já que os proponentes dessa versão falam numa casca com raio de 1 UA (uma unidade astronômica, ou seja, a distância atual entre a Terra e o Sol). O que acontece é que uma estrutura desse naipe não teria interação gravitacional significativa com a estrela em seu interior – ou seja, precisaria de motores que a mantivessem no lugar o tempo todo, senão correria o risco de trombar com o astro. Por essas e outras, acredita-se que o melhor jeito de realizar o sonho da estrela-tomada envolva o uso de um arquipélago de satélites e estações espaciais, cobertos com sofisticados coletores de energia solar. Uma vez obtida a energia, ela poderia ser transmitida de um satélite para outro, e também para pontos distantes do espaço, por meio de potentes emissões de laser, digamos. Essa versão da ideia é conhecida como “enxame de Dyson”, mas ela tem outra desvantagem séria. A interação gravitacional entre o grande número de satélites poderia levar a frequentes trombadas, difíceis de evitar. Por isso, um terceiro conceito, a “bolha de Dyson”, propõe equipar os satélites em torno da estrela com gigantescas velas (isso mesmo, como as de barcos), as quais seriam impulsionadas pelo “vento” de partículas que a estrela sopra através do espaço. Com isso, os coletores de energia ficariam sempre na mesma posição. Se você está achando Dyson doidão, saiba que ele propôs a ideia, originalmente, como forma de buscar civilizações ETs avançadas, que já teriam feito suas esferas Universo afora.

6177 – Psicologia – A Lavagem Cerebral


Apesar de não existir consenso sobre até que ponto é possível substituir convicções e comportamentos, não faltam estudos sobre o processo de lavagem cerebral. O termo passou a ser usado no Ocidente durante a Guerra da Coreia (1950-53), para descrever o comportamento de soldados americanos que, após um período capturados, voltavam defendendo os ideais comunistas dos inimigos China e Coreia do Norte. Aparentemente, não era teatro. Os soldados tinham “virado a casaca”, exibindo atitudes incompatíveis com as de antes.
Muitos daqueles prisioneiros haviam sofrido torturas físicas que tornaram sua mente vulnerável; com outros, o processo foi menos óbvio e mais sutil, envolvendo a vítima sem que ela se desse conta. Seja qual for a estratégia, é essencial o elemento-surpresa.
Isso porque somos programados para reagir imediatamente a estímulos intensos: quando um ladrão pula na sua frente ou um carro vai em sua direção, o cérebro não perde tempo com análises. O caso nem passa pelo córtex pré-frontal, responsável pelo raciocínio complexo; vai direto para áreas cerebrais menos evoluídas, que decidem rapidamente o que fazer. Ou seja, quem quiser provocar novas crenças e comportamentos em alguém precisa criar situações que exijam reações automáticas, pois nelas o processo consciente é desativado.
Pessoas que se dizem manipuladas por igrejas e cultos religiosos descrevem um programa intenso de atividades, palestras, celebrações e tarefas como distribuir panfletos, limpar o chão, fazer comida. Imersa nessa rotina, que geralmente prevê poucas horas de sono, a vítima fica tão cansada que literalmente não tem tempo para pensar sobre o que está acontecendo.

É a mesma técnica, por exemplo, daquele vendedor tagarela que o deixa confuso e faz com que você compre uma coisa de que não precisa, só para se livrar do chato. Em alguns casos, antes de iniciar o processo a pessoa já está fragilizada por alguma outra situação. “O fim de um relacionamento, um divórcio, a morte de alguém querido, até se formar na escola ou mudar de emprego pode tornar uma pessoa vulnerável, uma vez que tira o indivíduo de seu equilíbrio”, diz um psicólogo americano.
Outro exemplo: um prisioneiro de guerra, depois de enfrentar tortura e jejum, é levado para tomar banho quente e fazer uma refeição enquanto escuta alguém descrevendo as maravilhas da doutrina comunista. Com a repetição do método, ele inconscientemente passará a associar comunismo a bem-estar. Se você se lembrou do filme Laranja Mecânica (1971), clássico do diretor Stanley Kubrick, acertou na mosca.

Na história, o personagem principal é um adolescente ultraviolento que se diverte torturando e estuprando por aí. Após ser preso, ele se oferece para um tratamento experimental que promete torná-lo um ser totalmente desprovido de violência.

O tratamento consiste em submetê-lo a sensações físicas desagradáveis (náuseas muito intensas) e a imagens violentas ao mesmo tempo, forçando seu inconsciente a associar as duas coisas. No final, o personagem passa a sofrer sensações físicas insuportáveis toda vez que tem contato com ideias ou situações violentas. (O irônico efeito colateral é que o jovem também fica condicionado a vomitar quando ouve a 9ª Sinfonia de Beethoven, trilha sonora usada nos filmes da prisão.)

Esse processo não pode ser considerado lavagem cerebral, pois não muda as convicções do indivíduo. Mas é um exemplo extremo de como podemos ser condicionados a fazer relações inconscientes de sensações com ideias.
Para a escritora Kathleen Taylor, a principal arma para evitar manipulações é, basicamente, “parar e pensar nas coisas”. Sem se deixar levar pela afobação, fica fácil resistir tanto ao discurso nacionalista de um político quanto ao papo emocional de um pregador religioso.
Outro ponto importante é não subestimar a influência que o meio e a autoridade podem ter sobre nós, já medidos em experimentos clássicos de psicologia social. A necessidade de ser aceito em um grupo leva muitas vezes ao “efeito rebanho”, identificado na década de 1950 pelo psicólogo americano Solomon Asch e muito antes por quem inventou a expressão “maria-vai-com-as-outras”.

6176 – Mega Memória – As Olimpíadas de Montreal


Os Jogos Olímpicos de Montreal, no Canadá, realizados entre 17 de julho e 1 e agosto de 1976, com a participação de 6.804 atletas de 92 nações competindo em 21 esportes, foram os primeiro marcados por um grande boicote. Lideradas pela Republica do Congo, 26 nações africanas, o Iraque e a Guiana se recusaram a participar dos Jogos, em protesto pelo COI não suspender a Nova Zelândia, que havia autorizado sua seleção nacional de rugby excursionar pela África do Sul, que no momento se encontrava suspensa da comunidade internacional por causa do Apartheid, fazendo com que o nível de diversas provas do atletismo ficasse abaixo do esperado, já que os africanos dominavam essas provas.
A escolha de Montreal, que havia conquistado o direito de sediar os Jogos contra cidades importantes como Los Angeles e Moscou, não foi feliz no seu evento, apesar da boa organização e total segurança – reflexos dos ocorrido em Jogos de Munique em 1972.
Financeiramente os Jogos foram um fracasso, causando o maior prejuízo financeiro da história do evento até Atenas 2004. Totalizando mais de 2 bilhões de dólares americanos em dívidas, levando a cidade a demorar mais de 40 anos para conseguir quitar as dívidas relacionadas ao evento Seu ousado, caríssimo e problemático estádio olímpico até hoje permanece como um símbolo do fracasso desta edição . No campo esportivo, mais uma grande decepção. Pela primeira e única vez na história dos Jogos de Verão, o país anfitrião terminou a competição sem conseguir conquistar uma única medalha de ouro.
Os Jogos Olímpicos de Montreal, no Canadá, realizados entre 17 de julho e 1 e agosto de 1976, com a participação de 6.804 atletas de 92 nações competindo em 21 esportes, foram os primeiro marcados por um grande boicote. Lideradas pela Republica do Congo, 26 nações africanas, o Iraque e a Guiana se recusaram a participar dos Jogos, em protesto pelo COI não suspender a Nova Zelândia, que havia autorizado sua seleção nacional de rugby excursionar pela África do Sul, que no momento se encontrava suspensa da comunidade internacional por causa do Apartheid, fazendo com que o nível de diversas provas do atletismo ficasse abaixo do esperado, já que os africanos dominavam essas provas.
A escolha de Montreal, que havia conquistado o direito de sediar os Jogos contra cidades importantes como Los Angeles e Moscou, não foi feliz no seu evento, apesar da boa organização e total segurança – reflexos dos ocorrido em Jogos de Munique em 1972.
Financeiramente os Jogos foram um fracasso, causando o maior prejuízo financeiro da história do evento até Atenas 2004. Totalizando mais de 2 bilhões de dólares americanos em dívidas, levando a cidade a demorar mais de 40 anos para conseguir quitar as dívidas relacionadas ao evento Seu ousado, caríssimo e problemático estádio olímpico até hoje permanece como um símbolo do fracasso desta edição . No campo esportivo, mais uma grande decepção. Pela primeira e única vez na história dos Jogos de Verão, o país anfitrião terminou a competição sem conseguir conquistar uma única medalha de ouro.
Como vimos em um capítulo anterior, a ginasta romena Nadia Comăneci, de apenas 14 anos, foi a grande estrela de Montreal, sendo a primeira atleta da história a receber a nota perfeita de 10.0 neste esporte, nas barras assimétricas. A nota teve que ser apresentada nos placares eletrônicos do ginásio como 1.00, pois até então os placares da ginástica não eram fabricados com dois dígitos antes da divisão da fração, já que a nota 10 era considerada impossível. Comaneci conquistaria três medalhas de ouro e receberia nada mais nada menos que outras seis notas 10 da equipe de jurados durante a competição.
Cinco boxeadores americanos conquistaram medalhas de ouro em Montreal, naquela que para muitos foi a maior equipe de boxe olímpico já formada nos Estados Unidos, composta de Sugar Ray Leonard, Leon Spinks, Michael Spinks, Leo Randolph e Howard Davies Jr. A exceção de Davis, todos se tornariam campeões mundiais profissionais em suas categorias nos anos seguintes.
O ginasta japonês Shun Fujimoto conquistou a excelente nota 9,7 nas argolas, terminado o exercício com uma difícil pirueta de três voltas e a queda em pé na posição ereta perfeita, ajudando a conseguir a medalha de ouro por equipes para o Japão, que disputava a liderança lado a lado com a URSS. Fujimoto realizou a prova com o joelho quebrado.
O italiano Klaus Dibiasi conseguiu o inédito tricampeonato olímpico nos saltos ornamentais, tornando-se o ídolo e modelo de toda uma geração de atletas, entre eles o jovem que o igualaria anos mais tarde, o norte-americano Greg Louganis.
Os Jogos de Montreal assistiram ao primeiro atleta filho de campeão olímpico tornar-se também campeão olímpico. Com um lenço encharcado de lágrimas de um choro convulsivo, um homem no meio da multidão na arquibancada do estádio olímpico, o húngaro Imre Németh, campeão olímpico de lançamento do martelo nos Jogos de Londres em 1948, acenava para o filho Miklos Németh, que ali na sua frente, no gramado do estádio, acabava de se sagrar campeão olímpico do lançamento do dardo, 28 anos depois.
Clarence Hill, das Bermudas, conquistou a medalha de bronze na categoria super-pesados do boxe, dando a seu pequeno país a honra de se tornar a nação de menor população do mundo (53.500 habitantes na época) a ganhar uma medalha nos Jogos Olímpicos.

6175 – Tecnologia – Nanotubos de carbono


São alótropos do carbono com uma nanoestrutura cilíndrica. Os nanotubos foram construídos com diâmetro de comprimento na proporção de 132,000,000:1, significativamente maior do que para qualquer material. Estes cilíndros de moléculas de carbono possuem propriedades incomum e que são de altíssimo valor no campo da nanotecnologia, eletrônica, óptica e outros campos tecnológicos da ciência dos materiais . Particularmente, devido as suas extraordinárias propriedades de condução térmica, mecânica e elétrica, os nanostubos de carbono podem ter aplicações que possibilitem inúmeras melhorias nas estruturas dos materiais.
Nanotubos são membros da familia estrutura do fulereno, que também inclui o esférico buckyballs, e as extremidades dos nanotubos podem ser cobertas com um hemisfério de estruturas de buckyball. Seu nome deriva do seu formato, uma estrutura oca com paredes formadas por um átomo de espessura da folha de carbono, chamados grafeno. Estas folhas são enroladas em momentos especificos com ângulos discretos quiral, e a combinação do ângulo de rolamento e raio decide a propriedade do nanotubo; por exemplo, se a folha de nanotubos individual é um metal ou semicondutor. Nanotubos são categorizados como Nanotubos de parede única do inglês (Single-Walled Nanotubes (SWNTs)), que são os Nanotubos de Carbono e os nanotubos de múltiplas paredes, do inglês (Multi-Walled Nanotubos (MWNTs)). Naturalmente, nanotubos individuais alinham-se em “fios”, esse fenômeno explicado pelas Forças de Van der Waals.
A química quântica aplicada, especificamente, a hibridação do orbital descreve melhor a ligação química em nanotubos. A ligação química dos nanotubos é composta inteiramente de orbitais com hibridização sp2, semelhante as ligações do grafite. Essas ligações que são mais fortes do que a hibridização 3 são encontradas em alcanos, provendo aos nanotubos um força unica e original.
Nanobud de carbono é um material recém-criado oriundo da combinação de dois alótropos de carbono: nanotubo de carbono e fulerenos. Neste novo material, semelhantes ao fulereno “gomos” são paredes laterais que fazem ligações covalentes com os nanotubos subjacentes. Este novo material hibrido tem propriedades de ambos os materiais que o constituem, nanotubos de carbono e fulereno. Particularmente, eles são utilizados como excelentes emissores de campo. Em materiais composites, as moléculas de fulereno podem funcionar como âncoras prevendo o escorregamento dos nanotubos, como também, melhorando as propriedades mecânicas dos compósitos.

6174 – Ciência na Mídia – A Revista Science


Uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo. É publicada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (American Association for the Advancement of Science – AAAS). Seus artigos são submetidos ao processo de revisão paritária e sua tiragem semanal é de 130 mil exemplares, além das consultas online, o que eleva o número estimado de leitores a um milhão.
A Science foi fundada em Nova Iorque por John Michaels em 1880 com apoio financeiro de Thomas Edison e posteriormente de Alexander Graham Bell. Inicialmente, porém, não teve muito êxito e acabou por terminar a publicação em março de 1882. Um ano depois, o entomólogo Samuel H. Scudder recupera a revista alcançando um maior renome ao cobrir as reuniões das sociedades científicas americanas, incluindo a AAAS.Em 1884 a revista tem de novo problemas financeiros e foi vendida ao psicólogo James McKeen Cattell por 500$. Por acordo entre Catelll e o então secretário da AAAS Leland O. Howard, a Science passou a ser o órgão de expressão da Sociedade Americana para o Progresso da Ciência em 1900. Durante os primeiros anos do século XX foram publicados na Science artigos como a descrição da genética da mosca-do-vinagre por Thomas Hunt Morgan, artigos de Albert Einstein sobre gravitação, ou sobre a nebulosa espiral de Edwin Hubble. Depois da morte de Cattell em 1944 a propriedade da revista passou para a AAAS.
O maior objectivo da revista é a publicação de descobertas científicas recente. A Science é também conhecida pelas suas science-related news, que é uma publicação sobre política científica e outros assuntos relacionados com a área das ciências e tecnologia. Cobre um amplo leque de disciplinas científicas, com especial incidência nas ciências da vida. Tem um factor de impacto em 2005 de 30,927 (medido pelo índice Thomson ISI).
Em 2007 esta revista foi galardoada com o Prémio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades juntamente com a revista Nature.

6173 – Ecologia e Meio Ambiente – Tecnologia italiana reduz o cromo equivalente


Embora a indústria química seja apontada criticamente pelos ambientalistas, tem crescido o número de instituições que premiam iniciativas de gerenciamento eficiente de resíduos tóxicos. Uma empresa lançou um projeto inovador de redução de cromo hexavalente, que em função de sua alta toxidade e comprovada ação carcinogênica, não pode ser descartado diretamente em áreas de mananciais ou mesmo na rede de esgotos. Para a OMS, a concentração máxima desse metal na água potável deve ser de 0,05%miligramas por litro. Algumas evidências demonstraram que, mesmo em menor quantidade, o consumo de cromo hexavalente por via oral pode provocar a incidência de câncer.
As fontes geradoras de efluentes contendo tal substância são inúmeras, como a indústria eletrônica, de madeira, tintas, galvanoplastia, entre outras. A maior parte dos resíduos de cromo VI lançados no solo, agrega fortemente a outras partículas ali existentes e chega até os lençóis freáticos. Contudo, na água, o cromo é absorvido pelos sedimentos, tornando-se estático.
Um dos métodos mais utilizados para eliminar o cromo é a retirada da terra contaminada com o metal pesado e transportando até aterros autorizados, mas a técnica é dispendiosa. O novo mecanismo aplicado pela empresa consiste em um composto gasoso à base de hidrogênio e um gás quase inerte, para reduzir o cromo hexavalente em cromo trivalente, este não tóxico. Na fase final da pesquisa,que durou vários meses, constatou-se uma redução de 90% do cromo hexavalente e que, além do cromo trivalente, a reação gera exclusivamente água, inócua para o terreno. A técnica em breve estará disponível em escala comercial.

6172 – Química – O que é o cromo hexavalente?


Compostos de cromo hexavalente (Cr(VI)) são aqueles que contém o elemento cromo no estado de oxidação +6.
Cromatos, os quais são compostos de cromo (VI), são frequentemente usados como pigmentos para fotografia, pigmentos diversos, tintas, pirotecnia, plásticos e outros. Eles podem ser usados para a produção de aço inoxidável, corantes têxteis, preservação da madeira, curtimento de couro, e como anti-corrosivo e em revestimento de conversão Eles são usados como inibidores de corrosão, mas devido a seus altos níveis de toxicidade eles têm sido substituidos por alternativos.
Cromo hexavalente é reconhecido como um carcinogênico humano, via inalação.Trabalhadores em diferentes ocupações são expostos a cromo hexavalente. Exposições ocuupacionais ocorrem principalmente em trabalhadores que:
manuseiam pigmentos secos contendo cromo
utilizam spray de tintas contendo pigmentos com cromato
operam banhos de cromagem
trabalham na usinagem de peças de metais cromados.

6171 – Odontologia – Saliva protege o esmalte dos dentes


O líquido é composto por um conjunto de enzimas, carbonatos e proteínas que protegem o esmalte do dente. Além disso, graças ao carbonato, a saliva possui a propriedade de neutralizar a ação dos ácidos produzidos pelas bactérias presentes nas cavidades da boca, que atacam o esmalte do dente.Também ajuda a devolver aos dentes os minerais perdidos durante o processo de mastigação. Pessoas que possuem um bom fluxo salivar, estão mais protegidas. Isso porque a saliva ajuda a autolimpeza dos dentes, facilitando a eliminação dos ácidos presentes na boca.

6170 – Mega Sampa – Com mais chuva em São Paulo, mês de junho bate recorde histórico


Este mês de junho já é o mais chuvoso desde 1943, quando o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) iniciou os registros.
Até as 9h de hoje, o acumulado de chuva na estação do mirante de Santana (zona norte) chegou a 233,7 mm –cada mm equivale a um litro de água por m².
O junho mais chuvoso até então era o de 1983, que teve 220,7 mm nos 30 dias. A média histórica para o mês é de 55,7 mm.
ACUMULADO DE CHUVA EM JUNHO

2012: 233,7 mm
1983: 220,7 mm
1945: 198,3 mm
1987: 195,9 mm
1982: 162,9 mm
1974: 123,5 mm

As temperaturas não caem porque, com a variação na nebulosidade, as massas de ar frio acabam não conseguindo chegar à cidade.