6040 – Bactéria pré-histórica


Nome científico – Trichomonas gallinae

Tamanho – 0,001 mm

Onde vive – mundo todo

O protozoário Trichomonas gallinae afeta pombos, aves de rapina e galinhas. Ele causa feridas na boca, que se parecem a aftas, e, o mais cruel, é transmitido dos pais para os filhotes (devido ao hábito das aves de regurgitarem a refeição ou, no caso dos pombos, pela glândula que secreta para os filhotes uma substância parecida com leite). E essa praga aviária já fez vítimas maiores. O fóssil mais preservado de tiranossauro, uma fêmea apelidada de Sue escavada em 1990, que viveu entre 65,5 e 67 milhões de anos atrás, tem buracos na mandíbula que sempre intrigaram os cientistas. Estudando Sue e mais 60 fósseis com os mesmos problemas, um grupo de pesquisadores australianos e americanos concluiu que o tormento dos tiranossauros era o próprio T. gallinae, que nos dinos causava lesões ainda piores. Um parasita que sobreviveu à grande extinção do Jurássico?

6039 – Ameba Perigosa


Nome científico – Naegleria fowleri

Tamanho – 0,001 mm

Onde vive – mundo todo

Amebas são fascinantes. Elas não têm forma – modificam o próprio corpo para engolfar e comer bactérias, outros protozoários, alimentos no intestino de alguém, o que estiver dando sopa. Se você nadar numa piscina ou num lago contaminado, esta ameba entra pelo nariz e se alimenta do seu cérebro. Não há tratamento, e a probabilidade de morte é de 99%.

Um pouco +

É uma ameba de vida livre que pode ser encontrada na água ou solo, sendo a única espécie de Naegleria que pode infectar seres humanos, resultando na patologia conhecida como naegleríase.
A Naegleri fowleri está presente no mundo todo. Seus locais de proliferação mais comuns são lagos, rios e piscinas sem manutenção apropriada e pobremente clorificadas, além do solo. O protozoário prefere águas paradas e quentes.
Enquanto está na água, a ameba alimenta-se de algas e bactérias no fundo do corpo d’água.
A infecção por Naegleria é bastante rara. Ela ocorre quando a ameba entra no corpo através do nariz. Geralmente isso ocorre quando as pessoas estão nadando, mergulhando ou praticando outros esportes que envolvam a entrada de água no nariz, em ambientes infectados. A ameba então chega ao cérebro e lá destrói o tecido cerebral. A patologia é quase sempre fatal.

6038 – Biologia – Uma bactéria feminista


Nome científico – Gênero Wolbachia

Tamanho – 0,00015 mm

Onde vive – mundo todo

As bactérias do gênero Wolbachia atacam 60% dos insetos existentes na Terra. E odeiam machos. Odeiam tanto que os matam quando ainda são embriões. Se o macho nascer, é transformado em fêmea ao longo da vida. A Wolbachia também ajuda as fêmeas a se reproduzirem de forma assexuada. É que ela só se propaga por meio de óvulos.

6037 – Biologia – Uma vespa muito louca


Nome científico – família Braconidae

Tamanho – 1 mm a 4 cm

Onde vive – mundo todo

Esta vespa injeta veneno suficiente para paralisar, mas não matar, uma lagarta. Aí, as larvas da vespa nascem e se alimentam da lagarta viva. Mas o parasita tem um requinte de crueldade: junto com o veneno, ele injeta uma espécie de vírus que modifica o DNA da lagarta, tornando seu sistema imunológico incapaz de destruir as larvas.

6036 – Biologia Marinha – O peixe-pedra


O estranho e venenoso peixe-pedra

Nome científico – Synanceia verrucosa

Tamanho – até 51 cm

Onde vive – Oceanos Índico e Pacífico

Corais são lindos. Mas também abrigam um morador perigosíssimo: o peixe-pedra. Ele tem esse nome porque sua camuflagem o faz parecer uma pedra. Se você pisar nele, levará uma injeção de um veneno terrível – que provoca o que alguns cientistas classificaram como a pior dor que pode ser sentida pelo ser humano. Ela dura meses e mesmo o mais potente analgésico, morfina, não consegue pará-la. O veneno também provoca atrofia muscular, deixando uma perna menor que a outra. A vítima não morre, mas talvez até gostasse: a literatura médica traz casos de pessoas que pediram para sofrer eutanásia após um ataque. Se serve de consolo, os japoneses gostam de fazer sashimi com o peixe-pedra (que precisa ser fatiado com muito cuidado para retirar o veneno).

O peixe-pedra (Synanceia verrucosa) é considerado o peixe venenoso mais perigoso. É encontrado em águas rasas nos Oceanos Pacífico e Índico, e mede cerca de 30 cm. Sua dieta consiste principalmente em peixes pequenos e crustáceos. Sua cor marrom-esverdeada confere ao peixe-pedra a capacidade de se camuflar entre as pedras em recifes tropicais, transformando-o num alvo fácil de ser pisado acidentalmente por uma pessoa. A região dorsal tem espinhos que liberam uma toxina venenosa. Se ela for injetada em uma pessoa, causa dor intensa. Dependendo da profundidade da penetração no ferimento, pode ocorrer choque, paralisia e morte de tecidos. Se não for tratada nas primeiras horas, o nível de toxidade pode ser fatal para os seres humanos.

6035 – Biologia Marinha – Um Comedor de ossos


Nome científico – várias espécies do gênero Osedax

Tamanho – 1 cm

Onde vive – Fundo do mar

Quando uma baleia morre, diversas criaturas ficam até 2 anos comendo seu cadáver. Só depois chega a mais nojenta: um verme cujas larvas se instalam nos ossos, criando filamentos que crescem para dentro. Eles podem viver décadas devorando os ossos, e só as fêmeas são visíveis – os machos são larvas microscópicas que infestam o corpo da própria fêmea.

Um pouco +
O verme vive há 30 milhões de anos
Cientistas encontraram traços de Osedax, um verme que se alimenta de ossos, em fóssil de baleia de 30 milhões de anos. Ele já era conhecido desde que foi primeiramente encontrado em uma carcaça de baleia a uma profundidade de 2891 metros na baía de Monterey na Califórnia em 2002. Mas o que não se sabia era sua idade geológica.

Um fóssil de baleia datado de 30 milhões de anos encontrado em uma região muito profunda do mar é o primeiro a apresentar evidências de perfurações feitas por Osedax. O achado levou a equipe internacional de cientistas liderada pelo paleontologista Steffen Kiel na Universidade de Kiel, na Alemanha, a concluir que esses vermes são, pelo menos, tão antigos quanto o fóssil. Este resultado foi publicado na edição atual da revista científica Proceedings da Academia Nacional de Ciências dos EUA em 19 de abril de 2010.
O mais surpreendente da descoberta é que o Osedax ainda é encontrado vivo com a mesma forma e tamanho de milhões de anos atrás. As provas dos furos e cavidades feitas pelos vermes vivos foram fornecidas por Greg Rouse (Scripps Institution of Oceanography), um dos descobridores do Osedax.

Os ossos fossilizados foram “escaneados” para produzir imagens precisas das escavações feitas pelo Osedax. Esses ossos pertencem aos antepassados de nossas baleias modernas e sua idade foi determinada usando o índice de co-ocorrência para fósseis. Steffen Kiel, que tem trabalhado na história de fósseis e de suas evoluções nos ecossistemas de regiões profundas do oceano por muitos anos, explica que a idade desses fósseis coincide com o momento em que as baleias começaram a habitar o mar aberto. Somente em mar aberto é que as baleias mortas podem afundar tão profundamente e servir como alimento para os vermes de ossos. “O alimento é extremamente raro nas vastas profundezas do mar e o aparecimento simultâneo de baleias e de Osedax mostra que mesmo sendo duros, os ossos de baleia foram rapidamente utilizados como fonte de alimento”.

6034 – Um fungo que ataca formigas


Chifres onde não deveriam estar

Nome científico – Cordyceps unilateralis

Onde vive – Brasil

Este fungo entra pelas vias respiratórias e come as partes não vitais da vítima, enquanto cresce e estende seus filamentos por dentro até chegar à cabeça, onde faz crescer um horrendo chifre alienígena – na verdade, um cogumelo, que lança pelo ar esporos infecciosos para contaminar novas vítimas. Felizmente, só ataca formigas.

6033 – Biologia – A mosca Cochliomyia hominivorax


Esta mosca tem gosto refinado: a carne de animais vivos. Ela coloca seus ovos em feridas ou partes moles do corpo, como olhos, nariz ou ânus, e, em 12 horas, as larvas começam a degustar o animal (ou você) vivo. O resultado é uma ferida horrenda cheia de larvas vorazes. O tratamento da doença, que é uma versão mais agressiva da conhecida berne, consiste em arrancar as larvas – só que elas cavam mais fundo se você tentar. Depois de uma semana, se você tiver a sorte de elas não terem comido nada vital, as larvas caem ao chão para se tornarem casulos e virar novas moscas.

Um pouco +

É uma espécie de mosca parasítica conhecida pela forma como as suas larvas comem tecido vivo de animais de sangue quente. Encontra-se presente nas zonas tropicais do Novo Mundo e é uma das cinco espécies do género Cochliomyia. A infestação de um animal vertebrado vivo é tecnicamente designada como miíase. Enquanto que as larvas de muitas espécies de moscas alimentam-se de tecidos necróticos, podendo ocasionalmente infestar uma ferida antiga e pútrida, as larvas desta espécie são invulgares por atacarem tecido saudável. No Estados Unidos, a infestação de gado por esta espécie de mosca é de declaração obrigatória às autoridades veterinárias.
As fêmeas de Cochliomyia hominivorax põem 250 a 500 ovos na carne exposta de animais de sangue quente, incluindo humanos, em feridas e umbigos de animais recém-nascidos. As larvas eclodem e enterram-se no tecido circundante à medida que se alimentam. Se a ferida for perturbada durante este período as larvas enterram-se mais profundamente. As larvas são capazes de causar graves danos nos tecidos ou até mesmo a morte do hospedeiro. Entre três a sete dias após a sua eclosão as larvas caem ao solo onde passam a pupas. As pupas atingem o estado adulto cerca de sete dias depois. As fêmeas acasalam entre quatro a cinco dias após a eclosão. O ciclo de vida completo dura aproximadamente vinte dias. Uma fêmea pode pôr até 3000 ovos e voar até 200 km durante a sua vida.

Combate
Os Estados Unidos erradicaram oficialmente esta mosca em 1982 usando a técnica do inseto estéril. Foi igualmente erradicada na Guatemala e Belize em 1994, El Salvador em 1995, e Honduras em 1996. Em outros países, como o México, Nicarágua, Costa Rica, Panamá e Jamaica decorrem ainda campanhas de erradicação.

6032 – Microbiologia – O toxoplasma gondii


É um protozoário minúsculo, mas com uma capacidade poderosíssima: transformar mamíferos em zumbis. E isso inclui o ser humano.

Tudo começa nas fezes. De gato. Quando um rato (ou um ser humano) entra em contato com elas e é infectado pelo Toxoplasma, seu comportamento muda. O rato adquire um instinto bizarro: passa a se sentir atraído pelo cheiro de gatos. É o Toxoplasma manipulando o cérebro da vítima, com um propósito terrível. O parasita quer que o rato seja morto e comido por um gato – pois quando isso acontece, ele infecta o gato (que não apresenta nenhum sintoma) e volta a se propagar.

Nos seres humanos, a doença tem sintomas leves, típicos de gripe. A maioria das pessoas nem sabe que foi infectada – 67% dos brasileiros são portadores do parasita. Mas ele também mexe com o cérebro humano. Vários estudos feitos a partir da década de 1990 indicam que os infectados apresentam mudanças de personalidade. Os homens tendem a quebrar mais regras, assumir mais riscos e ter capacidade intelectual menor. As mulheres, ao contrário, se tornam mais inteligentes e sociáveis. Ambos ficam mais promíscuos. Ambos se envolvem em 2,5 vezes mais acidentes de trânsito.

Segundo um estudo da Universidade da Califórnia, o Toxoplasma também poderia explicar as diferenças culturais entre países com poucos infectados (como Inglaterra e EUA, com 6% e 12% respectivamente) e outros onde ele é mais comum, como Espanha (22%) e Itália (32%). O tal “sangue latino”, na verdade, pode ser apenas um efeito do parasita.

6031 – ☻Mega Bloco Biologia – As criaturas mais cruéis do planeta


Pulga do mar

Todos querem matar todos, e muitas vezes de formas tão cruéis que nem os seres humanos as imaginariam.
São parasitas que controlam a mente dos hospedeiros – e, sim, isso talvez inclua você – invasores que tomam o lugar de órgãos de outros animais, vespas que criam transgênicos para destruir seu sistema imunológico. Na anarquia indiferente da natureza, não há almoço grátis, e faz-se absolutamente de tudo por um almoço.

Nome científico – Cymothoa exigua

Imagine um parasita que se apossa do seu braço, o faz cair e passa a ocupar o lugar do membro – mas mantendo um lindo visual natural alienígena, com garras, olhos e boca, e várias vezes maior que o braço original. Um pesadelo digno de filmes como Resident Evil. Mas não é roteiro de ficção científica: existe aqui e agora na linda Mãe Terra. A vítima atende pelo nome de Luciano – os peixes da espécie Lutjanus guttatus, comuns na costa dos EUA. O parasita? Cymothoa exigua ou pulga-do-mar, muito prazer. Quando o peixe está nadando, essa pulga entra pelas guelras sem que ele perceba. O invasor vai até a boca do animal, onde se prende firmemente com suas garras em formato de gancho e corta os vasos sanguíneos para a língua, que fica sem circulação e atrofia. Quando isso acontece, a pulga-do-mar substitui o órgão – ela se torna a língua, passando a controlar a alimentação do peixe. A vítima leva uma vida normal, exceto pelo horror que deve ser conviver com um monstro dentro da boca.

6030 – Uma máquina transforma o deserto em vidro


Ela é capaz de converter as coisas mais abundantes da Terra, sol e areia, em objetos e utensílios. Ela literalmente transforma pedaços do deserto em vidro.
Seu funcionamento é simples. Uma lente focaliza a luz solar num raio de alta potência, que é projetado contra uma caixa de areia dentro da máquina. Aí, um computador (alimentado por um painel que capta energia solar) movimenta esse raio, que vai derretendo a areia e transformando-a em vidro, no formato do objeto desejado – como cumbucas, tigelas, copos etc. É uma versão automatizada de um dos processos mais antigos e artesanais que existem: a fabricação de vidro. Ela mostra que é possível fabricar coisas sem gerar nenhuma poluição e usando energia e matéria-prima praticamente inesgotáveis, com zero impacto ambiental. “Nós queremos repensar a forma como a humanidade fabrica seus produtos”, diz o designer alemão Markus Kayser, criador do aparelho.
A máquina, batizada de SolarSinter – sintetizador solar -, consegue produzir qualquer tipo de objeto (desenhado com um software 3D). Markus também criou o SunCutter, um aparelho que usa energia solar para cortar madeira. Em maio, ele testou ambos no deserto de Siwa. Como o sintetizador leva aproximadamente 4 horas para produzir cada objeto, Markus acampou no deserto por 2 semanas. Sol na caixa.

6029 – Mega Polêmica – Energia limpa também traz problemas


Energia Eólica: Uma turbina precisa de 50 toneladas de estanho para produzir 1 megawatt de energia. Já com gás natural, uma turbina produz essa mesma energia com apenas 0,3 tonelada de estanho. O vento pode sair de graça, mas precisamos de minérios para erguer a infraestrutura que permitirá gerar energia.
Os minérios não são o único recurso natural exigido pelas energias renováveis. Também temos de encontrar muita terra disponível. Os números mostram por quê: em cada metro quadrado de terreno, é possível gerar 1 watt com energia eólica, 20 vezes menos do que qualquer usina de gás natural.
O estado americano da Califórnia pretende obter um terço da sua energia (cerca de 17 mil megawatts) de fontes limpas em 2020. Se essa meta for dividida meio a meio entre sol e vento, será necessário ocupar uma área 5 vezes maior do que Manhattan para os painéis solares e outra 70 vezes maior do que a ilha para as turbinas eólicas.
Não que devamos parar de investir em energias renováveis. Mas precisamos ser claros quanto ao retorno que podemos ter com elas. O Brasil é um exemplo: tido como representante da importância do etanol, produz quase 28 bilhões de litros de álcool por ano. É pouco perto do que o país precisa. Petróleo e gás natural geram 9 vezes mais energia, segundo números da Petrobras. Sem contar o dinheiro que é preciso investir para alavancar as energias renováveis. Alguns países já perceberam que talvez seja um investimento alto demais. Nos EUA, o Senado cortou US$ 6 bilhões de subsídios para o etanol de milho. A Espanha reduziu o apoio financeiro à energia solar e eólica.
A energia solar pode ser uma boa alternativa para a Arábia Saudita. A hidrelétrica para o Brasil e para a África Central. Se queremos reduzir as emissões de carbono, devemos olhar para dados e fatos. E não excluir opções como a energia nuclear, que segue como uma das nossas melhores opções, apesar do acidente de Fukushima, no Japão.

6028 – Mega Notícias – Japão suspende o uso de terno nos escritórios


Para economizar energia, que está em falta desde que o país sofreu o acidente nuclear de Fukushima, o governo japonês lançou uma campanha para limitar o uso de ar-condicionado e mudar o dress code nos escritórios do país – cujos funcionários estão sendo encorajados a deixar os ternos no armário e usar camisetas e sandálias.

6027 – Nobel de Química para a Proteína do Fluorescente


Camundongos verdes, porcos fluorescentes e bichinhos coloridos viraram manchetes e o cientista foi até cogitado para o ig Nobel. Mas acabaram ganhando o Nobel de Química.
Em 1962, um japonês isolou uma proteína fluorescente de uma espécie de água-viva encontrada no pacífico. Descobriu que tal proteína emitia um forte brilho verde quando submetida à luz ultravioleta. A substância é conhecida como GFP, sigla em inglês para proteína verde fluorescente. Em 1992, um cientosta americano da Universidade de Colúmbia, encontrou uma forma de ligar o gene responsável pela proteína a genes de outros seres vivos. A técnica foi aperfeiçoada e hoje é possível identificar genes ativados num determinado organismo, acompanhar o crescimento de um tumor, avaliar a deterioração de neurônios afetados pelo mal de Alzheimer, entre outros usos.

Um pouco +
A proteína verde fluorescente, mais conhecida por GFP (abreviatura do inglês green fluorescent protein), é uma proteína produzida pelo cnidário Aequorea victoria que emite fluorescência na zona verde do espectro visível. O gene que codifica esta proteína foi já isolado e é actualmente usado na produção de proteínas de fusão, constituídas por um gene de interesse fundido com o da GFP, de modo a monitorizar, por exemplo, a localização dessa proteína in vivo. Deste modo, a GFP funciona como um [gene repórter]mantendo as informaçoes.
Osamu Shimomura, no início da década de 1960, foi a primeira pessoa a isolar a GFP a partir de Aequorea victoria e identificar que parte desta proteína era responsável pela sua fluorescência. Juntamente com Frank Johnson, na Universidade de Washington, este investigador isolou uma proteína bioluminescente cálcio-dependente, que denominou aequorina, nome derivado do cnidário com que trabalhavam. Esta proteína emitia fluorescência na zona azul do espectro. Durante o procedimento, uma outra proteína foi identificada, que emitia fluorescência esverdeada, quando iluminada por luz ultravioleta, sendo-lhe por isso atribuído o nome de proteína verde fluorescente.

Durante os anos seguintes verificou-se que, para emitir fluorescência, o cnidário liberta iões de cálcio, que são responsáveis pela emissão azul da aequorina. A GFP, por sua vez, absorve a luz libertada por esta última, de modo a produzir a sua luz verde característica. No entanto, O potencial da GFP como gene repórter só foi reconhecido em 1987 por Douglas Prasher. O facto de as proteínas serem extremamente pequenas e não poderem ser vistas quer à vista desarmada, quer pela utilização da maioria dos microscópios, era algo que dificultava a investigação a nível celular. Prasher pensou então na possibilidade de ligar uma proteína em estudo à GFP, de modo a a poder acompanhar no organismo, como se se tratasse de lhe atarrachar uma lâmpada. Este investigador conseguiu então localizar o gene da GFP em Aequorea victoria e expressá-la numa bactéria.
A estrutura da proteína verde fluorescente foi determinada em 1996, sendo constituída por 283 aminoácidos, que formam onze cadeias-beta, cujo conjunto forma um cilindro, no centro do qual corre uma hélice-alfa. O cromóforo propriamente dito (a parte da molécula responsável pela cor) situa-se também no centro do cilindro. Diferentes cores podem ser obtidas por alterações neste cromóforo, como por exemplo formação de ligações duplas num dos seus anéis.
As proteínas fluorescentes, entre as quais a GFP, são muito versáteis e têm sido utilizadas em diversos campos da biologia, como microbiologia, engenharia genética e fisiologia, por exemplo. Este tipo de sonda é ubíquo, e como tal, é extremamente útil para estudo de expressão génica em culturas de células ou de tecidos, assim como em sistemas vivos (animais, plantas, bactérias…).

6026 – Sons do Espaço – De ☻lho no telescópios e ouvidos atentos


O espaço sideral não é tão silencioso quanto parece. Ele faz barulho. Vários barulhos. Só não dá para ouvir porque esses sons são extremamente sutis. Você precisaria ter uma audição absurda, infinitamente maior que a de qualquer coisa viva, para escutar essa sinfonia cósmica. Então pode esquecer. Mas o que não falta agora são astrônomos tentando driblar essa limitação, usando os maiores amplificadores da história em busca dos sons do Universo. E eles têm um ótimo motivo para isso: o barulho cósmico pode desvendar os corpos mais misteriosos que existem, os buracos negros. E, se dermos sorte, os sons do silêncio poderão trazer algo bem maior: provar que existem outros Universos além do nosso.
Talvez não exista um físico com mais previsões fantásticas confirmadas que Albert Einstein. Mas existe ainda uma predição dele que escapou a todas as detecções: a existência das ondas gravitacionais. Ao perceber, com sua teoria da relatividade geral, que objetos distorciam o próprio espaço (não o espaço sideral, mas a própria dimensão de espaço, que os físicos chamam de “tecido espaço-tempo”), Einstein concluiu que, ao se moverem, objetos produziriam marolas de natureza gravitacional no próprio tecido do vazio cósmico. Em outras palavras, o movimento de um objeto com muita massa, como um buraco negro, faria com que o espaço a seu redor se comprimisse e expandisse, na forma de ondas minúsculas, igual acontece quando você joga uma pedra num rio – só que nesse caso o próprio vazio faz o papel da água. Essas distorções se propagam na velocidade da luz e, em tese, podem ser detectadas.

As ondas gravitacionais, que seriam as fontes sonoras do vácuo, ainda são uma teoria à espera de confirmação, já que nunca foram detectadas. Mesmo assim, há simulações de como soariam os buracos negros. Outro trabalho que tem a ver com os sons do Cosmos é o da artista neozelandesa Honor Harger. Seu projeto Radio Astronomy traduz as ondas eletromagnéticas que chegam do espaço na forma de sons audíveis. Há, por exemplo, o ruído constante emitido pelo Sol, o barulho de Júpiter ao interagir magneticamente com Io, sua lua mais próxima, e a batida quase cardíaca de um pulsar.
Contudo, os aparelhos estão sendo sintonizados e preparados para fazer grandes descobertas. Conforme a capacidade de detectar as ondas aumente, será possível até mesmo ambicionar a solução para o maior de todos os mistérios: o que teria acontecido antes do Big Bang?

Vários cosmólogos defendem a ideia de que o começo de tudo não foi no Big Bang, mas que havia algo antes – talvez um outro Universo, que tenha dado origem ao nosso, talvez o colapso de um buraco negro em outro Cosmos, que tenha produzido nosso Big Bang… Isso é parte da ideia cada vez mais aceita do Multiverso – a noção de que habitamos apenas um entre muitos Universos. Uma das possibilidades é detectarmos ondas gravitacionais vindas desses outros Cosmos, ondas que atravessariam as “paredes” do nosso Universo, revelando toda uma nova fauna cósmica além dos limites de tempo e espaço do velho Big Bang. Seria uma forma um tanto bizarra de descobrir que não estamos sozinhos…

6025 – Uma nova arma para a guerra do trânsito


Com Marauder, podem vir os trombadinhas…

O prefeito de Vilna, capital da Lituânia, tomou uma atitude radical para protestar contra os motoristas folgados: pegou um tanque de guerra e simplesmente passou por cima de uma Mercedes estacionada em local proibido. Se você já sonhou em fazer isso, chegou o carro perfeito: o Marauder, monstro com 6 vezes o tamanho de um carro popular.
O carro gigante é fabricado pela empresa sul-africana Paramount, que é especializada em veículos de uso militar, e custa o equivalente a R$ 760 mil. Ele é uma mistura de limusine com tanque de guerra, com espaço interno para até 10 passageiros e superblindagem: além de ser à prova de balas, suporta explosões com 14 kg de TNT – suficiente para derrubar uma casa. O Marauder é um produto da violência urbana na África do Sul, onde os sequestros de executivos são comuns e já deram origem a outras ideias bizarras, como um lança-chamas de US$ 650 que pode ser adaptado a qualquer carro. Andar na rua com um veículo militar pode parecer loucura, mas há precedentes. Em 1992, a GM começou a vender nos EUA uma versão civil do Hummer, blindado desenvolvido para a Guerra do Golfo. Mas, com os consumidores cada vez mais preocupados com o consumo de combustível e a emissão de poluentes, o grandalhão Hummer caiu em desgraça – e saiu do mercado em 2009.

6024 – Brasil registra droga anti-HIV testada como método de prevenção


Folha Ciência

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) registrou um novo medicamento para tratar e prevenir a infecção pelo HIV em populações de risco.
Após ter passado pelo crivo do órgão regulador, o remédio, chamado de Truvada, também precisa ser avaliado pelo Ministério da Saúde antes de ficar disponível no mercado.
Se a liberação ocorrer, o produto pode ser incluído na lista de opções gratuitas oferecidas aos pacientes do SUS.
Como o custo do tratamento é alto, até mesmo usuários da rede privada acabam recorrendo aos hospitais públicos para receber a medicação.
Segundo o fabricante, a Gilead Sciences, o remédio ajuda a impedir a proliferação do HIV no organismo.
Não se trata de cura, mas há grande expectativa sobre o poder da droga, principalmente depois que estudos mostraram sua eficácia para prevenir o contágio.
Há duas semanas, consultores da FDA, órgão americano que regula alimentos e medicamentos, recomendaram a adoção do remédio. No Brasil, a palavra final será dada por especialistas do governo, que ainda devem se reunir.

6023 – Acredite se Quiser – Miscigenação entre humanos e ETs


UFO

Estudos científicos comprovaram que a criatura mais próxima do ser humano na Terra é o chimpanzé com 98% do DNA em comum. Meros 2% causam enorme divergência entre as espécies de tal forma que não há qualquer possibilidade de miscigenação entre as 2 espécies. O que dizer então de seres de outros planetas?
Não sabemos quem são os supostos visitantes, de onde vem e o que querem e nem temos a menor idéia de sua cultura e conhecimento científico, tudo não passa de especulação. Porém, tais entidades poderiam ter conhecimento avançado sobre a estrutura de nosso DNA, viabilizando a eles a manipulação dos cromossomos, uma ciência que chamamos aqui de engenharia genética.
A compatibilidade genética entre ambas as espécies, o homem e supostos Ets humanóides talvez seja possível. Indivíduos supostamente abduzidos afirmaram que os Ets teriam dito que compartilham com o ser humano estruturas genéticas semelhantes.

Pesquisa sobre credibilidade

Uma enquete realizada pelo Grupo de Estudos Ufológicos da Baixada Santista (GEUBS) verificou entre os pesquisadores dedicados à Ufologia no Brasil sua opinião a respeito do grau de credibilidade de alguns dos casos mais famosos de contatos com Ovnis e extraterrestres da Ufologia Mundial. Em vários pontos, os resultados surpreenderam até mesmo idealizadores da pesquisa. Episódios que acreditava bastante bem cotados entre os ufólogos brasileiros tiveram notas abaixo das expectativas do GEUBS.
Na enquete, os pesquisadores deram notas de 0 a 10 aos casos, correspondendo o 0 a nenhuma credibilidade na opinião do pesquisador, e 10 credibilidade total. No geral, o resultado mostrou uma tendência de maior credibilidade para ocorrências com envolvimento oficial ou governamental. Em primeiro lugar na qualificação de credibilidade, segundo a enquete, ficou o episódio ocorrido em maio de 1986, quando aviões de caça da Força Aérea Brasileira (FAB) teriam perseguido 21 objetos voadores sobre o Rio de Janeiro e São Paulo, no momento em que o fenômeno era registrado nos radares do Cindacta. Em segundo, ficou a Operação Prato, outra ação da FAB envolvendo a pesquisa de aparições de Ovnis na Amazônia entre os anos de 1976 e 1978. Entre os 10 primeiros colocados, 6 relacionam-se a episódios cuja comunidade ufológica acredita ter havido envolvimento militar.

Os polêmicos casos de abdução não são unanimidade entre os pesquisadores brasileiros. O primeiro a aparecer na lista, ocupando apenas um 9º lugar na qualificação final, é o episódio que teria sido experimentado pelo norte-americano Travis Walton. Em 1975.

Abaixo o resultado da enquete, por ordem de colocação (nota entre parênteses):

1- Maio de 86 – No dia 19 de maio de 1986, o espaço aereo brasileiro foi invadido por 21 OVNIS (9,65)

2- Operação Prato – Pesquisas feitas pela FAB para investigar casos ufologicos na região norte (9,09)

3- Vasp 169 – Vôo de Fortaleza para o Rio de Janeiro que teria sido acompanhado por um OVNI (9,00)

4- Sonda de Capão Redondo – Objeto filmado realizando evoluções neste bairro de São Paulo (8,52)

5- Ilha de Trindade – OVNI fotografado e testemunhado por militares da marinha brasileira (8,43)

6- Foo-Fighters – Bolas luminosas que perseguiam os aviões na segunda guerra mundial (8,30)

7- Circulos Ingleses – Estranhas marcas que são encontradas em plantações em varios paises (8,26)

8- Roswell – Queda de um objeto em 1947 no Novo México e resgatado pelo governo americano (8,17)

9- Travis Walton – Lenhador americano que teria ficado 5 dias a bordo de um UFO em 1975 (8,09)

10- Varginha – Estranhas criaturas capturadas pelo exercito no interior do estado de Minas Gerais (8,04)

11- Kenneth Arnould – Piloto norte americano que teria visto uma formação de 9 Ufos em 1947 (7,70)

12- Haroldo Westendorff – Piloto gaucho que em 98 observou um OVNI em forma de pirâmide (7,65)

13- Thomas Mantell – Piloto norte americano que morreu apos perseguir um UFO em 1948 (7,56)

14- Antonio Vilas Boas – Agricultor que teria sido abduzido na decada de 50 no interior de Minas (7,56)

15- Area 51 – Base secreta no deserto de Nevada na qual tem sido testadas naves extraterrestres (7,52)

16- Barney e Betty Hill – Casal que teria sido abduzido durante uma viajem de carro em 1961 (7,43)

17- Mutilações – Casos de animais encontrados com a falta de alguns órgãos de seu corpo (7,43)

18- Queda do Tucano – Avião da FAB que caiu logo após a passagem de uma sonda ufológica (6,91)

19- Queda em Ubatuba – OVNI que teria caído em uma praia no litoral paulista na década de 50 (6,83)

20- Phobos 2 – Satélite soviético que desapareceu após fotografar um estranho objeto cilíndrico (6,76)

6022 – ☻Mega Byte – O lado oculto da Internet


Para cada site que você pode visitar, existem pelo menos 400 outros que não consegue acessar. Eles existem, estão lá, mas são invisíveis. Estão presos num buraco negro digital maior do que a própria internet. A cada vez que você interage com um amigo nas redes sociais, vários outros são ignorados e têm as mensagens enterradas num enorme cemitério online. E, quando você faz uma pesquisa no Google, não recebe os resultados de fato – e sim uma versão maquiada, previamente modificada de acordo com critérios secretos. Sim, tudo isso é verdade – e não é nenhuma grande conspiração. Acontece todos os dias sem que você perceba.

Facebook. Quando você acessa a sua conta, a primeira tela que aparece é a do chamado Feed de notícias – aquela lista com os últimos comentários e links postados pelos seus amigos. Essa página é editada pelo Facebook, e só inclui as mensagens das pessoas com as quais você mais interage. Você pode anular essa edição – basta clicar no link “Mais recentes” e o Facebook mostrará, em ordem cronológica, todas as mensagens de todos os seus contatos. O problema é que isso lotará o seu feed de lixo, com grande quantidade de atualizações irrelevantes (o que interessa se aquele seu ex-colega que você não vê há anos trocou de namorada ou está saindo de férias?)

O Google também manipula o que você vê na internet: cada pessoa pode receber um resultado diferente para a mesma pesquisa. O buscador usa critérios como o histórico das páginas que a pessoa visitou, o lugar onde ela está e até o navegador que utiliza. Ao todo, o Google aplica mais de 100 variáveis (elas são mantidas em segredo para que outros buscadores não as copiem) para personalizar os resultados.
E isso tem consequências.
Quando você faz uma busca no Google, ele não sai percorrendo a internet inteira à procura da informação que você quer. Seria muito demorado. O Google consulta seu Índex, um acervo com cópias de 46 bilhões de páginas da internet.
Nada do que é postado no Facebook, que tem 750 milhões de usuários e é a maior rede social de todos os tempos, aparece nos resultados do Google. Estima-se que o Google e os demais buscadores só consigam acessar 0,2% de toda a informação realmente contida na rede. Todas as demais páginas, que ninguém sabe exatamente quantas são e onde estão, formam a chamada deep web – a web profunda. Esses sites ocultos ficam escondidos por vários motivos. Se uma página exigir assinatura e for protegida com senha (como sites de jornais e revistas), os robôs rastreadores do Google não conseguem entrar nela, e não a copiam para o Índex. O Facebook bloqueia a entrada dos robôs do Google, pois não quer que seu conteúdo apareça no buscador (o que poderia roubar audiência do Facebook). Também há bases de dados online que não estão em HTML – linguagem que o Google entende.
Com tanta informação perdida ou oculta, a internet ainda está longe de alcançar todo o seu potencial. Ela pode, precisa e vai ficar muito melhor. Enquanto não fica, crie o hábito de ir além dos seus sites preferidos e reserve um tempinho para explorar os cantos da internet que você não conhece.

6021 – Automóvel – Como funciona o veículo flex


O motor bicombustível possui regulagem intermediária para queimar a gasolina e o álcool. Ao contrário do que muita gente imagina, o veículo bicombustível tem apenas um tanque. Todo o sistema de alimentação é igual ao do carro a álcool. Os bicos injetores, que pulverizam o combustível para dentro do motor, são os mesmos do carro a álcool, que são 30% maiores e possuem mais vazão.
A taxa de compressão, índice que mede a quantidade de vezes que a mistura de ar e combustível é comprimida antes de explodir, é intermediária entre os motores a gasolina e os a álcool. Em geral, o derivado do petróleo trabalha com uma compressão de 9:1 (nove vezes o volume original), enquanto o combustível de cana fica em 12:1. Os carros bicombustível usam uma taxa intermediária, ao redor de 11:1
Após a explosão, os gases queimados são analisados pela sonda lambda (sensor de oxigênio que fica no escapamento) e o módulo de controle do motor leva de dois a quatro milisegundos para corrigir o ponto de ignição e a injeção – ou seja, os acertos são feitos depois da queima. Quando as indústrias começaram o desenvolvimento dos flex, tentou-se criar um sistema que reconhecesse o líquido antes de ser queimado, mas não deu certo.

Os problemas dos Flexíveis
Na mistura álcool + gasolina o álcool tende a formar uma goma, que pode obstruir e até entupir o filtro de combustível. Quando entra gasolina (que atua como solvente) no sistema de alimentação, ela costuma desgrudar essa goma, o filtro de combustível é a primeira vítima. Se ele é danificado, a bomba de combustível é obrigada a trabalhar mais sem resultado já que o combustível não passa pelo filtro. A bomba queima. A sujeira também pode impregnar os bicos injetores, reduzindo sua condição ideal de trabalho. Além disso o carro bicombustível não pode ficar parado por muito tempo. A mistura se separa devido a densidade variada dos elementos. Assim a água é o primeiro líquido a ir ao motor quando ele é ligado. O módulo que controla o funcionamento flex não reconhece a água. O motor falha. Portanto procure rodar apenas com um combustível. Quem roda pouco deve usar gasolina. Os flexíveis que usam ou só álcool ou só gasolina têm menos problemas que os abastecidos com a mistura dos dois.

Sempre que mudar de gasolina para álcool, rode com o carro de 7 a 10 quilômetros para que a sonda lambda reconheça a troca e faça a reprogramação da injeção eletrônica. Assim, o combustível acumulado entre o tanque e o motor será queimado. Caso contrário, você pode ter problemas para ligar o veículo no dia seguinte em temperaturas baixas.

Vale a pena converter um carro a gasolina para álcool?

Não é recomendável fazer a conversão. Além da calibração dos parâmetros de mistura ar-combustível e de ignição específica para cada modelo de motor – um processo demorado que dificilmente será cumprido pelas oficinas de conversão -, há a questão de a taxa de compressão dos motores a gasolina ser bem mais baixa que aquela que proporciona pleno aproveitamento do etanol (álcool etílico). Desse fato resultará consumo elevado, o que anularia a potencial vantagem. Além disso, certos componentes teriam de ser substituídos para resistir ao etanol, casos da bomba de combustível e da bóia do tanque. E as válvulas e as sedes de válvulas no cabeçote poderiam se desgastar mais rápido.