5959 – Planeta Verde – Como é feita a reciclagem de pilhas e baterias?


Reciclar pilhas e baterias de telefone celular não é um processo de custo baixo. A reciclagem de 10 toneladas, por exem­plo, custa cerca de R$ 1000. Pode ser caro. Mas descartar conscientemente esses materiais é importante para o ambiente. Baterias e pilhas têm elementos químicos pesados, como níquel, cádmio, chumbo, zinco e mercúrio, que intoxicam o solo, os rios, os vegetais e os animais. E o pior: o ser humano não metaboliza essas substâncias, o que pode causar graves danos ao sistema nervoso e até câncer. Por outro lado, pilhas e baterias recicladas viram pigmentos que dão cor a fogos de artifício, pisos cerâmicos, vidros e tintas.
Pilhas e baterias têm uma cobertura plástica, que é removida e lavada com água para eliminação de metais. Depois da lavagem, a parte plástica é encaminhada a recicladores especializados no material.
O que sobra é a parte metálica, que é triturada em uma máquina até virar um pó cujo pH é neutralizado, tornando-se menos agressivo a humanos. Então, o pó segue para um filtro em que é prensado e seco.
Um teste identifica o metal predominante na composição da pilha. Isso define a cor do produto final. Por exemplo, muito níquel significa verde-escuro, enquanto pouco níquel é verde-claro.
O pó vai para um forno de temperatura a 1300 °C e vira o produto final: um óxido metálico inofensivo, pronto para ser vendido à indústria para a fabricação de fogos de artifício, pisos cerâmicos, tintas e vidros.

Polo Norte Pode Ficar Verde
Mas só daqui a uns 300 anos. Novas previsões climáticas feitas no Reino Unido sugerem que a queima contínua de combustíveis fósseis pode elevar a temperatura da Terra em 10 ºC até o próximo século – o que derreteria o gelo e criaria uma floresta tropical próxima ao Ártico. A Antártica, mais afastada dos continentes, está a salvo.

5958 – Lei e Direito – Qual a diferença entre defensor, procurador e promotor?


Defensor Público – Órgão: Defensoria Pública do Estado
“Se não puder pagar um advogado, o Estado arranjará um para você”. Defensor público é o advogado dessa famosa frase que virou lei na Roma antiga. Ele trabalha para quem não tem condição de contratar um ad­vogado particular. Geralmente, são causas individuais, como pensão alimentícia.
Promotor de justiça – Órgão: Ministério Público do Estado
Trabalha em favor do povo. Ele atua em causas criminais, como desvio de di­nheiro por parte de políticos e outras que atingem a sociedade como um todo: direitos do consumidor, meio ambiente, patrimônio cultural e público etc. Já quem defende os interesses do governo é o procurador do Estado.
Procurador do Estado – Órgão: Procuradoria-Geral do Estado
Defende os interesses do governo. O procurador do Estado pode, por exemplo, ser autor de uma ação de despejo de ocupantes de um prédio público ou contra uma empresa que não paga impostos.
Procurador da República – Órgão: Ministério Público Federal
É o promotor de justiça que age em esfera federal. O procurador trabalha em causas que atingem todo o país, como falsificação de dinheiro e tráfico internacional de drogas. Já o promotor atua somente dentro dos mu­nicípios. Ele também atua em áreas específicas, que podem representar alguma entidade governamental, como INSS e Ibama.

5957 – Medicina – França é o país mais deprimido do mundo


Casos de depressão (% da população com pelo menos 1 episódio depressivo durante a vida)

1º França – 21%

2º EUA – 19,2%

3º Brasil – 18,4%

4º Holanda – 17,9%

5º Nova Zelândia – 17,8%

6º Ucrânia – 14,6%

7º Bélgica – 14,1%

8º Colômbia – 13,3%

9º Líbano – 10,9%

1oº Espanha – 10,6%

11º Israel – 10,2%

12º Alemanha – 9,9%

13º Itália – 9,9%

14º África do Sul – 9,8%

15º Índia – 9%

16º México – 8%

17º Japão – 6,6%

18º China – 6,5%

Média países em desenvolvimento: 11,1%

Média países ricos: 14,6%

BMC Medicine

5956 – O que a Constelação de Câncer tem a ver com o câncer?


Quarta constelação do zodíaco, ganhou esse nome porque os gregos viam nas estrelas o que parecem ser as patas de um caranguejo (cancer é o latim para o grego karkinos, caranguejo). O nome foi oficializado por Hiparco (190-120 a.C.), maior astrônomo da Antiguidade, que catalogou os céus e inventou o…

Astrolábio
Esse instrumento media as distâncias das estrelas ao horizonte, e tinha uma grande utilidade prática: servia para calcular a latitude do observador – isto é, ele era uma espécie de GPS da Antiguidade. E se tornou, junto com a bússola, inventada pelos chineses, um dos instrumentos mais importantes para as…

Grandes Navegações
A astronomia e a tecnologia naval incentivaram países como Portugal e Espanha a se lançarem ao mar no século 15. Foi uma revolução geográfica e econômica também: logo surgiram companhias de comércio intercontinental. Uma das mais importantes foi a Companhia das Índias Orientais, criada pela Inglaterra, e que faria a fortuna de…

Campbell De Morgan
Neto de John de Morgan, um dos principais capitães ingleses, Campbell (1811-1876) seguiu outro rumo: tornou-se cirurgião e professor no University College Hospital, em Londres. Ele foi o primeiro médico a especular que os tumores poderiam se espalhar pelo corpo. Com isso explicou a metástase, principal arma do…

Câncer
O câncer é um crescimento descontrolado, em que um grupo de células passa a se reproduzir indefinidamente. A doença foi batizada pelo médico Hipócrates (460-370 a.C.), que comparou as veias do tumor às patas de um caranguejo – assim como os astrônomos gregos, que viam caranguejos nos céus.

5955 – Partidos Políticos – O PT


É um partido político brasileiro. Fundado em 1980, é um dos maiores e mais importantes movimentos de esquerda da América do Sul. Maior partido na Câmara dos Deputados,o PT é o partido preferido de cerca de um quarto do eleitorado brasileiro desde dezembro de 2009.
Os presidentes brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff são amplamente reconhecidos como os membros mais notórios do partido. Seus símbolos são a bandeira vermelha com uma estrela branca ao centro, a estrela vermelha de cinco pontas, com a sigla PT inscrita ao centro e o hino do Partido dos Trabalhadores. Seu código eleitoral é o 13.
Composto por dirigentes sindicais, intelectuais de esquerda e católicos ligados à Teologia da Libertação, no dia 10 de fevereiro de 1980 no Colégio Sion em São Paulo. O partido é fruto da aproximação dos movimentos sindicais, a exemplo da Conferência das Classes Trabalhadoras (CONCLAT) que veio a ser o embrião da Central Única dos Trabalhadores (CUT), grupo ao qual pertenceu o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, com antigos setores da esquerda brasileira.
O PT foi fundado com um viés socialista democrático. Com o golpe de 1964, a espinha dorsal do sindicalismo brasileiro, que era o CGT (Comando Geral dos Trabalhadores), reunia lideranças sindicais tuteladas pelo Ministério do Trabalho- um ministério geralmente ocupado por lideranças do Partido Trabalhista Brasileiro varguista – foi dissolvida, enquanto os sindicatos oficiais sofriam intervenção governamental. A ressurgência de um movimento trabalhista organizado, expressa nas greves do ABC paulista da década de 1970, colocava a possibilidade de uma reorganização do movimento trabalhista de forma livre da tutela do Estado, projeto este expresso na criação da CONCLAT, que viria a ser o embrião da CUT, fundada três anos após o surgimento do PT. Originalmente, este novo movimento trabalhista buscava fazer política exclusivamente na esfera sindical.
O PT surgiu, assim, rejeitando tanto as tradicionais lideranças do sindicalismo oficial, como também procurando colocar em prática uma nova forma de socialismo democrático, tentando recusar modelos já então em decadência, como o soviético ou o chinês. Significou a confluência do sindicalismo basista da época com a intelectualidade de Esquerda antistalinista.
Foi oficialmente reconhecido como partido político pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral no dia 11 de fevereiro de 1982. A ficha de filiação número um foi assinada por Apolonio de Carvalho, seguido pelo crítico de arte Mário Pedrosa, pelo crítico literário Antonio Candido e pelo historiador e jornalista Sérgio Buarque de Hollanda.
Ideologia Oficial
Desde a sua fundação, apresenta-se como um partido de Esquerda que defende o socialismo como forma de organização social. Contudo, diz ter objeções ao socialismo real implementado em alguns países, não reconhecendo tais sistemas como o verdadeiro socialismo.
A ideologia espontânea das bases sindicais do partido – e a ação pessoal de lideranças sindicais como as de Lula, Jair Meneguelli e outros, sempre se caracterizou por uma certa rejeição das ideologias em favor da ação sindical como fim em si mesma, e é bem conhecido o episódio em que Lula, questionado por seu adversário Fernando Collor quanto à filiação ideológica do PT, em debate televisionado ao vivo em 1989, respondeu textualmente que o PT “jamais declarou ser um partido marxista”.
Mesmo assim, o partido manteve durante toda a década de 1980 relações amistosas com os partidos comunistas que então governavam países do “socialismo real” como a União Soviética, República Democrática Alemã, República Popular da China, e Cuba. Estas relações, no entanto, jamais se traduziram em qualquer espécie de organização interpartidária ou de unidade de ação e não sobreviveram à derrocada do mesmo socialismo real a partir de 1989, não obstante a manutenção de certa afinidade sentimental de algumas lideranças do PT com o governo de Fidel Castro – como no caso emblemático do ex-deputado José Dirceu, que na década de 1960 foi exilado em Cuba e lá recebeu treinamento para a luta de guerrilha (da qual jamais participou concretamente). A liderança do PT mantém também boas relações com o governo de Hugo Chávez na Venezuela.

O PT nasceu com uma postura crítica ao reformismo dos partidos políticos social-democratas. Nas palavras do seu programa original: “As correntes social-democratas não apresentam, hoje, nenhuma perspectiva real de superação histórica do capitalismo imperialista”. O PT organizou-se, no papel, a partir das formulações de intelectuais marxistas, mas também continha em seu bojo, desde o nascimento, ideologias espontâneas dos sindicalistas que constituíram o seu “núcleo duro” organizacional, ideologias estas que apontavam para uma aceitação da ordem burguesa, e cuja importância tornou-se cada vez maior na medida em que o partido adquiria bases materiais como máquina burocrático-eleitoral.

Principais cargos conquistados
O partido obteve em 1985 a sua primeira prefeitura de uma capital, Fortaleza. Maria Luíza Fontenele foi a primeira mulher a ser prefeita de uma capital.
Em 1988, a prefeitura da maior cidade do Brasil (São Paulo) foi ganha por Luiza Erundina, primeira mulher a governar a metrópole. Vencendo também na cidade vizinha de São Bernardo do Campo, o Maurício Soares e na cidade de Campinas por Jacó Bittar. Vence também na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul com Olívio Dutra que, seguido de Tarso Genro, Raul Pont e Tarso Genro de novo, totalizaria dezesseis anos de administração petista na cidade, assim como na cidade de Vitória, Espírito Santo com Vítor Buaiz. Consegue ótimas colocações, na cidade de Belo Horizonte onde Virgílio Guimarães ficou em segundo lugar por 2% dos votos e em Goiânia onde Darci Accorsi ficou em segundo lugar, mas fez mais de 40% dos votos.
Em 1990 Jorge Viana vai ao segundo turno da eleição para governador do Acre, mas perde por três mil votos de diferença. Nesse mesmo ano, é feito em São Paulo o primeiro senador do partido: Eduardo Suplicy (que está atualmente no terceiro mandato, o que totalizará 24 anos de Senado).
Em 1992 elege Jorge Viana para prefeito de Rio Branco capital do Acre, onde o mesmo obteve uma grande aceitação pública no fim do seu mandato.
Em 1994 elege os governadores nos estados como Espírito Santo e Distrito Federal e quatro senadores: Marina Silva no Acre, José Eduardo Dutra em Sergipe, Lauro Campos no Distrito Federal e Benedita da Silva no Rio de Janeiro.
Em 1998 elege os governadores do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, do Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos (o Zeca do PT) e Jorge Viana no Acre, além de Heloísa Helena e Tião Viana para o senado.
Em 2000 elege pela segunda vez uma mulher para governar São Paulo, Marta Suplicy. Elege Tarso Genro para o quarto mandato consecutivo em Porto Alegre, Pedro Wilson Guimarães em Goiânia, João Henrique Pimentel em Macapá, João Paulo Lima e Silva em Recife, Célio de Castro (eleito pelo PSB mas que entra no PT em 2001) em Belo Horizonte, Marcelo Déda em Aracaju, Edmílson Rodrigues em Belém, entre outras capitais e cidades importantes como Guarulhos, Ribeirão Preto, Campinas, Caxias do Sul, Londrina, Imperatriz e Corumbá.
Em 2002 elege Aloizio Mercadante, senador da República com 10.497.348 votos, a maior votação já registrada no país até então.
Em 2002 chega à Presidência da República pela primeira vez. Lula da Silva foi eleito Presidente da República na ocasião, juntamente com a maior bancada de deputados federais, de 91 deputados, eleita para o Congresso Nacional. João Paulo Cunha é eleito presidente da câmara dos deputados em 2003, sendo o primeiro petista e o primeiro sindicalista a obter o cargo. Nas eleições de 2002 o PT elege Wellington Dias para o governo do Piauí, reelege Jorge Viana no Acre e Zeca do PT no Mato Grosso do Sul. Além de eleger 10 senadores: Paulo Paim (RS), Ideli Salvatti (SC), Flávio Arns(PR), Ana Julia Carepa (PA), Marina Silva (AC), Aloizio Mercadante (SP), Delcídio Amaral (MS), Serys Slhessarenko (MT), Fátima Cleide (RO) e Cristovam Buarque (desfiliou-se em 2005).
Em 2004, nas eleições municipais, o partido perdeu em importantes centros urbanos (como as prefeituras de São Paulo, Campinas, Santos, Goiânia, Ribeirão Preto e Porto Alegre, onde o partido se mantinha no poder há dezesseis anos), Entretanto, o número total de prefeitos eleitos pelo PT no país subiu de 187 para 411. Na terceira mais importante cidade do país, Belo Horizonte, o PT conseguiu reeleger o prefeito Fernando Pimentel e em Recife, quarta maior cidade do país, reelege João Paulo.
Em São Paulo, o partido perdeu a prefeitura para José Serra, do PSDB, contra quem Lula concorrera à Presidência em 2002.
O atual presidente do PT desde 11 de outubro de 2005 é Ricardo Berzoini. Deputado federal, Berzoini era secretário-geral do partido e foi escolhido candidato do Campo Majoritário depois que o então presidente, Tarso Genro, desistiu da disputa.
O Partido dos Trabalhadores é o único partido no Brasil com eleições diretas para todos os cargos da direção partidária, em todos os níveis – municipal, estadual e federal – através do processo de eleições diretas (PED), que ocorre a cada três anos.
Em 2008, nas eleições municipais, venceu em importantes cidades do Estado de São Paulo. Luiz Marinho ganha no segundo turno a prefeitura de São Bernardo do Campo. Emídio de Souza foi reeleito prefeito de Osasco, no primeiro turno. Márcia Rosa vence a eleição em Cubatão e o PT volta a ter uma prefeitura na Baixada Santista, fato que não ocorria desde a eleição de 1992. Quando David Capistrano foi eleito em Santos, com apoio da então prefeita Telma de Souza.
Em 1 de abril de 2010, o partido reconquistou a prefeitura de Goiânia, após a renúncia do então prefeito Iris Rezende, do PMDB. No seu lugar assumiu o petista Paulo Garcia.
Em 31 de outubro de 2010, Dilma Vana Roussef é eleita Presidente do Brasil tornando-se a primeira mulher a assumir o cargo na história da república.
O PT jamais elegeu um governador no Estado de São Paulo, o mais importante e influente da Federação, ainda que sempre esteve presente nas disputas, desde a redemocratização.
O PT, em sua própria definição, sempre se pautou pela liberdade de opinião e pela disciplina partidária – que alguns dizem remontar ao Partido Comunista Soviético, dirigido por Lênin. Contudo, afasta-se do pensamento desse ideólogo por ser contra a ideia de ser um partido revolucionário centralizado dirigido por intelectuais. A partir de sua base tradicional na classe operária urbana, o PT organizou-se mais como um aglomerado heterogêneo de núcleos temáticos, de forma antagônica a uma organização de base em células de tipo comunista, que tendiam a privilegiar a posição de classe dos filiados sobre seus interesses espontâneos ou afiliações não-classistas (por exemplo, o pertencimento a movimentos homossexuais, ecológicos, de base étnica e/ou identitária). Casos emblemáticos disto foram a ligação do PT, desde muito cedo, com o movimento agrário-ecológico dos seringueiros do Acre pela instalação de reservas extrativistas na Amazônia, então dirigido pelo ativista Chico Mendes e o forte apoio dado por esse partido ao MST.
No início da década de 1990 ocorreram os primeiros rachas e expulsões do partido. Estas primeiras expulsões tinham como causa a propositura, por parte algumas correntes trotskistas, do engajamento do partido em ações de cunho revolucionário contra o governo de Fernando Collor, seja através de uma ação direta contra o mesmo (proposta pela corrente Causa Operária), seja levantando a plataforma de agitação de eleições gerais como sequência ao impeachment de Collor (proposta pela corrente Convergência Socialista). Em 2003, membros do partido inconformados com as políticas econômicas próximas à economia neoclássica (ou mais exatamente à releitura de economia neoclássica conhecida como Consenso de Washington) do Governo Lula, foram expulsos após não seguirem as diretrizes partidárias na votação da Reforma da Previdência. Aproveitando-se do momento de crise em que o PT passava, esses membros, liderados por Heloísa Helena, pensavam ser o momento certo para a construção de um novo partido de esquerda a ser referencia para os trabalhadores brasileiros. Assim nascia o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Mais tarde, o PSOL se tornaria apenas mais uma legenda dissidente do PT sem grande expressão eleitoral ou na base dos movimentos sociais. Posteriormente, ao serem derrotados no PED (Processo de Eleições Diretas), que decidiam as direções partidárias, com a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio, outra tendencia também migra para o PSOL, a Ação Popular Socialista (APS) de Ivan Valente .
Apesar destas pequenas rupturas o PT ainda consegue ser referência para os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Quadros importantes continuam no partido, como Raul Pont, Emir Sader e Valter Pomar, que preferiram disputar o comando do partido a romper com ele. O PT contém ainda uma fração que mantém uma afiliação doutrinária e de organização com o trotskismo internacional, a Democracia Socialista (DS), já foi ligada à chamada Quarta Internacional (Pós-reunificação) – corrente esta que teve como seu mais importante dirigente histórico o economista belga Ernest Mandel. Pertence à DS o ex-ministro da Reforma Agrária do primeiro governo de Lula, Miguel Rosseto.
Controvérsias
À medida que o PT, durante a década de 1990, foi se acomodando na normalidade institucional da política brasileira, abandonando posturas simbólicas de rejeição daquilo que, na terminologia marxista, ele denominava “democracia burguesa” (gestos tais como a expulsão dos deputados federais Airton Soares e Bete Mendes por votarem em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral de 1985, ou o voto “não” à redação final da Constituição de 1988) ele foi lentamente abandonando o caráter de uma “frente” informal de grupos de Esquerda para desenvolver uma poderosa estrutura burocrática permanente que o tornasse apto a participar, com chances de vitória, de embates eleitorais normais. Associe-se a isto a perda de ímpeto militante por conta das posições cada vez mais conservadoras adotadas pelo partido, e temos que o PT tornou-se cada vez mais dependente de fontes externas de fundos que viabilizassem suas campanhas eleitorais e a montagem de uma base de apoio parlamentar ao Governo Lula. No dizer do intelectual marxista César Benjamin, desde 1990, ” Lula e José Dirceu começaram a esvaziar o potencial militante do PT para transformar o partido em uma máquina eleitoral tão formidável quanto inofensiva”…

5954 – Mega Byte – Processadores “Dual Core” e “Quad Core”


Em meados de 2005 foram lançados os primeiros processadores com dois núcleos, o Pentium D e o Pentium Extreme Edition. O Pentium D é formado por dois núcleos de Pentium 4, dentro do mesmo encapsulamento, porém sem a tecnologia HT (Hyper-Threading). O Pentium Extreme Edition é formado por dois núcleos de Pentium 4 HT. Depois vieram outros modelos, tanto da AMD quanto da Intel. No início de 2007, os processadores com mais de um núcleo já formavam uma generosa lista:

* Pentium D

* Pentium Extreme Edition

* Athlon 64 X2

* Athlon 64 FX (FX60 e superiores)

* Core 2 Duo

* Core 2 Quad

* Core 2 Extreme

Daremos agora mais detalhes técnicos sobre processadores de múltiplos núcleos.
Multiprocessamento

Placas mãe com dois ou mais processadores são normalmente usadas em servidores e estações de trabalho de alto desempenho. Usam processadores como o XEON e o Itanium (Intel) e o Opteron (AMD). O que os novos processadores duais têm de interessante é o fato de trazerem o multiprocessamento para os micros convencionais (desktop) e e para os notebooks.

Certos sistemas operacionais já oferecem suporte a múltiplos processadores há bastante tempo. Citamos o Windows NT, Windows 2000, Windows XP Professional, Windows 2003, Windows Vista e a maioria das implementações do Linux. Antes de existirem processadores com mais de um núcleo, a única forma de ter processamento dual era usando placas mãe com soquetes para vários processadores. Essas placas são comuns em servidores, há bastante tempo. A figura mostra uma placa mãe com soquetes para dois processadores Intel Xeon, para uso em servidores. O multiprocessamento (uso de mais de um processador) existe em servidores desde meados dos anos 90, com processadores como o Pentium Pro, Pentium II Xeon e Pentium III Xeon, mas sempre com placas mãe para 2 ou 4 processadores.

Placa mãe com soquete duplo

Todos os que acompanham a evolução recente dos processadores estão a par das dificuldades dos fabricantes em produzirem modelos com clocks mais elevados. A Intel atingiu a marca de 3 GHz no final de 2002, e no início de 2007 ainda estava em 3,8 GHz. É uma contradição à Lei de Moore, que afirma empiricamente que os processadores tendem a dobrar de desempenho a cada 18 meses. Se aumentar o clock é difícil, por limitações tecnológicas, é menos difícil usar dois processadores iguais e de menor velocidade, aumentando bastante a velocidade de processamento.
Atualmente os usuários executam diversos programas ao mesmo tempo. Com processadores comuns, esses programas são executados em pequenos intervalos de tempo de alguns milésimos de segundo, alternando entre os diversos programas. Esses intervalos são chamados de time slice. O usuário tem a sensação de que realmente o computador executa inúmeros programas ao mesmo tempo mas, na verdade, apenas um programa está sendo executado por vez.
Processadores duais permitem que sejam executados dois processos por vez, aumentando o desempenho global do computador.
No final de 2002 a Intel introduziu a tecnologia Hyper-Threading (HT), que é uma espécie de processamento dual simplificado. O processador Pentium 4 HT tem um só núcleo, mas diversos dos seus circuitos são duplicados, o que permite a execução de dois programas de cada vez. Como na verdade não são dois núcleos, o HT não oferece ganhos expressivos de velocidade, fica entre 10% e 30% com um pouco de sorte, dependendo da aplicação. O mérito nesse caso foi aproveitar seções ociosas do processador para executar programas em paralelo, mesmo sem dobrar a velocidade. Aliás, de uma forma geral, computadores com dois processadores não têm desempenho dobrado. Em média o aumento de desempenho para a maioria das aplicações fica em torno de 70% a 90% com o uso do segundo processador.
Nem todos os programas são beneficiados pela presença de dois núcleos. Por exemplo, a maioria dos jogos atuais ainda não faz uso deste recurso. Já os programas que tratam som, vídeo e fotos são muito beneficiados pela existência de dois núcleos. Em linhas gerais, este tipo de arquivo pode ser facilmente dividido em partes iguais e independentes (por exemplo, as duas metades de uma fotografia). Cada núcleo processará a metade do arquivo, e o tempo para terminar o trabalho tenderá a ser menor.
Apesar do HT não oferecer dois processadores verdadeiros, o processador é “visto” pelo sistema operacional como sendo dois processadores virtuais. Isso abriu caminho para que novos softwares fossem otimizados para processamento dual.
O problema do aquecimento
Dois núcleos significa duas vezes mais aquecimento. Apesar dos recentes melhoramentos que possibilitaram a redução do consumo elétrico dos processadores, o aquecimento ainda é muito grande. A maioria dos processadores duais dissipam mais de 100 watts. A megatabelinha abaixo mostra alguns exemplos:

Desde o lançamento do Pentium 4 Prescott, a Intel recomenda o uso de gabinetes com duto lateral para permitir a entrada de ar mais frio para resfriar o processador. Sem duto lateral, o processador é refrigerado com ar na temperatura interna do gabinete, que é sempre mais elevada que a temperatura externa. Por exemplo, o ambiente pode estar a 25°C mas o interior do computador estar a 35°C. Sem duto lateral, o ar que é ventilado sobre o cooler do processador está com a temperatura de 35°C. Com o duto lateral, o ventilador do cooler do processador puxa o ar externo ao gabinete, que estaria no exemplo com apenas 25°C. Assim o processador é resfriado com mais facilidade.
Portanto para montar um computador com um processador de dois ou mais núcleos, é altamente recomendável que o gabinete tenha um duto lateral. Esse duto não precisa ter ventilador próprio, que às vezes pode até atrapalhar. O próprio cooler do processador, estando alinhado com o duto, provocará a entrada de ar.
O Pentium D possui dual core (dois processadores reais) ao invés da tecnologia HT (dois processadores virtuais). Já o Pentium Extreme Edition (não confundir com o modelo antigo, chamado Pentium 4 Extreme Edition) tem dois núcleos, cada um deles operando com HT. Este processador é visto então pelos programas como quatro processadores.
Esses foram os primeiros processadores dual core lançados pela Intel, em meados de 2005, e ainda à venda no início de 2007, mesmo depois do lançamento dos novos processadores com arquitetura Core. São como dois processadores independentes, dentro do mesmo encapsulamento. No início esses processadores eram muito caros, mas seus preços diminuíram bastante desde o seu lançamento. O Pentium D de 2.8 GHz já era vendido no início de 2007 por menos de 300 reais.
Imagine um processador Pentium 4 de 3.2 GHz e cache L2 de 1 MB. Agora imagine dois processadores iguais a este, dentro de um único chip. Este é processador Intel Pentium D. São dois processadores totalmente independentes, possibilitando a construção de um computador que até então só era possível com o uso de placas mãe “biprocessadas”, ou seja, com soquetes para dois processadores. A figura mostra os dois núcleos do processador Pentium D. São mais de 200 milhões de transistores, formando dois núcleos iguais.

Processadores Pentium D e Pentium Extreme Edition eram baseados no “velho” núcleo do Pentium 4, lançado em 2000. Esse núcleo usava a arquitetura chamada Intel Netburst. Apesar dos clocks serem elevados, essa arquitetura era menos eficiente que as usadas de outros processadores contemporâneos, como o Athlon e o Pentium M (plataforma Centrino, para notebooks). Por isso um Pentium 4 precisava operar com clock muito elevado para ter bom desempenho. Um Pentium 4 de 3.2 GHz tinha um desempenho próximo do de um Athlon 64 3200, que opera com apenas 2.0 GHz.

Em 2006 a Intel criou a nova arquitetura Core, baseada no núcleo do Pentium M, para substituir a arquitetura Netburst, que já completava seis anos. O Pentium D e o Pentium Extreme Edition usavam núcleos Netburst. Os novos processadores Core 2 Duo, Core 2 Quad e Core 2 Extreme usam a nova arquitetura Core, muito mais eficiente que a NetBurst.
O Pentium D e o Pentium Extreme Edition são na verdade formados por dois núcleos de Pentium 4, interligados e encapsulados juntos. A figura ilustra um waffer de silício, no qual são fabricadas as pastilhas (die) que formam os núcleos dos processadores. Duas pastilhas, normalmente do mesmo waffer, são reunidas em um só processador.

5953 – Planeta Verde – Terra leva um ano e meio para repor recursos consumidos anualmente


Os seres humanos consomem, a cada ano, um montante de recursos naturais 50% superior ao que a Terra pode produzir, de forma sustentável nesse mesmo período. Os dados são do relatório “Living Planet”, da ONG WWF.
Desde 1966, a demanda por esses recursos se duplicou, acentuando as diferenças entre habitantes de países ricos e pobres. Se cada morador da Terra consumisse como um americano, por exemplo, seriam necessários quatro planetas para responder a essa demanda.
Análises feitas por outra organização, a “Global Footprint Network”, também mostram um cenário preocupante.
Os cálculos têm como objetivo dimensionar o quão sustentável nossa sociedade global é em termos de sua pegada ecológica – uma medida composta por fatores tais como a queima de combustíveis fósseis, o uso de áreas agrícolas para produção de alimentos, e o consumo de madeira e peixes capturados em ambiente selvagem.
No ranking elaborado pela organização, os Estados Unidos ficam entre os dez países como maior pegada ecológica. Entre os primeiros da lista aparecem ainda Dinamarca, Bélgica, Austrália e Irlanda. O Brasil ficou em 56º lugar em uma lista que mede a pegada ecológica dos países.
No ranking elaborado pela organização, o Golfo Pérsico emerge como a região com a pegada ecológica per capita mais alta do mundo, com Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos como os países menos sustentáveis.
O estudo mostrou, ainda, que a exploração dos recursos naturais provocou uma redução de 30% da vida selvagem no planeta desde 1970. Entre as espécies tropicais a redução foi ainda maior, de 60%.
O documento combinou dados de mais de 9.000 populações de animais ao redor do mundo para chegar a esta conclusão. Seus principais autores, os pesquisadores do WWF, dizem que o progresso global quanto à proteção da natureza e o combate às mudanças climáticas ainda é “glacial”.
O relatório usa dados sobre tendências populacionais de várias espécies ao redor do mundo compilados pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês). Na edição mais completa de seu relatório até hoje, a ZSL examinou um número recorde de espécies (2.600), e populações destas espécies (9.104).
As espécies mais afetadas são aquelas encontradas em rios e lagos das regiões tropicais, que apresentam uma redução de 70% desde 1970.
Escassez de Água – Uma nova medida desenvolvida pelo WWF permite rastrear a escassez de água em 405 sistemas de rios ao redor do mundo com periodicidade mensal.
A análise revela que 2,7 bilhões de pessoas (quase metade da população mundial) já têm que lidar com falta d’água por ao menos um mês todos os anos.
O relatório destaca alguns exemplos de progresso quanto à sustentabilidade, tais como um programa no Paquistão que ajudou fazendeiros de algodão a reduzirem o uso de água, pesticidas e fertilizantes gerando uma colheita semelhante.
Os dados também mostram algumas áreas que precisam de atenção urgente, tais como uma taxa mundial de desperdício de alimentos de 30% causada por comportamento irresponsável nos países mais ricos e a falta de infraestrutura de armazenamento em nações em desenvolvimento.

5952 – Mega Almanaque – Origem das principais datas comemorativas


O Natal é mais velho que o cristianismo. Bem, pelo menos a festa que originou o feriado de 25 de dezembro. Na Roma antiga, o dia mais curto do ano era comemorado com uma festa em que se cultuava o Sol. E, 3 séculos depois de morto, o nascimento de Jesus passou a ser celebrado justamente no dia do antigo culto dos romanos – logo Roma, que perseguiu os primeiros seguidores da então seita revolucionária. Ironia histórica. “Ritual não é algo fossilizado, imutável e definitivo”, diz uma doutora em antropologia pela Universidade de Harvard. Dois milênios mais tarde, as pessoas ainda cultivam antigos rituais. E criaram outros. Bebês católicos são batizados, judeus são circuncidados. E brasileiros, bem, às vezes já nascem com a camisa do time do pai exposta no quarto do hospital. “Quando e onde quer que nos deparemos com um grupo humano em sociedade, encontraremos práticas rituais”, lembra Maria Ângela Vilhena, doutora em ciências sociais pela PUC-SP. Desde que surgem, rituais são adaptados ao longo do tempo, de acordo com os povos que os adotam. Os que mostramos aqui foram divididos de acordo com a origem: astronômicos ou agrícolas, além de ritos pessoais de passagem. Porque, mesmo que eles mudem de forma com os séculos, as motivações continuam semelhantes. Queremos entender a passagem do tempo. Ter o que comer todo dia.

ANIVERSÁRIO
A comemoração evoluiu ao longo do tempo, assimilando costumes de vários povos.
Egito Antigo, 3200 a.C.
No Egito antigo, só o faraó comemorava aniversário. Mas o hábito pegou. Na Grécia, surgiu o costume do bolo. No 6º dia de cada mês, com a chegada da lua cheia, os gregos faziam bolos de mel em homenagem à deusa Artêmis e, sobre eles, colocavam velas para representar o luar. Séculos depois, em Roma, o ato de comemorar o nascimento de alguém ganhou o nome de “aniversário”, palavra do latim anniversarius, que quer dizer “aquilo que volta todos os anos”. Os cristãos só começaram a festejar a data no século 4, quando o nascimento do próprio Jesus foi oficializado. Antes, achavam que era um costume pagão.
Rituais astronômicos
A resposta de muitas coisas está no céu. Inclusive a que explica por que bolo de aniversário tem vela.

RAMADÃ
Arábia Saudita, 623
A origem está atrelada ao calendário islâmico, que é baseado nos ciclos lunares. Ramadã é o 9º mês do Islã e representa a viagem que Maomé fez de Meca a Medina. O feito determina o início da contagem dos anos na religião, que hoje está em 1433. No Ramadã, adultos não comem, não bebem nem fumam durante o dia.

NATAL
Roma, 336
Do latim “Natale”, significa “dia do nascimento”. No caso, de Jesus. Em 336, o imperador romano Constantino I determinou que Jesus nascera em 25 de dezembro. Não foi aleatório. Nessa época ocorre o solstício de inverno no hemisfério norte, quando os romanos comemoravam o Natalis Solis Invict (“Natal do Sol Invencível”). Constantino usou a popular festa para impulsionar o cristianismo, recém-legalizado em Roma.

RÉVEILLON
Nem sempre 1º de janeiro foi o dia de ano novo.
Mesopotâmia, 2000 a.C.
Povos da Mesopotâmia celebravam o ano novo há cerca de 4 mil anos. Normalmente, a passagem era determinada pelas fases da lua ou pelas mudanças das estações. Não em 1º de janeiro, que só virou dia do ano novo em 1582, com a introdução do calendário gregoriano no Ocidente. Até então, o Réveillon era festejado em 23 de março, coincidindo com o início da primavera no hemisfério norte, época em que as novas safras são plantadas. Daí a ideia de “recomeço”. Não por acaso, réveiller, em francês, quer dizer “acordar”. No Brasil, o branco virou padrão por simbolizar luz e bondade. Mas os hábitos variam muito de país para país. Por exemplo, dinamarqueses sobem em cadeiras para pular à meia-noite (preparar-se para os desafios) e peruanos arrumam malas e dão uma volta no quarteirão (para realizar o sonho de viajar)
FINADOS
Europa, entre 1024 e 1033
A Igreja instituiu o dia de Finados no século 11. Mas na Antiguidade os mortos já eram homenageados em banquetes para pedir proteção para as colheitas. No catolicismo, a data é celebrada em 2 de novembro. Uma das mais populares festas acontece no México. O Dia das Caveiras é um sincretismo entre a festa católica e um rito indígena. Reza a tradição que, ao longo do dia, os mortos vêm visitar parentes e amigos.
DIVALI
Índia, 1000 a.C.
O “Festival das Luzes” é celebrado por 4 dias de outono na Índia. Hindus usam roupas novas, acendem lamparinas e soltam fogos de artifício para simbolizar a vitória do bem. Uma das histórias da origem do Divali (ou Diwali) são as bodas dos deuses Vishnu e Lakshmi, que levam prosperidade às colheitas.

CARNAVAL
Há 3 mil anos a maior de todas as festas.
Roma antiga, 1000 a.C.
Para homenagear Saturno, deus da agricultura, os romanos faziam a Saturnália. Durante a festa, escolas não abriam, escravos eram soltos e o povo ia às ruas, onde um carro alegórico em forma de navio abria caminho na multidão fantasiada. Na Idade Média, o Carnaval era chamado de “festa dos loucos”. No Renascimento, ganhou força na Itália, França e Portugal, países onde surgiram o pierrô, a colombina, o confete e a serpentina.
FESTA JUNINA
Europa, séc. 4
Na Europa medieval, o início das colheitas era comemorado em junho, quando as pessoas faziam fogueiras para espantar maus espíritos. Os festejos aconteciam na mesma época que as solenidades joaninas, em homenagem ao dia de são João. Com o tempo, os eventos se fundiram. No Brasil, a festa junina chegou no século 16, trazida pelos jesuítas.

CASAMENTO
Juntar as escovas de dentes é um costume bastante globalizado.
Diversas origens
A cerimônia é herança dos romanos, mas a aliança é contribuição dos egípcios. Para eles, o anel, por não ter começo nem fim, simboliza a eternidade. Já o costume de jogar arroz é chinês e significa desejo de fartura. O buquê é grego e, reza a tradição, protegia as noivas do mau-olhado das solteironas. Durante muito tempo, as noivas se casavam de vermelho, cor do amor. Só no século 19 o branco foi adotado. A rainha Vitória, do Império Britânico, escolheu se casar de branco, por ser a cor da pureza. Outra moda lançada por ela foi a Marcha Nupcial, de Felix Mendelssohn.

BAILE DE DEBUTANTES
França, séc. 18
O termo début designava atores que estreavam na carreira. Com o tempo, o termo passou a ser usado para se referir a moças que entravam na vida social. Famílias ricas da França faziam festas em que apresentavam as filhas à sociedade. A partir de então elas estavam aptas para frequentar eventos.
CIRCUNCISÃO
Israel, 1300 a.C.
A circuncisão é um sinal visível da aliança invisível entre Deus e a humanidade. Há divergências quanto à origem, mas historiadores especulam que os hebreus teriam se inspirado nos egípcios ou nos etíopes ao adotar a prática. A remoção do prepúcio do bebê é um preceito judaico seguido até hoje.
BATISMO
Israel, 4000 a.C.
A imersão em água como sinal de purificação está presente em várias culturas. Judeus cumpriam o rito para admitir aqueles que abandonavam suas crenças para abraçar o judaísmo. Hindus usam até hoje o rio Ganges, na Índia, para se purificar. E muçulmanos fazem ablução (lavagem sagrada) antes de rezar. No catolicismo, além do batismo, água benta é usada como sinal de fé.
TROTE
França, 1342
O primeiro trote de que se tem notícia foi em 1342, na Universidade de Paris. Na época, calouros não frequentavam as mesmas salas que os veteranos e, por isso, tinham que assistir às aulas dos vestiários. Em 1491, na Universidade de Heidelberg, na Alemanha, os novatos tinham o cabelo raspado e ainda bebiam vinho com urina. O termo “trote” se refere ao andar do cavalo, ritmo entre a marcha lenta e o galope. Assim como o cavalo aprende a trotar, o calouro deve aprender a se comportar na universidade

5951 – Medicina – Cidade colombiana pode ter a chave para a cura do Alzheimer


O que os moradores já chamaram de maldição pode ser a chave para um novo tratamento contra o Alzheimer. Mais de 12% dos cerca de 12 mil habitantes têm uma mutação genética que leva a um tipo raro e precoce do mal. Os primeiros sintomas surgem por volta dos 35 anos – de pequenos lapsos de memória, a doença destrói os neurônios e evolui implacável até comprometer as habilidades básicas da pessoa e matá-la.
Não existe outra família tão afetada pelo Alzheimer precoce e hereditário – há no mínimo 5 mil pessoas de 25 ramos do mesmo clã. A metade de todas as pessoas no mundo que tem essa forma da doença está no estado colombiano. “Antióquia é uma ilha genética, uma espécie de laboratório natural e essa desgraça se converteu em uma oportunidade”, diz Francisco Lopera, coordenador do Grupo de Neurociências da Universidade de Antióquia. Em parceria com um instituto americano, o grupo está concluindo o mapeamento genético dos moradores e vai selecionar 250 voluntários que serão medicados a partir do ano que vem, antes de apresentarem os sintomas da doença.
É uma das apostas para tentar atrasar ou impedir que o Alzheimer se desenvolva. Acredita-se que os remédios hoje disponíveis têm sido pouco eficazes porque chegam ao paciente tarde demais. O cérebro já estaria muito debilitado para reagir.
Angostura e todas as cidades da região ainda têm outro problema que encarece e dificulta muito o atendimento dos atuais e futuros doentes. É intensa a movimentação de guerrilheiros das Farc e paramilitares naquele pedaço estratégico dos Andes, que dá acesso ao mar e é rota do narcotráfico. Até recentemente, assassinatos e massacres ali eram comuns.
Tratar o doente exige dedicação e recursos, e não só na Colômbia. Nos EUA, calcula-se em mais de 17 bilhões as horas não pagas de quem cuida de um familiar, equivalentes a 219 bilhões de dólares. Há cerca de 35 milhões de pessoas com o mal no planeta ( a grande maioria tem mais de 65 anos). No Brasil, são aproximadamente 1 milhão. Somados os gastos dos sistemas de saúde, a conta do Alzheimer bate 1% do PIB mundial (mais de 600 bilhões de dólares em 2010). Não surpreende que a indústria farmacêutica invista na área. Uma droga eficaz soa como uma mina de ouro. A experiência em Antióquia, que ainda está definindo seus patrocinadores (mas já testou 2,4 mil cidadãos para a mutação paisa, e fez outros exames) vai custar pelo menos 50 milhões de dólares e durar 5 anos.
O Alzheimer vai consumir cada vez mais esforços e vidas. A perspectiva de envelhecimento da população pode levar o total de vítimas a quase quadruplicar até 2050. É difícil distinguir seus sintomas do processo natural de envelhecimento do cérebro.
Um contingente assustador de pessoas no mundo tem demência e nunca recebeu diagnóstico ou tratamento. Isso pode significar até 90% dos doentes em países menos desenvolvidos e 36 milhões de pessoas no total. Para a Associação Mundial de Alzheimer, este é hoje o maior desafio a ser enfrentado. Para quem tem Alzheimer, a demência mais comum, faz toda a diferença. Após os primeiros sintomas, a sobrevida média é de 8 a 14 anos. A degeneração do cérebro é progressiva e irreverssível. E ninguém até hoje foi capaz de explicá-la. Apesar de tanta ignorância, o que se sabe é mal aproveitado na prática clínica, sustenta o neurologista Cicero Galli Coimbra, professor da Unifesp. “Numa das pesquisas mais longas da história da medicina, George Vaillant, na Universidade de Harvard, demonstrou que o estilo de vida, o estresse e a depressão aumentam muito a chance de a pessoa desenvolver Alzheimer”, afirma Coimbra. Tudo isso interfere na formação de novos neurônios, diz, antes de defender o foco na prevenção. “A abordagem generalizada é na busca de uma droga salvadora. Já sabemos que a vitamina D controla 229 funções das células cerebrais, mas poucos médicos dão atenção a isso: na cidade de São Paulo, no inverno, 77% da população apresenta déficit de vitamina D.”

5950 – Música – Jazz &Soul – The Brand New Heavies


Álbum Brother Sister

Brand New Havies é uma banda de acid jazz inglesa formada em 1985.
A banda iniciou sua carreira como um grupo de Acid jazz instrumental, em meados dos anos 80, sob o nome Brother International.
Discografia
Dicos de estúdio
* 1990: The Brand New Heavies
* 1991: The Brand New Heavies (featuring N’Dea Davenport)
* 1992: Heavy Rhyme Experience, Vol. 1 (featuring vocals by various hip hop groups and rappers)
* 1994: Brother Sister (featuring N’Dea Davenport)
* 1997: Shelter (featuring Siedah Garrett)
* 2003: We Won’t Stop (Japan only release; featuring vocals by Sy Smith)
* 2004: Allaboutthefunk (featuring Nicole Russo)
* 2006: Get Used to It (featuring N’Dea Davenport)
* 2011: Heavy Rhyme Experience Vol. 2 (featuring vocals by various hip hop groups and rappers)
* 2011: TBA (featuring N’Dea Davenport)

Never Stop estourou nos EUA, conhecida também aqui no Brasil, embora injustamente pouco executada, veja o clip e confira o alto estilo da banda:

5949 – Planeta Verde – Os pecados ambientais da China


Planeta Verde

Abundante e barato, o carvão fornece 80% da eletricidade na China. São fábricas que dão empregos e dinamismo á economia. Mas, produzem a chuva ácida que deestrói as plantações. A fumaça das chaminés, os escapamentos de milhões de caminhões a diesel, 130 vezes mais sujo que o permitido na Europae nos EUA. A poeira fina do Deserto de Gobi e a água contaminada por por lixo humano e industrial tornam o câncer pulmonar e intestinal a maior causa de mortes no país.
Aquecimento Global – A China é o 2° maior emissor mundial de gases, atrás apenas dos EUA. É responsável por 17,5%% da produção mundial de co². A China constrói quase uma nova termelétrica por semana. O impacto no mundo pode ser o aumento de secas, furacões e o aumento no nível dos oceanos. Um painel de 2500 cientistas propôs fontes de energia renováveis, como a solar e a eólica. O governo chinês alega que 30% das emissões são de empresas estrangeiras e ameaça cobrar taxas pela poluição das multinacionais.
Falta de Água – Mais de 400 cidades estão sob constante racionamento; 75% dos rios chineses estão poluídos por esgotos e dejetos industriais. O derretimento da geleira do Himalaia e aconstrução de barragens reduzem o fluxo de água dos rios. As cidades crescem sem saneamento e tratamento de detritos químicos. A China investe 60 bilhões de dólares num novo sistema de dutos de concreto para transportar água do sul para o norte. Na província de Xinjiang, aricultores usam o gotejamento, um sistema que reduz as necessidades da tradicional irrigação por inundação nos camposde arroz. No norte do país capta-se água da chuva.
Poluição por Metano – A China é o maior produtor mundial de arroz. São 139,5 milhões de toneladas por ano,o equivalente a 36% da produção mundial. É também uma das nações que mais utilizam carvão mineral. Ambas as atividades emitem metano, uma gás 20 vezes mais potente que o co², como combustível para aquecer o planeta. O uso de fontes renováveis de energia, como a solar pode reduzir a emissão de metano pelo uso do carvão. Para o metano emitidopela adubação e irrigação dos campos de arroz, ainda não há solução.
Excesso de Carros – Os 2,8 milhões de automóveis já fazem de Pequim uma das capitais mais poluídas do mundo. O Banco Mundial estima que 400 mil chineses morram todo o ano devido a poluição do ar. O gás sulfúrico emitido pelo escapamento dos carros vira chuva ácida em cidades como Seul, na Coréia do Sul em Tóquio no Japão. O governo chunês tem criado normas mais rígidas para a emissão dos gases poluentes dos veículos. Foram inauguradas linhas ferroviárias, com capacidade para mais de 4 milhões de usuários.
Lixo Tecnológico – A China recebe todo ano 50 toneladas de lixo eletrônico, 70% da produção mundial.
São 5 milhões de computadores, 4 milhões de geladeiras e 10 milhões de celulares que já saíram de linha. Há imensos lixões formados por sucatas tecnológicas altamente tóxicas. Em Guiyu, cerca de 100 mil pessoas trocaram os campos de arroz pela coleta do e-waste, em busca de fios de cobre e pequenas quantidades de ouro.
Os países ricos precisam se responsabilizar por seus dejetos eletrônicos e a China, assegurar que a reciclagem do material seja legítima e não coloquem vidas em perigo.

Desertificação – O norte da China faz fronteira com o Deserto de Gobi, um dos locais mais inóspitos do mundo. A última grande tempestade de areia cobriu Pequim, em 2006, levando milhares de pessoas para os hospitais. A China tinha uma das florestas temperadas mais exuberantes do mundo.O desmatamento acelerou a desertificação. É proibido derrubar árvores nativas no país desde 1998. Isso aumentou a pressão sobre outras florestas, na Indonésia e na Amazônia.
A China começou um intenso reflorestamento, que ganhou o nome de “A Grande Muralha Verde”.

Apocalipse na China

5948 – ☻ Mega Sampa – Minhocão faz sucesso na TV americana


Quem diria que o Minhocão viraria cenário para uma propaganda que passa a todo instante na TV americana? E, acredito, também um pedacinho da Serra do Mar. Há muito o efeito cenográfico do nosso Centrão é usado pela publicidade brasileira, que acha ali mais beleza que nos bairros ditos chiques da Zona Oeste. Mas que o Minhocão fosse conquistar o mundo, já é uma surpresa. Será que está na hora de transformá-lo no High Line paulistano? Abaixo, a antiga ferrovia suspensa de Nova York que virou um parque.

Em NYC ferrovia virou parque, e o nosso Minhocão, qual será o seu destino?

5947 – Mosquito com genes modificados reduz Aedes em Juazeiro


Vem de Juazeiro, na Bahia, uma boa notícia no combate à dengue. Testes realizados por cientistas com mosquitos transgênicos incapazes de transmitir a doença mostraram resultados promissores.
O experimento, feito no último ano por pesquisadores da USP e da Moscamed, empresa que produz os mosquitos geneticamente modificados, foi apresentado em um seminário recentemente.
A premissa básica é substituir a população de machos do Aedes aegypti por mosquitos alterados. Eles se reproduzem de forma tão efetiva quanto os selvagens, mas têm uma modificação genética que, transmitida à prole, impede-a de sobreviver.
Resultado: todos os descendentes dessas criaturas artificialmente engendradas morrem antes que possam picar seres humanos e transmitir o vírus da dengue.

Durante o período de um ano, os cientistas liberaram em Itaberaba, um bairro de Juazeiro, mais de 10 milhões de mosquitos.
Depois de soltá-los no ambiente, coletaram amostras de larvas e constataram que entre 85% e 90% delas tinham o DNA modificado.
Levando em conta a população residente de A. egypti na região, houve uma redução de 75%, em relação às de áreas não tratadas.

Os mosquitos transgênicos alterados foram originalmente projetados por pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

Desde então, graças a uma parceria, a Moscamed busca desenvolver a tecnologia para produzir nacionalmente os insetos. “Isso reduz os custos”, disse Aldo Malavasi, presidente da empresa brasileira, ao site “SciDev.net”.
Espera-se que esses insetos transgênicos permitam a erradicação da dengue em regiões onde há baixa mobilidade para o A. aegypti (ou seja, ele viaja pouco de lugares não tratados para tratados).
Juazeiro foi escolhida por ser uma região ideal para a realização de um projeto piloto desse tipo, e a cidade acolheu a iniciativa. Para tanto, os pesquisadores realizaram diversas ações que explicavam o processo.
O estudo demonstrou a viabilidade de controlar a população de mosquitos por esse método, sem causar impactos adicionais ao ambiente.
Contudo, os cientistas fazem duas ressalvas. A primeira é de que se trata apenas de um resultado inicial.
O segundo senão é que iniciativas como essa não são um remédio definitivo. Se há interrupção na liberação dos mosquitos transgênicos, a tendência é que a população natural restabeleça seu número em pouco tempo.
“Esse tipo de tratamento tem de ser contínuo. Se pararmos há invasão dos mosquitos de fora nas áreas tratadas”, explica Capurro. Ainda assim, o resultado é promissor no combate à doença.