5823 – Mega Notícias – Memória do Cão


Mamíferos criados por humanos podem reconhecer pessoas. “Eles usam visão, audição e olfato” . Se dependessem só do olfato, uma mudança no perfume bastaria para a pessoa ficar irreconhecível. Mas os animais gravam até o timbre de voz de um humano mais chegado. Ou seja, o cachorro dos seus amigos não precisa ser um Malabim Sabe ou um K-9 para ser sabidão.
O ser humano não guarda informação como o computador. Mesmo assim, pesquisadores arriscam estimativas: “O cérebro é associativo. As informações são armazenadas e recuperadas de uma forma complexa”, diz Rober Birge, da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos. “Quando visto nesse contexto, o cérebro pode armazenar o equivalente a 1 000 terabytes ou mais.” Ou seja, sua cabeça vale mais que mil HDs externos de ponta. Não a desrespeite usando chapéus ridículos.
Pássaros também sofrem turbulência no voo?
Nessa comparação, o pássaro é o avião e nós somos objetos dentro dele – é essa a turbulência que sentimos: chacoalhamos se a aeronave passa em uma zona de instabilidade. O pássaro, assim como dragões, grifos, pégasos e outras criaturas que vemos no céu, sofre turbulência pelo mesmo motivo que o avião: mudanças nas correntes de ar que os deixam instáveis. “Muitas vezes, aves migratórias alteram a trajetória para desviar de instabilidades”,segundo um veterinário da USP.

5822 – Por que bocejamos quando vemos alguém bocejar?


Porque o cérebro tem uma área chamada córtex pré-motor, onde há um mecanismo maria-vai-com-as-outras: os neurônios-espelhos. Só não imitamos tudo porque há áreas específicas que bloqueiam isso. Mas, no caso do bocejo, outras regiões são acionadas: a amígdala, que produz emoções primitivas, como medo, e o hipotálamo, que comanda funções básicas. E elas não são controladas totalmente pela área racional do cérebro. “Se o hipotálamo é ativado, não dá para segurar: o bocejo sai”, diz Suzana Herculano-Houzel, neurocientista da UFRJ. Nem é preciso ver alguém. Basta a menção à palavra “bocejo”.

5821 – Drogas – O Sertão Virou Fumo


A maconha ocupa 25% do território pernambucano, a região que mais produz droga no mundo, com alto faturamento e “empregando” no mínimo 100 mil pessoas. A venda de 100 quilos de maconha correspondem ao que um bóia fria ganharia em 41 anos de trabalho na plantação de feijão. A área plantada em Pernambuco ultrapassa 400 mil hectares, a produção das 3 safras anuais chega a 432 mil toneladas, o suficiente para 1 dia de consumo dos 5,4 bilhões de habitantes do planeta. O sertanejo produz maconha mas não consome, os negócios são acertados em hotéis, postos e feiras e é vendido 4 vezes mais caro do que é comprado nas grandes cidades. O dinheiro do crime circula solto nos automóveis de luxo e mansões. Salgueiro, situada no epicentro da maconha é uma cidade sem indústrias e quebrada economicamente, mais ainda assim, em plena época de recessão (anos 1990), eram vendidos 65 carros novos por mês.
Na década de 70, prosperou umm mito entre as famílias de classe média:os pais temiam um traficante folclórico, o pipoqueiro da escola que misturava a droga na mercadoria.
Em meados da década de 90, tal mito virou em parte realidade, quando 10 crianças de um colégio na Tijuca, RJ, passaram mal ao consumir balas de cereja produzidas pela indústria Van Melle. Nas balas foram encontradas uma pequena quantidade de cocaína pura, injetada com seringas. As balas exibiam o furo feito com a agulha. Dois dias depois da prisão do camelô que as vendeu, tais balas cocainadas apareceram em outros lugares, em Niterói e Maricá, interior do RJ e também em Juíz de Fora, MG. A polícia levantou a hipótese de chantagem industrial. A empresa, é claro, teve que enfrentar uma temporada de prejuízos.

5820 – A luta greco-romana


A luta greco-romana é considerada pela Federação Internacional de Lutas Associadas (FILA) como uma das quatro principais formas de luta amadora, e está presente nos Jogos Olímpicos modernos desde 1896.
Semelhante ao pancrácio, a luta greco-romana também era um esporte importante nos festivais gregos. Era parte do pentatlo na Grécia Antiga, um campeonato atlético que também incluía corridas, saltos, lança e lançamento de discos. Os gregos reconheciam a luta livre como uma excelente forma de desenvolver a destreza física e mental.
Em sua versão moderna, a luta greco-romana é mais um esporte que uma arte marcial, e deve mais ao estilo de luta livre francesa do século XIX do que ao pancrácio antigo. Não se deve confundi-la com a luta livre, pois a luta greco-romana segue um estilo rigidamente centrado na parte superior do corpo, em que o competidor pode usar somente os membros superiores e atacar o oponente acima da cintura.
O objetivo é imobilizar os dois ombros de um adversário até a rendição. A luta greco-romana tem estilo e técnica únicas, quando comparada a outras formas de luta; uma característica da luta greco-romana são a luta com as mãos – a habilidade de controlar e manipular as mãos e braços do adversário para ganhar vantagem durante uma contração dos membros superiores, são movimentos empregados pelos lutadores greco-romanos durante uma disputa. Os atletas desta modalidade são geralmente muito fortes pois a luta greco-romana exige bastante dos membros superiores. Como o estilo proíbe ataques e golpes abaixo da cintura os competidores são encorajados a ataques de projecção do adversário ao chão, desde que os competidores não podem usar as pernas para prevenirem serem atirados.
A luta greco-romana corre o risco de ser eliminada dos Jogos Olímpicos devido à modificações em sua estrutura. A estrutura da luta greco-romana tem sido modificada aos poucos em virtude da popularidade das artes marciais mistas (mixed martial arts – MMA). Como a luta greco-romana é uma arte que gerou campeões neste esporte, muitos atletas trocam as competições olímpicas pelas artes marciais mistas. Uma das lendas do UFC, Randy Couture, é um especialista em luta greco-romana.

5819 – Não tem minério aqui, busca no espaço – Empresa criada por bilionários buscará minérios no espaço


Uma empresa recheada de nomes graúdos, como James Cameron (diretor dos filmes de bilheteria bilionária “Titanic” e “Avatar”) e Larry Page (criador do Google), anunciou ontem seus planos de promover mineração em asteroides próximos da Terra.
A companhia, batizada de Planetary Resources Inc., espera fazer a extração de recursos escassos na Terra em bólidos celestes que se aproximem da órbita de nosso planeta, membros do grupo de corpos celestes conhecidos como NEOs (“objetos perto da Terra”, na sigla inglesa).
Eles calculam que o negócio poderia movimentar dezenas de bilhões de dólares.
Durante a coletiva que revelou os planos da empresa, Peter Diamandis, cofundador e codiretor da firma, destacou que um único asteroide de 500 metros rico em platina contém mais desse metal que tudo o que já foi minerado na Terra na história.
“Muitos metais e minerais escassos existem em quantidade quase infinita no espaço”, disse. “Conforme o acesso a eles aumentar, cairá o custo de tudo, incluindo desfibriladores, dispositivos portáteis, televisões e monitores de computador.”
Diamandis ficou conhecido nos círculos da exploração espacial depois de ter criado o Prêmio X, que incentivou a criação das primeiras naves suborbitais destinadas ao turismo espacial (agora em fase de testes pela empresa Virgin Galactic).
Uma Missão Mapeada
Antes mesmo de se revelar ao mercado, a Planetary Resources fez sua lição de casa. Ela estima que, dos cerca de 9.000 asteroides próximos da Terra, cerca de 1.500 são tão fáceis de visitar quanto a Lua.
Ainda assim, será preciso determinar quais são os mais promissores. Por isso, o projeto começará pela ciência. A empresa pretende lançar, no horizonte de 18 meses a 24 meses, um telescópio espacial de baixo custo.
Ele fará as primeiras observações para a escolha dos alvos e também servirá de protótipo para sondas que serão enviadas a eles mais tarde, a fim de mapear os recursos minerais presentes nos astros com maior precisão.
Segundo Eric Anderson, codiretor da Planetary Resources ao lado de Diamandis, essa fase deve durar cerca de dois anos, depois dos quais começarão as missões que envolvem visitas de naves aos asteroides. Ainda não há prazo para as primeiras extrações de minério.
As espaçonaves mineradoras serão todas não tripuladas. Missões de pouso e coleta de amostras em asteroides já foram conduzidas antes (a sonda japonesa Hayabusa é o melhor exemplo), de maneira que não há impedimentos técnicos para o projeto.
Além de metais raros, como rutênio, ródio, paládio, ósmio, irídio e platina, a companhia de mineração espacial espera extrair água de asteroides. Nesse caso, o objetivo claramente não é trazê-la de volta à Terra, mas sim atender a uma futura demanda no próprio espaço.
A água poderia servir para manter futuras colônias humanas em outros mundos, como a Lua, ou ser convertida em combustível (na forma de hidrogênio e oxigênio) para reabastecimento de espaçonaves em órbita.
É cedo para dizer se tudo isso vai mesmo acontecer. Mas dinheiro não falta para bancar a empreitada quando há gente como Page, Eric Schmidt (diretor executivo do Google) e Charles Simonyi (ex-executivo da Microsoft que já fez dois voos de turismo à Estação Espacial Internacional, pagando a “passagem” do próprio bolso).
James Cameron, por ora, empresta seu prestígio ao esforço como consultor da companhia. Mas seus dólares continuarão firmemente presos ao chão.