5780 – Medicina – O Cólera


Vibrião da cólera

Cólera é uma doença causada pelo vibrião colérico (Vibrio cholerae), uma bactéria em forma de vírgula ou vibrião que se multiplica rapidamente no intestino humano produzindo uma potente toxina que provoca diarréia intensa. Ela afeta apenas os seres humanos e a sua transmissão é diretamente dos dejetos fecais de doentes por ingestão oral, principalmente em água contaminada.
O vibrião da cólera é Gram-negativo e tem a forma de uma vírgula com cerca de 1-2 micrómetros. Possui flagelo locomotor terminal. Estes víbrios, tal como todos os outros, vivem naturalmente nas águas dos oceanos, mas o seu número é tão pequeno que não causam infecções.
É ingerido com água suja e multiplica-se localmente no intestino delgado proximal.Causa diarréia aquosa intensa devido aos efeitos da sua poderosa enterotoxina. Esta toxina tem duas porções A e B (toxina AB). A porção B é especifica para receptores presentes na membrana do enterócito, causando a sua endocitose (englobamento e internalização pela célula). A porção A, é a toxina propriamente dita, ela atua causando uma ADP-ribosilação na subunidade catalítica da proteína G, impedindo sua capacidade de hidrolisar o GTP ligado a ela, o que leva a uma superativação da enzima adenilato ciclase e provoca um aumento abrupto dos níveis de AMPc intracelulares. O AMPc é um mediador que se liga à proteocinase A, que por sua vez ativa outras proteínas que afetam os canais de cloro, provocando a secreção de cloro, sódio e água associada descontrolada pela célula no lúmen intestinal. O vibrião não é invasivo e permanece no lúmen do intestino durante toda a progressão da doença.
O cólera é uma infecção intestinal aguda causada pelo Vibrio cholerae, que é uma bactéria capaz de produzir uma enterotoxina que causa diarréia. Apenas dois sorogrupos (existem cerca de 190) dessa bactéria são produtores da enterotoxina, o V. cholerae O1 (biotipos “clássico” e “El Tor”) e o V. cholerae O139.
O Vibrio cholerae é transmitido principalmente através da ingestão de água ou de alimentos contaminados. Na maioria das vezes, a infecção é assintomática (mais de 90% das pessoas) ou produz diarréia de pequena intensidade. Em algumas pessoas (menos de 10% dos infectados) pode ocorrer diarréia aquosa profusa de instalação súbita, potencialmente fatal, com evolução rápida (horas) para desidratação grave e diminuição acentuada da pressão sangüínea.
É transmitida através da ingestão de água ou alimentos contaminados. São necessários em média 100 milhões de víbris (e no mínimo um milhão) ingeridos para se estabelecer a infecção, uma vez que não são resistentes à acidez gástrica e morrem em grandes números na passagem pelo estômago.
A incubação é de cerca de cinco dias. Após esse período começa abruptamente a diarréia aquosa e serosa, como água de arroz.

As perdas de água podem atingir os 20 litros por dia, com desidratação intensa e risco de morte, particularmente em crianças. Como são perdidos na diarréia sais assim como água, beber água doce ajuda mas não é tão eficaz como beber água com um pouco de sal. Todos os sintomas resultam da perda de água e eletrólitos:
Diarréia volumosa e aquosa,tipo água de arroz, sempre sem sangue ou muco (se contiver estes elementos trata-se de disenteria).
Dores abdominais tipo cólica
Náuseas e vômitos.
Hipotensão com risco de choque hipovolémico (perda de volume sanguineo) fatal, é a principal causa de morte na cólera.
Taquicardia: aceleração do coração para responder às necessidades dos tecidos, com menos volume sangüíneo.
Anúria: micção inferior a 100ml/dia, devido à perda de líquido.
Hipotermia: a água é um bom isolante térmico e a sua perda leva a maiores flutuações perigosas da temperatura corporal.
A cólera é uma doença que existe em todos os países em que medidas de saúde pública não são eficazes para a eliminar. Ela já existiu na Europa mas com os altos níveis de saúde pública dos países europeus, foi já eliminada no início do século XX, com exceção de pequeno número de casos.
A região da América do Norte é hoje a mais freqüentemente afetada por epidemias de cólera, juntamente com o Brasil. Neste último país, as grandes concentrações pouco higiênicas de multidões durante os rituais religiosos hindus no rio Ganges, são todos os anos ocasião para nova epidemia do vibrião. Também existe de forma endêmica na África e outras regiões tropicais da Ásia.
Os seres humanos e os seus dejetos são a única fonte de infecção. Só quando água ou comida, suja com fezes humanas, é ingerida em quantidades suficientes de bactérias, pode causar a doença. As crianças, que têm a tendência de pôr tudo na boca, são mais atingidas.

5779 – Camundongo recupera visão após transplante de células


Cientistas britânicos conseguiram recuperar a visão de camundongos cegos, após transplantar células fotorreceptoras sensíveis à luz em seus olhos. As descobertas foram publicadas recentemente na revista científica Nature.
Os pesquisadores do Instituto de Oftalmologia da Universidade College London (UCL) injetaram células de roedores jovens diretamente nas retinas dos camundongos adultos que tinham problemas de visão.
Quatro a seis semanas depois do transplante, uma em cada seis das células transplantadas – que são especialmente importantes para permitir a visão em locais escuros – haviam formado as conexões necessárias para transmitir informações visuais ao cérebro.
Os pesquisadores testaram a visão dos roedores transplantados em um labirinto pouco iluminado e cheio de água.
O resultado é que os camundongos com as células novas conseguiam perceber o caminho que os levava a uma plataforma e os salvava da água. Já os animais que não receberam células só conseguiam encontrar a plataforma por acaso ou depois de uma extensa exploração do labirinto.

5778 – Robótica – Pesquisas criam barata e caracol ‘ciborgues’


Caracóis e baratas elétricos já existem. Ambos são incursões experimentais, ainda muito iniciais, de uma nova linha de pesquisa focada na criação de pequenos híbridos entre máquina e animal -autossuficientes na geração de energia- como alternativa ao uso de pequenos robôs.
Em vez de começar do zero e de ter que resolver todos os problemas de movimentação que assolam os criadores de robôs, pesquisadores decidiram usar criaturas que já sabem o que fazer.
Tudo o que é preciso é “robotizar” esses seres, vestindo-os com a tecnologia certa para escravizá-los, fazendo com que obedeçam a todos os comandos -em missões de busca e salvamento, para espionar ou atacar.
Um grande desafio na robotização de criaturas vivas é que, embora elas não venham com baterias, é necessário eletricidade para alimentar os sensores e transmissores.
A Darpa (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada), órgão americano que financia pesquisas do tipo “e se for possível” tem um programa com objetivo de resolver isso.
Alguns pesquisadores, que por enquanto não são patrocinados por ela, já estão dando os primeiros passos nesse sentido. Evgeny Katz, da Universidade Clarkson, relatou sua caracol elétrica recentemente no “Journal of the American Chemical Society”.
Ele e colegas colocaram dois eletrodos revestidos de enzimas em um espaço entre a concha e o corpo de um caracol, uma área em que a glicose está presente.
As enzimas promovem reações químicas que produzem um fluxo do elétrons (eletricidade) a partir das moléculas de glicose.
Em janeiro, na mesma revista, pesquisadores anunciaram um método similar, mas usando baratas.

5777 – 19 De Abril – O Dia do Índio


Foi criado pelo presidente Getúlio Vargas através do decreto-lei 5540 de 1943, e relembra o dia, em 1940, no qual várias lideranças indígenas do continente resolveram participar do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México. Eles haviam boicotado os dias iniciais do evento, temendo que suas reivindicações não fossem ouvidas pelos “homens brancos”. Durante este congresso foi criado o Instituto Indigenista Interamericano, também sediado no México, que tem como função zelar pelos direitos dos indígenas na América. O Brasil não aderiu imediatamente ao instituto, mas após a intervenção do Marechal Rondon apresentou sua adesão e instituiu o Dia do Índio no dia 19 de abril.
O dia do Índio tem como função relatar os direitos indígenas e faz com que o povo brasileiro saiba da importância que eles tem na nossa história. Um povo que foi massacrado,humilhado e escravizado pelos colonizadores ,mais mesmo assim tem sua importância no contexto histórico do Brasil. Eles fizeram com que o nosso passado seja rico e interessantes,tratamentos medicinais caseiros,comidas típicas e métodos de plantios também são transmitidos da cultura dos Índios.
Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras. Deve ser também um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais.

Todo dia é dia de índio?

Sim, pois não adianta somente lembrar dos índios apenas um dia. Eles fazem parte de nossa história e têm muito a nos ensinar. Mas, justamente por serem importantes, foi reservada uma data no calendário anual para comemorar o Dia do Índio, que é 19 de abril.