5755 – A super-força da formiga


Não só a formiga, que é um inseto, mas os artrópodes em geral como aranhas e escorpiões, e também os crustáceos têm essa capacidade, devido à estrutura de seu esqueleto. A formiga tem um esqueleto extremamente leve, apenas uma camada muito fina em relação a sua massa muscular. Assim, o corpo de uma formiga é, na sua maior parte, músculos. Uma saúva, por exemplo, pode levantar catorze vezes o seu peso e percorrer 1 quilômetro por dia.Em termos humanos, isso equivaleria a erguer uma tonelada e ir de São Paulo a Buenos Aires num só dia.

Um pouco +

Artrópodes
Constituem o grupo de invertebrados mais importante em número de espécies. Este grupo está subdividido em várias classes, muitas das quais são conhecidas em todo o mundo. São eles os Aracnídeos, Miriápodes, Crustáceos e Insetos.
Imagine um ambiente nas profundezas do oceano há mais ou menos 600 milhões de anos. Nesse ambiente, milhares de pequenas criaturas com pares de pernas articuladas locomovem-se no lodo ou nadam nas grandes profundidades à procura de alimento. O fundo do mar era assim, com muitos desses pequenos animais chamados trilobitas.
Os trilobitas possuíam uma carapaça composta de calcário e quitina, brânquias localizadas nas pernas e duas antenas na cabeça. Seus olhos compostos eram como mosaicos que captavam luz com mais eficiência do que muitos animais de hoje.
Há cerca de 250 milhões de anos, apareceram outras espécies, descendentes dos antigos trilobitas. Algumas possuíam um par de antenas a mais que os trilobitas; outras, que não tinham antenas, eram semelhantes aos escorpiões atuais e atingiram até três metros de comprimento.
Alguns descendentes desses animais passaram a apresentar características que lhes permitiam sobreviver fora da água e invadiram o ambiente terrestre. Eram os prováveis ancestrais dos insetos, aranhas e escorpiões. O fóssil de inseto mais antigo que se conhece é o do colêmbolo, datado de 300 milhões de anos.

Os artrópodes, invertebrados que possuem pernas articuladas, ou “juntas” móveis, tem o corpo segmentado e dividido em cabeça, tórax e abdome. Em alguns deles pode ocorrer a fusão da cabeça com o tórax e, neste caso, o corpo é dividido em cefalotórax e abdome.
Possuem um esqueleto externo, denominado exoesqueleto. É o que se chama de “casca” na lagosta, no siri, no camarão, na barata, etc.
O exoesqueleto é resistente e limita o crescimento do animal. Assim, o exoesqueleto “velho” e limitante é trocado por um “novo” e “folgado”, que permite a continuidade do crescimento. Essa troca de exoesqueleto, que pode ocorrer várias vezes durante a vida do animal, é chamada de muda ou ecdise.

5754 – Pouca proteína engorda


Ficar esbelto pode não ser apenas efeito de encharcar malhas de ginástica ou correr de doces e massas. O segredo, sugerem cientistas americanos, estaria na maior produção de uma proteína ainda mal conhecida, a adipsina. Secretada pelas células gordurosas na circulação sanguínea, ela parece influenciar o metabolismo e o apetite. Pesquisas com ratos mostraram que a escassez de adipsina não só faz aumentar o apetite como também permite ao organismo operar queimando menos calorias- em suma, engorda por dois motivos. Ainda não se sabe se a falta de adipsina tem esse mesmo papel nefasto no homem. Tampouco se sabe se injeções de adipsina fazem perder peso. Os ratos dirão.

Um pouco +

A obesidade é um dos principais problemas de saúde pública. Indivíduos obesos são mais suscetíveis a desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes melito tipo 2. A obesidade resulta do aumento no tamanho e no número de adipócitos. O balanço entre adipogênese e adiposidade determina o grau de obesidade do indivíduo. Adipócitos maduros secretam adipocinas, tais como TNFα, IL-6, leptina e adiponectina, e lipocina, o ácido palmitoleico ω-7. A produção de adipocinas é maior na obesidade, o que contribui para o estabelecimento de resistência periférica à insulina. O conhecimento dos eventos moleculares que regulam a diferenciação dos pré-adipócitos e de células-tronco mesenquimais em adipócitos (adipogênese) é importante para o entendimento da gênese da obesidade.

5753 – Qual a função da água no corpo humano?


A água, que representa cerca de 70 por cento do peso de um homem, é indispensável à vida, pois exerce uma série de funções. Para citar apenas algumas: transporta alimentos, resíduos e sais minerais; lubrifica tecidos e articulações; conduz glicose e oxigênio para o interior das células; e regula a temperatura. Tudo isso é possível porque “a água é o solvente biológico universal, ou seja, permite que outros elementos reajam entre si, formando novos compostos”, explica um professor de Fisiologia da Santa Casa de São Paulo.

Um pouco +

Água, essência da vida

Água potável corresponde a toda água disponível na natureza destinada ao consumo e possui características e substâncias que não oferecem riscos para os seres vivos que a consomem, como animais e homens. A água, em condições normais de temperatura e pressão, predomina em estado líquido e aparentemente é incolor, inodora e insípida e indispensável a toda e qualquer forma de vida.
Essa água está disponível para toda a população, seja rural ou urbana, no ambiente rual não há o tratamento antecipado desse recurso, no entanto, nos centros urbanos quase sempre se faz necessário realizar uma verificação da qualidade e grau de contaminação, uma vez que nas proximidades das cidades os córregos e rios são extremamente poluídos.
A água potável, ou mesmo água doce disponível na natureza, é bastante restrita, cerca de 97,61% da água total do planeta é proveniente das águas dos oceanos; calotas polares e geleiras representam 2,08%, água subterrânea 0,29%, água doce de lagos 0,009%, água salgada de lagos 0,008%, água misturada no solo 0,005%, rios 0,00009% e vapor d’água na atmosfera 0,0009%.
Diante desses percentuais, apenas 2,4% da água é doce, porém, somente 0,02% está disponível em lagos e rios que abastecem as cidades e pode ser consumida. Desse restrito percentual, uma grande parcela encontra-se poluída, diminuindo ainda mais as reservas disponíveis.
Nessa perspectiva, a ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou uma nota com uma previsão de que até 2050, aproximadamente 45% da população não terá a quantidade mínima de água.
No mundo subdesenvolvido, cerca de 50% da população consome água poluída; em todo planeta pelo menos 2,2 milhões de pessoas morrem em decorrência de água contaminada e sem tratamento. Segundo estimativas, existem atualmente cerca de 1,1 bilhão de pessoas que praticamente não tem acesso à água potável, bem comum a todo ser humano.
A poluição é um dos maiores problemas da água potável, uma vez que diariamente os mananciais do mundo recebem dois milhões de toneladas de diversos tipos de resíduos.
Nessa questão, quem mais sofre tais reflexos são as camadas excluídas que vivem em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

5752 – O que é a cronobiologia?


Os seres vivos também se adaptaram ao vaivém diário de luz e escuridão. Se há plantas que reservam para a fotossíntese os horários em que a luz é ideal, as abelhas por sua vez deixam seus vôos para quando as flores liberam mais pólen – algo que elas percebem como uma diferença na luminosidade do ambiente.
Em todas as espécies há fenômenos semelhantes por se repetirem de tempos em tempos com a regularidade de um relógio ou calendário. Os seres humanos não são exceção: também entram na dança dos chamados ritmos biológicos. Sair para o trabalho em determinada hora, almoçar sempre por volta do meio-dia, descansar ao menos um dia por semana – todas as pessoas têm noção dos ritmos necessários ao funcionamento da vida em sociedade. Mas poucos percebem a rotina interna do organismo, onde cada função tem um ritmo próprio, determinando, por exemplo, momentos do dia em que nos sentimos mais dispostos e outros em que – asseguram os cientistas – ficamos mais vulneráveis a doenças.
Tais ritmos são estudados pela cronobiologia, área das ciências médicas e biológicas que foi reconhecida oficialmente em 1960. Mas, na verdade, o primeiro cientista a suspeitar da existência de autênticos relógios biológicos foi um astrônomo – o francês Jean-Jacques De Mairan, que, em 1729, observou que uma planta – a mimosa-sensitiva – ao lado do seu telescópio abria conforme a luminosidade. Intrigado, levou o vaso para o porão, dentro de um baú. De Mairan verificou que mesmo nessas condições de total escuridão a planta continuava a se movimentar como se acompanhasse o dia e a noite. O astrônomo relatou a experiência à Academia de Ciências de Paris, que a tratou – e o seu autor – com soberano desprezo.
Afinal, para os cientistas da época os ritmos biológicos apenas deviam refletir as mudanças ambientais e não, como se acredita hoje, se manifestar em sincronia com elas.
A luz, porém, é de longe o sincronizador mais poderoso para a maioria dos seres vivos. Impressionadas pela luminosidade, as células da retina disparam através dos nervos óticos uma mensagem elétrica que alcança o hipotálamo, na base do cérebro. Além de comandar as glândulas do organismo, o hipotálamo possui um pequeno núcleo onde se localiza o relógio biológico, considerado essencial à manutenção dos ritmos. A luminosidade do dia impede de trabalhar a glândula pineal, localizada na área dorsal do cérebro e comandada pelo hipotálamo. Desbloqueada à noite – pois a luz artificial é muito fraca para produzir o mesmo efeito -, ela começa a liberar um hormônio, a melatonina, que, além de induzir o sono, age como uma espécie de mestre-sala para todos os ritmos biológicos.

5751 – Arborizando Marte


O projeto é digno das melhores histórias de ficção científica, mas os especialistas em ciência planetária juram que teoricamente é possível. Trata-se de tornar a atmosfera de Marte, composta quase exclusivamente do venenoso dióxido de carbono, parecida com a da Terra- e assim permitir a sua colonização pelos homens. Segundo sugeriu o cientista soviético Genrich Avanisov numa conferência sobre pesquisa espacial realizada em Washington, seria preciso espalhar no planeta vermelho toneladas de algas verde-azuis, microorganismos que há bilhões de anos geraram pela fotossíntese o oxigênio que aos poucos se tornou um dos principais componentes da atmosfera terrestre.
Para agüentar a temperatura marciana, que pode chegar a 120 graus negativos no inverno, as algas teriam de passar por complexas mutações- um desafio para os especialistas em engenharia genética. Para o biólogo Robert Bender, da Universidade de Michigan, “isso não só é possível como pode ser feito em breve”. O plano tem apenas um inconveniente: a transformação do ar marciano levaria algo como 2 mil anos.

5750 – O que são estrelas cadentes?


São fenômenos luminosos que ocorrem na atmosfera, decorrentes do atrito e da vaporização de corpos sólidos vindos do espaço, os chamados meteoróides. Quando estes penetram na atmosfera, a velocidade de até 250 mil quilômetros por hora, se desintegram, dando origem a um rastro luminoso e ionizado, de curta ou longa duração, os meteoros ou estrelas cadentes. Numa noite escura, com o céu muito limpo, pode-se observar, com alguma sorte, mais de dez estrelas cadentes por hora, às vezes acompanhadas de explosões semelhantes a um trovão abafado. Os meteoros que não se desintegram e atingem o solo recebem o nome de meteoritos.

5749 – De onde vem o colesterol?


O nível de colesterol no sangue aumentade acordo com a quantidade de gorduras saturadas ingeridas. O organismo produz colesterol a partir de gorduras, qualquer que seja a quantidade de colesterol ingerida. Muitos alimentos não contém colesterol, mas são ricos em gorduras saturadas e, portanto aumentam o nível de coleterol no sangue. O fígado produz quase todo o colesterol do organismo, através do metabolismo das gorduras digeridas. Para evitar o aumento de colesterol no sangue, é preciso reduzir o consumo de alimentos que contém colesterol e gorduras, ela começa no estômago e continua nos intestinos. Os ácidos graxos e o glicerol liberados pelos alimentos gordurosos e ricos em colesterol são absorvidos pela parede dos intestinos passando diretamente para os vasos linfáticos e, portanto, para a corrente sanguínea, onde são levados para o fígado. Outros fatores que influenciam no colesterol são características genéticas e a forma física.

5748 – Biologia – O Atum


O atum

Da família dos escombrídeos, subfamília dos tunídeos, o atum se subdivide em treze espécies de características assemelhadas, mas só uma de qualidades superpreciosas de sabor e capacidade nutritiva. Atum-verdadeiro, só três: na ciência, o Thunnus.thynnus,o T. alalunga e o Euthynnus pelamis, peixes com peculiaridades que apenas recentemente a Biologia marinha conseguiu descobrir: as razões da sua competência, da cor e do paladar diferenciados da sua carne estão no fato de o atum-verdadeiro – ao contrário de quase todos os seus parceiros subaquáticos, possuir muito sangue – e sangue quente.
Os pescados em geral têm a carne branca precisamente por falta de hemoglobina. E quase todos desperdiçam calor, através das suas guelras, no processo de respiração. O atum-verdadeiro, todavia, consegue manter o ardor interno graças a uma admirável circunstância metabólica que lhe permite usar também os músculos do corpo na coleta e na filtragem do oxigênio à sua disposição nos oceanos. Um processo exatamente igual, embora de resultado invertido, àquele que move os aparelhos de ar-condicionado ou mesmo os refrigeradores domésticos.
Ocorre que as suas células musculares contêm fartos reservatórios de carboidratos, os reguladores da energização dos organismos vivos. Por meio de um sistema de trocas, que a Física explica bem, a energização dos músculos do corpo do atum-verdadeiro eleva e mantém alta a sua temperatura circulatória.
Pena que, na gastronomia, tanta gente confunda os Thunnus e o Euthynnus pelamis com seus primos mais pobres e muito menos eficientes. Para entender as razões, é necessário descrever os peixes e as suas características primordiais. O T. thynnus, que os americanos chamam de bluefin e os brasileiros de albacora azul, se assemelha muito ao T. alalunga, à albacora-branca ou yellowfin. Os seus formatos são quase idênticos. O T. thynnus.apenas ostenta uma nadadeira dorsal em tom de anil-brilhante, contra o quase dourado do T. alalunga, que, por sua vez, exibe uma nadadeira lateral muito comprida, daí a razão do seu apelido latino.
Dezenas de pescadores lançam ao mar sardinhas vivas e as suas varas poderosas em cujos anzóis apenas se dependuram pequenos tubos flexíveis e vazados, caninhos de plástico branco. Com o movimento das embarcações e com a ajuda de um esguicho de água, o atum-verdadeiro confunde o brilho com a correria dos peixes-voadores e abocanha os anzóis. Curiosamente, o bicho não reage como um marlim ou um espadarte, espetaculares no esporte da pesca oceânica.

5747 – Qual a origem da gravata?


As primeiras gravatas surgiram em Roma, no século 1 a.C. Nos dias mais quentes, os soldados romanos, para se refrescarem, usavam a focale, uma espécie de cachecol úmido amarrado no pescoço. Apesar de muito prática, a gravata romana não virou moda. A gravata moderna teve de esperar mais de dezoito séculos para cair no gosto popular e também está associada a outro costuma militar. Em 1668, um regimento de mercenários croatas a serviço da Áustria apareceu na França usando cachecóis de linho e de musselina. Os franceses, com sua característica preocupação com o vestuário, adotaram o cachecol iugoslavo e logo começaram a aparecer em público – homens e mulheres – usando gravatas. Eram modelos de linho de renda, com nós no centro e longas pontas soltas. Os franceses passaram chamar seus lenços de pescoço de cravate (gravata, em português) porque essa palavra significa também croata em francês.

5746 – Mega Cronologia – Mais invenções e descobertas da Era Moderna


1859 – Evolução das espécies – Os ingleses Charles Darwin (1809-1882) e Alfred Wallace (1823-1905) concluíram que as espécies evoluem não pela herança dos caracteres de seus antecedentes, mas pela seleção natural e pelas mutações ao acaso. Nesse ano, Darwin publicou sua obra destaque sobre a Origem das Espécies.
1865 – O monge austríaco Gregor Johann Mendel (1822-1884) criava a idéia de gene, criando diferentes tipos de ervilha, que nasciam dos sucessivos cruzamentos.
1865 – Até o escocês James Maxweel (1831-1879), o Universo exibia 3 forças: a Gravidade, o Magnetismo e a Eletricidade. O físico inglês demonstrou que as duas últimas contituíam uma única força.
1867 – Luta de classes – O filósofo alemão Karl Marx, (1818-1883) publicava “O Capital”, afirmando que o que movia as sociedades era a luta de classes. Tal teoria fundamentou os governos comunistas do século 20 e até hoje é usada para explicar a história da humanidade.