5745 – Supercondutor de Prata


O esforço de pesquisa na área dos supercondutores geralmente focaliza os matérias de que se fazem as cerâmicas ou compostos metálicos para conduzir eletricidade sem perdas a temperaturas cada vez mais altas.Há, no entanto, quem busque outros caminhos.Há pouco, pesquisadores americanos anunciaram um novo processo de criação de material supercondutor.Usando uma técnica de oxidação, os processo associa as partes metálicas da cerâmica a um metal nobre, como a prata. O método, promove o casamento das propriedades elétricas das cerâmicas com as propriedades mecânicas do metal. O resultado é um material mais maleável, que não esfarela, e por isso mesmo pode tomar a forma de películas, fios, fitas e cabos. O processo, aparentemente, não proporciona nenhum ganho em matéria de temperatura para obter a supercondutividade à temperatura ambiente continua sendo ainda o santo graal dos pesquisadores.

5744 – Por que os pólos magnéticos da Terra não coincidem com os pólos geográficos?


Em 1600, o médico e físico inglês William Gilbert (1544-1603) descobriu que o globo terrestre tinha as mesmas características magnéticas de um ímã. Foi ele quem concluiu que uma bússola se alinha na direção norte-sul por ser esta a direção aproximada do eixo magnético da Terra. Os pontos em que esse eixo corta a superfície terrestre não são fixos; os chamados pólos geomagnéticos distam cerca de 800 quilômetros dos pólos geográficos. Atualmente, a teoria mais aceita para explicar a geomagnetismo é a do físico alemão Walter Maurice Elsasser, nascido em 1904. Ele afirmou que o campo magnético da Terra é gerado por correntes elétricas que fluem no núcleo metálico e líquido do planeta. A movimentação desse líquido, ao fazer com que a s correntes elétricas mudem de direção constantemente, causaria a variação do campo magnético.

5743 – Como surgiu a Continência?


A saudação militar conhecida como “bater continência” surgiu na Idade Média: era um sinal de respeito na presença dos soberanos. Diante do rei, os cavaleiros, que se protegiam com enormes armaduras, eram obrigados a se identificar. Para isso, tinham de erguer a viseira do elmo, o capacete medieval, com a ponta dos dedos da mão direita. O gesto era também um sinal de paz, porque com a mão no elmo o cavaleiro não poderia sacar a espada – e assim evitava reações hostis. Com o tempo esse costume espalhou-se também entre os membros de um mesmo exército: a mão levada à testa era o início de um aceno amigável; servia também como uma espécie de senha, pois tinha muitas variações para confundir os inimigos. Os militares franceses, por exemplo, até hoje cumprimentam-se com a palma da mão voltada para a frente; já os brasileiros batem continência à prussiana, com a palma da mão para baixo.

5742 – Medicina – O que é incontinência?


Incontinência ao pé da letra é a falta de controle. Mas em medicina existem 2 tipos, a fecal e a urinária.
A incontinência fecal é a perda do controle sobre os intestinos, resultando na passagem involuntária das fezes. Ela pode variar de um vazamento ocasional das fezes até a perda total do controle sobre os movimentos intestinais, resultando na incapacidade de reter as fezes voluntariamente.
A incontinência fecal pode ter diversas causas, incluindo:
• Lesões dos músculos do esfíncter anal
• Comprometimento dos nervos do esfíncter anal
• Perda da capacidade de armazenamento no reto
• Diarréia grave

Veja a seguir alguns dos fatores que podem causar disfunção dos nervos do esfíncter anal ou diarréia grave resultando em incontinência fecal:

• Sedação
• Altas doses de antibióticos
• Alimentação por sondas
• Paralisia
• Coma

A incontinência fecal pode ser dividida em quatro categorias principais de consistência das fezes:

• Líquidas
• Semilíquidas
• Moles
• Sólidas

Destes tipos, a enfermagem descreve as fezes líquidas e semilíquidas como as mais difíceis de lidar por que:

• A maioria é irritante para a pele
• A maioria é de difícil de limpar
• Existem grandes possibilidades de disseminação de infecções
• Demandam muito tempo para controlar

De forma geral a incontinência urinária (ou IU) ocorre quando, a pressão dentro da bexiga excede aquela que se verifica dentro da uretra ou seja há um aumento considerável da pressão para urinar dentro da bexiga, isso ocorre durante a fase de enchimento do ciclo de micção.
É definida como a perda involuntária de urina, provocando por vezes certo constrangimento à pessoa.
A incontinência urinária também pode ser designada de Enurese. E ocorre com certa frequência à noite, principalmente entre os idosos.
Dia 14 de Março é considerado o Dia Mundial da Incontinência Urinária
Existem vários tipos de IU. Os três mais comuns são:

Bexiga hiperativa, causada por contrações inadequadas do músculo detrusor durante a fase de armazenamento do ciclo miccional – Processo inical anterior ao ato de urinar;
Incontinência de esforço, relacionada com a disfunção do esfíncter uretral, ou seja um afrouxamento muscular do esfíncter;
Incontinência mista, que resulta da combinação destas duas situações.
Há outros tipos de IU que incluem:

Incontinência de sobrefluxo – Quando o excesso de urina normalmente retido na bexiga, sai involuntáriamente;
Gotejamento pós-miccional – Causado em parte por disfunção do esfíncter;
Incontinências diurna e noturna (enurese noturna), nas crianças – Ocorre com maior frequencia em crianças devido a um estado emocional de insegurança por exemplo ou inflamação da bexiga.
A incidência é variada, em ambos os sexos e idade, porem o fato de ocorrer com maior incidencia em pessoas idosas, não significa em ser essa uma doença de idoso, pois também ocorre muito frequentemente em crianças.
Consiste numa assistência médica por parte de um urologista, que diagnosticará a doença e aplicará a forma de tratamento mais adequada. Podendo em alguns casos haver a necessidade de intervenção de um Fisioterapeuta e Psicólogo.
Podem ser usadas as peças de roupa Retex como solução paliativa, para a convivência, assim como durante o processo de tratamento da Incontinência Urinária.

5741 – Babuíno aprende a ‘ler’ em experimento


Folha Ciência

Babuínos não falam inglês, é óbvio. Mas cientistas na França conseguiram treinar meia dúzia deles para que reconhecessem quando letras na tela de um computador formavam uma palavra de verdade e quando eram só sequência sem sentido.
Ao ler, uma pessoa usa dados sobre o posicionamento das letras em uma palavra, a “informação ortográfica”, para ter acesso aos sons e ao sentido, dizem Jonathan Grainger e seus colegas da Universidade Aix-Marseille, em Marselha, na França.
Eles queriam saber se o processamento da informação ortográfica poderia ser feito mesmo na ausência de conhecimento linguístico. E foram atrás de primatas com boas habilidades visuais, mas sem conhecimento da linguagem humana.
Os babuínos foram treinados para usar telas de computador sensíveis ao toque. Diante deles apareciam palavras sempre com quatro letras (por exemplo: “wasp”, vespa) ou então combinações artificiais de quatro letras que não eram palavras.
Os macacos passavam por sessões de teste que incluíam 25 apresentações de uma nova palavra, 25 palavras já aprendidas e 50 pseudopalavras. Se acertassem uma palavra, recebiam uma recompensa de comida.
Após o treino, os bichos alcançaram precisão em torno de 75% nos testes.
A descoberta explode uma noção antiga entre os linguistas e biólogos: a de que a capacidade de reconhecer palavras seria inseparável da linguagem. Aparentemente, reconhecer combinações de objetos visuais em sequências é algo que pode ter surgido na evolução bem antes de os seres humanos divergirem de seus ancestrais comuns com outros primatas.
Comentando o estudo na mesma edição da “Science”, Michael Platt e Geoffrey Adams, da Universidade Duke (EUA), lembram a hipótese de que circuitos cerebrais teriam evoluído para servir a um fim e depois teriam sido “reciclados” para novas funções.