5735 – Enciclopédia


É uma palavra que deriva do grego : en, em , kuklus, círculo, e paideia, instrução. Primitivamente, empregou-se esta palavra para designar a obra que reunia o conjunto dos vários ramos do saber humano e, portanto, vinha a ser uma espécie de repositório de tudo quanto se sabia. O presente artigo pretende retomar a história da enciclopédia a partir do século XVIII ( já que existem obras de caráter enciclopédico desde o século V a.C.) para mostrar sua importância não só enquanto fonte de pesquisa ou de esclarecimentos a respeito de vários assuntos, mas principalmente como símbolo de uma época de avanço intelectual que até então o ser humano não havia experimentado.
Na Antigüidade e na Idade Média, praticamente tudo era concebido e explicado através da fé. Na Idade Média, em que Deus era a medida de todas as coisas, a Ciência esbarrava em lendas e crendices que a impossibilitavam de progredir. Até o poder absoluto dos reis era endossado pela idéia de que tal autoridade vinha de Deus (era de origem divina ) e que, por isso, os reis não deveriam prestar contas ou satisfações de seus atos aos seus súditos, que, por sua vez, teriam de obedecer ao seu rei sem restrições. Toda sorte de arbitrariedades eram cometidas e os opositores desse sistema em que o Estado era o rei – o Absolutismo – eram encarcerados, torturados e até mortos, já que representavam um perigo para a paz e para a ordem social.
No século XVII, Descartes, filósofo francês, desenvolveu o RACIONALISMO, posição metodológica que partia do princípio de que tudo deveria ser compreendido pela razão: o que não poderia ser reconhecido pela racionalidade humana deveria ser desprezado. “Penso, logo existo”, concluiu Descartes, estabelecendo a primazia da razão, o privilégio do ser humano por ser dotado de uma inteligência que precisava ser usada de maneira sistemática, lógica. O racionalismo cartesiano constituiu-se num novo método utilizado pelos filósofos tanto na produção de novos saberes, quanto na reformulação de saberes que até então tinham a fé como alicerce. Além disso, esses filósofos pretendiam dar um novo enfoque ao estudo da sociedade: se os homens, na vida em sociedade, precisavam ser governados por alguém, o racional seria que fosse alguém da sua escolha, um grupo que representasse, no exercício do poder político, os interesses de todas as classes sociais e não alguém com poder absoluto, que fazia e desfazia as leis de acordo com sua vontade, privilegiando apenas a si e aos seus. O racional, assim, era acabar com o Absolutismo (sistema também alicerçado pela fé) e dar aos indivíduos a liberdade de escolha de seus representantes no poder: era implantar o Liberalismo.
O movimento filosófico contrário ao Absolutismo ficou conhecido como ILUMINISMO, reunindo os mais significativos pensadores da época, que sob o paradigma da racionalidade, promoveram muitas revoluções (dentre elas a Revolução Francesa), principalmente uma REVOLUÇÃO INTELECTUAL que culminou com a produção de grande quantidade e qualidade de saberes, de tal forma que foi preciso reuni-los numa grande obra (a ENCICLOPÉDIA) e de tal forma que o século XVIII ficou conhecido na História como o SÉCULO DAS LUZES.
Em 1746, inspirados na Enciclopédia ou Dicionário de Artes e Ciências do inglês Ephraim Chambers, o filósofo, romancista e crítico literário Denis Diderot e o matemático Jean le Rond d’Alembert resolveram elaborar essa grandiosa obra que reuniria todo o saber acumulado até e a partir de então, que contaria com a colaboração de diversos filósofos, escritores e cientistas. Assim nasceu a Enciclopédia ou Dicionário Racional das Ciências, das Artes e dos Ofícios, que reuniu mais de 160 intelectuais (por exemplo: Condillac, Condorcet, Holbach, Buffon, Turgot, Quesnay, Voltaire, Montesquieu, Rousseau, etc) para sua elaboração e alcançou um total de 28 volumes publicados no decorrer de 21 anos (1751-1772). Sintetizar criticamente as informações foi a diretriz básica dessa obra iluminista que se tornou um marco na história do pensamento, já que substituiu a alienação e a ignorância pelo pensamento crítico.

5734 – Mega Cronologia – Principais inventos e descobertas da era moderna


1054 – Explosão estelar
Povos antigos já notavam, no céu, o surgimento de estrelas muito brilhantes. Mas a ciência considera que é de astrônomos chineses o primeiro registro sério de uma supernova — explosão de uma estrela —, em 1054. Tudo o que resta no local do desastre é a Nebulosa do Caranguejo.
1150 – Universidade
É fundada a primeira universidade do mundo, em Bolonha, na Itália. A criação da instituição dá à Europa o impulso intelectual que desembocaria no Renascimento, no século XIV, e na Revolução Científica, entre os séculos XVI e XVII.
1202 – Algarismos arábicos
O matemático italiano Leonardo Fibonacci (c.1170-1240) troca os incômodos algarismos romanos pelos arábicos. A facilidade que isso trouxe para os cálculos resultaria no avanço da álgebra e, por conseqüência, da tecnologia.
1268 – Óculos
O inglês Roger Bacon (c.1220-c.1292) constrói as primeiras lentes de cristal para corrigir distorções da visão. A invenção de Bacon demoraria mais de 100 anos para se tornar prática. Em 1784, o americano Benjamin Franklin inventaria os óculos bifocais.
1269 – Bússola magnética
O engenheiro francês Petrus Peregrinus de Maricourt descreve pela primeira vez uma bússola em que uma agulha imantada bóia sobre um líquido. Apesar de já ser conhecida dos chineses há séculos, a bússola só passa a ser construída a partir dessa descrição.
1288 – Relógio
Desde o início da civilização, o homem usou a água, a areia ou o sol para marcar as horas. Até a criação do relógio mecânico, que marca as horas mesmo à noite. A instalação do relógio mecânico na Abadia de Westminster, em Londres, Inglaterra, marca uma nova era na contagem do tempo.
1440 – Leis da perspectiva
O arquiteto italiano Leon Battista Alberti (1404-1472) cria a teoria que dá profundidade e proporções reais a desenhos e pinturas. Sua obra Dez Livros sobre Arquitetura tem profundo impacto no traçado das cidades a partir do século XVI.
1450 – Caravela
A exploração do mundo deve muito a essa invenção portuguesa. Comparadas com as demais embarcações da época, as caravelas são rápidas, seguras e resistentes. Elas abrem os caminhos para as Índias e trazem os europeus à América.
1454 – Imprensa
A impressão com tipos móveis se originou na China, entre 1041 e 1048. Mas foi o alemão Johannes Gutenberg (1400-1468) quem criou os tipos fundidos em metal e a tinta que aderia ao papel. Naquele ano, ele imprimiu a Bíblia, em latim, em Mainz, na Alemanha.
1492 – Globo terrestre
O alemão Martim Behaim (1459-1507) cria a primeira representação do planeta respeitando sua forma real. Como a América só seria descoberta naquele ano, falta ali o novo continente.
1543 – Atlas de anatomia
O médico italiano Andreas Vesalius (1514-1564) publica seus Sete livros sobre a Estrutura do Corpo Humano. Até então, a anatomia — fudamental para a medicina — dependia da curiosidade de amadores.
1543 – A Terra ao redor do Sol
O teólogo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543) publica Sobre as Revoluções dos Orbes Celestes, explicando que a Terra gira em torno do Sol. A idéia dá novo rumo às ciências naturais.
1556 – Mineralogia
Os metais são usados desde a pré-história. Mas é a publicação póstuma do tratado Sobre os Metais que marca o surgimento da mineralogia. Nele, o alemão Georgius Agricola (1494-1555), discorre sobre os diferentes metais e suas propriedades.
1572 – Medidas do céu
O astrônomo dinamarquês Ticho Brahe (1546-1601) observa uma supernova. Também mostra que os cometas não são fenômenos atmosféricos, comose pensava. Suas observações serviriam para que Kepler descobrisse as leis do movimento dos corpos celestes.
1580 – Ciência no Novo Mundo
O matemático inglês Thomas Harriot (1560-1621) e o metalurgista Joachim Ganz montam o primeiro laboratório científico na América. Eles queriam detectar a presença de prata e ouro nos minérios.
1582 – Revisão do calendário
O papa Gregório XIII (1502-1585) e um conselho presidido pelo matemático alemão Christovam Clavius (1538-1612) criam um novo calendário para corrigir uma distorção na contagem do tempo. Naquele ano, do dia 4 de outubro pulou-se para 15 de outubro.
1589 – Moinho de vento
O moinho já é usado pelos agricultores quando o italiano Agostino Ramelli (1531-c.1600) faz o primeiro projeto completo do artefato, na obra Livro de Diversas e Artificiosas Máquinas. A obra levou mais gente a construir moinhos.
1591 – Símbolos em matemática
Até que o francês François Viète (1540-1603) começasse a representar quantidades por letras nas equações, como a + b = c, a matemática européia era escrita com palavras. Imagine a confusão que seria fazer cálculos complicados se não fosse essa substituição.
1610 – Telescópio
O italiano Galileu Galilei (1564-1642) aponta para o céu sua recém-inventada luneta e descobre os quatro maiores satélites de Júpiter.
1610 – Órbitas dos planetas
O alemão Johannes Kepler (1571-1630) prova que as órbitas dos planetas em torno do Sol não são circulares, mas elípticas, e que têm velocidade variável. Meio século depois, Newton mostraria que tais órbitas são conseqüência das leis fundamentais da física.
1623 – Máquina de calcular
O alemão Wilhelm Schickard (1592-1635) constrói uma calculadora mecânica capaz de somar, subtrair, multiplicar e dividir. Só em 1820 o francês Charles Xavier Thomas de Colmar criaria a primeira máquina de calcular comercial.
1623 – Máquina de calcular
O alemão Wilhelm Schickard (1592-1635) constrói uma calculadora mecânica capaz de somar, subtrair, multiplicar e dividir. Só em 1820 o francês Charles Xavier Thomas de Colmar criaria a primeira máquina de calcular comercial.
1637 – Geometria analítica
O francês René Descartes (1596-1650), mais conhecido como fundador da filosofia moderna, faz o casamento entre a geometria e a álgebra, descobrindo como construir gráficos a partir de equações matemáticas.
1652 – Cálculo de probabilidades
Muito interessado em jogos de azar, o filósofo e matemático francês Blaise Pascal (1623-1662) cria fórmulas para avaliar as chances de um evento ocorrer. O cálculo das probabilidades é usado em vários ramos do conhecimento hoje.
1652 – Cálculo de probabilidades
Muito interessado em jogos de azar, o filósofo e matemático francês Blaise Pascal (1623-1662) cria fórmulas para avaliar as chances de um evento ocorrer. O cálculo das probabilidades é usado em vários ramos do conhecimento hoje.
1665 – Células
O físico inglês Robert Hooke (1635-1702) publica os primeiros desenhos de células observadas ao microscópio, disparando as pesquisas sobre as unidades fundamentais da vida.
A partir da segunda metade do século XVII, a ciência se aproxima cada vez mais da tecnologia e olha para além daquilo que a vista enxerga.
1683 – Microscópio
O holandês Antoine van Leeuwenhoek (1632-1723) aperfeiçoa o instrumento e passa a empregá-lo sistematicamente no estudo da biologia. Naquele ano, ele publica a primeira descrição de uma bactéria.
1687 – Lei da gravidade
O físico inglês Isaac Newton (1642-1727) publica sua grande obra, Princípios Matemáticos da Filosofia Natural, reunindo conhecimento físico e rigor matemático. Ali, Newton descreve a lei da gravidade.
1705 – Órbita dos cometas
O inglês Edmund Halley (1656-1742) compara a trajetória de 24 bólidos que surgiram no céu entre 1337 e 1698 e demonstra que algumas aparições eram de um único corpo que voltava periodicamente. O cometa Halley, descoberto por ele, passou por aqui, da última vez, em 1986.
1712 – Máquina a vapor
O inventor da máquina a vapor não é o escocês James Watt (1736-1819). Mas é ele que aperfeiçoa a engenhoca criada por Thomas Newcomen. Seja como for, a máquina traz a Revolução Industrial.
1714 – Cálculo da longitude
Os navegadores guiavam-se pelas estrelas para saber se estavam rumando para o norte ou para o sul. Mas não tinham como conhecer sua posição em relação ao leste ou oeste. O inglês John Harrison (1693-1776) cria um relógio preciso que resiste ao balanço dos navios. Assim, os navegantes determinam seu fuso horário e sua posição.
1735 – Classificação dos seres vivos
O botânico sueco Carl von Linneé, ou Lineu (1707-1778), publica sua obra Sistema da Natureza, com a classificação dos vegetais. Mais tarde, Lineu classifica também os reinos animal e vegetal.
1751 – Eletricidade
Ao estudar os raios, o político e cientista americano Benjamin Frankin (1706-1790) propõe a existência de dois tipos de eletricidade, a positiva e a negativa — o que hoje se chama carga. A descoberta resulta no pára-raio.
1751 – Enciclopédia
O primeiro volume da Enciclopédia ou Dicionário Racional da Ciência, publicado em 28 de junho pelos franceses Denis Diderot (1713-1784) e Jean d’Alembert (1717-1783), é a primeira tentativa de se reunir todo o conhecimento num só lugar.
1776 – Oferta e procura
Surge a teoria de que o mercado se regula por duas forças antagônicas — a de quem oferece e a de quem busca —, apresentada pelo economista escocês Adam Smith (1723-1790) no livro A Riqueza das Nações.
1777 – Oxigênio
O francês Antoine-Laurent Lavoisier (1743-1794) lança os fundamentos da química orgânica ao estudar como os átomos de oxigênio se combinam com outros para formar moléculas importantes para a vida terrestre. É dele a frase “Na natureza, nada se cria, nada se destrói; tudo se transforma”.
1781 – Leis do pensamento
O filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) publica o livro Crítica da Razão Pura, propondo que existe uma classe de conhecimentos que constituem verdades que não dependem de comprovação e que são necessárias para a compreensão do mundo.
1797 – Torno
O engenheiro Henry Maudslay (1771-1831) aperfeiçoa o torno mecânico, utilizado na Europa desde o século XVI. Ele cria um mecanismo que mantém a ferramenta firme durante o trabalho, aumentando enormemente sua precisão.
1800 – Bateria elétrica
O físico italiano Alessandro Volta (1745-1827) faz uma corrente elétrica passar por um fio entre uma barra de zinco e outra de cobre, mergulhadas em dois recipientes com água salgada. Está criada a bateria elétrica.
1809 – Hereditariedade
O naturalista francês Jean-Baptiste de Monet (1744-1829), Cavaleiro de Lamarck, sugere que os animais transmitem a seus descendentes características adquiridas pelo uso. Darwin derrubou essa idéia, mas ela é usada ainda para explicar a transmissão de cultura.
1821 – Informática
O primeiro a sonhar com o computador foi o matemático inglês Charles Babbage (1791-1871). Ele projeta um equipamento que receberia instruções por meio de cartões perfurados e guardaria os resultados das operações numa memória. A máquina jamais foi construída.
1826 – Sociologia
O francês Auguste Comte (1798-1857) se convence de que era possível estudar as sociedades como se estudam física e biologia. Cria a sociologia a partir de seu sistema de filosofia positiva.
1829 – Geometria não-euclidiana
O matemático russo Nikolai Lobachevsky (1792-1856) desafia a geometria do grego Euclides, em 300 a.C., e funda uma nova disciplina em que é possível fazer passar infinitas retas paralelas por um único ponto. Essa geometria estranha está por trás de teorias físicas modernas, como a da relatividade.
1835 – Telégrafo
Os americanos Joseph Henry (1797-1878) e Samuel Morse (1791-1872) desenvolvem o primeiro telégrafo.
1839 – Fotografia
O francês Loius-Jacques-Mandé Daguerre (1787-1851) é o pai dessa invenção, que modificou a compreensão da história, a ciência e os costumes de toda a humanidade. Em 1888, o americano George Eastman criaria a câmera de filme em rolo, a primeira Kodak.
1839 – Leis do eletromagnetismo
O inglês Michael Faraday (1791-1867) elabora a teoria de que a eletricidade e o magnetismo criam os chamados campos magnéticos em torno de ímãs e correntes elétricas.
1842 – Anestesia
Nesse ano, o médico americano Crawford Long (1815-1878) usa pela primeira vez o éter como anestésico geral durante uma cirurgia.
1843 – Termodinâmica
O alemão Hermann von Helmholtz (1821-1894) unifica os estudos anteriores sobre o calor e elabora a primeira lei da termodinâmica, segundo a qual a energia não pode ser criada nem destruída.
1848 – Zero absoluto
O irlandês William Thomson, Lorde Kelvin (1824-1907), determina até que ponto um corpo pode se resfriar. O zero absoluto — a temperatura na qual todas as partículas param de vibrar — é de 273,15 graus Celsius negativos.
1854 – Sistema binário
Ao criar um sistema de numeração usando apenas os algarismos zero e um, o inglês Geoge Boole (1815-1864) não imaginou que isso seria a chave da computação. Para os computadores atuais, números e caracteres são escritos assim: o dois é 10, o três, 11 e o quatro, 100.

5733 – Uma esponja a gás


Imagine um material transparente, cem vezes mais isolante do que o vidro e quase tão leve quanto o ar. Pois esse material existe, chama-se aerogel e começa a ser fabricado por uma empresa sueca. Ao microscópio, parece uma esponja, por causa dos espaços existentes entre suas moléculas. A olho nu, é pastoso como gelatina. O que os fabricantes suecos fizeram foi simplesmente substituir por gás carbônico o líquido do gel, que representa 99 por cento do seu volume. O aerogel já está sendo testado para ocupar o lugar dos plásticos que envolvem as células fotovoltaicas em painéis solares e no aquecimento de água de turbinas. Mas esperam-se aplicações ainda mais sofisticadas. O Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN), em Genebra, por exemplo, pretende usar o aerogel num de seus laboratórios de radiação.

5732 – Vacina contra gravidez para ambos os sexos


O anticoncepcional do futuro será uma vacina contra o espermatozóide, que poderá ser tomada por homens e mulheres, Essa idéia de pesquisadores escoceses surgiu da observação de que há pessoas estéreis porque produzem anticorpos contra o espermatozóide. Ao menos com porquinhos-da-índia já se conseguiram resultados positivos. Os pesquisadores isolaram uma pro teína no espermatozóide dos animais, a qual, durante a fecundação, tem o papel fundamental de perfurar a membrana que envolve o óvulo.
Machos e fêmeas receberam uma injeção dessa proteína, chamada PH-20, passando a produzir anticorpos que se encaixam no espermatozóide como peças de um quebra-cabeça. Resultado: os espermatozóides não conseguem penetrar no óvulo. Portanto, os machos vacinados passaram a produzir espermatozóides incapazes de fecundar; as fêmeas vacinadas, por sua vez, têm anticorpos que bloqueiam os espermatozóides, unindo-se à PH-20. A vacina anticoncepcional parece reversível, pois os bichos voltaram a ser férteis num prazo de seis a quinze meses. Os pesquisadores procuram, agora, o equivalente da proteína PH-20 no espermatozóide humano.