5707 – Tecnologias Obsoletas – O Vídeo K7



Foi a maravilha do início da década de 1980, mas que em pouco tempo se tornaria obsoleto.
Nada de projetores ou telas. Basta ligar a TV e colocar no vídeo e fita VHS. A fita gira enrolada em volta de um cilindro rotativo com 1, 2 ou 4 cabeçotes rotativos para a gravação e reprodução. Trilhas oblíquas constituem a pista de vídeo. É dotada também de pista de áudio e outra para controle da imagem.O complicadíssimo invólucro da fita, que por fora parecia simples, era constituído por vário componentes mecânicos, alguns fixos, outors móveis. Recomenda-se não abri-la.Tanto as molas quanto as lâminas podem saltar para fora e a fita ser destruída.

Não abra! É uma caixinha de surpresas.

As emissoras de TV vivem de informação imediata, cuja transmissão exige economia e rapidez, por isso, o processo convencional de filmagens com câmeras e toda a parafernália é lento e oneroso. A solução na época foi compatibilizar os sinais de câmera, através de dispositivos adequados, ao gravador de vídeo. Mas hoje nada mais disso é necessário e as gravações são digitais.
Vimos em outro capítulo que as cabeças de vídeo giravam em sentido contrário a´fita para que sua velocidade final em relação a esta, enquanto a de áudio permanecia parada. A estrutura do cilíndro era complexa e muito delicada. O telecine, que foi inclusive utilizado em cinemas era uma combinação de tela cinematográfica e câmera de vídeo. O projetor envia as imagens para um espelho se superfície prateada que, por sua vez, as reflete numa tela de alta luminosidade. A imagem é captada por uma câmara de vídeo e registrada na fita. Alguns equipamentos domésticos hoje proporcionam som de boa qualidade, mas para que isso efetivamente ocorra é necessário conectá-lo a um equipamento compatível, como uma TV com saídas de áudio adequadas. O sistema dolby surroud, antes utilizado apenas nos cinemas, chegou na virada do século para uso doméstico e rapidamente se popularizou.

5706 – Medicina – Células-Tronco – Elas ainda vão salvar a sua vida


Células Tronco

As células-tronco embrionárias entram em cena quando temos cinco ou seis dias de vida e não passamos de uma bolinha de 150 células ultraversáteis, que darão origem a todo o nosso organismo. Quando envelhecemos, as células ficam mais “engessadas” em suas funções. A exceção fica por conta do segundo tipo de células-tronco, as adultas, encontradas no sangue ou no cérebro mesmo de pessoas adultas. Essas ainda conseguem originar vários tipos celulares diferentes, mas de maneira mais limitada. A esperança de médicos e doentes é usar ambos os tipos de célula para regenerar órgãos do corpo que estejam perdendo seus componentes celulares – como o coração de alguém que sofreu enfarte ou o cérebro de uma pessoa com mal de Parkinson. Só que não é tão fácil. Além de ignorar quase todos os detalhes de como esse processo se desenvolve, há ainda um dilema ético: para obter as células embrionárias, as mais promissoras, é preciso destruir o embrião de onde vêm. Mas, diante de tantas possibilidades, os cientistas acham que vale a pena.
Mal de parkinson
Tanto as células-tronco adultas quanto as embrionárias andam mostrando que podem enfrentar o mal de Parkinson, hoje incurável. Cientistas do Centro Médico Cedars-Sinai, na Califórnia, usaram células-tronco do próprio cérebro de um doente de Parkinson e fizeram os sintomas do mal diminuírem 80%.
Deficiência cardíaca
Pesquisadores de vários centros no Brasil, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Fundação Oswaldo Cruz da Bahia, têm usado com sucesso células-tronco da medula óssea para reparar o coração de pessoas com pontes de safena ou com danos causados pelo mal de Chagas. Há, no entanto, uma controvérsia. Ainda não está claro como elas ajudam na cura: se realmente viram músculo cardíaco ou só estimulam o nascimento de vasos sangüíneos na lesão.
Calvície
Até os folículos capilares, que dão origem aos cabelos e pêlos, parecem conter células-tronco relativamente versáteis. Por esse motivo, cientistas da Universidade de Nova York esperam usar a técnica para ajudar tanto os calvos quanto pessoas que perderam os pêlos por causa de queimaduras na pele. Pelo menos em camundongos, o negócio funcionou: em laboratório, os pesquisadores conseguiram produzir células da pele, glândulas sebáceas e tufos de pêlo.
Reprodução
Faltou pouco para que cientistas do Instituto Whitehead de Pesquisa Biomédica, em Massachusetts, Estados Unidos, criassem um embrião que seria pai antes de nascer. É que, usando células-tronco embrionárias de camundongo, eles conseguiram criar as chamadas espermátides redondas – precursoras dos espermatozóides, só que sem aquela cauda típica. Em tese, a técnica poderia se tornar uma nova forma de reprodução assistida. Uma façanha parecida foi conseguida com óvulos.
Paralisia
Algumas pesquisas indicam que tanto células-tronco adultas quanto embrionárias poderiam fazer paraplégicos e tetraplégicos recuperar movimentos, o que hoje é impossível. Num trabalho da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, células da medula óssea permitiram que 12 pacientes recuperassem parte da sensibilidade. E camundongos paralisados que receberam células derivadas de embriões humanos na Universidade da Califórnia, em Irvine, Estados Unidos, voltaram a andar.
Surdez
As dificuldades auditivas dos idosos podem se tornar coisa do passado, ao menos se depender de um experimento feito na Universidade Harvard, Estados Unidos. A partir de células-tronco embrionárias, foram recriadas células do ouvido interno, que transmitem vibrações para os neurônios e levam a informação sonora para o cérebro. Pode ser a solução para muitos casos de surdez.
Diabete
É como reiniciar o seu computador, só que o PC em questão é o próprio sistema de defesa do organismo. Essa é a tática que está sendo testada por médicos da USP de Ribeirão Preto para atacar a diabete tipo 1. A doença acontece quando o próprio organismo começa a atacar as células produtoras de insulina. A idéia dos pesquisadores é usar drogas que “desligam” esse sistema e, depois, reconstituí-lo com células-tronco da medula óssea.
Perda de ossos
Com a ajuda de células-tronco adultas da medula óssea, um molde e uma substância que estimula o crescimento dos ossos, cientistas alemães da Universidade de Kiel, na Alemanha, conseguiram cultivar uma mandíbula nas costas de um homem durante sete semanas. O osso foi implantado na boca do paciente, que tinha perdido a mandíbula por causa de um câncer. Por ter crescido nele mesmo, a nova mandíbula não sofreu nenhuma rejeição do organismo. Ele já consegue se alimentar de comidas sólidas.
Derrames
A aplicação de células da medula óssea no cérebro fez com que uma mulher carioca de 54 anos recuperasse os movimentos depois de um AVC (acidente vascular cerebral). O trabalho, realizado por cientistas do Hospital Pró-Cardíaco e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, permitiu que novos vasos sanguíneos crescessem no cérebro afetado e impedissem a morte dos neurônios da paciente.
O fim do silicone
Uma aplicação estética das células-tronco adultas foi descrita em fevereiro por pesquisadores da Universidade de Illinois em Chicago: semeá-las num molde de hidrogel para criar uma prótese de seio muito mais natural que qualquer silicone. Tais células viriam da medula óssea e seriam transformadas em tecido adiposo, ou gorduroso – o mesmo que dá a aparência, digamos, fofinha aos peitos naturais.

5705 – Nutrição – A qualidade dos alimentos


Os nutricionistas estão convencidos de que qualidade conta mais que quantidade. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com 155 obesos constatou que a quantidade de calorias ingeridas importa menos do que a presença de gordura no cardápio – independente da freqüência e do tamanho das refeições. A pesquisa, cujos resultados provavelmente se aplicam a povos com hábitos alimentares semelhantes, ajuda a entender por que os americanos de hoje pesam mais que seus avós, apesar de comerem menos. Pois, atualmente, cerca de 40 por cento das calorias de uma refeição típica americana provêm de gorduras – um terço a mais que em 1910. Outra prova está em que, embora consumam 20 por cento a mais de calorias do que os americanos, os chineses são menos obesos. Sua dieta é rica em carboidratos e pobre em gorduras.

5704 – Física – A Gravidade


Foi Isaac Newton (1643-1727) quem há três séculos explicou o fenômeno com sua teoria da gravitação – a primeira teoria matemática sobre uma força da natureza. Até então, as idéias sobre o assunto se baseavam na experiência coinum: a ação por contato, como um empurrão; ou, se uma pessoa chuta uma bola, esta se acelera. Mas onde estaria, por exemplo, o contato entre a Lua e os oceanos, capaz de explicar o movimento das marés? Newton ocupou-se seriamente desse problema e propôs o conceito de efeito a distância. Segundo ele, dois corpos separados por um espaço intermediário mais ou menos grande exercem mutuamente uma força de atração. O valor da força é inversamente proporcional ao quadrado da distância entre eles; quanto maior a distância, menor a força.
Dado esse primeiro passo, surgiram teorias similares sobre as demais forças da natureza. É possível demonstrar facilmente que também os ímãs exercem sua força de atração até uma certa distância, bastando aproximá-los pouco a pouco. Da mesma forma pode-se observar as forças eletrostáticas, como as que erguem os pêlos quando se encosta o braço num tecido sintético. Também no interior do núcleo de um átomo atuam forças entre seus componentes, embora a distâncias ínfimas.
No século XIX, Michael Faraday (1791-1867) e James Clerk Maxwell (1831-1879) desenvolveram novas idéias sobre o efeito a distância e inventaram o conceito de campo de forças. Segundo essa teoria, uma carga elétrica cria um campo elétrico invisível no espaço a sua volta. Se nesse campo já existir outra carga elétrica, ela sofrerá o efeito de uma força. Essa idéia era efetivamente nova. Partindo do efeito que exercem mutuamente dois corpos ou partículas afastadas, concebeu-se que existe uma força por meio do contato entre uma partícula e o campo de outra partícula. Hoje, teorias de campo se aplicam a todas as forças da natureza.

5703 – Os Milagres de Cristo


Um dos pontos mais delicados na tentativa de reconstituir a dimensão histórica de Jesus são os milagres a ele atribuídos. É preciso ter claro que a separação que se faz hoje entre natural e sobrenatural praticamente não existia naqueles tempos. Os evangelhos dão numerosos testemunhos das curas operadas por Jesus. Em meio a um povo miserável e inculto, Jesus vai libertando as pessoas de seus males: a cegueira, a mudez, a surdez, a paralisia, a loucura.
Padre Storniolo sublinha o caráter alegórico de muitos relatos de milagres. Seria o caso, por exemplo, de Jesus caminhando sobre as águas: “O mar no Antigo Testamento era o símbolo das nações que podiam invadir a Palestina e dominar o povo. Os discípulos na barca agitada pelas ondas simbolizam a comunidade cristã primitiva com medo de se afogar no mar da História. Jesus vem então caminhando sobre as águas, como prova de que, pela fé, aquela comunidade podia ser vitoriosa. Pedro também caminha, até o instante em que duvida. Nesse momento divide suas energias, perde seu poder e começa a afundar, sendo salvo por Jesus”.
Um dos milagres de Jesus, citado com mais detalhes por Lucas, é o da cura da mulher que sofria de hemorragia ininterrupta. Aproximando-se por trás de Jesus, que caminhava entre o povo, ela tocou a extremidade de sua veste. Jesus perguntou então: “Quem me tocou?” Como todos negassem, Pedro disse: “Mestre, a multidão te comprime e te esmaga”. Mas Jesus insistiu: “Alguém me tocou; eu senti uma força que saía de mim”. Então a mulher se apresentou e Jesus lhe disse: “Minha filha, tua fé te curou; vai em paz”. O que chama a atenção, no caso, é Jesus ter sentido “uma força que saía” dele algo que, em linguagem moderna, talvez pudesse ser chamado poderes paranormais.

5702 – Como se chegou a idade da Terra?


Sabe-se que os isótopos – átomos com o mesmo número atômico e diferentes números de massa – de uma série de elementos químicos, como o urânio, se decompõem e produzem outras substâncias pela emissão de partículas ou radiações. O tempo necessário à decomposição de metade da massa radioativa desses elementos é chamada meia-vida. Conhecendo as quantidades dos elementos radioativos e do material deles derivados, calcula-se a idade de um mineral. Esse método chama-se datação radiativa. Assim, a idade da Terra – aproximadamente 4,56 bilhões de anos – foi determinada a partir da relação entre dois isótopos de chumbo formados pela decomposição de isótopos de urânio.