5689 – Por que pigmeus não crescem?


Os pigmeus raramente chegam a 1,50 m de altura, mesmo na idade adulta. Isso porque esses nativos da África Central, cujo nome virou sinônimo de pequeno, não passam pelo período de crescimento rápido que caracteriza a puberdade. Essa deficiência está associada à escassez, no seu organismo, do Fator do Crescimento, como Insulina ou IGF I. Exames destinados a medir esse fator constatam que crianças pigméias possuem 89 nanogramas do IGF I por mililitro de sangue (ng/ml), enquanto crianças americanas têm 108 ng/ml. Um nanograma é igual a um bilionésimo de grama. Na puberdade, a diferença se acentua: 435 ng/ml nos adolescentes americanos e 154 ng/ml no caso dos pigmeus. O curioso é que as crianças pigméias não são as mais baixas: ficam em 18º lugar entre 38 grupos.

5688 – Por que a bússola aponta para o norte?


A bússola aponto para o Norte porque a Terra forma um gigantesco imã que exerce força de atração naquela direção. Desde a antiguidade já se sabia que uma agulha imantada e suspensa por seu centro de gravidade aponta sempre na mesma direção, embora não se soubesse por quê. É provável que os chineses tenham sido os primeiros a aproveitar esse conhecimento, por volta do ano 1100 da nossa era, para se orientar em suas viagens marítimas. Cinco séculos se passaram até que, exatamente em 1600, o médico William Gilbert verificou que, ao aproximar uma agulha imantada de uma esfera magnética – um minério de ferro magnético -, a agulha se orientava de forma semelhante á que se observava na superfície da Terra. A partir daí, Gilbert deduziu que a própria Terra funciona como uma grande imã, cujo campo magnético se orienta na direção que conhecemos como Norte-Sul.

5687 – Como surgiram os nomes das notas musicais?


Os nomes usados para designar as notas musicais tiveram origem nas letras dos diferentes alfabetos, como ainda hoje se usa nos países anglo-saxões, onde o A corresponde ao lá, o B ao si, o C ao do, o D ao ré, o E ao mi, o F ao fá e o 6 ao sol. Nos países latinos e eslavos, a denominação das notas musicais deve-se ao monge italiano Guido Drs&quo;Arezzo, que viveu no século XI. Em seus tratados, ele idealizou um sistema para recordar os tons das sete notas. Para isso, usou as sílabas iniciais de cada verso do Hino a São João Batista: Ut queant laxis/Resonare fibris/Mira gestorum/Famuli tuorum/Solve polluit/Labii reatum/Sancti loannis. Assim surgiram ut, ré, mi, fá, sol, lá – e o si, formado pelas iniciais do nome do santo. Seis séculos mais tarde, em 1693, o nome ut, que era difícil de pronunciar no solfejo – leitura ou entonação dos nomes das notas de uma peça musical -, foi substituído por dó. No entanto, em alguns países, como a França, por exemplo, a primeira nota da escala continua sendo chamada de ut.

5686 – Medicina – Transplantes mais seguros


Ao receber um órgão transplantado, o organismo o trata como se fosse um corpo estranho e passa a combatê-lo, pondo em ação as células T, cuja função é eliminar celular estranhas. Com o uso do medicamento, baseado em anticorpos monoclonais, essa reação fica bloqueada. Os anticorpos monoclonais são obtidos pela fusão das células B – as que produzem os anticorpos do organismo – com as células de mielomas (tumores). A célula resultante, chamada hibridoma, herda de um lado a alta resistência dos mielomas e de outro a capacidade de fabricar anticorpos das células B. A partir dos hibridomas são produzidos os clones – células iguais entre si, derivadas de uma célula original – , que reproduzem grande quantidade de anticorpos idênticos e neutralizam a ação das células T (veja a ilustração). Testes realizados em pacientes de transplantes de rins deram resultados positivos. As pesquisas sobre os anticorpos monoclonais são do cientista alemão Georges Koelher e do inglês Cesar Milstein, que receberam o prêmio Nobel de Medicina em 1984.

5685 – Nova roda pode aposentar o estepe


O conhecido dissabor que um pneu furado causa ao motorista, surpreendendo-o na estrada ou na cidade, muitas vezes em horas e locais insólitos e longe de um posto de serviço, pode estar com os dias contados. Tudo vai depender da disposição da indústria automobilista – primeiro na Europa, depois no resto do mundo – de modificar seus diferentes modelos para incorporar um novo tipo de roda. Projetada na Alemanha, essa roda permite que o pneu furado continue rodando mais cem quilômetros, a uma velocidade de 80km/h, sem que o veículo se desestabilize colocando em risco a vida de seus ocupantes. Em vez de apresentar um corte em Y, como é normal, o aro da roda revolucionaria tem corte em T. Um pneu convencional, quando fura, tira a estabilidade de veículo. No novo modelo, se o pneu furar, a banda de rodagem assentará na rígida parte externa do aro, que forma uma base estável, permitindo que o carro continue rodando. Mas será preciso esperar mais um pouco até que a roda chegue ao mercado. Se a indústria automobilística aderir ao produto, o estepe – tábua de salvação de todo motorista – poderá virar peça de museu.

5684 – Água mole em pedra dura…


Usado em toda parte como arma eficiente para acabar com distúrbios de rua, o jato d·água poderá ter uma nova e insuspeitada aplicação, como ferramenta de corte. Se os testes em curso em vários países derem certo, a água talvez venha a aposentar as irritantes britadeiras no trabalho de remoção do concreto. A técnica consiste em fazer passar um jato d·água por um bocal de 0,2 milímetros a 680 metros por segundo, ou seja, a uma velocidade duas vezes maior que a do som.
As experiências mostram que, a essa velocidade, a água consegue cortar materiais relativamente finos e tão diversos como papelão, asbestos e barras de chocolate. Se se adicionar uma mistura abrasiva, será possível cortar metais, vidros e até concreto. E, se um dia chegar à cozinha, será uma alegria: permitirá cortar cebolas sem lágrimas.

5683 – Acredite se quiser – O riso ameniza a dor


Os dentistas talvez pudessem aprender algo com essa experiência, realizada na Universidade do Texas. Quarenta universitários tiveram os braços apertados com um aparelho de tirar pressão até que não suportassem mais. Depois, foram divididos em quatro grupos. Um ficou ouvindo piadas; outro, uma aula de relaxamento; o terceiro, uma palestra de Filosofia; o quarto grupo não teve que escutar nada. Em seguida, repetiu-se o aperto nos braços. Pois bem: em relação ao experimento anterior, o nível de tolerância à dor aumentou apenas no grupo dos que ouviram piadas. Novo teste, com os grupos submetidos depois a outros estímulos, confirmou o resultado inicial – quem deu boas gargalhadas suportou mais a dor. A explicação é simples: o riso relaxa os músculos e músculos relaxados doem menos.

5682 – Como se pode saber quando cai o carnaval de cada ano?


O primeiro passo é descobrir quando cai o domingo de Páscoa: é sempre o primeiro domingo após a primeira lua cheia do outono no hemisfério sul ou da primavera no européia. Determinada esta data, retrocede-se 46 dias no calendário – quarenta dias da Quaresma e mais 6 da Semana Santa – e chega-se a Quarta-feira de Cinzas. Os três dias anteriores correspondem ao período do Carnaval. A palavra vem do latim carmen levare ou carnelevarium, que quer dizer “livrar-se da carne” e tem a ver com o fato de que na Quaresma os primeiros cristãos se abstinham de comer carne.

5681 – O Avestruz


Avestruz, desenho

Além de ser feio, desengonçado, grandalhão, não sabe voar e comer qualquer coisa, avestruz pode ser o resultado de uma raridade na natureza e fim uma marcha a ré no processo de evolução das espécies. Pois, a serem verdadeiras as mais recentes teorias, ele descendem de uma ave que era menor, voava a que pertencia a uma família de pequenos dinossauros, e celussauros.
Pelo menos é o que acredita o ornitólogo Peter Houde, do Smithsonian Institute, nos Estados Unidos. Depois de analisar a de 500 milhões de anos dos tipos mais conhecidos de avestruz, ele chegou à conclusão de que o avestruz e outros pássaros não alados pouco ou nada têm em comum com seus ancestrais. Na mudança, o avestruz ganhou em tamanho o que perdeu em aptidão para voar – provavelmente, como política de defesa diante dos predadores mamíferos recém – aparecidos.

Um pouco +

São considerados a maior espécie viva de ave.
Seu nome científico vem do grego para “pardal-camelo” (στρουθοκάμηλος).
Avestruzes normalmente pesam de 90 a 130 kg, embora alguns avestruzes machos tenham sido registrados com pesos de até 155 kg. Na maturidade sexual (entre 2 e 4 anos de idade), avestruzes machos podem possuir de 1,8 m a 2,7 m de altura, enquanto as fêmeas alcançam de 1,7 m a 2 m. Durante o primeiro ano de vida crescem cerca de 25 cm por mês. Em um ano um avestruz pesa cerca de 45 kg.
Possui dimorfismo sexual: nos adultos, o macho tem plumagem preta e as pontas das asas são brancas, enquanto que a fêmea é cinza. O dimorfismo só se apresenta com um ano e meio de idade.
As pequenas asas vestigiais são usadas por machos como exibição para fins de acasalamento.
As penas são macias e servem como isolante térmico e são bastante diferentes das penas rígidas de pássaros voadores. Possui duas garras em dois dos dedos das asas, sendo a única ave que possui apenas 2 dedos em cada pata. As pernas fortes do avestruz não possuem penas. Suas patas têm dois dedos, sendo que apenas um tem unha enquanto o maior lembra um casco. Seu aparelho digestivo é semelhante ao dos ruminantes e seus olhos, com suas grossas sobrancelhas negras, são os maiores olhos das aves terrestres.
Embora não voe, por ter asas atrofiadas, as longas, fortes e ágeis pernas, permitem que ele atinja até a velocidade de 80 km/h com vento favorável (média de 65 km/h), pois em uma só passada cobre 4 a 5 metros. Além da velocidade máxima, tem também uma resistência impressionante, podendo viajar a 70 km/h durante 30 minutos. Tem o pescoço longo, a cabeça pequena, e tem dois dedos muito grandes (em cada pata) que se assemelham a cascos.
Com visão e audição aguçadas, eles podem detectar predadores tais como leões de uma grande distância.
São muito resistentes contra as doenças, e têm uma ótima capacidade de adaptação (criados com sucesso no Canadá, Estados Unidos, Europa e Israel), suportando altas e baixas temperaturas. Alimenta-se de ração (1,5 kg/dia) e pasto verde (2 a 5 kg/dia).
Vida longa (média de 50 anos de vida), contando de 20 a 30 anos de vida reprodutiva. O início da vida reprodutiva é com 2 a 3 anos; no Brasil há avestruzes em zoológicos que iniciaram a postura com 18 meses.

5680 – Saúde, dieta e nutrição


Problemas de peso – Além do excesso de gordura, existem outros sinais que indicam excesso de peso:
Frequente falta de ar
Sensação de corpo pesado
Frequente sensação de calor
Juntas doloridas na parte inferior das costas, quadris, joelhos e etc.

O consumo excessivo de fibras associado a uma pobre dieta de proteínas pode ser prejudicial ao crescimento. Estudo feito em ratos demonstrou que a ingestão exagerada de grãos integrais, em vez de benéfica, pode interferir na forma como o organismo absorve os alimentos e na produção de hormônios fundamentais para o desenvolvimento.

Beliscar é prejudicial?

Não há mal em comer alguma coisa entre as refeições, desde que alimentos saudáveis. O problema é ingerir sem horário e controle grande quantidade de salgadinhos, batatas fritas, chocolate, balas, sorvetes etc. Estes são ricos em calorias açúcar, gordura e sal. É preferível frutas frescas ou legume cru. Fornecem pouca caloria, minerais e fibras.
O homem e a mulher tem depósitos de gordura sob a pele do corpo todo. As áreas onde, no homem as gorduras mais se acumulam são a região do abdomem, a parte externa dos ombros e a região dos mamilos. A mulher acumula gordura em torno dos antebraços, abdomem e nádegas. Também sob a pele dos seios e ao redor dos quadris e coxas.

Os 3 biotipos corporais:

Podemos identificar com maior facilidade três tipos corporais básicos. São eles: Os ectomorfos, os endomorfos e os mesomorfos. Os tipos corporais dizem respeito sobre a composição corporal de determinado individou e sua distribuição de gordura e músculos.
Ectomorfos são magros e possuem baixa porcentagem de gordura.
Endomorfos são “cheinhos”, com alta porcentagem de gordura.
Mesomorfos não são gordos nem magros. Eles possuem um físico naturalmente atrativo, além disso, seus músculos reagem mais rapidamente ao treinamento.
A maioria dos individuos não se encaixa em apenas um desses tipos. Possuímos características de um ou mais tipos físicos, apesar de um deles ser dominante.
A partir do tipo corporal, e de outras avaliações e testes, o profissional de educação física poderá estimar possiveis resultados, a dieta e o método de treino que você deverá seguir.

5679 – Cinema Arte – O Fantasma da Ópera


O filme foi baseado em um romance francês escrito por Gaston Leroux, inspirada no livro Trilby de George du Maurier. Publicada pela primeira vez em 1910, foi desde então adaptada inúmeras vezes para o cinema e atuações de teatro, atingindo o seu auge ao ser adaptada para a Broadway, por Andrew Lloyd Webber, Charles Hart e Richard Stilgoe. O espectáculo bateu o recorde de permanência na Broadway (superando Cats), e continua em palco até hoje desde a estreia em 1986. É o musical mais visto de sempre, visto por mais 100 milhões de pessoas, e também a produção de entretenimento com mais sucesso que alguma vez existiu, rendendo 5 bilhões de dólares.
O fantasma da ópera é considerada por muitos uma obra gótica, por combinar romance, horror, ficção, mistério e tragédia.
Na obra original de Leroux, a ação desenvolve-se no século XIX, na Ópera de Paris, um monumental e luxuoso edifício, construído entre 1857 e 1874, sobre um enorme lençol de água subterrâneo. Os empregados afirmam que a ópera se encontra assombrada por um misterioso fantasma, que causa uma variedade de acidentes. O fantasma chantageia os dois administradores da Ópera, exigindo que continuem lhe pagando um salário de 20 mil francos mensais e que lhe reservem o camarote número cinco em todas as atuações.
Erik, o Fantasma, vive no “mundo” subterrâneo que Christine considera um lugar frio e sombrio, onde ela percebe que o seu “Anjo da Música” é na verdade o Fantasma que aterroriza a ópera. Christine descobre também que o Fantasma é fisicamente deformado na face, razão pela qual usa uma máscara para esconder a sua deformidade. Vendo a verdadeira imagem de Erik, ela entra em choque, e Erik decide prendê-la no seu mundo, dizendo que somente a deixará partir se ela prometer não amar ninguém além dele e voltar por vontade própria.
Christine enfrenta uma luta interna entre o seu amor por Raoul e a sua fascinação pelo gênio da personagem do Fantasma, e decide se casar com Raoul em segredo e fugir de Paris e do alcance do Fantasma. No entanto, o seu plano é descoberto e, durante uma atuação da Ópera Fausto de Charles Gounod, Christine é raptada do palco e levada para os labirintos embaixo da Ópera.
Resumindo, a história se baseia entre a música e o amor.Formando um triângulo amoroso assustador e envolvente, onde se encontra um terrivel medo e um inigualavel amor entre uma cantora lírica, um conde apaixonado e um fantasma viciado.
O fantasma da ópera foi inúmeras vezes transposto para os palcos e para a telas de cinema, quando fez um estrondoso sucesso, principalmente entre o grande público. A primeira versão de O fantasma da ópera’ para o cinema foi em um filme mudo e em preto-e-branco, realizado em 1925, pelos estúdios da Universal, com Lon Chaney no papel do Fantasma.
Seguiram-se outras versões igualmente populares, incluindo a da década de 1940, dirigida por Arthur Lubin, com Claude Rains no papel-título. Em 1962, o estúdio inglês Hammer produziu a sua versão, numa adaptação com enfoque mais humano e trágico do personagem. Destaque também para a versão rock-musical de 1974, dirigida por Brian De Palma e estrelada por Paul Williams, intitulada como O fantasma do paraíso. Já no teatro, há o célebre musical da Broadway escrito por Andrew Lloyd Webber, considerada a maior atração teatral de todos os tempos.
Em 2004, foi novamente encenado para o cinema, dirigido pelo renomado diretor Joel Schumacher, com Gerard Butler na pele do fantasma, Emmy Rossum como Christine e Patrick Wilson Raoul, fechando o triângulo amoroso. O Fantasma da Ópera foi indicado ao Oscar em três categorias.
Nesse mesmo ano surgiu o musical “O Fantasma da ópera” em São Paulo, que ficou em cartaz por 3 anos. O filme custou 96 milhões de dólares, sendo o mais caro filme independente já feito.
Depois de pronto, a Universal comprou os direitos autorais dessa versão. Os 96.000.000 saíram do bolso do próprio Andrew Lloyd Webber.
Musical
Um musical homônimo está em cartaz em Nova Iorque, no Teatro Majestic, desde 1986, sendo o musical de maior duração da história da Broadway.

5678 – Livro – Pálido Ponto Azul


No dia 14 de fevereiro de 1990, tendo completado sua missão primordial, foi enviado um comando a Voyager 1 para se virar e tirar fotografias dos planetas que havia visitado. A NASA havia feito uma compilação de cerca de 60 imagens criando neste evento único um mosaico do Sistema Solar. Uma imagem que retornou da Voyager era a Terra, a 6,4 bilhões de quilômetros de distância, mostrando-a como um “pálido ponto azul” na granulada imagem.
Sagan disse que a famosa fotografia tirada da missão Apollo 8, mostrando a Terra acima da Lua, forçou os humanos a olharem a Terra como somente uma parte do universo. No espírito desta realização, Sagan disse que pediu para que a Voyager tirasse uma fotografia da Terra do ponto favorável que se encontrava nos confins do Sistema Solar.

Reflexões do livro

Olhem de novo para esse ponto. Isso é a nossa casa, isso somos nós. Nele, todos a quem ama, todos a quem conhece, qualquer um dos que escutamos falar, cada ser humano que existiu, viveu a sua vida aqui. O agregado da nossa alegria e nosso sofrimento, milhares de religiões autênticas, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e colheitador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor de civilização, cada rei e camponês, cada casal de namorados, cada mãe e pai, criança cheia de esperança, inventor e explorador, cada mestre de ética, cada político corrupto, cada superestrela, cada líder supremo, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu aí, num grão de pó suspenso num raio de sol.
A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pensai nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, vieram eles ser amos momentâneos duma fração desse ponto. Pensai nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores dum canto deste pixel aos quase indistinguíveis moradores dalgum outro canto, quão frequentes as suas incompreensões, quão ávidos de se matar uns aos outros, quão veementes os seus ódios.
As nossas exageradas atitudes, a nossa suposta auto-importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são reptadas por este pontinho de luz frouxa. O nosso planeta é um grão solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de algures para nos salvar de nós próprios.
A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que alberga a vida. Não há mais algum, pelo menos no próximo futuro, onde a nossa espécie puder emigrar. Visitar, pôde. Assentar-se, ainda não. Gostarmos ou não, por enquanto, a Terra é onde temos de ficar.
Tem-se falado da astronomia como uma experiência criadora de firmeza e humildade. Não há, talvez, melhor demonstração das tolas e vãs soberbas humanas do que esta distante imagem do nosso miúdo mundo. Para mim, acentua a nossa responsabilidade para nos portar mais amavelmente uns para com os outros, e para protegermos e acarinharmos o ponto azul pálido, o único lar que tenhamos conhecido.

Imagem que inspirou Sagan a escrever o livro

5677 – Europa tem atmosfera de oxigênio


O 4 maior satélite de Júpiter, Europa, é envolvido por uma tênue camada de oxigênio, coisa raríssimano Sistema Solar. A atmosfera foi detectada por astrônomos americanos através do Hubble. O oxigênio pode ter sido arrancado do solo de Europa, que é coberto de gelo. Isso porque Júpiter lançaao espaço um jato de poeira e partículas. Ao se chocar com Europa, tais partículas quebram as moléculas de gelo e liberam oxigênio e hidrogênio.
Apesar do oxigênio, a vida está descartada. Com uma temperatura de -145°C isso é impossível.

Um pouco +

Júpiter possui 66 satélites confirmados, o maior número “seguro” de satélites entre os oito planetas do Sistema Solar.
Os quatro satélites mais massivos, os satélites de Galileu, foram descobertos em 1610 por Galileu Galilei, e foram os primeiros objetos descobertos pela humanidade em órbita de outro corpo que não a Terra ou o Sol. Desde o final do século XX, vários satélites menores foram descobertos, todos recebendo nomes de amantes, conquistas ou filhas do Deus romano Júpiter, ou do equivalente grego, Zeus. Os quatro satélites de Galileu são facilmente os maiores satélites em órbita do planeta, com os outros 62 satélites, mais os anéis de Júpiter, sendo responsáveis por apenas 0,003% da massa em torno do planeta.
Oito dos satélites de Júpiter são regulares, com órbitas prógradas e quase circulares, de baixa inclinação em respeito ao plano equatorial de Júpiter. Os satélites de Galileu estão em equilíbrio hidrostático, e seriam considerados planetas anões se estivessem em órbita em torno do Sol. Os outros quatro satélites regulares são muito menores e mais próximos do planeta, e servem como fonte de poeira dos anéis jupiterianos.
Os outros satélites de Júpiter são “irregulares”, cujas órbitas, prógradas ou retrógradas, estão significantemente mais longe do planeta, e possuem maiores inclinações e excentricidades orbitais. Estes satélites eram provavelmente corpos menores que foram capturados pelo planeta. Outros 13 satélites recentemente descobertos que nao foram nomeados, mais um 14o, cuja órbita não foi ainda estabelecida.
Acredita-se que os satélites regulares de Júpiter tenham sido formados através de um disco circumplanetário, este sendo um disco de gás e poeira em acreção, um processo análogo ao de um disco protoplanetário. Os satélites podem ser os remanescentes de um número de satélites similares que formaram-se no início da história do planeta

5676 – A Morte do Sol


O destino do Sol já está traçado. Ele se formou há cerca de 4,6 bilhões de anos, junto com os planetas, do colapso de uma nuvem de gás e poeira. Sob o efeito da compressão, a temperatura no interior dessa estrela os poucos chegou a 10 milhões de graus. Nesse ponto, as reações nucleares no seu interior começaram a transformar o hidrogênio em hélio. No período que então se iniciou, que os astrônomos chamam sequência principal, a energia interna contrapôs-se à pressão gravitacional da própria estrela, que assim parou de se contrair, mantendo-se constante. Calcula-se que o Sol permaneça mais 5 bilhões de anos nessa fase – a mais longa da vida de uma estrela.
Durante esse período, no qual surgiu e se multiplicou a vida na Terra, seu brilho só tende a aumentar. Ao surgir, o Sol tinha apenas 70% do brilho atual. No fim da seqüência principal, a luminosidade será três vezes maior do que a atual.
Naturalmente, essa variação se reflete nos planetas. Depois de se formarem, todos os três pequenos planetas irmãos – Vênus, Terra e Marte – provavelmente tinham água em estado líquido, o que é meio caminho andado para o aparecimento da vida. A água aparece quando a temperatura está acima de O°C e a pressão em torno de 6 milibares (1 milibar é 1 milésimo de uma atmosfera terrestre).
Em Vênus, que recebe do Sol duas vezes mais energia do que a Terra, a temperatura começou a aumentar em conseqüência de um fenomenal efeito estufa que teria destruído o oceano primitivo. A água que existia no planeta evaporou-se e se acumulou na atmosfera. O vapor ali funcionou como um gigantesco cobertor, impedindo que o calor escapasse para o espaço depois de refletido pelo planeta. Em seguida, a radiação solar ultravioleta decompôs as moléculas de vapor de água em hidrogênio e oxigênio. O hidrogênio, mais leve, escapou para o espaço. O oxigênio acabou voltando para o planeta, combinando-se quimicamente com o material rochoso da superfície. Outro gás presente no efeito estufa venusiano – o dióxido de carbono expelido pelos vulcões – se acumulou na atmosfera do planeta, de onde não foi removido pelas chuvas, ao contrário do que aconteceu na Terra. A temperatura em Vênus hoje é de 550°C, o dobro do que seria sem o efeito estufa.
Que aconteceu ao nosso planeta na época em que o Sol brilhava menos? Teoricamente, toda a água da Terra teria ficado congelada. Mas não há evidências de que isso ocorreu. A explicação pode estar no efeito regulador do dióxido de carbono como gás do efeito estufa. Os oceanos não se congelaram e a água manteve um volume estável porque a atmosfera terrestre era mais rica em dióxido de carbono, e a temperatura do solo mais alta. Mas, à medida que o Sol se tornou mais brilhante, mais água evaporou. As chuvas também aumentaram, trazendo o dióxido de carbono à superfície. O gás passou a fazer parte da crosta terrestre, incorporando-se às rochas, e só em parte ínfima voltou à atmosfera terrestre alguns bilhões de anos depois, quando passou a ser liberado pelos vulcões.
Marte, como a Terra, também tinha água quando sua atmosfera era mais densa. Mas ali não havia a mesma atividade geológica que marcou a face terrestre – talvez porque o planeta esfriasse depressa em conseqüência do seu pequeno tamanho. Sem a realimentação da atmosfera pelo dióxido de carbono dos vulcões, o ar de Marte foi se tornando mais fino e a água no estado líquido aos poucos desapareceu da sua superfície. A idade das crateras marcianas indica que os canais escavados pela água devem estar secos há bilhões de anos. Os cientistas imaginam que abaixo da superfície exista um reservatório de gelo capaz de cobrir O solo marciano com 10 metros de água. Toda essa água pode aflorar à superfície daqui a 1 bilhão de anos, quando a energia solar aumentar 20%.
O calor deve sublimar (vaporizar diretamente do estado sólido) a água e o dióxido de carbono que também estaria congelado nas calotas polares marcianas. O aumento da pressão atmosférica acabará permitindo o aparecimento de água líquida nas regiões onde a temperatura chegar a O°C. Em todo o planeta, a temperatura média deve aumentar 10°C. O calor adicional armazenado pelo efeito estufa garante que não faltará água durante os verões marcianos. Exposta à atmosfera, no entanto, esta água deve evaporar facilmente. Então, como no período anterior, durante os 10 milhões de anos seguintes, o dióxido de carbono será removido da atmosfera; não havendo atividade geológica, ficará retido na crosta marciana.
Nos próximos 3 bilhões de anos, quando o brilho do Sol aumentar mais da metade, a atmosfera de Marte será constituída principalmente de vapor de água. Desta vez, o calor – haverá um aumento de 25°C na temperatura – a chuva e a erosão tornarão o clima mais parecido com o da Terra. Esse úmido paraíso marciano a longo prazo, só será ameaçado pela radiação solar ultravioleta. Como ocorreu em Vênus, as moléculas de água, expostas à radiação, devem se quebrar em hidrogênio e oxigênio. O hidrogênio se perderá no espaço e o oxigênio ficará acumulado na atmosfera. O vapor de água vai acabar desaparecendo. Isso não acontece na Terra porque o nitrogênio é o gás dominante na atmosfera e o vapor fica confinado nas nuvens mais baixas.
De 1 a 3 bilhões de anos adiante, quando Marte estiver começando a ser um planeta hospitaleiro, a Terra estará a caminho de se tornar um deserto. O fenômeno terá causas naturais: um aumento de 10% no fluxo de energia solar sobre a parte mais alta da atmosfera terrestre nos próximos 500 milhões de anos. Isso tenderá a acelerar o efeito estufa como um círculo vicioso. Os oceanos aumentam a evaporação e a evaporação eleva a temperatura. Mais vapor de água na atmosfera bloqueando a passagem do calor tende a aumentar a evaporação. Deixando de lado a hipótese de alguma intervenção humana, que poderia retardar ou apressar esse processo, toda a vida na Terra estará extinta entre os próximos 500 milhões e 1.5 bilhão de anos.
Passados 10 bilhões de anos desde a sua formação, o núcleo do Sol terá queimado todo o seu hidrogênio. O hélio, por sua vez, começará a se contrair sob o efeito da própria gravidade. Sera o fim da sequência principal. Para compensar a contração do núcleo, as camadas externas do Sol vão começar a se expandir e a esfriar. Ele se tornará uma estrela muito maior e mais brilhante e sua cor deixará de ser branca ou amarela para adquirir um tom vermelho. Os astrônomos chamam essa fase gigante vermelha. Mais 1 bilhão de anos e o Sol terá um raio de 30 milhões de quilômetros, ou a metade de sua distância atual de Mercúrio. Se alguém na Terra ainda estivesse vivo, veria o Sol cinqüenta vezes maior no céu e 300 vezes mais brilhante do que hoje. Mercúrio e Vênus vão derreter-se e a temperatura na Terra pode chegar a 750°C.
Enquanto isso, que estará acontecendo com os planetas gigantes além de Marte e seus satélites gelados? Três das quatro grandes luas de Júpiter, chamadas galileanas, com vastos depósitos de água congelada, começarão a derreter feito sorvete. Uma delas, Europa, não só é coberta por uma crosta de gelo quase puro como também possui no subsolo um oceano líquido com 100 quilômetros de profundidade. As outras luas, Ganimedes e Calisto, têm gelo e rochas em proporções quase iguais, embora na superfície o gelo seja predominante. Não se sabe quando esses megasatélites de Júpiter começarão a derreter-se, porque não se tem idéia do volume de amônia presente no gelo da superfície.
Quando a amônia está misturada na água, o gelo só se desfaz a 100°C negativos. Essa será a temperatura local quando o Sol for quatro vezes mais brilhante do que hoje, assim que terminar a fase da seqüência principal. Sem amônia, o descongelamento deve demorar mais. Em qualquer caso, a presença de água em estado líquido nas três luas abriria caminho para o aparecimento de atmosfera – e, como sempre, do efeito estufa resultante da evaporação. O vapor de água aprisiona mais calor e, em conseqüência, aumenta a temperatura local.
Enquanto isso, nada deve ocorrer de significativo nas dezenas de pequenas luas e nos anéis de gelo e poeira em volta dos quatro planetas gigantes Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Embora esses pequenos corpos tenham água congelada, esta acabará se transformando em vapor, que escapará para o espaço num prazo relativamente curto, em termos cósmicos, é claro. Sem gravidade suficiente para reter o gás, porque são muito diminutos, tais satélites e anéis não terão atmosfera e deverão se comportar como grandes cometas dotados de caudas enormes.
O Sol, no período seguinte, supergigante vermelha, terá um núcleo de carbono-oxigênio envolto por duas camadas ardentes: uma de hélio, outra de hidrogênio. Essas duas camadas vão crescer, tornando o astro quase 10 mil vezes mais brilhante do que hoje. O Sol terá então um raio de 150 milhões de quilômetros. Quando isso acontecer, as temperaturas no sistema solar vão subir dez vezes – inevitavelmente, também a Terra e Marte começarão a derreter-se. Até Plutão, o último planeta em volta do Sol, e Tritão, lua de Netuno, os dois corpos mais frios do sistema solar, terão temperaturas africanas. Já o efeito do calor sobre os quatro planetas gigantes será apenas marginal. Como são muito grandes e compostos principalmente de gases, uma parte desse material deve se expandir e se perder no espaço. Mas a estrutura interna dos planetas permanecerá inaltera
Destino mais trágico aguarda Mercúrio e Vênus, engolidos pelas camadas exteriores do Sol. Quando a estrela em expansão engolfá-los, os dois planetas começarão a evaporar e a espiralar-se em direção do núcleo solar. A Terra talvez passe por essa mesma experiência. Mas, coberto por um oceano de rocha líquida, o planeta poderá se salvar porque não estará mais na órbita atual. Gigantes e supergigantes vermelhas perdem considerável parte de suas massas ao liberar grande quantidade de gás e poeira. No caso do Sol, quase a metade da massa escapará para o espaço, reduzindo a sua gravidade.
Visto da superfície de Tritão, atualmente a 4,5-milhões de quilômetros do Sol, este terá oito vezes o tamanho atual. O céu deverá brilhar dia e noite, porque a luz solar refletirá os turbilhões de poeira do vento que vem do astro. Se acontecer com o Sol o mesmo que acontece com outras supergigantes vermelhas estudadas pelos astrônomos, o céu noturno será tão brilhante quanto o diurno, mas a cor não será a mesma. As minúsculas partículas de poeira dispersarão as ondas mais azuis do espectro de luz, do mesmo modo que as moléculas de gás na atmosfera terrestre fazem o céu ficar azul.

5675 – Mega Tecs – EUA lançam projeto para criação de robôs caseiros


Faça você mesmo

Ir até a loja da esquina, escolher um robô para ajudar em tarefas específicas e construi-lo em poucas horas pode se tornar realidade em breve. O prestigiado MIT (Massachusetts Institute of Technology) anunciou nesta terça-feira (3) o lançamento de um projeto de cinco anos e orçamento de US$ 10 milhões, em parceria com as universidades Harvard e da Pensilvânia, para tentar trazer o poder dos robôs para as pessoas comuns.
O objetivo é desenvolver uma determinada tecnologia e permitir que “uma pessoa sem formação em informática ou sem (conhecimento) técnico específico projete, personalize e imprima –em três dimensões– um robô em poucas horas”, segundo comunicado da instituição.
O financiamento será concedido pela National Science Foundation a pesquisadores do MIT, da Universidade Harvard e da Universidade da Pensilvânia.
Os dois primeiros projetos a serem considerados como protótipos são um dispositivo em forma de inseto que pode ser enviado para explorar áreas contaminadas e uma extensão de um braço que pode ajudar uma pessoa a pegar objetos fora do alcance.
A ideia é criar um catálogo de desenhos robóticos que possam ser adquiridos na loja da esquina: bastaria escolher um modelo, comprá-lo e personalizá-lo com papel ou plástico. Em 24 horas, seu robô estaria pronto.
Rob Wood, professor associado da Universidade Harvard, diz que o intuito é “reduzir drasticamente o tempo de produção de uma variedade de robôs úteis, abrindo portas para potenciais aplicações na indústria, educação, saúde, assistência personalizada e até mesmo desastres”.
Outro objetivo é reduzir os custos associados à produção de robôs –um processo longo e dispendioso, que requer programação avançada e materiais de alta tecnologia–, para promover a produção automatizada com dispositivos feitos de papéis e plásticos comuns. Assim, o que costumava levar anos de fabricação pode levar apenas algumas horas.
“É realmente emocionante pensar sobre o tipo de impacto que este trabalho poderia ter sobre a população em geral, para além do seleto grupo de pessoas que trabalham na área da robótica”, diz um professor associado.

5674 – Mega Tour – O Havaí é aqui


Os principais parques nacionais do Havaí

Vulcão havaiano

Para quem quer conhecer suas belezas naturais, o arquipélago conta com diversos parques nacionais que ajudam a preservar a paisagem e a cultura nativa. Saiba mais sobre os principais deles:
Parque Nacional Haleakala, Maui
Estendendo-se ao longo da zona leste de Maui, hospeda a cratera do vulcão Haleakala. A mais de 3 mil metros do nível do mar, o Haleakala – cujo nome significa “casa do sol” na língua nativa – oferece amanheceres espetaculares.
Parque Nacional de os Volcanes, Ilha Hawaii
Neste parque, localizado a 45 quilômetros ao sudoeste de Hilo, encontra-se o vulcão Kilauea, um dos mais ativos do planeta. Lugar sagrado para os havaianos nativos, é a atração mais popular da ilha.
Parque Histórico Nacional Puuhonua o Honaunau, Ilha Hawaii
Localizado na baía Honaunau, ao sul de Kona, Puuhonua o Honaunau é um sitio repleto de cultura local. No passado era o local onde os havaianos que infringiam a lei se refugiavam.
Sitio Histórico Nacional Pearl Harbor, Oahu
Pearl Harbor é a única base naval nos Estados Unidos designada como sitio histórico nacional, e conta com quatro museus: o U.S.S. Arizona Memorial; o Battleship Missouri Memorial; o U.S.S. Bowfin Submarine Museum; e o Museu de Aviação do Pacifico.
Parque Histórico Nacional Kalaupapa, Molokai
Estabelecido em 1980, o parque foi lar do missionário belga São Damião, que a partir de 1873 cuidou das vítimas de lepra que eram exiladas nesta localidade isolada e remota, localizada na costa norte de Molokai.

Praia de Waikiki em restauração

Praia de Waikiki

O DLNR (Departamento da Terra e Recursos Naturais, na sigla em inglês) do Havaí está realizando um projeto de restauração de areia em aproximadamente 600 metros de praia. As atividades começaram em 12 de março e duram até fim de abril de 2012. Para tanto, alguns trechos de Waikiki estão sendo fechados ao público todas as manhãs entre as 7h e as 12h, com operações de avaliação até as 14h.
Durante esse período é possível frequentar a praia através de um acesso lateral, além de outros pontos designados e supervisados por guardiões. Ao longo da área de trabalho há sinais informativos sobre o projeto, indicando também o ponto mais próximo para chegar ao oceano.
O projeto pretende melhorar o que é considerado uma das praias mais utilizadas do arquipélago de maneira que ajude a preservar o meio ambiente local.
As perdas econômicas que seriam resultantes da não manutenção estão calculadas em US$ 2 bilhões em gastos totais de visitantes e US$ 125 milhões em receitas fiscais, além de cerca de 6.350 empregos.

5673 – Mega Polêmica – Armar ou Desarmar, eis a questão!


Das 105 mortes violentas que ocorrem todos os dias no Brasil, 80% envolvem armas de fogo, o que faz do país um dos lugares onde mais se mata a tiros no mundo inteiro. Segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), 28,1 em cada 100 000 brasileiros são assassinados por ano. O Brasil lidera também a estatística de pessoas feridas por arma de fogo no decorrer de um crime (247,15 por 100 000 habitantes) e é o segundo lugar no planeta onde mais gente morre envolvida em acidentes com armas de fogo (0,75 por 100 000 habitantes) – o primeiro é a Africa do Sul, onde até bem pouco tempo atrás vigorava o regime do apartheid. Juntas, todas essas vítimas somam quase 40 000 pessoas mortas a tiros no Brasil, todos os anos.
Para o Instituto de Estudos da Religião (Iser), só o Rio de Janeiro tem cerca de 650 000 armas registradas e 1 milhão, pelo menos, circulando ilegalmente. Em São Paulo, a Polícia Militar estima que 4,5 milhões de armas estejam em circulação na região da Grande São Paulo.
Mas a simples existência das armas pode ser responsabilizada pelos números alarmantes da violência nos grandes centros urbanos? Desarmar a população pode ser uma estratégia eficiente para a diminuição dos casos de crimes violentos?
A falta de consenso não é exclusividade dos parlamentares. Esse é um daqueles temas que dividem o mundo em dois grupos: quem é a favor, de um lado, e quem é contra, do outro. Como a eutanásia, a existência de extraterrestres ou de vida após a morte, nesse debate ninguém fica imune. Há argumentos para sustentar cada um dos lados e é difícil ver alguém mudar de opinião.
Os especialistas também estão divididos. Se a resposta mais comum parece ser em favor da proibição das armas, estimulada por campanhas como Sou da Paz e Viva Rio, há quem defenda que a presença das armas nas mãos dos cidadãos que cumprem a lei aumenta o risco para os criminosos, desestimulando suas ações e reduzindo a violência.
Foi o filósofo alemão Max Weber quem primeiro identificou na formação do Estado de Direito o processo de monopolização do uso da força: para viver sob o telhado de um contrato social, o cidadão comum abdica do direito de resolver conflitos, disputas e diferenças por meio do uso da violência e das armas.
O direito do cidadão de se defender com armas, no entanto, é sempre lembrado quando a sociedade se sente ameaçada pelo aumento da violência, ou quando é bombardeada com imagens das vítimas de crimes de extrema comoção, que parecem mostrar a incapacidade do Estado de garantir a segurança dos cidadãos.
Se podemos questionar a competência do Estado em administrar o uso da força, por que aceitar sua capacidade de estabelecer leis e de aplicar a Justiça? “Se o cidadão está armado para utilizar a força, que seria um direito exclusivo do Estado constituído, ele está a caminho de encontrar justificativas para aplicar, por sua conta, o que considera ser legal e justo, determinando inclusive as punições àqueles que estiverem fora de seus padrões de conduta”.
Armas e criminalidade
No Reino Unido, em 1997, depois do assassinato de 16 crianças em uma escola na Escócia, o porte e o registro de armas foram proibidos. No entanto, as ocorrências de crimes violentos continuaram crescendo, para atingir, em 2001, as maiores taxas já registradas naquele país.
Em 2000, seis dias depois de um caso que chamou a atenção de todo o Brasil – o seqüestro de um ônibus no centro do Rio de Janeiro, que durou 18 horas e terminou com a morte do seqüestrador e de uma refém, na frente das câmeras de TV –, o presidente Fernando Henrique Cardoso editou um medida provisória suspendendo o registro de armas de fogo. Meses depois uma liminar do Supremo Tribunal Federal restituiu esse direito e, atualmente, há no Congresso mais de um projeto de lei tentando restringir o porte.
Agora, acuada com a onda de seqüestros em São Paulo e com o aumento da criminalidade, a sociedade espera medidas concretas do governo. Mas restringir ou proibir o acesso das pessoas às armas de fogo deteria os índices de criminalidade?
Argumento contra
Se não estiver na mão ou na cintura do próprio dono, está alugada para um amigo ou um vizinho, mas sempre engordando as estatísticas de criminalidade violenta.
Além de alimentar a criminalidade numa espiral viciosa, a presença das armas de fogo potencializa a violência entre os cidadãos comuns, transformando ocorrências banais em crimes violentos. “A disponibilidade das armas aumenta a probabilidade da violência letal”, diz o sociólogo Tulio Kahn, coordenador do Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e o Tratamento do Delinqüente. Uma pesquisa conduzida pelo sociólogo Guaraci Mingardi, na zona sul de São Paulo, mostrou que 48,3% dos homicídios decorrem de motivos fúteis, como brigas de trânsito, discussões em bares ou conflitos entre vizinhos. “No Rio, o Iser, em pesquisa semelhante, em março de 1998, revelou que, dos 164 crimes com vítimas fatais, em 58 casos existia algum tipo de relacionamento entre o autor e a vítima (35,4%)”.
Para ele, leis que restringem a venda e o porte de armas não têm a intenção de acabar com a criminalidade, mas antes reduzir os níveis de violência interpessoal. Os efeitos sobre a criminalidade em geral são indiretos.
Argumento contra
A atual legislação brasileira, que tornou crime o porte ilegal de armas e criou o Sinarm (Sistema Nacional de Armas), é bastante restritiva e vem reduzindo o acesso às armas. Desde 1997, quando a lei foi promulgada, até hoje, a vendas de armas de fogo caiu a 20% do que era, e o registro de novas armas em São Paulo recuou 97%.
Para José Fauri, isso mostra que o controle de armas legais não afeta a criminalidade. “Em 1997, apenas 104 armas foram registradas no Rio de Janeiro. No entanto, qual o impacto dessa redução sobre a criminalidade? Nenhum”, diz ele, lembrando que o número de crimes violentos só aumentou. “As propostas de desarmamento da população civil beiram a hipocrisia. São, em sua maioria, políticas e eleitoreiras, com pouquíssima ou nenhuma repercussão sobre a criminalidade”, afirma.
No Estado de São Paulo, segundo a Divisão de Produtos Controlados da Polícia Civil, 24 673 armas foram roubadas, 46 869 furtadas e 5 509 extraviadas em 1998 – um total de 77 000 armas em paradeiro desconhecido. No Brasil, só a primeira venda é controlada. Não há nenhum registro ou estatística sobre a revenda das armas nas mãos das empresas de segurança privada ou de policiais militares, que têm facilidades da indústria para adquirir mais de uma arma.
Nos Estados Unidos, Lott pesquisou os arquivos de crimes do FBI e constatou que a incidência de crimes mais violentos – como homicídios e roubos – são menores em Estados que adotam leis mais permissivas em relação ao porte de armas.
O estudo de Lott, que foi pesquisador sênior na Universidade de Yale, Nova York, originou o livro More gun, less crime (“Mais armas, menos crimes?”, 1998, Makron Books), um best seller entre os que defendem o direito do cidadão de reagir. Para Lott, parte do risco que o criminoso assume em suas práticas ilícitas está em saber que existem armas nas mãos das vítimas. Segundo ele, isso inibe a criminalidade, assim como prisões e condenações pela Justiça. “Se o bandido não sabe se sua vítima está ou não armada, tende a evitar o confronto, com medo de levar um tiro”, acredita.