5672 – Mega Memória Teledramaturgia – O Cafona


Foi uma telenovela brasileira, produzida pela Rede Globo e exibida de março a outubro de 1971, às 22 horas. Escrita por Bráulio Pedroso e dirigida por Walter Campos, teve 183 capítulos. Foi produzida em preto-e-branco.
Gilberto Athayde, um viúvo simples e rude faz fortuna com uma vendinha de subúrbio, que se transforma em cadeia de supermercados. Apesar de continuar sendo um homem simples, a alta sociedade disputa sua amizade, por causa do dinheiro. Unindo os dois mundos está a secretária Shirley Sexy, eternamente apaixonada pelo patrão, que o chama de “Gigi”.
Elenco
Francisco Cuoco – Gilberto Athayde (Gigi)
Marília Pêra – Shirley Sexy
Renata Sorrah – Malu
Tônia Carrero – Beatriz
Paulo Gracindo – Fred da Silva Barros
Ary Fontoura – Profeta
Carlos Vereza – Rogério
Osmar Prado – Cacá
Marco Nanini – Julinho
Eloísa Mafalda – Margarida
Elizângela – Dalva
Djenane Machado – Lúcia Esparadrapo
André Valli – Godofredo
Roberto Bonfim
Maysa – Simone
Eva Christian – Carla

5671 – Almanaque – De onde veio a expressão arre égua?


A palavra arre égua significa para Giacomo Mastroianni :
Exclamação que denota surpresa. Hipótese: deve ter sua origem nos tempos remotos em que se usava o cavalo como montaria, no Ceará. Ao surpreender o cavaleiro com algum tropeço ou reação imprevista, o cavaleiro devia exclamar ARRE ÉGUA! No dia-a-dia, a expressão foi transposta para a conversação com o significado de surpresa e protesto diante de um fato inesperado.
Trata-se de uma expressão não muito usada em nossa região, mas trazida para cá por nordestinos.
O sinônimo é “Vôte!”.
O antônimo da palavra “arre égua” é “Isso aí!”.
A tradução em inglês para a palavra “arre égua” é “Owow!”.

Curiosidades – Outras expressões cearenses
Abarcar – Sair na porrada. “O cara me provocou e eu abarquei, meti a porrada!”.
Abaitolado – Aquele que tem jeito de baitola, que é efeminado. “O cara parece meio abaitolado”. Veja.: Baitola.
Abestado – Apalermado, imbecil, idiota, estúpido. Pessoa que não entende de nada. Em notória alusão ao animal, ou seja, uma besta.
Achar graça – Rir, sorrir. “A menina achou muita graça na minha piada!”.
Amarelo queimado – Da cor amarelo-avermelhada. Alaranjado.
Amansa-corno – Marca de aguardente produzida no Ceará que ficou muito famosa pela originalidade do nome. O fabricante aproveitou um dos muitos apelidos desse destilado de cana-de-açúcar, autenticamente brasileiro, para dar nome ao seu produto.
Amufambado – Entocado, escondido: “Vive com o dinheiro amufambado nas virilhas”.
Apapagaiado – Alguém ou alguma coisa extravagantemente colorido, lembrando um papagaio. “Esta roupa está muito apapagaiada!”.
Aperreio – Situação vexatória. (Do português formal, porém pouco usado em outras regiões do país).
Aperreado – Aquele que está apressado, vexado, muito nervoso, sem saber o que fazer diante de uma situação difícil.
Arrasta-pé – Dança típica do nordeste em que o casal dança com as coxas muito coladas, arrastando os pés para não descolar.Gafieira, rala-bucho. Bate-coxa.
Arriado – Apaixonado. “O rapaz está arriado dos quatro pneus pela menina!”.
Baba-ovo – puxa-saco, bajulador, babão.
Babão – Quem vive babando (bajulando) os outros. Baba-ovo, puxa-saco.
Baitola – Homossexual. Termo pejorativo, insultante, muito usado nos xingamentos entre os rapazes.”Deixa de ser mole cara, parece que é baitola..” O termo nasceu durante a construção de uma estrada de ferro no Ceará. O capataz encarregado do assentamento dos trilhos era um senhor, de origem inglesa, com modos muito efeminados. O homem tinha uma preocupação muito grande com o espaçamento padrão entre os trilhos, chamado de bitola. Por influência da sua língua materna (o “i” tem som de “ai”), gritava a toda hora para os operários: “Cuidado com o baitola, não pode errar o baitola!”. Logo, os peões começaram a chamar o capataz de baitola, e, por extensão, a todos aqueles que tivessem trejeitos nada masculinos.
Baixa da égua – Hipotético lugar pra onde se manda pessoas que estão nos chateando. “Deixe de me encher o saco cara, vá pra baixa da égua”. Expressão em desuso, usada ainda pelas pessoas mais idosas no lugar de palavrões que também mandam o chato para determinados lugares que bem sabemos quais são.
Barriga-de-soro-azedo – Expressão que, na verdade, não significa nada, serve apenas para “intimar” com as crianças. “E tu barrica de soro azedo, ainda não cresceu”.Deve ter tido origem nas crianças barrigudinhas do interior que bebiam muito soro de leite extraído da produção de queijos.
Batoré – Indivíduo baixinho, tamborete-de-forró, tampinha.
Bila (bila de gude) – Pequena esfera de vidro que os garotos usam para brincar de gude, um jogo infantil que consiste em fazer a bila cair em três pequenos buracos ganhando quem chega de volta ao primeiro buraco. Absurdamente os grandes dicionários falam em “bolas de gude” e ignoram bilas que é termo conhecidíssimo no Nordeste.

5670 – Neurologia – Novas linhas de pesquisa


Derrames – Além da área afetada pelo vazamento de sangue, os neurônios nas vizinhanças do acidente se suicidam, aumentando estragos. Mas as drogas para evitar o suicídio celular, diminuindo as sequelas estão em testes.

Alzheimer – Seus efeitos nefastos serão retardados em 5 anos com novos remédios em testes.
Epilepsia – Uma espécie de marca-passo poderá ser implantado no cérebro para normalizar as transmissões nervosas ao menor sinal de alterações. Isso evitará os ataques epilépticos.

Vícios – Devem surgir moléculas criadas em laboratório que se encaixam no mesmo lugar do álcool ou da cocaína nos neurônios, curando a dependência, sem sofrimento para o viciado.

5669 – África – O Zimbábue


Harare, a capital

Os primeiros colonizadores a visitarem a região foram os portugueses no século 16. Três séculos mais tarde foi a vez dos ingleses. Do sobrenome do explorador que pretendia construir uma ferrovia que ligasse a cidade do Cabo ao Cairo, Cecil Rodes, veio a denominação do país, hoje Zimbábue. Só em 1980 deixou de ser colônia inglesa.
É um país da África Austral, anteriormente designado Rodésia do Sul e depois simplesmente Rodésia. É limitado a norte pela Zâmbia, a norte e a leste por Moçambique, a sul pela África do Sul e a sul e oeste pelo Botswana. Sua capital é Harare.
Os mais antigos ocupantes do atual território zimbabuano foram os povos de línguas khoisan. A partir do século XI, com a invasão de povos de línguas bantas, as populações originais khoisan foram forçadas a ceder a região para os invasores. Esses povos bantos criaram, nos séculos XIII e XIV, o Império Monomotapa, que dominou uma vasta área no sul da África, explorando as minas de ouro da região e comerciando escravos e metais através da costa do Oceano Índico. Sua capital era situada na Grande Zimbábue, da qual restam ruínas até hoje. Quando, em 1607, o monarca monomotapa concedeu aos portugueses a exploração do subsolo da área, o império já se encontrava em declínio.
No final do século XIX, os ingleses, dirigidos por Cecil Rhodes, começaram a colonizar a região com o objetivo de mineração. A riqueza da terra atraiu muitos europeus, ficando a população branca a dominar o país. Em 1921, a colónia autônoma se proclamou como Rodésia do Sul. Em 1953, o Reino Unido, temeroso da maioria negra, criou a Federação da Rodésia e Niassalândia, composta pela Rodésia do Norte (atual Zâmbia), Rodésia do Sul (hoje Zimbábue) e a Niassalândia (atual Malauí). Em 1964, o Reino Unido concedeu a independência à Rodésia do Norte, com o nome de Zâmbia. Mas a Rodésia do Sul se recusou, a menos que fossem dadas garantias de que o governo seria eleito pelo sufrágio universal. Um ano depois, o primeiro-ministro da Rodésia do Sul, Ian Smith, declarou unilateralmente a independência em 11 de novembro de 1965 e promulgou uma nova constituição através da qual o país adotava o nome de República da Rodésia. Mas a independência só foi reconhecida quinze anos depois, em 18 de abril de 1980, com o nome de Zimbábue.
O governo de Mugabe enfrenta uma crescente oposição, dada a crise econômica no país. O governo acredita que a pressão ocidental sobre Mugabe tem sido o resultado do crescimento das relações económicas com a República Popular da China e a disputa entre a República Popular da China e os Estados Unidos quanto aos recursos minerais do subsolo do Zimbábue.
O Zimbabwe é uma república com um presidente executivo e um parlamento que possui duas câmaras.
O atual presidente é Robert Mugabe. Ele convive com um caos econômico no país. Mugabe luta contra a inflação com atitudes políticas muito criticadas, como a tomada de fazendas pertencentes a brancos para assentar negros, o que, segundo os críticos, fizeram a situação piorar.
Em março de 2008 houve eleições gerais, que Mugabe perdeu, sem que o outro candidato tivesse obtido os 50% necessários.
Inflação

Governo corta 10 zeros no hiper desvalorizado dólar de Zimbábue

O país apresenta a maior taxa de inflação do planeta. Em fevereiro de 2007 foi registrada uma inflação anualizada de aproximadamente 1730%. Dados governamentais de junho de 2007 já apontam uma inflação de 4500%, embora especialistas afirmem que ela já chegou a aproximadamente 100 000%. Em julho de 2008 a inflação oficial chegou a 2.200.000% ao ano, mas estatísticas extraoficiais indicam uma inflação real de 9 000 000% ao ano
Em 2009, a inflação chegou aos exorbitantes níves de 98% ao dia.
A hiperinflação vem destruindo a economia do país, arrasando com o setor produtivo. Nos últimos anos, Zimbabwe tem diminuído rapidamente sua produção agrícola. Uma medida governamental congelou os preços, causando desabastecimento, fortalecimento do mercado negro e prisão de comerciantes contrários à medida.
A economia do Zimbabwe, que já foi um dos países mais prósperos da África meridional, encontra-se imerso desde 2000 em uma profunda crise. Além da hiperinflação, há um alto índice de desemprego (88%, maior do mundo), pobreza e uma crônica escassez de combustíveis, alimentos e moedas estrangeiras.
O novo governo de coalizão formado em fevereiro de 2009 conseguiu algumas melhorias na economia, incluindo o fim da hiperinflação eliminando o uso do dólar zimbabuano e o controle de preços. A economia está registrando seu primeiro crescimento em uma década, mas ainda são necessárias reformas políticas que permitam um maior crescimento. O relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para 2010, divulgado no dia 04/11/2010, mostra o Zimbábue na posição 169, o último país do ranking.

5668 – Tecnologia – Curativo mutante


Dentro de pouco tempo, quando você fizer um machucado no dedão e colocar uma bandagem, vai saber na hora se o corte está infeccionado e qual o tipo de bactéria presente nele graças à cor que o curativo adquirir. Isso será possível após a descoberta de dois pesquisadores da Universidade de Rochester. A dupla desenvolveu um sensor de germes que será agora incorporado a uma atadura para criar o que já chamam de “curativo inteligente”. Quando determinados tipos de bactéria são detectados, o curativo muda de cor e alerta sobre uma possível infecção. Providenciando um diagnóstico instantâneo, a tecnologia pode mostrar na hora se aquela feridinha precisa ou não de cuidados especiais. O sensor, que é do tamanho de um grão de areia, por enquanto só pode detectar a presença de duas classes de bactérias. O próximo passo agora é criar um sensor que diferencie dúzias de microorganismos.
Colocados dentro de bandagens flexíveis, a bactéria presente no machucado será imediatamente identificada de acordo com a cor que adquirir: salmonella, listeria, E. coli, entre outras, poderão ser listadas. O sistema de identificação deve ter aplicações ainda mais abrangentes. Além do “curativo inteligente”, o sensor poderá fazer parte da “embalagem inteligente”, para identificar a presença de microorganismos causadores de doenças em alimentos nas prateleiras de supermercados.

5667 – Aproveitando a energia do Sol


Imagine-se andando pela rua com uma roupa que acabou de ser borrifada com um spray de células solares. O tecido dela, graças a essas partículas, agora pode captar luz solar e, transformando-a em energia, carregar automaticamente seu celular, palmtop ou CD-player. Cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, acreditam que uma cena assim será perfeitamente possível nos próximos anos. A cada minuto, o Sol irradia para a Terra mais energia do que a humanidade inteira consome em um ano. No entanto, a tecnologia para a conversão da energia solar em elétrica ainda é muito cara: custa três a quatro vezes mais que a forma hidrelétrica. Isso porque a maioria das células para a captação de energia solar são feitas de silicone inorgânico que, como um chip de computador, precisa passar por processos laboratoriais dispendiosos.
A boa notícia é que os recentes avanços em pesquisas e em nanotecnologia estão acelerando o desenvolvimento de células mais simples e baratas, que podem ser borrifadas, por exemplo, no teto ou nas paredes de construções para gerar energia para o local. As novas células solares orgânicas feitas de plástico têm, no entanto, eficiência de apenas 2,5% na absorção de energia, contra os 10% dos dispositivos convencionais inorgânicos. Mas, de acordo com os pesquisadores, no final o custo-benefício é compensador. Outra equipe de estudiosos, da Universidade da Califórnia, tenta desenvolver uma estrutura nanométrica que combina a flexibilidade do plástico com a comprovada eficiência de semicondutores inorgânicos. Por enquanto, a maior dificuldade dos pesquisadores é duplicar a eficiência das estruturas e, assim, atrair empresas interessadas no investimento.

5666 – Futuro da Astronáutica – Rumo as luas


A meta agora é a colonização de outros mundos, da Lua para Marte e daí para os estranhos e fascinantes satélites dos planetas gigantes mais próximos, Júpiter e Saturno.
Um dos projetos mais ambiciosos é a chamada iniciativa de sistemas nucleares, da Nasa, que quer criar minirreatores atômicos para gerar energia no espaço. As naves geralmente funcionam graças à luz solar, transformada em eletricidade por seus painéis. Mas Júpiter e Saturno ficam bem longe do Sol; melhor recorrer à energia atômica. Em parte, essa tecnologia já foi usada em duas naves recentes: a Galileo, atualmente estacionada acima de Júpiter, e a Cassini, que faz um tour pelas luas de Saturno. A Cassini causou sensação em janeiro deste ano pelas fotos espantosas que enviou do satélite jupiteriano Europa, onde parece haver um imenso oceano de água salgada, coberto de gelo.
Quanto aos telescópios, o primeiro a ser construído será o James Webb, cuja missão é, simplesmente, ser o sucessor do Hubble. Será quase duas vezes maior que seu antecessor (terá 4 m de comprimento contra 2,40 m) e novas atribuições. Sua visão, por exemplo, será ajustada para ver principalmente ondas de calor. Elas serão captadas por uma lente incrível, composta de vários pedaços “dobráveis”. Chegando à estação espacial, essas partes se encaixarão automaticamente umas às outras até alcançar seu diâmetro real, que será de 6 m, gigantesca para um telescópio espacial. Outra curiosidade é que o instrumento terá de ficar sempre congelado a 240ºC negativos: isso porque, como ele enxerga calor, a sua própria temperatura poderia criar um “ruído” de fundo, prejudicando a qualidade das imagens.
O objetivo de tudo isso é complementar o trabalho do Hubble, que era, principalmente, observar o Big Bang, a explosão que deu origem ao universo, há 13,5 bilhões de anos. Daqui para a frente, o James Webb tentará entender o que veio depois do Big Bang: o nascimento e a evolução das galáxias e, em particular, a história da nossa própria galáxia, a Via Láctea. Dentro dela, o alvo é decifrar o nascimento e a evolução das estrelas e de seus planetas. Ou seja, ele vai buscar outros sistemas solares, distintos do nosso. Essa concatenação é perfeita, com um telescópio dando seguimento à tarefa do anterior.
Apesar do grande entusiasmo que esses projetos provocam, a grande estrela da pesquisa espacial, ao longo desta década, deverá mesmo ser Marte, nosso vizinho mais próximo dentro do Sistema Solar e o único, até onde se sabe, que poderia oferecer condições confortáveis para possível colonização pelo homem. Diversos projetos estão, atualmente, em andamento com vistas à conquista do chamado planeta vermelho. O projeto mais adiantado é o da nave Mars Express, de responsabilidade dos países europeus, por meio da agência espacial européia, a ESA. Com lançamento previsto para os próximos 12 meses, ela está sendo preparada para estacionar na órbita de Marte e, lá de cima, analisar a superfície marciana. Mas não apenas isso: ela também deverá carregar um módulo de aterrissagem, o Beagle-2. Trata-se de uma sonda teleguiada, capaz de se desprender da nave-mãe e pousar na superfície.
O principal objetivo da Mars Express é entender por que Marte é tão desértico, hoje em dia, embora haja sinais muito fortes de que já teve água em abundância e, talvez, multidões de bactérias proliferando em seus mares. O único jeito de descobrir, dizem os cientistas, é fazer uma análise química detalhada do solo marciano. Para isso, a nave usará um “espião”, chamado Spicam. Trata-se de um sensor que capta radiação ultravioleta e infravermelha emitida pela superfície marciana e, por meio delas, poderá decifrar as reações químicas que estão ocorrendo lá embaixo. Já se sabe que Marte é “enferrujado” – quer dizer que suas rochas e solos tendem a reagir fortemente com o oxigênio (vem daí, inclusive, a sua característica aparência avermelhada). O problema consiste em estudar as reações químicas e tentar descobrir como surgiu essa tendência.
Outro instrumento interessante da nave é o Marsis, uma espécie de radar que pode ser sintonizado para detectar água. Dito de outra maneira, ele pode verificar se existe água escondida no subsolo marciano. Já não há muita dúvida de que as moléculas de H2O rolaram pelas planícies vermelhas. Mas o Marsis poderá confirmar se parte dessa água ainda está lá – e apenas escorreu para debaixo do solo. O radar poderá fazer essa verificação até a uma profundidade de 5 km.

5665 – Tecnologia – Lâmpadas do futuro


Uma nova tecnologia, desenvolvida pelo Departamento de Energia do laboratório estatal Sandia, nos Estados Unidos, transforma as lâmpadas do futuro em artigos muito mais econômicos – e que não esquentam. As lâmpadas do futuro vão continuar incandescentes, mas o novo sistema utiliza uma trama microscópica de tungstênio e cristais de fótons em vez dos antigos filamentos, base da maior parte das lâmpadas usadas no mundo inteiro. Os bulbos tradicionais transformam apenas 5% da energia em luz – o restante é perdido em calor. A equipe americana que pesquisa a novidade vai elevar a eficiência para 60%. A nova lâmpada ajudará a resolver um problema gigantesco: acrescente demanda por mais energia elétrica e as conseqüências que isso causa ao meio ambiente.
A diferença, ao que tudo indica, deverá ser sentida também em seu bolso, já que a conta de luz da sua casa com certeza vai ficar muito mais barata.

5664 – Satélites – Lua Io de Júpiter


Sonda Galileo passou perto

Io é uma das quatro grandes luas de Júpiter conhecidas como Luas de Galileu, em honra ao seu descobridor Galileu Galilei.
Io, ligeiramente maior que a Lua, é também a quarta maior lua do sistema solar, logo a seguir a Ganímedes, Titã e Calisto (esta última e Ganímedes são também luas de Galileu em Júpiter).
Mesmo com o seu tamanho algo modesto e apesar de estar localizada num local frio do sistema solar, Io é descrita como o que mais se aproxima do conceito de inferno em todo o sistema solar, já que é o local com maior actividade vulcânica do Sistema Solar. Os seus vulcões chegam a atingir temperaturas à volta dos 1700 graus Celsius, logo, mais quentes que os vulcões da Terra (acredita-se que também os vulcões dos primórdios da Terra atingissem temperaturas semelhantes).
Aliada à maior concentração vulcânica do sistema solar, a libertação de compostos de enxofre durante as erupções confere a Io a aparência de um mundo de diferentes cores: branco, vermelho, laranja, amarelo e preto. Outra consequência desta actividade vulcânica consiste na expulsão de matéria e gases que se afastam para centenas de quilómetros de altura. Devido à fraca gravidade, alguma dessa matéria escapa para o espaço, formando um toro em redor de Júpiter.
O nome desta lua provém de Io, uma das paixões de Zeus (que corresponde ao deus romano Júpiter), segundo a mitologia grega . Apesar do nome ter sido sugerido pela primeira vez por Simon Marius, só no século XX é que o seu uso tornou-se corrente. Até então era conhecida pela denominação, em numeração romana, Júpiter I.
Na mitologia, Io era uma ninfa (ou princesa, segundo outras versões) por quem Zeus (Júpiter) se apaixonou. O deus metamorfoseou-a em vaca para a proteger dos ciúmes de Hera (Juno na mitologia romana), a mulher de Zeus. Hera encarregou, então, o boieiro Argo de vigiá-la. Zeus ordenou Hermes (Mercúrio) a retirar Io da vigilância de Argo. Hermes só o conseguiu depois de ter adormecido Argo ao som da flauta de Pã, matando-o em seguida. Hera deu à sua ave consagrada, o Pavão, os cem olhos de Argo para que o fantasma do boieiro continuasse a perseguir a virgem-novilha Io.
A lua Io foi descoberta a 7 de Janeiro de 1610 por Galileu Galilei através da sua luneta. Io apresenta-se no céu nocturno com 5,0 de magnitude.
Contudo, alguns autores defendem que a descoberta se deveu a Simon Marius. Este publicou os resultados das suas observações no seu trabalho de 1614 «Mundus Jovialis», onde revela que teria descoberto as luas uma semana antes de Galileu, no final de 1609. Galileu duvidou desses factos e catalogou o trabalho de Marius como plágio.
Quando a sonda Voyager 1 enviou as primeiras imagens, nas proximidades de Io, em 1979, os cientistas esperavam encontrar numerosas crateras. Contrariamente a todas as expectativas, Io quase que não tinha crateras. Na verdade, possuía uma superfície ainda jovem causada pela intensa actividade vulcânica que cobriu quase por completo os sinais quaisquer crateras. A Voyager 1 conseguiu observar nove vulcões activos na superfície; mais tarde, a Voyager 2 observou oito dos nove em actividade, verificando-se que o maior dos vulcões estava inactivo.
A surpresa devida à descoberta de vulcões activos despertou o interesse da cultura popular por esta lua, que passou a ser referida em livros, filmes, jogos ou vídeos de música. É descrito em obras de ficção cientifica como «2010: Odyssey Two» de Arthur C. Clarke (1984) ou no filme Outland de 1981.
A 8 de fevereiro de 1992, a sonda Ulysses usou a gravidade de Júpiter para poder explorar os pólos do Sol. A Ulysses estudou o Toro de Plasma de Io que circunda Júpiter, verificando, também, uma diminuição na quantidade de vulcões em erupção.
o possui um diâmetro médio de 3642,6 km e tem uma densidade relativamente alta de cerca de 3,56 g/cm³. Assim, tem uma densidade um pouco maior e um diâmetro também pouco maior que a Lua.
Diferentemente das luas do sistema solar exterior, Io apresenta grandes semelhanças com os planetas telúricos, como a Terra, onde as rochas de silicatos são predominantes. Os dados da sonda Galileo sugerem que Io tem um núcleo de 900 km de diâmetro constituído por ferro e, possivelmente, com porções de pirita.
Este pequeno mundo tem uma luminosidade considerável, proveniente de alguns lagos incandescentes devido às altas temperaturas, mas a maioria dessa luminosidade provém de descargas eléctricas entre Júpiter e Io.
Ao contrário das outras luas de Galileu, Io tem pouca ou nenhuma água. Isto acontece provavelmente porque, no início do sistema solar, Júpiter era quente o suficiente para afastar os elementos voláteis junto à sua superfície (o que inclui Io), mas não para fazer o mesmo com as outras luas.
Existem montanhas escarpadas de origem não vulcânica com vários quilómetros de altura, planaltos formados por materiais em camada, e muitas caldeiras com aspecto irregular. Várias das formações negras correspondem a pontos quentes e podem ser lava a fluir. Não existem muitas crateras de impacto, dado que os depósitos vulcânicos cobrem a superfície mais rapidamente que o número de grandes crateras causadas por asteróides e cometas.
Esta intensa actividade vulcânica eliminou da superfície qualquer rasto de gelo, como seria de esperar num satélite de Júpiter. Da mesma forma que os vulcões da Terra, os vulcões ionianos emitem enxofre e dióxido de enxofre. Originalmente, julgava-se que as correntes de lava eram constituídas por substâncias sulfurosas. Contudo, hoje pensa-se que são silicatos rochosos derretidos, tal como acontece, também, na Terra. A Galileo detectou mais de cem vulcões em erupção, e especula-se que deverão existir pelo menos trezentos.
A energia para este vulcanismo deriva de efeitos de maré gerados pela interacção de Io, Júpiter, Europa e Ganímedes. As três luas encontram-se em ressonância orbital (ressonância de Laplace), de modo que Io orbita duas vezes por cada órbita de Europa que, por sua vez, orbita duas vezes por cada órbita de Ganímedes; além disso, Io mantém sempre a mesma face virada para Júpiter. A interacção gravitacional de Europa, Ganímedes e Júpiter, obriga o diâmetro de Io a sofrer constantes variações (cerca de 100 metros), num processo que gera calor através de fricção interna.

Possível interior de Io

5663 – Ets na Bíblia? – Ezequiel e suas carroças voadoras


O Velho Testamento registra uma cena espetacular, que hoje seria interpretada pelos ufólogos como um típico caso de aparição de um Ovni (objeto voador não-identificado). O profeta Ezequiel descreve uma carroça com rodas de fogo que desceu dos céus até ele. Esta visão foi amplamente difundida pelo escritor Erich von Däniken em seu livro Eram os Deuses Astronautas? como uma prova irrefutável de que a Terra tem sido visitada por alienígenas desde tempos remotos. À luz do conhecimento científico atual, é fácil deduzir que Ezequiel teve uma ilusão de ótica causada pelo reflexo da luz do sol em cristais de água na atmosfera.
Na Idade Média, quando se incendiavam pessoas por qualquer motivo, várias mulheres foram mortas por terem visões estranhas. É claro que, na época da Inquisição, ninguém dizia ter contatos com seres extra-terrestres. Acreditava-se em duendes, fadas e demônios. Os ETs ainda não tinham sido inventados. Naves espaciais tripuladas por alienígenas só despontaram no imaginário coletivo no fim do século passado. Foi naquela época que surgiram, nos Estados Unidos, os relatos sobre estranhos objetos voadores, em geral dotados de asas e hélices. Claro, na época ainda não havia aviões. Existia, isto sim, um crescente interesse pelo tema das “máquinas voadoras”. Era uma época de avanços prodigiosos na tecnologia dos balões e dos dirigíveis, como o famoso Zepelin. A invenção de um aparelho voador mais pesado do que o ar já era tida como iminente. Em outras palavras, a expectativa de ver aeronaves nos céus americanos favorecia que as pessoas realmente as “vissem”.
Muitos ufólogos admitem que a maior parte dos objetos relatados como Ovnis podem ser descartados como enganos ou fraudes. A polêmica se concentra sobre um pequeno resíduo, algo como 2% de casos insolúveis. As pessoas que acreditam em discos voadores encaram esses casos sem explicação como provas da existência de Ovnis e de visitas extraterrestres. Elas simplesmente não conseguem explicar as ocorrências de outra maneira. Os cientistas se recusam a acreditar em ETs até que apareçam provas realmente convincentes.

5662 – História dos EUA – A Guerra Civil e o Crescimento da Economia


Fogo contra fogo

Foi o conflito mais sangrento da História americana, onde morreram mais cidadãos americanos do que em qualquer outra guerra. Seus custos foram tão grandes quanto suas consequências. Foi estabelecida a hegemonia dos estados do norte e do capitalismo. O crescimento econômico do século 19 neste país foi o mais rápido da História mundial até então. Entre 1825 e 1910 a produção cresceu a uma taxa média anual de 1,6% per capita, enquanto a população por crescimento natural e imigração dobrou a cada 27 anos. A mecanização agrícola acelerada pelos colonos em marcha para o oeste, o uso de fertilizaçãoe a introdução de espécies vegetais tornaram o EUA o maior produtor agrícola mundial. A ferrovia, porém, foi o elemento mais significativo para o crescimento, baixando os custos, abrindo áreas de produção e mercados e unificando um país vasto e desigual.
Em 1880, a malha ferroviária era a maior que o sistema europeu. O país beneficiou-se dos recursos naturais, população alfabetizada, revolução organizacional, estabilidade política, investimento estrangeiro e ética empresarial. Entre 1877 e 1892,o PIB triplicou, fazendo dos EUA a maior potência industrial do mundo. A Guerra Civil começou quando os Estados Confederados da América abriram fogo contra tropas dos EUA no Front Sumter (Charleton, Carolina do Sul), em 12 de abril de 1861 e terminou quando os principais exércitos confederados se renderam em abril de 1865. Perto de 3 milhões de americanos serviram nas forças entre a união e da federação; 2/3 deles com menos de 23 anos. Cerca de 200 mil dos soldados da união eram negros, a maioria escravos emancipados. Mais de 21% dos soldados da Guerra Civil morreram. Uma proporção muito mais alta do que qualquer exército da 1ª Guerra Mundial. As mortes causadas por doença foram o dobro das mortes em batalha.
O crescimento da agricultura e da indústria americana resultou de inovações tecnológicas, especialmente das máquinas colheitadeiras e processos Bessemer e da fornalha tipo Siemens-Martin de produção de aço, bem como do crescimento da população e colonização de novas terras.

5661 – História dos EUA – Oeste


Com carroças cobertas a migração para o oeste teve início em fins do século 18 e ganhou força após
a travessia dos montes Allegheny e da entrada de imigrantes no meio-oeste, via Grandes Lagos e Rio Mississipi. Os imigrantes foram objeto de resistência por parte de tribos indígenas, deslocadas para oeste pela pressão sempre crescente.
A colonização foi uma experiência extremamente negativa, sob as perpectivas dos povos indígenas:
a expansão tornou-se retação; a democracia, tirania;a prosperidade, pobreza e a liberdade, confinamento. Possivelmente, antes de 1600; 10 milhões de índios viviam ao norte do Rio Grande, falando mais de 2 mil línguas e morando em pequenas aldeias ou grupos nômades, subsistindo do milho, da caça e da pesca e outros frutos da floresta. A chegada doseuropeus trouxe mudanças.
Delas os Sioux obtiveram seus cavalos, os Navajos, suas ovelhas e os Iroqueses, suas armas de fogo. Mas o impacto foi muito desvantajoso: as tribos da Nova Inglaterra, devastadas por doenças, foram destruídas na guerra Pequot de 1636 e na do Rei Felipe. Tribos sulinas, apesar de terem adotado hábitos “civilizados”, não se deram melhor. Agricultores liderados pelo Presidente Andrew Jackson, conseguiram uma lei para a sua remoção e, embora a Suprema Corte tenha se oposto, em 1838, aproximadamente 50 mil Cherokees foram enviados em pleno inverno para o árido Oklahoma. Muitos morreram no caminho. Os Choctaw, Creek e Chickasaw tiveram destino semelhante. Mesmo os Semilones, isolados nos pântanos da Flórida, resistiram só uma década.
Nas grandes planícies, a base econômica e espiritual da cultura indígena foi destruída quando as manadas de búfalos foram divididas em 2 pela 1ª Ferrovia Transcontinental (1869) e depois dizimadas numa campanha deliberada para matar os Sioux de fome. Na década de 1890, os búfalos e os índios sobreviveram apenas em reservas. A medida que sua cultura se desintegrou, sua estrutura espiritual foi substituída por novas formas de crença.
A dança dos espíritos era uma religião de resistência, desenvolvida primariamente de forma não violenta pelo Pajé Paiutewovoke, desde a década de 1890. A vasta extensão territorial dos EUA, 5 vezes maior que a Grã-Bretanha, França, Alemanha e Japão juntos, fez com que a melhoria dos transportes fosse essencial para o cresimento da economia.
As ferrovias reduziram as taxas de fretes terrestres em 500% e o tempo de viagem em 900%, em seus primeiros 20 anos de operação. A movimentação da população e do transporte para o oeste foi acompanhada por um deslocamento da produção agrícola.

5660 – Estátua de Zeus era feita de marfim, ébano e pedrarias


Na cidade grega de Olímpia, na planície do Peloponeso, estava a quinta maravilha: a estátua de Zeus, esculpida pelo célebre ateniense Fídias, no século V a.C., quando a cidade já caíra sob o domínio de Esparta. Essa é considerada sua obra-prima. Tanto os gregos amavam seus trabalhos que dizia-se que ele revelava aos homens a imagem dos deuses. Supõe-se que a construção da estátua tenha levado cerca de oito anos. Zeus (Júpiter, para os romanos) era o senhor do Olimpo, a morada das divindades. A estátua media de 12 a 15 metros de altura — o equivalente a um prédio de cinco andares — e era toda de marfim e ébano. Seus olhos eram pedras preciosas.
Fídias esculpiu Zeus sentado num trono. Na mão direita levava a estatueta de Nike, deusa da Vitória; na esquerda, uma esfera sob a qual se debruçava uma águia. Supõe-se que, como em representações de outros artistas, o Zeus de Fídias também mostrasse o cenho franzido. A lenda dizia que quando Zeus franzia a fronte o Olimpo todo tremia. Quando a estátua foi construída, a rivalidade entre Atenas e Esparta pela hegemonia no Mediterrâneo e na Grécia continental mergulhou os gregos numa sucessão de guerras. Os combates, no entanto, não prejudicaram as realizações culturais e artísticas da época. Ao contrário, o século V a.C. ficou conhecido como o século de ouro na história grega devido ao extraordinário florescimento da arquitetura, escultura e outras artes. A estátua de Zeus foi destruída nesse mesmo século V a.C.

5659 – O Templo de Artemis demorou 200 anos para ser construído


O Templo de Artemis

Em Éfeso, na Ásia Menor, ficava o templo da deusa Ártemis, a quarta maravilha. Sua construção começou na metade do século VI a.C. , por ordem do conquistador Creso, rei da Lídia — região montanhosa que hoje é o oeste da Turquia. Com 90 metros de altura — como a estátua da Liberdade, em Nova York — e 45 de largura, o templo era decorado com magníficas obras de arte. Protetora da cidade e deusa dos bosques e animais, Ártemis (Diana, para os romanos) foi esculpida em ébano, ouro, prata e pedra preta. Tinha as pernas e quadris cobertos por uma saia comprida decorada com relevos de animais. Da cintura para cima, três fileiras de seios se superpunham. Um ornamento em forma de pilar lhe adornava a cabeça.
Nesse período da história grega, chamado Arcaico (século VIII- século V a.C.), quando Éfeso, graças a seu porto, era uma das mais importantes cidades do Egeu e do Mediterrâneo, a escultura tinha alcançado seu ponto alto entre os gregos. Não é, pois, de estranhar que o templo de Ártemis tenha ficado famoso por suas esculturas e objetos de ouro e marfim — alguns dos quais se encontram no Museu Britânico, em Londres. Quando, no século I, o escritor romano Plínio, o Velho, afirmou que esse magnífico templo, com 127 colunas (36 decoradas) demorou duzentos anos para ser construído, não foi levado a sério. Mas, no século XIX, quando os arqueólogos conseguiram determinar o lugar onde foi erguido deu-se finalmente razão a Plínio. O templo foi incendiado no século III a.C. por um certo Heróstrato, que assim pretendia tornar-se imortal. Pelo visto, conseguiu. Reconstruído, destruído e ainda outra vez reconstruído, o templo foi finalmente arrasado em 262 pelos godos, povo germânico que durante o século III invadiu províncias romanas na Ásia Menor e na península balcânica.