5556 – Grande Sampa – A Mais Paulista das Avenidas


AV Paulista à noite

Ela já foi eleita o símbolo de São Paulo

A Avenida Paulista é um dos logradouros mais importantes do município de São Paulo, a capital do estado homônimo. Está localizada no limite entre as zonas Centro-Sul, Central e Oeste; e em uma das regiões mais elevadas da cidade, chamada de Espigão da Paulista.
Considerada um dos principais centros financeiros da cidade, assim como também um dos seus pontos turísticos mais característicos, a avenida revela sua importância não só como pólo econômico, mas também como centralidade cultural e de entretenimento. Devido à grande quantidade de sedes de empresas, bancos, consulados, hotéis, hospitais, como o tradicional Hospital Santa Catarina e instituições científicas, como o Instituto Pasteur, culturais, como o MASP e educacionais, como os tradicionais Colégio São Luís e a Escola Estadual Rodrigues Alves. Movimentam-se diariamente pela avenida Paulista milhares de pessoas oriundas de todas as regiões da cidade e de fora dela.
Além disso,a avenida é um importante eixo viário da cidade ligando importantes avenidas como a Dr. Arnaldo, a Rebouças, a 9 de Julho, a Brigadeiro Luís Antônio, a 23 de Maio, a rua da Consolação e a Avenida Angélica.
A avenida foi criada no final do século XIX a partir do desejo de paulistas em expandir na cidade novas áreas residenciais que não estivessem localizadas imediatamente próxima às mais movimentadas centralidades do período, por essa época altamente valorizadas e totalmente ocupadas, tais como a Praça da República, o bairro de Higienópolis e os Campos Elísios. A avenida Paulista foi inaugurada no dia 8 de dezembro de 1891, por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, para abrigar paulistas que desejavam adquirir seu espaço na cidade.
Naquela época, houve grande expansão imobiliária em terrenos de antigas fazendas e áreas devolutas, o que deu início a um período de grande crescimento. As novas ruas seguiam projetos desenvolvidos por engenheiros renomados, e nas áreas mais próximas à avenida e a seu parque central os terrenos eram naturalmente mais caros que nas áreas mais afastadas; não havia apenas residências de maior porte, mas também habitações populares, casebres e até mesmo cocheiras em toda a região circundante. Seu nome seria avenida das Acácias ou Prado de São Paulo, mas Lima declarou:
Será Avenida Paulista, em homenagem aos paulistas
Joaquim Eugênio de Lima (1845-1902), uruguaio, associou-se a João Borges de Figueiredo e João Augusto Garcia e iniciaram a compra de terrenos no espigão entre os rios Tietê e Pinheiros. Em 1890 adquiriram na rua Real Grandeza (depois avenida Paulista) dois terrenos de José Coelho Pamplona e de sua mulher Maria Vieira Paim Pamplona e no mesmo ano mais dois lotes de Mariano Antonio Vieira e de sua mulher Maria Izabel Paim Vieira. Depois adquiriram a Chácara Bela Cintra de Candido de Morais Bueno. Toda a região local servia na época de passagem de boiadas a caminho do matadouro. O plano da avenida foi elaborado pelo agrimensor Tarquinio Antonio Tarant e, como deveria ser plana, exigiu o aterro de um vale na atual avenida 9 de julho. A avenida Paulista tinha cerca de três quilômetros de comprimento e trinta metros de largura e era dividida em três faixas: uma para bondes, a do centro para carruagens e a outra para cavaleiros, todas ladeadas por magnólias e plátamos. O piso carroçável era coberto por pedregulhos brancos. Foi inaugurada, juntamente com a linha de bondes em 1891. O bonde elétrico chegou nove anos depois, em 1900.
A avenida Paulista foi a primeira via pública asfaltada de São Paulo, em 1909, com material importado da Alemanha, uma novidade até na Europa e nos Estados Unidos.
No princípio era uma avenida residencial, durante as décadas de 60 e 70, porém, e seguindo as diretrizes das novas legislações de uso e ocupação do solo, e a valorização dos imóveis incentivada pela especulação imobiliária, começaram a surgir naquele local os seus agora característicos “espigões” – edifícios de escritórios com 30 andares em média.
A avenida possui muitos restaurantes que recebem diariamente milhares de pessoas que moram e trabalham na região. Nela se localiza o conceituado Museu de Arte de São Paulo, o MASP, e também o Parque tenente Siqueira Campos, também conhecido como Parque Trianon. Possui faixas largas para pedestres e é servida pelas estações Brigadeiro, Trianon-Masp, Consolação (da Linha 2-Verde) e Paulista (da Linha 4-Amarela) do Metrô de São Paulo. Tem o edifício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a FIESP, que também abriga o Sesi, que, por sua vez, possui teatro para apresentações gratuitas como também biblioteca com acervo vasto e muitos livros novos, permitindo o empréstimo gratuito a qualquer pessoa que leve comprovante de endereço.
É famosa também a antena do prédio da Fundação Cásper Líbero, sendo a maior e mais alta da avenida e que chama a atenção devido à sua iluminação amarelada. O mesmo prédio também é famoso por suas escadarias, pelo Teatro Gazeta, pela sede da TV Gazeta, da Rádio Gazeta FM, da Faculdade Cásper Líbero e pelo cinema Reserva Cultural.

AV Paulista nos anos 70: sem Internet, sem metrô e com muitos fusquinhas e ônibus da CMTC

No seu conjunto arquitetônico, possuía vários casarões de famílias tradicionais de fazendeiros ligados ao café, denominados por muitos, os Barões do café, assim como de novos ricos, em sua maioria de origem árabe e italiana.
Na Praça Oswaldo Cruz, onde tem início a avenida, no lado da Subprefeitura de Vila Mariana (o outro lado pertence à da Sé), existe uma bela escultura do Índio Pescador.
Na Praça Marechal Cordeiro de Farias, no final da avenida, no seu centenário, em 1991, foi encomendada à artista plástica Lílian Amaral e ao Arquiteto Jorge Bassani, a escultura Arcos ou Caminho, (também chamada de Arco-íris metálico), composta por 12 arcos coloridos, seguindo uma sequência tridimensional que explora o espaço, o que permite passagem do público por entre os arcos.
O Museu de Arte de São Paulo, estabelecido outrora na Rua 7 de Abril, se instalou nem sua nova sede em 7 de novembro de 1968, sendo inaugurada pela rainha do Reino Unido, Elisabeth II, na presença do então governador Roberto Costa de Abreu Sodré e dona Maria do Carmo de Abreu Sodré.
A Feira de Antiguidades do Masp funciona desde 1979, sendo organizada pela Associação de Antiquários do Estado de São Paulo (AAESP) e ocorre no vão livre do museu, aos domingos, das 10h às 17hs. Reúne artefatos e uniformes de guerra, condecorações, câmeras fotográficas, porcelanas, cristais, joias, pratarias, entre muitos outros artigos.

Avenida Paulista com a Consolação

5555 – Mega Byte – Apesar da queda de público nos cinemas, Hollywood vê internet com otimismo


O público dos cinemas em 2011 foi o menor em 16 anos. As vendas de DVDs não param de despencar. Mas Hollywood vê razões para otimismo.
Afinal, não é a indústria fonográfica.
Em vez de passar por um “momento Napster” –a armadilha digital que inicialmente dizimou as gravadoras por causa do download ilegal e depois levou à migração para o download legal, quase exclusivamente por intermédio do iTunes–, Hollywood selou vários acordos que lhe dão uma sensação de maior controle.
O Google está desenvolvendo um equipamento de entretenimento doméstico e várias empresas de mídia têm planos para serviços on-line de streaming.
Ninguém terá monopólio da distribuição pela internet dos programas de televisão e filmes de Hollywood. Com mais compradores, haverá maior alavancagem e conteúdo mais caro.
“O clima mudou de ‘Ah, meu Deus, nossos modelos de negócio estão quebrados e vamos ser canibalizados’ para algo que parece euforia”, disse Peter Guber, presidente do Mandalay Entertainment Group, que trabalha com cinema, TV e esportes. “Os estúdios veem um mercado on-line robusto e em aceleração.”
Grandes compradores de filmes e programas de TV estão aparecendo por todo lado na web. A Netflix, com serviços de streaming e de DVD pelo correio, já disputa agressivamente o conteúdo de Hollywood.
Num claro desafio à Netflix, a Verizon e a Redbox anunciaram uma parceria para transmitir filmes do estúdio pela internet. A Amazon tem contrato para a compra de episódios de programas da Viacom, incluindo “Jersey Shore” e “Bob Esponja” e se prepara para lançar um serviço autônomo de streaming que também vai concorrer com a Netflix.
Hollywood também antevê que o YouTube e o Google em breve ampliarão seus serviços de TV e filmes para além da locação, incluindo as vendas. O Vudu, do Walmart, o CinemaNow, da Best Buy, o iTunes, da Apple, e o Hulu estão aumentando constantemente seu catálogo.
A concorrência pelos direitos de filmes e programas on-line esquentou também em lugares como o Brasil, onde a NetMovies Entertainment tem contrato para transmitir por streaming material pertencente à Walt Disney Company.
Mas Roy Salter, consultor financeiro especializado no setor de entretenimento, compara o atual boom ao dos anos 1980 e 1990, quando as redes de TV do mundo todo inflacionaram os direitos autorais e visuais dos filmes.
Era uma bolha, pois alguns compradores, diante de um crescimento inferior ao esperado, não puderam continuar pagando o licenciamento.
Outra ressalva é que as produtoras de cinema não poderão lucrar com a exibição por streaming de novos filmes, por causa dos seus contratos com canais a cabo como HBO e Showtime. Há apenas um ano, a Netflix era a única companhia de porte nos EUA pagando bem e à vista por conteúdo para streaming.
Guber prevê que a coisa só tende a melhorar para os estúdios. “Ninguém vai para um site da internet para ver zeros e uns”, disse ele, referindo-se ao código binário da informática. “Mas vai por causa dos ‘ohs’ e ‘ahs’ e as empresas de tecnologia sabem disso.”