5554 – Por que há destros e canhotos?


Tudo indica que a causa seja genética. A evidência mais interessante foi obtida pela observação, por meio de ultra-som, de fetos em gestação: 90% deles chupavam o polegar direito e 10%, o esquerdo – exatamente a mesma proporção de destros e canhotos encontrada na população em geral. Pode haver também influência do ambiente: como os canhotos são minoria, é comum que sejam forçados, na escola ou em casa, a usar a mão direita. “Mas é fácil perceber quando a pessoa é um falso destro. Ela dobra o cotovelo para fora e a mão para dentro, fazendo uma curva como se tentasse usar a mão esquerda”, afirma um neurologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Deve ficar claro que não há nenhuma desvantagem em ser canhoto. Basta lembrar os três maiores pintores da Renascença – Michelangelo, Leonardo da Vinci e Rafael; músicos como Jimi Hendrix e Paul McCartney; e escritores como Lewis Carroll e Mark Twain.

5553 – Mega Personagens – Bond, James Bond


Carros, mulheres, equipamentos modernos e espionagem. Essa é a fórmula que faz do agente secreto britânico James Bond um dos maiores mitos do cinema. Um personagem com 50 anos. Já foi interpretado por Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton e, agora, Pierce Brosnan e Victor Haas.
O espião JamesBond (ou 007) foi criado pelo escritor Ian Fleming (1908-1964). Suas características fazem um amálgama de várias pessoas. O próprio Fleming foi inspiração para o agente. Ele trabalhou como voluntário da Marinha britânica, enquanto Bond é comandante dela. O criador também era charmoso, gostava de beber e de carros velozes.
Sean Connery era odiado por Fleming, criador do agente secreto 007. O “pai” do personagem não gostava do ator, o qual achava arrogante. Ele queria Stewart Granger (As Minas do Rei Salomão) no papel de Bond.
O nome do espião foi retirado do livro predileto da mulher de Fleming, Field Guide to Birds of the West Indies (“Guia de Campo dos Pássaros das Índias Ocidentais”), cujo autor chamava-se James Bond.
A coleção inteira de 007 já foi lançada em DVD e existem ainda novos discos desses filmes sendo lançados agora. O restante das produções deve chegar ainda no começo de 2003.
O primeiro foi Dr. No, que tinha um braço metálico. Depois, Auric Goldfinger e sua mania por ouro, Blofeld e seu gatinho branco. O melhor de todos era o Dentes-de-Aço, que tinha uma mandíbula metálica e matava a dentadas.

5552 – Mega Polêmica – Medicina sem remédios?


Enquanto o Projeto Genoma, as invenções do Prozac e do Viagra e os transplantes milagrosos preenchiam as manchetes, descobertas simples e de grande impacto transformavam a maneira como os médicos tratavam os problemas de saúde e tentavam evitá-los. Foi preciso que surgissem medicamentos para alguns dos males que mais atacam a humanidade – hipertensão, derrame, diabete, depressão – para perceber que esses problemas podem ser curados antes mesmo que apareçam, e sem precisar de remédio nenhum.
As doenças que mais preocupavam há 100 anos eram infecções como poliomielite, tétano ou sarampo e foram drasticamente reduzidas com a utilização de vacinas e antibióticos. Por outro lado, doenças decorrentes do estilo de vida atual subiram ao topo do ranking entre os agentes que mais matam, não importa a origem ou a classe social.
O maior difusor dos remédios até hoje, considerado o criador da farmacologia, foi Paracelso, um suíço que viveu no século XVI e que, quase sem nenhum treinamento formal, afirmou que as doenças eram desequilíbrios químicos que com substâncias químicas deveriam ser tratados. Ele defendia que a única forma de descobrir o tratamento correto era pela experimentação. Com esses métodos, aplicava compostos à base de ferro para curar anemias e utilizava soluções de mercúrio como terapia para sífilis. Nos séculos seguintes, cientistas conseguiram, com práticas semelhantes, elaborar uma lista de milhares de compostos capazes de interferir nos mais diversos males.
Ele dizia que a diferença entre um remédio e um veneno é a quantidade que se toma. Pesquisas recentes mostraram o quanto ele estava certo. Descobriu-se, por exemplo, que nosso corpo é muito sensível a alguns metais. Sabe-se agora que o limite de chumbo que uma pessoa pode carregar no corpo humano é quatro vezes menor do que se acreditava há 20 anos. Uma reavaliação drástica ocorreu também com o mercúrio, o que levou à retirada das farmácias de curativos como o Merthiolate e de outros remédios que eram administrados sem critério a crianças até há bem pouco tempo. As descobertas também levaram a uma maior preocupação com a poluição ambiental, uma vez que a absorção desses componentes maléficos ocorre muitas vezes por água contaminada.
O uso indiscriminado de medicamentos pode causar danos tão graves quanto os males que eles deveriam prevenir.
Há também evidências de que indivíduos que crescem em ambientes excessivamente higienizados e com pouco contato com outras pessoas têm maior probabilidade de ter asma, diabete tipo 1 e esclerose múltipla.
Deve-se usar o mínimo de remédios necessário. “Quanto menos medicamentos tomarmos, melhores serão as implicações para a saúde”, afirma o toxicologista Anthony Wong, do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Essa receita vale até para os suplementos vitamínicos. As substâncias que eles contêm são sem dúvida úteis para prevenir centenas de doenças, mas não há comprovação de que uma dose extra seja necessária. “Uma dieta normal é suficiente para suprir todas as necessidades diárias de vitamina”, diz Anthony.
O que fazer com aquela dor de cabeça, insônia ou cólica que aparece todo mês e incomoda, mas não justifica uma ida ao médico ou ao hospital? Para os clínicos, casos como esses são suficientes para que se tome um remédio conhecido – e de venda livre – que resolva o problema, com o cuidado de ler a bula e verificar a freqüência com que ele deve ser ingerido.
A indústria farmacêutica está tentando transformar três dos acontecimentos mais marcantes da última década – a proliferação do vírus da Aids, o mapeamento do genoma humano e o desenvolvimento da informática – em ótimas notícias para os pacientes. A tentativa de eliminar o HIV deu aos cientistas informações detalhadas sobre como funciona o sistema imunológico e novas perspectivas de vacinas. Com isso, é possível que nas próximas décadas surjam formas de se imunizar contra o vírus ebola, a tuberculose, a malária, tumores, alguns tipos de câncer e até doenças cardíacas (o acúmulo de colesterol nas artérias pode ter origem em uma inflamação causada por bactérias).
Já existem empresas que mapeiam o genoma de qualquer pessoa por algumas centenas de milhares de dólares. Quando o método baratear, será possível obter o perfil genético não só de cada paciente como também do vírus ou bactéria que o infectou. “Os medicamentos de hoje são um sucesso para alguns pacientes e um fracasso para outros. No futuro, eles serão projetados de acordo com o perfil do paciente.
Você faz há 20 anos o mesmo exercício para a melhorar a saúde? Continue fazendo, mas esqueça tudo o que lhe ensinaram naquela época sobre atividade física. Pesquisas feitas nos últimos dez anos revolucionaram todos os conceitos que ligavam os esportes à saúde e trouxeram boas e más notícias. A má é que as doenças causadas pela falta de exercícios são mais graves e mais disseminadas do que imaginávamos. A boa é que preveni-las é extremamente fácil.
Só em 1992, a Organização Mundial de Saúde reconheceu o sedentarismo como um mal em si. Até então, ele era apenas um fator que contribuía para doenças como obesidade, diabete, colesterol alto e hipertensão. Quando a falta de exercício físico foi analisada de forma independente, percebeu-se que ela figurava entre os piores flagelos da humanidade.

5551 – De ☻lho no Mapa – Finlândia


Helsinke, a capital

É um país nórdico situado na região da Fino-Escandinávia, no norte da Europa. Faz fronteira com a Suécia a oeste, com a Rússia a leste e com a Noruega ao norte, enquanto a Estônia está ao sul através do Golfo da Finlândia. A capital do país é Helsinque.
Cerca de 5,3 milhões de pessoas vivem na Finlândia, sendo que a maior parte da população está concentrada no sul do país.
A Área Metropolitana de Helsinque (que inclui a Helsinque, Espoo, Kauniainen e Vantaa) é a residência de cerca de um milhão de habitantes e é responsável pela produção de um terço do PIB do país. Outras cidades importantes incluem Tampere, Turku, Oulu, Jyväskylä, Joensuu, Kuopio e Lahti.
A Finlândia foi uma parte da Suécia e em 1809 um Grão-Ducado autônomo dentro do Império Russo. A Declaração de independência da Finlândia foi feita em 1917 e foi seguida por uma guerra civil, guerras contra a União Soviética e a Alemanha nazista e por um período de neutralidade oficial durante a Guerra Fria. A Finlândia aderiu à ONU em 1955, à OCDE em 1969, à União Europeia em 1995 e desde o início da Zona Euro. O país foi classificado como o segundo mais estável do mundo, em uma pesquisa baseada em indicadores sociais, econômicos, políticos e militares.
A Finlândia teve um atraso relativo no seu processo de industrialização, permanecendo como um país essencialmente agrário até 1950. Posteriormente, o desenvolvimento econômico foi rápido e o país atingiu um dos melhores níveis de renda do mundo no início da década de 1970.
A Finlândia é muito bem colocada em várias comparações internacionais de desempenho nacional, como produção de alta tecnologia, saúde e desenvolvimento humano.
De acordo com evidências arqueológicas, a área onde agora é a Finlândia foi estabelecida primeiramente em torno de 8500 a.C. durante a idade da pedra enquanto a última era do gelo retrocedia.
Os povos mais adiantados provavelmente eram caçadores e camponeses, vivendo na tundra e com o que o mar poderia oferecer. A cerâmica é conhecida desde 5300 a.C. A existência de um sistema de troca extenso durante o período mesolítico é indicada pela propagação do asbesto e da pedra-sabão na Finlândia oriental, e por existir ardósia na Escandinávia, na Rússia, no sul do lago Onega além de na Escandinávia do norte.
Os primeiros suecos desembarcaram na costa finlandesa na época medieval. Os reis suecos estabeleceram as primeiras regras no país em 1249. Pouco tempo tempos, o país foi agregado e completamente colonizado pela Suécia.
Em 29 de março de 1809, depois de ter sido tomada pelas forças militares de Alexandre I da Rússia, a Finlândia tornou-se o Grão-ducado da Finlândia, autônomo no império russo até o fim de 1917, durante esse tempo, a língua finlandesa ganhou mais espaço, e a partir de 1860, um forte movimento popular nacionalista cresceu.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Finlândia e a União Soviética (URSS) se enfrentaram duas vezes: na Guerra de Inverno (1939-40), e na continuação da guerra entre 1941 e 1944, durante a Operação Barbarossa, quando a Alemanha invadiu a URSS. Durante 872 dias, tropas finlandesas e alemãs sitiaram Leninegrado, uma das principais cidades da URSS. Após a derrota da Alemanha pelas frentes orientais e o subsequente avanço soviético, a Finlândia foi forçada a se retratar com a URSS, e aceitar exigências de reparações e controle.
O país teve de rejeitar a ajuda do Plano Marshall, elaborado para reestruturar a Europa, mas foi secretamente amparada pelos Estados Unidos, que ajudaram no desenvolvimento e contribuíram com o partido dos democratas para preservar a independência do país.
A Finlândia é um país com milhares de lagos e ilhas, 187 888 lagos e 179 584 ilhas, mais concretamente. Um destes lagos, o Saimaa, é o 5º maior lago da Europa. A paisagem finlandesa é predominantemente plana, com algumas colinas e montes baixos. O ponto mais alto do país, o Halti, com 1328 m, encontra-se no extremo norte da Lapónia.
Cerca de 75% da área terrestre do país está coberto por Taiga (ou floresta boreal), com pouca terra arável, o tipo mais comum de rocha é o granito. A Morena é o tipo mais comum de solo, recoberto por uma fina camada de húmus de origem biológica.
Um quarto do território finlandês situa-se a norte do Círculo Polar Ártico, e consequentemente é possível experimentar o Sol da meia-noite, mais frequente à medida que se caminha para norte.
A maior parte do ensino pré-universitário é organizado a nível municipal. Mesmo que muitas, ou a maioria, das escolas tenham sido iniciadas como escolas particulares, hoje apenas cerca de 3% dos estudantes estão matriculados em escolas privadas (escolas principalmente com sede em Helsinque), índice este menor que o verificado na Suécia e na maioria dos outros países desenvolvidos.
É altamente produtiva em pesquisa científica. Em 2005, a Finlândia teve o quarto maior número de publicações científicas per capita dos países da OCDE.

Nokia, na Finlândia

5550 – Academia de Ciências de Luto


Aziz Nacib Ab’Sáber, pesquisador da USP e um dos maiores especialistas em geografia física do país, bem como uma voz ativa nos debates sobre biodiversidade e preservação ambiental, morreu na manhã desta sexta-feira, às 10h20, em São Paulo. Ele tinha 87 anos.
A informação foi dada pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), instituição que Ab’Sáber presidiu de 1993 a 1995 e da qual era presidente de honra e conselheiro.
Ab’Sáber morreu em casa. “Ele tomou café, sentou na cama e deu um suspiro. Morreu em seguida, foi fulminante”, disse Nídia Nacib Pontuschka, irmã do geógrafo. Ela afirma que a causa da morte ainda não foi identificada, mas suspeita-se que tenha sido um infarto ou um derrame.
A SBPC confirmou que o corpo de Ab’Sáber será velado no Salão Nobre do prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Rua do Lago, 717, Cidade Universitária, São Paulo), das 19h às 22h. O velório será reaberto amanhã a partir das 8h e o enterro será às 11h no Cemitério da Paz, no Morumbi.
Ab’Sáber nasceu em São Luís do Paraitinga (SP) em 24 de outubro de 1924. Seu pai era libanês.
Embora já estivesse aposentado, Ab’Sáber continuava publicando livros e sendo um observador arguto das controvérsias políticas envolvendo a questão ambiental.
Envolveu-se, por exemplo, com a discussão do novo Código Florestal, que pode alterar as áreas de preservação obrigatórias em propriedades particulares, nos últimos dois anos.
Segundo a SBPC, o geógrafo criticou o texto por não considerar o zoneamento físico e ecológico de todo o país, deixando de lado a importância da diversidade de paisagens naturais no Brasil.
O estudioso também chegou a sugerir a criação de um Código da Biodiversidade para implementar a proteção a espécies da flora e da fauna.
Ab’Sáber deixa cinco filhos, seis netos e um bisneto.
O site da SBPC traz uma extensa lista dos prêmios recebidos por Ab’Sáber ao longo da carreira. Destacam-se o Prêmio Jabuti em ciências humanas (1997 e 2005) e em ciências exatas (2007), o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia (1999), concedido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, a Medalha de Grão-Cruz em Ciências da Terra pela Academia Brasileira de Ciências; e o Prêmio Unesco para Ciência e Meio Ambiente (2001), concedido pelas Nações Unidas
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também enviou uma nota, por meio de seu instituto, lamentando a morte do geógrafo. Eles estiveram juntos nas Caravanas da Cidadania, viagens que Lula, membros do PT, além de especialistas de diversas áreas, fizeram pelo país nos anos 90.
“Aziz Ab’Saber foi, sem dúvida, um dos maiores geógrafos que o Brasil já teve. Seu profundo conhecimento da geografia e seu compromisso inabalável com o povo brasileiro foram fonte de inspiração para todos nós.

5549 – Onde fica o fim do mundo?


Ou melhor, o fim do Universo..

Uma hipótese, sugerida pela medição da luz que chega dos pontos mais distantes do universo, é que ele tenha entre 10 e 15 bilhões de anos-luz. Um ano-luz é a distância percorrida pela luz no período de um ano e corresponde a 9,5 trilhões de quilômetros. Para complicar ainda mais esse cálculo, os cientistas descobriram que as galáxias estão se afastando umas das outras, o que leva a crer que o cosmo está permanentemente se expandindo. Isso coloca uma questão óbvia: se o universo compreende tudo e fora dele não há nada, como ele pode estar aumentando de tamanho? Para ter uma idéia das distâncias descomunais do universo, imagine que você embarque num ônibus espacial em direção ao fim do mundo. Depois de quase 30 anos viajando a uma velocidade de 30 000 quilômetros por hora, você atingiria o limite do sistema solar. Seria preciso viajar outros 500 anos para chegar à estrela mais próxima do Sol e alguns bilhões de anos para ultrapassar os limites da Via Láctea. O mais espantoso é que você nunca chegaria ao limite do universo, uma vez que o mundo está se expandindo numa rapidez muito superior à velocidade de qualquer espaçonave concebível. A única forma de atingir as bordas do universo seria numa máquina do tempo.

5548 – Tratamento contra o nanismo


Ele consiste em injeções diárias de uma versão sintética do hormônio conhecido como GH (do inglês Growth Hormone, “hormônio de crescimento”), mas apenas quando há uma deficiência em sua produção. Em condições normais, o corpo cresce por meio de cartilagens especiais encontradas nos ossos mais longos – como os dos braços e das pernas. “Esses ossos têm duas partes: a metáfise, que fica no meio, e a epífise, nas pontas. A cartilagem de crescimento separa uma da outra e, quando o processo de crescimento se completa, essas cartilagens se calcificam”, afirma o endocrinologista e pediatra Gil Guerra Júnior, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Depois que isso acontece, no final da adolescência, é inútil tomar hormônio – apesar de exceções como o apresentador da MTV Luiz Alves Pereira Neto, mais conhecido como Ferrugem.
Devido a uma deficiência na hipófise (glândula cerebral que produz o GH), ele permanecia com corpo de criança até os 23 anos, quando iniciou um tratamento de reposição hormonal depois que se constatou que seus ossos ainda tinham cartilagens de crescimento. “Tomei hormônios sintéticos durante cinco anos e consegui crescer 31 centímetros”, diz Ferrugem, hoje com 35 anos. Um tratamento semelhante – comprimidos diários de hormônio – é aplicado em crianças que não crescem direito por hipotireoidismo, deficiência da glândula tireóide. Por fim, existe o chamado alongamento ósseo, para aqueles que sofrem de displasias, doenças hereditárias que interferem na formação dos ossos. Nesse caso, os ossos dos braços e das pernas são quebrados e acoplados a aparelhos extensores. O tratamento permite um grau elevado de crescimento, até mesmo em adultos, mas é demorado e doloroso – além de exigir várias cirurgias, cria o risco de infecções ósseas, difíceis de tratar.

5547 – O que significa o logo da Justiça?


A venda é um símbolo de imparcialidade: significa que ela não faz distinção entre aqueles que estão sendo julgados. A balança indica equilíbrio e ponderação na hora de pesar, lado a lado, os argumentos contra e a favor dos acusados. A espada é um sinal de força. “A arma implica que a Justiça não pede aos que estão brigando que aceitem sua decisão. Ela tem de ser imposta, mesmo porque inevitavelmente descontentará um dos dois lados em conflito”, diz um advogado professor de Direito Público da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). A Justiça é associada a figuras femininas desde a antigüidade. A deusa egípcia Maat (cujo nome deu origem à palavra “magistrado”) muitas vezes era retratada com uma espada na mão. Na Grécia, o papel cabia a Têmis, que já trazia uma balança na mão direita. Em sua versão romana, batizada Justitia, a mesma deusa passa a trazer também a espada e a venda nos olhos.
Para completar, a balança e a espada também são instrumentos de São Miguel, o arcanjo justiceiro, que, apesar de já fazer parte da tradição judaica, passou a ser retratado assim nos primeiros séculos do cristianismo.