5420 – Livros – Outros livros (além do ☻ Mega Arquivo) contam a História da Humanidade


A importância do alfabeto e da escrita são incomparáveis. Sem um sistema de sinais que pudesse ser compreendido por vários grupos humanos é quase certo que a humanidade ainda estaria vivendo em tribos isoladas – embora a inexistência de escrita não signifique primitivismo, pois os maias, avançados em muitas áreas do conhecimento, não dispunham de alfabeto e até hoje sobrevivem comunidades ágrafas no mundo.
Dois livros explicam e apresentam essa fascinante história da humanidade. A Escrita, Memória dos Homens (Objetiva), de Georges Jean, e A História do Alfabeto: Como 26 Letras Transformaram o Mundo Ocidental (Ediouro), de John Man, fornecem informação a granel sobre um assunto que, às vezes, parece perder-se na névoa do tempo. Claras e didáticas, as obras abundam em curiosidades e histórias absolutamente inesperadas. A escrita teria surgido de um fato tão prosaico quanto essencial: a contabilidade. Por volta do sexto milênio antes de Cristo, os sumerianos precisavam registrar a compra de gado e de grãos. Como fazê-lo? A idéia foi gravar símbolos em plaquetas de barro. Era o surgimento da escrita. De lá para cá, gregos, semitas e romanos criaram, cada um, o próprio alfabeto. E o mundo, com certeza, nunca mais foi o mesmo.

5419 – Mega Byte – Operação tartaruga na Internet


Acredite se quiser: Querem congestionar a rede argumentando que ela polui.
Atualmente é responsável por 2% das emissões mundiais de co², a mesma quantidade gerada pelos aviões. Isso porque os computadores que sustentam a rede são movidos a energia elétrica e quando esta é obtida por combustíveis fósseis, polui.
A proposta então foi deixá-la (ainda mais) lenta, para reduzir em até 50% o consumo de energia. Em vez de ficarem ativos o tempo inteiro, os roteadores seriam desligados, só entrando em ação quando tivesse uma determinada quantidade de dados para processar ou transmitir. Mas, segundo os técnicos, o atraso seria imperceptível, entre 3 e 20 milésimos de segundo. O novo sistema já está em operação em muitos servidores. A Google está investindo em energia solar e montando seus centros de processamento ao lado de usinas hidrelétricas.

5418 – Medicina – O contraceptivo masculino


A camisinha é inconveniente e não é 100% segura, a vasectomia pode não ser revertida e trazer complicações, mas novas tecnologias estão surgindo. O ultra-som é uma delas. A idéia é aplicá-lo sobre os testículos, o que causa um leve aquecimento neles gerando efeito anti-concepcional que supostamente duraria 6 meses. É um procedimento e dura cerca de 10 minutos. O sistema está sendo testado em ratos. Um controle remoto é outra solução proposta. Trata-se de uma pecinha de silicone implantado no canal deferente. Quando acionado envia sinais de rádio frequência por um chip dentro da peça de silicone, que começa a vibrar. O formato da pecinha é alterado, impedindo a passagem dos espermatozóides. Para voltar ao normal é só desligar o chip via controle remoto. A frequência usada será diferente para evitar interferências.

5417 – A Academia Brasileira de Ciências


É uma academia de ciências que divulga e fomenta a produção científica no Brasil desde 3 de maio de 1916, tendo sido fundada por 27 cientistas e ainda sediada na cidade do Rio de Janeiro, com o nome Sociedade Brasileira de Sciencias, alterado em 1921 para sua atual denominação.
De início, a entidade abrangia apenas três seções: Ciências Matemáticas, Ciências Físico-Químicas e Ciências Biológicas. Seu principal objetivo era estimular a continuidade do trabalho científico dos seus membros, o desenvolvimento da pesquisa brasileira e a difusão da importância da ciência como fator fundamental do desenvolvimento tecnológico do país.
Henrique Charles Morize foi seu primeiro presidente, à frente da diretoria provisória (1916/1917), sendo reconduzido a essa posição por três mandatos sucessivos.
A partir de 1928, Arthur Alexandre Moses, acadêmico participante das diretorias em dez gestões como presidente, passou a desempenhar papel primordial na Academia. Moses reativou a publicação dos Anais da Academia Brasileira de Ciências e, após vários empreendimentos bem sucedidos, conseguiu em 1959 recursos governamentais para a compra de um andar inteiro de um prédio, moderno para a época, onde até hoje está instalada a sede da Academia.
Nos anos 60, o presidente da República autorizou a doação de um número significativo de bônus do Tesouro Nacional, resgatáveis em vinte anos, através da influência de Carlos Chagas Filho, que sucedeu Moses na Presidência da Academia. Estes recursos, correspondentes a um milhão de dólares, cuja aplicação não estava submetida a nenhuma determinação específica, fortaleceu consideravelmente o potencial da Academia.
Do final da década de 60 até o início da década de 80, a Academia foi liderada por dois renomados cientistas: Aristides Pacheco Leão e Maurício Matos Peixoto, presidentes por 7 e 5 mandatos consecutivos, respectivamente.
A Academia tem desempenhado papel relevante em várias atividades ligadas à ciência no Brasil, como por exemplo, liderando e influenciando na criação de diversas instituições, viabilizando publicações científicas, desenvolvendo programas e eventos científicos, estabelecendo convênios internacionais, e disponibilizando recursos para a sociedade acadêmica.
Durante a década de 70, a Academia recebeu substancial apoio financeiro do Governo Federal, especialmente através da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Esse apoio possibilitou a expansão de suas atividades, com a participação em importantes programas nacionais e internacionais.
Após um substancial declínio na década de 80, a presente década, liderada pelos Presidentes Oscar Sala e Eduardo Moacyr Krieger (esse último ocupou o cargo de 1993 a 2007), marca o retorno do apoio financeiro do governo, o que tem possibilitado a organização de vários novos programas e uma maior interação com a comunidade científica internacional.
Atualmente a Academia reúne seus membros em dez áreas especializadas: Ciências Matemáticas, Ciências Físicas, Ciências Químicas, Ciências da Terra, Ciências Biológicas, Ciências Biomédicas, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias, Ciências da Engenharia e Ciências Humanas.
Em 2009, Jacob Palis, atual presidente, criou as Vice-Presidencias regionais, em um total de seis: Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Espírito Santo.

Uma publicação da Academia Brasileira de Ciências

5416 – Quem foram os druidas?


Eles formavam a classe de sacerdotes entre os celtas, povo originário da Europa oriental que, no primeiro milênio a.C., se espalhou por quase todo o continente, até a Grã-Bretanha. “Os druidas eram considerados intermediários entre os homens e os deuses e atuavam também como juízes, magos e professores”. Como os celtas não deixaram obras escritas – apenas inscrições em objetos como taças e moedas – o que sabemos sobre eles vem de relatos dos romanos, surpresos com o fato de os druidas serem sacerdotes em tempo integral – pois em Roma essa função era acumulada por políticos, generais e magistrados”.
A principal fonte sobre os druidas é o próprio imperador Júlio César, que conta que eles tinham o privilégio de não pagar impostos e nem servir ao exército. Seus rituais incluíam sacrifícios humanos e, principalmente, o culto à natureza, toda ela considerada encantada por espíritos das árvores, bosques, lagos, fontes, cachoeiras e animais.

5415 – A Gruta da Mangabeira


Entrada da gruta

Em Ituaçu, BA, é uma das mais visitadas do Brasil. Alguns dos turistas vão lá pelas sensacionais formações. Mas o grosso dos visitantes são romeiros de todo o país que querem pedir graças e pagar promessas. Há uma igreja inteira construída dentro da gruta, sob o enorme pórtico de entrada. Consta que, uma vez, um cavaleiro caiu, montado, por um buraco no teto da caverna. Vendo que a morte o esperava nas estalagmites pontiagudas, o cavaleiro só teve tempo de gritar: “Sagrado Coração de Jesus, valei-me”. Salvou-se milagrosamente. Em setembro, os devotos do Sagrado Coração se acotovelam para assistir às missas. Mas a devoção que tornou a gruta conhecida ameaça sua beleza. A crendice popular diz que o chá feito das estalactites é milagroso. Por isso, a depredação foi comum até a década de 80, quando o acesso passou a ser controlado. Hoje, a visita só é permitida com a presença de um guia. O programa vale a pena: mesmo após anos de quebradeira, a gruta ainda faz qualquer um cair de joelhos.

5414 – Arquivo X – O que de fato acontece na área 51?


Isolado no meio do deserto de Nevada, esse complexo militar sempre gerou muita especulação. Seria um centro de estudo de discos voadores capturados pela Força Aérea americana, como aparece no filme Independence Day? Ou um laboratório especializado em desenvolver armas nunca imaginadas? O local é cercado de tanto sigilo que, durante muito tempo, sua existência era negada pelo governo. Hoje, as instalações são oficialmente reconhecidas como Área Operacional de Groom Lake, parte da Base Aérea de Nellis. “Nós a usamos para pesquisa, teste e desenvolvimento de aeronaves. Isso é tudo o que posso dizer”, afirma o sargento Richard Convington, porta-voz de Nellis. Para se ter uma idéia, é proibido sobrevoar os 13 000 km2 que circundam a área. E a maioria dos funcionários só pode chegar em vôos fretados, que partem de um hangar especial em Las Vegas, 150 km ao sul.
Construída na década de 50, a Área 51 ficou famosa 30 anos depois, quando um suposto ex-funcionário declarou à imprensa que havia ali várias naves alienígenas sendo analisadas. Se agora temos acesso a uma boa vista aérea das instalações, devemos isso ao analista político John Pike, diretor da organização não-governamental GlobalSecurity.org., que encomendou as primeiras imagens em alta resolução da base feitas por um satélite civil, no ano 2000. Especialista em armamentos hi-tech, Pike chegou à seguinte conclusão: “Há uma enorme pista de decolagem e pouso, com 4 km de extensão, e é possível observar que entre 1 000 e 2 000 pessoas trabalham lá. Também vimos muitos hangares e aviões, mas certamente nenhum disco voador”. Segundo ele, a base foi muito utilizada para o desenvolvimento de aviões-espiões – como o U-2, da década de 50, e o F-117, da década de 80.

5413 – Por que comida apetitosa dá “água na boca”?


Isso acontece porque o organismo já está se preparando antecipadamente para a digestão. A visão do prato e seu cheiro estimulam o cérebro, que, por sua vez, aciona as glândulas produtoras de saliva, secreção que tem a função de ajudar o aparelho digestivo a decompor a comida ingerida. Essa reação é um exemplo de reflexo condicionado, descoberto pelo fisiologista russo Ivan Pavlov (1849-1936) em um experimento clássico. Toda vez que alimentava um cão com um pedaço de carne, Pavlov fazia soar antes uma campainha. Resultado: sempre que ouvia esse som, o cachorro começava a salivar, mesmo sem ver a carne nem sentir seu cheiro, prova de que havia sido criada, em seu cérebro, uma associação entre a campainha e a hora em que o alimento era servido.
O curioso é que a quantidade de salivação varia de acordo com o estado motivacional da pessoa. “Um indivíduo faminto tende a salivar muito mais diante de um prato de comida do que alguém com menos fome”.
USP

5412 – Fisiologia – Por que choramos?


De tempos em tempos, os índios tupi-guaranis, que habitam o centro-sul do Brasil, deixam a aldeia onde estão estabelecidos e seguem para o leste, em busca da Terra sem Males – um lugar onde, segundo a tradição, não existe morte. Conta um relato antropológico da primeira década do século XX que, certa vez, um dos índios mais velhos da tribo desatou a chorar e não parou mais. Ele havia sonhado que o grupo devia abandonar imediatamente a aldeia. A emoção do velho com a proximidade da partida fez com que todos se comovessem e chorassem juntos. A choradeira, de horas a fio, teve conotação de despedida, mas também foi sinal de solidariedade e integração do grupo.
Do ponto de vista fisiológico, as lágrimas comovidas dos tupi-guaranis são praticamente as mesmas que você derrama quando está cortando uma cebola e fica com os olhos irritados. Elas não passam de gotinhas produzidas pela glândula lacrimal e formadas por três camadas: uma película de gordura, mais externa, envolvendo o recheio de água, que fica sobre um filete de muco. São assim também as lágrimas lubrificantes ou basais, que servem para umedecer, nutrir e limpar a córnea, fabricadas numa média de 1 ou 2 microlitros por minuto (1 microlitro equivale a 1 litro dividido por um milhão). Mas há alguma diferença entre as lágrimas com função lubrificante, as que surgem como reflexo a um cisco, e as lágrimas emocionais, como as derramadas pelos índios?
Sim, há. O que mais intriga os cientistas em nossos dias é justamente esse terceiro tipo, exclusivo dos seres humanos: as lágrimas que são vertidas quando choramos para expressar algum sentimento. Ao contrário das basais e das reflexas, que têm um propósito bem definido, tais lágrimas não trazem nenhum benefício especial para a córnea ou para a superfície ocular. “Por que, então, o olho, motivado por uma emoção qualquer, produz uma secreção?
Em busca das razões biológicas que provocam as lágrimas emocionais, Murube tem estudado, desde 1992, episódios de choro de estudantes de medicina, na tentativa de encontrar um ponto em comum entre os estados emocionais que desencadeiam o pranto. Até hoje, cerca de 400 estudantes, de ambos os sexos e com idade entre 23 e 30 anos, já responderam a um questionário semanal sobre quando, onde e por que choravam. Nesses questionários, os jovens relataram a via da informação que os fez chorar (por exemplo, a briga com o namorado ou determinada música no rádio), as manifestações de cada episódio (olhos úmidos, soluços, nó na garganta, lágrimas copiosas etc.), a duração do pranto, horário e dia da semana em que choraram, e assim por diante.
Depois de analisar mais de 1 100 episódios de choro, Murube chegou a algumas conclusões surpreendentes. A média de choro emocional entre os jovens universitários foi de aproximadamente três vezes por semana para as garotas e duas vezes para os rapazes.
Estímulos para derramar lágrimas não faltam. Desde os primórdios do teatro, dramaturgos e diretores usam as lágrimas cênicas para emocionar a platéia. Muitas vezes, o público vai ao cinema ou aluga um DVD na expectativa de chorar com o filme a que vai assistir – como ocorria com as peças de Jean Racine, dramaturgo francês do século XVII, e com os romances melosos dos idos de 1800. Existem certas técnicas, usadas na elaboração de roteiros de cinema, que ajudam a emocionar os espectadores: a morte súbita de um personagem, um acidente com uma criança ou uma doença inesperada, por exemplo. Tom Lutz cita o caso de Titanic, de James Cameron, filme assistido por milhões de pessoas no mundo todo. Adolescentes entrevistados depois da sessão confessavam que, mesmo já tendo visto o filme várias vezes antes, voltavam para o cinema simplesmente para chorar.
As lágrimas ajudam a pessoa não só a expressar suas necessidades, mas também a preenchê-las.” Chorar funciona como uma descarga física e emocional. O filósofo romano Sêneca já tinha escrito: “As lágrimas aliviam a alma”. E um antigo provérbio hindu afirma que chorar faz bem para a aparência (depois que o inchaço dos olhos passar, obviamente). Ou seja, chorar traz benefícios para o corpo, para a alma e para o humor.

5411 – Mega Almanaque – O Glossário da Bola


Com o brasileiro, não há quem possa. Se já não somos aquela potência dentro de campo, numa coisa continuamos insuperáveis: na vocação para criar e adaptar expressões divertidas. Escalamos as 11 mais surpreendentes e explicamos suas origens.
Bicho
O prêmio que se dá aos jogadores por vitória é uma invenção vascaína de 1923. Naqueles tempos pré-salários milionários, a torcida cruz-maltina dava dinheiro aos atletas se o resultado fosse bom. Os torcedores tinham uma senha inspirada no jogo-do-bicho para determinar que valor dariam. Um empate bom valia um cachorro – número 5 no bicho e, portanto, equivalente a 5 000 réis. Um coelho, número 10, significava 10 000. E assim ia até a vaca, número 25, prêmio para grandes vitórias. Daí veio também a expressão “fazer uma vaquinha”.
Cartola
Originou-se da figura-símbolo do Fluminense, criada pelo chargista argentino Molas. O personagem era um sujeito de cartola e passou a designar qualquer dirigente.
Corneteiro
Torcedor que, sempre insatisfeito, se sente no direito de exigir a demissão do técnico e critica jogadores. A origem está na cultura dos boiadeiros – vem de boi-corneta, animal que, com os mugidos, reúne o rebanho em torno de si.
Escrete
Quer dizer “seleção”. Vem do inglês scratch (arranhar), forma abreviada de scratch team, que quer dizer mais ou menos “time escolhido a dedo”.
Folha-seca
Cobrança de falta criada pelo craque Didi nos anos 50. Chutada com a parte externa do pé, próximo do bico da chuteira, a bola supera a barreira, e com o efeito, cai de repente no gol, como uma folha seca caindo da árvore.
Gandula
Bernardo Gandulla era um meia argentino do Vasco em 1939. Com a característica raça dos argentinos, Gandulla sempre corria para buscar as bolas, a fim de evitar que o jogo parasse. Quando os times começaram a contratar garotos para fazer esse serviço, a torcida vascaína já tinha um apelido pronto.
Gatos Pingados
Pequeno grupo de torcedores. O Gato Pingado foi um personagem criado pelo humorista Henfil como símbolo do América do Rio.
Lanterninha
Equipe que termina em último num torneio. O mesmo termo dá nome à luz de popa de uma embarcação, ou seja, a luz que fica atrás do barco.
Pó-de-arroz
Nos anos 20, os negros eram proibidos de jogar em vários grandes clubes. Numa partida contra o América, um mulato chamado Carlos Alberto, do Fluminense, entrou em campo com o rosto cheio de pó-de-arroz, para se passar por branco. Os rivais descobriram a farsa e passaram a chamar a torcida tricolor de pó-de-arroz. Por tabela, o apelido foi exportado para São Paulo, para homenagear os também tricolores são-paulinos.
Zebra
A palavra deve a origem ao jogo-do-bicho. Na verdade, a zebra não está entre os 25 animais que emprestam seus nomes a essa loteria ilegal. Por isso, “dar zebra” é impossível. O termo passou a significar um resultado muito inesperado.
Zona do Agrião
As proximidades do gol. Naquele lugar de disputas ferrenhas a grama não nasce. Só o agrião, planta resistente, cresceria lá. Detalhe: não é verdade que o agrião seja tão resistente.

Charles William Miller (São Paulo, 24 de novembro de 1874 — 30 de junho de 1953) foi um esportista brasileiro, considerado o “pai” do futebol e do rugby no Brasil.
Em 1884 ele foi mandado para uma escola pública em Hampshire, na Inglaterra, onde aprendeu a jogar futebol, rugby e críquete. Enquanto estava nesta escola, jogou por eles contra os times Corinthian SFC e o de St. Mary.
Ele retornou ao Brasil em 18 de fevereiro de 1894 para trabalhar na São Paulo Railway (posteriormente Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (EFSJ), como seu pai, tornando-se também correspondente da Coroa Britânica e vice-cônsul inglês em 1904. Trouxe na bagagem duas bolas usadas, um par de chuteiras, um livro com as regras do futebol, uma bomba de encher bolas e uniformes usados.

5410 – Mega Mix – Força Paradoxal


Mega Mix original

Pesquisa feita pela Universidade da Pensilvânia descobriu que homens com altos níveis de testosterona tem menos ferro, vitamina C e outras substâncias importantes. O hormônio também interfere com o sistema imunológico fazendo com sejam mais suscetíveis a doenças.
Corinto e Corínthians
Corinto era uma cidade de 2° divisão na Grécia antiga, possuía um comércio poderoso, mas ficava no chinelo, quando comparada à maior potência militar e política do século 5 aC, Atenas. Então teve que esperar até que a gigante Esparta entrasse em guerra com Atenas para lançar a sua liga de Corinto e foi que saiu a maior conquistador de todos os tempos.
Alexandre, o grande – Era obsessivo, paranoico e megalomaníaco. O homem que partiu dos rincões do reino grego da Macedônia para conquistar a Mesopotâmia,o Egito, o Afeganistão e grande parte da Europa. Ele encarou uma manada de elefantes num campo de batalha para desbravar a
Índia – Havia nada menos que 5 mil elefantes à espera de quem ousasse entrar no Vale do Rio Ganges. Lá florescia uma civilização que não havia sofrido interferência significativa do ocidente até a metade do século 19. Mas os ocidentais começaram a mandar na Índia, que passou a ser governada pela
Inglaterra – Com a revolução industrial, sua economia disparou com impacto na Tecnologia, Ciências, Artes, Filosofia, e também Esporte. Surgiu um time que goleou o famoso Manchester United por 11X3 e saiu pelo mundo ensinando a arte da bola no pé…
O Corínthians – O da Inglaterra impressionou o públicoao vencer o Palmeiras, então Palestra Itália, por 5X0 aqui no Brasil, em 1910. Tanto que inspirou um grupo de operários a batizar seu próprio time de Corínthias. Mas Coríntios é aquela cidade grega da qual falávamos, que é Corínthians em inglês.

5409 – Cidades Brasileiras – Vitória-ES


Praia do Canto

É a capital do estado do Espírito Santo, e uma das três ilhas-capitais do Brasil (as outras são Florianópolis e São Luís). Está localizada na Região Sudeste. Situada a 20º19’09’ de latitude sul e 40°20’50’ de longitude oeste, Vitória limita-se ao norte com o município da Serra, ao sul com Vila Velha, a leste com o Oceano Atlântico e a oeste com Cariacica.
Com uma população de 327.801 habitantes, segundo estimativas de 2010 do IBGE, a cidade é a quarta mais populosa do estado (atrás dos municípios limítrofes de sua região metropolitana: Vila Velha, Serra e Cariacica) e integra uma área geográfica de grande nível de urbanização denominada Região Metropolitana da Grande Vitória, compreendida pelos municípios de Vitória, Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana e Vila Velha.
Vitória é cercada pela Baía de Vitória, é uma ilha de tipo fluviomarinho. Além da ilha principal, Vitória, fazem parte do município outras 34 ilhas (algumas a mais de 1100 km da costa) e uma porção continental, perfazendo um total de 93,381 km². Originalmente eram 50 ilhas, muitas das quais foram agregadas por meio de aterro à ilha maior.

Entre as capitais do Brasil, Vitória possui o 3° melhor IDH e o maior PIB per capita.
Vitória possui dois grandes portos, o Porto de Vitória e o Porto de Tubarão. Esses portos fazem parte do maior complexo portuário do Brasil, que inclui vários portos do estado, e são considerados os melhores (em qualidade) do Brasil.
A cidade administra a Ilha de Trindade e a Ilha de Martim Vaz, a 1100 km da costa, que são importantes bases meteorológicas por causa de sua posição estratégica, em área de dispersão de massas de ar.
Vitória surgiu devido aos constantes ataques indígenas, franceses e holandeses a Vila Velha, que era a capital da capitania do Espírito Santo. Os portugueses decidiram então mudar a capital e escolheram uma ilha próxima ao continente, chamada pelos índios de Ilha de Guanaani. A Vila Nova do Espírito Santo, como era denominada, foi fundada em 8 de setembro de 1551 e posteriormente denominada Vitória, em memória da vitória em uma grande batalha comandada pelo donatário da capitania, Vasco Fernandes Coutinho, contra os Goitacases.
Até o século passado, os limites da capital capixaba eram o atual Forte de São João, onde atualmente está localizado o Clube de Regatas Saldanha da Gama, próximo ao centro da cidade, e também o morro onde funciona o atual hospital da Santa Casa de Misericórdia, no bairro Vila Rubim. A cidade foi sendo construída nas partes altas, o que deu origem a diversas ruas estreitas. A parte de baixo foi sujeita a ataques e devido a isso foram construídos vários fortes na beira do mar.
Em 24 de fevereiro de 1823 (17 de março de 1829 ?) a vila de Vitória foi elevada a cidade, mas seu isolamento insular evitava seu desenvolvimento. A partir do ano de 1894, com o ciclo do café, iniciaram-se na ilha diversos aterros nas partes baixas da cidade, alterando a forma da ilha e modernizando-a. Foram construídas após disso diversos bairros, escadarias e foram derrubados casarões. Além disso foi melhorado o saneamento.
Em 1941 surgiu o primeiro cais na capital e em 1927 a ponte que ligou a ilha ao continente. O porto se desenvolveu. Em 1949 foram feitos mais aterros e foram construídas amplas avenidas. Depois dessas várias mudanças a cidade tornou-se o maior centro do Espírito Santo. Em 1970 o Porto de Vitória se tornou um dos mais importantes do país, e a capital começou a se industrializar. A modernização da ilha gerou o desaparecimento de quase todos os vestígios da Colônia e do Império na ilha.

Enseada do Suá, região nobre da cidade

Seu litoral é bem recortado e, além de larga costa, Vitória possui 40% do território coberto por morros, dificultando o crescimento das áreas urbanizadas do município e fazendo com que o município tenha muitos bairros nobres e as cidades vizinhas, que possuem menor IDH, mais regiões suburbanas.
O relevo das ilhas é um prolongamento do continente, de constituição granítica, circundado pelo mar e áreas de mangue e restinga. O maciço central da ilha de Vitória, Morro da Fonte Grande, possui altitude de 308,8m e os principais afloramentos graníticos são a Pedra dos Dois Olhos, com 296m, e o Morro de São Benedito, com 194m de altitude. O ponto mais alto da cidade é o Pico do Desejado, na ilha de Trindade, com 601m de altitude.
O clima da cidade é tropical, com temperatura média anual de 23 °C e ocorrência de precipitações pluviométricas, principalmente nos meses de outubro a janeiro. As temperaturas podem variar muito no inverno, podendo chegar aos 30 °C em épocas de grande seca, e 12 °C quando ocorrem tempestades. A maior temperatura máxima absoluta já registrada na cidade foi de 39,6 °C(INMET) em 25 de fevereiro de 2006 e a menor de 9 °C. Vitória, por causa da Corrente Fria das Malvinas, empata com o Rio de Janeiro como a capital brasileira com menores taxas de precipitação pluviométrica, sendo que na cidade é de 1153mm. Vitória também é a cidade que apresenta as menores amplitudes térmicas de todo o Espírito Santo.
A capital capixaba conta com diversas praias, as quais não são extensas em razão do tamanho da ilha. Entre as mais conhecidas está a Praia de Camburi, na parte continental da cidade. Com seis quilômetros de extensão, é a maior praia de Vitória, sendo totalmente urbanizada e a mais frequentada pelos turistas e fica entre os bairros de Jardim da Penha até Jardim Camburi atualmente não conta com quisques,que foram retirados durante as obras do calçadão.Outras praias são por exemplo a Curva da Jurema, a Ilha do Boi, a Praia da Castanheira a Praia do Canto, entre outras.

A 3ª ponte liga Vitória a Vila Velha

A vegetação da ilha é composta por floresta tropical, tendo também uma vegetação litorânea, com espécies de fauna e flora. Parques, como o Augusto Ruschi, com uma vegetação de Mata Atlântica, contam com diversas espécies de plantas.
A economia de Vitória é voltada para as atividades portuárias, ao comércio ativo, a indústria, a prestação de serviços e também ao turismo de negócios. A capital capixaba conta com dois portos que são dos mais importantes do país: o Porto de Vitória e o Porto de Tubarão. As indústrias mais importantes da capital são a ArcelorMittal Tubarão (antiga CST) e Vale (antiga CVRD/Companhia Vale do Rio Doce). Esses portos, junto com vários outros do estado, formam o maior complexo portuário do Brasil.
O principal shopping center de Vitória é o Shopping Vitória, que conta com mais de 400 lojas, uma grande praça de alimentação e um complexo cinemático, sendo o maior do estado. Há também o Shopping Norte Sul, com 99 lojas, o Shopping Centro da Praia, o Shopping Boulevard, entre outros.

Shopping Vitória - Assistia a Copa de 98 nos telões de lá

5408 – Mega Mix – O Gene da Velhice


Você está no ☻Mega Arquivo

Geneticistas da Escola de Medicina Baylor, no Texas, estão na pista dos fatores que levam ao envelhecimento das células no organismo humano. Como já havia se provado em laboratório, as células, unidades básicas de todos os organismos vivos, se multiplicam em progressão geométrica até um determinado ponto. A partir daí, entram em processo de envelhecimento ou senescência, que as leva à morte. Só não se descobriu o que bloqueia a multiplicação das células e consequentemente causa o envelhecimento. Foram isolados possíveis suspeitos. Um gene, responsável pela fabricação da proteína fibronectina associada a membrana das células. Eles descobriram que, quando começam a envelhecer, as células normais produzem grandes quantidades de tal proteína. Em comparação, células cancerosas, que se multiplicam indefinidamente, quase não a possuem. Dessa forma acreditam que o gene isolado também possa vir a ser usado para impedir o desenvolvimento do câncer e quem sabe, retardar a velhice.

5407 – Sonda Voyager, a recordista


A aventura começou em 20 de agosto de 1977, quando a Voyager 2 foi lançada do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A Voyager 1 foi lançada mais tarde, em 5 de setembro. Mas, posta numa rota mais rápida, foi a primeira a chegar a Júpiter, o maior planeta do sistema solar, seguindo a trilha deixada pelas sondas Pioneer 10 e 11, lançadas alguns anos antes. Mas as ambições dessa vez eram muito maiores.
O lançamento coincidiu com um alinhamento planetário que só ocorre uma vez a cada 175 anos. Ele permitiu que, uma vez que Júpiter fosse atingido, sua atração gravitacional colocasse a sonda a caminho de Saturno. O planeta dos anéis, por sua vez, desviaria a sonda na direção de Urano, e Urano despacharia a sonda para Netuno. Ou seja, era a chance de fazer um “grande tour” do sistema solar exterior.
Em Júpiter
As sondas chegaram lá em 1979. A Voyager 1 fez seu sobrevoo do planeta em março. Já a Voyager 2 chegou em julho. Foram detectados discretos anéis ao redor do planeta, e várias observações foram feitas da dinâmica atmosférica joviana. A maior surpresa foi a descoberta de vulcões ativos na lua Io, além de uma suspeita de que Europa, outra lua, pudesse ter um oceano de água sob a crosta de gelo.
Em Saturno
A Voyager 1 chegou em novembro de 1980. Fez observações dos famosos anéis, além de dar uma boa espiada na lua Titã. Dali, a sonda foi colocada numa rota para fora do sistema solar. Já a Voyager 2 chegou a Saturno em agosto de 1981 e fez excelentes observações da atmosfera do planeta, mostrando diferenças provavelmente sazonais de temperatura e dando informações detalhadas de sua composição.
Em Urano
Até hoje, apenas a Voyager 2 foi até lá. A imensa maioria do que sabemos sobre Urano veio dessa breve visita, ocorrida em janeiro de 1986. E os achados foram muitos. Para começar, a sonda descobriu 10 novas luas uranianas. A sonda também estudou o sistema de anéis de Urano, revelando detalhes dos que já eram conhecidos e detectando dois novos aros de poeira ao redor do planeta.
Em Netuno
A Voyager 2 também foi a única sonda até hoje a visitar o planeta Netuno. Em agosto de 1989, a sonda passou a apenas 4 950 km do polo norte netuniano. Além de ajudar a caracterizar a atmosfera de Netuno, similar à de Urano, a Voyager 2 fez observações espetaculares de Tritão, a maior das luas netunianas. Objeto complexo, ele parece ser “primo” de Plutão e outros objetos que ficam em órbitas além de Netuno.
As duas sondas Voyager foram projetadas para funcionar no mínimo 5 anos. Ninguém esperaria que hoje, mais de 30 anos depois, elas ainda estivessem em operação. Mas estão. Movidas por uma bateria de plutônio (sim, elas usam energia nuclear!), as espaçonaves viajantes continuam a enviar dados. Sem outros objetos para fotografar, o trabalho das sondas consiste em observar basicamente partículas de radiação. O objetivo é determinar em que ponto termina a influência do vento solar e a radiação vinda de outras estrelas começa a tomar conta. Literalmente, é a busca pela fronteira que separa o sistema solar do espaço interestelar.

5406 – Mega Mix – Vida Física


De um trabalho rudimentar feito em cadernos, surgiu o ☻Mega Arquivo

Restabelecer a vida física é só mais uma utopia dos cientistas?
Na década de 1970 o Instituto Vucheus de Moscou conseguiu restabelecer síntese de proteínas em um cadáver de coelho. Os pesquisadores estudaram a síntese das proteínas que prossegue durante algum tempo após a morte. Nas primeiras experiências, o baço e o cérebro sofreram reduções na síntese normal , após a morte de um coelho, o mesmo foi resfriado levando o sangue a 9°C. Uma hora após a morte a temperatura do animal era de 26°C, depois, 24°C, sendo aquecido novamente e reanimado. Ao mesmo tempo foram injetados aminoácidos em sua circulação e verificou-se que todas as funções vitais, incluindo as motrizes foram restauradas. Mas outros obstáculos ainda não foram vencidos, como a deterioração irreversível do cérebro que surge 3 a 6 minutos após cessar a respiração e a circulação. Resta com a criogenia tentar uma refrigeração imediata do cérebro e esperar a forma de curar a doença na qual a pessoa morreu.

5405 – Biologia – Combate às aranhas


O uso de aviões de guerra contra aranhas pode parecer aberrante, mas é um excelente exemplo do pavor que elas inspiram e sa falta de conhecimentos com que frequentemente o homem as enfrenta. Não é difícil imaginar o que aconteceu na Ilha do Fundão, quando as primeiras bombas de nalpan atingiram o solo. Os grandes deslocamentos de ar causados pelos impactos dos projéteis e as colunas ascendentes de ar quente produzidas pelo incêndio carregaram para a atmosfera uma enorme quantidade de jovens curacavensis em seus balões de seda. Este bizarro caso fez um zoólogo apresentar extenso relatório condenando o espetacular e ineficiente método de combate às aranhas e aconselhando que no futuro fossem usadas apenas técnicas convencionais de borrifaçãocom DDT ou BHC, com supervisão de especialistas.
A aranha não é um inseto, embora pertença ao mesmo filo, o dos artrópodes, é de uma classe própria, a aracnídea, da qual fazem parte também os piolhos e os escorpiões. Possuem 4 pares de patas e o corpo dividido em apenas 2 porções:o abdomem e o cefalotórax; tal nome significa que a cabeça e o tórax estão fundidos numa só peça. Todas as aranhas são peçonhentas, ou seja,inoculam em suas vítimas, geralmente insetos, uma substância que mata ou paralisa e que desempenha também a função de suco digestivo. No homem o veneno das aranhas-lobofaz apodrecer o tecido no local atingido. O das aranhas-marrons destrói os glóbulos vermelhos, o que causa obstrução renal. O das armadeiras provoca intensa hipertensão, suores e taquicardia, entretanto, poucas espécies injetam veneno capaz de por em risco a vida humana. O maior número de acidentes acontece em meses frios, durante as horas quentes do dia e a metade dos casos dentro de casa. As aranhas podem entrar nas casas por diversos motivos, mas não de propósito para atacar o homem. Suas habitações naturais como os campos e florestas estão sendo devastadas e aí vagam em busca de novos abrigos.

5404 – Inventos – A Geladeira, invenção do século 19


Gorrie, não lhe deram crédito

A crítica do jornal americano The New York Times foi contundente: “Existe um excêntrico na cidade de Apalachicola, Flórida, que pensa poder fazer gelo tão bem quanto Deus Todo-poderoso”. O excêntrico era John Gorrie, devotado médico americano que passou boa parte da vida interessado em melhorar as condições dos doentes, na maioria marinheiros sofrendo de febre amarela, que eram tratados em seu hospital. Gorrie, nascido em Charleston, Carolina do Sul, em 1803, tinha se mudado aos 30 anos para a cidade portuária de Apalachicola, conhecida por seu clima extremamente quente e úmido. A partir de 1838, ele teve a idéia de pendurar sacos de gelo nas salas do hospital, para tornar mais ameno o ar que seus pacientes respiravam.
O difícil era conseguir gelo em quantidade suficiente. Frederic Tudor, um mercador de Massachusetts, tentou resolver a questão armazenando gelo dos lagos e rios no inverno, para depois vendê-lo nas cidades quentes no verão. A conservação era feita em silos isolados com serragem. Mas a entrega era irregular e a quantidade não dava para o consumo. O preço era também exorbitante: 2,75dólares o quilo, um absurdo na época. Diante disso, em 1850 Gorrie resolveu pôr em prática seus conhecimentos de Física: construiu uma máquina a vapor que movia um pistão dentro de um cilindro. Em volta do sistema ha via um recipiente com água salgada, que congela a uma temperatura mais baixa que a água pura.
O pistão comprimia e expandia alternadamente vapor de água, que por sua vez roubava calor do meio externo – o recipiente de água e sal – para passar do estado líquido ao gasoso. Quando a água salgada não tinha mais calor para ceder ao gás, os dois se resfriavam. O ar então era liberado no ambiente, enquanto a água salgada congelava ainda outro frasco de água doce colocado no recipiente. Assim, de uma só tacada Gorrie tinha inventado o ar-condicionado e a geladeira. Ele foi também o primeiro a fabricar um aparelho comercialmente viável. A primeira apresentação pública da engenhoca se deu em 1850, no dia 14 de Julho, quando os franceses comemoram o aniversário da queda da Bastilha.
Gorie cabou obtendo a patente da maquma que até hoje obedece ao mesmo mecanismo de funcionamento – com a diferença essencial de que, com o advento da eletricidade, o sistema deixou de ser movido por uma máquina a vapor, substituída pelo motor elétrico. Mas, em 1850, o invento não chegou a impressionar os incrédulos banqueiros a quem o médico procurou em busca de dinheiro para construir uma fábrica. “Uma tonelada de gelo poderá ser feita em qualquer lugar da Terra por apenas 2 dólares”, dizia ele, em vão. Gorrie morreu desacreditado e pobre em 1855. Pouco antes, previra que seu sistema seria usado em navios e residências. A previsão começou a se cumprir por volta de 1880. Na época, mergulhada numa grave crise de abastecimento, a Inglaterra apelou à Austrália para que substituísse por carne o carregamento normal de sebo e lã de carneiro destinado a Londres.
Von Linde aperfeiçoou a invenção de Gorrie e substituiu o vapor de água por amônia. No novo processo, quando o gás é comprimido, torna-se líquido, sendo então forçado a circular por uma condensador (a parte de fica atrás nas geladeiras modernas), onde perde o calor adquirido na compressão.
Em seguida, atravessa uma válvula de evaporação, como as que existem nos dispositivos spray, que diminui a pressão exercida sobre a amônia e faz com que ela passe novamente para o estado gasoso. Nesse momento, as moléculas de amônia em expansão precisam de mais calor para se movimentar num espaço maior. O calor é obtido do compartimento interno da geladeira, que assim acaba por resfriar-se. O gás chega então ao compressor e o processo recomeça. Aclamado por sua adaptação, Von Linde passou a interessar-se pela construção de refrigeradores domésticos. Em 1891, chegou a vender 12 mil aparelhos para cidadãos particulares.
Seu sistema ainda hoje é o mais utilizado, embora a amônia tenha sido substituída na década de 20 pelo composto clorofluorcarbono (CFC), que tem o mesmo rendimento, não é tóxico para o homem, mas descobriu-se que corrói a camada de ozônio que protege a Terra dos raios solares.
Da evolução da geladeira, surgiram os freezers, que mantém o alimento congelado a uma temperatura de menos 18 graus centígrados. Para o engenheiro Walter Haddad, professor de Refrigeração da Faculdade de Engenharia Industrial de São Paulo, as máquinas de gelar do futuro utilizarão a tecnologia dos supercondutores que começa a engatinhar. “Essas geladeiras”, prevê Haddad, “usarão menos energia e serão muito mais duráveis.”

5403 – EUA X Furacões


O Katrina matou 1800 pessoas e causou 50 bilhões de dólares de prejuízo em 2005. Os especialistas estão apreensivos: todos os anos, 3 a 6 furacões de grande intensidade se formam no hemisfério norte, com 67% de probabilidade de que um deles atinja o litoral amaricano. A solução proposta é alterar o ciclo dos furacões.Os testes já estão sendo feitos em laboratório, mas a idéia de desviar a rota de um furacão é polêmica. O plano seria cobrir uma pequena área na frente do furacão com álcool estearílico que parece um óleo usado para cosméticos; isso impediria a evaporação da água, cortando o suprimento de ar quente, que é o combustível do furacão. Isso não poluiria o mar, pois a quantidade seria apenas 100 gramas por km² de oceano.
Outra idéia seria instalar 20 turbinas de avião numa balsa e levar até a rota do furacão dando então partida. Isto faria o ar quente subir com uma pressão de um milhão de newtons, o suficiente para criar pequenos ciclones artificiais, que se alimentam do calor do oceano. Quando o furacão chegar ao local, o mar já estará 2 a 3 °C mais frio, mas para isso seria preciso ter uma frota de navios anti-furacão com um custo de 750 milhões de dólares por ano.

5402 – Antártida – A Estação Comandante Ferraz


Veja como era a estação científica que ficou 70% destruída com um incêdio
É uma base antártica pertencente ao Brasil localizada ilha do Rei George, a 130 km da Península Antártica, na baía do Almirantado, Antártica.
Começou a operar em 6 de fevereiro de 1984, levada à Antártica, em módulos, pelo navio oceanográfico Barão de Teffé e diversos outros navios da Marinha do Brasil. Atualmente abrigava cerca de 60 pessoas, entre pesquisadores, técnicos e funcionários, militares e civis.
O nome da estação homenageia Luís Antônio de Carvalho Ferraz, um comandante da Marinha do Brasil, hidrógrafo e oceanógrafo que visitou o continente Antártico por duas vezes a bordo de navios britânicos. Ferraz desempenhou importante papel ao persuadir o Brasil a desenvolver um programa antártico.
A estação dispunha de todas as instalações necessárias como se fosse uma pequena cidade. O total atual de módulos é de sessenta e duas unidades. Recentemente, passou a fazer parte da EACF um heliponto, construído de acordo com as normas internacionais.
Até 2004 a composição modular chegou a sessenta habitáculos com capacidade de viverem confortavelmente 48 pessoas, parecendo uma pequena vila em meio ao gelo antártico. A estação opera durante todo o ano. A estrutura é composta por depósitos, oficinas, biblioteca, salas de lazer e estar, enfermaria, sala de comunicações, ginásio de esportes, cozinha e refeitório.

A administração da estação é executada por militares da Marinha do Brasil, que ali permanecem durante um ano, sendo trocados ao final do período.
No inverno, os pesquisadores são em pequena quantidade, pois dependem do solo exposto e de mar aberto para efetuar a coleta de amostras cujos dados serão compilados e enviados às instituições-sede. Nessa época, o transporte depende da Força Aérea Brasileira, pois não se consegue chegar à base através do mar utilizando o NApOc Ary Rongel (H-44). São realizados sete vôos anuais com aeronaves C-130 Hercules. As instalações da base são capazes de abrigar 46 pesssoas.
No verão, naturalmente em condições menos adversas, a população na estação aumenta, o que se traduz em maior nível de atividade. É nesta época que são executados os serviços de manutenção, ampliação, reabastecimento e apoio aos projetos científicos, tecnológicos e pesquisas de maior vulto. As condições de locomoção e transporte se dão com maior facilidade, há menos gelo a dificultar as atividades dos habitantes. Os ventos são mais fracos, e a temperatura também é mais amena, chegando aos 5°C.

Ossada de baleia jubarte encontrada próxima da Estação

Os programas de pesquisas permitiram estudar o impacto das mudanças ambientais globais na Antártica e suas consequências para as Américas inclusive a Amazônia. Ali foi detectado o aumento da temperatura global, o efeito estufa, o aumento do buraco da camada de ozônio, o aumento do nível dos oceanos, além de recolhidos elementos provenientes da poluição causada em sua maioria pelos países do hemisfério norte.
Todas as alterações detectadas pela Estação Antártica Comandante Ferraz mostram claramente a interação entre os hemisférios e sua interferência nas mudanças globais.

Incêndio na estação
Na madrugada do dia 25 de fevereiro de 2012, 2h, com 60 pessoas na base, ocorreu um incêndio iniciado por uma explosão sem causa estimada na Praça das Máquinas, onde ficam os geradores de energia da estação, suspeitas de sabotagem. Por ser anexa ao restante das instalações, o fogo se alastrou. Um suboficial e um primeiro-sargento morreram porque não conseguiram deixar a Praça das Máquinas, devido a surpresas do ataque tendo um sargento foi ferido, mas levado com vida para a estação polonesa onde recebeu primeiros socorros e posterior transferência para uma base chilena. Para esta foram transportados também todos os civis, encaminhados então para a cidade de Punta Arenas, na Patagônia, e por fim de volta ao Brasil, em um avião da Força Aérea Brasileira.
Após a avaliação dos danos, concluiu-se que 70% da estação fora destruída.

Presidente Lula visitou a Estação

5401 – Amazônia – Vitória-régia é Vitória do Brasil


Solitária e cheia de aroma, sua flor espera o cair da tarde para explodir em cores. Branca, cor-de-rosa ou vermelha, só vai fechar novamente pela manhã, perdendo o lugar ao longo do dia, para as folhas enormes e redondas, que podem suportar até 45 quilos e servem de refúgio para aves e insetos nos igarapés. A planta aquática nativa da Amazônia é símbolo do Brasil. Suas folhas com quase 2 metros de diâmetro parecem grandes bandejas verde-escuras. Batizada pelo botânico inglês Lindey em homenagem à rainha Vitória, hoje porém é chamada de vitória do Brasil.